Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
26/10/2018
Temas para reflectir e meditar
O mistério da Santa Missa,
repetimos, é, como todos os mistérios, impossível de abarcar na totalidade.
Convém muito pedir ao
Espírito Santo que nos ilumine com os Seus dons em particular os de Ciência e
Entendimento para irmos chegando cada vez mais perto de, não apenas acreditar,
mas, ter uma fé esclarecida e bem estruturada.
O dia de Quinta-feira é
particularmente indicado para meditar de forma mais cuidada e detida sobre a Santíssima
Eucaristia e, naturalmente sobre a Santa Missa.
Penso que por nós próprios
nunca seríamos capazes de comungar, esmagados pela realidade da nossa pobre
condição humana comparada com a majestade e omnipotência do nosso Deus e
senhor.
Mas fazemo-lo porque foi Ele
próprio quem assim dispôs.
Porque sentimos uma
necessidade imperiosa de nos convertermos em Cristo faculdade extraordinária
que a Sagrada Comunhão nos proporciona.
Somos, embora por breves
minutos, elevados a uma categoria divina de tal modo o Corpo o Sangue a Alma e
a Divindade de Jesus Cristo se "misturam" com todo o nosso ser.
Então somos levados também
a compreender e a dar-nos conta da dignidade do ser humano.
Consideramos o respeito
com que devemos tratar o nosso corpo e o dos outros com quem nos cruzamos nos
caminhos da vida.
Percebemos que todos, como
filhos de Deus, temos uns direitos e uns deveres que por ninguém nem por nós
próprios podem ser violados.
Assusta - e preocupa -
muitos, verificarem que são milhares de pessoas que se aproximam da Comunhão
Eucarística mas que o mesmo não se passa no que respeita à Confissão Sacramental.
Leitura espiritual
LEGENDA MAIOR
Vida de São Francisco de Assis
CAPITULO 7
Amor
à pobreza e intervenções miraculosas nas necessidades
1 . Entre outros dons e carismas que o Doador de todos os bens concedeu
a Francisco, houve um privilégio singular: o de crescer nas riquezas da
simplicidade através do amor pela altíssima pobreza.
Considerando o santo que
esta virtude havia sido familiar ao Filho de Deus e vendo-a quase desterrada do
mundo, quis torná-la sua esposa, amando-a com amor eterno, e por ela não só
deixou pai e mãe, mas generosamente distribuiu tudo quanto possuía. Ninguém foi
tão ávido de ouro quanto o foi Francisco da pobreza e ninguém pôs tanto cuidado
em guardar os seus tesouros como o foi ele em conservar tão preciosa pérola.
Por isso nada o ofendia
tanto como ver em seus irmãos qualquer coisa que não estivesse inteiramente de
acordo com a pobreza.
E na verdade, o santo,
desde o início de sua vida religiosa até a morte possuiu estas riquezas: a
túnica, o cordão e as roupas de baixo; e vivia contente.
Muitas vezes recordava,
sem poder conter as lágrimas, a pobreza de Cristo e de sua Mãe.
Afirmava que esta é a
rainha das virtudes, porque a vemos brilhar com pleno fulgor mais do que todas
as outras, no Rei dos reis e na Rainha sua Mãe.
Por essa razão, certa vez,
reunidos os irmãos e tendo-lhe um deles perguntado qual a virtude mais
apropriada do que qualquer outra para se captar a perfeita amizade de Cristo,
respondeu como quem descobre um segredo íntimo do coração.
“Sabei, irmãos, que a pobreza
é o caminho mais seguro para a salvação, como fundamento que é da humildade e
raiz de toda perfeição, e os seus frutos, embora ocultos, são múltiplos e abundantíssimos.
Essa virtude é aquele tesouro evangélico escondido no campo; para comprá-lo deve-se
vender tudo e por seu amor desprezar tudo o que não se pode vender”.
2. E dizia: “Quem pretende
chegar ao cume da pobreza deve renunciar não somente à prudência segundo o
mundo, mas também às letras e às ciências; assim despojado daquilo que ainda é
uma forma de posse, proclamará o poder do Senhor (cf. SI 73,15-16) e
se oferecerá nu ao abraço do Crucificado.
Aquele que guarda sua
reservazinha de amor-próprio no íntimo do coração ainda não renunciou
inteiramente ao mundo”.
Nos seus sermões aos
irmãos sobre a pobreza, muitas vezes citava esta passagem do Evangelho: “As
raposas têm suas covas e os pássaros seus ninhos, mas o Filho do homem não tem
onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20).
Daí concluía que os irmãos
não devem construir senão casas pequenas e pobres, como os pobres fazem, nem se
instalar nelas como proprietários mas comportar-se como peregrinos e estrangeiros
na casa dos outros. Ser peregrino, dizia ele, é ser recebido na casa dos
outros, ter nostalgia da pátria e irradiar a paz à sua passagem.
Mandava mesmo derrubar
casas já construídas ou fazia sair delas os irmãos, quando as considerava
contrárias à pobreza evangélica por terem os irmãos aceite a propriedade deles
ou exagerado o seu conforto. Para ele a pobreza era a pedra fundamental da
Ordem, fundamento de todo esse edifício que permanecerá sólido enquanto ela for
sólida e se um dia ela desaparecer, ficará completamente destruído.
“Para se entrar na vida
religiosa, ensinava ele de acordo com uma revelação, é preciso começar
praticando esta palavra do Evangelho: ‘Se queres ser perfeito, vai, vende tudo
o que possuis e dá-o aos pobres”’ (Mt 19,21).
Por essa razão só admitia
à Ordem aquele que houvesse renunciado à propriedade e nada absolutamente,
retivesse para si.
Assim se conformava ao
Evangelho e evitava o escândalo que provocaria o costume das bolsas
particulares.
Um homem da Marca de Ancona
pediu-lhe um dia admissão na Ordem. “Se quiseres partilhar a vida dos pobres de
Cristo, disse-lhe Francisco, distribui entre os pobres do mundo tudo o que possuis”.
Ao ouvir isso, retirou-se
ele, distribuiu seus bens à própria família e os pobres ficaram sem nada. Era
um amor bem carnal que assim o fazia agir. Voltou ele e contou tudo ao santo,
que o repreendeu duramente:
“Segue teu caminho, irmão
Mosca. Nunca deixaste a tua casa ou a tua família. Repartiste os teus bens com
a parentela e defraudaste os pobres. Não és, pois, digno de viver com os pobres
evangélicos. Começaste por espírito carnal: para um edifício espiritual é um
fundamento que não vale nada!”
Voltou o homem carnal para
os seus, exigiu de volta os bens que havia deixado e que não quis distribuir
aos pobres, abandonando assim imediatamente seus propósitos de virtude.
3. Em outra época, vivia a
comunidade de Santa Maria da Porciúncula em tanta miséria que nada tinham para
oferecer aos irmãos que chegavam de visita.
O vigário de Francisco
aproximou-se dele e falou-lhe da penúria que sofriam e pediu-lhe permissão para
reservar algo dos bens dos noviços que entravam na Ordem para poderem recorrer a
esses bens quando parecesse indispensável. Francisco, que tinha a protecção da
divina Sabedoria, replicou:
“Irmão caríssimo, Deus
proibiu que atentássemos contra a Regra por qualquer motivo que seja. Se a
situação é precária, prefiro que se suprimam os adornos do altar da gloriosa
Virgem ao menor atentado contra o voto de pobreza e observância do Evangelho.
Pois a bem-aventurada Virgem Maria ficará muito mais satisfeita se, despojando
embora o seu altar, seguirmos perfeitamente os conselhos do santo Evangelho do
que se, enfeitando o seu altar, transgredirmos os conselhos que seu Filho nos
deixou e nós prometemos seguir”.
4. Andando o santo certo
dia com um companheiro através da Apúlia, viu, ao sair da cidade de Bari, no
caminho, uma bolsa que parecia repleta de dinheiro. O companheiro insistiu com
o pobrezinho de Cristo que seria conveniente recolher do chão aquela bolsa e
distribuir o dinheiro aos pobres. Francisco recusou ouvir esse pedido, suspeitando
que naquela bolsa se escondia, sem dúvida, alguma cilada diabólica. Por isso
julgava que o companheiro lhe estava aconselhando uma coisa não meritória, ou
até mesmo pecaminosa, isto é, apoderar-se do alheio a pretexto de o dar aos
pobres. Por esta recusa afastaram-se daquele lugar e apressaram o passo continuando
a viagem começada.
Mas aquele irmão não ficou
tranquilo, levado de uma falsa piedade, chegando mesmo ao extremo de repreender
a Francisco e acusá-lo de não querer socorrer as necessidades dos pobres.
Importunado com tanta
insistência, consentiu o santo em voltar ao local mencionado, não para
satisfazer o irmão, mas para pôr à luz o ardil do demónio. Volta até a bolsa
com o irmão e um jovem que passava; põe-se em oração e ordena a seu companheiro
que pegue o dinheiro. O irmão tremia já de medo, pois começava a pressentir uma
aparição do demónio; mas forçado pelo preceito da santa obediência, pôs de lado
toda dúvida e estendeu a mão para pegar o dinheiro.
No mesmo instante, uma
serpente descomunal saiu da bolsa e, ao desaparecer, no mesmo instante, levou-a
consigo, ficando bem claro o ardil do demónio. Uma vez desmascarada a dita
astúcia, disse Francisco a seu companheiro:
“O dinheiro, irmão
caríssimo, para os servos de Deus é apenas o demónio e uma serpente venenosa!”
5. Depois disso, ao dirigir-se
à cidade de Sena por motivo urgente, aconteceu ao santo um facto extraordinário.
Três senhoras pobres,
perfeitamente semelhantes de estatura, idade e semblante, saíram-lhe ao
encontro na grande planície que se estende entre Campiglia e San Quirico, as
quais o saudaram de um modo completamente inusitado:
“Seja bem-vinda a Senhora
Pobreza”.
A essas palavras, uma
alegria inefável inundou o coração apaixonado daquele amante da Pobreza, pois
se houvesse nele qualquer virtude a saudar, nenhuma outra melhor existiria.
Tendo elas desaparecido subitamente,
os companheiros de Francisco, ao considerar nas três senhoras semelhança tão
admirável e a surpresa de tal aparição, a forma que usaram de saudação e o
repentino desaparecimento delas, julgaram com toda razão que nisso tudo se
ocultava algum segredo misterioso relacionado com o santo fundador.
De facto, essas três
senhoras pobres com traços tão semelhantes, saudação tão estranha e
desaparecimento tão inesperado, podem perfeitamente simbolizar a perfeição
evangélica, cuja tríplice beleza: pobreza, castidade e obediência, resplandecia
igualmente no homem de Deus, que havia preferido orgulhar-se na pobreza.
Tinha como um privilégio e
ora a chamava sua mãe, ora sua esposa, ora sua senhora. Na pobreza buscava
Francisco superar a todos os outros, ele que aprendera da própria pobreza a se
considerar inferior a todos. Se lhe acontecia encontrar alguma pessoa mais
pobre que ele, ao menos na aparência, logo se censurava e se empenhava a ser
também como ela, como se tivesse medo de ser vencido pelo outro na amorosa porfia
da pobreza.
Certa ocasião, sucedeu-lhe
encontrar um pobre. Vendo-lhe a nudez, compadeceu-se profundamente dele, e
voltando-se ao companheiro, com voz lastimosa lhe disse:
“Que vergonha deve
causar-nos, irmãos, a nudez deste mendigo!
Escolhemos a pobreza como
nossa riqueza mais estimada, e eis que neste homem ela resplandece muito mais
do que em nós”.
São Boaventura
(cont)
(Revisão da versão
portuguesa por AMA)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Quem ama a Deus dá-se a si mesmo
Que pena viver tendo como
ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para
justificar essa actuação. Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso
ganhar nada. Também com um só talento podes agir de modo meritório. Que
tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas
ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a
sociedade!
Quando o cristão mata o
seu tempo na Terra, coloca-se em perigo de matar o seu Céu, se, pelo seu
egoísmo, se retrai, se esconde, se despreocupa. Quem ama a Deus, não entrega só
o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. Não vê – em
perspectiva rasteira – o seu eu na saúde, no nome, na carreira. (Amigos
de Deus, 46)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 12, 54-59
54 Dizia também às multidões: «Quando
vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo: ‘Vem lá a chuva’; e assim
sucede. 55 E quando sopra o vento sul, dizeis: ‘Vai haver muito calor’; e assim
acontece. 56 Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é
que não sabeis reconhecer o tempo presente?» 57 «Porque não julgais por vós
mesmos, o que é justo? 58 Por isso, quando fores com o teu adversário ao
magistrado, procura resolver o assunto no caminho, não vá ele entregar-te ao
juiz, o juiz entregar-te ao oficial de justiça e o oficial de justiça meter-te
na prisão. 59 Digo-te que não sairás de lá, antes de pagares até ao último
centavo.»
Comentário:
Parece
ser atávica esta tendência que todos – mais ou menos – temos para fazer juízos
a propósito ou a despropósito.
É
verdade, também, que a maior parte das vezes o fazemos interiormente e não
manifestamos o que nos vais no pensamento.
(Diria
que… “do mal o menos”)
Mas,
de facto, que direito, ou categoria, ou estatuto temos para julgar seja o que
for a não ser a avaliação do que nos diz respeito pessoal: o que pensamos, o
que fazemos, etc.?
Neste
caso sim, mas não se tratará de um julgamento, mas de um exame, o que é útil e
conveniente.
Tudo
o resto deve ser evitado liminarmente porque é uma usurpação de um privilégio
que só a Deus cabe exercer.
(AMA,
comentário sobre Lc 12, 54-59, 27.10.2017)
Doutrina – 456
Compêndio
PRIMEIRA SECÇÃO
A ECONOMIA SACRAMENTAL
CAPÍTULO SEGUNDO
A CELEBRAÇÃO SACRAMENTAL
DO MISTÉRIO PASCAL
CELEBRAR A LITURGIA DA
IGREJA
Quem celebra?
Pergunta:
235. Como é que a Igreja
na terra celebra a liturgia?
Resposta:
A
Igreja, na terra, celebra a liturgia, como povo sacerdotal, no qual cada um
actua segundo a própria função, na unidade do Espírito Santo: os baptizados
oferecem-se em sacrifício espiritual; os ministros ordenados celebram segundo a
Ordem recebida para o serviço de todos os membros da Igreja; os Bispos e os
presbíteros agem na pessoa de Cristo Cabeça.
25/10/2018
Temas para reflectir e meditar
Como poderá alguém ir
comungar sem estar devidamente preparado e sem ter o coração a
"rebentar" de amor e a alma de alegria?
Eis algumas manifestações
de acções de graças da Comunhão Eucarística:
Hóstia
salutar, Pão dos Anjos, Alimento para a vida!
Acabei
de Vos receber na minha alma e, o meu coração, não me cabe no peito com a
alegria que o inunda!
Bem
hajas meu querido Rei e Senhor por esta dádiva ao Teu humilde servo. Sei bem
que não mereço mas, ouso esperar que não deixes de vir diariamente à minha
alma!
Há
poucos minutos recebi-te na minha morada.
Apesar
de não ter a dignidade que merecerias, quiseste vir.
E,
eu, não sei o que é mais extraordinário, se a humilhação a que Te sujeitas ou a
Bondade que demonstras!
Oh
Jesus, agora real e verdadeiramente presente no meu coração, por intermédio de
minha Mãe Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor, do Anjo da minha
guarda e de S. Josemaria, concedei-me a graça de me aceitares inteiramente,
apesar de ser pobre, fraco, falso e inconstante.
Guiai-me
e fortificai-me nos caminhos da fé, esperança e caridade, no amor à Santa
Igreja, ao Romano Pontífice, aceitando plenamente e sem reservas as
orientações, conselhos e directivas de quem tem por missão dirigir a minha
alma, aumentando em mim a simplicidade, o desprendimento, a perseverança, a
coragem, a contemplação e a humildade.
Aceitai
Senhor as minhas orações, mesmo mal feitas e distraídas, os meus fracos
esforços no cumprimento dos meus deveres de cristão.
Sei,
Senhor, que estás presente em todos os momentos e circunstâncias da minha vida
e que nada me acontecerá sem Teu consentimento, por isso me entrego totalmente
nas Tuas mãos.
Olha
Senhor, com complacência para este Teu filho a quem a Tua infinita misericórdia
tem cumulado de bens e graças que não merece, e perdoa os pecados e faltas com
que tão amiúde Te ofende.
Não
permitais, Senhor, que me perca para a contemplação da Tua Eterna Glória, na
Vida Eterna, únicos objectivo e anseio que desejo na vida.
Dou-vos
graças, Senhor, por esta oportunidade de me dirigir a Vós, uma vez mais, depois
de Vos ter recebido na Hóstia Santa e peço-vos que me acompanheis durante o
resto deste dia, dando-me fortaleza para resistir às tentações, perseverança na
luta contra os meus defeitos, coragem para vencer as minhas fraquezas,
humildade para reconhecer, a cada momento, que não posso nada, não sei nada,
não tenho nada e não valho nada.
Que,
na verdade, sou menos que nada.
Nestes
minutos depois de Vos ter recebido na Sagrada Eucaristia, parece-me que o
mundo, a vida ficam como que suspensos à minha volta.
Uma
extraordinária sensação de bem-estar tranquilo e um desejo de me deixar ficar
assim...absorto na maravilha de Te ter no meu peito.
Dou-te
graças, Senhor, por teres vindo e, também, por me dares estes sentimentos que
me elevam e pacificam.
Estás
aqui, Senhor, no meu peito, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade tal como estás
no Céu. Mistério extraordinário da Tua Bondade, do carinho com que me
distingues.
Logo
a mim! Teu pobre filho, tão falho de tudo, tão disperso por tantas coisas que
não interessam, tão pouco dedicado ao cumprimento da Tua Vontade.
Logo
a mim! Que me esqueço constantemente que Tu e só Tu, tens palavras de Vida
Eterna, és o verdadeiro Caminho, a única Verdade, a Vida que vale a pena.
Logo
a mim! Que me distraio por tantos problemas, criados por mim próprio, fruto da
minha inconstância, da minha insensatez, da minha ânsia de ter e possuir, e tão
pouco ciente de que não tenho absolutamente nada.
Logo
a mim! Tão exigente com os outros, tão ávido e cioso da minha ‘importância’, e
tão pouco ciente de que não valho absolutamente nada.
Logo
a mim! Tão convencido da minha ciência, das minhas capacidades, do meu
conhecimento das coisas, com opinião formada sobre tudo e sobre todos, sempre
pronto a emitir parecer e enunciar princípios, e tão pouco ciente de que não
sei absolutamente nada.
Logo
a mim! Tão seguro da minha capacidade, da minha força, dos meus valores, da
minha fortaleza, e tão pouco ciente de que não posso absolutamente nada.
Ah!
Senhor! Como podes Tu, vir, assim, tão declaradamente Amigo e Pai, ter com quem
se esquece de ser amigo e filho?
Ah!
Senhor! Como podes Tu, conceder, assim, tão magnanimamente amoroso, graças tão
grandes, a quem se esquece de ser agradecido e obrigado?
Ah!
Senhor! Como podes Tu, derramar, assim, atenções e carinho, tão
misericordiosamente interessado, a quem Te paga com esquecimentos e rejeições?
Porque
não sei amar, amo muito pouco e muito mal, quer com o coração, quer com as
palavras, mas, sobretudo, com as obras, aumenta, Senhor, o meu amor.
Porque
não sei querer, quero mal e quero coisas que não interessam, ajuda-me Senhor, a
saber querer antes de mais, a única verdadeira coisa que devo querer: cumprir a
Tua Justíssima e Amabilíssima Vontade sobre todas as coisas, Ámen, Ámen.
Porque
ponho a minha esperança em coisas vãs, passageiras e fátuas, ensina-me a ter
Esperança verdadeira, sólida e inquebrantável, em Ti, meu Senhor e meu Deus,
Fonte da Verdadeira Vida, claridade dos meus dias, segurança dos meus passos,
espelho onde quero rever-me constantemente.
Da
quod iubes e iube quod vis: Que ordenes o que quiseres mas, para que o possa
fazer, tens de dar-me o que ordenas. É o que Te peço e mais desejo: fazer a Tua
Vontade em todas as coisas. Cumprir a Tua Vontade, satisfazer as Tuas ordens,
sem hesitação, sem demoras. Assim:
* Para Te poder amar, dá-me Amor.
* Para poder esperar em Ti, dá-me
Esperança.
* Para poder crer em Ti, aumenta a minha
pouca Fé.
Só
assim serei capaz, só assim serei feliz. Senhor, sou tão fraco, tão pusilânime
e é tão difícil falar contigo. Tenho tanto para dizer, tenho tanto a pedir,
tenho tanto, mas tanto, a agradecer e, só sei pedir coisas que julgo precisar,
com certeza, coisas que não serão as melhores.
Dá-me,
meu Jesus, o que entenderes que deves dar-me, quando e como quiseres.
Vinda
de Ti toda a dádiva é a melhor e a mais conveniente. Apesar de precisar tanto,
não devo pedir nada.
Quem,
melhor que Tu, sabe do que realmente preciso?
Quem,
melhor que Tu, conhece as minhas deficiências, as minhas debilidades?
Quero,
Senhor, em tudo o que Tu quiseres.
Agradeço-te,
desde já, tudo, que é tudo, quanto me dás, constantemente, sem eu o merecer.
Edissere
me orare, Domine. Como criança pequena, ponho a minha cabeça no Teu regaço
amoroso e entrego-me totalmente nas Tuas mãos.
Agora,
meu Senhor e meu Deus, se ficares comigo, assim, presente como estás neste
momento, durante o resto deste dia, se esta realidade for, como desejo e Te
peço, bem presente e sensível, eu não serei capaz de Te ofender mais.
Ajuda-me
a manter bem vivos estes sentimentos e inspirações que, neste momento, sinto
inundarem-me a alma para que, amando-te com fervor renovado, possa merecer
todas as graças desta Comunhão. Virgem minha Mãe e Mãe de Jesus, ajuda este teu
pobre filho a quem tudo falta, a manter durante o resto deste dia um espírito
de filiação divina em todos os momentos, circunstâncias e afazeres. São José,
meu Pai e Senhor, auxilia-me a manter intactos e puros os pensamentos, desejos
e inclinações que possa sentir, para não manchar a doce auréola que a presença
do Senhor deixou no meu coração.
Anjo
da Minha Guarda mantém-me desperto para as boas obras e unidade de vida,
evitando as atitudes e os desejos que de algum modo possam desfeitear a
companhia divina no meu espírito. Ámen.
Eu
sei, Senhor, que não mereço as graças com que constantemente me distingues.
Não
é, com certeza, pela pureza ou unidade de vida, e, muito menos, pela minha
dedicação ao cumprimento da Tua Vontade; é apenas, Senhor, pela Tua
Misericórdia infinita, pelo Teu carinho de Pai.
Senhor,
que eu guarde este dia no meu coração e saiba lembrar-me sempre que não estou
sozinho. 2002
Senhor:
eu sei que não mereço este tratamento “de favor” com que me brindas.
Mas
quem sou eu!?Um pobre desgraçado que mendiga sem cessar favores que julga
precisar. E Tu, Senhor, com infinita paciência de Pai, vais concedendo, como
bem entendes, aquilo que preciso.
Gratias
tibi, gratias tibi.
Como
eu desejaria, Senhor, agradecer-te a graça desta Comunhão, de uma forma tão
completa e decisiva que ficasse para todo o sempre gravado na minha alma este
momento.
Não
posso... sou tão pouca coisa...
Mas
ponho, aqui, nas minhas mãos abertas, o meu coração todo inteiro: É Teu,
Senhor, é para Ti, todo absolutamente. De nada me serve a menos que esteja
cheio de Ti, repleto de amor por Ti, meu Senhor e meu Deus.
Como
eu desejaria, Senhor, ficar aqui para sempre, com esta doce sensação da Tua
presença na minha alma. A tranquila posse que tomas de todo o meu ser e que
eleva e dá uma dimensão única e irrepetível.
Como
eu desejaria, Senhor, ter as palavras gravadas a fogo na minha fronte, para que
as visses como um desejo declarado de entrega submissa e pronta à Tua
Santíssima Vontade.
Sim,
nada mais querer que fazer a Tua Vontade Santa em todas as coisas.
Como
eu desejaria, Senhor, ter o dom de reconhecimento e agradecimento pela torrente
de graças que sobre mim derramas com tão generosa abundância.
Não
é meu merecimento, nem sequer direito receber-vos assim, inteiro e disponível,
tão humilde e discreto!
Não!
É
a Tua bondade infinita que me traz, diariamente, este alimento sem o qual não
sobreviveria um segundo.
Fica,
Senhor, comigo, o resto deste dia e não me deixes cair em tentação.
Não
deixes, Senhor, que a rotina se apodere de mim principalmente no que a Vós se
refere na Santíssima Eucaristia.
Não!
Que
cada Comunhão, embora não possa ser com a inocência da primeira, seja como a
definitiva demonstração de amor da última.
AMA,
reflexões.
Leitura espiritual
LEGENDA MAIOR
Vida de São Francisco de Assis
CAPITULO 6
6. Preferindo a pobreza
para si e para os seus irmãos acima de qualquer honra deste mundo, Deus que ama
os humildes julgou-o digno de maior honra.
Esse facto foi revelado a
um dos irmãos, homem virtuoso e santo, numa visão que teve do céu.
Estava viajando com
Francisco, quando entraram numa igreja abandonada, onde oraram com todo fervor.
Este irmão teve então uma visão em que via uma multidão de tronos no céu, um
dos quais era radiante de glória e adornado de pedras preciosas e era o mais elevado
de todos. Estava maravilhado com tanto esplendor e perguntava-se a quem ele caberia.
Ouviu então uma voz que lhe dizia: “Esse trono pertenceu a um dos anjos caídos.
Agora está reservado ao humilde Francisco”.
Ao voltar a si do êxtase,
o irmão seguiu o santo que estava saindo da igreja. Retomaram o caminho e
continuaram conversando sobre Deus. O irmão recordou-se então da visão e discretamente
perguntou a Francisco o que achava de si mesmo.
Respondeu o humilde servo
de Cristo: “Reconheço que sou o maior pecador do mundo”.
Replicou-lhe o irmão que
ele não podia fazer semelhante afirmação em consciência tranquila, nem mesmo
pensar assim.
Francisco continuou: “Se
Cristo houvesse tratado ao maior celerado dos homens com a mesma misericórdia e
bondade com que me tem tratado, tenho certeza que ele seria muito mais
reconhecido a Deus do que eu”.
Ao ouvir palavras de tanta
humildade, o irmão teve a confirmação de que a sua visão era verdadeira,
sabendo perfeitamente que, segundo o santo Evangelho, o verdadeiro humilde será
exaltado ao trono de glória de que o soberbo é excluído.
7. Em outra ocasião,
enquanto orava numa igreja deserta da província de Massa, próxima a Monte
Casale, soube por inspiração divina que naquela igreja jaziam relíquias de
santos.
Penalizado por vê-las
assim tanto tempo abandonadas sem a veneração que lhes era devida, ordenou aos
irmãos que as levassem ao convento. Depois, chamado a outros compromissos, deixou
os irmãos, que esqueceram a ordem do Pai e perderam o mérito da obediência.
Um dia, porém, desejando
celebrar os sagrados mistérios, descobriram, para grande surpresa de todos, sob
as toalhas do altar, ossos belíssimos e de suave perfume.
Eram as relíquias
transportadas para lá não pelas mãos dos homens, mas pelo poder de Deus. Voltando
pouco depois, o homem de Deus perguntou-lhes se haviam executado as suas ordens
a respeito das relíquias. Os irmãos humildemente acusaram-se de haverem descuidado
obedecer e obtiveram o perdão depois de se penitenciarem. E disse-lhes o santo:
“Bendito seja o Senhor meu Deus que se dignou ele mesmo fazer o que vós
deveríeis ter feito!” Considerai a solicitude da divina Providência pela poeira
que somos todos nós e reconhecer a excelência da virtude do humilde Francisco na
presença de Deus, pois, não tendo os homens cumprido as ordens do santo, quis o
próprio Deus condescender benignamente aos seus desejos.
8. Certo dia Francisco
chegou a Ímola e dirigiu-se ao bispo local para lhe pedir humildemente
autorização de convocar o povo e pregar. Ao ouvir o bispo semelhante pedido,
respondeu-lhe com certa dureza: “Meu irmão, eu mesmo prego a meu povo e isto
basta!”
Francisco inclinou a
cabeça com toda humildade e saiu. No entanto, não havia passado ainda uma hora,
e lá estava ele de novo. O bispo ficou quase irritado e perguntou-lhe o que
vinha fazer de novo.
Então Francisco replicou respeitosamente
e sem o mínimo sinal de arrogância: “Senhor, quando um pai expulsa o filho por
uma porta, este deve encontrar uma outra para entrar”.
Vencido com tanta humildade,
o bispo, entusiasmado, abraçou-o e disse-lhe: “Doravante pregareis na minha
diocese, tu e teus companheiros; dou-vos permissão irrestrita, pois a tua santa
humildade bem a merece!”
9. Em outra ocasião chegou
Francisco a Arezzo e encontrou toda a cidade num grande tumulto provocado pelas
lutas de facções políticas à beira da destruição. Encontrou hospedagem numa
aldeia fora das muralhas da cidade e pôde ver os demónios que perturbavam os cidadãos
e os excitavam à mútua matança.
Resolvido a banir para longe
aquelas sediciosas forças infernais, enviou para diante de si, como núncio ou
embaixador, ao bem-aventurado irmão Silvestre, homem de columbina simplicidade,
dizendo: “Vai, meu filho, às portas da cidade e da parte de Deus omnipotente e
em virtude da santa obediência, ordena a esses demónios que saiam imediatamente”.
Obediente como era,
cumpriu imediatamente o que lhe mandava o santo. Aproximou-se das portas da cidade,
cantando um hino de louvor a Deus, e clamou em altos brados: “Em nome do Deus omnipotente
e por ordem de seu servo Francisco, ide-vos embora, todos vós, espíritos infernais!”
Logo a cidade ficou
pacificada e se tranquilizaram os seus moradores respeitando os mútuos
direitos. Assim, banida para longe dali a soberba furiosa dos demónios que
haviam cercado a cidade e sobrevindo a sabedoria de um pobrezinho, quer dizer,
a profunda humildade de Francisco, refez-se a paz ficando a cidade libertada,
pois com a extraordinária virtude de sua obediência Francisco merecera alcançar
sobre aqueles espíritos rebeldes e dispostos a tudo tal domínio, que pôde
reprimir suas diabólicas fúrias e pôr em fuga sua danosa violência.
10. Como acabamos de ver,
as excelentes virtudes dos humildes abatem o orgulho dos demónios.
No entanto, para resguardar
a sua humildade, permite Deus que recebam bofetadas, como atesta São Paulo de
si mesmo (cf. 2Cor 12,7) e como Francisco experimentou.
Convidado, certo dia, pelo
Senhor Cardeal Leão de Santa Cruz a permanecer com ele em Roma por algum tempo,
consentiu humildemente, pois respeitava e amava muito o cardeal.
Mas, ao anoitecer, Francisco,
depois de haver orado, preparava-se para dormir, quando surgiram demónios
furiosos que caíram sobre o soldado de Cristo, bateram nele e deixaram-no semimorto.
Chamando então seu companheiro,
o servo de Deus contou-lhe o que acabara de acontecer e concluiu: “Vês, irmão,
se os demónios que só possuem o poder que a Providência divina lhes concede se lançaram
sobre mim com tanta fúria, é porque a minha permanência na corte dos grandes é
um mau exemplo. Meus irmãos que moram em pequenos conventinhos, se souberem que
vivo em companhia de cardeais, poderiam acreditar que estou mergulhado nas
coisas mundanas, inebriado pelas honras e cumulado de bem-estar. Creio ser
melhor que aquele que tem por vocação dar o exemplo fuja dos palácios e more
humildemente em pobres conventos no meio dos humildes, a fim de lhes dar,
partilhando da sua situação, mais força para suportar a sua indigência”.
De manhã procuraram o
cardeal e com humildes escusas se despediram dele.
11. O homem de Deus
detestava a soberba, origem de todos os males, e a desobediência, filha da
soberba; mas estava sempre disposto a acolher toda atitude humilde de
penitência e arrependimento.
Certa vez,
apresentaram-lhe para o justo castigo, um irmão acusado de desobediência.
Por sinais que não o enganavam,
o homem de Deus percebeu que o irmão estava sinceramente arrependido e
imediatamente se dispôs ao perdão, tanto amava ele a humildade.
Todavia, para evitar que a
facilidade do perdão fosse para os outros um incentivo para faltarem, ordenou
que lhe tirassem o capuz e o lançassem às chamas. Cumpria mostrar a todos o
rigor que merecem as faltas à obediência.
Depois de algum tempo
mandou que retirassem do fogo o capuz para restituí-lo ao irmão, humilde e arrependido.
Retiraram então o capuz do meio do fogo. E que maravilha! O capuz não tinha o
menor sinal de queimadura! Deus assim demonstrava com um só milagre a virtude
do santo e a humildade do penitente.
A humildade de Francisco
merece pois ser imitada.
Ele conseguiu tal mérito
ainda neste mundo que fez o próprio Deus condescender com os seus desejos,
mudou os afectos do coração humano, reprimiu com o seu poder a presunçosa
malícia dos demónios e, com apenas um gesto de sua vontade, apagou a voracidade
das chamas. Esta virtude é, na verdade, a que, exaltando os homens, obriga ao
humilde a dar a todos o merecido respeito e faz, por outro lado, que todos o
honrem e glorifiquem.
São Boaventura
(cont)
(Revisão da versão portuguesa
por AMA)
Não nos deve sobrar o tempo. Nem um segundo.
Consolaste-te com a ideia
de que a vida é gastar-se, é queimá-la no serviço de Deus. Assim, gastando-nos
integralmente por Ele, virá a libertação da morte, que nos dará a posse da
Vida. (Sulco,
883)
Não nos deve sobrar o
tempo. Nem um segundo. E não exagero! Trabalho há sempre. O mundo é grande e
são milhões as almas que não ouviram ainda falar claramente da doutrina de
Cristo. Dirijo-me a cada um de vós. Se te sobra tempo, medita um pouco: é muito
possível que vivas no meio da tibieza, ou que, sobrenaturalmente, sejas um
paralítico. Não te mexes, estás parado, estéril, sem realizar todo o bem que
deverias comunicar aos que se encontram a teu lado, no teu ambiente, no teu
trabalho, na tua família.
Pensemos na nossa vida com
valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos
para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da
nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que
se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo
Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os
deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos
pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas
coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a
luz. (Amigos
de Deus, 41–42)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 12, 49-53
49 «Eu vim lançar fogo sobre a terra;
e como gostaria que ele já se tivesse ateado! 50 Tenho de receber um baptismo,
e que angústias as minhas até que ele se realize! 51 Julgais que Eu vim
estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão. 52 Porque,
daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra dois e dois
contra três; 53 vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a
mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora
contra a sogra.»
Comentário:
Não poderia deixar de ser assim!
Esta a conclusão a que temos, forçosamente, que
chegar.
A doutrina de Jesus Cristo não se compadece com meios
termos, as Suas palavras são palavras de Vida Eterna e verificar-se-ão sempre.
Ou seja, não há alternativa ou se é por Cristo ou se
está contra Ele!
A opção, uma vez tomada tem “custos”, dificuldades,
obstáculos mas, conforme também Ele afirmou, quem perseverar até ao fim, esse,
será salvo e conhecerá a Vida terna.
(AMA, comentário sobre, Lc 12, 49-53, 26.10.2017)
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