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12/01/2016

Notícias e outros temas - 5

Uso das armas contra o Estado Islâmico 12

4. Que o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar.

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É óbvio e inegável o direito à legítima defesa e é imperativo que a selvajaria do Estado Islâmico seja decididamente combatida e eliminada.

O que não é nada óbvio nem inegável é que a “única forma” de legítima defesa diante do horror do Estado Islâmico seja o uso das armas como defendido por alguns governos e por alguns comentaristas.

Fonte: ALETEIA


(Revisão da versão portuguesa por ama)

11/01/2016

Notícias e outros temas - 5

Resultado de imagem para luta armada4. Que o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar.

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No entanto, o facto é que as Cruzadas, no fim das contas, não apenas não resolveram a situação dos cristãos na Terra Santa como a pioraram, além de acarretarem, como toda guerra, uma série inegável de abusos, covardias e degenerações em prol de interesses particulares que nada tinham nem de religioso nem de humanitário.

O contexto, além do mais, era muito diferente do actual. Se na época era compreensível a concepção de uma cruzada, hoje temos uma noção mais completa do que implica uma resposta bélica e da necessidade prévia de respostas não bélicas para que seja encarado o cerne das agressões, e não apenas as suas concretizações externas.

A propósito: tem sido comum nas redes sociais, entre os defensores da guerra imediata contra o Estado Islâmico, a afirmação de que “foi graças às Cruzadas que a Europa se manteve cristã”. Na realidade, as três batalhas decisivas que impediram o avanço islâmico na Europa foram ou anteriores ou posteriores às Cruzadas: a de Poitiers, que barrou a invasão da França de Carlos Martel pelo Califado de Córdoba em 732; a de Lepanto, em que a Liga Santa derrotou a expansão mediterrânea do Império Otomano em 1571; e a de Viena, em 1683, em que a coalizão polaco-austro-alemã venceu o mesmo Império Otomano e reverteu sua expansão pela Europa do Leste.

(cont)

Fonte: ALETEIA


(Revisão da versão portuguesa por ama)

10/01/2016

Notícias e outros temas - 4

Resultado de imagem para luta armada4. Que o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar.

A versão laicista da história fez questão, ao longo dos últimos 300 anos no mínimo, de tergiversar uma série de factos relacionados com a acção secular da Igreja, em particular a Inquisição e as Cruzadas. Estas últimas, em particular, foram pintadas apenas como uma sucessão de guerras cobardes e motivadas pelas ambições materiais e ideológicas da Igreja.

O actual horror do Estado Islâmico tem tornado mais compreensíveis as verdadeiras raízes das Cruzadas, que, basicamente, foram uma justa reacção a 400 anos de abusos sofridos pelos cristãos sob domínio muçulmano na Terra Santa.

(cont)

Fonte: ALETEIA


(Revisão da versão portuguesa por ama)

09/01/2016

Notícias e outros temas - 2

Resultado de imagem para luta armada3. Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.

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Ainda que houvesse êxito inicial, o histórico da política norte-americana de armar grupos violentos contra outros grupos violentos é de reviravoltas funestas (entre as quais o fortalecimento do regime de Saddam Hussein, o surgimento da Al-Qaeda e o poderio do Taliban, todos anteriormente “ajudados” pelos EUA e depois transformados em pesadelos).
As invasões e intervenções dos EUA no Oriente Médio, por fim, têm sido invariavelmente um retumbante fracasso de médio a longo prazo, sendo o Iraque o exemplo mais evidente no momento.

Mais problemático ainda: o Estado Islâmico não é apenas um exército físico e pontualmente localizado, mas uma ideologia capilarmente difusa e capaz de se reestruturar em prazo curto caso não sejam dadas as respostas logística, cibernética e religiosa citadas no ponto anterior.
destruir as bases jihadistas.

(cont)

Fonte: ALETEIA

        (Revisão da versão portuguesa por ama)

08/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 8

Resultado de imagem para luta armada3. Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.

Esta condição está muito longe de verificar-se. Nem sequer existe acordo entre os países capazes de combater belicamente o Estado Islâmico no tocante à estratégia de ataque.

Para começar, os EUA e seus aliados ocidentais têm particular interesse em derrubar o presidente sírio Bashar Al-Assad, enquanto a Rússia quer mantê-lo no poder. A Turquia está “aproveitando” a “desculpa” de combater o Estado Islâmico para bombardear os curdos. A Arábia Saudita “aproveitou” a “desculpa” do Estado Islâmico e da Al-Qaeda na Península Arábica para bombardear o Iémen, piorando o caos que já era tétrico no país. Quanto à “modalidade” de guerra, os EUA e seus aliados defendem ataques exclusivamente aéreos, enquanto a Rússia e a maioria dos especialistas, inclusive ocidentais, afirmam que os ataques por terra seriam imprescindíveis para destruir as bases jihadistas.

(cont)

Fonte: ALETEIA

        (Revisão da versão portuguesa por ama

07/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 7

Resultado de imagem para luta armada2.3. Resposta religiosa

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Iyad Madani, líder da Organização para a Cooperação Islâmica, também tem condenado com força os crimes terroristas do Estado Islâmico, atribuindo-os à “decadência intelectual, fragmentação política e abuso do islão, a grande religião da misericórdia”. As suas declarações são influentes porque a organização reúne 57 países e é o maior bloco de países muçulmanos que existe no planeta.

As respostas oficiais de líderes islâmicos são imprescindíveis para que os seguidores do alcorão em todo o mundo rejeitem as interpretações radicais do seu livro sagrado. Para isso, Al-Tayeb tem usado termos bastante fortes ao pronunciar-se sobre a interpretação divulgada pelo Estado Islâmico: ele define o grupo jihadista como satânico.

Ao mesmo tempo, o Santo Padre tem insistido muito na necessidade da convivência civilizada, respeitosa e fraterna entre as religiões, independentemente da sua discordância teológica. O Vaticano fomenta abertamente as boas relações ecuménicas e inter-religiosas desde o concílio Vaticano II. João Paulo II fez história ao organizar o primeiro encontro inter-religioso em Assis, em 1986, repetido depois por Bento XVI e seguido por Francisco ao convidar os líderes políticos de Israel e da Palestina para fazerem um impensável encontro de oração no Vaticano. O Pontifício Conselho para a Cultura vem realizando há vários anos a iniciativa “Pátio dos Gentios”, encontros entre crentes de diversas religiões e não crentes, para discutirem juntos temáticas culturais, filosóficas, sociais, políticas e económicas, além de concretizarem iniciativas humanitárias em parceria. O cardeal Pietro Parolín, secretário de Estado do Vaticano, declarou neste mês que os muçulmanos deverão participar das celebrações do Jubileu da Misericórdia, convocado pelo papa Francisco.

A resposta religiosa “oficial” é determinante para combater as manipulações sectárias dos conteúdos religiosos por interesses e objectivos particulares.

(cont)

Fonte: ALETEIA


(Revisão da versão portuguesa por ama)

06/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 6

Resultado de imagem para luta armada2.3. Resposta religiosa

O cardeal Bagnasco reforçou a importância crucial de que o mundo islâmico também “levante a voz e condene esta barbárie”.
Não se trata de novidade alguma, já que o papa Francisco repete este apelo aos líderes muçulmanos com notável frequência.

E vários dos líderes muçulmanos mais influentes do planeta estão fazendo a sua parte e denunciando com clareza a selvajaria e impiedade dos terroristas.
Como o Estado Islâmico se diz seguidor do islão sunita, é particularmente veemente toda declaração feita por líderes religiosos dessa corrente, como Ahmed al-Tayeb, o grande imã da universidade egípcia de Al-Azhar, uma das instituições sunitas mais prestigiadas do planeta. Al-Tayeb tem-se pronunciado com frequência, inclusive em encontros formais com outros líderes muçulmanos, contra “os crimes bárbaros cometidos em nome dos costumes desta religião” e declarando que os países muçulmanos não podem ignorar “a sua responsabilidade no aparecimento do extremismo que fez nascer organizações como a Al-Qaeda e outros grupos armados”. Ao mesmo tempo, denuncia que parte da responsabilidade é também do Ocidente, citando a invasão americana do Iraque e a ingerência ocidental na Síria e pedindo que a coligação anti-jihadista “combata os países que apoiam o terrorismo financeira e militarmente”.

(cont)

Fonte: ALETEIA

       (Revisão da versão portuguesa por ama)

04/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 4

Resultado de imagem para luta armada2.2. Resposta cibernética

O grupo de hackers ativistas Anonymous anunciou na semana passada que vai “caçar” os membros do Estado Islâmico e já começou derrubando 5.500 contas no Twitter ligadas ao EI.
É só o primeiro passo de uma guerra cibernética focada em destruir o principal mecanismo de recrutamento do grupo terrorista, que atrai a maioria dos seus jovens militantes através de fóruns, chats e redes sociais.

Além de minar as ferramentas de recrutamento do grupo, a estratégia do Anonymous deixaria exposta a hipocrisia dos líderes jihadistas, que, enquanto declaram seu ódio ao Ocidente, não se fazem de rogados ao usar os recursos e tecnologias ocidentais que eles dizem que “afastam os fiéis de Deus”.^

(cont)

Fonte: ALETEIA

(Revisão da versão portuguesa por ama)

03/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 3

Resultado de imagem para luta armada2. Que todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes.

Esta condição não se verifica.
São imprescindíveis pelo menos três respostas alternativas não bélicas para enfraquecer e derrotar o agressor, e elas ainda não foram dadas adequadamente:

2.1. Resposta logística

O cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana, propôs um “embargo planetário” para enfraquecer o Estado Islâmico.

“Não acho que a maneira certa e mais eficaz sejam as armas, e sim o embargo planetário, concreto e monitorado, contra essas forças obscuras como o Estado Islâmico. Do ponto de vista político, ninguém deveria falar com essas pessoas; elas têm que se sentir isoladas. Do ponto de vista comercial, ninguém deveria comprar o petróleo barato deles nem vender-lhes armas ou alimentos. O isolamento global, monitorado, sem meios-termos e estritamente controlado pela ONU, eu acredito que é firmemente possível e que é a única resposta eficaz”.

(cont)

Fonte: ALETEIA

        (Revisão da versão p

01/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 1

Resultado de imagem para luta armadaUso das armas como “única solução” contra o Estado Islâmico? A Igreja é contra.
Sim, católicos (e não católicos): a Igreja é CONTRA essa ideia. E seus motivos são bastante objectivos e claros.
Nas redes sociais, a guerra tem sido apontada por muitos internautas católicos como “a única solução” para “acabar com o Estado Islâmico”.

Mas será que é?

O Vaticano tem-se declarado reiterada e explicitamente CONTRA uma guerra, com base no próprio conceito de “guerra justa”, cujas premissas, segundo o Catecismo da Igreja Católica [i], são quatro e devem ser simultâneas:

1.   Que o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo.
2.   Que todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes.
3.   Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.
4.   Que o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar.
Consideremos cada uma destas condições no contexto do combate ao Estado Islâmico.
(cont)
Fonte: ALETEIA
(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] cf. CIC, §2309