25/03/2021

Leitura Espiritual Mar 25



Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc XII, 22-41

 



Confiança em Jesus

22 Em seguida, disse aos discípulos: «É por isso que vos digo: Não vos preocupeis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir; 23 pois a vida é mais que o alimento, e o corpo mais que o vestuário. 24 Reparai nos corvos: não semeiam nem colhem, não têm despensa nem celeiro, e Deus alimenta-os. Quanto mais não valeis vós do que as aves! 25 E quem de vós, pelo facto de se inquietar, pode acrescentar um côvado à extensão da sua vida? 26 Se nem as mínimas coisas podeis fazer, porque vos preocupais com as restantes? 27 Reparai nos lírios, como crescem! Não trabalham nem fiam; pois Eu digo-vos: Nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. 28 Se Deus veste assim a erva, que hoje está no campo e amanhã é lançada no fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé! 29 Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, nem andeis ansiosos, 30 pois as pessoas do mundo é que andam à procura de todas estas coisas; mas o vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. 31 Procurai, antes, o seu Reino, e o resto vos será dado por acréscimo. 32 Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino.» 33 «Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói. 34 Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.»

 

Vigilância

35 «Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas. 36 Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda, para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater. 37 Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes! Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de servi-los. 38 E, se vier pela meia-noite ou de madrugada, e assim os encontrar, felizes serão eles. 39 Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não teria deixado arrombar a sua casa. 40 Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em que menos pensais.» 41 Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para todos igualmente?»

 

 

Texto


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1990

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo:

 

1. Como todos os anos, a aproximação da Quaresma dá-me a oportunidade de me dirigir a vós, para vos convidar a aproveitardes este momento favorável, e este «tempo da salvação» (cf. 2 Cor 6, 2). Que ele seja vivido intensamente por todos, na sua dupla dimensão de conversão a Deus e de amor aos irmãos. Com efeito, a Quaresma convida-nos a mudar totalmente a mente e o coração, para escutarmos a voz do Senhor que nos convida a voltarmos para Ele, em novidade de vida, e a sermos cada vez mais sensíveis aos sofrimentos dos que nos rodeiam.

 

Este ano, desejaria propor, com especial empenho, à reflexão comum, o problema dos expatriados e dos refugiados. O seu número, de facto, enorme e cada vez maior, constitui uma realidade dolorosa no mundo em que vivemos, realidade que não se confina apenas nalgumas regiões, mas já se estendeu a todos os continentes.

 

Homens sem pátria, os refugiados procuram acolhimento noutros países do mundo, que é a nossa casa comum; mas só a poucos de entre eles é dado voltar aos Países de origem, devido às mudanças da situação interna; para os outros arrasta-se a condição dolorosíssima de êxodo, de insegurança e de busca ansiosa de uma posição de vida adequada. Entre eles há crianças, mulheres, viúvas, famílias muitas vezes divididas, jovens frustrados nas suas aspirações, adultos desarraigados da profissão, privados dos seus bens materiais, da casa, e da pátria.

 

2. Perante a amplidão e a gravidade deste problema, todos os filhos da Igreja devem sentir-se interpelados, como seguidores de Jesus, que quis também Ele sofrer a condição de refugiado - e na qualidade de testemunhas do seu Evangelho. Além disso, o próprio Cristo, naquela página comovedora do mesmo Evangelho que, na liturgia latina, lemos na segunda-feira da primeira semana da Quaresma, quis ser reconhecido e identificado em cada refugiado: «Eu era peregrino e vós me recolhestes ... Era peregrino e não me recolhestes» (Mt 25, 35 e 43).

 

Estas palavras de Cristo devem levar-nos a um atento exame de consciência quanto à nossa atitude em relação aos exilados e aos refugiados. Nós encontramo-los, efectivamente, quase todos os dias, no território de muitas paróquias; tornaram-se verdadeiramente o nosso próximo mais próximo. Eles têm necessidade da caridade, da justiça e da solidariedade de todos os cristãos.

 

3. A vós, a cada um dos membros e a cada comunidade da Igreja católica, portanto, dirijo a minha exortação premente, nesta Quaresma, a fim de que procureis lançar mão de todos os meios existentes para socorrer os irmãos refugiados, organizando adequadas obras de acolhimento a fim de favorecer a sua plena inserção na sociedade civil e demonstrando para com eles abertura de mente e calorosa cordialidade.

 

A solicitude pelos refugiados deve estimular-nos a reafirmar e a evidenciar os direitos humanos, universalmente reconhecidos, e a solicitar que também para com eles sejam efectivamente respeitados. Como recordava a 3 de Junho de 1986, por ocasião da entrega do Prémio Internacional da Paz João XXIII ao «Catholic Office for Emergency and Refugees» (COERR), a Encíclica Pacem in terris daquele grande Pontífice tinha já acentuado a urgência de os direitos dos refugiados lhes deverem ser reconhecidos, como pessoas que são; e afirmava que «é nosso dever garantir sempre os direitos inalienáveis, que são inerentes a todos os seres humanos e que não são condicionados por factores naturais ou por situações socio-políticas» (Ensinamentos IX, 1, 1986, p. 1751). Tratar-se-á, pois, de garantir aos refugiados o direito de constituírem uma família ou de se integrarem nela; de terem um emprego seguro, digno, com remuneração adequada; de viverem em casas dignas de seres humanos; de usufruírem de adequada instrução escolar para as crianças e a juventude, bem como da assistência medico-sanitária; em suma, de fruírem todos aqueles direitos que foram solenemente sancionados desde 1951 pela Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos refugiados, e confirmados pelo Protocolo de 1967 relativo ao mesmo Estatuto.

 

4. Sei bem que, face a um problema tão grave como este, tem sido intenso o trabalho de Organismos internacionais, de Organizações católicas e de Movimentos de índole diversa, na busca de programas sociais adequados, aos quais numerosas pessoas dão apoio e colaboração. Agradeço a todos, e a todos quero dirigir uma palavra de encorajamento a demonstrarem uma sensibilidade cada vez maior, dado que, como se pode facilmente verificar, aquilo que se faz, embora já seja muito, não é ainda suficiente. Com efeito, o número dos refugiados aumenta sem cessar e as possibilidades de acolhimento e de assistência mostram-se muitas vezes inadequadas.

 

O nosso empenhamento prioritário deve ser o de participar, animar e apoiar com o nosso testemunho de amor, correntes autênticas de caridade, que consigam, em todos os Países, permear a obra de formação sobretudo da infância e da juventude, para o respeito recíproco, para a tolerância e para o espírito de serviço, a todos os níveis, tanto a nível pessoal, como a nível de Poderes públicos. Isto facilitará sobremaneira a superação de muitos problemas.

 

5. Dirijo-me também a vós, irmãos e irmãs exilados e refugiados, que viveis unidos na fé em Deus, na mútua caridade e na esperança inquebrantável. O mundo todo conhece as vossas vicissitudes. E a Igreja quer estar-vos presente com a ajuda que os seus membros se esforçam por prestar-vos, embora sabendo que essa ajuda é insuficiente. Para suavizar os vossos sofrimentos é necessária também a contribuição da vossa boa vontade e da vossa inteligência. Vós possuís a riqueza da vossa civilização, da vossa cultura, das vossas tradições e dos vossos valores humanos e espirituais, onde podeis ir buscar a capacidade e a força para começar uma vida nova. Exercitai-vos também vós, dentro das vossas possibilidades, na assistência e na ajuda recíprocas, nos lugares onde temporariamente fostes acolhidos.

 

Nós, Católicos, acompanhar-vos-emos e vos ampararemos na vossa caminhada, reconhecendo em cada um de vós o rosto de Cristo, exilado e prófugo, e recordando quanto Ele disse: «Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25, 40).

 

6. No início desta Quaresma, invoco a riqueza de graça e de luz que irradia do mistério da Paixão e Ressurreição redentora de Cristo, a fim de que cada um dos fiéis e cada uma das comunidades eclesiais e religiosas de toda a Igreja encontrem a inspiração e as energias necessárias para as obras de solidariedade concreta, em favor dos irmãos e irmãs exilados e refugiados; e a fim de que estes, confortados pela ajuda fraterna e pela atenção dos demais, reencontrem alegria e esperança para prosseguirem no seu penoso caminho.

 

Que a minha Bênção seja penhor da abundância dos dons do Senhor sobre quantos acolherem este meu premente apelo.

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 


Festa - Anunciação do Senhor

 



ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Oração pelos Sacerdotes

                                             

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

24/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Ele te dará a sua força

Em momentos de esgotamento, de fastio, recorre confiadamente ao Senhor, dizendo-lhe como aquele nosso amigo: "Jesus, vê lá o que fazes...: antes de começar a luta, já estou cansado". Ele te dará a sua força. (Forja, 244)

Jesus, que suscitou as nossas ansiedades, vem ao nosso encontro e diz-nos: se alguém tem sede, venha a Mim e beba. E oferece-nos o seu Coração, para encontrarmos nele o nosso repouso e a nossa fortaleza. Se aceitarmos o seu chamamento, veremos como as suas palavras são verdadeiras, e aumentará a nossa fome e a nossa sede, até desejarmos que Deus estabeleça no nosso coração o lugar do seu repouso e não afaste de nós o seu calor e a sua luz. (Cristo que passa, 170)

Leitura Espiritual Mar 24

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc XII, 1-21

 

Advertência aos discípulos

XII 1 Entretanto, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. 3 Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. 4 Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer. 6 Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. 7 Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros. 8 Digo-vos ainda: Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. 9 Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.

 

Pecado contra o Espírito Santo

10 E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, há-de perdoar-se; mas, a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo, jamais se perdoará. 11 Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer em vossa defesa, 12 pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer.» 

 

Cuidado com a avareza

13 Dentre a multidão, alguém lhe disse: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo.» 14 Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas partilhas?» 15 E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.» 16 Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita. 17 E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: ‘Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?’ 18 Depois continuou: ‘Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens. 19 Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.’ 20 Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?’ 21 Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»

 

Texto


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1989

 

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje» (Mt 6, 11). É com esta petição que principia a segunda parte da oração que o próprio Jesus ensinou aos seus discípulos e que nós, cristãos, cada dia repetimos fervorosamente.

 

Dos lábios de todos os homens e mulheres das várias raças humanas que formam a grande comunidade cristã, eleva-se harmoniosamente esta súplica ao Pai que está nos Céus, com entoações diferentes, pois são muitos os povos que, mais do que uma súplica serena e confiante, quando a proferem lançam um grito de angústia e de dor por não terem podido saciar a fome física, porque carecem realmente dos alimentos necessários.

 

Amados filhos e filhas, é com o maior empenho e esperança que vos proponho este problema da «fome no mundo», como tema de reflexão e como objectivo para a vossa actividade apostólica, caritativa e solidária durante a Quaresma de 1989. O jejum generoso e voluntário, da parte daqueles de entre vós que tendes sempre que comer, permitir-vos-á compartilhar a privação de tantos outros que carecem de pão. Os vossos jejuns durante a Quaresma, que são uma parte da rica tradição cristã, abrir-vos-ão mais o espírito e o coração para repartirdes solidariamente os vossos bens com aqueles que os não têm.

 

A fome no mundo fustiga milhões de seres humanos, em muitos povos; mas concentra-se de maneira mais cruel nalguns continentes e nações, onde dizima a população e compromete o seu desenvolvimento. A falta de alimentos verifica-se ciclicamente nalgumas regiões, por causas muito complexas, que é necessário extirpar com a ajuda solidária de todos os povos.

 

Gloriamo-nos no nosso século, com razão, dos progressos da ciência e da tecnologia; mas há que progredir também em humanismo; não podemos ficar passivos e indiferentes diante do drama trágico de tantos povos, a quem falta o alimento suficiente ou que se vêem obrigados a viver em regime de mera subsistência, encontrando por isso mesmo obstáculos quase insuperáveis para o seu devido progresso.

 

Uno a minha voz suplicante à de todos os que crêem em Deus, pedindo ao nosso Pai comum: «o pão nosso de cada dia nos dai hoje». É certo que «nem só de pão vive o homem» (Mt 4, 4); o pão material, porém, é uma necessidade premente e o próprio Senhor Jesus Cristo agiu eficazmente para dar de comer às multidões famintas.

 

A fé deve andar acompanhada de obras concretas. Convido, pois, todos, a tomarem consciência do grave flagelo da fome no mundo, para que sejam empreendidas novas actividades e sejam consolidadas as obras já existentes em benefício dos que sofrem a fome, para que se repartam os bens com aqueles que os não têm e para que se tornem consistentes os programas que visam a auto-suficiência alimentar dos povos.

 

Quero, ainda, dirigir uma palavra de encorajamento a todas as Organizações católicas que lutam contra a fome, assim como aos Organismos governamentais e não governamentais que diligenciam por encontrar soluções, no sentido de que se continue, sem interrupção, a dar assistência aos necessitados.

 

«Pai nosso que estais nos Céus... o pão nosso de cada dia nos dai hoje». Que nenhum dos vossos filhos se veja privado dos frutos da terra; que nenhum sofra doravante a angústia de não ter o pão quotidiano, para si e para os seus; que todos, impregnados do imenso amor que tendes por nós, saibamos distribuir com solidariedade o pão que tão generosamente nos dispensais; que saibamos alargar a nossa mesa para acolher os mais pequenos e os mais fracos; e assim mereçamos todos, um dia, participar no vosso banquete celestial.

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

 

Virtudes

 


Serenidade

 

Deixa que a serenidade do teu espírito brilhe através do teu rosto.

 

(São Pedro Damião)

Reflexão na Quaresma

 


Oração

Na oração perseverante e entregue de Jesus Cristo vemos, no Amor humano de Jesus, o Amor  de Deus pelas criaturas, gratuito e infinito; e na oração sonolenta e por fim abandonada dos Apóstolos, o pobre amor – o desamor – da criatura centrada no seu eu e dobrada pela sua dibiliade.

 

(Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. I, 10)

Pequena agenda do cristão

  

Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


23/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Servir, meus filhos, é o que é próprio de nós.

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais ínfimos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Servir, servir, filhos meus, é o que é próprio de nós. Sermos criados de todos, para que nos nossos dias o povo fiel aumente em mérito e número. Olhai para Maria. Nunca criatura alguma se entregou com mais humildade aos desígnios de Deus. A humildade da ancilla Domini, da escrava do Senhor, é a razão que nos leva a invocá-la como causa nostrae laetitiae, causa da nossa alegria. Eva, depois de pecar por querer, na sua loucura, igualar-se a Deus, escondia-se do Senhor e envergonhava-se: estava triste. Maria, ao confessar-se escrava do Senhor, é feita Mãe do Verbo divino e enche-se de alegria. Que este seu júbilo de boa Mãe se nos pegue a todos nós; que saiamos nisto a Ela – a Santa Maria – e assim nos pareceremos mais com Cristo. (Amigos de Deus, 108–109)

Leitura Espiritual Mar 23

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc XI, 33-54

 

A lâmpada

33 «Ninguém acende uma candeia, para a colocar num lugar escondido ou debaixo do alqueire; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram. 34 A candeia do teu corpo são os teus olhos. Se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo estará iluminado; mas se estiverem em mau estado, o teu corpo estará em trevas. 35 Examina, pois, se a luz que há em ti não é escuridão. 36 Se todo o teu corpo está iluminado, não tendo parte alguma tenebrosa, todo ele será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu fulgor.»

 

A censura dos fariseus

37 Mal Jesus tinha acabado de falar, um fariseu convidou-o para almoçar na sua casa; Ele entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição. 39 O Senhor disse-lhe: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo. 42 Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas. 43 Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças! 44 Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!»

 

Jesus censura os doutores

45 Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a nós.» 46 Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos! 47 Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os vossos pais é que os mataram! 48 Assim, dais testemunho e aprovação aos actos dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros. 49 Por isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: ‘Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão, 50 a fim de que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.’ Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas contas a esta geração. 52 Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!» 53 Quando saiu dali os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, 54 armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o acusarem.

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1988

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo:

 

Com alegria e esperança, ao dirigir-vos esta Mensagem de Quaresma, desejaria exortar-vos à penitência, que produza em vós os abundantes frutos espirituais de uma vida cristã mais dinâmica e de uma caridade efectiva.

 

O tempo da Quaresma, que marca profundamente a vida de todas as comunidades cristãs, favorece o espírito de recolhimento, de oração e de escuta da Palavra de Deus; convida a responder generosamente ao apelo do Senhor expresso pelo Profeta: «Sabeis qual é o jejum que eu aprecio?.... é repartir o pão com o faminto, dar abrigo aos infelizes sem tecto... Então invocarás o Senhor e Ele te atenderá, clamarás e Ele dirá: Eis-Me aqui!» (Is 58, 6.7.9).

 

A Quaresma de 1988 vai decorrer no contexto do Ano Mariano, ao aproximar-se o segundo Milénio do nascimento de Jesus, o Salvador. Contemplando a maternidade divina de Maria, daquela que trouxe no seu seio o Filho de Deus e rodeou de solicitude especial a infância de Jesus, apresenta-se ao meu espírito o drama doloroso de muitas mães que vêem frustradas as suas esperanças e alegrias pela morte prematura dos seus filhos.

 

Sim, amados Irmãos e Irmãs, peço-vos que volvais a atenção para este escândalo da mortalidade infantil, cujas vítimas diariamente se contam às dezenas de milhares. Há crianças que morrem antes de terem visto a luz do dia, outras não têm senão uma breve e dolorosa existência encurtada por enfermidades que no entanto, hoje, seria fácil evitar.

 

Inquéritos sérios mostram que nos países mais cruelmente provados pela pobreza, é na população infantil que se regista o maior número de mortes por desidratação aguda, parasitas, água contaminada, fome, falta de vacinação contra as epidemias e até mesmo por falta de carinho.

 

Em tais condições de miséria, grande número de crianças morre prematuramente; outras ficam de tal maneira afectadas, que o seu desenvolvimento físico e psíquico resta comprometido, a sua própria sobrevivência se torna precária e encontrar-se-ão numa situação de desvantagem para terem um lugar na sociedade.

 

As vítimas desta tragédia são as crianças que nascem em situações de pobreza, que com muita frequência resultam de injustiças sociais; e são as famílias que carecem dos meios necessários e que ficam feridas para sempre pela morte precoce dos seus filhos.

 

Tenhamos presente aquela resoluta solicitude com que o Senhor Jesus se quis mostrar solidário com as crianças: Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: «Quem receber um menino como este, em Meu nome, é a Mim que recebe ... », e ordenou-lhes: «Deixai as criancinhas e não as impeçais de vir a Mim» (cf. Mt 18, 2.5; 19, 14).

 

Exorto-vos vivamente, neste tempo litúrgico da Quaresma, a deixar-vos conduzir pelo Espírito de Deus, que pode quebrar as cadeias do egoísmo e do pecado. Partilhai, em espírito de solidariedade, com os que menos recursos têm. Dai, não só do que vos sobeja, mas até mesmo daquilo que talvez vos seja necessário, a fim de apoiar generosamente todas as actividades e programas da vossa Igreja local; e, especialmente, fazei-o para assegurar um futuro justo às crianças mais desprotegidas.

 

Assim, amados Irmãos e Irmãs em Cristo, brilhará a vossa Caridade: «Então, vendo as vossas boas obras, todos glorificarão o vosso Pai, que está nos Céus» (Mt 5, 16).

 

Que nesta Quaresma, seguindo o exemplo de Maria, que acompanhou fielmente o seu Filho até à Cruz, se fortifique a nossa fidelidade ao Senhor e que a nossa vida generosa testemunhe a nossa obediência aos seus mandamentos!

 

Abençôo-vos, de todo o coração, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.

 

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

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