21/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 19, 16-22

16 Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21 Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens.

Comentário:


Muito ou pouco, o que temos não pode passar de meios e não objectivos.

Mas existe algum mal na riqueza pessoal?

Não, evidentemente, o mal poderá estar no que fazemos com ela, tal como o bem que poderemos espalhar à nossa volta.

Lembremo-nos do episódio da “Viúva pobre” que deu quanto tinha - e era tão pouco - e como o Senhor louvou a atitude da mulher.

Mas, nos dias de hoje em que parece haver uma agitação febril mais ou menos generalizada pela posse de bens – por vezes usando métodos profundamente errados ou, pelo menos, pouco sérios – existem muitas pessoas que, que vivem o desprendimento como uma “norma de conduta” pessoal. Estas pessoas – cada um de nós conhece alguém nestas circunstâncias – são extraordinariamente felizes e, na verdade, dizem sempre que “não lhes falta nada”.

Não conseguiremos o desprendimento que devemos ambicionar sem imitarmos Cristo e, imitar Cristo, é – no fim e ao cabo – a desejo de qualquer cristão.


(AMA comentário sobre Mt 19,16-22, 15.05.2017)




Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)

A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?


Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146)

Hoy el reto es que te dejes hacer.

TRANSFORMACIÓN

Ayer estuve haciendo jabones. La primera tanda salió con agujeros, burbujas... Pero no pasa nada porque, al ser glicerina, se puede volver a derretir y se vuelve a poner en los moldes. Así que eso hice: metí el jabón y repetí el proceso otra vez.

Vi mi vida en esos jabones. No somos perfectos, tenemos defectos como todos, tenemos agujeros y burbujas. Y la solución no es tapar esos agujeros, o explotar esas burbujas... Cristo no lo hace así. Cristo, cuando entra en tu vida, no apaña las cosas, sino que la transforma, la hace nueva. Él es capaz de hacer de nosotros una criatura nueva.

Hoy puedes sentir que tienes agujeros que no aceptas, o burbujas que te quitan la paz. No pienses que no hay solución. ¡Sí la hay! Cristo tiene la solución, Él te hace nuevo. Él convierte nuestro corazón de piedra en corazón de carne.

Y no importa las veces que pase. Con el jabón se puede hacer todas las veces que haga falta hasta que salga bien. Cristo, con su paciencia infinita, te levantará siempre que te sientas así, siempre con una sonrisa te dirá: "¡Ánimo, que hay esperanza, yo estoy contigo!"

¿Y qué hay que hacer para que Cristo te haga nuevo? Pues ponerte delante de Él y dejarte hacer. Como los jabones: se dejan transformar una y otra vez.

Hoy el reto es que te dejes hacer. Ve a una Iglesia y dile: "Me pongo en tus manos Señor, mi vida es tuya".

Deja que Cristo te transforme. ¿Te atreves?


VIVE DE CRISTO  

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Fátima: Centenário - Vida de Maria -63



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DO MAGISTÉRIO

«Nazaré é a escola onde começa a entender-se a vida de Jesus, é a escola onde se inicia o conhecimento do Seu Evangelho. Aqui aprendemos a observar, a escutar, a meditar, a penetrar no sentido profundo e misterioso desta simples, humilde e encantadora manifestação do Filho de Deus entre os homens. Aqui se aprende inclusivamente, talvez de uma maneira quase insensível, a imitar essa vida.

Aqui revela-se-nos o método que nos fará descobrir quem é Cristo. Aqui compreendemos a importância que tem o ambiente que rodeou a Sua vida durante a Sua estadia entre nós, e quão necessário é o conhecimento dos lugares, dos tempos, dos costumes, da linguagem, das práticas religiosas, numa palavra, de tudo aquilo de que Jesus se serviu para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.

Aqui, nesta escola, compreendemos a necessidade de uma disciplina espiritual se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Como gostaríamos de ser outra vez crianças e voltar a esta humilde mas sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos de voltar a começar, junto de Maria, a nossa iniciação na verdadeira ciência da vida e na mais elevada sabedoria da verdade divina! (...).

A Sua primeira lição é o silêncio. Como desejaríamos que se renovasse e fortalecesse em nós o amor ao silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que estamos atordoados por tanto ruído, tanto tumulto, tantas vozes da nossa ruidosa e extremamente agitada vida moderna. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento e a interioridade, ensina-nos a estar sempre dispostos a escutar as boas inspirações e a doutrina dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, de uma vida interior intensa, da oração pessoal que só Deus vê.

Oferece-se-nos, além disso, uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o significado da família, a sua comunhão de amor, a sua simples e austera beleza, o seu carácter sagrado e inviolável, o doce e insubstituível que é a sua pedagogia e o fundamental e incomparável que é a sua função no plano social.

Finalmente, aqui aprendemos também a lição do trabalho. Nazaré, a casa do filho do artesão: como desejamos compreender mais neste lugar a austera mas redentora lei do trabalho humano e exaltá-la devidamente, restabelecer a consciência da sua dignidade, de maneira que fosse patente para todos; recordar aqui, sob este tecto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo e que a sua dignidade e a liberdade para o exercer não provêm tão só dos seus motivos económicos, mas também daqueles outros valores que o encaminham para um fim mais nobre».


Paulo VI (século XX). Alocução em Nazaré, 5-I-1964

20/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 15, 21-28

21 Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. 22 Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» 23 Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.» 24 Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.» 25 Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.» 26 Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» 27 Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» 28 Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.

Comentário:


A petição perseverante e humilde!

Mas, mais… ela parece querer dar como que uma “lição” ao Senhor intuindo a lógica mais simples: «até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos».

Talvez Jesus tenha sorrido perante o que, talvez alguns dos circunstantes, achassem um “atrevimento”, porque de facto a “lição” não foi, evidentemente para Ele, mas para quem estava presente.

Reconhecer o que se é, a importância que de facto se tem, é difícil sem que haja humildade e critério são.


(AMA, comentário sobre Mt 15, 21-28, 12.05.2017)


Que sejais muito crianças!

Aconselho-te que tentes voltar de vez em quando... ao começo da tua "primeira conversão", o que, se não é fazer-se como criança, é coisa muito parecida: na vida espiritual é preciso deixar-se levar com inteira confiança, sem medos nem duplicidades; tem de se falar com absoluta clareza do que se tem na cabeça e na alma. (Sulco, 145)

Que sejais, espiritualmente, muito crianças! Quanto mais, melhor. Di-lo a experiência deste sacerdote que teve de se levantar muitas vezes, ao longo destes trinta e seis anos (que longos e ao mesmo tempo, que curtos me parecem!) em que tem procurado cumprir uma Vontade precisa de Deus. Houve uma coisa que sempre me ajudou: ser sempre criança e meter-me continuamente no regaço de minha Mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor.


As grandes quedas, as que causam destroços sérios na alma, e às vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre da soberba de nos crermos adultos, auto-suficientes. Nesses casos, torna-se predominante na pessoa uma espécie de incapacidade de pedir ajuda a quem a pode dar: não só a Deus, mas também ao amigo ou ao sacerdote. E aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação e no descaminho. (Amigos de Deus, 147)

LOS TRES AÑOS PRESO DEL CARDENAL DE LAOS video







Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Fátima: Centenário - Vida de Maria - 62



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré




A VOZ DO MAGISTÉRIO

Depois da morte de Herodes, quando se dá o retorno da sagrada família a Nazaré, inicia-se o longo período da vida oculta. Aquela que "acreditou no cumprimento das coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor" [i] vive no dia-a-dia o conteúdo dessas palavras. O Filho a quem deu o nome de Jesus está diariamente ao seu lado; assim, no contacto com Ele, usa certamente este nome, o que não devia, aliás, causar estranheza a ninguém, tratando-se de um nome que era usual, desde havia muito tempo, em Israel. Maria sabe, no entanto, que aquele a quem foi posto o nome de Jesus, foi chamado pelo Anjo "Filho do Altíssimo" [ii]. Maria sabe que o concebeu e deu à luz "sem ter conhecido homem", por obra do Espírito Santo, com o poder do Altíssimo que sobre ela estendeu a sua sombra [iii], tal como nos tempos de Moisés e dos antepassados a nuvem velava a presença de Deus [iv]. Maria sabe, portanto, que o Filho, por ela dado à luz virginalmente, é precisamente aquele "Santo", "o Filho de Deus" de que lhe havia falado o Anjo.

Durante os anos da vida oculta de Jesus na casa de Nazaré, também a vida de Maria "está escondida com Cristo em Deus" [v] mediante a fé. A fé é, efectivamente, um contacto com o mistério de Deus. Maria está constante e quotidianamente em contacto com o mistério inefável de Deus que se fez homem, mistério que supera tudo aquilo que foi revelado na Antiga Aliança. Desde o momento da Anunciação, a mente da Virgem-Mãe foi introduzida na "novidade" radical de auto-revelação de Deus e tomou consciência do mistério. Ela é a primeira daqueles "pequeninos" dos quais um dia Jesus dirá: "Pai, ... escondeste estas coisas aos sábios e aos sagazes e as revelaste aos pequeninos" [vi]. Na verdade, "ninguém conhece o Filho senão o Pai" [vii].

Como poderá então Maria "conhecer o Filho"? Certamente, não como o Pai o conhece; e no entanto, ela é a primeira entre aqueles aos quais o Pai "o quis revelar" [viii]. Se, porém, desde o momento da Anunciação lhe foi revelado o Filho, que apenas o Pai conhece completamente, como Aquele que o gera no "hoje" eterno [ix], então Maria, a Mãe, está em contacto com a verdade do seu Filho somente na fé e mediante a fé! Portanto, é feliz porque "acreditou"; e acredita cada dia, no meio de todas as provações e contrariedades do período da infância de Jesus e, depois, durante os anos da sua vida oculta em Nazaré, quando ele "lhes era submisso" [x]: submisso a Maria e também a José, porque José, diante dos homens, fazia para ele as vezes de pai; e era por isso que o Filho de Maria era tido pela gente do lugar como "o filho do carpinteiro" [xi].

A Mãe daquele Filho, por conseguinte, lembrando tudo quanto lhe tinha sido dito na Anunciação e nos acontecimentos sucessivos, é portadora em si mesma da "novidade" radical da fé: o início da Nova Aliança. Este é o início do Evangelho, isto é, da boa nova e jubilosa nova. Não é difícil, porém, perceber naquele início um particular aperto do coração, unido a uma espécie de "noite da fé" - para usar as palavras de São João da Cruz - como que um "véu" através do qual é forçoso aproximar-se do Invisível e viver na intimidade com o mistério [xii]. Foi deste modo, efectivamente, que Maria, durante muitos anos, permaneceu na intimidade com o mistério do seu Filho, e avançou no seu itinerário de fé, à medida em que Jesus "crescia em sabedoria ... e graça, diante de Deus e dos homens" [xiii]. Manifestava-se cada vez mais aos olhos dos homens a predilecção que Deus tinha por ele. A primeira entre estas criaturas humanas admitidas à descoberta de Cristo foi Maria que, com Ele e com José, vivia na mesma casa em Nazaré.

João Paulo II (século XX). Carta encíclica Redemptoris Mater, 25-III-1987, n. 17.




[i] Lc 1, 45
[ii] cf. Lc 1, 32
[iii] cf. Lc 1, 35
[iv] cf. Ex 24, 16; 40, 34-35; 1 Rs 8, 10-12
[v] cf. Col 3, 3
[vi] Mt 11, 25
[vii] Mt 11, 27
[viii] cf. Mt 11, 26-27; 1 Cor 2, 11
[ix] cf. Sl 2, 7
[x] Lc 2, 51
[xi] Mt 13, 55
[xii] cfr. Subida do Monte Carmelo, II, cap. 3, 4-6
[xiii] Lc 2, 52

19/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 19, 13-15

13 Apresentaram-lhe, então, umas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas, mas os discípulos repreenderam-nos. 14 Jesus disse-lhes: «Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas é o Reino do Céu.» 15 E, depois de lhes ter imposto as mãos, prosseguiu o seu caminho.


Comentário:

Como criança pequena acolho-me, refugio-me nos Teus braços fortes de Irmão mais velho.

Tu indicar-me-ás o que fazer, em cada momento, levar-me-ás sempre contigo para onde fores, não deixarás que me perca ou detenha em coisas que não sejam essenciais.

Contigo tenho a firme certeza que pisarei caminhos de salvação.

Infelizmente rebelo-me muitas vezes contra Ti!

Senhor, eu não sei o que faço, não me despeças da Tua companhia.



(AMA, Meditação, Mt 19, 13-15, 14.08.2010)

Que sejais meninos que desejam a palavra de Deus

A nossa vontade, com a graça, é omnipotente diante de Deus. – Assim, à vista de tantas ofensas ao Senhor, se dissermos a Jesus, com vontade eficaz, indo no "eléctrico" por exemplo: "Meu Deus, quereria fazer tantos actos de amor e desagravo quantas as voltas de cada roda deste carro", naquele mesmo instante, diante de Jesus, tê-Lo-emos realmente amado e desagravado conforme o nosso desejo. Esta "ingenuidade" não esta fora da infância espiritual; é o eterno diálogo entre a criança inocente e o pai..., doido pelo seu filho: – Quanto me queres? Diz lá! – E o miudito diz, marcando as sílabas: muitos milhões! (Caminho, 897)

Na vida interior, a todos nos convém ser quasi modo geniti infantes, como esses miuditos que parecem de borracha, que se divertem até com os seus trambolhões, porque imediatamente se põem de pé e continuam com as suas correrias e também porque não lhes falta, quando é precisa, a consolação dos pais.


Se procurarmos portar-nos como eles, os tropeções e os fracassos – aliás inevitáveis – na vida interior, nunca se transformarão em amargura. Reagiremos com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai. Aprendi durante os meus anos de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus. E isto vos peço: que sejais quasi modo geniti infantes, meninos que desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o alimento de Deus, a fortaleza de Deus para se comportarem de agora em diante, como homens cristãos. (Amigos de Deus, 146).

Hoy el reto del amor es vivir el día en acción de gracias.

LA MULTIPLICACIÓN DE LOS PANES... MÁS O MENOS

Al llegar al desayuno, la procuradora había puesto seis filipinos en cada sitio. Me los comí dando gracias al Señor por este hermano que con su generosidad nos había endulzado el inicio del día.

A la hora de comer... ¡descubrí otros seis filipinos en mi sitio! "Seguro que ha sido sor Agustina..."

-Muchas gracias -le dije.

-¿Por qué?

-Por los dulces que has dejado en mi sitio...

-Pues no he sido yo, pero por supuesto que te regalo los míos.

¡Qué apuro! Yo venga a tratar de convencerla de que no era chantaje emocional, ni persuasión indirecta, que no le estaba pidiendo sus filipinos... y ella, divertidísima, me contestaba diciendo que a su edad ya no sentía ese tipo de presiones, que me los regalaba por cariño... ¡Otros seis dulces!

"Habrá sido sor Puri..." Fui a darle las gracias y...

-Pues yo no he sido -me respondió- pero te regalo los míos, que sé que te gustan.

¡Ahora ya sí que me moría! Otra vez a explicar que no era una forma suave de pedir, que era todo un error... Por supuesto me fui de allí con otros seis filipinos y la sonrisa de sor Puri.

¡Aquello era la multiplicación de los filipinos! ¡Y todo por dar las gracias...!

Justo al hacerme este planteamiento, ¡descubrí que ahí estaba el Señor!

Lety siempre nos dice que, al dar las gracias al Señor por sus pequeños regalos, se te abren los ojos para descubrir más regalos aún. Y, si vuelves a dar las gracias, se agudiza más tu vista... Así se entra en una espiral de agradecimiento y felicidad, ¡pues el Señor siempre derrama su amor sobre nosotros! Le das las gracias, ¡y se multiplican sus dones!

Hoy el reto del amor es vivir el día en acción de gracias. Te invito a que hoy vayas dando gracias al Señor por todos los pequeños detalles que encuentres a tu paso: la luz del Sol o la sombra fresca de un árbol, la sonrisa de la cajera o por la persona que ha hecho que hoy haya pan en tu mesa... El Señor te regala 24 horas de detective: busca, da gracias, ¡y disfruta! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO

Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração

Fátima: Centenário 

Oração Jubilar de Consagração

Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Fátima: Centenário - Vida de Maria - 61



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos poetas


Desterrado parte o Menino,

e chora;

disse-lhe Sua Mãe assim,

e chora.

Calai, meu Senhor, agora.

Ouvi prantos de amargura,

pobreza, temor, tristura,

águas, ventos, noite escura,

com que vai Nossa Senhora,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

O desterro que sofreis

é a chave com que abris

ao mundo que redimis,

a cidade em que Deus mora

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Não pode ficar nisto;

morrereis, e não tão presto;

mas a cruz do serás posto

me trespassa desde agora,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Calai-vos, minha luz é aviso,

pois que vosso Pai quis

que sejais do paraíso

Flor que nunca se desflora,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Oh grande Rei de minhas entranhas,

como ides pelas montanhas,

fugindo para terras estranhas

da mão matadora!

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Vós tomais esta viagem

por guardar a homenagem

que fizeste à linhagem

da gente pecadora,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Com seu Filho já fugindo,

já cansado, já temendo,

já tremendo, já correndo

atrás da fé, sua guia,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Chora o Menino do látego,

da água e do desabrigo

com a Mãe, que é testemunha,

nossa luz que ilumina,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Oh os que vão caminhando,

temendo e atrás mirando

se os ia já alcançando

a gente perseguidora!

E chora;

calai, meu Senhor, agora.

À Virgem sem mancha

a verde palma se humilha,

em sinal de maravilha,

que é do céu imperadora,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Este frio não Vos fatigue,

nem Herodes, que vos persegue,

pelo grande bem que se segue

desta vida penosa,

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Pela ira herodiana

que sofreis, Filho, de gana,

dai a glória soberana

ao que tal desterro adora

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

Estando o Menino nos seus braços,

faixazinha de retalhos,

desfizeram-se em mil pedaços

os ídolos a destempo

e chora;

calai, meu Senhor, agora.

¡Oh se soubesses, Egipto,

quanto já és bendito

pelo tesouro infinito

que hoje em ti se entesoura!

E chora;

calai, meu Senhor, agora.


Ambrósio de Montesino (século XV), Cancionero.