19/06/2011

Evangelho do dia e comentário

Santíssima Trindade






T. Comum– XII Semana




Evangelho: Jo 3, 16-18

16 «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem n'Ele acredita, não é condenado, mas quem não acredita, já está condenado, porque não acredita no nome do Filho Unigénito de Deus.

Comentário:

Fica bem claro neste trecho do Evangelho que a condenação é obra do próprio homem e não de Deus.

Ao afastar-se de Deus, ao rejeitar a Sua Vontade o homem condena-se a si mesmo e, como o Criador respeita a vontade do ser criado, mesmo que esta lhe acarrete a perdição, não intervém na escolha feita.

Nesta Festa da Santíssima Trindade a Igreja escolhe este trecho do Evangelho com uma intenção clara: que todos vejam que a criação do mundo foi, de facto, uma obra de amor e, entendendo isto, melhor entendam que o próprio Deus que é Amor, tivesse querido salvar a Sua obra por meio de um acto de supremo Amor: dar a vida pelo que ama.

(ama, comentário sobre Jo 3, 16-18, 2011.06.02)

18/06/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


Não te vou enumerar uma série de coisas, como que uma “tabela” em que podes sacrificar-te.

Normalmente, o sacrifício consiste em prescindir de algo que não é importante ou, adiar um pequeno gosto para mais tarde.

ama , 2011.06.18

O Paraíso, conto de fadas?

Observando

O famoso astrofísico britânico,  Stephen Hawking, voltou a surpreender a opinião pública com uma entrevista publicada em «The Guardian», em 16 de Maio de 2011, na qual declarava que o paraíso é um conto de fadas («fairy story») para gente temerosa da morte.
Não é a primeira vez que Hawking faz este tipo de declarações. Ainda que num passado recente se declara-se crente, não há muito afirmou que o universo se explica por si mesmo sem necessidade de acudir à crença no Deus Criador.
Muitas pessoas ateias materialistas pensam o mesmo, mas o caso de Hawking chama muito mais a atenção por ser um científico reconhecido, como director de investigação e ex-catedrático de matemáticas aplicadas e física teórica da Universidade de Cambridge.
Mas além disso, Hawking desde a idade de 21 anos, padece de doença neuro-degenerativa incurável, esclerose lateral amiotrófica (ELA), que o obriga a estar permanentemente imobilizado numa cadeira de rodas mal podendo mover-se. Para comunicar utiliza um sofisticado programa computorizado.
Eis aqui a sua recente declaração: «Vivi com a perspectiva de uma morte prematura durante os últimos 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas não tenho pressa em morrer. É muito o que quero fazer antes. Eu considero o cérebro como um computador que deixará de funcionar quando faltem os seus componentes. Não há paraíso ou vida depois da morte para os computadores que deixam de funcionar, esse é um conto de fadas de gente que tem medo do escuro».
Chama a atenção que Hawking não admite nem a existência de Deus nem da alma e rejeita a realidade da vida depois da morte e, todavia, afirma que, apesar das nuvens escuras que se cerram sobre o seu futuro, goza mais a vida nos últimos anos. Não tem medo da morte, nem tampouco tem pressa em morrer, já que quer fazer ainda muitas coisas. Inclusive enfatiza a necessidade de «cumprir o nosso potencial na terra fazendo bom uso das nossas vidas». Respondendo à pergunta sobre como devemos viver, afirmou: «Devemos procurar o valor maior da nossa acção».
A opinião de Hawking, como as de todo o ser humano, merece todo o respeito, mas ao mesmo tempo a sua posição intelectual não é do todo coerente. Tampouco o foi quando rejeitou a criação de Deus, ao mesmo tempo que afirmava a existência dos princípios da natureza que regem o universo. Deixou sem resposta a pergunta: Quem deu origem a esses princípios? Acaso são eternos ou surgiram do nada?
De igual forma agora o principio ético, afirmado por Hawking, de  «procurar o valor maior da nossa acção», implica a rejeição da atitude egoísta de procurar só o bem-estar próprio, ainda que à custa de prejudicar outras pessoas. Mas por isso cabe perguntar-lhe: Por que é que o homem deve esforçar-se em fazer o bem? Porque é que temos de sacrificar-nos a favor de outras pessoas? Se Deus não existe e não há nenhuma esperança sobre o mais para além da morte, que sentido tem a vida? Houve pessoas ateias que ante esse vazio de sentido preferiram suicidar-se: «Se temos que morrer não vale a pena viver sem nenhuma esperança».
Por isso cremos que Hawking, ao reconhecer o postulado ético de não fazer o mal e de obrar o bem e de amar a nossos semelhantes, mostra implicitamente a presença, por vezes escondida, de um Deus justo e bondoso que inspira a nossa consciência como um farol luminoso para esta vida e que ao mesmo tempo garante a justiça e a bondade, já agora e de maneira mais definitiva depois da morte. Por isso a existência do «paraíso», independentemente de como se interprete, longe de ser um fantasioso conto de fadas, tem um fundamento na própria consciência humana, acreditado pela razão e confirmado pela revelação cristã.

miguel manzanera, SJ, conoZe, trad ama


Música e repouso

Rostropovich - Bach Cello Suite No.1 - Allemande






A dor da paixão de Cristo foi maior que todas as outras dores?

Como se disse acima, ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo (q. 15, a. 5, 6), deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.
Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo género de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos pela espada. Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do género humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo 21: “As palavras das minhas faltas”. Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo particular dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.
Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agudíssimo nele o sentido do tacto, com o qual se percebe a dor. Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.
Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores, Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, “ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria”.
Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objectivo de liberar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.
De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior.

Suma Teológica III, q. 46, a. 6


TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

"Enamora-te e não "O" deixarás"


Qual é o segredo da perseverança? O Amor. – Enamora-te. e não "O" deixarás. (Caminho, 999)

Faz-me tremer aquela passagem da segunda epístola a Timóteo, quando o Apóstolo se lamenta por Demas ter escapado para Tessalónica, atrás dos encantos deste mundo... Por uma bagatela e por medo às perseguições, um homem que São Paulo noutras epístolas cita entre os santos atraiçoou o empreendimento divino.

Faz-me tremer ao conhecer a minha pequenez; e leva-me a exigir-me fidelidade ao Senhor até nos acontecimentos que podem parecer indiferentes, porque, se não me servem para me unir mais a Ele, não os quero!
(Sulco, 343)

O desalento é inimigo da tua perseverança. – Se não lutares contra o desalento, chegarás ao pessimismo, primeiro, e à tibieza, depois. – Sê optimista.
(Caminho, 988)

Bendita perseverança a do burrico de nora! – Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. – Um dia e outro; todos iguais.
Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas.
Leva este pensamento à tua vida interior. (Caminho, 998)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet



Confidências de alguém

Confidências de Alguém

Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Oferecimento da situação actual e 


confiança no

 Senhor.

Absoluta confiança que tudo se resolverá da forma mais adequada. 

Lembrar-me daqueles problemas muitíssimo mais importantes ou graves que o meu, por ex.: F.

Não obstante as circunstâncias, dedicar-me ao trabalho, qualquer coisa... menos ociosidade.

Cumprir um horário.

Ser justo. 

Não julgar os outros de ânimo leve, nem emitir opiniões, sobretudo se de algum modo possam ser desfavoráveis à pessoa em causa.

Amor aos outros.