14/01/2021

Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós

Devoção de Natal. – Não sorrio quando te vejo fazer as montanhas de musgo do Presépio e dispor as ingénuas figuras de barro em volta da gruta. – Nunca me pareceste mais homem do que agora, que pareces uma criança. (Caminho, 557)

Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor tão apoucado, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente Se quis apresentar desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria.

Não conseguiremos jamais o verdadeiro bom humor se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele. Insistirei de novo: vedes onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros. É corrente, às vezes até entre almas boas, criar conflitos íntimos, que chegam a produzir sérias preocupações, mas que carecem de qualquer base objectiva. A sua origem está na falta de conhecimento próprio, que conduz à soberba: o desejo de se tornarem o centro da atenção e da estima de todos, a preocupação de não ficarem mal, de não se resignarem a fazer o bem e desaparecerem, a ânsia da segurança pessoal... E assim, muitas almas que poderiam gozar de uma paz extraordinária, que poderiam saborear um imenso júbilo, por orgulho e presunção tornam-se desgraçadas e infecundas! Cristo foi humilde de coração. Ao longo da sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. (Cristo que passa, 18)

 

LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 14

 

Evangelho

 

Mt XXV 14 - 30

 

Parábola dos talentos

 

14 «Será também como um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu. 16 Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco. 17 Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois. 18 Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas. 20 Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.’ 21 O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’ 22 Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: ‘Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.’ 23 O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’ 24 Veio, finalmente, o que tinha recebido um só talento: ‘Senhor, disse ele, sempre te conheci como homem duro, que ceifas onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25 Por isso, com medo, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence.’ 26 O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho onde não espalhei. 27 Pois bem, devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e, no meu regresso, teria levantado o meu dinheiro com juros.’ 28 ‘Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos. 29 Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’»

 


Melhoria pessoal (cont)

  O que é natural, é que o carácter evolua acompanhando o progresso da vida, que se desenvolva e actue cada vez mais de forma consciente e constante de forma a acompanhá-la de maneira capaz e consequente.

  Esta conduta é absolutamente normal e não tem que ver com ambição que é uma coisa diferente.

  Ambicionar é normalmente um desejo exagerado de obter algo que se tem como ideal para a felicidade própria e que só se satisfaz quando se obtém.

  Desde este ponto de vista, a ambição é naturalmente má porque deforma os objectivos concretos nascidos de um desejo de melhoria em algo nascido da imaginação ou de simples impulsos pouco elaborados.

Querer possuir um automóvel melhor e mais confortável parece absolutamente legítimo e normal; querer que esse automóvel seja de uma determinada marca, cor, potência e outras especificidades não parece ser um objectivo sério porque, neste caso, talvez se jogue a “felicidade”, ou aquilo que se possa considerar como tal, nesse bem concreto.

  Posso considerar-me feliz por ter um bem que satisfaz as minhas necessidades e corresponda ao meu gosto, mas não é bom que só possa ser feliz, se esse mesmo bem for aquele que imaginei já que o mesmo não acrescentará nada à minha satisfação mas, talvez unicamente, ao meu ego.

  Igualmente desejar ter meios económicos bastantes para levar uma vida confortável e proporcionar aos outros, à família, condições estáveis de vida e possível futuro, não é o mesmo que querer ter muito mais meios de fortuna que permitam qualquer devaneio, a compra seja do que for, mesmo que não seja necessário.

  À primeira poderíamos chamar “paz económica” à segunda “ambição financeira”.

  Parece óbvio existirem grandes diferenças entre as duas – mesmo sem considerar o aspecto da legitimidade -, a primeira revela equilíbrio e razoabilidade, a segunda mero desejo que se expressa em algo que se pretende obter; a primeira satisfaz de forma permanente, a segunda, uma vez obtida, tende a conduzir a uma satisfação incompleta porque, entretanto, surgiu uma outra coisa que se deseja ainda mais.

  A formação do carácter é fundamental neste aspecto pois leva a pessoa a considerar o que é razoável e o que o não é, aquilo que tem sentido numa vida normal e corrente e aquilo que não passa de um devaneio, mais ou menos vago, da imaginação.

  A pessoa pode querer dizer: ‘se eu tivesse esta coisa e aquela faria isto e aquilo!’

Às vezes mascara-se esta atitude acrescentando: ‘distribuiria desta e daquela maneira, faria esta ou aquela obra de beneficência, promoveria auxílio a muita gente.’

A pessoa que pensa assim, normalmente, passa em claro esses objectivos, isto é, não distribui nada do que tem, nem se preocupa em contribuir para o que lhe solicitam, porque considera que não alcançou aquela tal situação que, erradamente, considera ideal para o fazer.

Provavelmente passará toda a sua vida assim, egoistamente centrado num sonho que nunca se concretizará.

Como não o consegue, sente-se dispensado de fazer o bem porque se satisfaz com a ideia de que o faria se o conseguisse.

  Vem à memória, inevitavelmente, a cena evangélica da viúva pobre e das duas moedas que deitou no cofre do Templo.

Sabia que era pobre, tinha a noção que as duas moedas lhe fariam falta para a sua vida corrente e, no entanto, deu-as sem hesitar porque terá pensado, talvez, que Deus haveria de retribuir o óbolo, recompensar o sacrifício com largueza e magnanimidade.

De facto o bem que se faz diariamente pelo mundo fora é constituído, na sua maior parte, por muitas dádivas de “duas moedas”, de actos de generosidade de escasso valor mas que, somados formam um rio caudaloso que alimenta e torna mais felizes os muitos necessitados que vivem com terríveis carências e que dependem dessas duas moedas para viver.

  O carácter desta viúva era riquíssimo, não vivia isolada e conformada com a sua pobreza e a escassez de bens, ao contrário, via uma nesga de felicidade em poder “fazer bem sem saber a quem”, tinha uma visão de conjunto da vida, própria e alheia, sabia-se fazendo parte de uma sociedade em que, não obstante ocupar uma posição discretíssima, tinha um papel a cumprir e que, só ela, o podia fazer.

  Talvez seja interessante falar sobre moedas (dinheiro) para referir algo singular:

Uma moeda tem sempre duas faces, sendo que, numa delas, se inscreve o emissor da moeda, ou seja, o responsável pelo seu valor e que é, em suma, o seu primeiro e último proprietário.

A sociedade apenas usa as moedas como meio garantido de receber ou dar algo.

Com elas paga o trabalho e, o trabalhador que as recebe, com elas paga as suas despesas.

Não cabe que qualquer pessoa emita a sua própria moeda, embora, em tempos de crise aguda, como se viveu em Portugal poucos anos após a implantação da República, houvesse quem recorresse a este sistema – principalmente estabelecimentos comerciais - para garantir que os seus clientes pudessem adquirir os bens que vendiam.

Isto aconteceu, exactamente, porque a moeda emitida pelo Estado não tinha qualquer valor, dada a profundíssima degradação da economia.

  Aliás, hoje em dia, é ao que assistimos com os chamados cartões de desconto, que, na realidade, não concedem desconto nenhum porque utilizam a totalidade do preço pago pelo adquirente, durante algum tempo, o que acaba por gerar mais-valia suficiente para amortizar o tal desconto apregoado.

É passível de penalidade mais ou menos séria, quem se atreva a fabricar moeda.

A moeda, propriamente dita, não é falsa, mas sim o valor que representa porque não existe.

  Mas, se estamos a falar deste assunto, não é porque nos interesse ou caiba aqui uma discussão sobre processos de venda e compra, de negócios, mas tão só para frisar que, as tais moedas, que representam um bem, não são pertença de ninguém em particular, mas apenas uma detenção, por algum tempo e, portanto, não cabe aduzir que está garantida a fortuna de quem as tem em quantidade.

 

Oração pelos Sacerdotes

                                          

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

Reflexão

 

Julgar os outros é muitas vezes, quase sempre, espelhar os nossos próprios defeitos, e ver o argueiro no olho do vizinho sem reparar que o nosso está obstruído por uma trave.

Não me refiro só ao julgamento público, os comentários ou avaliações que fazemos dos outros, sobretudo quando não estão presentes, mas também aquele julgamento que muitas vezes, permitimos que exista no segredo do nosso coração.

 

(Palestra, Minho Fevereiro de 1991, Ref. Mc 5 21-43)

Pequena agenda do cristão

 


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



13/01/2021

Apoiar-vos-eis uns aos outros

Se souberes querer aos outros e difundir, entre todos, esse carinho – caridade de Cristo, fina, delicada –, apoiar-vos-eis uns aos outros, e o que for a cair sentir-se-á amparado – e urgido – com essa fortaleza fraterna, para ser fiel a Deus. (Forja, 148)


Chega a plenitude dos tempos e, para cumprir essa missão, não aparece um génio filosófico, como Sócrates ou Platão; não se instala na terra um conquistador poderoso, como Alexandre Magno. Nasce um Menino em Belém. É o Redentor do mundo; mas, antes de começar a falar, demonstra o seu amor com obras. Não é portador de nenhuma fórmula mágica, porque sabe que a salvação que nos traz há-de passar pelo coração do homem. As suas primeiras acções são risos e choros de criança, o sono inerme de um Deus humanado; para que fiquemos tomados de amor, para que saibamos acolhê-Lo nos nossos braços. Uma vez mais consciencializamos que isto é que é o Cristianismo. Se o cristão não ama com obras, fracassa como cristão, o que significa fracassar também como pessoa. Não podes pensar nos outros homens como se fossem números, ou degraus para tu subires; como se fossem massa, para ser exaltada ou humilhada, adulada ou desprezada, conforme os casos. Tens de pensar nos outros – antes de mais, nos que estão ao teu lado – vendo neles o que na verdade são: filhos de Deus, com toda a dignidade que esse título maravilhoso lhes confere. Com os filhos de Deus, temos de comportar-nos como filhos de Deus: o nosso amor há-de ser abnegado, diário, tecido de mil e um pormenores de compreensão, de sacrifício calado, de entrega silenciosa. Este é o bonus odor Christi que arrancava uma exclamação aos que conviviam com os primeiros cristãos: Vede como se amam!
(Cristo que passa, 36)

 

LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 13

 

Evangelho

 

Mt XXIV 42 – 51; XXV 1 - 13

 

 

Exortação à vigilância

 

42 Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. 43 Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. 44 Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais.» 45 «Quem julgais que é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua família para os alimentar a seu tempo? 46 Feliz esse servo a quem o senhor, ao voltar, encontrar assim ocupado. 47 Em verdade vos digo: Há-de confiar-lhe todos os seus bens. 48 Mas, se um mau servo disser consigo mesmo: ‘O meu senhor está a demorar’, 49 e começar a bater nos seus companheiros, a comer e a beber com os ébrios, 50 o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e à hora que ele desconhece; 51 vai afastá-lo e dar-lhe um lugar com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.»

 

Parábola das dez virgens

 

1 «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo. 2 Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes. 3 As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo; 4enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias. 5 Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram. 6 A meio da noite, ouviu-se um brado: ‘Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!’ 7 Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias. 8 As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.’ 9 Mas as prudentes responderam: ‘Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.’ 10 Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta!’ 12 Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço.’ 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.»

 


Flexibilidade

 

  Esta virtude, que se cita em último, não é, por isso, menos importante; aliás, a ordem porque foram citadas não obedece a nenhum critério de importância ou interesse.

  Pode dizer-se que a Flexibilidade é a capacidade de mudar de atitude ou forma de pensar adaptando-se a determinadas circunstâncias, sem necessariamente, e de uma forma geral, implicar uma mudança de opinião ou convicções mais profundas.

  Claro que é necessário ter uma atenção especial para não se cair na contradição da constância, por exemplo, mas, ao contrário, apoiar-se mais noutras virtudes como, por exemplo: a Humildade, a Confiança, a Obediência, a Simplicidade, a Mansidão, a Amizade e a Fraternidade.

  A irredutibilidade de opinião, conceito ou critério é, quase sempre sinal de falta de humildade e, bastantes vezes de orgulho e autoconvencimento.

  Fechar-se num hermetismo impassível ao que se passa à sua volta, completamente alheio das opiniões ou conceitos dos outros, sejam quem forem, conduz a um anquilosamento da personalidade que torna a pessoa antipática e pouco ou nada participativa na vida social.

Numa espécie de ilha – como já falámos – sente-se dono e senhor de umas razões e certezas que não está disponível para avaliar e, muito menos, discutir.

Não evolui, não cresce, não melhora.

  A atitude contrária manifesta-se na abertura às opiniões dos outros, contrastando-as com as próprias e elegendo as que, em consciência, parecem mais adequadas à circunstância.

  Não se trata de ceder; mas de aceitar, de submissão mas de cooperação.

  É a virtude da flexibilidade que nos permite ir pela vida colhendo a beneficiando das experiências e conhecimentos dos outros, adaptando-nos, usando a Humildade, a Confiança, a Amizade e a Fraternidade para, com Simplicidade e Mansidão, progredir nas demais virtudes que devem estar sempre presentes.

  Sem elas, seria muito difícil, ou mesmo impossível, ao homem progredir no caminho do bem, da melhoria pessoal e alheia, dando à sociedade o contributo que tem obrigação de dar.

 

 

Melhoria pessoal

 

  Quando se fala de melhoria pessoal tem de se estar preparado para um tema que abarca várias vertentes da vida humana.

  Desde o progresso na vida normal e corrente, na carreira profissional numa expectativa de melhoria, quer das condições de trabalho, quer dos proventos que for lícito esperar do mesmo, numa constante adaptação às novidades que vão surgindo em ritmo mais ou menos acelerado em todos os campos da actividade humana, desenvolvendo as capacidades próprias de acordo com o que se vai aprendendo, quer estudando quer com a experiência própria e observação do comportamento dos outros, é, o que pode chamar-se, perspectivas de melhoria pessoal.

Esta é, de facto, uma característica da pessoa consciente e normalmente desenvolvida, a evolução natural ao longo da vida.

Para isto contribui fortemente a formação do carácter com objectivos bem definidos e os procedimentos a ter para os conseguir alcançar.

  A pessoa conformada com a sua situação, quer laboral quer na escala social pode classificar-se como amorfa.

 “Tanto se lhe dá”, não lhe importa crescer, não tem apetência por novidade nem lhe interessa a evolução da sociedade nas suas múltiplas facetas.

Está destinado a morrer no verdadeiro sentido da palavra, estagnando num pântano de conformismo e alheamento que não interessa para nada nem ao próprio nem à sociedade.

 

 

Reflexão

 

Há quem não seja capaz, nem sequer, de mudar de local, por Deus. Querem sentir gosto e consolos de Deus sem fazer mais esforços sem tragar o que Ele lhes deita na boca, e gozar do que lhes põe no coração sem mortificar-se eles próprios em nada; sem deixar os seus prazeres e veleidades. Mas esperam em vão. 

Porque enquanto não saiam para procurar Deus, por muito que O chamem, não o encontrarão.


(São João da Cruz, Cântico Espiritual, 3, 2)

Festas

 



S. HILÁRIO, bispo e doutor da Igreja

Pequena agenda do cristão

 


Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



12/01/2021

A tarefa dos pais de família é importantíssima

Admira a bondade do nosso Pai Deus: não te enche de alegria a certeza de que o teu lar, a tua família, o teu país, que amas com loucura, são matéria de santidade? (Forja, 689)

Comove-me que o Apóstolo qualifique o matrimónio cristão como "sacramentum magnum", sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos pais de família é importantíssimo.

– Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.

Cada filho que Deus vos concede é uma grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos! (Forja, 691)

Nas minhas conversas com tantos casais, insisto em que, enquanto eles viverem e os filhos também viverem, devem ajudá-los a ser santos, sabendo que na terra ninguém será santo. Não faremos mais que lutar, lutar e lutar. E acrescento: – Vós, mães e pais cristãos, sois um grande motor espiritual, que manda aos vossos filhos fortaleza de Deus para essa luta, para vencer, para que sejam santos. Não os defraudeis! (Forja, 692)

Não tenhas medo de querer bem às almas, por Ele; e não te importes de amar ainda mais aos teus, sempre que, querendo-lhes muito, o ames a Ele milhões de vezes mais. (Sulco, 693)

Pela tua intimidade com Cristo, estás obrigado a dar fruto: Fruto que sacie a fome das almas, quando se aproximarem de ti, no trabalho, no convívio, no ambiente familiar... (Forja, 981)

 

São José CARTA APOSTÓLICA PATRIS CORDE

 

CARTA APOSTÓLICA PATRIS CORDE 

DO PAPA FRANCISCO

POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO DE SÃO JOSÉ COMO PADROEIRO UNIVERSAL DA IGREJA

 

7. Pai na sombra

 

Ser pai significa introduzir o filho na experiência da vida, na realidade. Não segurá-lo, nem prendê-lo, nem subjugá-lo, mas torná-lo capaz de opções, de liberdade, de partir. Talvez seja por isso que a tradição, referindo-se a José, ao lado do apelido de pai colocou também o de «castíssimo». Não se trata duma indicação meramente afectiva, mas é a síntese duma atitude que exprime o contrário da posse. A castidade é a liberdade da posse em todos os campos da vida. Um amor só é verdadeiramente tal, quando é casto. O amor que quer possuir, acaba sempre por se tornar perigoso: prende, sufoca, torna infeliz. O próprio Deus amou o homem com amor casto, deixando-o livre inclusive de errar e opor-se a Ele. A lógica do amor é sempre uma lógica de liberdade, e José soube amar de maneira extraordinariamente livre. Nunca se colocou a si mesmo no centro; soube descentralizar-se, colocar Maria e Jesus no centro da sua vida.

 

A felicidade de José não se situa na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo. Naquele homem, nunca se nota frustração, mas apenas confiança. O seu silêncio persistente não inclui lamentações, mas sempre gestos concretos de confiança. O mundo precisa de pais, rejeita os dominadores, isto é, rejeita quem quer usar a posse do outro para preencher o seu próprio vazio; rejeita aqueles que confundem autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, confronto com opressão, caridade com assistencialismo, força com destruição. Toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação do simples sacrifício. Mesmo no sacerdócio e na vida consagrada, requer-se este género de maturidade. Quando uma vocação matrimonial, celibatária ou virginal não chega à maturação do dom de si mesmo, detendo-se apenas na lógica do sacrifício, então, em vez de significar a beleza e a alegria do amor, corre o risco de exprimir infelicidade, tristeza e frustração.

 

A paternidade, que renuncia à tentação de decidir a vida dos filhos, sempre abre espaços para o inédito. Cada filho traz sempre consigo um mistério, algo de inédito que só pode ser revelado com a ajuda dum pai que respeite a sua liberdade. Um pai sente que completou a sua ação educativa e viveu plenamente a paternidade, apenas quando se tornou «inútil», quando vê que o filho se torna autónomo e caminha sozinho pelas sendas da vida, quando se coloca na situação de José, que sempre soube que aquele Menino não era seu: fora simplesmente confiado aos seus cuidados. No fundo, é isto mesmo que dá a entender Jesus quando afirma: «Na terra, a ninguém chameis “Pai”, porque um só é o vosso “Pai”, aquele que está no Céu» (Mt 23, 9).

 

Todas as vezes que nos encontramos na condição de exercitar a paternidade, devemos lembrar-nos que nunca é exercício de posse, mas «sinal» que remete para uma paternidade mais alta. Em certo sentido, estamos sempre todos na condição de José: sombra do único Pai celeste, que «faz com que o sol se levante sobre os bons e os maus, e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5, 45); e sombra que acompanha o Filho.

 

Francisco

 

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LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 12

 

Evangelho

 

Mt XXIV 23 - 41

 

Sinais do fim do mundo

 

23 «Então, se vierem dizer-vos: ‘Aqui está o Messias’, ou ‘Ali está Ele’, não acrediteis; 24 porque hão-de surgir falsos messias e falsos profetas, que farão grandes milagres e prodígios, a ponto de desencaminharem, se possível, até os eleitos. 25 Olhai que já vos preveni. 26 Por isso, se vos disserem: ‘Ele está no deserto’, não saiais; ‘Ei-lo no interior da casa’, não acrediteis. 27 Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até ao Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. 28 Onde houver um cadáver, aí se juntarão os abutres.» 29 «Logo após a aflição daqueles dias, o Sol irá escurecer-se, a Lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. 30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e glória. 31 Ele enviará os seus anjos, com uma trombeta altissonante, para reunir os seus eleitos desde os quatro ventos, de um extremo ao outro do céu.» 32 «Aprendei da comparação tirada da figueira: quando os seus ramos se tornam tenros e as folhas começam a despontar, sabeis que o Verão está próximo. 33 Assim também, quando virdes tudo isto, ficai sabendo que Ele está próximo, à porta. 34 Em verdade vos digo: Esta geração não passará sem que tudo isto aconteça. 35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.»

 

Incerteza da hora do Juízo

 

36 «Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe: nem os anjos do Céu nem o Filho; só o Pai. 37 Como foi nos dias de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. 38 Nos dias que precederam o dilúvio, comia-se, bebia-se, os homens casavam e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca; 39 e não deram por nada até chegar o dilúvio, que a todos arrastou. Assim será também a vinda do Filho do Homem. 40 Então, estarão dois homens no campo: um será levado e outro deixado; 41 duas mulheres estarão a moer no mesmo moinho: uma será levada e outra deixada.

 


Optimismo

 

  Não poucas vezes considera-se que a pessoa optimista tem uma visão desfocada da realidade, que espera sempre algo que resolva o problema ou a situação, algo que não sabe bem o que é ou vindo de quem, nem quando, mas que, seguramente, acontecerá.

Bem, a pessoa com estas características não pode considerar-se optimista, pelo menos à luz do conceito que fazemos do optimismo e que é:

        A tendência para pensar de forma positiva.

  A recomendação de São Josemaria Escrivá é muito esclarecedora: ‘Fé, alegria, optimismo, - mas não a estupidez de fechar os olhos à realidade.’ [1]

  Na verdade tudo quanto se nos depara na vida corrente tem várias formas de ser avaliado ou considerado mas, destas, duas avultam:

Com atitude negativa que leva a considerar a inevitabilidade do que sucede ou se presume vai acontecer;

Com atitude positiva que considera as possibilidades de influir, alterar ou modificar, se for caso disso, a ver o lado bom, a retirar sempre um bem mesmo de algo, aparentemente, mau.

  É muito conhecida a citação que refere a forma de duas pessoas sedentas avaliarem a água contida num jarro: um considera que está quase cheio, enquanto, outro dirá que está meio vazio.

  Ambas as apreciações são verdadeiras e referem-se a uma mesma coisa, dependendo a sua expressão do enfoque de cada um.

Liminarmente, poder-se-ia dizer que o primeiro é optimista – ‘que bom, ainda tenho água para matar a sede’ - e o segundo exactamente o contrário – ‘provavelmente esta quantidade de água não será suficiente para a sede que tenho’.

  O optimismo cristão baseia-se na certeza de que Deus não nos envia nada superior às nossas forças e, se dá a carga, também dá a força para a suportar.

  ‘Ontem, pela manhã, fui à Sixtina votar tranquilamente. Jamais imaginara o que iria suceder. Mal tinha começado o perigo para mim, os dois colegas que estavam a meu lado sussurraram-me palavras de alento. Um disse: Ânimo! Se o Senhor dá um peso, também dá a ajuda para o levar.’ [2]

  Sendo assim, o optimismo não deixa lugar ao derrotismo nem à excessiva preocupação.

  Naturalmente que – e falamos do optimismo saudável, isto é, consciente – esta convicção nasce de um estado de alma onde a confiança em Deus ocupa um lugar predominante.

Bem visto, esta atitude de confiança, não deve iludir o que cada um tem de se propor ou fazer para que as situações se clarifiquem ou resolvam.

Mesmo observada pelo lado estritamente material, esta atitude atrás referida, deve ser sempre tida em conta.

  Não se pode querer ganhar a lotaria sem, pelo menos, previamente comprar uma cautela.

  O que São Josemaria Escrivá chamava a ‘mística do oxalá - oxalá não me tivesse casado; oxalá não tivesse esta profissão; oxalá tivesse mais saúde; oxalá fosse mais novo; oxalá fosse velho!...?’ [3] não conduz, obviamente a coisa nenhuma, servindo apenas para distrair a mente da realidade e impedir a vontade de influir nessa mesma realidade.

  Há pessoas que andam pela vida como que carregando um peso insuportável, de semblante carregado, com ar de derrota e inevitabilidade confrangedores.

Não é exagero! Olhemos bem à nossa volta, quem se cruza connosco na rua ou se senta no mesmo transporte público que nós e comprovaremos o que se diz.

Arrancar um sorriso a estas pessoas, é um desafio fenomenal, de tal forma estão dominadas pelo seu sentimento de desgraçados, de vítimas de todas as misérias e coisas más da vida.

  Há, parece, uma espécie de “tristeza social” que quase se apalpa no dia-a-dia.

  Tal tem de ser contrariado, há que dizer às pessoas que nem tudo é mau, que o futuro não tem que ser pior que o dia de hoje, que há esperança de evolução positiva da sociedade, que o bem acabará por triunfar sobre o mal, que, em suma, há motivos e razões suficientes para o optimismo.

 



[1] são josemaria escrivá, Caminho, 40

[2] joão paulo i, Angelus 1978.08.27

[3] s. josemaria escrivá, Temas Actuais do Cristianismo, 116

Reflexão

 

Olhai que perdeis um grande tesouro e que fareis muito mais com uma palavra de quando em vez do Pater noster, que dizer-Lhe muitas vezes apressadamente; estai muito junto a quem pedis, não deixará de vos ouvir; e acreditai que aqui está o verdadeiro louvar e santificar o Seu Nome.

 

(Santa Teresa de Ávila, Caminho de perfeição, 31, 13)

Pequena agenda do cristão

  


TeRÇa-Feira

Pequena agenda do cristão 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

Salmo II

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.
Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta. (Santa Teresa de Jesus)