Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
03/01/2020
Devemos amar a Santa Missa
Luta por conseguir que o Santo
Sacrifício do Altar seja o centro e a raiz da tua vida interior, de maneira que
toda a jornada se converta num acto de culto – prolongamento da Missa que
ouviste e preparação para a seguinte –, que vai transbordando em jaculatórias,
em visitas ao Santíssimo, no oferecimento do teu trabalho profissional e da tua
vida familiar... (Forja, 69)
Não compreendo como se possa viver
cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na
Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao
longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham vindo a concretizar
essa piedade eucarística. Umas vezes com práticas multitudinárias, professando
publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz
do templo ou na intimidade do coração.
Antes de mais, devemos amar a Santa
Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não
havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com
o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele
trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor essa
sua outra delicadeza: não quis limitar a sua presença ao momento do Sacrifício
do Altar, mas decidiu permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo,
no Sacrário. (Cristo que passa, n. 154)
THALITA KUM 59
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Ouvir e Entender
Preparo-me para participar na Santa Missa.
Digo ao Senhor que estou aqui presente com
todo o meu desejo de participar activamente com todo o meu coração e
capacidades.
Não entendo uma palavra do que Sacerdote
diz - fala em maltês - mas sei o que diz.
É estranho não entendo, mas reconheço cada
momento da celebração.
Isto leva-me a concluir que o entender não
tem que ver com o ouvir, mas com o sentir.
Compreendo o que o Senhor queria dizer com
o aviso tantas vezes repetido: «quem tem
ouvidos para ouvir que oiça».
Trata-se de ouvir com o coração, com a
alma, o entendimento.
Na minha vida participei em Eucaristias onde não entendia uma palavra: em África em línguas nativas, no País Basco, etc.
Se a Liturgia tem uma virtude principal
talvez seja esta: tornar reconhecível e, portanto, poder participar activamente
seja qual for a língua da celebração.
Também me quer parecer que existe uma
verdadeira comunhão dos crentes unidos numa mesma Fé e com as mesmas
disposições.
A palavra de Deus não necessita tradução, esta a conclusão a que chego.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Leitura espiritual
2Ts 1
Endereço
e saudação –
1
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo,
que está em Tessalónica. 2 Graça e paz a vós da parte de Deus Pai e do Senhor
Jesus Cristo.
I.
DEUS, CONFORTO NA TRIBULAÇÃO (1,3-12)
O
justo juízo de Deus –
3
Devemos dar continuamente graças a Deus por vós, irmãos, como é justo, pois que
a vossa fé cresce extraordinariamente e a caridade recíproca superabunda em
cada um e em todos vós, 4 a ponto de nós próprios nos gloriarmos de vós nas
igrejas de Deus, pela vossa constância e fé em todas as perseguições e
tribulações que suportais. 5 Elas são o indício do justo juízo de Deus, para
que sejais considerados dignos do reino de Deus pelo qual padeceis. 6 Com
efeito, é justo da parte de Deus retribuir com tribulações àqueles que vos
atribulam 7 e a vós, os atribulados, retribuir com o repouso, juntamente
connosco, aquando da manifestação do Senhor Jesus que virá do Céu com os anjos
do seu poder, 8 em fogo ardente, e fará justiça aos que não conhecem a Deus e
não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus. 9 O seu castigo será a ruína
eterna, longe da face do Senhor e da glória da sua força, 10 quando, naquele
dia, vier para ser glorificado nos seus santos e admirado em todos aqueles que
acreditaram; ora o nosso testemunho foi por vós considerado digno de fé. 11 Eis
por que oramos continuamente por vós: para que o nosso Deus vos torne dignos da
vocação e, com o seu poder, a vossa vontade de bem e a actividade da vossa fé
atinjam a plenitude, 12 de modo que seja glorificado em vós o nome de Nosso
Senhor Jesus e vós nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus
Cristo.
Novo ano?
Nesta noite de fim de ano ocorre-me constar algo extraordinário: mais ou menos um ano não interessa para nada.
Explico:
A partir de 12 de Abril de 1940, sou eterno!
Dou-me conta desta extraordinária realidade: a partir dessa data viverei para sempre.
Aqui, fisicamente enquanto o Senhor achar conveniente e, depois na fantástica beatitude da contemplação da Face de Deus meu Criador e Senhor!
Vultum Tuum requiram!
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
02/01/2020
DEVOÇÃO A S. JOSÉ
7 Dores e Alegrias
A
devoção dos sete domingos, honra as sete alegrias e as sete dores de S. José.
Recolhem-se
os textos do Evangelho correspondentes a cada uma delas e um breve comentário de
São Josemaria Escrivá.
"Como seria José, como teria
actuado nele a graça, para ser capaz de levar a cabo a tarefa de desenvolver no
aspecto humano o filho de Deus?
"Por isso Jesus devia
parecer-se com José: no modo de trabalhar, nos traços do seu carácter, na
maneira de falar. No realismo de Jesus, no seu espírito de observação, no seu
modo de se sentar à mesa e de partir o pão, no seu gosto por falar dum modo
concreto tomando como exemplo as coisas da vida corrente, reflecte-se o que foi
a infância e a juventude de Jesus, e, portanto, o seu trato com José.
"Não é possível desconhecer a
sublimidade do mistério. Esse Jesus que é homem, que fala com o sotaque de uma
determinada região de Israel, que se parece com um artesão chamado José, esse é
o Filho de Deus."[i]
I
- A primeira dor e alegria de S. José:
A sua dor quando decidiu repudiar a
Virgem Santíssima; a sua alegria quando o anjo lhe revelou o mistério da
Encarnação, que o filho de Maria é o Filho de Deus, o Messias desejado.
"José,
filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou,
é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a Quem porás o nome de
Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados."[ii]
"Das narrações evangélicas
depreende-se a grande personalidade humana de S. José: em nenhum momento nos
aparece como um homem diminuído ou assustado perante a vida; pelo contrário,
sabe enfrentar-se com os problemas, superar as situações difíceis, assumir com
responsabilidade e iniciativa os trabalhos que lhe são encomendados."[iii]
Nota de AMA
Publicações de hoje:
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nunccoepi.blogspot
NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
As suas páginas no FACEBOOK e no Tweeter têm mais de 15.000 "amigos" e "seguidores" regulares.
É um blog de minha exclusiva responsabilidade.
Assim, fica bem evidente - para todos e, principalmente para mim - que Deus Nosso Senhor Se serve dos instrumentos mais rudimentares para difundir a Sua Palavra e propagar o Seu Reino por toda a terra.
Depois da morte vos receberá o Amor
Agora compreendes quanto fizeste sofrer
Jesus, e enches-te de dor: como lhe pedes perdão, deveras e choras pelas tuas
traições passadas! Não te cabem no peito as ânsias de reparar! Bem. Mas não esqueças
que o espírito de penitência está principalmente em cumprir, custe o que
custar, o dever de cada instante. (Via Sacra, 9ª Estação, n.
5)
Como será maravilhoso quando o nosso
Pai nos disser: servo bom e fiel, porque foste fiel nas coisas pequenas, eu te
confiarei as grandes: entra no gozo do teu Senhor!
Esperançados! Esse é o prodígio da
alma contemplativa. Vivemos de Fé, de Esperança e de Amor; e a Esperança
torna-nos poderosos. Recordais-vos de S. João? Eu vos escrevo, jovens, porque
sois valentes e a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o maligno. Deus
urge-nos, para a juventude eterna da Igreja e de toda a humanidade. Podeis
transformar em divino todo o humano, como o rei Midas convertia em ouro tudo o
que tocava!
Nunca esqueçais que depois da morte
vos receberá o Amor. E no amor de Deus encontrareis, além do mais, todos os
amores limpos que tenhais tido na terra. O Senhor dispôs que passemos esta
breve jornada da nossa existência, trabalhando e, como o seu Unigénito, fazendo
o bem. Entretanto, temos de estar alerta, à escuta daquelas chamadas que Santo
Inácio de Antioquia notava na sua alma, ao aproximar-se a hora do martírio: vem
para junto do Pai, vem para o teu Pai que te espera ansioso (Amigos
de Deus, 221)
THALITA KUM 58
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Com Jesus é diferente.
Não fala de vitórias, nem de batalhas, nem de guerras e, muito menos de
vinganças, de desforra.
A Sua voz serena e grave, tem um tom de suave reconvenção, de
apaziguamento. Não faz acepção de pessoas, não nega a atenção a ninguém. Move-o
o sofrimento, a dor, a angústia dos que d’Ele se acercam. Emociona-Se quando
contempla as praças das cidades pejadas de estropiados, coxos, cegos, destroços
humanos na mais gritante miséria.
E, não obstante a serenidade da Sua voz, este «Eu digo-vos»! tem uma força, um poder que convence, arrasta,
entusiasma.
Muitos têm assistido a coisas extraordinárias: cura de doentes graves,
leprosos que ficam limpos, cegos que passam a ver, possessos tranquilizados e
em paz, tempestades que se convertem em bonança, vagas alterosas que se abatem
em ligeira ondulação e uns milhares de pessoas saciadas com uns poucos de
peixes e de pães. E, não menos estranho, é que todos O ouvem quando fala, não
importa a distância a que esteja e, mais estranho ainda, todos O entendem como
se falasse nas suas próprias línguas.
Os Evangelhos nunca o referem expressamente, mas é evidente, numa multidão
de uns milhares de pessoas alguns ficarão a uma distância considerável do
orador, ou quando vêm gentes de tantos lugares e países, é mais que provável
que muitos não falem ou entendam aramaico. [i]
Quando penso nisto, considero que, de facto, hoje se
passa exactamente a mesma coisa. E, tal, não se deve às tecnologias modernas.
Não!
Jesus fala comigo, sempre, particularmente, esteja eu
onde estiver e, ao mesmo tempo, fala com quem está do outro lado do mundo. Entende
a minha língua, entende todas as línguas. Penso que isto acontece, porque este
Jesus não é meu, é de toda a humanidade.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
[i] Durante o século I,
na terra onde Jesus viveu, sabe-se que eram usadas quatro línguas: aramaico,
hebraico, grego e latim.
De todas elas, a oficial e ao mesmo
tempo a menos empregue era o latim. Usavam-na quase exclusivamente os
funcionários romanos ao conversar entre si, e conheciam-na algumas pessoas
cultas. Não é certo que Jesus tivesse estudado latim, nem que o empregasse na
sua conversação habitual nem na sua pregação.
No que diz respeito ao grego, não
seria surpreendente que Jesus se servisse alguma vez dele, já que muitos dos
camponeses e artesãos da Galileia conheciam esta língua; pelo menos os
rudimentos necessários para uma actividade comercial simples ou para comunicar
com os habitantes das cidades, que na sua maioria gentes de cultura helénica. Também
se empregava na Judeia. Calcula-se que falariam grego entre oito e quinze por
cento dos habitantes de Jerusalém. Apesar de tudo, não se sabe
se Jesus empregou alguma vez o Grego, nem é possível deduzi-lo com certeza de
nenhum texto, ainda que também não seja possível negar essa hipótese. È
possível, por exemplo, que Jesus tivesse falado com Pilatos nessa língua.
Pelo
contrário, as repetidas alusões dos Evangelhos à pregação de Jesus nas
sinagogas e às suas conversas com fariseus sobre os textos da Escritura, tornam
mais que provável que conhecesse e empregasse a língua hebraica nalgumas
ocasiões.
No entanto,
embora Jesus pudesse conhecer e usar algumas vezes o hebraico, é provável que
na conversação corrente e na pregação, Jesus falasse habitualmente em aramaico,
que era a língua de uso diário entre os judeus da Galileia. De facto, em
algumas ocasiões o texto grego dos evangelhos deixa em aramaico algumas
palavras ou frases soltas postas na boca de Jesus; talitha kum (Mc5,41), qorban (Mc 7,11), effathá (Mc 7,34), geena
(Mc 9,43), abba (Mc
14,36), Eli, Eli lemá sabachtani?
(Mc 15,34), ou dos seus interlocutores: rabboni (Mc 10,51).
Os estudos
acerca do suporte linguístico dos evangelhos apontam para que as palavras recolhidas
neles tivessem sido pronunciadas originalmente numa língua semítica: hebraico
ou, mais provavelmente, aramaico.
Na
estrutura peculiar do grego usado nos evangelhos, transparece uma matriz
sintáctica aramaica. O mesmo se pode também deduzir pelo facto de os evangelhos
colocarem na boca de Jesus umas palavras que adquirem uma força especialmente
expressiva quando traduzidas ao aramaico, e de que há palavras que são
utilizadas com uma carga semântica diferente do habitual no grego, e que
resultam de um uso de tipo semítico. Inclusivamente, em algumas ocasiões, ao
traduzir os evangelhos para uma linguagem semítica observam-se no texto algumas
palavras, que estão ocultas no original grego. (Cfr. ww.opusdei.org,
Textos elaborados por uma equipa de professores de Teologia da Universidade de
Navarra, dirigida por Francisco Varo).
(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
São
Basílio Magno São Gregório Nazianzo – Doutores da Igreja
Evangelho: Jo 1, 19-28
19
Este foi o testemunho de João, quando as autoridades judaicas l e enviaram de
Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Tu quem és?» 20 Então ele
confessou a verdade e não a negou, afirmando: «Eu não sou o Messias.» 21 E
perguntaram-lhe: «Quem és, então? És tu Elias?» Ele disse: «Não sou.» «És tu o
profeta?» Respondeu: «Não.» 22 Disseram-lhe, por fim: «Quem és tu, para podermos
dar uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?» 23 Ele declarou:
‘«Eu sou a voz de quem grita no deserto: Rectificai o caminho do Senhor’, como
disse o profeta Isaías.» 24 Ora, havia enviados dos fariseus que lhe
perguntaram: 25 «Então porque baptizas, se tu não és o Messias, nem Elias, nem
o Profeta?» 26 João respondeu-lhes: «Eu baptizo com água, mas no meio de vós
está quem vós não conheceis. 27 É aquele que vem depois de mim, a quem eu não
sou digno de desatar a correia das sandálias.» 28 Isto passou-se em Betânia, na
margem além do Jordão, onde João estava a baptizar.
Comentário:
Por este
trecho de São João se vê com clareza que, a fama de João, o seu Baptismo, a
mensagem que apregoava sem descanso, calavam fundo em toda a sociedade judaica
daquele tempo, desde os mais humildes aos próprios chefes do povo.
Estes
últimos não podem ignorar o fascínio e atracção que povo anónimo sente pelo
Percursor, mas não entendem nem as palavras nem as atitudes, procuram, como
sempre, algo absolutamente evidente para os seus olhos e ouvidos.
No fim e ao
cabo, o mesmo farão com Jesus Cristo, achando-se no direito de ser os primeiros
a ser informados, mas não podendo ignorar os movimentos das multidões a traídas
por uma doutrina remoçada e viva, enredam-se em subterfúgios, esquemas e minúcias
para tentarem manter o controlo e submissão do povo que, sentem-no, lhes escapa
das mãos.
(ama, comentário sobre Jo 1,
19-28, 2014.01.02)
Leitura espiritual
A autenticidade da Segunda
Carta aos Tessalonicenses é problemática. Por um lado, registam-se numerosas
semelhanças literárias entre 1 Ts e 2 Ts; há versículos que quase se repetem:
1,2-3 e 1,3; 2,12 e 1,5; 3,13 e 1,7; 3,11-13 e 2,16-17; 2,9 e 3,8; 5,23 e 3,16;
5,28 e 3,18. Por outro lado, o tom da 2 Ts é menos apaixonado, mais solene e,
sobre a vinda do Senhor (2,1-12), a perspectiva parece oposta: em 1 Ts seria
considerada iminente, enquanto a 2 Ts se concentra nos sinais que devem
precedê-la. Como estes ainda não aconteceram, o Dia do Senhor não estaria
próximo. Estas diferenças, consideradas fundamentais por alguns, são por outros
explicadas como complementares. Tratar-se-ia de dois aspectos coexistentes e
não opostos na apocalíptica judaica.
ÉPOCA E AUTOR
Para os defensores da sua
autenticidade paulina, a 2 Ts teria sido escrita pouco tempo depois da 1 Ts e
propor-se-ia corrigir interpretações erradas que a 1 Ts teria suscitado na
comunidade. Para os que a consideram não autêntica, 2 Ts seria bem posterior
(anos 70) e teria um autor desconhecido, o qual, servindo-se da 1 Ts,
procuraria afrontar e corrigir o clima de euforia e de psicose apocalíptica,
provocado talvez pela guerra judaico-romana de 66-70.
A questão da autenticidade
não retira, porém, importância a este escrito, que é uma advertência à Igreja
de todos os tempos contra a tentação de aguardar o futuro sem se empenhar em
construí-lo no presente.
DIVISÃO E CONTEÚDO
A Carta tem as partes
seguintes:
Saudação inicial: 1,1-2;
I. Deus, conforto na
tribulação: 1,3-12;
II. A vinda do Senhor:
2,1-3,5;
III. Vida desordenada e
inactiva: 3,6-15;
Saudação final: 3,16-18.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
01/01/2020
Nota de AMA
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NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
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A oculta maravilha da vida interior
Até agora não tinhas compreendido a
mensagem que nós, os cristãos, trazemos aos outros homens: a oculta maravilha
da vida interior. Que mundo novo lhes estás pondo diante dos olhos! (Sulco, 654)
Quantas coisas novas descobriste! No
entanto, às vezes és um ingénuo, e pensas que já viste tudo, que já sabes
tudo... Depois, tocas com as tuas mãos a riqueza única e insondável dos
tesouros do Senhor, que sempre te mostrará "coisas novas" se tu
responderes com amor e delicadeza; e então compreendes que estás no princípio
do caminho, porque a santidade consiste na identificação com Deus, com este
nosso Deus, que é infinito, inesgotável! (Sulco,
655)
Deixemos de enganar-nos: Deus não é
uma sombra, um ser longínquo, que nos cria e depois nos abandona; não é um amo
que vai e depois não volta. Ainda que não o percebamos com os nossos sentidos,
a sua existência é muito mais verdadeira que a de todas as realidades que
tocamos e vemos. Deus está aqui connosco, presente, vivo! Vê-nos, ouve-nos,
dirige-nos, e contempla as nossas menores acções, as nossas intenções mais
ocultas.
Acreditamos nisto... mas vivemos como
se Deus não existisse! Porque não temos para Ele um pensamento sequer, nem uma
palavra; porque não Lhe obedecemos, nem procuramos dominar as nossas paixões;
porque não Lhe manifestamos amor, nem O desagravamos...
Havemos de continuar a viver com uma fé morta? (Sulco, 658)
THALITA KUM 57
(Cfr. Lc 8, 49-56)
«Acompanhava-o grande multidão, que o
apertava».
A multidão
segue, sem hesitar, Jesus que caminha.
Há à Sua
volta como que um ar de mistério, algo grande, extraordinário, fora do comum.
As pessoas estão ansiosas, não obtêm respostas para as suas preocupações, não
só o futuro, mas também o imediato é difícil, problemático.
A ocupação
romana é um peso insuportável e a cada momento surgem paladinos mais ou menos
exaltados que procuram nas multidões a força que lhes falta. Uns têm carisma e
conseguem arrastar durante algum tempo alguns seguidores, outros, nem isso, são
apenas uns ladinos em busca de apoios e sustento. Destes todos, nenhum se enfrenta
com os Fariseus ou os Príncipes dos Sacerdotes que, supostamente, estarão do
seu lado. Vituperam contra o povo que os domina e explora e, que, na sua
exaltada apreciação, representa todo o mal sobre a terra. E, a verdade é que o
conquistador romano os deixa bastante à vontade. Não se preocupa com as suas
disputas estéreis sobre problemas duma religião que, de resto, não entende. As
coisas parecem-lhe muito complicadas, com leis contraditórias que, numa grande
parte, apenas servem para sobrecarregar ainda mais o povo anónimo com regras e
mais regras muitas das quais tocam o ridículo e absurdo.
De vez em
quando, se a agitação for maior e houver sedição, atiram para os calabouços com
dois ou três dos mais notórios, castigam-nos para “dar exemplo” e, depois, devolvem-nos
às ruas.
Mas as
gentes continuam a seguir estas luminárias, sempre na esperança de algo melhor.
Há séculos que lhes dizem que há-de vir um Salvador, alguém que, empunhando um
facho de luz irresistível, guiará o povo rompendo as trevas do cativeiro,
devolvendo a honra, o orgulho, a alegria à população espezinhada.
Com o passar dos séculos, este personagem anunciado pelos profetas foi-se
transformando num ser fantástico, mítico, com poderes e capacidades
extraordinárias, um guerreiro imbatível capaz de levar de vencida o maior e
mais poderoso império da terra. Foram-se desvanecendo os sinais anunciados como
prenúncio da chegada deste salvador, esqueceram-se a maior parte das profecias
que falavam de morte, sacrifício, imolação.
O Salvador será um vencedor, um atleta, um líder de atracção irresistível.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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