Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
05/02/2020
Vivei uma particular Comunhão dos Santos
Comunhão dos Santos. – Como to hei-de dizer? – Sabes o que são as
transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos
para a alma. (Caminho, 544)
Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à
hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força
de não estar só. (Caminho,
545)
Aqui estamos, consummati in
unum, em unidade de petição e de intenções, dispostos a começar este tempo
de conversa com o Senhor com renovado desejo de sermos instrumentos eficazes
nas suas mãos. Diante de Jesus Sacramentado – como gosto de fazer um acto de fé
explícita na presença real do Senhor na Eucaristia! – fomentai nos vossos corações
o desejo de transmitir, pela vossa oração, um impulso fortíssimo que chegue a
todos os lugares da terra, até ao último recanto do planeta, onde houver alguém
gastando a sua existência ao serviço de Deus e das almas. Com efeito, graças à
inefável realidade da Comunhão dos Santos, somos solidários – cooperadores, diz
S. João – na tarefa de difundir a verdade e a paz do Senhor. (Amigos de Deus, 154)
THALITA KUM 92
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O aparato, ou
declarada intenção, de dar nas vistas, são ridículos e até condenáveis - as
múltiplas rezas e benzeduras, o orar a todos os santinhos de uma Igreja
percorrendo os diversos altares, o assistir e comungar em várias Missas por dia
-, são falsas manifestações de piedade que Deus não deseja.
O contrário: a
postura correcta numa Missa, ajoelhando-nos quando está indicado que o façamos,
uma genuflexão bem-feita diante do Sacrário, o recitar as orações comuns, são
atitudes que agradam a Deus porque demonstram os nossos sentimentos de
respeito, veneração e adoração que devemos ao Nosso Senhor e Criador e que,
também, atestam perante os outros, a nossa pública manifestação desses mesmos
sentimentos, servindo-lhes de exemplo a imitar.
Muitos têm a
tentação de ler com olhos estreitos os ensinamentos do Evangelho.
Para não
participarem em manifestações religiosas - Santa Missa, a recitação do Terço,
uma procissão etc. - dizem que Jesus disse que:
«Quando orares, entra no teu quarto, fecha a
porta pà chave e ora a teu Pai que está em lugar secreto». [1]
À primeira vista
até parece contraditório com a instrução antes dada sobre a luz que se deve pôr
onde ilumine todos.
De facto, não é.
Jesus não se
contradiz, antes pelo contrário, reforça a Sua doutrina.
Com efeito, devemos procurar
participar nas cerimónias e manifestações religiosas públicas, conduzidas pela
Igreja, porque a ela pertencemos e fazemos parte do Povo de Deus, mas, não
devemos ficar-nos por aqui.
É preciso, também, procurar aquela
conversa íntima com o Senhor, aquilo a que chamamos oração mental, que é aquela
oração que fazemos recolhidos, num contacto íntimo com Deus.
Recolhidos, entenda-se, não
necessariamente no nosso quarto - que apenas é uma expressão - mas no nosso
coração, no nosso íntimo.
«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça»,
diz-nos Jesus neste trecho do Evangelho que estamos a meditar, como de resto
no-lo repete por várias vezes.
O Senhor faz um
apelo muito sério à recta intenção que devemos ter em todos os nossos actos,
nomeadamente, naqueles que de alguma forma estão relacionados com Deus.
Seria um disparate,
e um gravíssimo erro, tentar enganar Deus ou, de qualquer maneira,
pressioná-lo, com práticas ou atitudes que não traduzam um são e correcto
sentimento interior.
Tirar o chapéu, ou benzer-se, quando
se passa em frente de uma Igreja, pode ser um acto de ofensa a Deus se for
feito apenas mecanicamente, ou, pior ainda, para que alguém veja como somos
respeitosos, porque revelará ou indiferença ou vaidade.
Pelo contrário,
quem passe em frente de uma Igreja sem se descobrir ou benzer, mas no seu
coração eleve um pensamento, uma saudação, ao Senhor ali presente na Sagrada
Eucaristia, terá, com certeza, agradado muito a Deus.
Porque, o
importante não é descobrir-se ou benzer-se,
embora possa ser muito meritório, se for feito correspondendo a um verdadeiro desejo
interior de saudar respeitosamente o Senhor ali presente, o importante é, sim,
a atitude interior que nos brota do coração.
É importante
preparar os nossos sentidos para participar na Santa Missa.
‘Vejo-me
tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me
está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade
do Rei e Senhor do Universo.
Eu,
António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na
expectativa do momento sublime em que Te receberei, meu Deus e Senhor.
O
meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado,
confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites
pela caridade que me fazes.
Aqui
me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não
sou digno, não sou digno, não sou digno!
Sei
porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o
direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 6, 1-6
1 E partiu dali. Foi para a sua terra,
e os discípulos seguiam-no. 2 Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe
vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes
milagres por suas mãos? 3 Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de
Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?»
E isto parecia-lhes escandaloso. 4 Jesus disse-lhes: «Um profeta só é
desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» 5 E não pôde
fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Estava
admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a
ensinar.
Comentário:
São Marcos diz expressamente que Jesus se admirava com
a incredulidade dos Seus conterrâneos, não obstante ter por certo que "um
profeta não tem crédito na sua terra".
As pessoas preconceituosas têm este costume reprovável: mais facilmente dão crédito a um estranho que a alguém conhecido!
Porquê?
Porque vêm nesse alguém incapaz de outra coisa que não seja a ideia que fazem dele: um carpinteiro, na sua opinião, só terá aptidões de carpinteiro...
(AMA, comentário sobre Mc 6,
1-6, 05.07.2015)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
1ª Carta a Timóteo
1Tm 4
Os
falsos mestres (1,3-11; 2 Tm 2,14-18; Tt 1,10-16) –
1
O Espírito diz abertamente que, nos últimos tempos, alguns hão-de apostatar da
fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas diabólicas, 2 seduzidos
pela hipocrisia de mentirosos, cuja consciência foi marcada com ferro em brasa.
3 Proibirão o casamento e o uso de alimentos, que Deus criou para serem
consumidos em acção de graças, pelos que têm fé e conhecem a verdade. 4 Pois
tudo o que Deus criou é bom e nada deve ser rejeitado, quando tomado com acção
de graças. 5 Com efeito, tudo é santificado pela palavra de Deus e pela oração.
Modelo
dos fiéis –
6 Expondo
estas coisas aos irmãos, serás um bom servo de Cristo Jesus, alimentado com as
palavras da fé e da boa doutrina que tão diligentemente tens seguido. 7 Mas
rejeita as fábulas ímpias, coisa de comadres. Exercita-te na piedade. 8 O
exercício físico de pouco serve, mas a piedade é útil para tudo, pois tem a
promessa da vida presente e da futura. 9 É digna de fé e de toda a aceitação esta
palavra. 10 Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança
no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos que crêem. 11 Eis
o que deves proclamar e ensinar. 12 Ninguém escarneça da tua juventude; antes,
sê modelo dos fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na castidade. 13 Enquanto
aguardas a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não
descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia,
com a imposição das mãos dos presbíteros. 15 Toma a peito estas coisas e
persevera nelas, a fim de que o teu progresso seja manifesto a todos. 16 Cuida
de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas, porque, agindo assim,
salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
04/02/2020
Tu és sal, alma de apóstolo
Tu
és sal, alma de apóstolo. - "Bonum
est sal" - o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" - mas se o
sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco;
deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. - Mas se te desvirtuas...
(Caminho, 921)
Os
católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de
Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com
Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o
fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã. (Forja,
969)
Em
momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!,
parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a
pensar que o teu trabalho apostólico é vão.- Não te preocupes! Continua a
trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco.
Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja,
978)
Filho:
todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é
também mais necessária. (Forja, 979)
Com
a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem
feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento
dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos,
os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... - Não podes ser um
embusteiro. (Forja, 980)
THALITA KUM 91
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Jesus não procura o rosto, mas o coração.
As lavagens e
abluções feitas com cuidado e rigor, não conseguem limpar o coração, ou tornar
a alma imaculada, mas, tão só, criar uma aparente ilusão de pureza, tal como,
as atitudes de reverência ou piedade, nada valem se o coração se mantém
distante e orgulhoso.
O nosso aspecto
exterior, o nosso comportamento social, é sem dúvida importante e devemos
tê-los muito em consideração, até porque, dependerá muito da forma como nos
apresentemos aos outros, limpos, arrumados com bons modos, etc., a influência
que poderemos exercer sobre eles, levando-os, por exemplo, a aceitar um convite
para uma actividade de carácter espiritual.
Aliás, são vários
os exemplos que Jesus nos dá, do Seu cuidado nas relações com os outros, na
maneira de vestir e de se apresentar; por exemplo: Jesus repara que Simão não
Lhe deu o beijo tradicional quando chegou a Sua casa; [1] ou o facto do
Mestre, que não tinha onde repousar a cabeça; [2] possuir uma túnica
que, por ser inconsútil, teria um valor apreciável o que levou os soldados
sortearem-na entre si [3] ou ainda, as
recomendações minuciosas que faz aos apóstolos, sobre o modo de saudar os donos
das casas que visitassem. [4]
Portanto, temos a
certeza que Jesus não desprezava as coisas do mundo, as aparências, ou seja,
aqueles actos exteriores que de alguma forma devem ser reflexo dos sentimentos
e disposições internas dos homens.
Assim, convém
termos as coisas muito claras e não nos deixarmos levar por escrúpulos ou
falsas premissas.
Os ensinamentos de
Jesus são iniludíveis a este respeito:
«Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a
põe em sítio oculto ou debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que vejam a
claridade aqueles que entram». [5]
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
São
João de Brito
Evangelho: Mc 6, 7-17
Naquele tempo, Jesus chamou os doze
Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos
impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão:
nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não
levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade,
se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés
como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e pregaram o
arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e
curaram-nos. Entretanto, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama
chegara a toda a parte e dizia-se: «João Baptista ressuscitou dos mortos; por
isso ele tem o poder de fazer milagres». Outros diziam: «É Elias». Outros
diziam ainda: «É um profeta como os antigos profetas». Mas Herodes, ao ouvir falar
de tudo isto, dizia: «João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou». De
facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de
Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por sua mulher.
Comentário:
Fica
aqui, neste texto de São Marcos, bem expressa a complexa – para dizer
brevemente – personalidade de Herodes.
A
morte por ele ordenada do Baptista não o deixou indiferente.
Ao
mesmo tempo parece acreditar na ressurreição dos mortos.
Toda
a sua parece destinada a cruzar-se com o Salvador – logo desde o Seu Nascimento
em Belém – numa espécie de mórbido temor pela sua pessoa e o seu estatuto de
rei da Judeia.
Já
o dissemos, é um personagem sinistro que ficará célebre até ao final dos
tempos, pelos piores e mais torpes actos.
(AMA,
comentário sobre Mc 6, 7-17, 22.10.2019)
Leitura espiritual
Novo Testamento
1ª Carta a Timóteo
1Tm 3
Qualidades
do bispo –
1
É digna de fé esta palavra: se alguém aspira ao episcopado, deseja um excelente
ofício. 2 Mas é necessário que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só
mulher, sóbrio, ponderado, de bons costumes, hospitaleiro, capaz de ensinar; 3 que
não seja dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico,
desinteressado; 4 que governe bem a própria casa, mantendo os filhos submissos,
com toda a dignidade. 5 Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como
cuidará ele da igreja de Deus? 6 Que não seja neófito, para que não se
ensoberbeça e caia na mesma condenação do diabo. 7 Mas é necessário também que
ele goze de boa reputação entre os de fora, para não cair no descrédito e nas
ciladas do diabo.
Qualidades
do diácono –
8
Do mesmo modo, os diáconos sejam pessoas dignas, sem duplicidade, não
inclinados ao excesso de vinho, nem ávidos de lucros desonestos. 9 Guardem o
mistério da fé numa consciência pura. 10 Sejam também eles, primeiro, postos à
prova e só depois, se forem irrepreensíveis, exerçam o diaconado. 11 Do mesmo
modo, as mulheres sejam dignas, não maldizentes, sóbrias, fiéis em tudo. 12 Os
diáconos sejam maridos de uma só mulher, capazes de dirigir bem os filhos e a
própria casa. 13 Pois aqueles que cumprirem bem o diaconado adquirem para si
uma posição honrosa e autoridade em questões de fé, em Cristo Jesus.
O
mistério da piedade –
14
Escrevo-te estas coisas, na esperança de ir ter contigo em breve. 15 Porém, eu
quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, esta Igreja do Deus vivo,
coluna e sustentáculo da verdade. 16 Grande é - todos o confessam - o mistério
da piedade: Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado no Espírito, apresentado
aos anjos, anunciado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória.
CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL
Quando propus a teoria da
relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para
que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e
preconceitos.
Peço ainda que aguarde todo
o tempo necessário -- anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o
suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para si.
Há uma força extremamente
poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É
uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer
fenómeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta
força universal é o AMOR.
Quando os cientistas estavam
procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e
poderosa de todas as forças.
O Amor é Luz, dado que
ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque
faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é potência, pois
multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não
se extinga em seu egoísmo
cego.
O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e
morremos.
O Amor é Deus e Deus é Amor.
Esta
força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado
por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no
universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.
Para dar visibilidade ao
amor, fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E
= mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtida através do
amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade
da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que
existe, porque não tem limites.
Após
o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que
se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se
queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida,
se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor
é a única e a resposta última.
Talvez ainda não estejamos
preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente
poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta.
No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso
gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.
Quando aprendermos a dar e
receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo
vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.
Lamento profundamente não
ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda
a minha vida tem batido silenciosamente por si. Talvez seja tarde demais para
pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que graças
a si, obtive a última resposta.
Seu pai,
Albert Einstein
03/02/2020
Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade
Esta
é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: "qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis
est, ipse intrabit in regnum coelorum" – quem faz a vontade de meu
Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)
Não
te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus
quer. (Caminho, 755)
Nós
somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima
vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas,
desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de
cinzel.
Não
queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de
qualquer modo, não poderemos evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente,
e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de
cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)
A
aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a
felicidade na Cruz. – Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso
é leve. (Caminho,
758)
Um
raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a
Vontade de Deus: "Dominus regit me,
et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me faltará.
Que é que pode inquietar
uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760)
(Cristo que passa, 95).
THALITA KUM 90
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Jesus não tem
qualquer hesitação em tocar, fisicamente, os que Dele se aproximam à procura de
remédio para os seus males.
Esta é uma das atitudes
de Jesus incompreensíveis para muitos judeus e, principalmente, para os chefes,
os fariseus, os escribas e os príncipes dos sacerdotes.
Algumas doenças,
como a lepra ou aquela que a mulher do Evangelho sofria, eram consideradas como
impuras.
A impureza, segundo
aqueles, concentrava-se na atitude, na aparência, no proceder.
Jesus diz que não é
assim.
A impureza está no
coração do homem, mora no seu íntimo.
O Senhor assinala
por várias vezes que é no coração do homem que se originam os sentimentos e as
intenções.
O trecho evangélico
[1] recolhe as
exortações do Mestre aos Seus discípulos, fazendo aquilo que nós poderíamos
chamar - pôr os pontos nos i’s.
Os judeus,
principalmente os seus chefes e mentores tinham por costume, que observavam com
rigorosíssima cautela, lavar repetidas vezes os copos e pratos antes de por
eles beber ou comer, bem assim como outras abluções das mãos, pés, etc.,
constituindo tudo, um ritual observado com minucioso rigor e não pouco aparato.
Aquilo que tinha
sido uma instrução de carácter meramente social - de higiene - dada por Moisés,
a um povo inculto e semi-bárbaro viajando pelo deserto, tinha-se tornado com o
tempo, uma obrigação, uma regra de observância obrigatória.
Aqueles homens, que
governavam o povo, escolhiam estas manifestações externas, algumas até
ridículas e sem sentido, como sinais indispensáveis da autêntica religião,
desejados e exigidos por Deus aos Seus súbditos, fazendo crer que, bastava a
sua observância, para se cumprir a Lei de Deus, o Decálogo.
Deus aparecia assim
como um ser exigente e distante, a quem era preciso satisfazer as vontades e
aplacar as iras, observando escrupulosamente certas regras de conduta e
comportamento social.
Jesus vem dizer que
não é exactamente isso o que Deus quer, nem sequer é verdade que essas práticas
tenham algo que ver com os Seus Mandamentos.
O Mestre insiste,
mais uma vez, que muito mais que as manifestações externas, Lhe interessa o que
o homem manifesta no seu íntimo, se o que apresenta no seu exterior, traduz de
facto o que guarda na sua alma.
(AMA, reflexões).
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