24/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Ele te dará a sua força

Em momentos de esgotamento, de fastio, recorre confiadamente ao Senhor, dizendo-lhe como aquele nosso amigo: "Jesus, vê lá o que fazes...: antes de começar a luta, já estou cansado". Ele te dará a sua força. (Forja, 244)

Jesus, que suscitou as nossas ansiedades, vem ao nosso encontro e diz-nos: se alguém tem sede, venha a Mim e beba. E oferece-nos o seu Coração, para encontrarmos nele o nosso repouso e a nossa fortaleza. Se aceitarmos o seu chamamento, veremos como as suas palavras são verdadeiras, e aumentará a nossa fome e a nossa sede, até desejarmos que Deus estabeleça no nosso coração o lugar do seu repouso e não afaste de nós o seu calor e a sua luz. (Cristo que passa, 170)

Leitura Espiritual Mar 24

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc XII, 1-21

 

Advertência aos discípulos

XII 1 Entretanto, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. 3 Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. 4 Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer. 6 Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. 7 Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros. 8 Digo-vos ainda: Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. 9 Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.

 

Pecado contra o Espírito Santo

10 E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, há-de perdoar-se; mas, a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo, jamais se perdoará. 11 Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer em vossa defesa, 12 pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer.» 

 

Cuidado com a avareza

13 Dentre a multidão, alguém lhe disse: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo.» 14 Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas partilhas?» 15 E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.» 16 Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita. 17 E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: ‘Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?’ 18 Depois continuou: ‘Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens. 19 Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.’ 20 Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?’ 21 Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»

 

Texto


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1989

 

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje» (Mt 6, 11). É com esta petição que principia a segunda parte da oração que o próprio Jesus ensinou aos seus discípulos e que nós, cristãos, cada dia repetimos fervorosamente.

 

Dos lábios de todos os homens e mulheres das várias raças humanas que formam a grande comunidade cristã, eleva-se harmoniosamente esta súplica ao Pai que está nos Céus, com entoações diferentes, pois são muitos os povos que, mais do que uma súplica serena e confiante, quando a proferem lançam um grito de angústia e de dor por não terem podido saciar a fome física, porque carecem realmente dos alimentos necessários.

 

Amados filhos e filhas, é com o maior empenho e esperança que vos proponho este problema da «fome no mundo», como tema de reflexão e como objectivo para a vossa actividade apostólica, caritativa e solidária durante a Quaresma de 1989. O jejum generoso e voluntário, da parte daqueles de entre vós que tendes sempre que comer, permitir-vos-á compartilhar a privação de tantos outros que carecem de pão. Os vossos jejuns durante a Quaresma, que são uma parte da rica tradição cristã, abrir-vos-ão mais o espírito e o coração para repartirdes solidariamente os vossos bens com aqueles que os não têm.

 

A fome no mundo fustiga milhões de seres humanos, em muitos povos; mas concentra-se de maneira mais cruel nalguns continentes e nações, onde dizima a população e compromete o seu desenvolvimento. A falta de alimentos verifica-se ciclicamente nalgumas regiões, por causas muito complexas, que é necessário extirpar com a ajuda solidária de todos os povos.

 

Gloriamo-nos no nosso século, com razão, dos progressos da ciência e da tecnologia; mas há que progredir também em humanismo; não podemos ficar passivos e indiferentes diante do drama trágico de tantos povos, a quem falta o alimento suficiente ou que se vêem obrigados a viver em regime de mera subsistência, encontrando por isso mesmo obstáculos quase insuperáveis para o seu devido progresso.

 

Uno a minha voz suplicante à de todos os que crêem em Deus, pedindo ao nosso Pai comum: «o pão nosso de cada dia nos dai hoje». É certo que «nem só de pão vive o homem» (Mt 4, 4); o pão material, porém, é uma necessidade premente e o próprio Senhor Jesus Cristo agiu eficazmente para dar de comer às multidões famintas.

 

A fé deve andar acompanhada de obras concretas. Convido, pois, todos, a tomarem consciência do grave flagelo da fome no mundo, para que sejam empreendidas novas actividades e sejam consolidadas as obras já existentes em benefício dos que sofrem a fome, para que se repartam os bens com aqueles que os não têm e para que se tornem consistentes os programas que visam a auto-suficiência alimentar dos povos.

 

Quero, ainda, dirigir uma palavra de encorajamento a todas as Organizações católicas que lutam contra a fome, assim como aos Organismos governamentais e não governamentais que diligenciam por encontrar soluções, no sentido de que se continue, sem interrupção, a dar assistência aos necessitados.

 

«Pai nosso que estais nos Céus... o pão nosso de cada dia nos dai hoje». Que nenhum dos vossos filhos se veja privado dos frutos da terra; que nenhum sofra doravante a angústia de não ter o pão quotidiano, para si e para os seus; que todos, impregnados do imenso amor que tendes por nós, saibamos distribuir com solidariedade o pão que tão generosamente nos dispensais; que saibamos alargar a nossa mesa para acolher os mais pequenos e os mais fracos; e assim mereçamos todos, um dia, participar no vosso banquete celestial.

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

 

Virtudes

 


Serenidade

 

Deixa que a serenidade do teu espírito brilhe através do teu rosto.

 

(São Pedro Damião)

Reflexão na Quaresma

 


Oração

Na oração perseverante e entregue de Jesus Cristo vemos, no Amor humano de Jesus, o Amor  de Deus pelas criaturas, gratuito e infinito; e na oração sonolenta e por fim abandonada dos Apóstolos, o pobre amor – o desamor – da criatura centrada no seu eu e dobrada pela sua dibiliade.

 

(Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. I, 10)

Pequena agenda do cristão

  

Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


23/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Servir, meus filhos, é o que é próprio de nós.

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais ínfimos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Servir, servir, filhos meus, é o que é próprio de nós. Sermos criados de todos, para que nos nossos dias o povo fiel aumente em mérito e número. Olhai para Maria. Nunca criatura alguma se entregou com mais humildade aos desígnios de Deus. A humildade da ancilla Domini, da escrava do Senhor, é a razão que nos leva a invocá-la como causa nostrae laetitiae, causa da nossa alegria. Eva, depois de pecar por querer, na sua loucura, igualar-se a Deus, escondia-se do Senhor e envergonhava-se: estava triste. Maria, ao confessar-se escrava do Senhor, é feita Mãe do Verbo divino e enche-se de alegria. Que este seu júbilo de boa Mãe se nos pegue a todos nós; que saiamos nisto a Ela – a Santa Maria – e assim nos pareceremos mais com Cristo. (Amigos de Deus, 108–109)

Leitura Espiritual Mar 23

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc XI, 33-54

 

A lâmpada

33 «Ninguém acende uma candeia, para a colocar num lugar escondido ou debaixo do alqueire; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram. 34 A candeia do teu corpo são os teus olhos. Se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo estará iluminado; mas se estiverem em mau estado, o teu corpo estará em trevas. 35 Examina, pois, se a luz que há em ti não é escuridão. 36 Se todo o teu corpo está iluminado, não tendo parte alguma tenebrosa, todo ele será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu fulgor.»

 

A censura dos fariseus

37 Mal Jesus tinha acabado de falar, um fariseu convidou-o para almoçar na sua casa; Ele entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição. 39 O Senhor disse-lhe: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo. 42 Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas. 43 Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças! 44 Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!»

 

Jesus censura os doutores

45 Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a nós.» 46 Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos! 47 Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os vossos pais é que os mataram! 48 Assim, dais testemunho e aprovação aos actos dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros. 49 Por isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: ‘Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão, 50 a fim de que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.’ Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas contas a esta geração. 52 Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!» 53 Quando saiu dali os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, 54 armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o acusarem.

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1988

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo:

 

Com alegria e esperança, ao dirigir-vos esta Mensagem de Quaresma, desejaria exortar-vos à penitência, que produza em vós os abundantes frutos espirituais de uma vida cristã mais dinâmica e de uma caridade efectiva.

 

O tempo da Quaresma, que marca profundamente a vida de todas as comunidades cristãs, favorece o espírito de recolhimento, de oração e de escuta da Palavra de Deus; convida a responder generosamente ao apelo do Senhor expresso pelo Profeta: «Sabeis qual é o jejum que eu aprecio?.... é repartir o pão com o faminto, dar abrigo aos infelizes sem tecto... Então invocarás o Senhor e Ele te atenderá, clamarás e Ele dirá: Eis-Me aqui!» (Is 58, 6.7.9).

 

A Quaresma de 1988 vai decorrer no contexto do Ano Mariano, ao aproximar-se o segundo Milénio do nascimento de Jesus, o Salvador. Contemplando a maternidade divina de Maria, daquela que trouxe no seu seio o Filho de Deus e rodeou de solicitude especial a infância de Jesus, apresenta-se ao meu espírito o drama doloroso de muitas mães que vêem frustradas as suas esperanças e alegrias pela morte prematura dos seus filhos.

 

Sim, amados Irmãos e Irmãs, peço-vos que volvais a atenção para este escândalo da mortalidade infantil, cujas vítimas diariamente se contam às dezenas de milhares. Há crianças que morrem antes de terem visto a luz do dia, outras não têm senão uma breve e dolorosa existência encurtada por enfermidades que no entanto, hoje, seria fácil evitar.

 

Inquéritos sérios mostram que nos países mais cruelmente provados pela pobreza, é na população infantil que se regista o maior número de mortes por desidratação aguda, parasitas, água contaminada, fome, falta de vacinação contra as epidemias e até mesmo por falta de carinho.

 

Em tais condições de miséria, grande número de crianças morre prematuramente; outras ficam de tal maneira afectadas, que o seu desenvolvimento físico e psíquico resta comprometido, a sua própria sobrevivência se torna precária e encontrar-se-ão numa situação de desvantagem para terem um lugar na sociedade.

 

As vítimas desta tragédia são as crianças que nascem em situações de pobreza, que com muita frequência resultam de injustiças sociais; e são as famílias que carecem dos meios necessários e que ficam feridas para sempre pela morte precoce dos seus filhos.

 

Tenhamos presente aquela resoluta solicitude com que o Senhor Jesus se quis mostrar solidário com as crianças: Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: «Quem receber um menino como este, em Meu nome, é a Mim que recebe ... », e ordenou-lhes: «Deixai as criancinhas e não as impeçais de vir a Mim» (cf. Mt 18, 2.5; 19, 14).

 

Exorto-vos vivamente, neste tempo litúrgico da Quaresma, a deixar-vos conduzir pelo Espírito de Deus, que pode quebrar as cadeias do egoísmo e do pecado. Partilhai, em espírito de solidariedade, com os que menos recursos têm. Dai, não só do que vos sobeja, mas até mesmo daquilo que talvez vos seja necessário, a fim de apoiar generosamente todas as actividades e programas da vossa Igreja local; e, especialmente, fazei-o para assegurar um futuro justo às crianças mais desprotegidas.

 

Assim, amados Irmãos e Irmãs em Cristo, brilhará a vossa Caridade: «Então, vendo as vossas boas obras, todos glorificarão o vosso Pai, que está nos Céus» (Mt 5, 16).

 

Que nesta Quaresma, seguindo o exemplo de Maria, que acompanhou fielmente o seu Filho até à Cruz, se fortifique a nossa fidelidade ao Senhor e que a nossa vida generosa testemunhe a nossa obediência aos seus mandamentos!

 

Abençôo-vos, de todo o coração, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.

 

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

 

Reflexão na Quaresma

 


Omissão

Convém não esquecer que a omissão pode constituir uma falta grave; a tentação não imediatamente rejeitada turva o olhar, e o afastamento de Deus traz consigo a incoerência de conduta.

 

(Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 143)

Pequena agenda do cristão

   Pequena agenda do cristão - Terça-Feira

 

TeRÇa-Feira

Pequena agenda do cristão 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

Salmo II

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.
Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta. (Santa Teresa de Jesus)

22/03/2021

São Josemaria – Textos

 


É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro

‘É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade’, dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)

Onde quer que nos encontremos, esta é a exortação do Senhor: vigiai! Em face deste apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências os desejos esperançosos de santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu coração, sugere-nos o senhor ao ouvido. Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros. Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras. (Amigos de Deus, 211)

Leitura Espiritual Mar 22

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc Lc XI, 14-32

 

Blasfémia dos fariseus

14 Jesus estava a expulsar um demónio mudo. Quando o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. 15 Mas alguns dentre eles disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.» 16 Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu. 17 Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa. 18 Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. 19 Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança; 22 mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. 23 Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.»

 

O demónio que volta

24 «Quando um espírito maligno sai de um homem, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não o encontrando, diz: ‘Vou voltar para minha casa, de onde saí.’ 25 Ao chegar, encontra-a varrida e arrumada. 26 Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro.»

 

A mãe deJesus é louvada

27 Enquanto Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!» 28 Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»

 

Sinal de Jonas

29 Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas. 30 Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. 31 A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! 32 Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»

 

Texto

 


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE

JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1992

 

«CHAMADOS A PARTILHAR A MESA DA CRIAÇÃO»

 

 

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

 

Os bens criados são para todos. Sim, ao aproximar-se o tempo da Quaresma, em que o Senhor Jesus Cristo nos faz um apelo especial à conversão, dirijo-me a cada um de vós para vos convidar a reflectir sobre esta verdade e a realizar obras que manifestem concretamente a sinceridade do coração.

 

O mesmo Senhor, cuja prova máxima de amor é por nós celebrada na Páscoa, estava com o Pai desde o princípio preparando a mesa admirável da criação (cf. Jo 1, 3), para a qual quis convidar a todos sem excepção. Assim compreendeu a Igreja, esta verdade, manifestada desde o início da Revelação, assumindo-a como um ideal de vida proposto aos homens (cf. Act 2, 44-45; 4, 32-35). Nos últimos tempos, ela tem anunciado repetidamente, como um tema central do seu Magistério Social, o destino universal dos bens da criação, tanto os materiais como os espirituais. Assumindo essa longa tradição, a encíclica Centesimus annus, publicada por ocasião do centenário da Rerum novarum do meu predecessor Leão XIII, pretendeu dinamizar a reflexão sobre o referido destino universal dos bens, que é anterior a qualquer forma concreta de propriedade privada e deve iluminar o verdadeiro sentido da mesma.

 

Todavia é triste constatar que, apesar destas verdades terem sido claramente formuladas e tantas vezes repetidas, a terra com todos os seus bens - que comparamos a um grande banquete para o qual foram convidados todos os homens e mulheres que existiram, existem e existirão infelizmente em muitos aspectos, está ainda na mão de minorias. Os bens da terra são maravilhosos, quer os que recebemos directamente da mão generosa do Criador, quer aqueles que são fruto da acção do homem, chamado a colaborar na criação com o seu engenho e trabalho. Ora a participação de cada ser humano nesses bens é necessária para que ele possa chegar à sua plenitude. Por isso torna-se ainda mais angustiante a constatação de tantos milhões de pessoas excluídas da mesa da criação.

 

Assim convido-vos a concentrar a vossa atenção de modo especial nesta problemática, no ano comemorativo do V° centenário da evangelização do Continente Americano, que de modo nenhum se pode limitar a mera recordação histórica. A nossa visão do passado tem de ser completada por um olhar à nossa volta e ao futuro (cf. Centesimus annus, 3), procurando discernir a presença misteriosa de Deus na História, a partir da qual nos interpela e chama a dar-lhe respostas concretas. Cinco séculos de presença do Evangelho, neste Continente, não conseguiram ainda operar uma equitativa distribuição dos bens da terra; e isto é particularmente doloroso quando pensamos nos mais pobres dos pobres: os grupos indígenas e com eles muitos camponeses, feridos na sua dignidade por serem postos à margem do exercício inclusive dos direitos mais elementares, que também fazem parte dos bens a todos destinados. A situação destes nossos irmãos clama pela justiça do Senhor. Por conseguinte é necessário promover uma reforma generosa e audaz nas estruturas económicas e nas políticas agrárias, que assegure o bem-estar e as condições indispensáveis para o legítimo exercício dos direitos humanos dos grupos indígenas e das grandes multidões de camponeses que com tanta frequência se viram injustamente tratados.

 

Em ajuda destes e de todos os desfavorecidos do mundo - já que todos somos filhos de Deus, irmãos uns dos outros e destinatários dos bens da criação - devemos empenhar-nos com todas as nossas forças e sem demora, afim de que lhes seja dado ocuparem o lugar que lhes corresponde à mesa comum da criação. No tempo da Quaresma, bem como nas campanhas de solidariedade - Campanhas do Advento e Semanas a favor dos mais desfavorecidos -, a consciência certa de que a vontade do Criador é colocar os bens da criação ao serviço de todos deve inspirar as iniciativas tendentes à promoção autêntica e integral do homem todo e de todos os homens.

 

Em atitude de oração, e compromisso, escutemos atentamente estas palavras: "Eis que estou à porta e bato" (Ap 3,20). Sim, é o próprio Senhor que está chamando ao coração de cada um, sem forçar, esperando pacientemente que abramos a porta para Ele poder entrar e sentar-se à mesa connosco. Além disso, porém, nunca devemos esquecer que - segundo a mensagem central do Evangelho - Jesus chama em cada irmão, e a nossa resposta pessoal servirá de critério para sermos postos à Sua direita com os bem-aventurados, ou à Sua esquerda com os condenados: "Tive fome... tive sede... era forasteiro... estive nu... doente... na prisão" (cf. Mt 25, 34ss).

 

Suplicando fervorosamente ao Senhor que ilumine os esforços de todos a favor dos mais pobres e necessitados, abençoo-vos de todo o coração, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 

Vaticano, 29 de Junho de 1991

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

 

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