Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
07/02/2020
Tens de conviver, tens de compreender
Tens de conviver, tens de compreender, tens de ser irmão dos
homens teus irmãos, tens de pôr amor – como diz o místico castelhano – onde não
há amor, para colher amor. (Forja,
457)
Jesus Cristo, que veio salvar todos os povos e deseja associar os
cristãos à sua obra redentora, quis ensinar aos seus discípulos – a ti e a mim
– uma caridade grande, sincera, mais nobre e valiosa: devemos amar-nos
mutuamente como Cristo nos ama a cada um de nós. Só desta maneira, isto é,
imitando o exemplo divino – dentro da nossa rudeza pessoal – conseguiremos
abrir o nosso coração a todos os homens, amar de um modo mais elevado,
inteiramente novo.
Que bem puseram os primeiros cristãos em prática esta caridade
ardente, caridade que sobressaía e transbordava dos limites da simples
solidariedade humana ou da benignidade de carácter. Amavam-se uns aos outros de
modo afectuoso e forte, através do Coração de Cristo. Um escritor do século II,
Tertuliano, transmitiu-nos o comentário dos pagãos, comovidos ao presenciarem o
comportamento dos fiéis de então, tão cheio de atractivo sobrenatural e humano:
Vede como se amam, repetiam.
Se notas que não mereces esse louvor agora ou em tantas ocasiões
do dia-a-dia; que o teu coração não reage como devia às exigências divinas,
pensa também que chegou o momento de rectificares.
O principal apostolado que nós, os cristãos, temos de realizar no
mundo, o melhor testemunho de fé é contribuir para que dentro da Igreja se
respire o clima de autêntica caridade. Quando não nos amamos verdadeiramente,
quando há ataques, calúnias e inimizades, quem se sentirá atraído pelos que
afirmam que pregam a Boa Nova do Evangelho? (Amigos de Deus, nn. 225–226)
THALITA KUM 94
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Efectivamente a
nossa salvação é, em si mesma um milagre já que ela acontece, não por nosso
mérito, que não temos, mas unicamente pela soberana Vontade de Deus.
Isto leva-nos a
pensar na magnificência da misericórdia divina.
De facto, ao
tomarmos consciência do pouco que somos, espanta-nos que o Criador e Senhor
de todas as coisas queira “gastar tempo” connosco, mesmo considerando que, Ele,
nos quer como filhos.
E não é só o
cuidado e o carinho das coisas pequenas que se passam no íntimo do nosso
coração, mas até aquelas grandes manifestações do poder e da bondade do Senhor.
E, no entanto, é
verdade!
Como um Pai
carinhoso Ele está sempre disponível para atender os nossos pedidos e, mesmo
quando os não fazemos expressamente, dá-se conta das nossas necessidades mais
humanas como a necessidade do alimento.
Pela segunda vez,
assistimos a um milagre extraordinário de Jesus.
Não sei se as curas dos numerosos
doentes: leprosos, surdos e mudos, paralíticos... têm a mesma dimensão de
"espectáculo" que estes da multiplicação dos pães e dos peixes.
Enquanto aqueles
pareciam uma resposta imediata da misericórdia do coração amantíssimo do Senhor
para com os desgraçados, ou mais desfavorecidos, como que se fosse uma
impossibilidade, da parte do Mestre, de contemplar a desgraça humana sem
intervir de imediato, estes talvez dêem o real significado dessa mesma
misericórdia do Senhor para com os homens.
Desta forma se
evidencia que as preocupações de Deus a nosso respeito vão bastante mais além
da misericórdia ou simpatia pela desgraça, vão efectivamente, até ao pormenor
da subsistência concreta.
Ao contemplarmos
tantos cenários de miséria, desconforto, escassez e pobreza tão grandes,
algumas vezes podemos ser levados a interrogar-nos sobre a atitude de Deus a
este respeito:
‘Mas onde estás Tu,
Senhor’?
É muito difícil
para o comum ser humano, para nós, portanto, entender bem estas coisas, pois
somos sempre levados a pensar que, o nosso Criador e Senhor, deveria estar sempre disposto a tratar dos Seus
filhos de tal forma que, estas carências e misérias, fossem imediatamente
sanadas.
Assim, como que uma
espécie de acto mágico, que com uma simples evocação, pudesse resolver todos
esses casos difíceis ou extremos.
O que acontece
realmente, está bem patente no trecho do Evangelho que acabámos de ler e, ao
deter-nos um pouco na sua apreciação cuidada, descobriremos a forma concreta
como Deus actua no homem.
Respeitando a nossa
liberdade de forma total, porque é infinitamente justo, Deus não intervém de
forma, diria, unilateral, na solução dos problemas dos seus filhos.
Para o fazer, e
fá-lo sempre, exige uma participação nossa, por mínima que possa ser.
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Cinco
Chagas do Senhor
Evangelho: Jo 19, 28-37
Naquele tempo, tudo estava sabendo que
consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida
em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo
está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da
Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um
grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem
as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao
primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a
Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados
trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu
é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a
verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a
Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem
da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».
Comentário:
Em que Chaga
refugiar-me, Senhor?
Na do Teu peito?
Sim, é a minha
preferida. Ficar ali, em descanso, junto ao Teu Coração.
Mas não ouso!
Parece-me demais!
Nas das Tuas Mãos?
Na Chaga da Mão
Direita… essa mão com que abençoas e tocas os doentes?
Mas não ouso!
Parece-me demais!
Na Chaga da Mão
Esquerda… a mão que segura o caminhante que titubeia na senda da salvação?
Mas não ouso!
Parece-me demais!
Nas dos Teus Pés?
Na Chaga do Pé
Direito… em que apoias todo o Teu peso quando Te levantas no Caminho do
Gólgota?
Mas não ouso!
Parece-me demais!
Na Chaga do Pé
Esquerdo… com que sacodes o pó contra os que Te rejeitam?
Sim… ouso
refugiar-me aqui.
Assim tomarei
parte na defesa do Teu Santo Nome tão ofendido!
E… aqui fico,
feliz e contente por ter encontrado refúgio e protecção. Faço Desta Chaga o meu
berço onde quero adormecer e acordar todos os dias que me concederes viver.
(ama, comentário
sobre Jo 19, 28-37, 2013.02.07)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
1ª Carta a Timóteo
1Tm 6
Os
escravos (Tt 2,9-10) –
1
Todos os que se encontram sob o jugo da escravidão considerem os seus senhores
dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam
blasfemados. 2 E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem
irmãos; antes, devem servi-los melhor, porque os que beneficiam do seu trabalho
são fiéis e amados de Deus.
Falsas
doutrinas e verdadeira piedade –
Isto
é o que deves ensinar e recomendar. 3 Se alguém ensinar outra doutrina e não
aderir às sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao ensinamento conforme à
piedade, 4 é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, um espírito doentio dado a
querelas e contendas de palavras. Daí nascem invejas, rixas, injúrias,
suspeitas maldosas, 5 altercações entre homens de espírito corrompido e
desprovidos de verdade, que julgam ser a piedade uma fonte de lucro. 6 A
piedade é, realmente, uma grande fonte de lucro para quem se contenta com o que
tem. 7 Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele. 8 Tendo alimento
e vestuário, contentemo-nos com isso. 9 Mas os que querem enriquecer caem na
tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que
precipitam os homens na ruína e na perdição. 10 Porque a raiz de todos os males
é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se
enredaram em muitas aflições. 11 Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas.
Procura antes a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.
12 Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste
chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas.
13 Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que
deu testemunho perante Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé, 14 recomendo-te
que guardes o mandato, sem mancha nem culpa, até à manifestação de Nosso Senhor
Jesus Cristo. 15 Esta manifestação será feita nos tempos estabelecidos, pelo
bem-aventurado e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16 o
único que possui a imortalidade, que habita numa luz inacessível, que nenhum homem
viu nem pode ver. A Ele, honra e poder eterno! Ámen!
Recomendação
aos ricos –
17
Aos ricos deste mundo recomenda que não sejam orgulhosos, nem ponham a sua
esperança na riqueza incerta, mas em Deus que nos dá tudo com abundância para
nosso usufruto; 18 que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos,
capazes de partilhar. 19 Deste modo, acumularão um bom tesouro para o futuro, a
fim de conquistarem a verdadeira vida.
Saudação
final –
20
Ó Timóteo, guarda o depósito da fé, evita as vãs conversas profanas e as
contradições da falsa ciência, 21 que alguns professam e desviaram-se da fé. A
graça esteja convosco!
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
06/02/2020
Meu Pai do Céu, ajuda-me
A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora:
a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se
um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou,
ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas
Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a
essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)
Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar
aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão
divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a
encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes
recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada
dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se
Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados
pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os
semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa,
porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo,
se aprendermos a arrepender-nos.
Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé,
verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem.
Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em
nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E
vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa
enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os
corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que
Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno,
se consumou o sacrifício redentor de Jesus.
Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a
sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver
ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para
que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho
terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José –
a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, nn. 219–220)
THALITA KUM 93
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Às vezes não posso
deixar de reparar em algumas pessoas que, durante a Santa Missa, parecem estar
a rezar o Terço. É como se fossem ao cinema e, durante a projecção do filme,
tentassem ler um jornal.
Evidentemente que
não conseguem nenhuma das duas coisas: nem vêm o filme nem conseguem ler o
jornal.
Isto resulta numa
perda de tempo, uma despesa inútil, um disparate.
Na realidade, não
fazem mal a ninguém, excepto a si mesmos por terem gasto dinheiro inutilmente,
e não aproveitaram a projecção do filme nem a leitura do jornal.
Na Santa Missa
oiçamos, participemos com a maior atenção e devoção.
Na recitação do
Terço, sozinhos ou com outras pessoas, recitemos o Terço.
Tenhamos, pois, claro que, as nossas atitudes exteriores devem,
sempre, reflectir a nossa disposição interior.
Só assim podemos
ser coerentes.
Não há forma de
agradar a Deus sem coerência.
Peçamos à
Santíssima Virgem que nos ajude a ter sempre sãs e correctas disposições na
nossa alma e no nosso coração e que elas se reflictam nos nossos actos
externos.
As correctas
disposições são também as disposições de exame, de entrarmos dentro de nós
mesmos e vermos com cuidadoso detalhe a seriedade da nossa conduta, do nosso
comportamento.
Algumas vezes,
talvez, ao dar-nos conta do pouco que somos, das nossas misérias e
deficiências poderemos ser levados pensar que “não vale a pena”, que só um
milagre nos poderá salvar.
Quero
receber-te, Senhor, como se fosse um Santo, um Anjo, a Tua Santíssima Mãe! Sim,
é com essas mesmas disposições, humildade e abandono que desejo receber-te na
minha alma.
Temo bem, Senhor, que vás encontrar
pouco mais que isso: desejos... Mas, confio na Tua Bondade e Misericórdia para
os ir transformando em realidade.[1]
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 28, 16-20
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
Comentário:
A nós, simples homens correntes, parece-nos de certo modo difícil de aceitar que daqueles onze alguns ainda duvidassem.
De facto, sabemos muito mais que eles, conhecemos muitíssimo melhor a missão de Jesus, aceitamos com muito mais facilidade quanto nos deixou dito.
Mas foi preciso que aqueles onze, apesar de todas as suas deficiências e fraquezas de homens simples e pouco cultos nos fizessem constar – com suprema humildade – essas mesmas fraquezas e dúvidas para que a nossa Fé se confirme e assente na rocha firme que é o próprio Evangelho.
(AMA, comentário sobre Mt 28, 16-20, 08.01.2017)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
1ª Carta a Timóteo
1Tm 5
II.
CONSELHOS A VÁRIAS CLASSES DE PESSOAS (5,1-6,19)
As
viúvas –
1
Não repreendas com dureza um ancião, mas exorta-o como um pai; 2 rata os jovens
como irmãos, as anciãs como mães, as jovens como irmãs, com toda a pureza. 3 Honra
as viúvas, as que são verdadeiramente viúvas. 4 Mas se alguma viúva tiver
filhos ou netos, aprendam estes, antes de mais, a cumprir os seus deveres de
piedade para com a própria família e a retribuir aos pais o que deles receberam,
pois isso é agradável diante de Deus. 5 A que é verdadeiramente viúva e ficou
só, põe a sua esperança em Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia.
6 Mas aquela que se entrega aos prazeres, embora vivendo, já está morta. 7 E
recomenda-lhes isto, para que sejam irrepreensíveis. 8 Se alguém não cuida dos
seus, e principalmente dos da sua própria casa, renegou a fé e é pior do que um
infiel. 9 Só pode ser inscrita como viúva a que tiver pelo menos sessenta anos,
tiver sido esposa de um só marido, 10 gozar do testemunho de boas obras, tiver
educado os filhos, praticado a hospitalidade, lavado os pés dos santos,
assistido os atribulados e for dedicada a toda a obra boa. 11 Não admitas as
viúvas mais jovens, porque, quando são arrastadas por uma paixão que as afasta
de Cristo, querem voltar a casar-se, 12 incorrendo na condenação de terem rompido
o primeiro compromisso. 13 Além disso, estando na ociosidade, habituam-se a
andar de casa em casa e a ser, não só ociosas, mas também loquazes e
indiscretas, falando do que não convém. 14 Quero, pois, que as viúvas mais
jovens se casem, tenham filhos, governem a sua casa, para não darem ao
adversário nenhuma ocasião de maledicência. 15 Algumas, com efeito, já se
desviaram, seguindo a Satanás. 16 Se alguma mulher crente tem viúvas na
família, dê-lhes assistência e não se sobrecarregue a igreja, a fim de que esta
possa assistir as que são verdadeiramente viúvas.
Os
presbíteros –
17 Os
presbíteros que exercem bem a presidência sejam julgados dignos de dupla honra,
principalmente os que trabalham na pregação e no ensino. 18 Pois a Escritura
diz: Não açaimarás a boca do boi que debulha; e ainda: o operário é digno do
seu salário. 19 Não aceites denúncia contra um presbítero, se não for
confirmada por duas ou três testemunhas. 20 Aos que cometem faltas,
repreende-os na presença de todos, para que também os demais se encham de
temor. 21 Conjuro-te, diante de Deus e de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, que
observes estas regras com imparcialidade, nada fazendo por favoritismo. 22 Não
imponhas as mãos a ninguém precipitadamente, nem te tornes cúmplice de pecados
alheios. Conserva-te puro. 23 Não continues a beber só água, mas toma também um
pouco de vinho, por causa do estômago e das tuas frequentes indisposições. 24 Enquanto
os pecados de alguns são manifestos, mesmo antes de serem submetidos a juízo,
os de outros só aparecem depois.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
05/02/2020
Vivei uma particular Comunhão dos Santos
Comunhão dos Santos. – Como to hei-de dizer? – Sabes o que são as
transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos
para a alma. (Caminho, 544)
Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à
hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força
de não estar só. (Caminho,
545)
Aqui estamos, consummati in
unum, em unidade de petição e de intenções, dispostos a começar este tempo
de conversa com o Senhor com renovado desejo de sermos instrumentos eficazes
nas suas mãos. Diante de Jesus Sacramentado – como gosto de fazer um acto de fé
explícita na presença real do Senhor na Eucaristia! – fomentai nos vossos corações
o desejo de transmitir, pela vossa oração, um impulso fortíssimo que chegue a
todos os lugares da terra, até ao último recanto do planeta, onde houver alguém
gastando a sua existência ao serviço de Deus e das almas. Com efeito, graças à
inefável realidade da Comunhão dos Santos, somos solidários – cooperadores, diz
S. João – na tarefa de difundir a verdade e a paz do Senhor. (Amigos de Deus, 154)
THALITA KUM 92
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O aparato, ou
declarada intenção, de dar nas vistas, são ridículos e até condenáveis - as
múltiplas rezas e benzeduras, o orar a todos os santinhos de uma Igreja
percorrendo os diversos altares, o assistir e comungar em várias Missas por dia
-, são falsas manifestações de piedade que Deus não deseja.
O contrário: a
postura correcta numa Missa, ajoelhando-nos quando está indicado que o façamos,
uma genuflexão bem-feita diante do Sacrário, o recitar as orações comuns, são
atitudes que agradam a Deus porque demonstram os nossos sentimentos de
respeito, veneração e adoração que devemos ao Nosso Senhor e Criador e que,
também, atestam perante os outros, a nossa pública manifestação desses mesmos
sentimentos, servindo-lhes de exemplo a imitar.
Muitos têm a
tentação de ler com olhos estreitos os ensinamentos do Evangelho.
Para não
participarem em manifestações religiosas - Santa Missa, a recitação do Terço,
uma procissão etc. - dizem que Jesus disse que:
«Quando orares, entra no teu quarto, fecha a
porta pà chave e ora a teu Pai que está em lugar secreto». [1]
À primeira vista
até parece contraditório com a instrução antes dada sobre a luz que se deve pôr
onde ilumine todos.
De facto, não é.
Jesus não se
contradiz, antes pelo contrário, reforça a Sua doutrina.
Com efeito, devemos procurar
participar nas cerimónias e manifestações religiosas públicas, conduzidas pela
Igreja, porque a ela pertencemos e fazemos parte do Povo de Deus, mas, não
devemos ficar-nos por aqui.
É preciso, também, procurar aquela
conversa íntima com o Senhor, aquilo a que chamamos oração mental, que é aquela
oração que fazemos recolhidos, num contacto íntimo com Deus.
Recolhidos, entenda-se, não
necessariamente no nosso quarto - que apenas é uma expressão - mas no nosso
coração, no nosso íntimo.
«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça»,
diz-nos Jesus neste trecho do Evangelho que estamos a meditar, como de resto
no-lo repete por várias vezes.
O Senhor faz um
apelo muito sério à recta intenção que devemos ter em todos os nossos actos,
nomeadamente, naqueles que de alguma forma estão relacionados com Deus.
Seria um disparate,
e um gravíssimo erro, tentar enganar Deus ou, de qualquer maneira,
pressioná-lo, com práticas ou atitudes que não traduzam um são e correcto
sentimento interior.
Tirar o chapéu, ou benzer-se, quando
se passa em frente de uma Igreja, pode ser um acto de ofensa a Deus se for
feito apenas mecanicamente, ou, pior ainda, para que alguém veja como somos
respeitosos, porque revelará ou indiferença ou vaidade.
Pelo contrário,
quem passe em frente de uma Igreja sem se descobrir ou benzer, mas no seu
coração eleve um pensamento, uma saudação, ao Senhor ali presente na Sagrada
Eucaristia, terá, com certeza, agradado muito a Deus.
Porque, o
importante não é descobrir-se ou benzer-se,
embora possa ser muito meritório, se for feito correspondendo a um verdadeiro desejo
interior de saudar respeitosamente o Senhor ali presente, o importante é, sim,
a atitude interior que nos brota do coração.
É importante
preparar os nossos sentidos para participar na Santa Missa.
‘Vejo-me
tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me
está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade
do Rei e Senhor do Universo.
Eu,
António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na
expectativa do momento sublime em que Te receberei, meu Deus e Senhor.
O
meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado,
confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites
pela caridade que me fazes.
Aqui
me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não
sou digno, não sou digno, não sou digno!
Sei
porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o
direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.
(AMA, reflexões).
Subscrever:
Mensagens (Atom)





