02/02/2011

Diálogos apostólicos


Diálogos




Mas não te disse já que, sozinho, não farás nada que valha a pena?

Porque insistes e não pedes ajuda a Quem tudo pode?




(ama, 2011.02.02)

Vida Consagrada

Duc in altum

Hoje, dia em que a Igreja tem especial atenção às Vidas Consagradas, ocorreu-me pensar no enormíssimo bem que elas representam para a Igreja em particular e para o mundo em geral.
Não me atrevo a pensar o que seria da sociedade humana sem estes baluartes da Fé que, no silêncio e recolhimento dos Conventos, dedicam todos os seus dias a uma intimidade real, profunda, constante com Deus Nosso Senhor!

Ele, que faz sempre tudo muito bem, depositou nos corações destas mulheres e destes homens, o encargo de “orar sem descanso” que recomendou aos Seus discípulos; de desagravar o Seu Amantíssimo Coração tão magoado e ofendido pelas loucuras dos homens; de construírem, num mundo febril, desconcertado e injusto, oásis de paz, de tranquilidade e autêntica Justiça, que é, o Amor a Deus e o amor ao próximo elevados a sumo grau.

Nunca saberemos, nesta vida, o muito que lhes devemos e a magnitude dos bens que, através delas e por elas, Deus vai derramando nas nossas vidas.

ama, 2011.02.02

Ronald Regan e o aborto

Extraordinário discurso de Ronald Regan:

Breve História da Humanidade 1

Observando


Na terra iluminada por aquela estrela vizinha, cujo esplendor é a ampla luz do dia, existem muitas coisas muito variadas, imóveis e móveis. Move-se entre elas uma raça que em sua relação com as outras é uma raça de deuses. Essa realidade não é diminuída mas sim realçada pelo fato de essa raça poder comportar-se como uma raça de demónios. A superioridade dela não é uma ilusão individual, como um pássaro que se veste com sua própria plumagem; é algo muito sólido e multifacetado. Isso fica demonstrado nas próprias especulações que levaram à sua negação. Que os homens, os deuses deste mundo inferior, estão ligados a ela de várias maneiras, é verdade; mas esse é outro aspecto da mesma verdade. Que eles crescem como cresce a relva e caminham como caminham os animais, é uma necessidade secundária que acentua a superioridade primária.

(G. K. Chesterton,  O Homem Eterno, Ed. Mundo Cristão, 1ª ed. colig. e adap. por ama)
Cont/

Pensamentos inspirados

À procura de Deus






Quanto mais pecamos e vivemos no pecado, mais Deus é "fraco" em nós.

 jma, 2011

Cavaco foi cruel, Carrilho está zangado


Observando
É interessante percebermos como é tão fácil vermos o argueiro na vista do nosso vizinho e tão difícil ver a trave na nossa própria vista!

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista?  Como ousas dizer ao teu irmão: 'Deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão.» (Mt 7, 3-5)


JMA, 2011.01.31


http://diario.iol.pt/politica/almeida-santos-ps-cavaco-silva-carrilho-comissao-nacional-tvi24/1229541-4072.html

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - IV Semana


Evangelho: Lc 2, 22-40

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”,24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”.25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor.27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito,28 ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo:29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra;30 porque os meus olhos viram a Tua salvação,31 que preparaste em favor de todos os povos;32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo».33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam.34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição.35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos».36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela,37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações.38 Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.40 O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

Comentário:

Lição de humildade, exemplo de cumprimento da Lei que é a Vontade de Deus, eis o que a Santíssima Virgem nos quer dizer neste trecho do Evangelho de S. Lucas.


Se Maria se tivesse eximido a tal disposição legal, o que com inteira propriedade poderia ter feito porque era Imaculada, teria suscitado entre as pessoas de seu conhecimento, vizinhos, parentes, etc., estranheza e admiração, talvez, críticas, seguramente perguntas a que não tinha porque responder. 


Tal como seu Filho, uma criança em tudo igual às outras crianças da sua aldeia, também Maria, não quer sobressair quando o próprio Filho pretende que a Sua Divindade passe, por enquanto, incógnita. 

(ama, comentário sobre Lc 2, 22-40, 2010.12.31)

Viver de tópicos

Observando
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro dispuseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas, das que para os símios eram as mais apetitosas.

Quando um macaco subia pela escada até às bananas, os experimentadores lançavam de imediato um jacto de água fria sobre os macacos que esperavam em baixo.
Depois de algum tempo a repetir a experiência, conseguiram que cada vez que um macaco tentava subir a escada, os outros macacos agarravam-no e não o deixavam fazê-lo, por muito que resistisse. Passado mais algum tempo, já nenhum macaco fazia o menor gesto de querer subir por aquela escada, apesar da fome que tinham e da tentação da apetecida fruta que tinham tão perto. Então, os cientistas substituíram um dos macacos por outro novo.



Programa eleitoral de Jesus Cristo, em oito pontos


Duc in altum






Defino así el mensaje de las Bienaventuranzas porque es realmente lo que Jesucristo promete a quienes acepten su gobierno (reinado), otorgándole el voto (promesas).









Doutrina


«RERUM NOVARUM»

Impedir as greves

22. O trabalho muito prolongado e pesado e uma retribuição mesquinha dão, não poucas vezes, aos operários ocasião de greves. E preciso que o Estado ponha cobro a esta desordem grave e frequente, porque estas greves causam dano não só aos patrões e aos mesmos operários, mas também ao comércio e aos interesses comuns; e em razão das violências e tumultos, a que de ordinário dão ocasião, põem muitas vezes em risco a tranquilidade pública. O remédio, portanto, nesta parte, mais eficaz e salutar é prevenir o mal com a autoridade das leis, e impedir a explosão, removendo a tempo as causas de que se prevê que hão--de nascer os conflitos entre os operários e os patrões.

2011.02.02

Hedonismo

Tema para breve reflexão
Quatro séculos antes de Cristo, já Aristipo de Cirene ([1]) elaborava o primeiro esboço de moral hedonista, que é, afinal, o avesso da verdadeira moral. Para Aristipo, o bem supremo é o prazer. É ele, portanto, a regra única e inapelável da acção. Como nos simples animais, afinal, que não conhecem princípios superiores, visto não possuírem o espírito. Mas, porque o possuí, deve o homem dominar e dirigir, para o seu fim último, não só tudo quanto é inferior a ele, mas também quanto é inferior nele. De resto, mesmo no animal, nunca o prazer tem o carácter de fim. Ora, no hedonismo, seja qual for a forma que ele assuma na história, o prazer é, não só o fim, mas o fim supremo do homem. Como todos os hedonistas, porém, esquece Aristipo que também o prazer, como meio que é, ordenado a fins superiores, deve ser moralizado.

(avelosoBROTÉRIA, Vol. LXX, nr. 6, nr. 666)

Verdadeiro apóstolo

TEMA PARA BREVE REFLEXÃO


O apostolado não consiste só no testemunho de vida; o verdadeiro apóstolo procura a ocasião para anunciar Cristo com a palavra quer aos não crentes para os levar à fé, quer aos fieis, para os instruir, confirmar e estimular a uma vida mais santa.

(Conc. Vat. IIDecr. Apostolicam actuositatem, 6.)

2011.02.02

AFEIÇÃO DE MÃE

Observando


Homilia na Missa de sufrágio por El-Rei D. Carlos I e o Príncipe Real
(Lisboa, Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, 1-II-2011)

1. Introdução. O Evangelho desta terça-feira da quarta semana do tempo comum recorda, em simultâneo, dois milagres de Nosso Senhor: a cura da mulher que havia doze anos padecia um fluxo de sangue e a ressurreição da filha de Jairo, um dos chefes da sinagoga (cfr. Mc 5, 21-43).

01/02/2011

Pedido de Bento XVI para o mês de Fevereiro

Duc in altum



O Papa Bento XVI pede aos fiéis que, no mês de Fevereiro, rezem para que se respeite a família e se reconheça o seu papel na sociedade.
Esta é, de facto, a proposta que faz nas intenções de oração para el segundo mês do ano, contidas na carta pontifícia que confiou ao Apostolado da Oração, iniciativa que quase50 milhões de pessoas seguem nos cinco continentes.
“Para que la familia seja respeitada por todos na sua identidade, e se reconheça a sua contribuição insubstituível em favor de toda a sociedade”, é a intenção geral.


(La Gaceta, 2011.02.01, trad. AMA)

O filho que Joseph Kennedy não teve

Observando




Married to a Kennedy, but dedicated to God

FATHER RAYMOND J. DE SOUZA


Diálogos apostólicos


Diálogos


Não te preocupes se não conseguiste ainda o que tanto desejas.

Porfia, luta, esforça-te e põe esse empenho nas mãos de Deus.


Vais ver, Ele fará com que consigas.


(ama, 2011.02.01)

Movimento pro-vida alcança supremacia

Observando

IGREJA E CULTURA

Duc in altum



NOVO DEPARTAMENTO DO VATICANO


PARA O DIÁLOGO COM OS NÃO CRENTES 


ARRANCA EM PARIS

«Pátio dos Gentios»  quer favorecer intercâmbio cultural, filosófico e artístico




Lacrimosa

Lacrymosa:







Lacrymosa dies illa, qua resurget ex favilla judicandus homo reus.
Huic ergo parce Deus, pie Jesu Domine, dona eis requiem! Amen!

Olhai que eu não vejo! (Afonso Cabral)


NAVEGANDO PELA MINHA CIDADE

Quando ia a começar a atravessar a Praça do Exército Libertador ouvi uma voz forte de homem a bradar muito alto: meus irmãos! Olhai que eu não vejo! Por amor de Deus dai-me qualquer coisa!
Fiquei como que paralisado e dentro e fora de mim fez-se um silêncio antiquíssimo. Bandos de pombas levantaram um voo de cinza azulada sem que se tivesse ouvido o assobiado clape-clape das suas asas que as levaram para cima dos postes dos semáforos e das árvores despidas de folhas daquela pequena praça do Carvalhido. E a voz voltou a gritar: olhai que eu não vejo! Virei-me e vi, encostado na esquina da antiga Igreja do Carvalhido, um homem com uma fina bengala de alumínio e uns óculos de massa com vidros de um verde muito escuro. Vi logo que se tratava de um homem que não via, de um cego.
Mas que extraordinário pregão ele gritava: olhai que eu não vejo! E eu olhava e via que ele não via. E alguém via porque é que em nós ele via irmãos?
Eu já não sabia o que ia fazer ou para onde ia. Só sei que continuava ali parado a olhar para quem não via e a sentir que qualquer coisa de maravilhoso estava a acontecer; parecia-me que tudo estava parado no tempo e no espaço e aquele homem não estava a pedir nada mas sim a dar.
E foi então – passado um tempo que não se regula pelos relógios – que ouvi na minha memória a voz de uma raposa a falar a um Principezinho: on ne voit bien qu’avec le coeur. L’essentiel est invisible pour les yeux[1]. Ah! É verdade! Quando esquecemos o essencial o coração deixa de ver, fica cego e inviabiliza a fraternidade. Pior ainda, deixamos de perceber que a fraternidade só o é porque somos todos filhos do mesmo Pai.
Meus irmãos! Olhai que eu não vejo! Por amor de Deus dai-me qualquer coisa! Repetiu o cego aos berros fazendo levantar novamente as pombas num voo errático. E eu acabei por sair daquela espécie de paralisia ou encantamento e atravessei a rua a ver melhor com o que aquele homem me tinha dado.

Afonso Cabral


[1] Antoine de Sant-Exupéry, Le Petit Prince – Éditions Gallimard , Paris -1946  - pág. 72 (só vemos bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos)