07/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi



Fez-se Homem para nos redimir


Pasma ante a magnanimidade de Deus: fez-se Homem para nos redimir, para que tu e eu – que não valemos nada, reconhece-o! – o tratemos com confiança. (Forja, 30)

Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis Dominus – Hoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor! Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, deixando que a sua luz e a sua graça entrem até ao fundo da nossa alma.

Detemo-nos diante do Menino, de Maria e de José; estamos contemplando o Filho de Deus revestido da nossa carne... Vem-me à lembrança a viagem que fiz a Loreto, em 15 de Agosto de 1951, para visitar a Santa Casa por motivo muito íntimo. Celebrei lá a Santa Missa. Queria dizê-la com recolhimento mas não tinha contado com o fervor da multidão. Não tinha calculado que nesse grande dia de festa muitas pessoas dos arredores viriam a Loreto – com a bendita fé dessa terra e com o amor que têm à Madona. E a sua piedade, considerando as coisas – como diria? – só do ponto de vista das leis rituais da Igreja, levava-as a manifestações não muito correctas.

E assim, enquanto eu beijava o altar, nos momentos prescritos pelas rubricas da Missa, três ou quatro camponeses beijavam-no ao mesmo tempo. Distraía-me mas estava emocionado. E também me atraía a atenção a lembrança de que naquela Santa Casa – que a tradição assegura ser o lugar onde viveram Jesus, Maria e José – na mesa do altar tinham gravado estas palavras: Hic Verbum caro factum est. Aqui, numa casa construída pelas mãos dos homens, num pedaço de terra em que vivemos, habitou Deus! (Cristo que passa, 12)

THALITA KUM 63


THALITA KUM 63 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


O olhar de Jesus!

Um olhar humano e divino, o olhar humano de Deus. Um olhar que arrasta, convence, atrai, chama.
Mas também é o olhar de tédio quando mira Herodes; de cólera quando expulsa os vendilhões do Templo; de repreensão quando encara os acusadores da adúltera.
Um olhar que põe a nu os defeitos e erros, que acusa, que repudia, que afasta.
 
Jesus fala com o olhar em todas as situações: rindo contentes com a alegria do filho regressado à casa paterna, deixando correr as lágrimas pelo amigo morto há já três dias, toldado com a névoa da tristeza na Última Ceia, olhar de aflição e terror em Getsémani.

Os Seus seguidores mais próximos, não podem esquecer o olhar de Jesus.

Mais que as Suas palavras ou os Seus gestos – mesmo os de maior significado – o Seu olhar ficou-lhes gravado no coração desde o primeiro momento em que os encarou, um a um, chamando-os à Sua intimidade, ao Seu círculo mais próximo de confidentes e amigos.

No nosso círculo de confidentes e amigos – onde levamos a cabo o nosso “apostolado de amizade e confidência” – conhecem-nos pelo nosso olhar franco, aberto, claro, bem-disposto?
O nosso olhar inspira confiança?
Transmite tranquilidade?
Perguntas que devemos colocar-nos cada dia.

Os olhos são o espelho da alma, costuma dizer-se, e, que preocupação devemos ter que, de facto, o sejam!
Com os mesmos olhos com que contemplamos, embevecidos, a Hóstia Santa que o Sacerdote nos mostra na hora de comungar, poderemos contemplar imagens impuras ou impróprias?

Os olhos que se perdem na vastidão do infinito Amor de Deus poderão ser os mesmos que se deixam absorver pela passageira e fugaz imagem do prazer do momento?

Podem, sim, sabemos que podem!

Somos humanos, fracos, débeis, volúveis. Que remédio teremos, senão pedir, constantemente, à nossa Mãe do Céu que proteja o nosso olhar, que guie o nosso olhar?
Que poderemos mais senão implorar que nos ajude a guardar a vista como um bem precioso e caríssimo que não queremos desperdiçar?
Que mais desejar que manter o olhar de crianças, límpido, puro, franco e aberto?

«Olho para Ti, olhos nos olhos, e digo-te que Te amo e, não tenho medo que não acredites, Sei que o vês nos meus olhos. Quero guardar para Ti, - só para Ti – o meu olhar. Se possível fosse ter estes olhos com que agora Te contemplo, bem guardados num cofre donde só os retiraria para Te contemplar. Outros olhos, para o dia-a-dia, seriam “reforçados” com lentes especiais que só me permitissem ver o que pode ser visto. Ou, se preferires, Senhor, ser cego para tudo quanto não sejas Tu. A Tua Face que quero contemplar ([1]) tão cedo quanto Tu mo permitires, há-de iluminar os meus olhos com a mesma luz do Céu, aquela luz onde se movem os anjos e os santos que Te contemplam. Olhos só para Ti, Senhor, só para Ti, para mais nada os quero a não ser… a não ser…, para ver as maravilhas que Tu criaste e, por elas, dar-te graças continuamente». [2]


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Vultuum requiram!
[2] AMA, orações pessoais.

Evangelho e comentário


TEMPO DE NATAL



Evangelho: Mc 6, 34-44

34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 A hora já ia muito adiantada, quando os discípulos se aproximaram e disseram: «O lugar é deserto e a hora vai adiantada. 36 Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de comer.» 37 Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe: «Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?» 38 Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes? Ide ver.» Depois de se informarem, responderam: «Cinco pães e dois peixes.» 39 Ordenou-lhes que os mandassem sentar por grupos na erva verde. 40 E sentaram-se, por grupos de cem e cinquenta. 41 Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos, para que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos. 42 Comeram até ficarem saciados. 43 E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os restos de peixe. 44 Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil homens.

Comentário:

O que Jesus vê naquela enorme multidão são «ovelhas sem pastor», pessoas de várias origens, homens e mulheres todos em busca de alguém que lhes fale verdade, que os ensine, que os conduza por caminho seguro.

De facto, a enorme confusão e rivalidade entre os que tinham por missão guiar, conduzir o povo nada mais fizera até então que sobrecarregá-lo com minuciosas interpretações da Lei que mudavam a cada passo consoante interesses e visões particulares.

O extraordinário milagre que o Senhor opera, deixará em todos uma certeza: vale a pena seguir este Homem, ouvi-lo e aceitar a Sua doutrina.

A sua fome e sede de justiça são, de forma simbólica, saciadas pelo portentoso milagre.

Podemos concluir que ninguém que participou naquela refeição gratuita, abundante, milagrosa esquecerá Aquele que lha proporcionou.

(AMA, comentário sobre Lc 6, 34-44, 09,11,2018)


Leitura espiritual


Carta a Filémon

Flm 1

Apresentação e saudação –

1 Paulo, prisioneiro por causa de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, a Filémon, nosso querido colaborador, 2 à irmã Ápia, a Arquipo, nosso companheiro de luta, e à igreja que se reúne em tua casa: 3 a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo!

Acção de graças –

4 Dou graças ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, 5 por ouvir falar do teu amor e da tua fé: fé no Senhor Jesus e amor para com todos os santos. 6 Que a tua comunhão de fé se torne eficaz, no reconhecimento de tudo aquilo que entre nós é considerado bom em relação a Cristo. 7 De facto, foi grande a alegria e a consolação que tive com o teu amor, porque os corações dos santos foram reconfortados por meio de ti, irmão.

Pedido a respeito de Onésimo –

8 Por isso, embora tenha toda a autoridade em Cristo para te impor o que mais convém, 9 levado pelo amor, prefiro pedir como aquele que sou: Paulo, um ancião e, agora, até prisioneiro por causa de Cristo Jesus. 10 Peço-te pelo meu filho, que gerei na prisão: Onésimo, 11 que outrora te era inútil, mas agora é, para ti e para mim, bem útil. 12 É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio coração. 13 Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se colocar ao meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho. 14 Porém, nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes não seja por obrigação, mas de livre vontade. 15 É que, afinal, talvez tenha sido por isto que ele foi afastado por breve tempo: para que o recebas para sempre, 16 não já como escravo, mas muito mais do que um escravo: como irmão querido; isto especialmente para mim, quanto mais para ti, que com ele estás relacionado tanto humanamente como no Senhor. 17 Se, pois, me consideras em comunhão contigo, recebe-o como a mim próprio. 18 E se ele te causou algum prejuízo ou alguma coisa te deve, põe isso na minha conta. 19 Sou eu, Paulo, que o escrevo pela minha própria mão: serei eu a pagar. Isto, para não te dizer que me deves a tua própria pessoa. 20 Sim, irmão, possa eu sentir-me satisfeito contigo no Senhor: reconforta o meu coração em Cristo. 21 Escrevo-te porque confio na tua obediência: sei que até farás mais do que aquilo que digo. 22 Mas, ao mesmo tempo, prepara também alojamento para mim, pois espero, graças às vossas orações, poder brevemente ser entregue a vós.

Saudações e bênção –

23 Saúdam-te Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24 assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25 A graça do Senhor Jesus Cristo esteja convosco.


Perguntas e respostas


A EUTANÁSIA

1.           O que é a eutanásia?

Chamamos eutanásia ao acto de provocar a morte a um doente, porque está em fase terminal ou tem uma doença difícil de suportar.

ID, (Tradução por AMA)

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




06/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi



Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?


A humildade é outro bom caminho para chegar à paz interior. – Foi Ele que o disse: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração... e encontrareis paz para as vossas almas". (Caminho, 607)

Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Também eu, instado por esta pergunta, contemplo agora Jesus, deitado numa manjedoura, num lugar que só é próprio para os animais. Onde está, Senhor, a tua realeza: o diadema, a espada, o ceptro? Pertencem-lhe e não os quer; reina envolto em panos. É um rei inerme, que se nos apresenta indefeso; é uma criança. Como não havemos de recordar aquelas palavras do Apóstolo: aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.
Nosso Senhor encarnou para nos manifestar a vontade do Pai. E começa a instruir-nos estando ainda no berço. Jesus Cristo procura-nos – com uma vocação, que é vocação para a santidade –, a fim de consumarmos com Ele a Redenção. Considerai o seu primeiro ensinamento: temos de co-redimir à custa de triunfar, não sobre o próximo, mas sobre nós mesmos. Tal como Cristo, precisamos de nos aniquilar, de sentir-nos servidores dos outros para os conduzir a Deus.
Onde está o nosso Rei? Não será que Jesus quer reinar, antes de mais, no coração, no teu coração? Por isso se fez menino: quem é capaz de ter o coração fechado para uma criança? Onde está o nosso Rei? Onde está o Cristo que o Espírito Santo procura formar na nossa alma? Cristo não pode estar na soberba, que nos separa de Deus, nem na falta de caridade, que nos isola dos homens. Aí não podemos encontrar Cristo, mas apenas a solidão.
No dia da Epifania, prostrados aos pés de Jesus Menino, diante de um Rei que não ostenta sinais externos de realeza, podeis dizer-lhe: Senhor, expulsa a soberba da minha vida, subjuga o meu amor-próprio, esta minha vontade de afirmação pessoal e de imposição da minha vontade aos outros. Faz com que o fundamento da minha personalidade seja a identificação contigo. (Cristo que passa, 31)

THALITA KUM 62


THALITA KUM 62 

(Cfr. Lc 8, 49-56)





Jesus tem uma forma muito Sua de lidar com estas situações.

Não as despreza, como seria, talvez, legítimo esperar, não as ignora, porque são gritantes, não foge delas porque não tem medo nenhum do quer que seja.

Olha as pessoas no fundo da alma.

O Seu olhar trespassa o coração e deixa o homem mudo e estático, varado como que por um raio que com a sua luz ofuscante, põe às claras todos os pensamentos mais recônditos e escondidos.

O mesmo olhar de recriminação triste e sentida com que vai olhar para Pedro na noite da Paixão; o mesmo olhar de ternura filial com que encarará Sua Mãe no início da Via Crucis; o mesmo olhar cheio de fulgor apostólico com que mirou João e Pedro e Tiago e Mateus e os outros Sete; o mesmo olhar de amorosa expectativa que dirigiu ao jovem rico.

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)

Evangelho e comentário


TEMPO DE NATAL


Evangelho: Mt 4, 12-17. 23-25

12 Tendo ouvido dizer que João fora preso, Jesus retirou-se para a Galileia. 13 Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali, 14 para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: 15 Terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios. 16 O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz. 17 A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»  

Comentário:

Com a prisão do Baptista termina a sua missão de percursor e Jesus Cristo, dá início à missão que O trouxe à terra.

Esta missão sublime – a instauração do Reino de Deus – constituirá todo um trabalho exaustivo, sem qualquer descanso ou repouso.

Reunirá à Sua volta multidões vindas de todos os lados atraídas pela fama dos seus milagres, da Sua pregação simples e verdadeira dirigida a todos os homens, a Sua figura de homem comum com uma sabedoria e predicados que nunca tinham visto arrastam e convencem.

De tal forma Sua pregação e doutrina arrastam e convencem que gerará um conflito quase permanente com os chefes do povo e, de um modo particular, a classe dos fariseus.

(AMA, comentário sobre Mt 4, 12-17. 23-25, 09.11.2018)


Leitura espiritual


Carta a Filémon

Pelo tema e pelo tom afectuoso, esta é certamente uma Carta autêntica de Paulo (v.19). Filémon era um cristão de elevada posição social, convertido por Paulo, e tinha como escravo um outro cristão, Onésimo. Este, tendo fugido ao seu senhor, refugiou-se junto de Paulo (v.10), que o refere em Cl 4,9 como «irmão fiel e querido». Este facto era motivo de graves penas civis, tanto para o escravo como para quem o acolhia.
Paulo, prescindindo da questão legal, envia-o ao seu senhor com o presente “bilhete” e pede a Filémon que acolha de novo, não como escravo, mas «como irmão querido» (v.16), um irmão na fé. Mais: como se fosse o próprio Paulo (v.17).

LUGAR

Pelo que é dito no v.1, a Carta terá sido escrita num dos cativeiros de Paulo (Roma, Éfeso ou Cesareia), nos últimos anos da sua vida (ver v.9-10.13.18). Os companheiros referidos aqui (v.23-24) são os mencionados em Cl 4,7-17.

DIVISÃO E CONTEÚDO

Esta tem a estrutura normal das Cartas de Paulo:

Apresentação e saudação: v.1-3;
Acção de graças: v.4-7;
Corpo da Carta: v.8-22;
Saudação final: v.23-25.


TEOLOGIA

Como noutras ocasiões em que trata a questão da escravatura, Paulo não se preocupa em mudar a estrutura social em vigor (1 Cor 7,20-24; Ef 6,5-9; Cl 3,22-4,1). O que ele faz é prescindir disso e deslocar o problema para a questão do amor fraterno, mais profunda que a questão legal em vigor, pois, em Cristo, «não há escravo nem livre» (Gl 3,28).

Daí em diante, Filémon deve tratar o (antigo) escravo Onésimo como irmão, porque Paulo está disposto a recompensá-lo monetariamente, isto é, a resgatar Onésimo.

Com isto, Paulo, embora não se oponha frontalmente à escravatura, tão-pouco a aprova; e afirma que o amor fraterno, centro do Evangelho de Cristo, é que levará à eliminação da escravatura.





Santíssima Virgem



 Poema de 1936, que se centra en la Virgen María (la versión completa en inglés está aquí)

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







05/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi



Temos de ser humildes


Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Pertransiit benefaciendo... Que fez Jesus para derramar tanto bem, e só bem, por onde quer que passou? Os Santos Evangelhos transmitiram-nos outra biografia de Jesus, resumida em três palavras latinas, que nos dá a resposta: erat subditus illis, obedecia. Hoje, que o ambiente está cheio de desobediência, de murmuração, de desunião, havemos de estimar especialmente a obediência.

Sou muito amigo da liberdade e precisamente por isso amo tanto essa virtude cristã. Devemos sentir-nos filhos de Deus e viver com o empenho de cumprir a vontade do nosso Pai, de realizar tudo segundo o querer de Deus, porque nos dá na gana, que é a razão mais sobrenatural.

O espírito do Opus Dei, que tenho procurado praticar e ensinar desde há mais de trinta e cinco anos, fez-me compreender e amar a liberdade pessoal. Quando Deus Nosso Senhor concede a sua graça aos homens, quando os chama com uma vocação específica, é como se lhes estendesse a mão, uma mão paternal, cheia de fortaleza, repleta sobretudo de amor, porque nos busca um a um, como filhas e filhos seus, e porque conhece a nossa debilidade. O Senhor espera que façamos o esforço de agarrar a sua mão, essa mão que Ele nos estende. Deus pede-nos um esforço, prova da nossa liberdade. E para conseguirmos isso, temos de ser humildes, temos de sentir-nos filhos pequenos e amar a bendita obediência com que respondemos à bendita paternidade de Deus. (Cristo que passa, 17)

THALITA KUM 61


THALITA KUM 61 

(Cfr. Lc 8, 49-56)





Os milagres de Jesus fazem parte integrante da Sua missão. Destinam-se a confirmar a fé dos mais incrédulos, a convencer os mais obstinados. O Seu Coração Amantíssimo não pode deixar de se mover e, os milagres, as curas, as ressurreições, são como que inevitáveis.
Jesus não resiste ao sofrimento, à dor, à miséria física ou moral do homem.

Nada disto, porém, é suficiente para os Seus inimigos. Aliás, nada do que Jesus, se quisesse, poderia fazer, por mais portentoso, fantástico, espectacular, será suficiente. [1]
Quando não encontram explicação refugiam-se na blasfémia:

Este não expulsa os Demónios senão por Belzebu, príncipe dos Demónios[2]

Jesus não Se surpreende com esta obstinação, numa das Suas parábolas explica exactamente a razão porque não colhe. [3]

Ainda nos dias de hoje isto acontece e, com tanta frequência! Somos levados como que por um excesso de zelo a encontrar explicações para o que não entendemos.
Excesso de zelo, entenda-se, porque nos consideramos pessoas inteligentes, com critério, que sabemos muito bem distinguir os momentos e ocasiões em que é conveniente desviar a conversa para assunto menos polémico ou controverso como podem ser as questões da fé, ou da Igreja, ou do Papa ou… “cada coisa no seu lugar”, dizemos com a segurança de quem diz uma verdade intrínseca.

Igreja, Papa, Fé são assuntos para se falarem em local e circunstâncias próprias, adequadas. Não vá acontecer, que alguém diga que, tudo não passa de uma fantasia, fanatismo ou manipulação das consciências e nós nos vejamos embrenhados numa discussão que não nos apetece ter.

Não… não é “quem cala consente”, é antes… decoro, pudor, contenção.

Mas, claro, deveríamos dizer: medo, cobardia, falsas razões, comodismo… mas, ficamo-nos por aí, a menos que, consideremos ter audiência a nosso favor, que podemos, seguramente, “marcar pontos” e, então podemos empenhar-nos na discussão.
Tal como no tempo de Jesus na Palestina, também procedemos como os Fariseus e os Príncipes dos Sacerdotes: vemos a verdade, compreendemos o que acontece, mas julgamos mais adequado passar adiante.

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Entre as acusações mais antigas de judeus e pagãos contra Jesus encontra-se a de ser um mago. No século II, Orígenes refuta as imputações de magia que Celso faz do Mestre de Nazaré e às que aludem São Justino, Arnóbio e Lactâncio. Também algumas tradições judaicas que podem remontar ao século II contêm acusações de feitiçaria. Em todos estes casos, não se afirma que ele não tenha existido, ou que não tenha realizado prodígios, mas que os motivos que o levavam a fazê-los eram o interesse e a fama pessoais. Destas afirmações se conclui a existência histórica de Jesus e a sua fama de taumaturgo, tal como o mostram os evangelhos. Por isso, hoje em dia, entre os dados que se dão por demonstrados sobre a vida de Jesus, está o facto de ter realizado exorcismos e curas. No entanto, em relação a outros personagens da época conhecidos por realizar prodígios, Jesus é único. Distingue-se pelo número muito maior de milagres que fez e pelo sentido que lhes deu, absolutamente diferente dos prodígios que realizaram alguns desses personagens (se é que realmente os fizeram) de milagres atribuídos a outros taumaturgos é muito reduzido, enquanto nos evangelhos temos 19 relatos de milagres em Mt, 18 em Mc; 20 em Lc e 8 em Jo Além disso há referências nos sinópticos e João a muitos outros milagres que Jesus fez (Cfr. Mc 1, 32-34 e par.; 3, 7-12 e par.; 6, 53-56; Jo 20, 30). É também diferente de qualquer outro taumaturgo: Jesus faz milagres que implicavam nos beneficiados um reconhecimento da bondade de Deus e uma mudança de vida. A sua resistência a fazê-los mostra que não buscava a sua própria exaltação ou glória. Daí que tenham um significado próprio. Os milagres de Jesus entendem-se no contexto do Reino de Deus: “Se eu expulso os demónios pelo Espírito de Deus, é porque o Reino de Deus chegou a vós” (Mt 12, 28). Jesus inaugura o Reino de Deus e os milagres são uma chamada a uma resposta e fé. Isto é fundamental e distintivo dos milagres que fez Jesus. Reino e milagres são inseparáveis. Os milagres de Jesus não eram fruto de técnicas (como um médico) ou da actuação de demónios ou anjos (como um mago), mas resultado do poder sobrenatural do Espírito de Deus. Portanto, Jesus fez milagres para confirmar que o Reino estava presente nele, anunciar a derrota definitiva de Satanás e aumentar a fé na sua Pessoa. Não podem explicar-se como prodígios assombrosos, mas como actuações de próprio Deus com um significado mais profundo do que o facto prodigioso. Os milagres sobre a natureza são sinais de que o poder divino que actua em Jesus se estende para além do mundo humano e se manifesta como poder de domínio também sobre as forças da natureza. Os milagres de cura e os exorcismos são sinais de que Jesus manifestou o seu poder de salvar o homem do mal que ameaça a alma. Uns e outros são sinais de outras realidades espirituais: as curas do corpo – a libertação da escravidão da doença – significam a cura da alma da escravidão do pecado; o poder de expulsar os demónios indica a vitória de Cristo sobre o mal; a multiplicação dos pães alude ao dom da Eucaristia; a tempestade acalmada é um convite a confiar em Cristo nos momentos da contradição ou da dificuldade; a ressurreição de Lázaro anuncia que o próprio Cristo é a ressurreição, e é figura da ressurreição final; etc. (Cfr. Jesus Cristo e a Igreja, 54 Perguntas e Respostas, textos elaborados por uma equipa de professores de Teologia da Universidade 3,20-de Navarra, dirigida por Francisco Varo.)
[2] Mt 12, 24.
[3] Cfr. Mt 12, 22-37.