Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
30/07/2017
Trabalha com alegria
Se afirmas que queres imitar Cristo... e
te sobra tempo, andas por caminhos de tibieza. (Forja, 701)
As tarefas profissionais – também o
trabalho do lar é uma profissão de primeira ordem – são testemunho da dignidade
da criatura humana; ocasião de desenvolvimento da própria personalidade;
vínculo de união com os outros; fonte de recursos; meio de contribuir para a
melhoria da sociedade em que vivemos, e de fomentar o progresso da humanidade
inteira...
Para um cristão estas perspectivas
alongam-se e ampliam-se ainda mais, porque o trabalho – assumido por Cristo
como realidade redimida e redentora – se converte em meio e em caminho de
santidade, em tarefa concreta santificável e santificadora. (Forja,
702)
Trabalha com alegria, com paz, com
presença de Deus.
Desta maneira realizarás a tua tarefa,
além disso, com bom senso: chegarás até ao fim ainda que rendido pelo cansaço,
acabá-la-ás bem... e as tuas obras agradarão a Deus. (Forja,
744)
Deves manter – ao longo do dia – uma
constante conversa com Nosso Senhor, que se alimente também das próprias
ocorrências da tua tarefa profissional.
Vai com o pensamento ao Sacrário... e
oferece a Nosso Senhor o trabalho que tiveres entre mãos. (Forja,
745)
Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração
Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.
Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.
Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.
Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.
E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 13, 44-52
44 «O Reino do Céu é semelhante a um
tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio
de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. 45 O
Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas.
46 Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e
compra a pérola.» 47 «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada
ao mar, apanha toda a espécie de peixes. 48 Logo que ela se enche, os pescadores
puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os
ruins, deitam-nos fora. 49 Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e
separarão os maus do meio dos justos, 50 para os lançarem na fornalha ardente:
ali haverá choro e ranger de dentes.» 51 «Compreendestes tudo isto?» «Sim» -
responderam eles. 52 Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei
instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira
coisas novas e velhas do seu tesouro.»
Comentário:
O Senhor descreve, explica o
que é o Reino dos Céus para que não restem nem dúvidas nem falsos conceitos.
É, no fim e a cabo, um
tesouro, uma pérola de altíssimo valor, tão grande que se sobrepõe a tudo
quanto possamos almejar.
Por este Reino, vale a pena
desprender-se de tudo quanto julgamos nos faz falta porque o bem a alcançar
ultrapassa tudo.
E depende da vontade de cada
um escolher o que melhor lhe convém e, sendo assim, tudo parece lógico e
simples.
Ou não?
(AMA,
comentário sobre Mt 13, 44-52, 20.03.2017)
Tratado da vida de Cristo 171
Em seguida devemos tratar da causalidade
da ressurreição de Cristo. E nesta questão discutem-se dois
artigos:
Art. 1 — Se a ressurreição de Cristo é a
causa da ressurreição dos corpos.
Art. 2 — Se a ressurreição de Cristo é a
causa da ressurreição das almas.
Art. 6 — Se as provas aduzidas por
Cristo manifestaram suficientemente a verdade da sua ressurreição.
Art.
1 — Se a ressurreição de Cristo é a causa da ressurreição dos corpos.
O primeiro discute-se assim. — Parece
que a ressurreição de Cristo não é a causa da ressurreição dos corpos.
1. — Pois, posta a causa suficiente,
necessariamente se lhe segue o efeito. Se, pois, a ressurreição de Cristo é a
causa suficiente da ressurreição dos corpos, imediatamente depois da
ressurreição dele todos os mortos deviam ressuscitar.
2. Demais. — A causa da ressurreição dos mortos é a justiça divina; e esta exige que
os corpos sejam premiados ou punidos simultaneamente com as almas, com a qual
participaram do mérito ou do pecado, como diz Dionísio e também Damasceno.
Ora, a justiça de Deus haveria de cumprir-se necessariamente, mesmo se Cristo
não tivesse ressuscitado. Logo, ainda sem ter Cristo ressuscitado, os mortos ressuscitariam.
Portanto, a ressurreição de Cristo não é a causa da ressurreição dos corpos.
3. Demais. — Se a ressurreição de Cristo
é a causa da ressurreição dos corpos, ou é a causa exemplar, ou a eficiente ou
a meritória. — Ora, não é a causa exemplar, porque Deus é quem operara
a ressurreição dos corpos, segundo o Evangelho: o Pai ressuscita os mortos. E demais, Deus não precisa voltar-se
para nenhum exemplar exterior a si. — Semelhantemente, também não é a
causa eficiente. Pois a causa eficiente não age senão por contacto, espiritual
ou corpóreo. Ora, é manifesto que a ressurreição de Cristo não tem nenhum
contato corpóreo com os mortos que ressuscitam, por causa da distância de tempo
e de lugar. Nem tão pouco contacto espiritual, mediante a fé e a caridade,
pois, também os infiéis e os pecadores ressuscitarão. — Nem é a causa
meritória, enfim; porque Cristo ressuscitado já não era viandante e, portanto,
não podia mais merecer. — E, portanto, de nenhum modo a ressurreição
de Cristo parece ser a causa da nossa ressurreição.
4. Demais. — Sendo a morte a privação da
vida, destruir a morte nenhuma outra causa há-de ser senão tornar a infundir a
vida, o que constitui a ressurreição. Ora, Cristo, morrendo, destruiu a nossa
morte. Logo, a morte de Cristo, e não, portanto, a sua ressurreição, é a causa
da nossa ressurreição.
Mas, em contrário, o Apóstolo: Se se prega que Cristo ressuscitou dentre os
mortos, etc. E a Glosa: Que é a causa
eficiente da nossa ressurreição.
Tudo o primário em qualquer género é a causa do mais que se lhe segue,
como diz Aristóteles. Ora, o que é primário no género da verdadeira
ressurreição é a ressurreição de Cristo, como do sobredito resulta. Donde, há-de
necessariamente a ressurreição de Cristo ser a causa da nossa ressurreição. E
tal o diz o Apóstolo: Ressuscitou Cristo
dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem; porque como a morte
veio na verdade por um homem, também por um homem deve vir a ressurreição dos
mortos. — E com razão. Pois, o princípio da vida humana é o Verbo
de Deus, do qual diz a Escritura: Em ti
está a fonte da vida. Donde o dizer o próprio Senhor: Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também dá o
Filho vida àqueles a quem quer. Ora, a ordem natural das causas instituídas
por Deus exige que qualquer causa primeiro obre sobre o que lhe está mais
próximo e depois, por esse meio, ao que lhe está mais remoto. Assim, o fogo
primeiro aquece o ar que lhe está próximo e, mediante o ar, aquece os corpos
distantes. E Deus primeiro ilumina as
substâncias que lhe estão mais próximas e, por meio delas, as mais remotas,
como diz Dionísio. Donde, o Verbo de Deus primeiro dá a vida imortal ao corpo,
que lhe está naturalmente unido e, por ele, causa a ressurreição em todos os
outros.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. —
Como dissemos, a ressurreição de Cristo é a causa da nossa, por virtude do
Verbo que lhe está unido. O qual a opera pela sua vontade. Donde, não é
necessário que o seu efeito se lhe siga imediatamente, mas segundo a disposição
do Verbo de Deus; de modo que primeiro nos afeiçoemos com Cristo, que sofreu e
morreu, em nossa vida passível e mortal; em seguida, cheguemos a participar da
semelhança da ressurreição.
RESPOSTA À SEGUNDA. — A justiça de Deus
é a causa primeira da nossa ressurreição; a ressurreição de Cristo, porém, a
causa secundária e como instrumental. Pois, embora a virtude do agente
principal não fique determinada por nenhum instrumento em particular, contudo
desde que obra mediante esse instrumento, este é a causa eficiente. Assim,
pois, a justiça divina, quanto é de si, não é obrigada a causar a nossa
ressurreição, pela ressurreição de Cristo. Pois, Deus podia salvar-nos por
outro modo que não a Paixão e a ressurreição de Cristo, como dissemos. Mas
desde que decretou esse modo de nos salvar, é manifesto que a ressurreição de
Cristo é a causa da nossa.
RESPOSTA À TERCEIRA. — A ressurreição de
Cristo não é, propriamente falando, a causa meritória da nossa, mas a causa
eficiente e exemplar. — Eficiente, porque a humanidade de Cristo,
segundo a qual ressuscitou, é de certo modo o instrumento da sua divindade, e
obra em virtude dela, como se disse. Donde, assim como o mais que Cristo na sua
humanidade fez ou sofreu contribui, em virtude da sua divindade, para nossa
salvação, como dissemos, assim também a sua ressurreição é a causa eficiente da
nossa, pela virtude divina, que tem o poder de vivificar os mortos. E essa
virtude atinge com a sua presença dos os lugares e tempos; sendo que esse
contacto virtual basta para a referida eficiência causal. Ora, segundo
dissemos, a causa primordial da ressurreição humana é a justiça divina, pela
qual Cristo tem o poder de emitir o seu juízo, enquanto Filho do homem. Donde,
a causalidade eficiente da sua ressurreição estende-se não só nos bons, mas
também aos maus, que lhe estão sujeitos ao juízo. — Mas, assim como a
ressurreição do corpo de Cristo, por estar ele pessoalmente unido ao Verbo, foi
a primeira no tempo, assim também foi a primeira em dignidade, como diz a Glosa
a um lugar do Apóstolo. Ora, o perfeitíssimo é sempre o exemplar imitado pelo
menos perfeito, ao seu modo. Donde, a ressurreição de Cristo é a causa exemplar
da nossa. O que é necessário, não da parte do autor da ressurreição que não
precisa de exemplar; mas da dos ressuscitados, que hão de afeiçoar-se à
ressurreição de Cristo, segundo o Apóstolo: Reformará
o nosso corpo abatido para o fazer conforme ao seu corpo glorioso. Embora,
pois, a eficiência da ressurreição de Cristo se estenda à ressurreição tanto
dos bons como dos maus, contudo a sua exemplaridade estende-se propriamente só
aos bons, que fez conformes à sua filiação, na frase do Apóstolo.
RESPOSTA À QUARTA. — Pela causalidade
eficiente, dependente do poder divino, em geral tanto a morte de Cristo como
também a sua ressurreição é a causa tanto da destruição da morte como da
reparação da vida. Mas, quanto à causa exemplar, a morte de Cristo, pela qual
deixou a vida mortal, é a causa da destruição da nossa morte. Ao passo que a
sua ressurreição, pela qual entrou na vida imortal, é a causa da reparação da
nossa vida. Mas além disso a Paixão de Cristo é a causa meritória, como
dissemos.
Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 41
A VOZ DOS POETAS
À
Encarnação do Verbo Eterno
Desce do céu imenso Deus
para encarnar na Virgem soberana.
Porque desce o divino a cousa humana?
Para subir o humano a ser divino.
Pois como vem tão pobre e tão menino,
Rendendo-se ao poder de mão tirana?
Porque vem receber morte inumana
Pera pagar de Adão o desatino.
É possível que os dois o fruito comem
Que de quem lhes deu tanto foi vedado?
Sim, porque o próprio ser de deuses
tomem.
E por esta razão foi humanado?
Sim, porque foi com causa decretado,
Se quis o homem ser Deus, que Deus fosse
homem.
soneto CXXXVII, in OBRAS DE
LUÍS de CAMÕES, Lello & Irmão Ed., Porto, 1970, p. 72
29/07/2017
O trabalho é uma bênção de Deus
O trabalho é a vocação original do
homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o
consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no
Paraíso – "ut operaretur",
para trabalhar. (Sulco, 482)
O trabalho acompanha necessariamente a
vida do homem sobre a terra. Com ele nascem o esforço, a fadiga, o cansaço, as
manifestações de dor e de luta que fazem parte da nossa existência humana
actual e que são sinais da realidade do pecado e da necessidade da redenção.
Mas o trabalho, em si mesmo, não é uma pena nem uma maldição ou castigo: os que
assim falam não leram bem a Sagrada Escritura.
É a hora de nós, os cristãos, dizermos
bem alto que o trabalho é um dom de Deus e que não tem nenhum sentido dividir
os homens em diversas categorias segundo os tipos de trabalho, considerando
umas tarefas mais nobres do que outras. O trabalho, todo o trabalho, é
testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação. É um meio de
desenvolvimento da personalidade. É um vínculo de união com os outros seres;
fonte de recursos para sustentar a família; meio de contribuir para o
melhoramento da sociedade em que se vive e para o progresso de toda a
Humanidade.
Para um cristão, essas perspectivas
alargam-se e ampliam-se, porque o trabalho aparece como participação na obra
criadora de Deus que, ao criar o homem, o abençoou dizendo-lhe: Procriai e
multiplicai-vos e enchei a terra e subjugai-a, e dominai sobre todo o animal
que se mova à superfície da terra. (Cristo que passa, 47)
Evangelho e comentário
Santa Marta
Evangelho:
Jo 11, 19-27
19 e muitos judeus tinham ido visitar
Marta e Maria para lhes darem os pêsames pelo seu irmão. 20 Logo que Marta ouviu
dizer que Jesus estava a chegar, saiu a recebê-lo, enquanto Maria ficou sentada
em casa. 21Marta disse, então, a Jesus: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu
irmão não teria morrido. 22 Mas, ainda agora, eu sei que tudo o que pedires a
Deus, Ele to concederá.» 23 Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará.» 24 Marta
respondeu-lhe: «Eu sei que ele há-de ressuscitar na ressurreição do último
dia.» 25 Disse-lhe Jesus: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim,
mesmo que tenha morrido, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim não
morrerá para sempre. Crês nisto?» 27 Ela respondeu-lhe: «Sim, ó Senhor; eu creio
que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo.»
Comentário:
A confissão de Marta
consubstancia-se no Símbolo da Fé que professamos: o Credo!
Atentemos bem nas palavras e
no seu “peso” quando o recitarmos.
Logo no início da nossa vida
cristã – Baptismo – pela boca dos nossos padrinhos assumimos estas verdades que
são como que o “núcleo” da nossa Fé cristã.
Por isso se torna tão
importante a escolha criteriosa dos padrinhos de baptismo que, antes de mais,
têm de conhecer bem e entender o que, em nosso nome, proferem.
É uma responsabilidade
extraordinária que não pode de modo nenhum deixar de se ter em conta.
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Jesus Cristo e a Igreja – 169
V.
FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO
A
Teologia do celibato sacerdotal
…/3
“O princípio interno, a força que anima
e orienta a vida espiritual do presbítero, enquanto configurado a Cristo Cabeça
e Pastor, é a caridade pastoral, participação da caridade pastoral do mesmo
Jesus Cristo”. Seu conteúdo essencial “é o dom de si, o dom total de si à
Igreja, à imagem e em união com o dom de Cristo…” “Com a caridade pastoral, que
converte o exercício do ministério sacerdotal num amoris officium, o sacerdote que recebe sua vocação ao ministério
está em condições de fazer disso uma escolha de amor, pela qual a Igreja e as
almas se tornam seu principal interesse”.
(cont)
(revisão da versão portuguesa por ama)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 40
A VOZ DOS SANTOS
«Contemplo
agora Jesus, deitado numa manjedoura [i], num lugar que só é próprio para os animais. Onde está,
Senhor, a Tua realeza: o diadema, a espada, o ceptro? Pertencem-Lhe e não os
quer; reina envolto em panos. É um Rei inerme, que se nos apresenta indefeso: é
uma criança. Como não havemos de recordar aquelas palavras do Apóstolo:
aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo [ii]?
Nosso
Senhor encarnou, para nos manifestar a vontade do Pai. E começa a instruir-nos,
estando ainda no berço. Jesus Cristo procura-nos — com uma vocação, que é
vocação para a santidade — para consumarmos com Ele a Redenção. Considerai o
seu primeiro ensinamento: temos de corredimir à custa de triunfar, não sobre o
próximo, mas sobre nós mesmos. Como Cristo, precisamos de aniquilar-nos, de
sentir-nos servidores dos outros para os conduzir a Deus.
Onde
está o nosso Rei? Não será que Jesus deseja reinar, antes de mais, no coração,
no teu coração? Por isso se fez Menino, porque quem não ama uma criança? Onde
está o Rei? Onde está o Cristo, que o Espírito Santo procura formar na nossa
alma? Não pode estar na soberba, que nos separa de Deus, nem na falta de
caridade que nos isola dos homens. Aí não está Cristo, aí o homem fica só.
Aos
pés de Jesus Menino, diante de um Rei que não ostenta sinais exteriores de
realeza, podeis dizer-lhe: Senhor, expulsa a soberba da minha vida, subjuga o
meu amor próprio, esta minha vontade de afirmação pessoal e de imposição da
minha vontade aos outros. Faz com que o fundamento da minha personalidade seja
a identificação contigo».
São
Josemaría Escrivá de Balaguer (século XX). Cristo que passa, n. 31.
28/07/2017
Primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!
Se queremos de verdade santificar o
trabalho, é preciso cumprir iniludivelmente a primeira condição: trabalhar, e
trabalhar bem!, com seriedade humana e sobrenatural. (Forja,
698)
Na vossa ocupação profissional, corrente
e ordinária, encontrareis a matéria – real, consciente, valiosa – para realizar
toda a vida cristã, para corresponder à graça que nos vem de Cristo.
Nas vossas ocupações profissionais,
realizadas face a Deus, pôr-se-ão em jogo a Fé, a Esperança e a Caridade. Os
incidentes, as relações e os problemas que o vosso trabalho traz consigo
alimentarão a vossa oração. O esforço por cumprirdes os vossos deveres
correntes será o modo de viverdes a Cruz, que é essencial para o Cristão. A
experiência da vossa debilidade e os fracassos que existem sempre em todo o
esforço humano dar-vos-ão mais realismo, mais humildade, mais compreensão com
os outros. Os êxitos e as alegrias convidar-vos-ão a dar graças e a pensar que
não viveis para vós mesmos, mas para o serviço dos outros e de Deus.
Para viver assim, para santificar a
profissão, é necessário, primeiro que tudo, trabalhar bem, com seriedade humana
e sobrenatural. (…) O milagre que o Senhor vos pede é a perseverança na nossa
vocação cristã e divina, a santificação do trabalho de cada dia: o milagre de
converter a prosa diária em decassílabos, em verso heróico, pelo amor com que
realizais a vossa ocupação habitual. Aí vos espera Deus para que sejais almas
com sentido de responsabilidade, com zelo apostólico, com competência
profissional. (Cristo que passa, nn. 49–50)
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