02/05/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Que em cada um de vós esteja a alma de Maria

– Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predilecção para o filho mais débil, o mais doente, o menos esperto, o pobre defeituoso... Senhora!, eu sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas... E como sou teu filho... E como sou débil, e doente..., e defeituoso..., e feio... (Forja, 234)

As mães não contabilizam os pormenores de carinho que os seus filhos lhes demonstram, não pesam nem medem com critérios mesquinhos. Uma pequena demonstração de amor, saboreiam-na como se fosse mel e acabam por conceder muito mais do que receberam. Se assim fazem as mães boas da terra, imaginai o que poderemos esperar da nossa Mãe, Santa Maria!

Agrada-me voltar, em pensamento, àqueles anos em que Jesus permaneceu junto de sua Mãe e que abarcam quase toda a vida de Nosso Senhor neste mundo. Vê-lo pequeno quando Maria cuida d'Ele e o beija e o entretém... Vê-lo crescer diante dos olhos enamorados de sua Mãe e de José, seu pai na terra... Com quanta ternura e com quanta delicadeza Maria e o Santo Patriarca se preocupariam com Jesus durante a sua infância! E, em silêncio, aprenderiam muito e constantemente d'Ele. As suas almas ir-se-iam afazendo à alma daquele Filho, Homem e Deus. Por isso, a Mãe – e, depois dela, José – conhece como ninguém os sentimentos do coração de Cristo e os dois são o caminho melhor, diria até que o único, para chegar ao Salvador.


Que em cada um de vós, escrevia Santo Ambrósio, esteja a alma de Maria, para louvar o Senhor; que em cada um esteja o espírito de Maria, para se regozijar em Deus. (Amigos de Deus, 280–281)

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Nana Mouskuri




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.





Reflectindo - 247

Reflectindo
Estou velho


Com frequência ouve-se esta frase que significa sempre uma pretensa justificação para se eximir a algo.

A velhice não pode, não deve ser desculpa para não fazer o que está perfeitamente ao nosso alcance porque, se o for, então as pessoas de idade não fariam absolutamente nada.

A idade traz consigo uma riqueza de conhecimentos e experiências que não podem deixar de ser úteis aos mais novos.

Talvez que uma destas a ter muito, muito em conta, seja a prudência, a capa­cidade de análise, o discernimento que evita muitos disparates, precipitações, agir sob impulso.

As pessoas idade são uma dádiva da vida à sociedade que, não poucas vezes, as trata como descartáveis incómodos.

O cristão sabe muito bem a quem deve a sua prática religiosa, quem o levou à pia baptismal, ensinou as primeiras orações, lhe "apresentou" Deus.

Foram quase sempre os mais velhos, os Pais, os professores, os irmãos.

Quanta gratidão não devemos sentir!


(ama, reflexões, 2016.11.13)


Temas para meditar - 705


Silêncio de Jesus


A atitude do Senhor diante de Herodes Antipas vai ser muito diferente da que tem com Pilatos. 

Herodes era um homem supersticioso, sensual e adúltero. 

Apesar da sua estima por João Baptista, tinha-o mandado decapitar atendendo aos rogos de Salomé. 

Agora intenta servir-se de Jesus para seu entretenimento. 

Quer vê-Lo como quem deseja presenciar uma sessão de magia. 

Jesus não responde às perguntas feitas com palavreado adulador. 

A posição do Salvador é de simplicidade e grandeza e, por outro lado, de severidade. 

O Seu silêncio eloquente é o castigo exemplar para este tipo e comportamentos.



Bíblia Sagrada anot. pela Fac. de Teolog. da Univ. de Navarra Comentário sobre Lc 23 7-11   

Doutrina – 287

Doutrina
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

66. Em que sentido o homem é criado «à imagem de Deus»?

Afirmar que o homem é criado à imagem de Deus significa que ele é capaz de conhecer e amar, na liberdade, o próprio Criador.
É a única criatura, nesta terra, que Deus quis por si mesma e que chamou a partilhar a sua vida divina, no conhecimento e no amor.

Enquanto criado à imagem de Deus, o homem tem a dignidade de pessoa: não é uma coisa, mas alguém, capaz de se conhecer a si mesmo, de se dar livremente e de entrar em comunhão com Deus e com as outras pessoas.

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 6, 30-35

30Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? 31Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.» 32E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, 33pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.» 34Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!» 35Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.

Comentário:

Jesus Cristo declara que É o «pão da vida», ou seja, o alimento que transmite, conserva e mantém a verdadeira vida do ser humano.

E que ”verdadeira vida” é esta?

Pois, a vida de união com Cristo, já que a vida sem Deus, não tem qualquer futuro e, o homem, foi criado para a eternidade.

Mas, o mais extraordinário, é que este alimento está ao nosso dispor de forma absolutamente gratuita e não precisamos de o procurar – diria trabalhar – como fazemos com o sustento do corpo.

Ao pensar nisto, apetece-nos dizer-Lhe, como os discípulos:

«Senhor, dá-nos sempre desse pão!»

(AMA, comentário sobre Jo 6, 30-35, 05.01.2017)





Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

CAPÍTULO XXII

Condição do único primeiro homem e, nele, de todo o género humano.

Explicada, o melhor que nos foi possível, essa dificí­lima questão da eternidade de um Deus que cria novos seres sem alteração da sua vontade mais fácil nos será compreender agora que era muito mais preferível multiplicar a humanidade com o Deus fez, isto é, fazendo-a provir de um só homem previam ente criado, do que fazendo-a provir de vários homens.

Quanto aos animais: uns solitários, digamos selvagens, isto é, que preferem viver sós, tais com o as águias, os milhanos, os leões, os lobos, e outros quejandos; outros gregários porque preferem viver congregados em grupo, tais como as pombas, os estorninhos, os corvos, as corças, etc. — nem para uns nem para outros determinou Deus a sua propagação a partir de um só: fez existir vários ao mesmo tempo. Ao homem, pelo contrário, deu uma natureza intermédia entre o anjo e o animal:

se se mantivesse submetido ao seu criador como a seu Senhor, observando com piedosa obediência os seus mandamentos, juntar-se-ia à sociedade dos anjos e conseguiria para sempre a beatitude eterna sem passar pela morte;
mas se, abusando da sua livre vontade pelo orgulho e a desobediência, ofendesse o Senhor seu Deus, deveria, condenado à morte, viver à maneira dos animais, escravo das paixões e votado, após a morte, a eterno suplício. Foi por isso que o criou único e só, não certamente para o deixar isolado de toda a sociedade humana, mas para pôr mais em relevo a seus olhos o vínculo de unidade e concórdia que esta sociedade deve manter, estando os homens ligados entre si pela identidade de natureza e pelos vínculos afectivos de parentesco. Nem sequer a própria mulher, destinada a unir-se ao varão, a quis criar como o criou ele, mas formou-a a partir dele, para que todo o género humano se propagasse a partir de um só homem.

CAPÍTULO XXIII

Deus previu o pecado do primeiro homem que criou e, simultaneamente, o numeroso povo de justos nascidos da sua raça que agregaria, por sua graça, à sociedade dos anjos.

Deus não ignorava que o homem viria a pecar e que, votado à morte, viria a gerar filhos destinados à morte. E estes mortais iriam progredir de tal maneira na fereza do crime que os animais destituídos de razão, falhos de vontade, nascidos de várias estirpes, — umas das águas, outras das terras—, viveriam entre si, nas suas espécies, com mais segurança e mais paz do que os homens cuja raça provinha de um só para assegurar a concórdia. Efectivamente, nem os leões, nem os dragões alguma vez desencadearam entre si guerras semelhantes às dos homens. Mas Deus previa também que um povo piedoso, chamado pela sua graça à adopção divina, desligado do pecado e justificado pelo Espírito Santo, seria associado aos santos anjos na paz eterna, quando a morte, sua última inimiga, fosse destruída. A este povo havia de ser útil a consideração de que Deus decidiu a criação do género humano a partir de um só homem para mostrar aos homens quanto apreciava a unidade na sua pluralidade.

CAPÍTULO XXIV

Natureza da alma humana criada à imagem de Deus.

Deus fez, pois, o homem à sua imagem. Efectivamente, criou nele um a alma apta pela razão e pela inteligência a elevar-se acima de todos os animais da terra, das águas e do ar, desprovidos de um espírito deste género.  Tendo, pois, formado o homem do pó da terra, insuflou-lhe essa alma de que acabo de falar, quer a tenha já feita quer fazendo-a pelo seu próprio sopro, querendo que o sopro que assim produzia (realmente, insuflar que mais é senão produzir um sopro?) fosse a própria alma do homem. Depois, com o Deus que é, fez-lhe, de um osso tirado do seu lado, um a esposa para o ajudar na geração. Isto não deve ser, aliás, imaginado conforme os nossos hábitos carnais, com o costumamos ver os artistas servirem-se dos membros do seu corpo para fabricarem a partir de um a qualquer matéria o produto próprio da sua arte. A mão de Deus é a potência de Deus, que produz invisivelmente seres visíveis. Mas isto mais parece uma fábula do que um a realidade para os que utilizam as obras vulgares de todos os dias como medida da capacidade criadora e da sabedoria de Deus, que sabe e pode criar, suponhamos, até a própria semente da vida sem sementes.

Quanto às origens da criação, as pessoas que as ignoram fazem delas ideias falsas. Como se não lhes parecessem ainda mais incríveis a concepção e o nascimento de um homem, se lhos tivessem contado antes de os conhecerem por experiência. Embora a maioria deles atribua estas maravilhas mais a diferentes forças materiais do que à obra da divina inteligência.


CAPÍTULO XXV

Poderá dizer-se que os anjos são criadores de alguma criatura por insignificante que seja?

Estes livros não se dirigem àqueles que se recusam a crer que a inteligência divina tenha feito e cuide deste Mundo. Alguns, crentes no seu Platão, não acreditam que tenha sido o próprio Deus Supremo o criador do Mundo, mas sim que outros deuses menores, por Ele criados, é que formaram, com sua permissão ou sob ordem sua, todos os seres vivos mortais, entre os quais o homem, parente desses deuses, conserva o primeiro lugar. Se esses se libertassem da superstição que os impele a justificarem as cerimó­nias e os sacrifícios que oferecem aos deuses como seus autores, sem dificuldade se veriam livres também da sua errónea opinião. Efectivamente, não é lícito acreditar nem afirmar, que o criador de toda a natureza, por mais insignificante e mortal que seja, possa ser outro que não Deus, mesmo antes de podermos compreender isto. Quanto aos anjos, a quem eles preferem chamar deuses, mesmo que lhes seja permitido ou ordenado que prestem a sua colaboração aos seres que nascem neste Mundo, não são mais criadores dos animais que os agricultores o são dos frutos da terra e das árvores, tão longe estão de se poderem chamar criadores dos animais como o está o agricultor a respeito dos frutos ou das árvores.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)


Epístolas de São Paulo – 63

Carta aos Colossenses

Colossos era uma pequena cidade da Ásia Menor situada junto de Hierápoles, entre Éfeso e Laodiceia. Parece que nunca foi visitada por Paulo. O fundador desta igreja foi Epafras (4,12), discípulo de Paulo. A ela pertenciam Filémon, destinatário de uma Carta-bilhete a propósito do escravo Onésimo (Flm), e Arquipo (4,17).
O problema dos anjos, a que se alude na introdução da Carta aos Efésios, também era aqui muito vivo. Esta Carta segundo parece, cronologicamente anterior à dos Efésios dá uma primeira resposta paulina a esse problema. As qualidades, os poderes e as funções que os judeo-gnósticos atribuíam aos anjos, atribui-os Paulo ao Cristo-Cósmico, que tem a primazia em toda a criação e é Filho de Deus por natureza.

DESTINATÁRIO
A Carta foi dirigida aos cristãos de Colossos durante o primeiro cativeiro de Paulo (4,3.10.18), na última parte do seu ministério (61 a 63). A comunidade de Colossos tinha saído do paganismo e não era conhecida pessoalmente pelo Apóstolo, embora fosse fundada por um discípulo seu. A novidade do vocabulário e dos temas desta Carta manifestam a sua originalidade em relação às outras Cartas paulinas, o que se pode explicar pela novidade do meio ambiente da comunidade de Colossos, ou por a Carta não ter sido escrita directamente por Paulo.

DIVISÃO E CONTEÚDO
O conteúdo da Carta é o seguinte:
Introdução: 1,1-23;
I. O Evangelho de Paulo: 1,24-2,5;
II. Fidelidade ao Evangelho: 2,6-23;
III. Viver segundo o Evangelho: 3,1-4,6;
Conclusão: 4,7-18.

TEOLOGIA
Os cristãos de Colossos viam-se tentados a seguir as crenças esotéricas, um misto de elementos pagãos, judaicos e cristãos. Estas crenças atribuíam muita importância às forças cósmicas, ao poder dos anjos e de outros seres que se entrepunham entre Deus e os seres humanos e influenciavam o destino de cada pessoa.
Tais doutrinas e o recurso a práticas supersticiosas (2,16-23), preconizadas por mestres “heréticos”, levaram Paulo a proclamar Jesus Cristo como único e universal mediador entre Deus e o mundo criado. Nele se celebrou a vitória sobre esses poderes, à qual os cristãos se associam pelo baptismo (2,6-15), que é fundamento da liberdade cristã face a toda a sujeição (2,16-3,4).
A fé em Cristo morto e ressuscitado é o único caminho que conduz à sabedoria e à liberdade. Os cristãos, despojados do homem velho e revestidos de Cristo, pelo baptismo, nasceram para novas relações humanas baseadas na fraternidade (3,5-15). 

Pequena agenda do cristão




TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





01/05/2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Fátima :Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Luciano Pavarotti




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.





Recorre com confiança a Nossa Senhora

Quando te vires com o coração seco, sem saber o que hás-de dizer, recorre com confiança a Nossa Senhora. Diz-Lhe: "Minha Mãe Imaculada, intercede por mim!". Se a invocares com fé, Ela far-te-á saborear – no meio dessa secura – a proximidade de Deus. (Sulco, 695)


Contemplemos agora a sua Mãe bendita, também nossa Mãe. No Calvário, junto ao patíbulo, reza. Não é uma atitude nova em Maria. Assim se conduziu sempre, cumprindo os seus deveres, ocupando-se do seu lar. Enquanto estava nas coisas da terra, permanecia pendente de Deus. Cristo, perfectus Deus, perfectus homo, quis que também a sua Mãe, a criatura mais excelsa, a cheia de graça, nos confirmasse nesse afã de elevar sempre o olhar para o amor divino. Recordai a cena da Anunciação: desce o arcanjo para comunicar a divina embaixada – a mensagem de que seria Mãe de Deus – e encontra-a retirada em oração. Maria está totalmente recolhida no Senhor, quando S. Gabriel a saúda: Deus te salve, oh cheia de graça! O Senhor é contigo. Dias depois, irrompe na alegria do Magnificat – esse cântico mariano que nos transmitiu o Espírito Santo pela delicada fidelidade de S. Lucas – fruto da intimidade habitual da Virgem Santíssima com Deus.


A nossa Mãe meditou longamente as palavras das mulheres e dos homens santos do Antigo Testamento, que esperavam o Salvador, e os acontecimentos de que foram protagonistas. Admirou o cúmulo de prodígios e o excesso da misericórdia de Deus com o seu povo, tantas vezes ingrato. Ao considerar esta ternura do Céu, incessantemente renovada, brota o afecto do seu Coração imaculado: a minha alma glorifica o Senhor; e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador. Porque lançou os olhos para a baixeza da sua escrava. Os filhos desta boa Mãe, os primeiros cristãos, aprenderam com Ela, e nós também podemos e devemos aprender. (Amigos de Deus, 241)

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Mt 13, 54-58

54Tendo chegado à sua terra, ensinava os habitantes na sinagoga deles, de modo que todos se enchiam de assombro e diziam: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?56Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde lhe vem, pois, tudo isto?» 57E estavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria e em sua casa.» 58E não fez ali muitos milagres, por causa da falta de fé daquela gente.

Comentário:

Parece normal que se tenha algum pudor ou até vergonha de falar das coisas de Deus, fazer apostolado, com pessoas que nos são próximas, familiares ou amigos íntimos.

Afinal conhecem-nos bem e poderão estranhar ou não levar muito a sério a nossa atitude.

É normal, repito, mas nem por isso deixa de ser uma manifestação de respeito humano.

Pensemos que se de facto são nossos amigos e nos conhecem poderão estranhar que não lhes falemos do que nos move na nossa vida de cristãos.

(AMA, comentário sobre Mt 13, 54-58, 2015.07.31)





Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XII

CAPÍTULO XXI

Impiedade dos que afirmam que as almas que já participaram da verdadeira e suma beatitude devem voltar ciclicamente aos mesmos trabalhos e às mesmas misérias.

Depois de toda uma vida cheia de tantas e tão grandes calamidades se é que se lhe pode chamar vida em vez de morte — e tanto mais perigosa quanto, por amor desta morte, chegamos a temer a morte que dela nos liberta), depois de tamanhos males, tão numerosos e tão horríveis,

expiados e chegados a seu termo esses males mercê da religião e da sabedoria, chega-se finalmente à visão de Deus

e entra-se na bem-aventurança pela contemplação da luz incorpórea, graças à participação na imutável imortalidade d’Aquele que ardentemente desejamos possuir;

mas há que necessariamente abandonar um dia essa bem-aventurança e aqueles que se arrancam daquela imortalidade, daquela verdade, daquela felicidade atiram-se para a miséria infernal, para a torpe estupidez, para a execrável miséria onde se perde a Deus, onde se detesta a verdade, onde a felicidade se procura em imundas iniquidades

e isto acontece e voltará a acontecer em intervalos fixos de séculos, da mesma maneira, sempre da mesma maneira, sem termo nem no passado nem no futuro

e a razão destas eternas idas e voltas em círculos definidos, através das nossas falsas beatitudes e das nossas reais misérias, alternadas sim, mas intermináveis no seu incessante retorno, a razão disto é permitir que Deus conheça as suas obras, porque Ele não pode cessar de actuar nem, pela sua ciência, explorar o infinito,

— quais serão, na verdade, os ouvidos piedosos que suportam uma coisa destas? Quem poderá ouvi-lo? Quem poderá crê-lo? Quem poderá suportá-lo? Se isso fosse verdade, seria mais prudente calá-lo; e até (para melhor dizer o que pretendo) seria mais sensato ignorá-lo. Porque se lá, na outra vida, não conservamos mais a recordação de tudo isto para assim sermos felizes, porquê agravar cá na Terra a nossa miséria, conhecendo-a? Mas se é preciso conhecê-lo lá, ignoremo-lo pelo menos cá, para que a expectativa do sumo bem nos torne mais felizes que a sua posse. Cá, tem-se pelo menos a esperança de conseguir um a vida eterna — e lá, descobre-se que essa felicidade não é eterna pois se fica a saber que um dia se perderá.

Se, porém, disserem que ninguém poderá alcançar aquela felicidade sem conhecer nesta vida aqueles ciclos em que alternam a felicidade e a desgraça — com o é que afirmam que, quanto mais cada um amar a Deus, tanta maior facilidade terá em chegar à felicidade ao mesmo
tempo que ensinam doutrinas que entorpecem esse amor? E quem não sentirá que o seu amor a Deus se debilita e se apaga ao pensar que terá de o abandonar irremediavelmente e ao sentir-se em oposição à sua vontade e à sua sabedoria? E isto precisam ente quando tinha chegado ao pleno conhecimento de Deus (tanto quanto disso é capaz) graças à própria perfeição que a bem-aventurança dá? Pois, se ninguém é capaz sequer de amar facilmente um amigo quando sabe que se há-de tornar seu inimigo! Oxalá não sejam verdadeiras estas doutrinas que nos ameaçam dum a verdadeira desgraça que jamais acabará e não será interrompida vezes e vezes sem fim a não ser por falsas felicidades! Que é que há de mais falso, de mais falaz que essa beatitude em que, em tamanha luz de verdade, ignoramos que nos havemos de tornar uns desgraçados ou, no mais alto da suma felicidade, não deixarem os de ter receio? Se lá temos que ignorar as nossas futuras tribulações — então cá a nossa miséria tem mais luz pois conhecemos a nossa futura felicidade. Mas se lá não ignoram os a desgraça que nos ameaça, a alma encontrará cá mais felicidade num a miséria que se abre para a beatitude do que numa beatitude que desembocará na miséria. Desta forma haverá uma esperança feliz no meio da infelicidade e no meio da felicidade uma esperança infeliz. Segue-se que, sofrendo cá dos males presentes, temendo lá os que nos ameaçam, temos mais possibilidades de sermos sempre infelizes do que de sermos felizes alguma vez.

Mas tudo isto é falso. Proclama-o a piedade, demonstra-o a Verdade (esta, com efeito, promete-nos sinceramente a verdadeira felicidade cuja segurança é garantida para sempre e não deve ser interrompida por desgraça alguma). Sigamos, pois, o verdadeiro caminho que para nós é Cristo, com Ele, com o guia e Salvador, afastemos a nossa inteligência e o caminho da nossa fé do vão e inepto ciclo dos ímpios. O platónico Porfírio não quis seguir a opinião dos seus, acerca destes ciclos de infindas e alternantes idas e voltas das almas, impressionado pela vacuidade da hipó­tese ou respeitando já os tempos cristãos. Com o já contei no livro décimo, preferiu sustentar que a alma é enviada para o Mundo para conhecer os males para que, um a vez libertada e purificada, regresse ao Pai sem ter que voltar a sofrer tais provas. Quanto mais não devemos nós detestar e evitar estas falsidades inimigas da fé cristã!

Mas uma vez suprimidos estes ciclos ilusórios, já nada nos obriga a crer que o género humano não teve começo no tempo sob o pretexto de que, graças a eles, nada de novo acontece no Universo que não tenha sido no passado e que não tenha de ser no futuro. Porque se a alma, livre de ter que voltar às desgraças, é libertada como nunca antes o fora, produz-se então nela algo que antes jamais tivera lugar, e algo de muito importante, quero dizer, um a felicidade que jamais acabará, porque é eterna. Mas se numa natureza imortal se verifica uma tão grande novidade que não é repetida nem tem que ser repetida em ciclo nenhum — porque é que se pretende negar esta possibilidade nos seres mortais? Se disserem que a alma não é a sede de um a beatitude nova porque ela apenas volta de novo ao estado que sempre fora o seu — então a sua libertação torna-se nova pois que é libertada duma desgraça em que jamais se tinha encontrado; a pró­pria desgraça é nela uma novidade, não suportada antes.

Se esta novidade escapa ao governo da Divina Providência e mais não é que efeito do acaso — que acontece a esses ciclos determinados e mensurados nos quais nada de novo se produz, nos quais tudo o que foi se repete? Mas se esta novidade não é excluída da ordem providencial, quer a alma tenha sido dada ao corpo, quer neste tenha ela caído) — em tal caso podem surgir novidades que antes não tinham surgido e, todavia, não derrogam a ordem do Universo. E se a imprudência da alma lhe pôde causar um a nova desgraça que a Divina Providência previu para a incluir também na ordem do Universo e, não sem previsão, dela libertar a alma — por que vã temeridade ousaremos negar à Divindade o poder de criar as novas coisas, novas não para Deus, mas para o Mundo, jamais criadas antes e nunca excluídas da sua previsão?

Dir-se-á que as almas libertadas já não voltarão ao seu estado de desgraça — mas isso nada traz de novo ao mundo porque, primeiro umas e depois outras, sempre foram libertadas, são-no e sê-lo-ão. Têm pelo menos que concordar que há novas almas para quem a desgraça é nova e nova a libertação. Dirão talvez que as almas são antigas e, no seu passado, eternas: delas provêm, todos os dias, novos homens e, se viverem com sabedoria, serão libertadas do corpo desses homens para jamais voltarem ao estado de desgraça e, por consequência, dirão, são em número infinito. Efectivamente, por muito grande que seja o número de almas, não seria suficiente para abastecer o infinito número de séculos precedentes para que deles provenham incessantemente homens cujas almas incessantemente seriam libertadas da mortalidade para jamais a esta regressarem.

Não saberão também explicar, como é que, nos seres criados, que, no seu entender, têm que ser finitos em número para que Deus os possa conhecer, é infinito o número de almas.

É por isso que são rejeitados esses ciclos em que, segundo se julgava, a alma terá necessariamente de voltar às mesmas desgraças. Que é que há de mais conforme com a religião do que crer que a Deus não é impossível fazer novos seres que nunca antes fizera — e, numa presciência inefável, não mudar de vontade? Mas se o número das almas libertadas que já não voltarão ao seu estado de desgraça, poderá aumentar sempre — pergunte-se àqueles cujos subtis raciocínios mais não pretendem que excluir a infinidade das Coisas! Quanto a nós, concluímos a nossa demonstração por esta alternativa:

Ou esse número pode aumentar sempre — e então porque negar a possibilidade de que seja criado o que nunca ainda fora criado, já que o número das almas libertadas que antes não existiam, não somente não foi produzido uma vez por todas, mas também o número de almas não cessa de aumentar?

ou então é preciso que um certo número de almas libertadas e que já não regressarão à desgraça, seja fixado e que não aumente doravante: — então, não há dúvida, também esse número, seja ele qual for, não existia no passado porque não poderia, com certeza, crescer e chegar ao seu termo se não tivesse tido um começo que antes não existia. Para que este existisse, foi, portanto, criado um homem antes que nenhum outro tenha existido.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)


Epístolas de São Paulo – 62

Carta aos Filipenses


Cristo e Igreja: modelo de amor familiar e social

- 1Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: 2Honra teu pai e tua mãe - tal é o primeiro mandamento, com uma promessa: 3para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra. 4E vós, pais, não exaspereis os vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção que vêm do Senhor. 5Escravos, obedecei aos senhores terrenos, com o maior respeito, na simplicidade do vosso coração, como a Cristo: 6não para dar nas vistas, como quem procura agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que fazem a vontade de Deus, do fundo do coração; 7servi de boa vontade, como se servísseis ao Senhor e não a homens, 8sabendo que cada um, escravo ou livre, será recompensado pelo Senhor, conforme o bem que fizer. 9E vós, os senhores, fazei o mesmo para com eles: deixai-vos de ameaças, sabendo que o Senhor, que o é tanto deles como vosso, está nos Céus e diante dele não há acepção de pessoas.

As armas do cristão

- 10Finalmente, tornai-vos fortes no Senhor e na sua força poderosa. 11Revesti-vos da armadura de Deus, para terdes a capacidade de vos manterdes de pé contra as maquinações do diabo. 12Porque não é contra os seres humanos que temos de lutar, mas contra os Principados, as Autoridades, os Dominadores deste mundo de trevas, e contra os espíritos do mal que estão nos céus. 13Por isso, tomai a armadura de Deus, para que tenhais a capacidade de resistir no dia mau e, depois de tudo terdes feito, de vos manterdes firmes. 14Mantende-vos, portanto, firmes, tendo cingido os vossos rins com a verdade, vestido a couraça da justiça 15e calçado os pés com a prontidão para anunciar o Evangelho da paz; 16acima de tudo, tomai o escudo da fé, com o qual tereis a capacidade de apagar todas as setas incendiadas do maligno. 17Recebei ainda o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18Servindo-vos de toda a espécie de orações e preces, orai em todo o tempo no Espírito; e, para isso, vigiai com toda a perseverança e com preces por todos os santos, 19e também por mim; que, quando abrir a minha boca, me seja dada a palavra, para que, corajosamente, dê a conhecer o mistério do Evangelho, 20de que sou embaixador em cadeias; que, nele, eu possa falar aberta e corajosamente, tal como é meu dever.

Notícias e saudação final

- 21Mas, para que também vós, no que me diz respeito, saibais como vou, de tudo vos informará Tíquico, o irmão querido e servidor fiel no Senhor. 22Foi para isso mesmo que eu vo-lo enviei: para que tomeis conhecimento do que é feito de nós e console os vossos corações. 23Paz aos irmãos, bem como amor e fé da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. 24A graça esteja com todos os que amam Nosso Senhor Jesus Cristo, com um amor inalterável.

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Quais as características da ofensa?

Respondo:

Não é necessário que o ofendido sofra. Pode ser feito nas suas costas. Por exemplo, a troça sobre uma foto ou imagem de alguém é uma ofensa - que os assistentes reconhecem -, ainda que o interessado nunca o saiba.
Só há ofensa se há injustiça. Há pessoas que se sentem afectadas pela a mais mínima desatenção; estes casos não são ofensas reais mas, orgulho real. Para que seja una ofensa há de ser algo injusto.

O perdão de uma ofensa exige por si mesma una reparação. O ofendido pode perdoar, mas a justiça exige alguma reparação que restaure o dano ocasionado. Por isso, quem ofende alguém não se conforma com pedir desculpas, mas, sente-se devedor e deseja compensar de algum modo a sua acção.