Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
05/12/2011
O teu trabalho deve ser oração
Antes de começar a trabalhar, põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando, lança-Lhe um olhar... Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus, e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho. Porque esse crucifixo é mais do que o retrato de uma pessoa querida – os pais, os filhos, a mulher, a noiva... – ; Ele é tudo: o teu Pai, teu Irmão, teu Amigo, teu Deus e o Amor dos teus amores. (Via Sacra, Estação XI. n. 5)
Costumo dizer com frequência que, nestes momentos de conversa com Jesus, que nos vê e nos ouve do sacrário, não podemos cair numa oração impessoal. E observo também que, para meditar de modo a que se inicie imediatamente um diálogo com o Senhor, não é preciso pronunciar palavras. Precisamos, sim, de sair do anonimato e de nos pôr na sua presença tal como somos, sem nos escondermos na multidão que enche a igreja, nem nos diluirmos num palavreado oco, que não brota do coração mas de um costume desprovido de conteúdo.
Posto isto, acrescento agora que também o teu trabalho deve ser oração pessoal e há-de converter-se numa grande conversa com o Nosso Pai do Céu. Se procuras a santificação na tua actividade profissional e através dela, terás necessariamente de te esforçar para que ela se converta numa oração sem anonimato. E nem sequer estes teus afãs podem cair na obscuridade anódina de uma tarefa rotineira, impessoal, porque nesse mesmo instante teria morrido o aliciante divino que anima o teu trabalho quotidiano. (Amigos de Deus, n. 64)
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Fidelidade
Evangelho do dia e comentário
Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior. [i]
Segunda-Feira da II semana do Advento 05 de Dezembro – SS Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo [i]
Segunda-Feira da II semana do Advento 05 de Dezembro – SS Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo [i]
17 Um dia, enquanto ensinava, estavam ali sentados fariseus e doutores da lei vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-O a fazer curas. 18 E eis que uns homens, levando sobre um leito um homem que estava paralítico, procuravam introduzi-lo dentro da casa e pô-lo diante d'Ele. 19 Porém, não encontrando por onde o introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, levantando as telhas, desceram-no com o leito no meio de todos, diante de Jesus. 20 Vendo a fé deles, Jesus disse: «Homem, são-te perdoados os teus pecados». 21 Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer: «Quem é este que diz blasfémias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?». 22 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações? 23 Que coisa é mais fácil dizer: “São-te perdoados os pecados”, ou dizer: “Levanta-te e caminha”? 24 Pois, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar pecados, Eu te ordeno - disse Ele ao paralítico - levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa». 25 Levantando-se logo em presença deles, tomou o leito em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus. 26 Ficaram todos estupefactos e glorificavam a Deus. Possuídos de temor, diziam: «Hoje vimos coisas maravilhosas».
Sim… o que é mais fácil dizer: “São-te perdoados os pecados”, ou dizer: “Levanta-te e caminha?” Entendemos verdadeiramente esta questão?
Perdoar os pecados é, para Jesus Cristo, tão fácil como curar um paralítico só com a força da Sua palavra, mas, para nós, ambas são impossíveis!
Nós, pobres homens, não curamos nada, nem a nós próprios quanto mais aos outros!
Mesmo aplicando todas as técnicas e conhecimentos da ciência, curar-mos um enfermo só será possível se Ele, que é o Médico Divino, assim o quiser.
Perdoar os nossos pecados só é possível ao ofendido que é, sempre, Deus Nosso Senhor.
E, esta, é uma evidência tão “gritante” que parece impossível não se acreditar na necessidade da confissão dos pecados pessoais com o objectivo de obter o perdão divino.
(ama, comentário sobre Lc 5, 17-28, 2011.11.05)
[i] Nota Histórica
Martinho, oriundo da Panónia, nasceu no princípio do século VI e foi, ainda novo, para a Palestina. Era um homem de grande erudição e «por inspiração divina», como ele mesmo afirmava, veio para a Galiza cerca do ano 550. Converteu os suevos do arianismo à fé católica e fixou-se em Dume; aí fundou um mosteiro de que foi eleito bispo. Em 569 ficou a ser também bispo metropolita de Braga. Com a sua virtude e saber, diz S. Isidoro, a Igreja floresceu na Galiza. Morreu no dia 20 de Março do ano 579.
Frutuoso nasceu no princípio do século VII, de nobre família visigótica. Fundou numerosos mosteiros, que muito contribuíram para a educação da juventude, como centros de vida religiosa e cultural. Nomeado arcebispo de Braga, a fama da sua santidade e sabedoria estendeu-se a toda a Península Hispânica. Morreu cerca do ano 666.
Geraldo nasceu na Gália, de nobre família; professou no mosteiro de Moissac onde desempenhou os cargos de bibliotecário, mestre dos oblatos e cantor. O bispo Bernardo de Toledo conseguiu levá-lo para a sua catedral para aí exercer as funções de mestre e de cantor. Eleito bispo de Braga, exerceu grande actividade na reorganização da diocese, na promoção da vida monástica, na reforma litúrgica e pastoral, bem como na aplicação da disciplina eclesiástica. Morreu a 5 de Dezembro de 1108.
Tratado De Deo Trino 30
Art. 3 — Se o nome de Pai, tomado pessoalmente, se atribui primariamente a Deus.
O terceiro discute-se assim. — Parece que o nome de pai, tomado pessoalmente, não se atribui primariamente a Deus.
1. — Pois, o comum é intelectualmente anterior ao próprio. Ora, o nome de Pai, tomado pessoalmente, é próprio da Pessoa do Pai; tomado essencialmente, é comum a toda a Trindade, pois, a toda a Trindade chamamos Pai-nosso. Logo, o nome de pai, tomado essencialmente, se atribui primeiro do que tomado pessoalmente.
2. Demais. — De coisas da mesma natureza nada se predica por anterioridade e posterioridade. Ora, a paternidade e a filiação predicam-se como constituindo uma só noção, por ser uma Pessoa divina Pai do Filho, e toda a Trindade Pai nosso ou da criatura; pois, segundo Basílio, receber é comum à criatura e ao Filho [i]. Logo, a Deus a denominação de Pai, tomada essencialmente, não se atribui, antes, do que quando tomada pessoalmente.
3. Demais. — Não se comparam coisas que não correspondem a uma mesma noção. Ora, o Filho é comparável à criatura em razão da filiação ou da geração, segundo a Escritura (Cl 1, 15): Que é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura. Logo, em Deus, a paternidade, em sentido pessoal, não se atribui a Deus primeiro que em sentido essencial; mas, segundo a mesma noção.
Mas, em contrário, o eterno é anterior ao temporal. Ora, Deus é abeterno Pai do Filho, ao passo que é Pai temporal das criaturas. Logo, a paternidade, em Deus, relativamente ao Filho, se diz primeiro do que em relação à criatura.
Donde resulta claro que, de Deus, a paternidade se predica primariamente enquanto importa relação de Pessoa com Pessoa, do que enquanto importa relação sua com as criaturas.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Os nomes comuns, empregados em sentido absoluto, têm prioridade sobre os próprios, quanto à ordem do nosso intelecto, pois se incluem no conceito destes; não porém inversamente. Assim, o conceito da Pessoa de Pai inclui o de Deus, se bem não ao inverso. Mas, os nomes comuns, que implicam relação com as criaturas, predicam-se posteriormente aos próprios, que incluem relações pessoais; porque, em Deus, a pessoa procedente procede como princípio da produção das criaturas. Pois, assim como se entende que o verbo concebido pela mente do artífice procede deste antes de proceder o artificiado, o qual é produzido por semelhança com o verbo mentalmente concebido; assim, do Pai procede o Filho, antes da criatura, à qual se atribui o nome de filiação por participar algo da semelhança do Filho, como está claro na Escritura (Rm 8, 29): Os que Ele conheceu na sua presciência, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Diz-se que receber é comum à criatura e ao Filho, não por invocação, mas por certa semelhança remota, em razão da qual ele se chama primogénito da criatura [iii]. Por isso a autoridade citada acrescenta [iv]: Para ser ele o primogênito entre muitos irmãos — depois de haver dito: Certos se tornam conformes à imagem do Filho de Deus. Ora, o Filho de Deus tem naturalmente, sobre todos os seres uma certa singularidade, a saber, possuir por natureza o que recebe, como diz o mesmo Basílio [v]. E é neste sentido que se chama unigénito, como se vê na Escritura (Jo 1, 18): O unigénito, que está no seio do Pai, esse é quem nos deu a conhecer.
Donde resulta a RESPOSTA À TERCEIRA OBJEÇÃO.
SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,
04/12/2011
Fortaleza do amor 3
São dois, os sentimentos humanos que se caracterizam pela sua força; um é o amor e o outro é o ódio. Como bem sabemos, o ódio é a antítese do amor. É a negação do amor, onde não há amor, nasce de imediato o ódio, o vazio que a não existência de amor deixa, imediatamente se enche com o ódio. E ao dizer ódio, há que pensar que este tem uma longa escala de intensidades, que podem ir desde a simples antipatia, até ao que nós chamamos ódio africano. Parece que o cartaginês Animal jurou desde criança, ódio aos romanos, e daqui a expressão atribuída pelos romanos, referindo-se à origem africana de Cartago e por suposto de Aníbal.A natureza de Deus é o amor e nada mais que o amor, a nossa deveria de ser igual, mas não o será até que, purificados plenamente aceitemos o amor a Deus com carácter definitivo, Agora aqui em baixo flutuamos entre um débil amor a Deus, e um descarado e perigoso flirt com o ódio que nos atiça o nosso eterno inimigo, o demónio que está sempre espreita. Só quando tenhamos superado a nossa prova de amor, poderemos pensar que a nossa natureza é como a dos anjos uma natureza de amor. E aquele que não tenha superado, ainda que pelos cabelos a prova de amor e não final não tenha aceite o amor que Deus constantemente lhe esteve oferecendo, verá como a sua natureza se transforma numa natureza de ódio, como é a do demónio, pela qual lhe é impossível fazer um simples acto de amor, pois o amor de Deus ao retirar-se da sua natureza, esta encheu-se de ódio a tudo, a todos, e a si próprio.
(juan do carmelo, trad ama)
Vocação
Falo aqui sem dar à palavra santidade o sentido teológico, mas o comum, com o qual uns dizem de outra pessoa: é um santo!
Santidade heróica: é uma exigência da chamada que recebemos.
Temos que ser santos de verdade, autênticos, e se não, fracassámos.
(Instrução, Maio 1935)
Perguntas e respostas sobre Jesus de Nazaré. 47
“Para a igreja nascente o ‘Domingo de Ramos’ não era uma coisa do passado. Assim como então o Senhor entrou na Cidade Santa no lombo do asno, assim também a Igreja o via chegar sempre novamente sob a humilde aparência do pão e o vinho”
55 Preguntas y respuestas sobre Jesús de Nazaret, extraídas del libro de Joseph Ratzinger-Benedicto XVI: “Jesús de Nazaret. Desde la Entrada en Jerusalén hasta la Resurrección”, Madrid 2011, Ediciones Encuentro. Página 81-82, marc argemí, trad. ama
Nunca amarás bastante
Os verdadeiros obstáculos que te separam de Cristo – a soberba, a sensualidade... – superam-se com oração e penitência. E rezar e mortificar-se é também ocupar-se dos outros e esquecer-se de si próprio. Se viveres assim, verás como a maior parte dos contratempos que tens, desaparecem. (Via Sacra, Estação X. n. 4).
Falas e não te escutam. E, se te escutam, não te entendem. És um incompreendido!... De acordo. De qualquer forma para que a tua cruz tenha todo o relevo da Cruz de Cristo, é preciso que trabalhes agora assim, sem te ligarem importância. Outros te entenderão. (Via Sacra, Estação III. n. 4).
Quantos, com a soberba e a imaginação, se metem nuns calvários que não são de Cristo!
A Cruz que deves levar é divina. Não queiras levar nenhuma cruz humana. Se alguma vez caíres nessa armadilha, rectifica imediatamente: bastar-se-á pensar que Ele sofreu infinitamente mais por nosso amor. (Via Sacra, Estação III. n. 5).
Por muito que ames, nunca amarás bastante.
O coração humano tem um coeficiente de dilatação enorme. Quando ama, dilata-se num crescendo de carinho que supera todas as barreiras.
Se amas o Senhor, não haverá criatura que não encontre lugar no teu coração. (Via Sacra, Estação VIII. n. 5).
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
Ideais
Tornar realidade um ideal exige um esforço constante mais ou menos longo.
Se não se alcança, ao menos tentou-se e esse esforço terá ampliado a generosidade do coração.
Ideasrapidas, trad ama
Felicidade
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| Reflectindo |
Como é sabido existem diversos graus desta "felicidade”. A sua expressão mais nobre é a alegria ou "felicidade" no sentido estrito, quando o homem, a nível das suas faculdades superiores, encontra a satisfação na posse de um bem conhecido e amado. Com maior razão conhece a alegria e felicidade espirituais quando o seu espírito entra na posse de Deus, conhecido e amado como bem supremo e imutável. A sociedade tecnológica logrou multiplicar as ocasiões de prazer, mas encontra muita dificuldade em criar a alegria. Porque a alegria tem outra origem: é espiritual. O dinheiro, o conforto, a higiene, a segurança material, não faltam com frequência; todavia, o tédio, a aflição, a tristeza, formam parte, por desgraça, da vida de muitos.
(paulo vi, Exortação Apostólica Gaudete in Domino, Roma, 1975.05.09)
Fé
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| Reflectindo |
Não se podendo contar com a fé, por ser posterior à Revelação, para
provar convenientemente, ao ateu, a existência de Deus, nem aos sequazes do naturalismo e do fatalismo, a espiritualidade e a liberdade da alma humana, pode contar-se com absoluta certeza, com a razão.
(denzinger, Enchiridion, nr. 1506)
Evangelho do dia e comentário
Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior. [i]
Domingo da II semana do Advento 04 de Dezembro – S. João Damasceno, Doutor da Igreja
Domingo da II semana do Advento 04 de Dezembro – S. João Damasceno, Doutor da Igreja
1 Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: “Eis que envio o Meu mensageiro diante de Ti, o qual preparará o Teu caminho”. 3 Voz do que brada no deserto: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas”. 4 Apareceu João Baptista no deserto, pregando o baptismo de penitência para remissão dos pecados. 5 E ia ter com ele toda a região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém, e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6 Andava João vestido de pêlo de camelo, trazia um cinto de couro atado à volta dos rins e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7 E pregava, dizendo: «Depois de mim vem Quem é mais forte do que eu, a Quem eu não sou digno de me inclinar para Lhe desatar as correias das sandálias. 8 Eu tenho-vos baptizado em água, Ele, porém, baptizar-vos-á no Espírito Santo».
Comentário:
A figura inconfundível de João avulta no início da História da Salvação como o “pilar” onde assenta a eminente chegada do Messias Salvador.
A sua missão é bem clara e, ele próprio, a esclarece: preparar encontro definitivo de Cristo com os homens.
Há uma grandeza extraordinária na missão do Precursor que só um eleito, como ele o foi, poderia levar a cabo.
Todos os profetas que o antecederam como que se apagam na sua figura:
Ele é o último profeta da história humana.
O que veio anunciar não acontecerá passados séculos ou anos… mas de imediato.
O Messias já está entre os homens e é preciso que João O indique para que O reconheçam e, reconhecendo-o, oiçam as Suas palavras de vida eterna e O sigam.
(ama, comentário sobre Mc 1, 1-8, 2011.11.07)
Vivendo o Advento
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Tratado De Deo Trino 29
(Infra, q. 40, a. 2).
O segundo discute-se assim. — Parece que o nome de Pai não é propriamente nome de Pessoa divina.
1. — Pois, o nome de Pai significa uma relação. Ora, a pessoa é uma substância individual. Logo, o nome de Pai não é propriamente significativo de pessoa.
2. Demais. — Generante tem significação mais geral do que pai; pois, todo pai é generante, não porém inversamente. Ora, o nome de significação mais geral, mais propriamente se aplica a Deus, como se viu [i]. Logo, mais propriamente se aplica à Pessoa divina o nome de generante e o de genitor, que o de Pai.
3. Demais. — Nenhum nome metafórico pode ser aplicado em sentido próprio. Ora, o verbo, em nós, metaforicamente se chama genito, ou prole; e por consequência, aquele de quem o verbo procede metaforicamente se chama pai. Logo, em Deus, o princípio do Verbo não se pode propriamente chamar Pai.
4. Demais. — Tudo quanto propriamente se diz de Deus, dele e não das criaturas sé diz primariamente. Ora, a geração a título primário não se atribui a Deus, mas às criaturas, segundo parece; pois, mais verdadeiramente parece que há a geração onde um ser procede de outro, distinto este, daquele, não só relativa mas ainda essencialmente. Logo, o nome de pai, originado da geração, não é próprio a nenhuma das divinas pessoas.
Mas, em contrário, a Escritura (Sl 88, 27): Ele me invocará dizendo: Tu és meu Pai.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Em nós, a relação não é uma pessoa subsistente. Por isso, o nome de pai, em nós, não significa a pessoa mas a sua relação. Ora, em Deus, não é assim, como alguns falsamente opinaram, porque a relação que significa o nome de Pai é uma pessoa subsistente. Por isso dissemos [iii], que o nome de pessoa em Deus significa relação subsistente na divina natureza.
RESPOSTA À SEGUNDA. — A denominação de um ser deve se tirar sobretudo da sua perfeição e do seu fim, como diz o Filósofo [iv]. Ora, a geração exprime o vir à ser; ao passo que a paternidade significa o complemento da geração. Por onde, mais próprio é da divina pessoa o nome de pai do que o de generante ou genitor.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Em a natureza humana, o verbo, não sendo nada de subsistente, não se pode propriamente chamar genito ou filho. Ao contrário, o Verbo divino é uma realidade subsistente em a natureza divina; por isso própria e não metaforicamente se chama Filho; e o seu princípio, Pai.
RESPOSTA À QUARTA. — Os nomes de geração, paternidade e outros que propriamente se atribuem a Deus, primeiro se predicam dele que das criaturas, quanto à realidade significada, embora não quanto ao modo de significar. Daí o dizer a Escritura (Ef 3, 14-15): Dobro eu os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a paternidade toma o nome nos céus e na terra. E isto assim se explica. É manifesto que do seu termo — a forma do gerado — é que a geração recebe a sua espécie. E quanto mais tal forma estiver próxima da do generante, tanto mais verdadeira e perfeita será a geração; assim, a geração unívoca é mais perfeita que a não unívoca, por ser da natureza do generante o gerar o que lhe é semelhante pela forma. Donde, o fato mesmo de se identificarem numericamente, em Deus, as formas do generante e do genito, e de nas coisas criadas se não identificarem numérica, mas apenas especificamente, mostra que a geração, e por consequência a paternidade, primeiro se atribui a Deus que às criaturas. Logo, o haver em Deus distinção entre o genito e o generante, mas apenas quanto à relação, pertence à verdade da divina geração e paternidade.
SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,
03/12/2011
Fortaleza do amor 2
O amor é um sentimento forte, no livro do Cantar dos Cantares, pode ler-se: “O amor é forte como a morte” (Cant 2,16). E é muito mais forte que o ódio, porque o amor é património de Deus e o ódio, do nosso eterno inimigo o demónio.Da mesma forma no parágrafo 239 do Catecismo da Igreja católica, faz-se a afirmação da fortaleza do amor divino, ao dizer que: “O amor de Deus a Israel é comparado ao amor de um Pai a seu filho (Os 11, 1). Este amor é mais forte que o amor de uma mãe a seus filhos (cf. Is 49, 14-15). Deus ama o s eu Povo mais que um esposo a su amada (Is 62, 4-5); este amor vencerá inclusive as piores infidelidades (cf. Ez 16; Os 11); chegará até ao dom mais precioso: “Tanto amou Deus o mundo que lhe deu o seu Filho único" (Jo 3, 16)”.
(juan do carmelo, trad ama)
Evangelho do dia e comentário
Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior. [i]
1º Sábado do Advento 03 de Dezembro
35 Jesus ia percorrendo todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino, e curando toda a doença e toda a enfermidade.
1 Tendo convocado os Seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a doença e toda a enfermidade.
6 ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. 8 «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes.
Comentário:
Jesus vai ao encontro dos homens onde quer que estejam, por isso «percorre cidades e aldeias» numa atitude de entrega completa à missão que O trouxe ao Mundo: a salvação de todos!
O homem não pode salvar-se sem ser através de Jesus:
Ele é o único caminho!
Tal como fez há dois mil anos também hoje, vem ao nosso encontro, estando presente em todos os Sacrários da terra esperando a nossa visita.
Como, então, não ir ao Seu encontro?
Uma grande parte da humanidade não tem esta dita!
Já pensámos nisto?
(AMA, comentário sobre Mt 9, 36; 10, 8, 2011.07.06)
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