04/03/2011

Carnaval e Retiros

Conta, peso e medida
Começa amanhã o fim-de-semana prolongado do Carnaval.

São dias "estranhos" em que, nuns locais mais que outros, parece que uma histeria colectiva toma foros primeira importância.

Os excessos e loucuras que se praticam sob o influxo dessa histeria são evidentes e têm honras de transmissão televisiva.

Assistimos a cortejos de multidões ataviadas de incríveis artefactos cuja confecção ocupou dias e dias de trabalho insano.
Parece ser obrigatória a rizada alvar e destemperada, a palhaçada e o faz de conta e, claro, a nudez corporal, independentemente do frio ou do calor, do sol ou da chuva, numa demonstração de claríssima falta de vergonha e ausência de pudor, em demonstrações de erotismo evidente e descarado desrespeito pela dignidade do ser humano.

Mas - graças a Deus - em muitos outros locais espalhados pelo mundo, estes dias de descanso são propícios a que muitas mulheres e homens, jovens e não tão jovens, se reúnam para considerarem as realidades da vida cristã, para um exame interior sério e, evidentemente, muita oração na presença de Deus.

São os Retiros Espirituais que, Deus seja louvado, proliferam cada vez mais por todo o orbe.

Não são alvo de noticia nem referidos nas televisões e...deveriam sê-lo para que o grande público anónimo se desse conta que, felizmente, há muitíssima gente que não se deixa arrastar pela parvoíce carnavalesca.

Esperemos que, desta forma, se equilibrem os pratos da balança.

ama, 2011.03.04

O Demónio e as tentações 8



Muitíssimo claro este texto e, também, didáctico porque, na verdade, a maioria das pessoas sabe que estas coisas de adivinhação, etc., não passam de um artifício para apanhar os menos cautos.
Deve ser lido com vagar e atenção.

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

 2011/03/04
Tu és sal, alma de apóstolo. – "Bonum est sal" – o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" – mas se o sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. – Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)

Os católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã.
(Forja, 969)

Em momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!, parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a pensar que o teu trabalho apostólico é vão.
– Não te preocupes! Continua a trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco. Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja, 978)

– Filho: todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é também mais necessária.
(Forja, 979)

Com a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos, os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... – Não podes ser um embusteiro
(Forja, 980). 



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ORAÇÃO E MÚSICA

Benedictis:




Benedictis, qui venit in nomine Domini.
Osanna in excelsis.

São José: Correspondência


Duc in altum

São José meu Pai e Senhor, ajuda-me a que eu saiba corresponder às graças recebidas de Deus, tantas são! 


Constantemente me mantém vivo, tão amiúde perdoa os meus pecados, sem descanso vela por mim apontando-me o caminho da salvação. 


Que eu não me feche em mim mesmo, com os meus problemas por graves ou importantes que possam parecer, mas que me dê aos outros transmitindo aquilo que Ele me deu e de que sou apenas um miserável intermediário.


Ponho nas tuas mãos de Pai Adoptivo de Jesus Cristo tudo quanto tenho, porque nada é verdadeiramente meu mas sim, Sua pertença.


Ajudai-me a ter bem presentes estes propósitos.

(ama, meditação, 2002.10.23)

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - VIII Semana
Mc 11, 11-26

11 Entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo observado tudo, como fosse já tarde, foi para Betânia com os doze. 12 Ao outro dia, depois de saírem de Betânia, teve fome. 13 Vendo ao longe uma figueira que tinha folhas, foi lá ver se encontrava nela algum fruto. Aproximando-Se, nada encontrou senão folhas, porque não era tempo de figos. 14 Então disse à figueira: «Nunca mais alguém coma fruto de ti». Os discípulos ouviram-n'O. 15 Chegaram a Jerusalém. Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam as pombas.16 E não consentia que ninguém transportasse nenhum objecto pelo templo; 17 e os ensinava dizendo: «Porventura não está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração por todas as gentes”? Mas vós fizestes dela “um covil de ladrões”». 18 Ouvindo isto os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam o modo de O matar; porque O temiam, visto todo o povo admirar a Sua doutrina. 19 Quando se fez tarde, saíram da cidade.20 No outro dia pela manhã, ao passarem, viram a figueira seca até às raízes.21 Então Pedro, recordando-se, disse-Lhe: «Olha, Mestre, como se secou a figueira que amaldiçoaste». 22 Jesus, respondendo-lhe, disse-lhes: «Tende fé em Deus.23 Em verdade vos digo que todo aquele que disser a este monte: “Tira-te daí e lança-te no mar”, e não hesitar no seu coração, mas tiver fé de que tudo o que disse será feito, assim acontecerá. 24 Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, crede que o haveis de conseguir e o obtereis. 25 Quando estiverdes a orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. 26 Porque, se vós não perdoardes, também o vosso Pai que está nos céus, não perdoará os vossos pecados».~

Comentário:

Com excesso de familiaridade, pareceria que, para o Senhor, o dia ''começara mal''. 
Como qualquer ser humano, estaria Jesus, sujeito aos ''humores'', volúveis, dos homens?
Evidentemente, não, já que a Doutrina diz ''igual a nós em tudo excepto no pecado'' e, também, que era ''Homem Perfeito''. Ora, sem dúvida, o mau humor é uma falta, um defeito, um pecado.

Estas duas atitudes de Jesus, também não são avulsas, repentinas. Tudo quanto o Senhor faz tem um objectivo e encerra uma lição.
Aqui o objectivo é a lição: obrigação de dar os frutos que o Senhor tem o direito de esperar e o respeito pela Sua casa.

Que não era tempo de figos! Sim; é verdade, mas, no nosso caso, não podemos esperar por uma ocasião propícia, um tempo oportuno para dar fruto. À sazonalidade da figueira corresponde a nossa vida inteira. Teremos que dar contas de cada minuto.

Que o negócio era consentido e os comerciantes autorizados a estabelecerem-se no Templo? É verdade mas, nem por o ser deixa de ser mal.
Ninguém, absolutamente, tem autoridade para permitir outra utilização da casa de Deus que não seja para a reverência o louvor e a oração.
A actividade comercial, mesmo de medalhas e outros objectos de culto, não é, seguramente nenhuma delas.


(AMA, Meditação sobre o Evangelho, Mc 11,1-26, 2008.05,29) 

Tema para breve reflexão - A imoralidade do aborto

Tema para breve reflexão




A impossibilidade moral de recorrer ao aborto resulta do facto de que, uma vez concebida uma nova vida, estamos já na presença de um ser humano, de um sujeito de direitos e portador de valores eternos.


(Javier abad gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 nr. 25)


2011.03.04

Um olhar sobre a vida humana - E o que acrescenta o matrimónio católico?


Doutrina




O sacramento do matrimónio:
  • aporta ajudas divinas para cumprir os deveres matrimoniais.
  • fortalece a estabilidade, dando maior seriedade ao compromisso. Acrescenta um vínculo espiritual comparável ao de Cristo com a Sua Igreja.
2011.03.04

Darwin e Deus

Observando



Outro motivo da minha crença na existência de Deus (...) é a impossibilidade radical de conceber o universo, prodigioso e imenso, incluindo o homem, com a faculdade de se reportar ao passado e de prover o futuro, como resultado de um destino casual ou de uma neces­sidade cega. 
Reflectindo nisto, sou forçado a admitir uma Causa Primeira, um Espírito inteligente, sob certos aspectos análogo ao do homem e mereço por isso, que me acreditem, quando eu digo que creio em Deus. 
Esta conclusão estava fortemente radicada no meu espírito ao escrever a Origem das Espécies.

(Ch. darwin, On the Origin of Species, J. Murray, London, 1859, pg. 363 trad ama)

03/03/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos




As comunicações divinas que recebe nunca são "directas" mas, só em sonhos!

Não te parece digno de registo?















AMA, 2011.03.03


cont dos diálogos sobre S. José

imagem - Duc in altum

Duc in altum

Rezando o Evangelho de hoje Mc 10, 46-52

Duc in altum

«MESTRE, QUE EU VEJA!»




«Mestre, que eu veja!»


Grito eu,
atirando fora a capa!


Aquela capa,
que cobre as minhas fraquezas,
que esconde o meu pecado,
revestida de incertezas,
pregueada de mentiras,
que faz trevas no meu ser,
que faz do meu viver,
um caminho desolado.


E dou um salto,
para fora da escuridão!


Um salto de confiança,
sem temer para onde vou,
porque cheio de esperança,
Naquele que me chamou.


«Mestre, que eu veja!»


«Vai, a tua fé te salvou!»




JMA, Monte Real, 3 de Março de 2011
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TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

2011/03/03

“Se vês claramente o teu caminho, segue-o”.
Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?! (Caminho, 902)

Se vês claramente o teu caminho, segue-o. – Por que não repeles a cobardia que te detém?
(Caminho, 903)

"Ide, pregai o Evangelho... Eu estarei convosco...". – Isto disse Jesus... e disse-to a ti. (Caminho, 904)

"Et regni ejus non erit finis". – O seu Reino não terá fim!
Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim?
(Caminho, 906)

"Nesciebatis quia his quae Patris mei sunt oportet me esse?". – Não sabíeis que Eu devo ocupar-Me das coisas que dizem respeito ao serviço de meu Pai?
Resposta de Jesus adolescente. E resposta a uma mãe com a sua Mãe, que há três dias anda à sua procura julgando-O perdido. – Resposta que tem por complemento aquelas palavras de Cristo que São Mateus transcreve: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim". (Caminho, 907).


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Rezando o Evangelho de hoje Mc 10, 46-52

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«MESTRE, QUE EU VEJA!»




«Mestre, que eu veja!»


Grito eu,
atirando fora a capa!


Aquela capa,
que cobre as minhas fraquezas,
que esconde o meu pecado,
revestida de incertezas,
pregueada de mentiras,
que faz trevas no meu ser,
que faz do meu viver,
um caminho desolado.


E dou um salto,
para fora da escuridão!


Um salto de confiança,
sem temer para onde vou,
porque cheio de esperança,
Naquele que me chamou.


«Mestre, que eu veja!»


«Vai, a tua fé te salvou!»




Monte Real, 3 de Março de 2011
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Pensamentos inspirados

À procura de Deus



Faz do teu coração um Sacrário vivo, onde more sempre Jesus Cristo!

jma, 2011.03.03

São José: Oração e música

Em honra de São José

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - VIII Semana
Mc 10, 46-52

46 Chegaram a Jericó. Ao sair Jesus de Jericó, com os Seus discípulos e grande multidão, Bartimeu, mendigo cego, filho de Timeu, estava sentado junto ao caminho.47 Quando ouviu dizer que era Jesus Nazareno, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!».48 Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele cada vez gritava mais forte: «Filho de David, tem piedade de mim!».49 Jesus, parando, disse: «Chamai-o». Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Tem confiança, levanta-te, Ele chama-te». 50 Ele, lançando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.51 Tomando Jesus a palavra, disse-lhe: «Que queres que te faça?». O cego respondeu: «Rabboni, que eu veja!». 52 Então Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou». No mesmo instante recuperou a vista, e seguia-O no caminho.

Meditação:

A mim, também me perguntas: “que queres que te faça?”

E, imediatamente, sobem-me à garganta uma quantidade enorme de coisas que quereria pedir.
São tudo coisas que julgo importantes, que penso necessitar.
Mas…calo-me porque, na verdade, só preciso de uma coisa: que me dês visão sobrenatural para que possa deixar de andar agarrado à terra onde tantas coisas se tornam precisas e possa voar nas alturas onde nada mais é necessário que a Tua graça.

(ama, meditação sobre Mac 10, 46-52, 2010.05.27)

Tema para breve reflexão - Glorificar a Deus


Tema para breve reflexão


O mau servo não se aplicou e nada devolveu; não honrou o seu amo e foi castigado. Glorificar a Deus é, pelo contrário, dedicar as faculdades que Ele me deu a conhecê-lo, amá-lo e servi-lo, e desta maneira devolver-lhe todo o meu ser.

(J. Tissot, La vida interior, p. 102. Trad. ama)











2011.03.03

O verdadeiro mundo

Observando



Se encontro um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que terei sido criado para outro mundo. ([1])


If none of my earthly pleasures satisfy it that does not prove that the universe is a fraud. Probably earthly pleasures were never meant to satisfy it, but only to arouse it, to suggest the real thing. If that is so, I must take care, on the one hand, never to despise, or be unthankful for, these earthly blessings, and on the other, never to mistake them for the something else of which they are only a kind of copy, or echo, or mirage. I must keep alive in myself the desire for my true country, which I shall not find till after death; I must never let it get snowed under or turned aside; I must make it the main object of life to press on to that other country and to help others to do the same. 

(c.s lewis, Mere Christianity)



[1] Trad ama

Um olhar sobre a vida humana - Que processo conduz ao matrimónio?


Doutrina

Em geral costuma seguir-se este caminho:

- De modo natural há uma atracção mútua entre pessoas de sexo oposto. 
- Essa atracção general intensifica-se para com uma pessoa. Há um desejo de estar com ela, de vê-la, de conversar. Até aqui movemo-nos no campo do amor-sentimento: essa pessoa cai-me bem.
- Em seguida surge um desejo de procurar o bem para essa pessoa, e começamos a entrar no terreno do amor-caridade.
- Aparece uma bifurcação:
  • Se a atracção mútua se deixa sem controlo, o instinto animal impõe-se, e procuram-se e obtêm-se prazeres sexuais. Deste modo, o amado passa a ser algo que me dá gosto. O aprecio-o e utilizo-o. Assim se chega à fornicação, amor livre, amantes, etc.
  • Se o egoísmo se domina e se dão passos no serviço a essa pessoa, o amor-caridad aumenta, e chega um momento em que se deseja dedicar a vida 
  • inteira ao outro. Esta entrega mútua conduz ao matrimónio
2011.03.03