Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
26/01/2020
A raça dos filhos de Deus
Filhos de Deus. Portadores da única
chama capaz de iluminar os caminhos terrenos das almas, do único fulgor, no
qual nunca poderão dar-se escuridões, penumbras nem sombras. Nosso Senhor
serve-se de nós como archotes, para que essa luz ilumine... De nós depende que
muitos não permaneçam em trevas, mas que andem por sendas que levem até à vida
eterna. (Forja, 1)
Jesus
Christus, Deus Homo, Jesus Cristo,
Deus-Homem! Eis uma magnalia Dei, uma das maravilhas de Deus em que
temos de meditar e que temos de agradecer a este Senhor que veio trazer a paz
na terra aos homens de boa vontade, a todos os homens que querem unir a sua
vontade à Vontade boa de Deus. Não só aos ricos, nem só aos pobres! A todos os
homens, a todos os irmãos! Pois irmãos somos todos em Jesus; filhos de Deus,
irmãos de Cristo. Sua Mãe é nossa Mãe.
Na terra há apenas uma raça: a raça
dos filhos de Deus. Todos devemos falar a mesma língua: a que o nosso Pai que
está nos Céus nos ensina; a língua dos diálogos de Jesus com seu Pai; a língua
que se fala com o coração e com a cabeça; a que estais a usar agora na vossa
oração. É a língua das almas contemplativas, dos homens espirituais por se
terem dado conta da sua filiação divina; uma língua que se manifesta em mil
moções da vontade, em luzes vivas do entendimento, em afectos do coração, em
decisões de rectidão de vida, de bem-fazer, de alegria, de paz. (Cristo
que passa, 13)
THALITA KUM 82
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Voltemos à cena do
Evangelho para nos determos noutro pormenor:
A hemorroíssa dizia
para consigo:
«Si vel vestimenta eius tagitero, salava ero
- se tocar só que seja no seu vestido, ficarei curada». [1]
A pobre criatura
desenganada da medicina, repudiada pela sociedade, tratada como um pária, não
se atreve a mais que tocar, simplesmente, nos vestidos do Senhor.
A atitude da mulher
é compensada imediatamente por Jesus.
A fé, a confiança e
a contrição moveram o Seu coração amantíssimo:
«Filia, fides tua te salvam fecit, vade in
pace et este sana a plaga tua - Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica
curada do teu mal». [2]
Sim, contrição, porque a hemorroíssa
se lançou aos Seus pés e Lhe declarou toda a verdade.
Assim nós devemos
contar toda a verdade ao Senhor.
Ao pedir isto ou
aquilo, o nosso coração deve abrir-se de par em par, não guardando nada,
contando tudo quanto nos oprime, angustia ou envergonha.
Pormo-nos assim,
perante o Senhor, tal qual somos, com as nossas misérias, ambições, enfim, tudo
aquilo que temos dentro de nós e que não conseguimos curar completamente, não
obstante os esforços e empenho que tenhamos posto da nossa parte nesse intento.
A mulher sente-se
indigna de tocar Jesus, ou falar com Ele directamente, mas sabe, no seu
coração, que também isso não é necessário e que bastará tocar no Seu manto.
Também nós somos
indignos de tocar o Senhor, mas sabemos que bastará fazê-lo com o desejo do
nosso coração.
Naturalmente que
não o quereremos fazer a meias, com reservas, assim como que só com meio
coração...
Cristo não nos quer
aos bocados, quer-nos inteiros, completos.
Ele bem sabe os
nossos defeitos e virtudes, conhece-nos intimamente, por isso mesmo não
aceitará as nossas orações ou os nossos pedidos sob reserva.
Permitam-me até que
diga que não é lógico tentar ludibriar Jesus, não Lhe expondo toda a verdade
nos mais ínfimos pormenores que Ele já conhece.
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 10, 1-9
Naquele tempo, designou o Senhor
setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as
cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas
os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para
a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis
bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá
houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu
salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem,
comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:
‘Está perto de vós o reino de Deus’.
Comentário:
Mais
uma vez deixo-me arrastar pelo desejo de fazer alguma “contabilidade”.
Jesus
envia 36 grupos de dois discípulos a visitar cidades – povoações - de Israel
numa primeira missão evangelizadora.
Se
admitirmos que cada grupo visitou pelo menos 2 povoações teremos algo como 72!
Mas
se acaso visitaram mais que 2, então teremos de convir que poucas povoações
mais populosas de Israel ficaram sem o anúncio da chegada do Reino de Deus.
Assim,
estamos perante de algo extraordinário valor e alcance!
(AMA,
comentário sobre Lc 10, 1-9, 11.10.2019)
Leitura espiritual
2ª Carta de Pedro
2Pe 1
Saudação –
1 Simão Pedro, servo e
Apóstolo de Jesus Cristo, àqueles a quem coube em sorte, pela justiça do nosso
Deus e Salvador Jesus Cristo, uma fé tão preciosa como a nossa: 2 graça e paz
vos sejam concedidas em abundância por meio do conhecimento de Deus e de Jesus,
Senhor nosso.
I. EXORTAÇÃO À
PERSEVERANÇA NA FÉ (1,3-21)
Dons recebidos de Deus –
3 O divino poder, ao
dar-nos a conhecer aquele que nos chamou pela sua glória e pelo seu poder,
concedeu-nos todas as coisas que contribuem para a vida e a piedade. 4 Com
elas, teve a bondade de nos dar também os mais preciosos e sublimes bens
prometidos, a fim de que - por meio deles - vos torneis participantes da
natureza divina, depois de vos livrardes da corrupção que a concupiscência
gerou no mundo. 5 Por este motivo é que, da vossa parte, deveis pôr todo o
empenho em juntar à vossa fé a virtude; à virtude o conhecimento; 6 ao
conhecimento a temperança; à temperança a paciência; à paciência a piedade; 7 à
piedade o amor aos irmãos; e ao amor aos irmãos a caridade. 8 Se tiverdes estas
virtudes e elas forem crescendo em vós, não ficareis inactivos nem estéreis,
relativamente ao conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. 9 E quem não tiver
estas virtudes é um cego que mal pode ver e que deixou cair no esquecimento a
purificação dos seus pecados de outrora. 10 Por isso, meus irmãos, ponde o
maior empenho no fortalecimento da vossa vocação e eleição. Se assim
procederdes, jamais haveis de fracassar 11 e se vos há-de abrir de par em par a
entrada para o reino eterno de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Garantias do testemunho
apostólico –
12 Eis por que sempre
procurarei lembrar-vos estas coisas, por mais instruídos e firmes que estejais
na verdade que já conheceis. 13 É que tenho por meu dever - enquanto estiver
nesta tenda - manter-vos alerta com os meus avisos, 14 pois sei que em breve
terei de deixá-la, conforme Nosso Senhor Jesus Cristo mo deu a conhecer. 15 E
cuidarei de que, mesmo depois da minha partida, possais conservar sempre a
lembrança destas coisas. 16 De facto, demo-vos a conhecer o poder e a vinda de Nosso
Senhor Jesus Cristo, não por havermos ido atrás de fábulas engenhosas, mas por
termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17 Com efeito, Ele foi
honrado e glorificado por Deus Pai, quando a excelsa Glória lhe dirigiu esta
voz: Este é o meu Filho, o meu muito Amado, em quem Eu pus o meu encanto. 18 E
esta voz, vinda do Céu, nós mesmos a ouvimos quando estávamos com Ele na
montanha santa. 19 E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas, à qual
fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro,
até que o dia desponte e a estrela da manhã nasça nos vossos corações. 20 Mas,
antes de tudo, tende presente que ninguém pode interpretar por si mesmo uma
profecia da Escritura, 21 porque jamais uma profecia foi proferida pela vontade
de um homem; mas, sendo movidos pelo Espírito Santo é que certos homens falaram
da parte de Deus.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
25/01/2020
Que vos saibais perdoar
Com quanta insistência o Apóstolo S.
João pregava o "mandatum novum"!
"Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro –
grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que
vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir
a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da
oração e da amizade sincera. (Forja, 454)
Jesus Cristo, Nosso Senhor, encarnou e
tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as
virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, convida-nos Ele.
Mais tarde, quando explica aos
Apóstolos o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois
humildes. Ele é a pureza mais sublime, o Cordeiro imaculado. Nada podia manchar
a sua santidade perfeita, sem mácula. Mas também não diz: saberão que se
encontram diante de discípulos meus, porque sois castos e limpos.
Passou por este mundo com o mais
completo desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o
universo, faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça. No entanto,
não comenta: saberão que sois dos meus porque não vos apegastes às riquezas.
Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso, antes
de se dedicar à pregação do Evangelho. E também não afirma aos seus:
compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores.
A característica que distinguirá os
apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, já a ouvimos: nisto –
precisamente nisto – conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros. (Amigos de Deus, 224)
THALITA KUM 81
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Temos sempre de pôr
todos os meios na procura do que necessitamos.
O Senhor não espera
de nós nada que vá além das nossas forças e das nossas capacidades.
Mas espera que as
utilizemos, todas, com critério e sem desfalecimentos.
E temos de admitir,
reconhecer e estar preparados para que Deus não queira.
Nos Seus desígnios,
Ele sabe o que é melhor para nós.
Se,
por exemplo, uma doença grave, uma dificuldade aparentemente intransponível,
não serão um meio para a nossa salvação ou, até, para a salvação de outros.
Confiança no
Senhor, sem dúvida, mas uma confiança total, absoluta.
Uma confiança de
filhos que têm a certeza que o seu Pai jamais lhes concederá algo que não seja
para seu próprio bem.
Mas esta confiança, não substitui
nem anula a necessidade de nos empenharmos totalmente em conseguir o que Deus
quer que façamos, e que é, fazer render ao máximo as nossas capacidades.
Como diz S.
Josemaria:
«Além da Sua graça
abundante e eficaz, o Senhor deu-te a cabeça, as mãos, as faculdades
intelectuais, para que faças frutificar os teus talentos.
Deus quer realizar
milagres constantes - ressuscitar mortos, dar ouvido aos surdos, vista aos
cegos, possibilidades de andar aos coxos... -, através da tua actuação
profissional santificada, convertida em holocausto grato a Deus e útil às
almas». [2]
Porque é grave e
importante esta obrigação de pôr a render, tirar proveito, não só das
qualidades, ou dons que recebemos de Deus, mas também aproveitar e usar bem as
oportunidades que Ele nos vai proporcionando ao longo da nossa vida.
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Conversão
de São Paulo
Evangelho: Mc 16, 15-18
Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze
e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será
condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios
em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno,
não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão
curados».
Comentário:
Acreditar em Jesus Cristo
tem sempre um prémio e quem for baptizado terá um prémio ainda maior.
Ao contrário de nós,
humanos, que tentamos muitas vezes Deus com as chamadas “promessas” - se me
fizeres isto eu faço aquilo – Jesus é muito claro e objectivo:
Os simples factos de
acreditar e ser baptizado traz consigo benefícios incalculáveis e para sempre.
Sobretudo, naqueles
primeiros tempos, os privilégios prometidos seriam de extraordinário valor para
a missão que esperava os convertidos ao Reino de Deus.
(ama, comentário sobre Mc 16, 15-18, 2016.11.04)
Leitura espiritual
2ª Carta de Pedro
O autor desta Carta
apresenta-se como «Simão Pedro, servo e Apóstolo de Jesus Cristo» (1,1) e
testemunha da Transfiguração de Jesus na montanha (1,16). Não obstante, é o
escrito do NT com menos garantias de autenticidade, apesar de Orígenes e São
Jerónimo o considerarem autêntico, assim como vários críticos actuais. Mas as
dificuldades são de peso. Concretamente: das 700 palavras da 2 Pe apenas umas
100 são comuns à 1 Pe; são raras as citações do AT, ao contrário da 1 Pe; as
Cartas paulinas já são consideradas como Escritura (3,15-16), o que pressupõe
uma época tardia.
Por outro lado, não há
inconveniente em pensar que um discípulo anónimo de Pedro, sob a inspiração do
Espírito Santo, quisesse transmitir uns ensinamentos em sintonia com os do
Apóstolo; ao utilizar o seu nome e a sua autoridade, não fazia mais do que
valer-se de um recurso frequente naquela época, a pseudonímia, com a consciência
de que as ideias desenvolvidas não eram pessoais, saídas da própria cabeça, mas
as do Apóstolo Pedro. Assim, o hipotético redactor da Carta não pretenderia
substituir Pedro, mas fazer justiça à autenticidade da mensagem.
DATA E LOCAL
Pressupondo a pseudonímia,
a Carta poderia ter sido escrita entre os anos 80-90, mas não já em pleno séc.
II, como foi proposto por alguns. O local da redacção é desconhecido; poderia
ser Roma.
DESTINATÁRIOS
Os destinatários não são
expressamente referidos; mas são cristãos que conhecem os escritos paulinos
(ver 3,13). Pela referência de 3,1 bem poderiam ser os da 1.ª Carta; a não ser
que esta alusão não passe de um estratagema para reforçar a possível
pseudonímia. Seja como for, a Carta tem um carácter universal.
O seu objectivo é
denunciar graves erros que ameaçavam a fé e os bons costumes, sobretudo a
negação da segunda vinda do Senhor (3,3-4).
DIVISÃO E CONTEÚDO
Podemos estruturar 2 Pe do
seguinte modo:
Saudação: 1,1-2;
I. Exortação à perseverança
na fé: 1,3-21;
II. Denúncia dos falsos
mestres: 2,1-22;
III. A segunda vinda do
Senhor: 3,1-16;
Conclusão: 3,17-18.
Os temas fundamentais
desta Carta são: a segunda vinda do Senhor (1,16), definida como misericordiosa
(3,4.8-10.15), mas que vai trazer uma mudança radical no cosmos; a lembrança da
Transfiguração (1,16-19); a inspiração das Escrituras (1,20-21; 3,14-16); a
importância do «conhecimento» religioso (1,2-8; 2,20; 3,1).
Tudo indica que esta Carta
é o desenvolvimento da Carta de Judas, sobretudo em 2,1-18; 3,1-13, onde
recolhe a temática de Jd 4-19. Por isso mesmo, seria mais tardia que esta. Nas
duas se combatem os falsos mestres.
Doutrina – 520
Compêndio
SEGUNDA SECÇÃO
OS SETE SACRAMENTOS DA
IGREJA
CAPÍTULO SEGUNDO
OS SACRAMENTOS DA CURA
303. Quais são os actos do
penitente?
São:
um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é
perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre
outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que
consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou
seja, o cumprimento de certos actos de penitência, que o confessor impõe ao
penitente para reparar o dano causado pelo pecado.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
24/01/2020
Mensagem especial de AMA
Saí
do Porto pelas 03.00 e cheguei pelas 11.00. (Fiquei cansado mas muito feliz.
Na
"Capelinha" pedi à Senhora que olhasse e protegesse todos os
leitores, visitantes, amigos e simpatizantes de NUNC COEPI porque são eles que
são os “portadores” das mensagens - da Palavra de Deus - que NUNC COEPI ajuda a
espalhar pelo mundo.
Por
mim, é quanto posso – e devo – fazer com a confiança inabalável que lhe peço
(como São Paulo VI e ma 1967:
MONSTRA TE ESSE MATREM
AMA,
24.01.2020
Nunca amarás bastante
Por muito que ames, nunca amarás
bastante. O coração humano tem um coeficiente de dilatação enorme. Quando ama,
dilata-se num crescendo de carinho que supera todas as barreiras. Se amas o Senhor,
não haverá criatura que não encontre lugar no teu coração. (Via
Sacra, 8ª Estação, n. 5)
Vede agora o mestre reunido com os
seus discípulos na intimidade do Cenáculo. Ao aproximar-se o momento da sua
Paixão, o Coração de Cristo, rodeado por aqueles que ama, abre-se em inefáveis
labaredas: dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros e que, do
mesmo modo que eu vos amei, vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos
que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. (Ioh XIII,
34–35.) (...).
Senhor, porque chamas novo a este
mandamento? Como acabamos de ouvir, o amor ao próximo estava prescrito no
Antigo Testamento e recordareis também que Jesus, mal começa a sua vida
pública, amplia essa exigência com divina generosidade: ouvistes que foi dito:
amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu peço-vos mais: amai os
vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem
e caluniam.
Senhor, deixa-nos insistir: porque
continuas a chamar novo a este preceito? Naquela noite, poucas horas antes de
te imolares na Cruz, durante aquela conversa íntima com os que - apesar das
suas fraquezas e misérias pessoais, como as nossas - te acompanharam até Jerusalém.
Tu revelaste-nos a medida insuspeitada da caridade: como eu vos amei. Como não
haviam de te entender os Apóstolos, se tinham sido testemunhas do teu amor
insondável!
Se professamos essa mesma fé, se
ambicionamos verdadeiramente seguir as pegadas, tão nítidas, que os passos de
Cristo deixaram na terra, não podemos conformar-nos com evitar aos outros os
males que não desejamos para nós mesmos. Isto é muito, mas é muito pouco,
quando compreendemos que a medida do nosso amor é definida pelo comportamento
de Jesus. Além disso, Ele não nos propõe essa norma de conduta como uma meta
longínqua, como o coroamento de toda uma vida de luta. É – e insisto que deve
sê-lo para que o traduzas em propósitos concretos – o ponto de partida, porque
Nosso Senhor o indica como sinal prévio: nisto conhecerão que sois meus
discípulos. (Amigos de Deus, nn. 222-223)
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