26/11/2019

Jesus ficou na Eucaristia por amor


A frequência com que visitamos o Senhor está em função de dois factores: fé e coração; ver a verdade, e amá-la. (Sulco, 818)

O coração! De vez em quando, sem poderes evitá-lo, projecta-se uma sombra de luz humana, uma recordação grosseira, triste, "saloia"...

Vai imediatamente ao Sacrário, física ou espiritualmente; e voltarás à luz, à alegria, à Vida! (Sulco, 817)

Assoma muitas vezes a cabeça ao oratório, para dizeres a Jesus: –... abandono-me nos teus braços.
Deixa a seus pés o que tens: as tuas misérias!
Desta maneira, apesar da turbamulta de coisas que levas dentro de ti, nunca perderás a paz. (Forja, 306)

Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.
Ficou, sabendo como o receberiam os homens... e como o recebes tu.
Ficou, para que o comas, para que o visites e lhe contes as tuas coisas e, falando intimamente com Ele na oração junto do Sacrário e na recepção do Sacramento, te apaixones cada dia mais e faças com que outras almas – muitas! – sigam o mesmo caminho. (Forja, 887)


THALITA KUM 20


THALITA KUM 20

(Cfr. Lc 8, 49-56)

Ajoelhar-se diante de Jesus é uma atitude constante no Evangelho.

Pouco antes deste relato sobre Jairo, S. Marcos conta-nos o que aconteceu com um leproso:

«Vem ter com Ele um leproso que, suplicando e lançando-se de joelhos Lhe diz: Se quiseres, podes limpar-me» [1] [2]

De facto, qualquer atitude corporal pode ser adequada para se falar com Deus.
Perante o nosso progenitor também não costumamos tomar nenhuma atitude especial, claro está, dentro das normas do respeito que nos merece.
Mas, na oração, que é o nosso diálogo com Deus a nossa postura deverá ser, além de amor filial, e preferencialmente, de recolhimento, de veneração de reconhecimento do nosso “nada” perante o Criador de todas as coisas. A resposta de Jesus a esta postura de humildade e entrega confiante é sempre generosa, pronta, extraordinária. Ele comove-se, enternece-se, sente-se movido a satisfazer o que pedimos.

«Por isso, sem medo de exageros ou interpretações acomodatícias, temos de concluir que rezar de joelhos, mortificando o corpo, é sumamente agradável a Deus.» [3]

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)




[1] Mc 1, 40.
[2] Aquele homem ajoelha-se prostrando-se por terra o que é sinal de humildade -, para que cada um se envergonhe das manchas da sua vida. Mas a vergonha não há-de impedir a confissão: o leproso mostrou a chaga e pediu remédio. A sua oração está, além disso, cheia de piedade: isto é, reconheceu que o poder de se curar estava nas mãos do Senhor» (S. Beda, Comentário ao Ev. de S. Marcos, 1, 40-45).
[3] D. Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. IV, 4.

Novíssimos


Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 21, 5-11

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu».

Comentário:

Desde sempre o homem teve como que um “peso” coberto de trevas e angústia com o chamado “fim do mundo”.

Jesus Cristo, de facto, fala em fenómenos espantosos… grandes sinais no céu, mas não confirma que esses são prenúncios do fim.

Podemos, no entanto, considerando uma Sua afirmação:
«Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.»[1], que este será de facto, algo espantoso preenchendo tudo quanto existir no mundo.

(AMA, comentário sobre Lc 21, 5-11, 19.09.2019)



[1] Cfr Lc 21, 27

Leitura espiritual


CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 7

1 De posse destas promessas, caríssimos, purifiquemo-nos de toda a mácula da carne e do espírito, completando a obra da nossa santificação no temor de Deus. 2 Dai-nos um lugar nos vossos corações. Não causámos dano a ninguém, não defraudámos ninguém, não explorámos ninguém. 3 Não digo isto para vos condenar, pois já vos disse que estais no nosso coração para a vida e para a morte. 4 Tenho muita confiança em vós e de vós muito me orgulho. Estou cheio de consolação e transbordo de alegria no meio de todas as nossas tribulações.

Alegria de Paulo pelas boas notícias

5 Com efeito, chegados à Macedónia, não tivemos qualquer sossego, mas sofremos toda a espécie de tribulação: lutas, por fora; temores, por dentro. 6 Deus, porém, que consola os humildes, consolou-nos com a chegada de Tito, 7 e não só com a sua chegada mas também com a consolação que ele tinha recebido de vós. Contou-nos ele o vosso vivo desejo, a vossa aflição, a vossa solicitude por mim, de modo que ainda mais me regozijei. 8 Sim, se vos causei tristeza com a minha carta, não me arrependo. E se então me arrependi - pois vejo que essa carta vos entristeceu, embora por pouco tempo – 9 agora alegro-me, não por vos ter entristecido, mas por essa tristeza vos ter levado ao arrependimento. Com efeito, a vossa tristeza foi segundo Deus e assim não sofrestes nenhum dano da nossa parte. 10 Porque a tristeza, segundo Deus, produz um arrependimento que leva à salvação e não dá lugar ao remorso, enquanto a tristeza do mundo produz a morte. 11 Vede antes o que essa mesma tristeza segundo Deus produziu em vós: quanta solicitude, e até quantas desculpas; quanta indignação e quanto temor; que vivo desejo, que zelo, que punição! De qualquer modo, mostrastes que estáveis inocentes neste caso.  12 Portanto, se vos escrevi, não foi por causa daquele que cometeu a ofensa, nem por causa do ofendido, mas para que a vossa solicitude por nós se tornasse patente a vós, diante de Deus. 13 Foi por isso que ficámos consolados. Mas, além desta consolação, ainda mais nos alegrámos pela alegria de Tito, pois o seu espírito ficou tranquilizado a respeito de todos vós. 14 Se diante dele me gloriei um pouco de vós, não tive de que me envergonhar; mas como em tudo vos temos falado com verdade, também o louvor que de vós fizemos a Tito resultou verdadeiro. 15 A sua afeição por vós aumenta ainda mais, ao lembrar-se da obediência de todos vós, e de como o acolhestes com temor e reverência. 16 Alegro-me de poder, em tudo, contar convosco.

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Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




25/11/2019

Sendo crianças, não tereis penas


Sendo crianças, não tereis penas: os miúdos esquecem depressa os desgostos para voltar aos seus divertimentos habituais. – Por isso, com o "abandono", não tereis de vos preocupar, pois descansareis no Pai. (Caminho, 864)

Por volta dos primeiros anos da década de 40, eu ia muito a Valência. Não tinha então nenhum meio humano e, com os que – como vocês agora – se reuniam com este pobre sacerdote, fazia oração onde podíamos, algumas tardes numa praia solitária. (...)
Pois um dia, ao fim da tarde, durante um daqueles pores do Sol maravilhosos vimos que uma barca se aproximava da beira-mar e que saltaram para terra uns homens morenos, fortes como rochas, molhados, de tronco nu, tão queimados pela brisa que pareciam de bronze. Começaram a tirar da água a rede que traziam arrastada pela barca, repleta de peixes brilhantes como a prata. Puxavam com muito brio, os pés metidos na areia, com uma energia prodigiosa. De repente veio uma criança, muito queimada também, aproximou-se da corda, agarrou-a com as mãozinhas e começou a puxar com evidente falta de habilidade. Aqueles pescadores rudes, nada refinados, devem ter sentido o coração estremecer e permitiram que aquele pequeno colaborasse; não o afastaram, apesar de ele estorvar em vez de ajudar.
Pensei em vocês e em mim; em vocês, que ainda não conhecia e em mim; nesse puxar pela corda todos os dias, em tantas coisas. Se nos apresentarmos diante de Deus Nosso Senhor como esse pequeno, convencidos da nossa debilidade mas dispostos a cumprir os seus desígnios, alcançaremos a meta mais facilmente: arrastaremos a rede até à beira-mar, repleta de frutos abundantes, porque onde as nossas forças falham, chega o poder de Deus. (Amigos de Deus, 14)


THALITA KUM 19


THALITA KUM 19

(Cfr. Lc 8, 49-56)

Porque têm algumas pessoas de tocar o real e verdadeiro Corpo de Jesus com as suas mãos?

Bem sei que a Igreja o permite, e que é uma prática quase usual em alguns lugares. (O sacerdote tem as mãos ungidas exactamente para poder administrar os sacramentos, tocar a hóstia consagrada.)
Considero, portanto, esta prática, um excesso de familiaridade, aliás inútil e dispensável.
A comunhão deve ser um acto íntimo e respeitoso, feito com decoro e compenetração. Diria até, com cerimónia.
Trata-se de Deus Nosso Senhor, Criador dos Céus e da Terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis.
O respeito, nunca demasiado, pelas coisas sagradas e, sobretudo, pela Sagrada Eucaristia, deve ser uma atitude permanente em nós e deveríamos esforçar-nos para o fazer também sentir aos outros.

Lembra-me de antigamente se comungar de joelhos, que é a atitude natural de recolhimento interior e respeito do homem para com Deus.
Os tempos são outros, evidentemente, e a prática comum hoje em dia é comungar-se de pé.
No entanto, não podemos, nem devemos transigir com novas práticas, - a menos que a Santa Igreja assim o recomende -, com facilidades ou, como dizia, familiaridades, sob pena de a Sagrada Comunhão se ir tornando uma coisa banal e corriqueira em vez de um acto profundamente reflectido e de extraordinária importância.

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 21, 1-4

Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas. Então Jesus disse: «Em verdade vos digo: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver».

Comentário:

Temos todos os homens - sobretudo os cristãos - obrigação de dar algo para ajudar outros sejam quem forem, quer através de instituições credíveis, ou pessoal e directamente.


Qual a medida que devemos usar?


Aquela que corresponde a um são e esclarecido critério.


Temos um exemplo: Jesus Cristo que deu quanto tinha, inclusive a Sua própria vida e por todos, não excluindo ninguém.


Em "troca" só quer amor e que tentemos imita-lo como nos for possível.


(AMA, comentário sobre Lc 21, 1-4 2016.11.21)

Leitura espiritual

CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 6

O Ministério apostólico –

1 E como seus colaboradores, exortamo-vos a não receber em vão a graça de Deus. 2 Pois Ele diz: No tempo favorável, ouvi-te e, no dia da salvação, vim em teu auxílio. É este o tempo favorável, é este o dia da salvação. 3 Não damos em nada qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. 4 Ao contrário, em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência nas tribulações, nas necessidades e nas angústias, 5 nos açoites e nas prisões, nos tumultos e nas fadigas, nas vigílias e nos jejuns, 6 pela pureza e pela ciência, pela magnanimidade e pela bondade, pelo Espírito Santo e pelo amor sem fingimento, 7 pela palavra da verdade e pelo poder de Deus, pelas armas ofensivas e defensivas da justiça; 8 na honra e na desonra, na má e na boa fama; tidos por impostores e, no entanto, verdadeiros; 9 por desconhecidos e, no entanto, bem conhecidos; por agonizantes e, no entanto, eis-nos com vida; por condenados e, no entanto, livres da morte; 10 por tristes, nós que estamos sempre alegres; por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo. 11 A nossa boca tem-se aberto para vós, ó coríntios; dilatou-se o nosso coração. 12 Não é estreito o espaço que tendes em nós; o vosso íntimo é que se estreitou. 13 Pagai-nos com a mesma moeda - como a filhos vos falo: dilatai, também vós, o vosso coração.

Templos de Deus –

14 Não vos prendais ao mesmo jugo com os infiéis. Que união pode haver entre a justiça e a impiedade ou que há de comum entre a luz e as trevas? 15 Que acordo pode existir entre Cristo e Belial ou que parte tem o fiel com o infiel? 16 Que compatibilidade é possível entre o templo de Deus e os ídolos? Porque nós somos o templo do Deus vivo, como o mesmo Deus disse: Habitarei e andarei no meio deles, Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 17 Por isso, saí do meio dessa gente e afastai-vos, diz o Senhor. Não toqueis no que é impuro e Eu vos acolherei, 18 e serei para vós um pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

Por qué el Infierno «tiene que existir»



Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







24/11/2019

Amor verdadeiro é sair de si mesmo


A alegria cristã não é fisiológica: o seu fundamento é sobrenatural, e está por cima da doença e da contradição. Alegria não é alvoroço de guizos ou de baile popular. A verdadeira alegria é algo mais íntimo: algo que nos faz estar serenos, transbordantes de gozo, mesmo que, às vezes, o rosto permaneça grave. (Forja, 520)

Há quem viva amargurado todo o dia. Tudo lhe causa desassossego. Dorme com uma obsessão física: a de que essa única evasão possível lhe vai durar pouco. Acorda com a impressão hostil e descorçoada de que já tem outra jornada pela frente...
Muitos esqueceram-se de que o Senhor nos colocou neste mundo de passagem para a felicidade eterna; e não pensam que só podem alcançá-la os que caminharem na Terra com a alegria dos filhos de Deus. (Sulco, 305)

Amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria que tem as suas raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor de que se gosta, amável, fonte de íntimo gozo, mas dor real, porque significa vencer o nosso egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma das nossas acções (Cristo que passa, 43).


THALITA KUM 18


THALITA KUM 18

(Cfr. Lc 8, 49-56)

Na sequência do Evangelho de S. Mateus, Jesus tinha vindo de Gerasa e, decerto, os acontecimentos extraordinários, os dois mil porcos precipitados no mar como “preço”, da cura do endemoninhado [1], teriam chegado ao seu conhecimento.

Também poderá ter ouvido falar do filho da viúva de Naim, ressuscitado em pleno cortejo fúnebre.

Vai, portanto, ter com Ele à praia, não espera que o chame, adianta-se e decide-se.

A situação é grave, a tormenta violentíssima…

«Cai-lhe aos pés» [2], diz expressamente o Evangelho.
Uma atitude de enorme humildade, de profunda entrega.

Cair aos pés de Jesus é “meio caminho andado” para alcançar a misericórdia que se implora.

Que tem de mais ajoelharmo-nos?
Não é Ele o Criador e Senhor de todas as coisas?

Esta passagem tão linear deve fazer-nos pensar na facilidade com que, por vezes, nos aproximamos de Jesus.
Por exemplo, em frente do Sacrário, onde Ele está presente em Corpo, Alma e Divindade como nos comportamos?

Ajoelhamos reverentemente ou, se não o podemos fazer, detemo-nos sem pressas e fazemos uma vénia conveniente, sentida, própria de quem se sabe servo quem cumprimenta o seu Senhor?

E como O recebemos na Sagrada Comunhão?
Aproximamo-nos com respeito, com profundo recolhimento interior?

Se Ele se nos entrega em Corpo, Alma e Divindade para nosso alimento, não será para nós bastante recebê-lo como alimento? 

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)




[1] Cfr. Lc 8, 26-39.
[2] Mc 5, 22.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


CRISTO REI

Evangelho: Lc 23, 35-43

Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo». Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus». Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más acções. Mas Ele nada praticou de condenável». E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».

Comentário:

A realeza de Cristo – mesmo que não fosse essa a verdadeira intenção de Pilatos – ficará para sempre publicamente registada no letreiro que identifica o Crucificado.

Os próprios que promoveram a Sua morte, reconhecem isto e vão junto do Pretor Romano pedir a remoção do letreiro.
A resposta deste – ‘quod scripsi scripsi’[1] – é a confirmação da realidade.

E são os simples e puros de coração – independentemente da sua situação pessoal no momento – que o reconhecem e acreditam.

Com a sua resposta o ladrão arrependido conquistou o Coração de Cristo e obteve o maior prémio a que poderia aspirar: a salvação eterna.

(AMA, comentário sobre Lc 23, 35-43, 19.09.2019)



[1] Cfr Jo 19,22

Leitura espiritual


CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 5

1 Sabemos, com efeito, que, quando a nossa morada terrestre, a nossa tenda, for destruída, temos uma habitação no Céu, obra de Deus, uma casa eterna, não construída por mãos humanas. 2 E por isso, gememos nesta tenda, ansiando por revestir-nos daquela habitação celeste, 3 contanto que nos encontremos vestidos e não nus. 4Pois, enquanto estamos na tenda gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos mas revestidos, a fim de que o que é mortal seja absorvido pela vida. 5 E quem nos preparou para isso mesmo foi Deus, que nos deu o penhor do Espírito. 6 Portanto, estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, 7 pois caminhamos pela fé e não pela visão... 8 Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar junto do Senhor. 9 Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos, esforçamo-nos por lhe agradar. 10 Com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto estava no corpo.

O ministério da reconciliação –

11 Compenetrados, pois, do temor do Senhor, procuramos persuadir os homens e viver plenamente transparentes diante de Deus. Mas espero ter-me também manifestado plenamente às vossas consciências. 12 Não vamos recomendar-nos, de novo, a vós, mas queremos dar-vos a oportunidade de vos gloriardes por causa de nós, a fim de que saibais como responder aos que se gloriam das aparências e não do que está no coração. 13 Porque, se entramos em exaltação, é por Deus; se somos sensatos, é por vós. 14 Sim, o amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu por todos e, portanto, todos morreram. 15 Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 16 Por conseguinte, de agora em diante, não conhecemos ninguém à maneira humana. Ainda que tenhamos conhecido a Cristo desse modo, agora já não o conhecemos assim. 17 Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas. 18 Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. 19 Pois foi Deus quem reconciliou o mundo consigo, em Cristo, não imputando aos homens os seus pecados, e pondo em nós a palavra da reconciliação. 20 É em nome de Cristo, portanto, que exercemos as funções de embaixadores e é Deus quem, por nosso intermédio, vos exorta. Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus. 21 Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus.

Alcalde de Costa de Marfil consagra su ciudad a la Virgen María



Un alcalde de Costa de Marfil consagra su ciudad a la Virgen María acompañado de evangélicos y musulmanes

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?