22/01/2011

Alegria e Dor

Duc in altum






Um testemunho impressionante! Uma lição de uma grande alma!




Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - II Semana

Evangelho: Mc 3, 20-21

20 Depois, foi para casa e de novo acorreu tanta gente, que nem sequer podiam tomar alimento. 21 Quando os Seus parentes ouviram isto, foram para tomar conta d'Ele; porque diziam: «Está louco».
Comentário:


Doutrina

 «RERUM NOVARUM»

Exemplo e magistério da Igreja

15. Entretanto, a Igreja não se contenta com indicar o caminho que leva à salvação; ela conduz a esta e com a sua própria mão aplica ao mal o conveniente remédio. Ela dedica-se toda a instruir e a educar os homens segundo os seus princípios e a sua doutrina, cujas águas vivificantes ela tem o cuidado de espalhar, tão longe e tão largamente quanto lhe é possível, pelo ministério dos Bispos e do Clero. Depois, esforça-se por penetrar nas almas e por obter das vontades que se deixem conduzir e governar pela regra dos preceitos divinos. Este ponto é capital e de grandíssima importância, porque encerra como que o resumo de todos os interesses que estão em litígio, e aqui a acção da Igreja é soberana. Os instrumentos de que ela dispõe para tocar as almas, recebeu-os, para este fim, de Jesus Cristo, e trazem em si a eficácia duma virtude divina. São os únicos aptos para penetrar até às profundezas do coração humano, que são capazes de levar o homem a obedecer às imposições do dever, a dominar as suas paixões, a amar a Deus e ao seu próximo com uma caridade sem limites, a ultrapassar corajosamente todos os obstáculos que dificultam o seu caminho na estrada da virtude.

Neste ponto, basta passar ligeiramente em revista pelo pensamento os exemplos da antiguidade. As coisas e factos que vamos lembrar estão isentos de controvérsia. Assim, não é duvidoso que a sociedade civil foi essencialmente renovada pelas instituições cristãs, que esta renovação teve por efeito elevar o nível do género humano, ou, para melhor dizer, chamá-lo da morte à vida, e guindá-lo a um alto grau de perfeição, como se não viu semelhante nem antes nem depois, e não se verá jamais em todo o decurso dos séculos. Que, enfim, destes benefícios foi Jesus Cristo o princípio e deve ser o seu fim: porque, assim como tudo partiu d'Ele, assim também tudo Lhe deve ser referido. Quando, pois, o Evangelho raiou no mundo, quando os povos tiveram conhecimento do grande mistério da encarnação do Verbo e da redenção dos homens, a vida de Jesus Cristo, Deus e homem, invadiu as sociedades e impregnou-as inteiramente com a Sua fé, com as Suas máximas e com as Suas leis. E por isso que, se a sociedade humana deve ser curada, não o será senão pelo regresso à vida e às instituições do cristianismo.

21/01/2011

Diálogos apostólicos




Endireita-te, apruma-te, não esmoreças na luta homem, o que lá vai lá vai.

Falhanços qualquer um tem mas vitórias são apenas os lutadores que não esmorecem que as conquistam.

54

 (ama, 2011.01.21)

Os jogos/vídeo causam depressão nos adolescentes?



OBSERVANDO


FÉ E ESPÍRITO MISSIONÁRIO: ESSÊNCIA DA SANTIDADE DE JOÃO PAULO II


MAIS ALTO


Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos comenta a beatificação

Disso está convencido o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que, em entrevista ao L'Osservatore Romano, comentou a beatificação do Pontífice polaco, marcada para o dia 1º de Maio.

Segundo o cardeal, a primeira atitude de João Paulo II é "uma fé forte na presença de Deus na história, porque a encarnação é séria, eficaz, vence o mal: a graça da presença eucarística do Senhor supera todas as barreiras e os regimes desumanos" disse ele, lembrando que o saudoso Pontífice "viveu os regimes nazista e comunista, e viu a implosão e a destruição de ambos".

"A segunda atitude é o seu grande espírito missionário. As viagens do Papa eram uma verdadeira actividade missionária, propriamente dita. Ele viajou até aos confins da terra para proclamar o Evangelho de Cristo."

Sobre a análise do milagre - a cura da freira francesa Marie Simon Pierre Normand, que sofria do Mal de Parkinson -, o cardeal Amato disse que o fato "foi estudado com muito cuidado, inclusive com meticulosidade, eu diria, porque houve uma grande pressão da média sobre este processo".

"Além disso, nestes dois últimos séculos, tivemos uma série de Bispos de Roma nos quais a santidade foi reconhecida em vários graus: Pio X, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I", afirmou.

Interpelado sobre alguma lembrança pessoal de João Paulo II, o cardeal Amato disse que tinha "um grande sentido de amizade, de respeito".

"Ele me escolheu como secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. Ordenou-me bispo em 6 Janeiro de 2003: nós éramos 12, os últimos a receber a ordenação episcopal do Papa Wojtyla. Tínhamos uma reunião mensal, como secretário da Doutrina da Fé, solicitada pelo então cardeal Ratzinger, que foi meu superior directo. E João Paulo II escutava muito, sempre escutava."

"O que mais me chamava a atenção era essa capacidade de escutar. Nós falávamos, ele ouvia. E só depois, quando estávamos no almoço, é que ele fazia seus comentários -concluiu o cardeal. Era evidente a sua vontade de compreender."

Fonte: zenit.org 2011.01.20

Pensamentos inspirados

À procura de Deus






No amor entre nós, homens e mulheres, modificamo-nos muitas vezes para agradarmos a quem amamos.

E com Deus, fazemos de igual modo?

jma, 2011 

Vultos da Igreja que eu conheci



OBSERVANDO

João da Silva Campos Neves (1978 -1971)

D. João da Silva Campos Neves, nasceu no lugar e freguesia dos Cepos, concelho de Arganil, em 1889.07.31 e faleceu em 1980.03.02.

  • Ordenado Sacerdote em 1911.12.23
  • Sagrado Bispo Titular Auxiliar de Lisboa com o Título de Bispo de Vatarba e em 1931.05.27
  • Nomeado Bispo de Lamego em 1948.10.29

Frequentava a casa de meus Pais, em Monte Real, onde passava umas duas semanas todos os anos.


Em 1938 benzeu a nova Capela das Termas de Monte Real.

Nesta capela, em 1949, administrou o Sagrado Crisma à minha irmã Belinha e a mim.
Lembro-me que antes me disse mais ou menos: 

“Vou dar-te um estalo mas é a fingir”.

Recordo um episódio deveras singular passado em casa dos meus Pais onde estava, como de costume, hospedado. 

Um dia levantando-se de madrugada e não encontrando a chave da porta tentou saltar por uma janela que dava para o alpendre. Só que as vestes episcopais se emaranharam nas pernas tendo caído com estrondo em cima de um móvel. 


O meu Pai acordou e foi encontrar o Senhor D. João, estatelado, rindo a bom rir da aventura.

Era a pessoa mais simpática e afável que imaginar se possa, aliás, o seu rosto irradiava essa simpatia e afabilidade.



O Demónio e a sua acção


Tema para breve reflexão




Sabeis qual é a primeira tentação que o demónio apresenta a uma pessoa que começou a servir melhor a Deus?


É o respeito humano. 

(S. João Maria Vianey, Sermões escolhidos)


Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - II Semana



Evangelho: Mc 3, 13-19

13 Tendo subido a um monte, chamou a Si os que quis, e aproximaram-se d'Ele. 14 Escolheu doze para que andassem com Ele e para os enviar a pregar, 15 com poder de expulsar os demónios: 16 Simão, a quem pôs o nome de Pedro; 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, 19 e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou

Comentário:

Este «poder de expulsar os demónios» é a prova, dada pelo próprio Jesus Cristo, de que o Demónio existe e pode dominar as pessoas através do seu poder como espírito superior, portanto, à criatura humana. Muitos põem em causa esta realidade como se fosse uma fantasia ou uma forma mais ou menos imaginária de se referir o mal, o pecado. Fazem mal em considerar desta forma esta matéria. 


A Igreja não se cansa de avisar que a existência do Demónio é real e concreta e que a sua “missão” é corromper o homem através da mentira e da apresentação mirífica de prazeres e bens duradouros. Sendo o próprio Mal, o Demónio age sempre para contrariar a Vontade de Deus e impedir que os homens a cumpram. 


(ama, comentário sobre Mc 3, 13-19, 2010.12.24)


Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Comunhão de bens de natureza e de graça

14. Mas é ainda demasiado pouco a simples amizade: se se obedecer aos preceitos do cristianismo, será no amor fraterno que a união se operará. Duma parte e doutra se saberá e compreenderá que os homens são todos absolutamente nascidos de Deus, seu Pai comum; que Deus é o seu único e comum fim, que só Ele é capaz de comunicar aos anjos e aos homens uma felicidade perfeita e absoluta; que todos eles foram igualmente resgatados por Jesus Cristo e restabelecidos por Ele na sua dignidade de filhos de Deus, e que assim um verdadeiro laço de fraternidade os une, - quer entre si, quer a Cristo, seu Senhor, que é «o primogénito de muitos irmãos» (Rm 8,29). Eles saberão, enfim, que todos os bens da natureza, todos os tesouros da graça, pertencem em comum e indistintamente a todo o género humano e que só os indignos é que são deserdados dos bens celestes: «Se vós sois filhos, sois também herdeiros, herdeiros de Deus, co-herdeiros de Jesus Cristo» (Rm VIII, 17) .
Tal é a economia dos direitos e dos deveres que ensina a filosofia cristã. Não se veria em breve prazo estabelecer-se a pacificação, se estes ensinamentos pudessem vir a prevalecer nas sociedades?

20/01/2011

Memória: Fundamento da Fé


MAIS ALTO



O fundamento da minha Fé reside na sagrada Escritura, sobretudo no Evangelho. 

Ali estão as palavras do Verbo de Deus Encarnado que não engana nem pode enganar-se. Ele é a Verdade, Ele é o Caminho, Ele é a Vida.

Senhor, aumenta a minha fé, eu creio em Vós, mas aumenta a minha fé.

ama, 2007.01.21

Diálogos apostólicos




Quando se luta contra um defeito dominante não se podem desperdiçar forças e recursos em pequenas escaramuças com defeitozinhos menos salientes.

Se assim não fizeres acabas derrotado nas duas "frentes".

53

 (ama, 2011.01.20)

O nome de Deus é misericórdia



Demónio


http://queeaverdade.blogspot.com/2011/01/o-medo-do-demonio-2.html

O guarda-chuva londrino e o Candidato português



OBSERVANDO


Na hora do rush na City de Londres, já lá vão uns bons anos, assistia-se ao costumado espectáculo de desfile apressado de executivos a caminho do transporte para casa. Todos vestidos de igual, fato escuro com risquinhas brancas, chapéu de coco, sapatos de um negro brilhante e, claro, o inseparável guarda-chuva, enrolado com extremo rigor. Era Agosto e, a tarde, apresentava-se amena.

De repente, o céu escurece e desaba uma chuvada diluviana. Quase coreograficamente, os guarda-chuvas abriram-se e o cortejo prosseguiu imperturbável sempre no mesmo passo calmo e concentrado.

ORAÇÃO E MÚSICA 5

O Verdadeiro Corpo do Senhor:





Ave ave verum Corpus 
natum de Maria Virgine;
vere passum, immolatum
in cruce pro homine:
cujus latus perforatum
fluxit aqua et sanguine:
esto nobis praegustatum
in mortis examine.
in mortis examine.

Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - II Semana


Evangelho: Mc 3, 7-12

7 Jesus retirou-Se com Seus discípulos para o mar, e segiu-O uma grande multidão do povo da Galileia; também da Judeia, 8 de Jerusalém, da Idumeia, da Transjordânia e das vizinhanças de Tiro e de Sidónia, tendo ouvido as coisas que fazia, foram em grande multidão ter com Ele. 9 Mandou aos Seus discípulos que Lhe aprontassem uma barca para que a multidão não O apertasse. 10 Porque, como curava muitos, todos os que padeciam algum mal lançavam-se sobre Ele para O tocarem. 11 E os espíritos imundos, quando O viam, prostravam-se diante d'Ele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». 12 Mas Ele ordenava-lhes com severidade que não O manifestassem.

Comentário:


Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Dignidade do trabalho

13. Quanto aos deserdados da fortuna, aprendam da Igreja que, segundo o juízo do próprio Deus, a pobreza não é um opróbrio e que não se deve corar por ter de ganhar o pão com o suor do seu rosto. É o que Jesus Cristo Nosso Senhor confirmou com o Seu exemplo. Ele, que «de muito rico que era, Se fez indigente» (2Cor 8,9) para a salvação dos homens; que, Filho de Deus e Deus Ele mesmo, quis passar aos olhos do mundo por filho dum artesão; que chegou até a consumir uma grande parte da Sua vida em trabalho mercenário: «Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?» (Mc 6,3). Quem ti-ver na sua frente o modelo divino, compreenderá mais facilmente o que Nós vamos dizer: que a verdadeira dignidade do homem e a sua excelência reside nos seus costumes, isto é, na sua virtude; que a virtude é o património comum dos mortais, ao alcance de todos, dos pequenos e dos grandes, dos pobres e dos ricos; só a virtude e os méritos, seja qual for a pessoa em quem se encontrem, obterão a recompensa da eterna felicidade. Mais ainda: é para as classes desafortunadas que o coração de Deus parece inclinar-se mais. Jesus Cristo chama aos pobres bem-aventurados (Mt 5,3): convida com amor a virem a Ele, a fim de consolar a todos os que sofrem e que choram (Mt, 11,18); abraça com caridade mais terna os pequenos e os oprimidos. 
Estas doutrinas foram, sem dúvida alguma, feitas para humilhar a alma altiva do rico e torná-lo mais condescendente, para reanimar a coragem daqueles que sofrem e inspirar-lhes resignação. Com elas se acharia diminuído um abismo causado pelo orgulho, e se obteria sem dificuldade que as duas classes se dessem as mãos e as vontades se unissem na mesma amizade.

Critério na Comunicação 2

TEMA PARA BREVE REFLEXÃO



O nosso dever de comunicadores sociais é sermos os melhores intermediários da verdade e fazermos honestamente uma síntese ponderada dos acontecimentos, uma avaliação reflectida dos factos, uma análise prévia das notícias que temos de transmitir com seriedade e aguda orientação crítica para dar o justo relevo a cada acontecimento. 

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 77)