01/05/2011

Sobre a família 38

Pais de Família: a melhor escola de sexualidade

A sociedade actual foi duramente atacada pelo excesso do factor sexual. Entre os muitos grupos sociais que se viram afectados, o mais vulnerável foi o da juventude.

Prova disso são os numerosos casos de gestações precoces a nível mundial. A taxa anual de gestações precoces em adolescentes entre os 15 e os 17 anos, em Espanha, ronda os 18.000 casos.
A quarta parte dos adolescentes espanhóis, entre os 15 e os 17 anos, reconhecem ser sexualmente activos. Anualmente, cerca de 100.000 britânicas, menores de 20 anos, ficam grávidas. Como consequência lógica, a estas gravidezes une-se também uma elevada percentagem de abortamentos. A taxa de 2008 era de 19,6 abortamentos por cada 1.000 mulheres entre os 15 e os 44 anos.

As causas que permitiram estes acontecimentos são várias. É necessário analisar a raiz do problema. Os adolescentes desenvolvem a as suas vidas em áreas comuns: família, escola, ambiente social. As três possuem uma influência notável, mas nenhuma como a família. É por isso que a falta de educação sexual a nível familiar se converte numa primeira má impressão.

Convém perguntar quais foram as razões pelas quais não se deu uma adequada educação sexual dentro da família. Antes de tudo, destaca-se o conteúdo escabroso do tema que impede, de certa forma, um diálogo aberto. Antes de tudo, o recurso de alguns casais é confiar a dita educação a instituições e, noutros casos, à experiência da vida. Em certos casos as ditas instituições apresentam o tema a partir de um ponto de vista crítico, mas não faltam aquelas que o fazem sob uma visão reducionista e construtivista. Devemos recordar, como um exemplo, as palavras de Miren Larrazábal, presidente da Federação Espanhola das Sociedades de Sexologia (FESS) : “ É necessário que se baseie ( a educação sexual) em conhecimentos científicos, não em ideologias, moral ou religião “.

São abundantes os benefícios que advêm de uma correcta aprendizagem sexual começada já no lar familiar. Reduzir-se-ia o índice de pessoas que praticam a masturbação. Igualmente baixariam os números de consumidores de pornografia. E diminuiria o número de gravidezes em adolescentes.

É natural que os pais não possuam amplos conhecimentos para ministrar uma adequada educação sexual. Apesar disso, os pais de família são os que melhor conhecem o momento e a forma para introduzir os seus filhos neste mundo que se abre ante os seus olhos. É necessário recorrer a uma visão equilibrada . Quer dizer, não reduzir o acto sexual a uma visão infantil ( o relato da cegonha ) mas tampouco ao de uma “ falsa previsão “ ( uso de pílulas, profilácticos, entre outros ) o que é sinónimo de falta de maturidade e perda do sentido original da união sexual.

Não há melhor visão do acto sexual do que aquela que respeita a dignidade da pessoa, sem a reduzir a um mero objecto de prazer. A união sexual vai muito mais além do gozo momentâneo, dado que é a maior demonstração de entrega e amor que uma pessoa pode fazer a outra.

juan fidel medina, in Fluvium, trad als

O Dia da Mãe em 1938


D. Manuel Gonçalves Cerejeira

A vossos pés estamos, Ó Virgem Maria como representantes das mães de Portugal, a implorar a vossa protecção. Bem sabeis, Senhora, quanto necessitamos do vosso celeste amparo, nesta hora em que doutrinas depravadas pretendem arrastar os lares portugueses para longe da luz e da 
vida, que brotam do Evangelho do Vosso Divino Filho. Não permitais ó Mãe, que nos arranquem o que temos de mais precioso sobre a terra: a fé dos nossos filhos; conservai-os bons cristãos para serem bons portugueses.


Uma onda de orgulho e impureza parece querer avassalar o mundo inteiro. A lição do Vosso Filho: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração», foi esquecida, e a sensualidade corruptora ameaça-nos de morte. Dai-nos, ó Mãe Puríssima, uma geração casta, querida de Deus e dos homens. Dai-nos filhos revigorados, no corpo e na alma, pelo sangue do Cordeiro Imaculado que lava os pecados do mundo, para que a nossa Pátria querida seja de novo transformada em terra bendita de heróis e de santos.

Imprimatur
Lisbona, 8 Dec. 1938
+ M. Card. Pat.

Evangelho do dia e comentário

Evangelho: Jo 20, 19-31

19 Chegada a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, por medo dos judeus, foi Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!». 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se muito ao ver o Senhor. 21 Ele disse-lhes novamente: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós». 22 Tendo dito esta palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». 24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». 26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27 Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». 28 Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». 29 Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto». 30 Outros muitos prodígios fez ainda Jesus na presença de Seus discípulos, que não foram escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos a fim de que acrediteis que Jesus é o Messias, Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em Seu nome.

Comentário:

“Ver para crer, como São Tomé”, é algo que se ouve constantemente.

O que pode “desculpar-se” ao Apóstolo não se aplica ao homem de hoje que, assim, pretende justificar a sua falta de fé, pela simples razão que, o Apóstolo, não tinha outras referências que os relatos dos seus companheiros. Talvez pudéssemos dizer que, Tomé, foi pragmático.

Mas o homem de hoje não pode invocar as mesmas razões porque tem todo um manancial de testemunhos acima de toda a dúvida e, por isso, absolutamente credíveis, à sua disposição. Se não sabe é porque não quer informar-se e, se não se informa, é porque não tem verdadeiro interesse em saber.

Além disso, “a fé, no fundo, é um dom, não um mérito, e como todo dom não pode viver-se mais que na gratidão e na humildade” [i] há que portanto ter a humildade necessária para procurar a confirmação do que se deseja saber.

Com toda a propriedade se pode dizer que “ninguém nasce ensinado” e, quem não procura realmente as fontes de ensino jamais alcançará o conhecimento que necessita.

Depois, é fundamental ter bom espírito e recta intenção sem os quais é impossível, seja a quem for por mais culto que possa ser, consegui-lo e, ainda mais, a disposição para pedir a Deus a graça da fé o que se faz com actos concretos de desejo e petição.

(ama, meditação sobre Jo 20, 28, 2011.)


[i] (raniero cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, Roma, 2006.04.23)

30/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Já falámos disso…mas repito:

«Na casa de Meu Pai há muitas moradas» [i] o que significa uma gradação de estado beatífico o que é justíssimo.

















ama , 2011.04.30


[i] Jo 14, 2

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Que eu não volte a voar pegado à terra”

– Meu Senhor Jesus: faz com que sinta, que secunde de tal modo a tua graça, que esvazie o meu coração..., para que o enchas Tu, meu Amigo, meu Irmão, meu Rei, meu Deus, meu Amor! (Forja, 913)

Vejo-me como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de árvore em árvore ou, quando muito, até à varanda de um terceiro andar..., um dia, na sua vida, meteu-se em brios para chegar até ao telhado de certa casa modesta, que não era propriamente um arranha-céus...
Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por uma águia – que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas garras poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas da terra e dos cumes nevados, por cima das nuvens brancas e azuis e cor-de-rosa, mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a águia, soltando o passarinho, diz-lhe: anda, voa!...
– Senhor, que eu não volte a voar pegado à terra, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol – Cristo – na Eucaristia, que o meu voo não se interrompa até encontrar o descanso do teu Coração! (Forja, 39)

http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

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João Paulo II - Homem de oração

AE – A oração foi o motor da vida de João Paulo II? Que episódios recorda?
Ele era um homem de oração, sem dúvida, que se recolhia frequentemente para rezar, e era uma oração contagiosa. Para mim era um grande místico.
Quando começava a rezar, esquecia-se de tudo o resto, para ele não existia mais nada, tive muitas experiências nesse sentido. Por exemplo, quando ia almoçar com ele, por motivos de trabalho, antes do almoço ele levava-nos sempre à sua capela privada: chegávamos lá, ele ajoelhava-se e estava lá muitíssimo tempo, como se nada existisse além de Deus, completamente elevado ao céu.
É um místico, um verdadeiro místico, o espírito de oração foi uma das coisas que mais me impressionou nele, não só em Roma, mas também nas viagens apostólicas, em que muitas vezes acontecia a mesma coisa. De manhãzinha, cedo, ainda nós estávamos na cama e já ele estava na capela a rezar e à noite, também.
AE – A beatificação poderá ajudar a descobrir este lado mais íntimo, a espiri-tualidade própria de João Paulo II?
JMS – Certamente, porque uma das suas características é a espiritualidade, o profundo espírito de oração. Outra característica da sua espiritualidade é a fé, ele realmente vivia da fé, uma fé concreta, vivida, existencial, não abstrata.
A vida de João Paulo II foi toda iluminada pela fé, todo o seu pontificado foi uma expressão disso, o seu ministério apostólico não era mais do que a vontade que ele tinha de divulgar esta fé, em Cristo. O sentido das suas viagens consiste, essencialmente, na difusão do Evangelho da fé.
Por isso, para mim, João Paulo II foi o maior missionário dos tempos modernos.
AE – Do seu contacto com ele, o que é que o tocou mais?
JMS – A sua humanidade, uma humanidade que comovia. Já na sua primeira encíclica, «Redemptor Hominis», diz que o homem é o caminho da Igreja e no seu pontificado mais não fez do que estar ao lado do homem para promover a sua dignidade - muitas vezes profanada, ainda hoje, infelizmente -, para defender os seus direitos humanos, direitos fundamentais, sagrados, imutáveis, como dizia, e para ajudar o homem a realizar-se plenamente como tal.
A humanidade era uma das características fundamentais de João Paulo II. E porque é que era tão humano? Porque era realmente um santo.
Muitas vezes pensamos a santidade e a humanidade como realidades diferentes, opostas. Não é assim, isso é um erro: a humanidade e a santidade são duas realidades intimamente unidas entre si. Digo muitas vezes que a santidade não é mais do que a plenitude da humanidade, o santo é o que vive plenamente a sua humanidade, em toda a profundidade, em todas as suas consequências.
Estas são, a meu ver, as principais características de João Paulo II, da sua espiritualidade.
AE – Nesse sentido, impressionou-o a forma como o Papa interpretou à luz da sua fé a história da humanidade e os seus próprios sofrimentos?
JMS – Ele via tudo à luz da fé, tudo, absolutamente. Não só a sua vida, o seu apostolado, mas também os outros aspectos. Ele sofreu muitíssimo, sobretudo nos últimos tempos, mas sofria à luz da fé, procurava identificar-se com Cristo, reproduzir em si mesmo a Paixão. Isso é muito claro: para João Paulo II existia a fé e mais nada, tudo, tudo era visto à luz dessa fé.
É um exemplo maravilhoso, sobretudo quando há tanta falta de fé no mundo de hoje, é um modelo extraordinário.
AE – Pessoalmente, esta beatificação tem significado especial para si, dado tratar-se de alguém com quem trabalhou de perto?
JMS – A beatificação de João Paulo II tem, naturalmente, um significado especial, porque Deus me concedeu a oportunidade de contribuir de maneira decisiva para ela. Quanto o Papa [Bento XVI] dispensou o período de espera de cinco anos após a morte, a 13 de Maio de 2005, eu, emanei o decreto para que pudesse ter início imediatamente (statim incipi) o processo de beatificação nas dioceses de Roma e Cracóvia. Uma coisa curiosa é que o Papa depois anunciou oficialmente que tinha começado o processo de beatificação, num encontro com o clero romano, na basílica de São João de Latrão [Roma] lendo o meu decreto, que era o único documento jurídico que existia.
Portanto, dei início a este processo, depois, acompanhei-o durante três, quatro anos e é uma graça muito grande. Para mim, a beatificação de João Paulo II tem um significado especial, especialíssimo. O dia 1 de Maio é um dia verdadeiramente extraordinário.

d. josé saraiva martins ECCLESIA, 2011.04.29 

Pensamentos inspirados

À procura de Deus



Aceitemos as curvas da estrada, porque nos levam à felicidade.


Que nos interessam os montes e vales, os obstáculos e pedras, se a Luz que nos conduz, nos leva à eternidade.


jma, 2011.04.30

João Paulo II - Navarro-Valls



ENTREVISTA NO ABC de MADRID)

22 anos porta-voz do Papa polaco

Uma das testemunhas privilegiadas da extraordinária dimensão humana e espiritual de João Paulo «o Grande».

«Nunca me disse: isto não o comunique»



Para ver o documento, clicar:

Sobre a família 37

O direito dos pais à educação dos filhos (II)
continuação
O DEVER DE INTERVIR NO ÂMBITO PÚBLICO EM MATÉRIA DE EDUCAÇÃO


Todos os cidadãos e de modo especial os pais, individualmente ou unidos em associações, podem e devem intervir no âmbito público quando esteja em jogo a educação, aspecto fundamental do bem comum. Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis sobre o casamento e as leis sobre o ensino; e aí, os filhos de Deus têm que estar firmes, lutar bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas.


Esta firmeza, que corresponde soberanamente à família fundada no matrimónio, apoia-se numa potestade que é intrínseca – não concedida pelo Estado, nem pela sociedade, mas anterior a eles pois tem o seu fundamento na natureza humana – e, portanto, deve aspirar a ver reconhecido o direito próprio dos pais a educar os filhos por si próprios, ou o direito para delegar essa atividade em quem queiram delegar a sua confiança, como manifestação do sentir social da família, e âmbito de soberania frente a outros poderes que pretendam interferir na referida actividade. Tal atitude por parte dos pais requer, por seu lado, grande espírito de responsabilidade e iniciativa.

J.A. Araña e C.J. Errázuriz
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Evangelho do dia e comentário

 Páscoa - Oitava


Evangelho: Mc 16, 9-15

9 Jesus, tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. 10 por ela, não acreditaram.12 Depois disto, mostrou-Se de outra forma a dois deles, enquanto iam para a aldeia; 13 os quais foram anunciar aos outros, que também a estes não deram crédito. 14 Finalmente, apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que O tinham visto ressuscitado.15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura.

Comentário:

S. Marcos segue os relatos de Pedro. Este, uma vez mais, propositadamente decerto, omite o seu papel nos dias que se seguiram à morte de Jesus.
Sabemos, por S. João que foi ao túmulo na madrugada de Domingo e que pode constatar os sinais da ressurreição do Senhor.
É natural que os discípulos mais próximos de Jesus, nomeadamente os Doze, estivessem reunidos com Pedro a quem o Senhor tinha iniludivelmente nomeado chefe e a pedra onde assentaria a Sua Igreja.
Pedro tem, portanto, um papel importantíssimo nestes dias.
Mais é de admirar e louvar esta singeleza do Apóstolo em querer passar despercebido. Com toda a certeza que a Paixão e Morte do Senhor o teriam abalado profundamente, pensando, talvez, na sua impotência para salvar o seu Mestre, depois das bravatas na noite de Quinta-feira.
O Príncipe dos Apóstolos dá, uma vez mais, uma lição da sua profunda humildade. 

(ama, comentário sobre Mc 16, 9-15.10.04.10)

29/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Não me importo nada de – tentar - esclarecer melhor:

Ao longo dos tempos houve os que abraçaram a Fé e conquistaram a Vida Eterna no Paraíso.

Tal como agora.

E, até ao final dos tempos muitos outros alcançarão igual ventura e, destes, como dos de agora, haverá alguns - muitos, disse Jesus - que pelos seus méritos terão um prémio mais excelente.



ama , 2011.04.29



[i] Jo 14, 2

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ





“Tu... soberba? – De quê?”

Tu... soberba? – De quê? (Caminho, 600)


Quando o orgulho se apodera da alma, não é estranho que atrás dele, como pela arreata, venham todos os vícios: a avareza, as intemperanças, a inveja, a injustiça. O soberbo procura inutilmente arrancar Deus – que é misericordioso com todas as criaturas – do seu trono para se colocar lá ele, que actua com entranhas de crueldade.

Temos de pedir ao Senhor que não nos deixe cair nesta tentação. A soberba é o pior dos pecados e o mais ridículo. Se consegue atormentar alguém com as suas múltiplas alucinações, a pessoa atacada veste-se de aparências, enche-se de vazio, envaidece-se como o sapo da fábula, que inchava o papo, cheio de presunção, até que rebentou. A soberba é desagradável, mesmo humanamente, porque o que se considera superior a todos e a tudo está continuamente a contemplar-se a si mesmo e a desprezar os outros, que lhe pagam na mesma moeda, rindo-se da sua fatuidade. (Amigos de Deus, 100)




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