26/02/2021

Pequena agenda do cristão

     

Sexta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

São Josemaria - Textos

 

Se os cristãos soubessem servir!

Quando te falo do "bom exemplo", quero indicar-te também que hás-de compreender e desculpar, que hás-de encher o mundo de paz e de amor. (Forja, 560)

Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais. Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho seu, com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim procedeu Cristo: coepit facere et docere, primeiro ensinou com obras, e só depois com a sua pregação divina. (Cristo que passa, 182)

Leitura espiritual Fev 26



Novo Testamento [i]

 

Evangelho

 

Lc I, 21-28

 

Promessa e concepção do Percursor

21 O povo, entretanto, aguardava Zacarias e admirava-se por ele se demorar no santuário. 22 Quando saiu, não lhes podia falar e eles compreenderam que tinha tido uma visão no santuário. Fazia-lhes sinais e continuava mudo. 23 Terminados os dias do seu serviço, regressou a casa. 24 Passados esses dias, sua esposa Isabel concebeu e, durante cinco meses, permaneceu oculta. 25 Dizia ela: «O Senhor procedeu assim para comigo, nos dias em que viu a minha ignomínia e a eliminou perante os homens.»

 

Anunciação de Maria e Encarnação do Verbo

26 Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. 28 Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29 Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. 30 Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. 31 Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32 Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 33 reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» 34 Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36 Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, 37 porque nada é impossível a Deus.» 38 Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Textos



Educação

  Os pais sabem muito bem que os filhos não são iguais uns aos outros nem nos defeitos nem nas qualidades, nos gostos ou inclinações de carácter e, consequentemente, nos “quereres”. O que a um pode parecer de vital importância pode perfeitamente não interessar minimamente a outro. Por isso, o que devem é procurar construir aquilo que poderíamos chamar a identidade da família, isto é, aquelas bases, alicerces ou travejamento que sendo comuns, pertencem a todos e deles todos beneficiam e, mais, para eles acarretam contribuição pessoal.

  Mas como na construção de uma casa não se começa pelo telhado ou pela pintura das paredes, assim na construção da família, tudo deve principiar pela metódica progressiva arquitectura da relação do casal.

  Evidentemente que o namoro e, depois, o noivado, são etapas importantíssimas para o conhecimento de um pelo outro e ir encontrando os pontos em que os desejos, objectivos e quereres podem convergir e, fundamental, os caminhos que, juntos, querem seguir para os realizar.

  É fundamentalmente errado desejar que ambos - o homem e a mulher - pensem exactamente da mesma forma a este respeito.

  Cada um tem o seu carácter, a sua idiossincrasia que além de, naturalmente, ser respeitado pelo outro sem nunca tentar impor os seus pontos de vistaem detrimento dos do outro, deve ser aproveitado para de um e de outro porem de pé algo comum.

  Aqui é, obviamente, necessário o amor começando pelo sentimento que deverá durar toda a vida: O respeito mútuo.

  Sem respeito não há amor verdadeiro e, muito menos, relação que perdure.

  Entenda-se que o respeito deve ser algo tão vasto que abarque todas as incidências da vida do casal e que a sua base assenta no respeito próprio.

  Sim... respeito próprio, por si mesmo como criatura excelente criada à imagem e semelhança de Deus.

Agir e viver com moderação, equilibradamente, com uma postura de intocável honestidade, estas são manifestações de respeito.

  Tudo quanto seja exageros, destempero na conduta, adições ou vícios a que se sujeita deixa a pessoa à mercê de perigos reais de destruição de carácter.

  Outra forma de manifestar respeito é viver a virtude da temperança.

Em primeiro lugar, respeito por si próprio não consentindo excessos na comida ou na bebida, procurar o conforto ou bem-estar a qualquer preço.

Mas, também, pelos demais já que estes comportamentos, de uma forma ou outra, também os afectam.

  A temperança vai de “mãos dadas” com a modéstia e o pudor. Não se trata de “apagar-se” mas de se assumir como aquilo que na realidade se é e não o que se presume ser.

  Uma das formas eficazes de darmos conta disto é ter bem presente que todos somos filhos de Deus e que Cristo morreu na Cruz por cada um.

  Assim, nivelados num mesmo plano, de que vale outorgar-se uma categoria superior - seja no que for - ou, talvez, uma proeminência desajustada da realidade?

  Sim, porque a realidade é esta: O que temos, o que sabemos, o que somos capazes não passam de graças ou bens recebidos do uso dos quais teremos de prestar estreitas contas.

  Cobardia

  Mas quem sou eu para ir, agora, fazer “esse tal apostolado” que me urgem?

  Esta pergunta, infelizmente tão frequente é, antes, a resposta cobarde e tíbia dos que não querem dar-se incómodos ou correr o risco de serem considerados importunos.

  O Senhor deu o Seu mandato a todos os baptizados sem excepção, a uns poucos, doze, encarregou-os de instruir e pregar, aos outros que se empenhassem em dar o que recebem daqueles.

  Mas, se persiste a dúvida sobre as capacidades ou conhecimentos pessoais para a tarefa, mesmo assim, o encargo mantém-se já que o apostolado se faz primeira e principalmente, pelo exemplo de vida que se leva e das obras que se praticam. [1]

A cobardia não se reduz ao cristão, evidentemente, mas este, pelo facto de ser baptizado, tem uma responsabilidade acrescida que os outros não têm:

Pertencem a uma família divina com especial referência a um Irmão, Jesus Cristo, que não Se poupou a nada, inclusive a morte e morte de cruz, para nos redimir e salvar.

E podia tê-lo feito de mil maneiras diferentes - a Deus nada é impossível - mas manteve o Seu desígnio até ao fim.

  Mesmo depois da tremenda agonia em Getsémani, onde viu tudo quanto viria a acontecer pouco depois, mesmo então, decide que o caminho é aceitar e fazer a Vontade do Pai, não por ser indiscutível em si, mas por o ser, devido à sua qualidade intrínseca:

Absolutamente necessária para a salvação humana.

 

 



[1] AMA, comentário sobre Mt 13, 54-58, 2012.08.03



[i] Sequencial todos os dias do ano

Reflexão na Quaresma

 

No tempo de Quaresma que estamos a viver, o cristão é convidado a preparar-se para a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, vivendo de forma algo diferente do habitual nomeadamente na contenção dos divertimentos e exageros, fazendo alguns actos de mortificação voluntária que ajudarão a melhor corresponder a esse convite procurando imitar o Salvador ao retirar-se para o deserto durante quarenta dias.

Para concretizar, NUNC COEPI sugere que, pelo menos nos dias de Sexta-Feira, se abstenha ou, pelo menos modere o visionamento da televisão.

Perguntas e respostas

 

O ESPIRITISMO

2. Nas reuniões espiritistas fala-se com alguém?

Em muitos casos só se trata da imaginação humana e habilidade do promotor.

Em ocasiões más, perigosas, podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.

25/02/2021

São Josemaria - Textos

 

A única medida é amar sem medida 

Cumpres um plano de vida exigente: madrugas, fazes oração, frequentas os Sacramentos, trabalhas ou estudas muito, és sóbrio, mortificas-te..., mas notas que te falta alguma coisa! Leva ao teu diálogo com Deus esta consideração: como a santidade (a luta por atingi-la) é a plenitude da caridade, tens de rever o teu amor a Deus e, por Ele, aos outros. Talvez descubras então, escondidos na tua alma, grandes defeitos contra os quais nem sequer lutavas: não és bom filho, bom irmão, bom companheiro, bom amigo, bom colega; e, como amas desordenadamente "a tua santidade", és invejoso. "Sacrificas-te" em muitos pormenores "pessoais"; e por isso estás apegado ao teu eu, à tua pessoa e, no fundo, não vives para Deus nem para os outros; só para ti. (Sulco, 739)

Leitura espiritual Fev 25

 


Novo Testamento [i]

 

Evangelho

 

Lc I, 1-20

 

Prólogo

1 Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos factos que entre nós se consumaram, 2 como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram "Servidores da Palavra", 3 resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, 4 a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído.

Promessa e concepção do Percursor

5 No tempo de Herodes, rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era da descendência de Aarão e se chamava Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus, cumprindo irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. 7 Não tinham filhos, pois Isabel era estéril, e os dois eram de idade avançada. 8 Ora, estando Zacarias no exercício das funções sacerdotais diante de Deus, na ordem da sua classe, 9 coube-lhe, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso. 10 Todo o povo estava da parte de fora em oração, à hora do incenso. 11 Então, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12 Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. 13 Mas o anjo disse-lhe: «Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, vai dar-te um filho e tu vais chamar-lhe João. 14 Será para ti motivo de regozijo e de júbilo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento. 15 Pois ele será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe 16 e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. 17 Irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições.» 18 Zacarias disse ao anjo: «Como hei-de verificar isso, se estou velho e a minha esposa é de idade avançada?» 19 O anjo respondeu: «Eu sou Gabriel, aquele que está diante de Deus, e fui enviado para te falar e anunciar esta Boa-Nova. 20 Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria.»

 

TEXTOS



Depressão

  A depressão pode caracterizar-se como a doença dos tempos modernos?

  Não creio que esta apreciação corresponda à realidade porque, haveria que começar por convir o que são os tempos modernos.

Em boa verdade, os tempos modernos são aqueles em que se vive, em relação aos que já se viveram.

  Sendo assim, em finais do século XVI, por exemplo, os tempos antigos eram os anos 1480/1490 porque as pessoas tendem a encontrar responsáveis para o facto de não entenderem determinadas coisas ou para os fracassos na aplicação das últimas novidades.

  Talvez que o verdadeiro peso da informação seja, para alguns, insuportável, produzindo-se como que um bloqueio da mente a nova informação.

A partir daqui, a pessoa pode sentir-se perdida e incapaz de ter uma acção coerente.

Não sabe ou receia deslocar-se, evita mudar de ambiente, não quer tomar consciência do que a rodeia.

  O foro psiquiátrico da medicina tem muito a fazer no sentido de prevenir e tentar evitar o aprofundamento das crises e a sua frequência.

 

A experiência pessoal sugere uma enorme paciência e controlo em lidar com estes doentes.

Estando cerebralmente pouco activas, dificilmente reagem a estímulos e talvez que, proceder normalmente como se nada se passasse, seja a melhor forma de relacionamento.

  A pessoa em estado depressivo não está incapaz de raciocinar, portanto não vale tratá-la como alguém com uma deficiência - atraso - mental, porque a reacção pode ser ainda mais negativa e reservada.

  Dizia que o proceder normalmente pode ser uma boa prática já que, uma boa parte das vezes, a depressão desaparece tal como surgiu, isto é, inopinadamente sem uma causa claramente definida.

  Alguém uma vez definiu que a depressão é a “noite na alma”.

  Esta apreciação tão forte pode parecer radical, só que foi de facto, escrita por alguém que precisamente vivia um estado de profunda depressão.

  Vê-se, assim, que a pessoa não fica incapaz de raciocínio analítico, percebe e tem consciência do que se passa consigo, e estas circunstâncias só agudizam o sofrimento.

  Sem dúvida, os técnicos e especialistas terão um número apreciável de teorias devidamente apoiadas em estudos e experiências mas a maioria de nós temos de limitar a nossa observação com as baias da falta técnica e sapiencial.

Encontramos, assim, aquilo que conseguimos compreender e, até, descobrir o padrão que nos leva a agir da forma mais conveniente a essas situações.

  Já se disse: Não há dois seres humanos iguais e, sendo assim, o os acontecimentos, circunstâncias ou conhecimento não afectam duas pessoas da mesma forma.

  É o que explica, por exemplo, as reacções diferenciadas de dois indivíduos perante um mesmo estímulo.

 

  Educação

  Estas observações aplicam-se, de modo muito particular, no ensino que nunca deve ser, como que esquematizado de forma universal.

Evidentemente que tal é o modus operandi da escola, do sistema educativo oficial.

Se ficar por aqui, o estudante poderá assimilar, de forma automaticamente progressiva, os conhecimentos necessários ao seu desenvolvimento; mas fará sempre parte de uma massa, mais ou menos amorfa, de pessoas que, com o mesmo nível de conhecimentos, só se diferenciarão pelas capacidades peculiares de os aplicar.

  Se, pelo contrário, e como é altamente desejável, a família completar esse ensino universal com o ensino personalizado que é, no fim e ao cabo, a transmissão de conhecimento feito de forma directa, pessoal de tu a tu.

  Mas, então, terá de haver na família alguém com conhecimento ou capacidades para o transmitir?

  De modo nenhum.

  Parece ser verdade que nas famílias numerosas se vive com maior independência pessoal, o que parece um contrassenso, mas que se explica, exactamente porque o querer individual tem sempre presente o querer colectivo e, por isso mesmo, além de ser menos exigente é mais moderado e, por isso mesmo, mais facilmente satisfeito.

  O mesmo, de certa forma se dá nas chamadas famílias monoparentais em que, seja qual for a razão, só existe presencialmente um dos pais.

  Compreende-se que se as decisões a respeito dos “quereres” que deveriam ser considerados a dois caiem apenas sobre os ombros de um - seja o pai ou a mãe - se tornam muito mais difíceis de gerir

  Isto não implica que o casal esteja de acordo ou em sintonia em tudo mas sim que, sob a influência do amor que une um e outro e ambos aos filhos, podem encontrar com maior facilidade um consenso, um ponto comum de entendimento que, obviamente, contribui, de forma decisiva, para o bem-estar emocional da família.

 

 



[i] Sequencial todos os dias do ano

A Santa Missa

 

Reflexão


Já foste à Missa hoje, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.

Claro que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse ‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?”

Cumprir uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!

Mas fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito relativo.

O mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra coisa…

Mas…quem faz o que deve não terá mérito?

Claro que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior seofizer por convicção e amor,sobretudo amor.

O amor tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.

 



Oração pelos Sacerdotes

                                           

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

Pequena agenda do cristão

   


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

24/02/2021

Levai a carga uns dos outros

 

Diz o Senhor: "Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Nisto se conhecerá que sois meus discípulos". 

– E São Paulo: "Levai a carga uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo". 

– Eu não te digo nada. (Caminho, 385)

Leitura espiritual

 


Novo Testamento [i]

 

Evangelho

 

Mc XVI, 1-20

 

As santas mulheres no sepulcro

1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para irem embalsamar Jesus. 2 Partindo no primeiro dia da semana, de manhã cedo, chegaram ao sepulcro quando o sol já era nascido. 3 Diziam entre si: «Quem nos há-de retirar a pedra da entrada do sepulcro?». 4 Mas, olhando, viram removida a pedra, que era muito grande. 5 Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido de uma túnica branca e ficaram assustadas. 6 Ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Buscais a Jesus Nazareno, o crucificado? Ressuscitou, não está aqui. Eis o lugar onde O depositaram. 7 Mas ide, dizei a Seus discípulos e a Pedro que Ele vai diante de vós para a Galileia; lá O vereis, como Ele vos disse». 8 Elas, saindo do sepulcro, fugiram, porque as tinha assaltado o temor e estavam como que fora de si. Não disseram nada a ninguém, tal era o medo que tinham.

 

Missão dos Apóstolos

9 Jesus, tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. 10 Ela foi noticiá-lo aos que tinham andado com Ele, os quais estavam tristes e chorosos. 11 Tendo eles ouvido dizer que Jesus estava vivo e que fora visto por ela, não acreditaram. 12 Depois disto, mostrou-Se de outra forma a dois deles, enquanto iam para a aldeia; 13 os quais foram anunciar aos outros, que também a estes não deram crédito. 14 Finalmente, apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que O tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura. 16 Quem crer e for baptizado, será salvo; mas quem não crer, será condenado. 17 Eis os milagres que acompanharão os que crerem: Expulsarão os demónios em Meu nome, falarão novas línguas, 18 pegarão em serpentes e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os doentes, e serão curados».

 

Ascensão de Jesus, difusão da Boa Nova

19 O Senhor, depois de assim lhes ter falado, elevou-Se ao céu e foi sentar-Se à direita do Pai. 20 Eles, tendo partido, pregaram por toda a parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os milagres que a acompanhavam.

 

Textos

 


Dinheiro; saúde; sexo; sabedoria.

 

  Quatro amigos discutem sobre a felicidade.

  Alípio diz: ‘se eu tiver dinheiro, muito dinheiro, serei feliz.’

  Francisco, afirma: ‘por mim o que me trará a felicidade é a saúde, não saber o que é a dor, o sofrimento.’

  ‘Por meu lado, aduz Jerónimo, serei feliz se tiver à minha disposição mulheres bonitas, airosas, disponíveis para me agradar...’

  ‘Eu’, declara José, ‘considerar-me-ei feliz, muito feliz, se tiver sabedoria.’

  Os outros três olharam para ele com um certo desdém e alguma incredulidade.

  Alípio perguntou: ‘Mas tu não queres saber de dinheiro?! Mas que incompatibilidade há entre ter dinheiro e possuir sabedoria?’

  ‘Bem... própriamente incompatibilidade não há nenhuma mas torna-se muito mais difícil porque a tendência será fazer o que o desejo apetece e não o que a sabedoria recomenda.

Por outro lado, se agires com sabedoria na tua vida, no trabalho e, por isso, conseguires meios de fortuna... terás alcançado, na tua forma de ver, a felicidade.

Quanto a ti, parece evidente que vivendo com sabedoria se evitam os excessos, as más práticas, os vícios tudo o que traz consigo pesado ónus para a saúde’.

  Como se escolhe, como se opta por um caminho?

  Por um apetecer de momento?

Por imitar um outro?

Porque não se quer ter “trabalho” ou fazer um esforço na escolha?

  Resulta mais fácil e é muito mais seguro se recorrermos à sabedoria.

  Pesando todos os prós e contras, avaliando o que convém, o que é importante e o acessório, a escolha surge naturalmente como a mais conveniente e acertada.

  Ninguém sabe, por si mesmo, nada de verdadeiramente importante, o que sabemos é apenas o conhecimento fruto das experiências da vida e, alguma parte, do que sabemos de experiências de outros.

  Para saber há que aprender e, sempre, por esta ordem.

  A aprendizagem é uma actividade sequencial.

Não se começa pelo resultado para conhecer um efeito nem nos ficamos neste sem saber a causa.

Aprender, portanto, necessita de método e, este consegue-se, tanto melhor, quanto melhor for o ensino e o que ensina.

  “Despejar” informação no conhecimento pessoal não educa coisa nenhuma até porque, quase sempre nestes casos, nem se sabe o que convém saber, ou o que é dispensável ou não interessa.

Tem-se a ilusão de possuir um vasto conhecimento quando, na realidade se esconde a ignorância mais gritante acerca das coisas mais comezinhas.

  A tendência de considerar o ser humano como uma máquina leva a essa descaracterização do ensino.

Partindo do princípio que a pessoa tem de saber tudo sobre tudo, descura-se a necessidade de conhecer bem o pormenor, o detalhe do que é realmente importante para a pessoa.

  Daqui surgem os desajustes de comportamentos e as incongruências nas relações interpessoais ou, então, o isolamento mais feroz e castrador da principal característica humana que é a sociabilidade.

  A sabedoria é, repete-se, um bem de inestimável valor, exactamente porque permite à pessoa as escolhas acertadas em cada momento.

  Salomão foi, talvez, o mais excelente e poderoso Rei do seu tempo e tal deve-se à sabedoria com que Deus, a seu pedido, o cumulou.

  Qual de nós, pessoas normais e correntes, ou figuras de destaque na sociedade, qual de nós, se nos fosse colocada a escolha, pediria para si, como bem mais precioso, a sabedoria?

  Examine-se cada um e, seguramente, concluirá que nem tal lhe ocorreria.

  Sendo um Dom do Espírito Santo, a Sabedoria é-nos dada.

Absolutamente, ninguém a adquire por si só.

  Isso que chamamos “a sabedoria dos mais velhos”, não é outra coisa que experiência acumulada.

  Quando uma criança se queima numa brasa incandescente, grava umas sensações desagradáveis que levam a que evite repetir o acto.

Isso não tornou a criança sábia mas experiente.

  Se um fumador evita fumar porque sabe que o fazê-lo poderá contribuir para uma melhoria na sua saúde está a agir motivado pela sabedoria.

 

 

 



[i] Sequencial todos os dias do ano