Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
17/07/2017
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 10, 34 -11, 1
34 Não penseis que vim trazer a paz à
terra; não vim trazer a paz, mas a espada. 35 Porque vim separar o filho do seu
pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; 36 de tal modo que os inimigos do
homem serão os seus familiares. 37 Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim,
não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno
de mim. 38 Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.
39 Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a sua
vida por causa de mim, há-de salvá-la.» 40 «Quem vos recebe, a mim recebe; e
quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta por ele
ser profeta, receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele
ser justo, receberá recompensa de justo. 42 E quem der de beber a um destes
pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu
discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.»
11 -
1Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu dali,
a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.
Comentário:
Jesus Cristo não poupa os
avisos sobre as dificuldades que, os que O seguirem, hão-de encontrar.
Dificuldades e obstáculos de toda a ordem muitas vezes parecendo impossíveis de
superar.
E, de facto, são-no para nós
que nada podemos, mas, Ele não nos faltará nunca para que possamos.
Este Senhor, Todo-Poderoso, promete
uma recompensa por um simples copo de água dado em Seu Nome!
Vale a pena, pois, perseverar
e lutar sem descanso com confiança absoluta naquele que tudo pode.
(AMA,
comentário sobre Mt 10, 34 -11, 1, 16.03.2017)
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Se alguém não luta...
A alegria é um bem cristão, que possuímos
enquanto lutarmos, porque é consequência da paz. A paz é fruto de ter vencido a
guerra, e a vida do homem sobre a terra, lemos na Escritura Santa, é luta. (Forja, 105)
A tradição da Igreja sempre se referiu aos cristãos como milites
Christi, soldados de Cristo; soldados que dão serenidade aos outros enquanto
combatem continuamente contra as suas próprias más inclinações. Às vezes, por
falta de sentido sobrenatural, por uma descrença prática, não querem
compreender de forma alguma como milícia a vida na Terra. Insinuam
maliciosamente que, se nos consideramos milites Christi, há o perigo de
utilizarmos a fé para fins temporais de violência, de sedições. Esse modo de
pensar é um triste e pouco lógico simplismo, que costuma andar unido ao
comodismo e à cobardia.
Nada há de mais estranho à fé católica do que o fanatismo. Este
conduz a estranhas confusões, com os mais diversos matizes, entre o que é
profano e o que é espiritual. Tal perigo não existe, se a luta se entende como
Cristo no-la ensinou, isto é, como guerra de cada um consigo mesmo, como
esforço sempre renovado por amar mais a Deus, por desterrar o egoísmo, por
servir todos os homens. Renunciar a esta contenda, seja com que desculpa for, é
declarar-se de antemão derrotado, aniquilado, sem fé, com a alma caída e
dissipada em complacências mesquinhas.
Para o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os
irmãos na fé é uma necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se
alguém não luta, está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a
Igreja. (Cristo que passa, 74)
Diálogos apostólicos
Pergunto:
4. Como será o juízo particular?
Respondo:
Sobre isto sabe-se muito pouco.
Pode ser algo assim:
Depois da morte, a alma ainda não vê Deus, mas, se encontra
com a majestade divina, o seu amor, justiça e misericórdia.
Então há três reacções possíveis:
Se alguém morre sem se ter arrependido dos seus pecados
graves, é incapaz de aceitar o amor divino e fica condenado ao inferno para sempre.
Quando alguém morre em graça, mas, sem ter feito a
penitencia que os seus pecados reclamavam, sente a chamada do amor divino e aceita-a
para sempre, mas, vê a necessidade de purificar-se antes de poder ver a Deus, e
dirige-se temporalmente ao purgatório. Isto sucede com a maioria da gente.
Algumas pessoas muito santas são levadas directamente à
visão de Deus para sempre.
Bento XVI – Pensamentos espirituais 153
É preciso agradecer às mães,
sobretudo porque tiveram a coragem de dar a vida.
E temos de lhes pedir que
completem este seu dom da vida dando a amizade com Jesus.
Encontro com o clero
da diocese de Roma, (2.Mar.06)
(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”,
Lucerna 2006)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 28
A voz dos santos
«Muitíssimo
dano, amadíssimos, nos causaram um homem e uma mulher; mas graças a Deus,
igualmente por um homem e uma mulher tudo foi restaurado. E com grandíssimo
aumento de graças. Porque o dom não foi como tinha sido o delito, mas a
grandeza do benefício excede o dano».
«Assim,
o prudentíssimo e clementíssimo Artífice não quebrou o que estava rachado,
antes o refez mais utilmente por todos os modos, formando um novo Adão a partir
do velho e trocando Eva por Maria».
«Certamente,
podia bastar Cristo, pois toda a nossa suficiência nos vem d’Ele; mas não era
bom para nós que o homem estivesse sozinho [i]. Muito mais conveniente era que ambos os sexos
participassem na nossa reparação, já que ambos contribuíram para a nossa
corrupção. Jesus Cristo Homem, é fiel e poderoso Mediador entre Deus e os
homens, mas os homens veneram n’Ele a majestade divina. N’Ele a humanidade
pareceria absorvida na divindade, não por a natureza humana já não ser tal, mas
por estar divinizada. D’Ele se canta a misericórdia, mas igualmente a justiça,
porque embora, pelo que sofreu, tenha aprendido a compaixão e a misericórdia [ii], tem simultaneamente o poder de juiz. Enfim, a exigência
do nosso Deus é como um fogo ardente, de modo que o pecador não temeria
chegar-se a Ele, com medo de morrer diante da sua presença, como se derrete a
cera?»
«Assim,
pois, a mulher bendita entre todas as mulheres não está a mais. Vê-se
claramente o papel que desempenha na obra da nossa reconciliação, porque
precisávamos de um mediador próximo deste Mediador e ninguém pode desempenhar
este ofício melhor que Maria. Eva tinha sido uma mediadora demasiado cruel, por
quem a serpente antiga infundiu no homem o veneno mortífero. Mas fiel é Maria,
que ofereceu aos homens e às mulheres o antídoto salvador. Eva foi instrumento
da tentação, Maria do perdão; aquela induziu a pecar, esta trouxe a redenção.
Que receio teria a fragilidade humana de se chegar a Maria? N’Ela nada é
austero, nada é terrível; tudo é suave, oferecendo a todos leite e lã».
«Estuda
com cuidado toda a história evangélica e se encontras em Maria algo de dureza,
de repreensão desabrida, ou algum sinal de indignação, ainda que leve, poderias
desconfiar e ter receio de te chegares a Ela. Mas se, pelo contrário, como
acontece de facto, descobres que tudo o que a Ela pertence está cheio de
piedade e de misericórdia, de mansidão e de graça, agradece-o ao Senhor que,
com a sua benigníssima misericórdia, providenciou para ti uma mediadora tão
maravilhosa, pois nada pode haver na Virgem que inspire temor. Ela fez-se toda
para todos; tornou-se devedora de sábios e de ignorantes, com imensíssimo amor.
A todos abre o regaço da misericórdia, para que todos recebam da sua plenitude:
o cativo redenção, o enfermo cura, o aflito consolo, o pecador perdão, o justo
graça, o anjo alegria; enfim, toda a Trindade recebe glória; e a própria Pessoa
do Filho recebe d’Ela a substância da carne humana, a fim de que não haja quem
se esconda da sua ternura».
São
Bernardo (século XII), Sermão no Domingo da oitava anterior à Assunção, 1-2.
16/07/2017
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 13, 1-23
1 Naquele
dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. 2 Reuniu-se a Ele uma tão
grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda
a multidão se conservava na praia. 3 Jesus falou-lhes de muitas coisas em
parábolas: «O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes
caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas. 5 Outras caíram em
sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra
era pouco profunda; 6 mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não
tinham raízes, secaram. 7 Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram
e sufocaram-nas. 8 Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras,
sessenta; e outras, trinta. 9 Aquele que tiver ouvidos, oiça!» 10 Aproximando-se
de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
11 Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu,
mas a eles não lhes é dado. 12 Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em
abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado. 13 É por
isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem
compreender. 14 Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis,
mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. 15 Porque o coração
deste povo tornou-se duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos,
não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e
converter-se, para Eu os curar. 16 Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque
vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17 Em verdade vos digo: Muitos profetas
e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a
ouvir, e não ouviram.» 18 «Escutai, pois, a parábola do semeador. 19 Quando um
homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do
que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do
caminho. 20 Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a
palavra e a acolhe, de momento, com alegria; 21 mas não tem raiz em si mesmo, é
inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra,
sucumbe logo. 22 Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a
palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra
que, por isso, não produz fruto. 23 E aquele que recebeu a semente em boa terra
é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora
sessenta, ora trinta.»
Comentário:
Este longo trecho do
Evangelho escrito por São Mateus encerra ensinamentos que necessariamente temos
de meditar com pausa e atenção.
O que nos ocorre em primeiro
lugar será que a prática da Fé ou é constante e, então, fortalecer-se-á, ou
caso contrário irá perdendo “força” até desaparecer de todo.
Em segundo temos de ser
honestos intelectualmente porque não basta o conhecer a doutrina é fundamental
praticá-la.
E, depois, está muito claro
o que o Senhor espera de nós: que demos fruto!
Ou seja: ou temos uma fé
passiva, como algo adquirido, ou queremos ter uma fé activa que se manifesta
nas obras que praticamos.
E, só esta interessa
verdadeiramente!
(AMA, comentário sobre Mt
13, 1-23, 16.03.2017)
Tratado da vida de Cristo 169
Art.
5 — Se Cristo devia declarar com provas a verdade da sua ressurreição.
O quinto discute-se assim. —
Parece que Cristo não devia declarar com provas a verdade da sua ressurreição.
1. — Pois, diz Ambrósio: Deixa-te de provas, quando se trata da fé.
Ora, a ressurreição de Cristo é matéria de fé. Logo, não é susceptível de
provas.
2. Demais. — Gregório diz: Nenhum mérito tem a fé, quando a razão
humana se funda na experiência. Ora, Cristo não devia privar-nos do mérito
da fé. Logo, não devia confirmar com provas a sua ressurreição.
3. Demais. — Cristo veio ao mundo para
tornar possível aos homens a aquisição da felicidade, segundo a Escritura: Eu vim para terem a vida e para terem em
maior abundância. Logo, parece que Cristo não devia manifestar com provas a
sua ressurreição.
Mas, em contrário, a Escritura refere
que Cristo apareceu aos discípulos por quarenta dias, com muitas provas,
falando-lhes do reino de Deus.
O vocábulo - prova - é
susceptível de duplo sentido. Num, assim se chama qualquer razão que nos leve a
dar fé a uma causa duvidosa. Noutro, é às vezes um sinal sensível que induz a
manifestação de alguma verdade; assim, Aristóteles nas suas obras usa às vezes
ao referido vocábulo neste sentido. Ora, tomando a palavra no primeiro sentido,
Cristo não deu aos seus discípulos prova da sua ressurreição. Porque tal prova
seria um argumento resultante de determinados princípios: e estes, não sendo
conhecidos dos discípulos, nada por eles se lhes poderia provar, pois, do
desconhecido não podemos tirar nenhum conhecimento. E, por outro lado, se lhes
fossem conhecidos, não transcenderiam a razão humana e portanto, não seriam
eficazes para fundar a fé na ressurreição, que excede a nossa razão: pois os princípios devem ser do mesmo género
que as coisas que pretendem provar, como diz Aristóteles. Ora, Cristo
provou aos discípulos a sua ressurreição pela autoridade da Sagrada Escritura,
fundamento da fé, quando disse: Era
necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés,
nos profetas e nos salmos.
Mas, se considerarmos a prova na segunda
acepção então dizemos que Cristo declarou por provas a sua ressurreição, porque
mostrou por certos sinais evidentíssimos, que verdadeiramente ressuscitou. Por
isso, o grego, em lugar de dizer como a vulgata - com muitas provas - diz
TfXJJ.'YJPW'" isto é, sinal evidente para provar. E esses sinais da
ressurreição Cristo manifestou-os aos discípulos, por duas razões. Primeiro,
porque os corações deles não estavam dispostos a dar facilmente fé à
ressurreição. Por isso Cristo lhes disse: ó
estultos e tardos de coração para crer! E noutro lugar o Evangelho diz que
Cristo lhes lançou em rosto a sua incredulidade e dureza de
coração. — Segundo, para que, mediante tais sinais a eles
manifestados, o testemunho que dessem fosse mais eficaz, segundo a Escritura: O que vimos e ouvimos e palparam as nossas
mãos, disso damos testemunho.
DONDE RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Ambrósio,
no lugar citado, funda-se em argumentos baseados na razão humana. Os quais não
são válidos para demonstrar as coisas da fé, como dissemos.
RESPOSTA À SEGUNDA. — O mérito da fé
está em crermos por ordem de Deus o que não vemos. Donde, só exclui o mérito
aquela razão que no, dá a ver pela ciência o que nos foi proposto a crer; e tal
é a razão demonstrativa. Ora, Cristo não recorreu a tais razões para declarar a
sua ressurreição.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Como dissemos, o
mérito da beatitude, cuja causa é a fé, não fica totalmente excluído, salvo se
não quiséssemos crer senão no que vemos. O facto, porém, de alguém crer o que
não vê, mediante sinais visíveis, não elimina totalmente a fé nem o seu mérito.
Assim Tomé, a quem o Senhor disse - Porque
me viste, creste, viu uma causa e acreditou noutra: viu as chagas e acreditou
em Deus. É, porém, fé mais perfeita a que, para crer, não exige esses auxílios.
Por isso, para arguir a falta de fé em alguém, o Senhor disse: Vós, se não vedes milagres e prodígios, não
credes. E, assim sendo, podemos entender que os de alma pronta a crer a
Deus, mesmo sem nenhuns sinais visíveis, são bem-aventurados, por comparação
com os que não crêem sem que vejam tais sinais.
Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.
Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.
Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.
Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.
E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Tens de ser fermento
Dentro da grande multidão humana –
interessam-nos todas as almas – tens de ser fermento, para que, com a ajuda da
graça divina e com a tua correspondência, actues em todos os lugares do mundo
como a levedura que dá qualidade, que dá sabor, que dá volume, com o fim de que
depois o pão de Cristo possa alimentar outras almas. (Forja, 973)
Uma grande multidão acompanhara Jesus. Nosso Senhor ergue os olhos
e pergunta a Filipe: Onde compraremos pão para dar de comer a toda esta gente?.
Fazendo um cálculo rápido, Filipe responde: Duzentos dinheiros de pão não
bastam para cada um receber um pequeno bocado. Como não dispõem de tanto
dinheiro, lançam mão de uma solução caseira. Diz-lhe um dos seus discípulos,
André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e
dois peixes, mas que é isto para tanta gente.
Nós queremos seguir o Senhor e desejamos difundir a sua Palavra.
Humanamente falando, é lógico que também perguntemos a nós mesmos: mas que
somos nós para tanta gente? Em comparação com o número de habitantes da Terra,
ainda que nos contemos por milhões, somos poucos. Por isso, temos de
considerar-nos como uma pequena levedura, preparada e disposta a fazer o bem à
humanidade inteira, recordando as palavras do Apóstolo: Um pouco de levedura
fermenta toda a massa, transforma-a. Precisamos, portanto, de aprender a ser
esse fermento, essa levedura, para modificar e transformar as multidões.
Se meditarmos com sentido espiritual no texto de S. Paulo,
compreenderemos que temos de trabalhar em serviço de todas as almas. O
contrário seria egoísmo. Se olharmos para a nossa vida com humildade, veremos
claramente que o Senhor nos concedeu talentos e qualidades, além da graça da
fé. Nenhum de nós é um ser repetido. O Nosso Pai criou-nos um a um, repartindo
entre os seus filhos diverso número de bens. Pois temos de pôr esses talentos,
essas qualidades, ao serviço de todos; temos de utilizar esses dons de Deus como
instrumentos para ajudar os homens a descobrirem Cristo. (Amigos de Deus, nn. 256–258)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria -27
A voz dos Padres
«Chamava-se
Joaquim; era da casa de David, rei e profeta; a sua mulher chamava-se Ana.
Permaneceu sem filhos até à velhice, porque a sua esposa era estéril. E, no
entanto, precisamente a ela estava reservada a honra a que, segundo a lei de
Moisés, aspiravam todas as mulheres que dão à luz, honra que não tinha sido
concedida a nenhuma mulher privada de filhos».
«Joaquim
e Ana, com efeito, eram dignos de honra e de veneração, tanto em palavras como
em obras; eram conhecidos como pertencentes à estirpe de Judá e de David, à
descendência de reis. Quando se uniram as casas de Judá e de Leví, o ramo real
e o sacerdotal ficaram misturados. Assim está escrito tanto a respeito de
Joaquim como a respeito de José, com quem se desposou a Virgem santa. Deste
último se afirma directamente que era da casa e tribo de David [i]; mas eram-no os dois: um, segundo a descendência natural
de David, o outro, em virtude da lei segundo a qual eram levitas».
«Também
a bem-aventurada Ana era de um ramo eleito da mesma casa. Isto significava de
antemão que o rei que nasceria da sua filha seria sumo-sacerdote, enquanto Deus
e enquanto homem. Entretanto, os veneráveis e estimados pais da Virgem,
desconhecendo ainda o que neles se viria a realizar, sofriam uma grande dor pela
falta de filhos, por causa da lei de Moisés e também pelas zombarias de alguns
homens néscios. Desejavam o nascimento de um descendente que apagasse a
ignomínia e lhes devolvesse a honra diante dos seus olhos e diante do mundo
inteiro».
«Então
a bem-aventurada Ana, como aquela outra Ana mãe de Samuel [ii], foi ao templo e suplicou ao Criador do universo que lhe
concedesse um fruto das suas entranhas, com o voto de o consagrar, por o ter
recebido como dom. O bem-aventurado Joaquim também não estava inactivo, e pedia
a Deus que o livrasse da falta de filhos».
«O
Rei benigno, o Autor generoso de todos os dons, escutou a oração do justo e
enviou um anúncio aos dois cônjuges. Primeiro mandou uma mensagem a Joaquim
enquanto rezava no templo. Fez-lhe ouvir uma voz do Céu que lhe dizia:
"Terás uma filha que será glória, não só para ti, mas para o mundo
inteiro". Este mesmo anúncio foi feito à bem-aventurada Ana; ela não
cessava de rezar a Deus com lágrimas ardentes. Também a ela foi enviada a
mensagem da parte de Deus, no jardim onde oferecia sacrifícios com petições e
orações ao Senhor. O anjo de Deus veio junto dela e disse-lhe: "Deus
escutou a tua oração; darás à luz aquela que será o anúncio da alegria e
chamá-la-ás Maria, porque d’Ela nascerá a salvação do mundo"».
«Depois
da mensagem teve lugar a gravidez; e da estéril Ana nasceu Maria, luz para
todos: com efeito, assim se traduz o nome de Maria: "a que ilumina".
Então os veneráveis pais da feliz e santa menina ficaram cheios de uma grande
alegria. Joaquim organizou um banquete e convidou todos os seus vizinhos,
sábios e ignorantes e todos deram glória a Deus, que tinha feito para eles um
grande prodígio».
«Deste
modo, a angústia de Ana transformou-se numa glória mais sublime, a glória de se
converter na porta da porta de Deus, porta da Sua vida e começo da Sua gloriosa
conduta».
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