Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
13/12/2019
A nossa fortaleza é emprestada
Não
sejas frouxo, mole. – Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que
sentes por ti mesmo. (Caminho, 193)
Falávamos
antes de luta. Mas a luta exige treino, uma alimentação adequada, uma
terapêutica urgente em caso de doença, de contusões, de feridas. Os
Sacramentos, medicina principal da Igreja, não são supérfluos: quando se
abandonam voluntariamente, não é possível dar um passo no caminho por onde se
segue Cristo. Necessitamos deles como da respiração, como da circulação do
sangue, como da luz, para poder apreciar em qualquer instante o que o Senhor quer
de nós.
A
ascética do cristão exige fortaleza; e essa fortaleza encontra-a no Criador.
Nós somos a obscuridade e Ele é resplendor claríssimo; somos a doença e Ele a
saudável robustez; somos a escassez e Ele a infinita riqueza; somos a
debilidade e Ele sustenta-nos, quia tu
es, Deus, fortitudo mea, porque és sempre, ó meu Deus, a nossa fortaleza.
Nada há nesta terra capaz de se opor ao brotar impaciente do Sangue redentor de
Cristo. Mas a pequenez humana pode velar os olhos de modo a que não descortinem
a grandeza divina. Daí a responsabilidade de todos os fiéis e especialmente dos
que têm o ofício de dirigir – de servir – espiritualmente o Povo de Deus, de
não fecharem as fontes da graça, de não se envergonharem da Cruz de Cristo. (Cristo que passa, 80)
THALITA KUM 37
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Tu! Vem e segue-me!
Olho em volta para
ter a certeza de que é mesmo a minha pessoa que Ele interpela. Não me restam
dúvidas, é mesmo comigo!
Pergunto-me porquê,
que tenho eu de “especial” para querer que O siga?
Tenho as minhas
pequenas virtudes e enormes defeitos, a minha inteligência e a minha
ignorância, a minha vontade e a minha preguiça, o meu ânimo e a minha letargia.
Sou, assim, como que duas, ou mesmo várias, pessoas numa só, e, não obstante,
Ele repete aquele chamamento doce e imperioso ao mesmo tempo, simultaneamente
expectante e autoritário.
Fico-me mais um
pouco examinando o que se passa, o que tenho de fazer agora, as coisas que
tenho “entre as mãos”, aquilo a que meti ombros, os entusiasmos que me excitam
a imaginação, as prioridades que estabeleci – se é que o fiz, de facto – e
pergunto-me:
Vou? Não vou?
Agora? Mais logo?
Percebo que não
posso deter-me muito mais porque Ele, depois de me chamar, seguiu o Seu caminho
e afasta-se de mim. Não Se volta para trás a ver se O sigo, se atendi ou não o
apelo que me fez; de certo modo parece confiante que entendi e atendi o que me
disse.
Sem grandes
pressas, confesso, começo a andar na Sua peugada, deitando contas à vida,
arrumando mentalmente as coisas de enormíssima importância que vão ficar por
fazer, o conforto que vou desdenhar, talvez as críticas que irei ouvir.
Mas, aos poucos,
começo a dar-me conta de uma realidade: o peso insignificante de todo esse
amontoado de coisas e, até, o pouco interesse que têm. Apercebo-me, com alguma
surpresa, confesso, que a minha decisão de O seguir não causou transtornos a
ninguém, que a vida não parou, que tudo continua paulatinamente a “funcionar” como
se eu não fosse imprescindível, absolutamente necessário. (Parece-me que, de
facto, estava convencido do contrário)
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
Evangelho: Mt 11, 16-19
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças,
que se interpelam uns aos outros, dizendo: ‘Tocámos flauta e não dançastes; entoámos
lamentações e não chorastes’. Veio João Baptista, que não comia nem bebia, e
dizem que tinha o demónio com ele. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e
dizem: ‘É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a
sabedoria foi justificada pelas suas obras».
Comentário:
Quando,
mais tarde, Jesus afirmar que «Elias já
veio» não fará mais que confirmar as palavras do Arcanjo na sua mensagem a
Zacarias.
Confirma,
portanto, que o Baptista é um profeta que, como Elias, tem como principal
missão anunciar a vinda do Messias.
(AMA,
comentário sobre Mt 11, 16-19, 19.12.2017)
Leitura espiritual
Ef 2
A
obra de Cristo –
1
Também a vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pecados, 2 aqueles em
que vivestes outrora, de acordo com o curso deste mundo, de acordo com o
príncipe que domina os ares, o espírito que agora actua nos rebeldes... 3 Como
eles, todos nós nos comportámos outrora: entregues aos nossos desejos mundanos,
fazíamos a vontade dele, seguíamos os seus impulsos, de tal modo que estávamos
sujeitos por natureza à ira divina, precisamente como os demais. 4 Mas Deus,
que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou, 5 precisamente a
nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo - é
pela graça que vós estais salvos – 6 com Ele nos ressuscitou e nos sentou no
alto do Céu, em Cristo. 7 Pela bondade que tem para connosco, em Cristo Jesus,
quis assim mostrar, nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça. 8
Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é
dom de Deus; 9 não vem das obras, para que ninguém se glorie. 10 Porque nós
fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das
boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos.
Judeus
e pagãos unidos em Cristo –
11
Lembrai-vos, portanto, de que vós outrora - os gentios na carne, os chamados
incircuncisos por aqueles que se chamavam circuncisos, com uma circuncisão
praticada na carne – 12 lembrai-vos de que nesse tempo estáveis sem Cristo,
excluídos da cidadania de Israel e estranhos às alianças da promessa, sem
esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas em Cristo Jesus, vós, que outrora
estáveis longe, agora, estais perto, pelo sangue de Cristo. 14 Com efeito, Ele
é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de
separação, a inimizade: na sua carne, 15 anulou a lei, que contém os
mandamentos em forma de prescrições, para, a partir do judeu e do pagão, criar
em si próprio um só homem novo, fazendo a paz, 16 e para os reconciliar com
Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade. 17 E, na sua
vinda, anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz àqueles que estavam perto.
18 Porque, é por Ele que uns e outros, num só Espírito, temos acesso ao Pai. 19
Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos
santos e membros da casa de Deus, 20 edificados sobre o alicerce dos Apóstolos
e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. 21 É nele que
toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor.
22 É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma
habitação de Deus, pelo Espírito.
Leitura espiritual
Ef 3
Paulo
anunciou o mistério de Cristo –
1
É graças a isso, que eu, Paulo, prisioneiro de Cristo por vós, os gentios... 2 Com
certeza, ouvistes falar da graça de Deus que me foi dada para vosso benefício,
a fim de realizar o seu plano: 3 que, por revelação, me foi dado conhecer o
mistério, tal como antes o descrevi resumidamente. 4 Lendo-o, podeis fazer uma
ideia da compreensão que tenho do mistério de Cristo, 5 que, não foi dado a
conhecer aos filhos dos homens, em gerações passadas, como agora foi revelado
aos seus santos Apóstolos e Profetas, no Espírito: 6 os gentios são admitidos à
mesma herança, membros do mesmo Corpo e participantes da mesma promessa, em
Cristo Jesus, por meio do Evangelho. 7 Dele me tornei servidor, pelo dom da
graça de Deus que me foi dada, pela eficácia do seu poder. 8 A mim, o menor de
todos os santos, foi dada a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza
de Cristo 9 e a todos iluminar sobre a realização do mistério escondido desde séculos
em Deus, o criador de todas as coisas 10 para que agora, por meio da Igreja,
seja dada a conhecer, aos Principados e às Autoridades no alto do Céu, a
multiforme sabedoria de Deus, 11 de acordo com o desígnio eterno que Ele
realizou em Cristo Jesus Senhor nosso. 12 Em Cristo, mediante a fé nele, temos
a liberdade e coragem de nos aproximarmos de Deus com confiança. 13 Por isso,
peço-vos que não desanimeis com as tribulações que sofro por vós; elas são a vossa
glória.
O
amor de Cristo –
14
É por isso que eu dobro os joelhos diante do Pai, 15 do qual recebe o nome toda
a família, nos céus e na terra: 16 que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza
da sua glória, que sejais cheios de força, pelo seu Espírito, para que se
robusteça em vós o homem interior; 17 que Cristo, pela fé, habite nos vossos
corações; que estejais enraizados e alicerçados no amor, 18 para terdes a
capacidade de apreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a
altura e a profundidade... 19 a capacidade de conhecer o amor de Cristo, que
ultrapassa todo o conhecimento, para que sejais repletos, até receberdes toda a
plenitude de Deus. 20 Àquele que pode fazer imensamente mais do que pedimos ou
imaginamos, de acordo com o poder que eficazmente exerce em nós, 21 a Ele a
glória, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gerações, pelos séculos dos
séculos! Ámen.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
12/12/2019
Nota de AMA
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NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
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É um blog de minha exclusiva responsabilidade.
Assim, fica bem evidente - para todos e, principalmente para mim - que Deus Nosso Senhor Se serve dos instrumentos mais rudimentares para difundir a Sua Palavra e propagar o Seu Reino por toda a terra.
Deus resiste aos soberbos
Caminho
certo de humildade é meditar como, mesmo carecendo de talento, de renome e de
fortuna, podemos ser instrumentos eficazes, se recorremos ao Espírito Santo
para que nos conceda os Seus dons. Os Apóstolos, apesar de terem sido
instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos
de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar,
e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé. (Sulco,
283)
Jesus
Cristo, Nosso Senhor, propõe-nos com muita frequência na sua pregação o exemplo
da sua humildade: aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, para que
tu e eu aprendamos que não há outro caminho; que só o conhecimento sincero do
nosso nada é capaz de atrair sobre nós a graça divina. Por nós, Jesus veio
padecer fome e alimentar-nos, veio sentir sede e dar-nos de beber, veio
vestir-se da nossa mortalidade e vestir-nos de imortalidade, veio pobre para
nos tornar ricos.
Deus
resiste aos soberbos, mas aos humildes dá a sua graça, ensina o Apóstolo S.
Pedro. Em qualquer época, em qualquer situação humana, não existe – para viver
vida divina – senão o caminho da humildade. Será que o Senhor se regozija com a
nossa humilhação? Não. Que lucraria com o nosso abatimento Aquele que tudo
criou, e mantém e governa tudo o que existe? Deus só deseja a nossa humildade,
que nos esvaziemos de nós próprios para ele nos poder encher; pretende que não lhe
levantemos obstáculos, a fim de que – falando ao modo humano – caiba mais graça
sua no nosso pobre coração. Porque o Deus que nos inspira a ser humildes é o
mesmo que transformará o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante ao seu
corpo glorioso, com aquele poder com que pode também sujeitar a si todas as
coisas. Nosso Senhor faz-nos seus, endeusa-nos com um endeusamento bom. (Amigos de Deus, nn. 97–98)
THALITA KUM 36
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Seremos
pessoas que andamos pelo mundo preocupadas principalmente com a nossa vida, com
aquilo que temos, o que desejaríamos ter e, até, aquilo que julgamos que era
conveniente possuir?
Mergulhamos
profundamente nas preocupações que todos os dias nos surgem dos mais diversos
quadrantes e com diferentes matizes?
Os
outros são para nós meras visões passageiras de familiares, companheiros de
trabalho, pessoas com quem nos cruzamos ocasionalmente?
Detemo-nos
para pensar, uns momentos que sejam, no que realmente somos e pretendemos ser?
Colocamos
a “fasquia” alta ou acordamos numa rotineira actividade, sem grandes acidentes
de percurso, rasteira, chata, anónima?
Quando
é que, ao longo do dia nos ocorre esta realidade: Deus está aqui, ao meu lado,
no escritório, no automóvel, no consultório, no armazém, no…!
«Na intimidade
pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros, no trabalho, cada um
há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus, com uma conversa – um
diálogo – que não se manifesta exteriormente.
Melhor dito, não se
exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo empenho e
pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as importantes
como as insignificantes. Se não procedêssemos com essa constância, seríamos pouco
coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos desperdiçado os
recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso alcance, para
chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita segundo
Cristo» [1]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
Nossa
Senhora de Guadalupe
Evangelho: Mt 11, 11-15
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém
maior do que João Baptista. Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que
ele. Desde os dias de João Baptista até agora, o reino dos Céus sofre violência
e são os violentos que se apoderam dele. Porque todos os profetas e a Lei
profetizaram até João. É ele, se quiserdes compreender, o Elias que estava para
vir. Quem tem ouvidos oiça».
Comentário:
Terão os ouvintes de Jesus percebido exactamente o que
lhes disse sobre João Baptista?
Talvez não e, por isso mesmo, o Senhor termina com um
apelo:
«Quem tem
ouvidos, oiça!»
Isto como se dissesse:
Perguntai o que não sabeis, esclarecei o que não
entenderdes, não vos fiqueis na dúvida, na interrogação, dando voltas à
imaginação.
Se quiserdes e assim pedirdes, tudo vos será explicado
com meridiana clareza.
(AMA
comentário sobre Mt 11, 11-15, 11.09.2017)
Leitura espiritual
Ef 1
Apresentação
–
1
Paulo, Apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos e fiéis em
Cristo Jesus que estão em Éfeso: 2 a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso
Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
I.
A IGREJA E O EVANGELHO (1-3,3-21)
Deus
salva-nos por Cristo
3
Bendito seja o Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que no alto do Céu nos
abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. 4 Foi assim que
Ele nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, para sermos santos e
irrepreensíveis na sua presença, no amor. 5 Predestinou-nos para sermos
adoptados como seus filhos por meio de Jesus Cristo, de acordo com o
beneplácito da sua vontade, 6 para que seja prestado louvor à glória da sua
graça, que gratuitamente derramou sobre nós, no seu Filho bem amado. 7 É em
Cristo, pelo seu sangue, que temos a redenção, o perdão dos pecados, em virtude
da riqueza da sua graça, 8 que Ele abundantemente derramou sobre nós, com toda
a sabedoria e inteligência. 9 Manifestou-nos o mistério da sua vontade, e o
plano generoso que tinha estabelecido, 10 para conduzir os tempos à sua
plenitude: submeter tudo a Cristo, reunindo nele o que há no céu e na terra. 11
Foi também em Cristo que fomos escolhidos como sua herança, predestinados de
acordo com o desígnio daquele que tudo opera, de acordo com a decisão da sua
vontade, 12 para que nos entreguemos ao louvor da sua glória, nós, que
previamente pusemos a nossa esperança em Cristo. 13 Foi nele, ainda, que vós
ouvistes a palavra da verdade, o Evangelho que vos salva. Foi nele ainda que
acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito Santo prometido, 14 o
qual é garantia da nossa herança, para que dela tomemos posse, na redenção, para
louvor da sua glória.
Cristo,
plenitude do Universo –
15 Por
isso, também eu, desde que ouvi falar da vossa fé no Senhor Jesus e do vosso
amor para com todos os santos, 16 não cesso de dar graças a Deus por vós,
quando vos recordo nas minhas orações. 17 Que o Deus de Nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê o Espírito de sabedoria e vo-lo
revele, para o conhecerdes; 18 sejam iluminados os olhos do vosso coração, para
saberdes que esperança nos vem do seu chamamento, que riqueza de glória contém
a herança que Ele nos reserva entre os santos 19 e como é extraordinariamente
grande o seu poder para connosco, os crentes, de acordo com a eficácia da sua força
poderosa, 20 que eficazmente exerceu em Cristo: ressuscitou-o dos mortos e
sentou-o à sua direita, no alto do Céu, 21 muito acima de todo o Poder,
Principado, Autoridade, Potestade e Dominação e de qualquer outro nome que seja
nomeado, não só neste mundo, mas também no que há-de vir. 22 Sim, Ele tudo
submeteu a seus pés e deu-o, como cabeça que tudo domina, à Igreja, 23 que é o
seu Corpo, a plenitude daquele que tudo preenche em todos.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
11/12/2019
Nota de AMA

NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
As suas páginas no FACEBOOK e no Tweeter têm 5.000 "amigos" e "seguidores" regulares.
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Assim, fica bem evidente - para todos e, principalmente para mim - que Deus Nosso Senhor Se serve dos instrumentos mais rudimentares para difundir a Sua Palavra e propagar o Seu Reino por toda a terra.
Deus não Se cansa das nossas infidelidades

Ser pequeno. As grandes audácias são sempre das crianças. – Quem pede... a Lua? – Quem não repara nos perigos, ao tratar de conseguir o seu desejo? "Ponde" numa criança "destas" muita graça de Deus, o desejo de fazer a sua Vontade (de Deus), muito amor a Jesus, toda a ciência humana que a sua capacidade lhe permita adquirir..., e tereis retratado o carácter dos apóstolos de hoje, tal como indubitavelmente Deus os quer. (Caminho, 857)
A
filiação divina é o fundamento do espírito do Opus Dei. Todos os homens são
filhos de Deus, mas um filho pode reagir de muitos modos diante do seu pai.
Temos de esforçar-nos por ser filhos que procuram lembrar-se de que o Senhor,
querendo-nos como filhos, fez com que vivamos em sua casa no meio deste mundo;
que sejamos da sua família; que o que é seu seja nosso e o nosso seu; que
tenhamos com Ele a mesma familiaridade e confiança com que um menino é capaz de
pedir a própria Lua!
Um
filho de Deus trata o Senhor como Pai. Não servilmente, nem com uma reverência
formal, de mera cortesia, mas cheio de sinceridade e de confiança. Deus não se
escandaliza com os homens. Deus não Se cansa das nossas infidelidades. O nosso
Pai do Céu perdoa qualquer ofensa quando o filho volta de novo até Ele, quando
se arrepende e pede perdão. Nosso Senhor é tão verdadeiramente pai, que prevê
os nossos desejos de sermos perdoados e se adianta com a sua graça, abrindo-nos
amorosamente os braços.
Reparai
que não estou a inventar nada. Recordai a parábola que o Filho de Deus nos
contou para que entendêssemos o amor do Pai que está nos Céus: a parábola do
filho pródigo.
Ainda
estava longe – diz a Escritura – quando o pai o viu e, enchendo-se de
compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Estas são
as palavras do livro sagrado: cobrindo-o de beijos! Pode-se falar mais
humanamente? Pode-se descrever com mais viveza o amor paternal de Deus para com
os homens? (Cristo que passa, 64)
THALITA KUM 35
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Conviver com Jesus
parece difícil, por vezes.
Não O vemos, não O
sentimos, não temos uma referência que nos desperte a necessidade de conviver
com Ele.
Ah! Mas a verdade,
é que temos tudo isso, só que, muitas vezes está bem guardado no mais fundo do
nosso coração. É necessário pôr o coração “de fora”, para que o possamos sentir
o seu latejar de amor pelo Mestre.
«Aqui está,
realmente, a dificuldade. A decisão de ganhar intimidade com Deus é, tem de
ser, algo sério e decisivo. Não pode ser tomada com ligeireza, num entusiasmo,
num momento de exaltação ou fervor espiritual. A intimidade com Deus é
pormo-nos, incondicionalmente, nas Suas mãos, disponíveis para o que Ele
quiser, como quiser e quando quiser, prontos para aceitar a Sua Vontade sobre
todas as coisas.
Isto pode parecer
muito exigente e, de facto é, mas se tivermos bem em conta a realidade da nossa
pessoa na sua relação com Deus, a nossa identidade superior a todas as outras
possíveis de encontrar na natureza, chegaremos á conclusão que o lugar certo
para estarmos é, sem qualquer dúvida, na intimidade do Criador.
«O céu
não foi feito à imagem de Deus, nem
a lua, nem o sol, nem a beleza das estrelas, nem nada do que aparece na
criação. Só tu (alma humana) foste feita à imagem da
natureza que supera toda inteligência, semelhante à
beleza incorruptível, marca da verdadeira divindade, espaço de vida
bem-aventurada, imagem da verdadeira luz, e ao contemplar-te convertes-te no
que Ele é, pois por meio do raio reflectido que provém de tua pureza tu imitas
aquele que brilha em ti. Nada do que existe é tão grande que possa ser
comparado à tua grandeza.» [1]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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