Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
13/01/2020
Apoiar-vos-eis uns aos outros
Se souberes querer aos outros e
difundir, entre todos, esse carinho – caridade de Cristo, fina, delicada –,
apoiar-vos-eis uns aos outros, e o que for a cair sentir-se-á amparado – e
urgido – com essa fortaleza fraterna, para ser fiel a Deus. (Forja,
148)
Chega a plenitude dos tempos e, para
cumprir essa missão, não aparece um génio filosófico, como Sócrates ou Platão;
não se instala na terra um conquistador poderoso, como Alexandre Magno. Nasce
um Menino em Belém. É o Redentor do mundo; mas, antes de começar a falar,
demonstra o seu amor com obras. Não é portador de nenhuma fórmula mágica,
porque sabe que a salvação que nos traz há-de passar pelo coração do homem. As
suas primeiras acções são risos e choros de criança, o sono inerme de um Deus
humanado; para que fiquemos tomados de amor, para que saibamos acolhê-Lo nos
nossos braços.
Uma vez mais consciencializamos que
isto é que é o Cristianismo. Se o cristão não ama com obras, fracassa como
cristão, o que significa fracassar também como pessoa. Não podes pensar nos
outros homens como se fossem números, ou degraus para tu subires; como se
fossem massa, para ser exaltada ou humilhada, adulada ou desprezada, conforme
os casos. Tens de pensar nos outros – antes de mais, nos que estão ao teu lado
– vendo neles o que na verdade são: filhos de Deus, com toda a dignidade que
esse título maravilhoso lhes confere.
Com os filhos de Deus, temos de
comportar-nos como filhos de Deus: o nosso amor há-de ser abnegado, diário,
tecido de mil e um pormenores de compreensão, de sacrifício calado, de entrega
silenciosa. Este é o bonus odor Christi
que arrancava uma exclamação aos que conviviam com os primeiros cristãos: Vede
como se amam! (Cristo que passa, 36)
THALITA KUM 69
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Tal como nós,
muitas vezes, em ocasiões tão diversas como, numa doença que faz sofrer, numa
provação dura de aguentar, enfim... aquilo a que chamamos tragédias; ficamos
também a pensar connosco mesmos:
‘E Deus? Onde está?
Porque permite isto?’
Tal como a caminho
de Emaús, podemos dar-nos conta que, a nosso lado, segue alguém que espera uma
oportunidade para se "meter" connosco, para se introduzir na nossa
vida, ajudando-nos a avaliar a dificuldade que enfrentamos, explicando-nos as
razões e os motivos de tudo quanto nos acontece.
Umas vezes,
entendemos perfeitamente o que nos quer dizer, outras, talvez muitas,
infelizmente, nem sequer O ouvimos.
Ele é o Cristo que
passa... que passa na vida de cada homem, várias vezes e de tão variadas
formas.
Está ansioso por
ser ouvido por nós, deseja que O convidemos a entrar na nossa alma.
Também nós devemos
dizer-Lhe com frequência:
«Senhor cai o dia, não tarda a noite, fica
connosco!»
Sim, muitas vezes
cai o dia da nossa esperança, o dia da nossa fé; sentimo-nos desconsolados:
Aquilo que esperávamos
com tanta confiança, não aconteceu; aquele amigo que estimávamos,
desprezou-nos; o ente querido que tanta falta nos faz, está morrendo; esta
dificuldade, que se avoluma cada dia que passa, cujo peso está ficando
impossível suportar.
Outras
vezes sentimos que é a noite que não tarda, a noite da nossa confusão, do nosso
desânimo, da nossa frustração.
Parece
que tudo se desmorona à nossa volta, que os outros é que têm razão, que o mal
triunfa e o pecado compensa, que da prática do bem e do esforço por ser
melhores só nos advêm problemas, angústias e dificuldades.
E
então, temos de dizer-lhe:
Fica
connosco Senhor, as Tuas palavras tão cheias de sabedoria abrem novos
horizontes à nossa frente, vemos as coisas com outra luz, a Tua presença
conforta-nos e fortalece-nos e ajuda-nos a vencer o medo.
Depois, tal como no
Evangelho, os nossos olhos hão-de abrir-se e reconheceremos Jesus, junto de
nós, onde sempre esteve.
Sossegados então,
com a alma em paz, com as certezas todas claríssimas no nosso espírito, sabendo
muito bem que o que acreditamos é verdadeiro, é belo e nos salva, prontamente,
como aqueles dois de Emaús, voltamos à estrada ao encontro dos outros para lhes
dar notícias importantes e que não podem esperar:
Que O Senhor
ressuscitou, pelo Seu próprio poder, porque é Deus Todo-Poderoso; que, não
obstante ter ido para os Céus, ficará connosco, para sempre, até ao final dos
tempos.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Santo
Hilário – Doutor da Igreja
Evangelho: Mc 1, 14-20
14 Depois de João ter sido preso,
Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, 15 dizendo:
«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e
acreditai no Evangelho.» 16 Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e
André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 17 E
disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.» 18 Deixando
logo as redes, seguiram-no. 19 Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e
João, seu irmão, que estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou.
20 E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com
Ele.
Comentário:
Quatro irmãos são os primeiros que O Senhor escolhe
para O seguirem.
Como que a anunciar que pretende formar uma família
espiritual à Sua volta com o objectivo de congregar todos os homens numa única
família a família dos Filhos de Deus.
São homens simples disponíveis e leais habituados a
trabalhar em conjunto levando a carga uns dos outros sempre que necessário.
A sua profissão de pescadores ensinou-lhes a
necessidade da persistência e da perseverança a não desanimar perante ausência
de resultados imediatos a fazerem o mesmo quantas vezes forem necessárias até
conseguirem a pesca abundante que compensará todos os esforços.
(AMA, comentário sobre Mc 1, 14-20, 14.01.2019)
Leitura espiritual
Carta de Tiago
A Carta de Tiago foi
raramente comentada ao longo dos séculos, talvez pelo seu carácter de exortação
moral e pelo seu sabor judaico: só duas vezes cita o nome de Jesus (1,1; 2,1) e
propõe como modelos apenas figuras do Antigo Testamento: Abraão, Job, Raab,
Elias. Mas nos nossos dias veio a merecer um interesse especial dos estudiosos,
pois apresenta uma exposição viva e espontânea da mensagem no ambiente das
primitivas comunidades cristãs de origem judaica e revela uma série de contrastes
que despertam a atenção.
Só se percebe que é uma
Carta pelo primeiro versículo, pois tem todo o aspecto de uma homilia. Mostra
uma grande afinidade com os livros do AT, mormente os Sapienciais (Pr, Sb e
Sir) e Proféticos (Is, Jr e Ml), e com os escritos judaicos (Pirqê Abot,
Testamento dos 12 Patriarcas, etc.); mas está impregnada do espírito cristão.
Nela, podem contar-se 29 dependências do Sermão da Montanha (Mt 5-7), duas
alusões ao Baptismo (1,21; 2,7) e à lei da liberdade (1,25; 2,12), um desenvolvimento
da relação entre a fé e as obras, problema candente no cristianismo (2,14-26),
a única referência expressa do Novo Testamento à Unção dos Enfermos (5,14-15) e
a insistência na perfeição (1,4.17.25; 2,22; 3,2), como em Mateus.
ESTILO E LINGUAGEM
O texto contém muitos
hebraísmos: construções hebraicas (1,22; 2,12; 4,11), paralelismo, parataxe,
genitivo de qualidade (1,25; 5,15). O autor exprime-se num grego de alto nível,
apenas comparável ao de Hebreus; de facto, tem um vocabulário rico (63 palavras
não aparecem no resto do NT, 45 encontram-se nos Setenta e 4 estão ausentes do
grego helenístico) e utiliza os recursos retóricos da diatribe cínico-estóica,
pequenos diálogos com um interlocutor imaginário (2,14-26), perguntas retóricas
(2,4.5b.14.16; 3,11-12; 4,4-5) e interpelações incisivas (1,16.19; 4,13; 5,1),
imperativos (mais de 60), paradoxos e contrastes (1,26; 2,13.26; 3,15; 4,12),
bem como frequentes exemplos e comparações. Tudo isto dá à Carta uma grande
vivacidade e faz pensar em escritores como Epicteto ou Séneca.
AUTOR
A teoria de esta Carta ser
um escrito judaico retocado por cristãos é destituída de base sólida; toda a
Carta tem um cunho cristão. A Tradição da Igreja é unânime em atribuí-la a um
Apóstolo do Senhor, de nome Tiago; e, se a perfeição do grego utilizado não
condiz com um Tiago palestino, isto poderia dever-se à redacção cuidada de um secretário
judeo-cristão muito culto ligado àquele Apóstolo.
A hipótese de um escrito
posterior pseudo-epigráfico também não oferece probabilidade, pois um estranho
que se quisesse servir de um nome notável não deixaria de apelar para os
títulos tão importantes de “Apóstolo” ou “Irmão do Senhor”, coisa que o autor
não faz, limitando-se a apresentar-se modestamente como «servo de Deus e do Senhor
Jesus Cristo» (1,1).
Mas o autor também não
deve ser Tiago Maior, o Apóstolo irmão de João, pois foi martirizado muito cedo
(em 42 ou 44). E alguns pensam que tão-pouco é o outro Apóstolo do mesmo nome,
o filho de Alfeu (ver Mc 3,18 par.), mas um terceiro Tiago, «o irmão do Senhor»,
homem de grande prestígio, ligado aos Apóstolos e chefe da comunidade de
Jerusalém (Act 12,17; 15,13-21; 21,18-25; Gl 1,19; 2,9.12), o qual, após a
Ressurreição, passou a crer em Jesus. A identificação habitual destes dois
Tiagos (o Menor, «filho de Alfeu» e «o Irmão do Senhor») só se teria dado no
correr dos séculos, a partir do que se diz em Gl 1,19: «Não vi nenhum outro
Apóstolo, excepto Tiago, irmão do Senhor.» Trata-se de uma questão discutida,
pois este texto de Gálatas pode entender-se de outra maneira, traduzindo, em
vez de «excepto Tiago»: «mas somente Tiago».
DESTINATÁRIOS
Os destinatários desta
Carta são «as doze tribos da Dispersão» (1,1), mas não seriam nem os judeus da
emigração fora da Palestina (a Diáspora em sentido próprio; há quem pense mesmo
em judeus helenizados de tendência essénia), nem os cristãos em geral,
dispersos pelo mundo (a “Diáspora” em sentido figurado). Seriam os
judeo-cristãos da Diáspora, embora sem excluir outros cristãos em contacto com
Tiago.
DATA
A maioria dos estudiosos
adopta uma das posições seguintes: trata-se do primeiro escrito cristão, dos
fins da década de 40, pois tem um aspecto muito primitivo, como se vê ao chamar
à comunidade cristã «sinagoga» (aqui traduzido por «assembleia»: 2,2) e parece
ignorar a crise judaizante e a conversão dos pagãos. Outros pensam que foi
escrita por volta do ano 60, pouco antes da morte de Tiago, irmão do Senhor,
que se deu pelo ano 62, pois pensam que Tg 2,14-26 pressupõe as Cartas de Paulo
aos Romanos e Gálatas, que alguns deturpavam para justificarem uma vida fácil.
Não parece ter base
suficientemente sólida classificá-la como um escrito tardio: a ausência de
elementos do primeiro anúncio (kerigma) não serve para estabelecer a data, mas
a natureza do documento; e as semelhanças com Mateus não exigem uma redacção
posterior.
CONTEÚDO TEOLÓGICO
Como escrito tipicamente
didáctico e moral, a Carta não obedece a um plano doutrinal previamente
elaborado. Os temas sucedem-se ao correr da pena, sempre com a preocupação
dominante de apelar a que os fiéis vivam o espírito cristão em todas as
circunstâncias de um modo coerente com a fé, em perfeita unidade de vida: o
comportamento dos cristãos tem de ser um reflexo da sua fé. Sublinhamos os
temas das principais exortações:
A atitude cristã perante
as provações: 1,2-18;
Pôr em prática a Palavra:
1,19-27;
Caridade para com todos:
2,1-13;
Fé com obras: 2,14-26;
Domínio da língua: 3,1-12;
Verdadeira sabedoria:
3,13-18;
Origem das discórdias:
4,1-12;
Evitar a presunção:
4,13-17;
Advertências aos ricos:
5,1-6;
Exortações finais: 5,7-20.
Como foi dito, esta Carta
é o único escrito do NT a referir expressamente o Sacramento da Unção dos
Doentes (5,13-15), que não aparece como um piedoso costume, mas como um dos
Sacramentos instituídos por Cristo. De facto, a unção é feita apenas pelos
presbíteros da Igreja, em nome do Senhor e obtém efeitos sobrenaturais, como o
perdão dos pecados.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
12/01/2020
A tarefa dos pais de família é importantíssima
Admira a bondade do nosso Pai Deus:
não te enche de alegria a certeza de que o teu lar, a tua família, o teu país,
que amas com loucura, são matéria de santidade? (Forja, 689)
Comove-me que o Apóstolo qualifique o
matrimónio cristão como "sacramentum
magnum", sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos
pais de família é importantíssimo.
– Participais do poder criador de Deus
e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual
Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.
Cada filho que Deus vos concede é uma
grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos! (Forja,
691)
Nas minhas conversas com tantos
casais, insisto em que, enquanto eles viverem e os filhos também viverem, devem
ajudá-los a ser santos, sabendo que na terra ninguém será santo. Não faremos
mais que lutar, lutar e lutar.
E acrescento: – Vós, mães e pais
cristãos, sois um grande motor espiritual, que manda aos vossos filhos
fortaleza de Deus para essa luta, para vencer, para que sejam santos. Não os
defraudeis! (Forja, 692)
Não tenhas medo de querer bem às
almas, por Ele; e não te importes de amar ainda mais aos teus, sempre que,
querendo-lhes muito, o ames a Ele milhões de vezes mais. (Sulco,
693)
Pela tua intimidade com Cristo, estás
obrigado a dar fruto: Fruto que sacie a fome das almas, quando se aproximarem
de ti, no trabalho, no convívio, no ambiente familiar... (Forja,
981)
THALITA KUM 68
(Cfr. Lc 8, 49-56)
«Andai enquanto tendes luz para que
as trevas não vos dominem. Quem anda nas trevas não sabe para onde vai.» [1]
Aos poucos, como os dois de Emaús, vamos ouvindo o que
nos diz e compreendendo melhor o nosso papel na vida, na sociedade.
A caminho de Emaús, (…) aqueles discípulos estão
tristes. Mais que tristes: estão desanimados e desiludidos. Tinham andado,
talvez longo tempo, com o Mestre, escutado os Seus discursos, presenciado os
Seus milagres.
Ainda
há três dias, quando da entrada triunfal em Jerusalém, tinham gritado a plenos
pulmões: Hossana Filho de David!... e
agora... agora…, era a dura realidade:
O
Senhor morto e sepultado, os Apóstolos escondidos, toda a gente desorientada
sem saber o que fazer.
E
era isto que diziam um ao outro, queixando-se, lamentando talvez, tanto tempo e
tantas ilusões perdidas. Na sua confusão, nem sabiam bem o que pensar:
Teriam
sido enganados por um visionário que morrera vítima do seu próprio sonho?
Como
é que Jesus, que tinha poderes tão extraordinários que Lhe permitiam
ressuscitar mortos, curar enfermos, dar vista aos cegos e, ainda, com uns
poucos de pães e alguns peixes, saciar a fome a milhares de pessoas, ficara
assim, de repente, inerme, nas mãos dos Seus inimigos? (…)
Tudo
isto, em turbilhão, calculamos bem, nas suas cabeças e também nos seus
corações.
Estavam
confusos, tristes, desiludidos.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Baptismo
do Senhor
Evangelho: Mt 3, 13-17
13 Então, veio Jesus da Galileia ao
Jordão ter com João, para ser baptizado por ele. 14 João opunha-se, dizendo:
«Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?» 15 Jesus,
porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça.»
João, então, concordou. 16 Uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que se
rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre
Ele. 17 E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual
pus todo o meu agrado.»
Comentário:
O baptismo de Cristo é, de facto, um
acontecimento extraordinário.
O próprio senhor da vida e da morte quer receber o sacramento que inicia a vida cristã.
Seria necessário?
Talvez não, já que em qualquer altura
o Senhor poderia institui–lo, mas temos de pensar, até usando a pura lógica, se
Jesus vai iniciar a Sua vida pública parece natural que queira receber o mesmo
benefício que o homem Seu irmão recebe ao iniciar a sua vida de união com Deus.
Parece que assim o Senhor fica mais unido a todos os que O seguem no caminho do Reino de Deus.
(ama,
comentário sobre Mt 3, 13-17, 2014.01.12)
Leitura espiritual
Há um grupo de sete
escritos do Novo Testamento que tem este título muito antigo: Cartas Católicas.
A partir do séc. IV, esta designação genérica foi reservada para as sete Cartas
canónicas: Tiago, 1.ª e 2.ª de Pedro, 1.ª, 2.ª e 3.ª de João e Judas.
“Católico” significa
universal, e tal deve ser a origem do nome destas Cartas: eram dirigidas a toda
a Igreja, e não a comunidades ou pessoas concretas (excepto 2 e 3 Jo, anexas a
1 Jo). Mas nem todas estas Cartas foram, desde os primeiros tempos,
universalmente reconhecidas como escritos inspirados; por isso, o historiador
Eusébio colocou as Cartas de Tiago, 2.ª de Pedro, 2.ª e 3.ª de João e Judas (assim
como o Apocalipse) entre os “livros discutidos, embora admitidos pela maioria”,
aos quais chamamos Deuterocanónicos.
O acordo universal só se
deu no Ocidente pelos fins do séc. IV e no Oriente nos séc. VI-VII. Nem os
autores, nem os destinatários, nem os temas tratados ou a sua forma literária
justificam que estas Cartas formem um conjunto. Agruparam-se pelo simples facto
de não serem escritos paulinos. Mas não têm um destinatário concreto, como acontece
com as Cartas de Paulo.
Nos manuscritos antigos do
Oriente apareciam depois de Actos e antes das Cartas de Paulo, pela ordem em
que hoje as temos, o que deixa ver o grande valor em que já eram tidas; nos
códices, liam-se no lugar que agora ocupam no conjunto dos livros do Novo Testamento,
depois da Carta aos Hebreus e antes do Apocalipse de João.
CONTEÚDO
O que estas Cartas têm de
comum é a temática:
1. Cuidados a ter com os
falsos mestres: 2 Pe 2,1-3.10-22; 2 Pe 3,3-4.16-17; 1 Jo 2,18-23.26; 1 Jo
4,1-6; 2 Jo 7-11; Jd 4-19.
2. Necessidade de guardar
a integridade da fé: Tg 2,14-26; Tg 3,13; Tg 4,3-12; Tg 5,7-11; 1 Pe
2,11-12.13-17; 1 Pe 4,1-4; 2 Pe 3,1-7.14-18; 1 Jo 2,18-29; 1 Jo 4,1-6; 2 Jo
7-11.
3. Exortação à fidelidade
na perseguição: Tg 1,2-4.12; Tg 4,7; 1 Pe 1,6-7; 1 Pe 2,11-17; 1 Pe 3,13-17; 1
Pe 4,12-19; 1 Pe 5,6-10; 1 Jo 2,24-28.
4. Proximidade do fim dos
tempos: Tg 5,3.7-9; 1 Pe 1,5; 1 Pe 4,7; 2 Pe 3,3-4.8-10; 1 Jo 2,18-19; Jd 18.
Tal temática denuncia uma
época relativamente tardia, em que esses problemas eram os mais prementes,
devido ao aparecimento das primeiras heresias cristológicas e a algumas
perseguições. Mas estas podem ter vindo do poder político exterior ou do
interior da própria comunidade – ou seja, dos falsos mestres.
Cartas Católicas
Carta de Tiago
1ª Carta de Pedro
2ª Carta de Pedro
1ª Carta de João
2ª Carta de João
3ª Carta de João
Carta de Judas
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
11/01/2020
Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...
Humildade
de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário... Porém, mais humilhação e mais
aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e
que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A
"nossa" Missa, Jesus...) (Caminho, 533)
Meus
filhos, pasmai agradecidos ante este mistério e aprendei: todo o poder, toda a
formosura, toda a majestade, toda a harmonia infinita de Deus, com as suas
grandes e incomensuráveis riquezas – todo um Deus – ficou escondido na
Humanidade de Cristo para nos servir. O Omnipotente apresenta-se decidido a
ocultar por algum tempo a sua glória, para facilitar o encontro redentor com as
suas criaturas.
Escreve
o evangelista S. João: ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito que está no
seio do Pai é que o deu a conhecer, comparecendo ante o olhar atónito dos
homens: primeiro, como um recém-nascido, em Belém; depois, como um menino igual
aos outros; mais tarde, no Templo, como um adolescente, inteligente e vivo; e,
por fim, com aquela figura amável e atraente do Mestre que movia os corações
das multidões que o acompanhavam entusiasmadas. (Amigos de Deus,
111)
THALITA KUM 67
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O
que eu quero e o que eu necessito.
Nem
sempre coincidem estas duas: O que eu quero e o que necessito.
A
dificuldade reside, quase sempre, na moderação e no critério, ou seja, a
moderação da vontade de ter e a avaliação do que realmente me faz falta.
Aparentemente
o que não tenho provoca uma vontade, um desejo de possuir e se não me detenho a
pensar se isso me é absolutamente necessário, indispensável para um fim que me
proponho, caio com facilidade num mero desejo de posse sem um motivo sério,
concreto, razoável.
Neste
caso, não parece muito apropriado endereçar a Deus esse desejo, essa vontade de
ter.
Sintética,
mas plenamente o Pai-Nosso resolve a questão: peço como o Senhor ensinou aquilo
que preciso.
Mas,
sendo assim, considerarei que o “resto” é supérfluo, desnecessário, não deve
englobar o pedido?
Não
me parece que seja exactamente assim porque o que agora parece a “a mais” pode
noutra circunstância não o ser e embora deva viver o dia-a-dia preparando o
futuro não cabe este tipo de “previsões” quando se tem confiança absoluta que
Deus é hoje e sempre um Pai atento às reais necessidades dos Seus filhos.[1]
Estar na escuridão é um prenúncio de morte:
«O povo que jazia nas trevas viu uma
grande luz, e a luz amanheceu aos que jaziam na zona caliginosa da morte.» [2]
Morte, dizia, que equivale a condenação, porque quem está na escuridão
exclui-se a si mesmo da possibilidade de salvação, que é o fim que
verdadeiramente se deve procurar.
«É esta a causa da condenação: veio a
Luz ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a Luz, pois eram más as
suas obras.» [3]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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