Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
26/02/2021
Pequena agenda do cristão
São Josemaria - Textos
Se os cristãos soubessem servir!
Quando
te falo do "bom exemplo", quero indicar-te também que hás-de
compreender e desculpar, que hás-de encher o mundo de paz e de amor. (Forja,
560)
Se
os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de
aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos
conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem
mais. Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho seu,
com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque
é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última
razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho
do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim
procedeu Cristo: coepit facere et docere,
primeiro ensinou com obras, e só depois com a sua pregação divina. (Cristo
que passa, 182)
Leitura espiritual Fev 26
Novo Testamento [i]
Evangelho
Lc I, 21-28
Promessa e concepção do
Percursor
21 O povo, entretanto, aguardava
Zacarias e admirava-se por ele se demorar no santuário. 22 Quando saiu, não
lhes podia falar e eles compreenderam que tinha tido uma visão no santuário.
Fazia-lhes sinais e continuava mudo. 23 Terminados os dias do seu serviço,
regressou a casa. 24 Passados esses dias, sua esposa Isabel concebeu e, durante
cinco meses, permaneceu oculta. 25 Dizia ela: «O Senhor procedeu assim para
comigo, nos dias em que viu a minha ignomínia e a eliminou perante os homens.»
Anunciação de Maria e Encarnação do Verbo
26
Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia
chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de
David; e o nome da virgem era Maria. 28 Ao entrar em casa dela, o anjo
disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29 Ao ouvir estas
palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal
saudação. 30 Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de
Deus. 31 Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome
de Jesus. 32 Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai
dar-lhe o trono de seu pai David, 33 reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim.» 34 Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu
não conheço homem?» 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e
a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai
nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36 Também a tua parente Isabel
concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam
estéril, 37 porque nada é impossível a Deus.» 38 Maria disse, então: «Eis a
serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de
junto dela.
Textos
Educação
Os pais sabem muito bem que os filhos não são
iguais uns aos outros nem nos defeitos nem nas qualidades, nos gostos ou
inclinações de carácter e, consequentemente, nos “quereres”. O que a um pode
parecer de vital importância pode perfeitamente não interessar minimamente a
outro. Por isso, o que devem é procurar construir aquilo que poderíamos chamar
a identidade da família, isto é, aquelas bases, alicerces ou travejamento que
sendo comuns, pertencem a todos e deles todos beneficiam e, mais, para eles
acarretam contribuição pessoal.
Mas como na construção de uma casa não se
começa pelo telhado ou pela pintura das paredes, assim na construção da
família, tudo deve principiar pela metódica progressiva arquitectura da relação
do casal.
Evidentemente que o namoro e, depois, o
noivado, são etapas importantíssimas para o conhecimento de um pelo outro e ir
encontrando os pontos em que os desejos, objectivos e quereres podem convergir
e, fundamental, os caminhos que, juntos, querem seguir para os realizar.
É fundamentalmente errado desejar que ambos -
o homem e a mulher - pensem exactamente da mesma forma a este respeito.
Cada um tem o seu carácter, a sua
idiossincrasia que além de, naturalmente, ser respeitado pelo outro sem nunca
tentar impor os seus pontos de vistaem detrimento dos do outro, deve ser
aproveitado para de um e de outro porem de pé algo comum.
Aqui é, obviamente, necessário o amor
começando pelo sentimento que deverá durar toda a vida: O respeito mútuo.
Sem respeito não há amor verdadeiro e, muito
menos, relação que perdure.
Entenda-se que o respeito deve ser algo tão
vasto que abarque todas as incidências da vida do casal e que a sua base
assenta no respeito próprio.
Sim... respeito próprio, por si mesmo como
criatura excelente criada à imagem e semelhança de Deus.
Agir e
viver com moderação, equilibradamente, com uma postura de intocável honestidade,
estas são manifestações de respeito.
Tudo quanto seja exageros, destempero na
conduta, adições ou vícios a que se sujeita deixa a pessoa à mercê de perigos
reais de destruição de carácter.
Outra forma de manifestar respeito é viver a
virtude da temperança.
Em
primeiro lugar, respeito por si próprio não consentindo excessos na comida ou
na bebida, procurar o conforto ou bem-estar a qualquer preço.
Mas,
também, pelos demais já que estes comportamentos, de uma forma ou outra, também
os afectam.
A temperança vai de “mãos dadas” com a
modéstia e o pudor. Não se trata de “apagar-se” mas de se assumir como aquilo
que na realidade se é e não o que se presume ser.
Uma das formas eficazes de darmos conta disto
é ter bem presente que todos somos filhos de Deus e que Cristo morreu na Cruz
por cada um.
Assim, nivelados num mesmo plano, de que vale
outorgar-se uma categoria superior - seja no que for - ou, talvez, uma
proeminência desajustada da realidade?
Sim, porque a realidade é esta: O que temos,
o que sabemos, o que somos capazes não passam de graças ou bens recebidos do
uso dos quais teremos de prestar estreitas contas.
Cobardia
Mas quem sou eu para ir, agora, fazer “esse
tal apostolado” que me urgem?
Esta pergunta, infelizmente tão frequente é,
antes, a resposta cobarde e tíbia dos que não querem dar-se incómodos ou correr
o risco de serem considerados importunos.
O Senhor deu o Seu mandato a todos os
baptizados sem excepção, a uns poucos, doze, encarregou-os de instruir e
pregar, aos outros que se empenhassem em dar o que recebem daqueles.
Mas, se persiste a dúvida sobre as capacidades ou conhecimentos pessoais para a tarefa, mesmo assim, o encargo mantém-se já que o apostolado se faz primeira e principalmente, pelo exemplo de vida que se leva e das obras que se praticam. [1]
A
cobardia não se reduz ao cristão, evidentemente, mas este, pelo facto de ser
baptizado, tem uma responsabilidade acrescida que os outros não têm:
Pertencem
a uma família divina com especial referência a um Irmão, Jesus Cristo, que não
Se poupou a nada, inclusive a morte e morte de cruz, para nos redimir e salvar.
E podia
tê-lo feito de mil maneiras diferentes - a Deus nada é impossível - mas manteve
o Seu desígnio até ao fim.
Mesmo depois da tremenda agonia em Getsémani,
onde viu tudo quanto viria a acontecer pouco depois, mesmo então, decide que o
caminho é aceitar e fazer a Vontade do Pai, não por ser indiscutível em si, mas
por o ser, devido à sua qualidade intrínseca:
Absolutamente
necessária para a salvação humana.
Reflexão na Quaresma
No tempo de Quaresma que estamos a viver, o cristão é convidado a preparar-se para a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, vivendo de forma algo diferente do habitual nomeadamente na contenção dos divertimentos e exageros, fazendo alguns actos de mortificação voluntária que ajudarão a melhor corresponder a esse convite procurando imitar o Salvador ao retirar-se para o deserto durante quarenta dias.
Para concretizar, NUNC COEPI
sugere que, pelo menos nos dias de Sexta-Feira, se abstenha ou, pelo menos
modere o visionamento da televisão.
Perguntas e respostas
O ESPIRITISMO
2. Nas reuniões espiritistas
fala-se com alguém?
Em muitos casos só se trata
da imaginação humana e habilidade do promotor.
Em ocasiões más, perigosas,
podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.
25/02/2021
São Josemaria - Textos
A única medida é amar sem medida
Cumpres um plano de vida exigente: madrugas, fazes oração, frequentas os Sacramentos, trabalhas ou estudas muito, és sóbrio, mortificas-te..., mas notas que te falta alguma coisa! Leva ao teu diálogo com Deus esta consideração: como a santidade (a luta por atingi-la) é a plenitude da caridade, tens de rever o teu amor a Deus e, por Ele, aos outros. Talvez descubras então, escondidos na tua alma, grandes defeitos contra os quais nem sequer lutavas: não és bom filho, bom irmão, bom companheiro, bom amigo, bom colega; e, como amas desordenadamente "a tua santidade", és invejoso. "Sacrificas-te" em muitos pormenores "pessoais"; e por isso estás apegado ao teu eu, à tua pessoa e, no fundo, não vives para Deus nem para os outros; só para ti. (Sulco, 739)Leitura espiritual Fev 25
Novo Testamento [i]
Evangelho
Lc I, 1-20
Prólogo
1 Visto que muitos empreenderam compor
uma narração dos factos que entre nós se consumaram, 2 como no-los transmitiram
os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram
"Servidores da Palavra", 3 resolvi eu também, depois de tudo ter
investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua
ordem, caríssimo Teófilo, 4 a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que
foste instruído.
Promessa e concepção do
Percursor
5 No tempo de Herodes, rei da Judeia,
havia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era da
descendência de Aarão e se chamava Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus,
cumprindo irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. 7 Não
tinham filhos, pois Isabel era estéril, e os dois eram de idade avançada. 8
Ora, estando Zacarias no exercício das funções sacerdotais diante de Deus, na
ordem da sua classe, 9 coube-lhe, segundo o costume sacerdotal, entrar no
santuário do Senhor para queimar o incenso. 10 Todo o povo estava da parte de
fora em oração, à hora do incenso. 11 Então, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de
pé, à direita do altar do incenso. 12 Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e
encheu-se de temor. 13 Mas o anjo disse-lhe: «Não temas, Zacarias: a tua
súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, vai dar-te um filho e tu vais
chamar-lhe João. 14 Será para ti motivo de regozijo e de júbilo, e muitos se
alegrarão com o seu nascimento. 15 Pois ele será grande diante do Senhor e não
beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo já desde o
ventre da sua mãe 16 e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu
Deus. 17 Irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e o poder de Elias,
para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria
dos justos, a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições.» 18
Zacarias disse ao anjo: «Como hei-de verificar isso, se estou velho e a minha
esposa é de idade avançada?» 19 O anjo respondeu: «Eu sou Gabriel, aquele que
está diante de Deus, e fui enviado para te falar e anunciar esta Boa-Nova. 20
Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por
não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria.»
TEXTOS
Depressão
A depressão pode caracterizar-se como a
doença dos tempos modernos?
Não creio que esta apreciação corresponda à
realidade porque, haveria que começar por convir o que são os tempos modernos.
Em boa verdade, os
tempos modernos são aqueles em que se vive, em relação aos que já se viveram.
Sendo assim, em finais do século XVI, por
exemplo, os tempos antigos eram os anos 1480/1490 porque as pessoas tendem a
encontrar responsáveis para o facto de não entenderem determinadas coisas ou
para os fracassos na aplicação das últimas novidades.
Talvez que o verdadeiro peso da informação
seja, para alguns, insuportável, produzindo-se como que um bloqueio da mente a
nova informação.
A partir daqui, a
pessoa pode sentir-se perdida e incapaz de ter uma acção coerente.
Não sabe ou receia
deslocar-se, evita mudar de ambiente, não quer tomar consciência do que a
rodeia.
O foro psiquiátrico da medicina tem muito a
fazer no sentido de prevenir e tentar evitar o aprofundamento das crises e a
sua frequência.
A experiência pessoal
sugere uma enorme paciência e controlo em lidar com estes doentes.
Estando cerebralmente
pouco activas, dificilmente reagem a estímulos e talvez que, proceder
normalmente como se nada se passasse, seja a melhor forma de relacionamento.
A pessoa em estado depressivo não está
incapaz de raciocinar, portanto não vale tratá-la como alguém com uma
deficiência - atraso - mental, porque a reacção pode ser ainda mais negativa e
reservada.
Dizia que o proceder normalmente pode ser uma
boa prática já que, uma boa parte das vezes, a depressão desaparece tal como
surgiu, isto é, inopinadamente sem uma causa claramente definida.
Alguém uma vez definiu que a depressão é a
“noite na alma”.
Esta apreciação tão forte pode parecer
radical, só que foi de facto, escrita por alguém que precisamente vivia um
estado de profunda depressão.
Vê-se, assim, que a pessoa não fica incapaz
de raciocínio analítico, percebe e tem consciência do que se passa consigo, e
estas circunstâncias só agudizam o sofrimento.
Sem dúvida, os técnicos e especialistas terão
um número apreciável de teorias devidamente apoiadas em estudos e experiências
mas a maioria de nós temos de limitar a nossa observação com as baias da falta
técnica e sapiencial.
Encontramos, assim,
aquilo que conseguimos compreender e, até, descobrir o padrão que nos leva a
agir da forma mais conveniente a essas situações.
Já se disse: Não há dois seres humanos iguais
e, sendo assim, o os acontecimentos, circunstâncias ou conhecimento não afectam
duas pessoas da mesma forma.
É o que explica, por exemplo, as reacções
diferenciadas de dois indivíduos perante um mesmo estímulo.
Educação
Estas observações aplicam-se, de modo muito
particular, no ensino que nunca deve ser, como que esquematizado de forma
universal.
Evidentemente que tal
é o modus operandi da escola, do sistema educativo oficial.
Se ficar por aqui, o
estudante poderá assimilar, de forma automaticamente progressiva, os
conhecimentos necessários ao seu desenvolvimento; mas fará sempre parte de uma
massa, mais ou menos amorfa, de pessoas que, com o mesmo nível de
conhecimentos, só se diferenciarão pelas capacidades peculiares de os aplicar.
Se, pelo contrário, e como é altamente
desejável, a família completar esse ensino universal com o ensino personalizado
que é, no fim e ao cabo, a transmissão de conhecimento feito de forma directa,
pessoal de tu a tu.
Mas, então, terá de haver na família alguém
com conhecimento ou capacidades para o transmitir?
De modo nenhum.
Parece ser verdade que nas famílias numerosas
se vive com maior independência pessoal, o que parece um contrassenso, mas que
se explica, exactamente porque o querer individual tem sempre presente o querer
colectivo e, por isso mesmo, além de ser menos exigente é mais moderado e, por
isso mesmo, mais facilmente satisfeito.
O mesmo, de certa forma se dá nas chamadas
famílias monoparentais em que, seja qual for a razão, só existe presencialmente
um dos pais.
Compreende-se que se as decisões a respeito
dos “quereres” que deveriam ser considerados a dois caiem apenas sobre os
ombros de um - seja o pai ou a mãe - se tornam muito mais difíceis de gerir
Isto não implica que o casal esteja de acordo
ou em sintonia em tudo mas sim que, sob a influência do amor que une um e outro
e ambos aos filhos, podem encontrar com maior facilidade um consenso, um ponto
comum de entendimento que, obviamente, contribui, de forma decisiva, para o
bem-estar emocional da família.
A Santa Missa
Reflexão
Já
foste à Missa hoje, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.
Claro
que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse
‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?”
Cumprir
uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!
Mas
fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito
relativo.
O
mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra
coisa…
Mas…quem
faz o que deve não terá mérito?
Claro
que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior seofizer por convicção e
amor,sobretudo amor.
O amor
tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.
Oração pelos Sacerdotes
Pequena agenda do cristão
24/02/2021
Levai a carga uns dos outros
Diz o Senhor: "Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Nisto se conhecerá que sois meus discípulos".
– E São Paulo: "Levai a carga uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo".
– Eu não te digo
nada. (Caminho,
385)
Leitura espiritual
Novo Testamento [i]
Evangelho
Mc XVI, 1-20
As
santas mulheres no sepulcro
1 Passado o
sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para
irem embalsamar Jesus. 2 Partindo no primeiro dia da semana, de manhã cedo,
chegaram ao sepulcro quando o sol já era nascido. 3 Diziam entre si: «Quem nos
há-de retirar a pedra da entrada do sepulcro?». 4 Mas, olhando, viram removida
a pedra, que era muito grande. 5 Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado
do lado direito, vestido de uma túnica branca e ficaram assustadas. 6 Ele
disse-lhes: «Não vos assusteis. Buscais a Jesus Nazareno, o crucificado?
Ressuscitou, não está aqui. Eis o lugar onde O depositaram. 7 Mas ide, dizei a
Seus discípulos e a Pedro que Ele vai diante de vós para a Galileia; lá O
vereis, como Ele vos disse». 8 Elas, saindo do sepulcro, fugiram, porque as
tinha assaltado o temor e estavam como que fora de si. Não disseram nada a
ninguém, tal era o medo que tinham.
Missão
dos Apóstolos
9 Jesus,
tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente
a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. 10 Ela foi noticiá-lo
aos que tinham andado com Ele, os quais estavam tristes e chorosos. 11 Tendo
eles ouvido dizer que Jesus estava vivo e que fora visto por ela, não
acreditaram. 12 Depois disto, mostrou-Se de outra forma a dois deles, enquanto
iam para a aldeia; 13 os quais foram anunciar aos outros, que também a estes
não deram crédito. 14 Finalmente, apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e
censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito
aos que O tinham visto ressuscitado. 15
E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura. 16
Quem crer e for baptizado, será salvo; mas quem não crer, será condenado. 17
Eis os milagres que acompanharão os que crerem: Expulsarão os demónios em Meu
nome, falarão novas línguas, 18 pegarão em serpentes e, se beberem alguma coisa
mortífera, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os doentes, e serão
curados».
Ascensão de Jesus, difusão da Boa Nova
19 O
Senhor, depois de assim lhes ter falado, elevou-Se ao céu e foi sentar-Se à
direita do Pai. 20 Eles, tendo partido, pregaram por toda a parte, cooperando
com eles o Senhor e confirmando a palavra com os milagres que a acompanhavam.
Textos
Dinheiro; saúde; sexo; sabedoria.
Quatro amigos discutem sobre a felicidade.
Alípio diz: ‘se eu tiver dinheiro, muito
dinheiro, serei feliz.’
Francisco, afirma: ‘por mim o que me trará a
felicidade é a saúde, não saber o que é a dor, o sofrimento.’
‘Por meu lado, aduz Jerónimo, serei feliz se
tiver à minha disposição mulheres bonitas, airosas, disponíveis para me
agradar...’
‘Eu’, declara José, ‘considerar-me-ei feliz,
muito feliz, se tiver sabedoria.’
Os outros três olharam para ele com um certo
desdém e alguma incredulidade.
Alípio perguntou: ‘Mas tu não queres saber de
dinheiro?! Mas que incompatibilidade há entre ter dinheiro e possuir
sabedoria?’
‘Bem... própriamente incompatibilidade não há
nenhuma mas torna-se muito mais difícil porque a tendência será fazer o que o
desejo apetece e não o que a sabedoria recomenda.
Por
outro lado, se agires com sabedoria na tua vida, no trabalho e, por isso,
conseguires meios de fortuna... terás alcançado, na tua forma de ver, a
felicidade.
Quanto
a ti, parece evidente que vivendo com sabedoria se evitam os excessos, as más
práticas, os vícios tudo o que traz consigo pesado ónus para a saúde’.
Como se escolhe, como se opta por um caminho?
Por um apetecer de momento?
Por
imitar um outro?
Porque
não se quer ter “trabalho” ou fazer um esforço na escolha?
Resulta mais fácil e é muito mais seguro se
recorrermos à sabedoria.
Pesando todos os prós e contras, avaliando o
que convém, o que é importante e o acessório, a escolha surge naturalmente como
a mais conveniente e acertada.
Ninguém sabe, por si mesmo, nada de
verdadeiramente importante, o que sabemos é apenas o conhecimento fruto das
experiências da vida e, alguma parte, do que sabemos de experiências de outros.
Para saber há que aprender e, sempre, por
esta ordem.
A aprendizagem é uma actividade sequencial.
Não
se começa pelo resultado para conhecer um efeito nem nos ficamos neste sem
saber a causa.
Aprender,
portanto, necessita de método e, este consegue-se, tanto melhor, quanto melhor
for o ensino e o que ensina.
“Despejar” informação no conhecimento pessoal
não educa coisa nenhuma até porque, quase sempre nestes casos, nem se sabe o
que convém saber, ou o que é dispensável ou não interessa.
Tem-se
a ilusão de possuir um vasto conhecimento quando, na realidade se esconde a
ignorância mais gritante acerca das coisas mais comezinhas.
A tendência de considerar o ser humano como
uma máquina leva a essa descaracterização do ensino.
Partindo
do princípio que a pessoa tem de saber tudo sobre tudo, descura-se a necessidade
de conhecer bem o pormenor, o detalhe do que é realmente importante para a
pessoa.
Daqui surgem os desajustes de comportamentos
e as incongruências nas relações interpessoais ou, então, o isolamento mais
feroz e castrador da principal característica humana que é a sociabilidade.
A sabedoria é, repete-se, um bem de
inestimável valor, exactamente porque permite à pessoa as escolhas acertadas em
cada momento.
Salomão foi, talvez, o mais excelente e
poderoso Rei do seu tempo e tal deve-se à sabedoria com que Deus, a seu pedido,
o cumulou.
Qual de nós, pessoas normais e correntes, ou
figuras de destaque na sociedade, qual de nós, se nos fosse colocada a escolha,
pediria para si, como bem mais precioso, a sabedoria?
Examine-se cada um e, seguramente, concluirá
que nem tal lhe ocorreria.
Sendo um Dom do Espírito Santo, a Sabedoria
é-nos dada.
Absolutamente,
ninguém a adquire por si só.
Isso que chamamos “a sabedoria dos mais
velhos”, não é outra coisa que experiência acumulada.
Quando uma criança se queima numa brasa
incandescente, grava umas sensações desagradáveis que levam a que evite repetir
o acto.
Isso
não tornou a criança sábia mas experiente.
Se um fumador evita fumar porque sabe que o
fazê-lo poderá contribuir para uma melhoria na sua saúde está a agir motivado
pela sabedoria.

















