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Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
02/11/2010
Bento XVI e a Universidade
Fiéis defuntos
"Se conhecesses o mistério imenso
Do Céu onde agora vivo
Este horizonte sem fim,
Esta luz que tudo reveste e penetra,
Não chorarias se me amas!
Estou já absorvido no Encanto de Deus,
Na Sua Beleza sem fim...
Lembra-te dos bons momentos
Que vivemos juntos
E verás que a saudade também é presença.
Quando estiveres triste, infeliz, chama-me
E eu irei ajudar-te e consolar-te
E verás como é bom ter um amigo
do outro lado.
E quando chegar, também, a tua vez,
Não chorem os que ficam,
Porque não será um adeus,
Mas simplesmente um até à vista,
E eu estarei lá para te receber..."
Autor: Santo Agostinho
LITURGIA DAS HORAS
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INSTRUÇÃO GERAL SOBRE A LITURGIA DAS HORAS
II. ORAÇÃO DA IGREJA
Preceito da oração
5. Aquilo que Jesus fez, isso mesmo ordenou fizéssemos nós. «Orai» — diz repetidas vezes — «rogai», «pedi»,30 «em meu nome».31 E até nos deixou, na oração dominical, um modelo de oração.32 Inculca a necessidade da oração,33 oração humilde,34 vigilante,35 perseverante e cheia de confiança na bondade do Pai,36 feita com pureza de intenção,consentânea com a natureza de Deus.37
Os Apóstolos, por sua vez, apresentam-nos com frequência, em suas Epístolas, fórmulas de oração, mormentede louvor e acção de graças, e exortam-nos a orar no Espírito Santo,38 pela mediação de Cristo,39 ao Pai,40 com perseverança e assiduidade;41 sublinham a eficácia da oração para alcançar a santidade;42 exortam à oração de louvor,43 de acção de graças,44 de súplica,45 de intercessão por todos os homens.46
A Igreja continuadora da oração de Cristo
6. Vindo o homem inteiramente de Deus, é seu dever reconhecer e confessar a soberania do seu Criador. Assim o fizeram, através da oração, os homens piedosos de todos os tempos.
Mas a oração dirigida a Deus tem de estar ligada a Cristo, Senhor de todos os homens, único Mediador,47 o único por quem temos acesso a Deus.48 Ele une a Si toda a comunidade dos homens,49 e de tal forma que entre a oração de Cristo e a de toda a humanidade existe uma estreita relação. Em Cristo, e só n’Ele, é que a religião humana adquire valor salvífico e atinge o seu fim.
7. É totalmente peculiar e profunda a união que existe entre Cristo e aqueles que, pelo sacramento da regeneração, Ele assume como membros do seu Corpo que é a Igreja.
Deste modo, partindo da Cabeça, por todo o Corpo se difundem todas as riquezas pertencentes ao Filho: a comunicação do Espírito, a verdade, a vida, a participação na sua filiação divina, que se manifestava em toda a sua oração enquanto viveu no meio de nós.
O sacerdócio de Cristo é também participado por todo o Corpo da Igreja. Os baptizados, mediante a regeneração e a unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo;50 e por esta forma, ficam habilitados a exercer o culto da Nova Aliança, culto este proveniente, não das nossas forças, mas dos méritos e dom de Cristo.
«Nenhum dom poderia Deus ter feito aos homens mais valioso do que este: ter-lhes dado por Cabeça o seu Verbo pelo qual criou todas as coisas, e tê-los unido a Ele como membros seus; ter feito com que Ele seja ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do homem, um só Deus com o Pai e um só homem com os homens. Deste modo, quando falamos a Deus na oração, não podemos separar d’Ele o Filho; e, quando ora o Corpo do Filho, não pode separar de Si mesmo a Cabeça. E assim, é Ele próprio, o Salvador único do seu Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, quem ora por nós, ora em nós e a Ele nós adoramos. Ora por nós, como nosso Sacerdote; ora em nós, como nossa Cabeça; a Ele oramos, como nosso Deus. Reconheçamos, pois, n’Ele a nossa voz, e a voz d’Ele em nós».51
E é nisto que assenta a dignidade da oração cristã: em participar da piedade mesma do Filho Unigénito para com o Pai e daquela oração que Ele, durante a sua vida cá na terra expressou por palavras e continua agora, sem interrupção, em toda a Igreja e em cada um dos seus membros, em nome e para salvação de todo o género humano.
Acção do Espírito Santo
8. A unidade da Igreja orante é realizada pelo Espírito Santo, o mesmo que está em Cristo,52 em toda a Igreja e em cada um dos baptizados. «É o próprio Espírito que vem em auxílio da nossa fraqueza”; é Ele que «ora por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26); é Ele mesmo, como Espírito do Filho, que infunde em nós «o espírito da adopção filial, no qual clamamos: Abba, Pai» (Rom 8,15; cf. Gal 4,6; 1 Cor 12,3; Ef 5,18; Jud 20). Nenhuma oração, portanto, se pode fazer sem a acção do Espírito Santo, o qual, realizando a unidade de toda a Igreja, conduz pelo Filho ao Pai.
Carácter comunitário da oração
9. O exemplo e o preceito do Senhor e dos Apóstolos, de orar incessantemente, hão-de considerar-se, não como regra puramente legal, mas como um elemento que faz parte da mais íntima essência da própria Igreja, enquanto esta é uma comunidade e deve expressar, inclusive pela oração, a sua natureza comunitária. Daí que, quando nos Actos dos Apóstolos se fala, pela primeira vez, da comunidade dos fiéis, esta nos aparece reunida precisamente em oração, «com as mulheres, com Maria, Mãe de Jesus, e seus irmãos” (Act 1,14). «A multidão dos crentes era um só coração e uma só
alma» (Act 4,31); e esta unanimidade assentava na palavra de Deus, na comunhão fraterna, na oração e na Eucaristia.53
É certo que a oração feita a sós no quarto, portas fechadas,54 é necessária e recomendável,55 e não deixa nunca de ser oração de um membro da Igreja, por Cristo, no Espírito Santo. Todavia, a oração comunitária possui uma dignidade especial, baseada nestas palavras de Cristo: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18,20).
30 Mt 5, 44; 7, 7; 26, 41; Mc 13, 33; 14, 38; Lc 6, 28; 10, 2; 11, 9; 22, 40. 46
31 Jo 14, 13 s.; 15, 16; 16, 23 s. 26.
32 Mt 6, 9-13; Lc 11, 2-4.
33 Lc 18, 1.
34 Lc 18, 9-14.
35 Lc 21, 36; Mc 13, 33.
36 Lc 11, 5-13; 18, 1-8; Jo 14, 13; 16, 23.
37 Mt 6, 5-8; 23, 14; Lc 20, 47; Jo 4, 23.
38 Rom 8, 15. 26; 1 Cor. 12, 3; Gal 4, 6; Jud 20.
39 2 Cor 1, 20; Col. 3, 17.
40 Hebr 13, 15.
41 Rom 12, 12; 1 Cor 7, 5; Ef 6, 18; Col 4, 2; 1 Tess 5, 17; 1 Tim 5, 5;
1 Pedro 4, 7.
42 1 Tim 4, 5; Tiago 5, 15 s.; 1 Jo 3, 22; 5, 14 s.
43 Ef 5, 19 s.; Hebr 13, 15; Ap 19, 5.
44 Col 3, 17; Fil 4, 6; 1 Tes 5, 17; Tim 2, 1.
45 Rom 8, 26; Fil 4, 6.
46 Rom 15, 30; 1 Tim 2, 1 s.; Ef 6, 18; 1 Tess 5, 25; Tiago 5, 14. 16.
47 1 Tim 2, 5; Hebr 8, 6; 9, 15; 12, 24.
48 Rom 5, 2; Ef 2, 18; 3, 12.
49 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n.° 83.
50 Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n.° 10.
51 S. Agostinho, Enarrat. in Psalm. 85, 1: CCL 39, 1176.
52 Cf. Lc 10, 21, quando Jesus «exultou no Espírito Santo e disse: Eu
te bendigo, ó Pai...».
53 Cf. Act 2, 42 gr.
54 Cf. Mt 6, 6.
55 Cf. Conc. Vat II, Const. Sacrosanctum Concilium, n.° 12.
Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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JMA
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Bom Dia! Novembro 02, 2010
Talvez venha a propósito considerar que não se pode negar o que não existe, trata-se de um contra-senso, uma impossibilidade concreta. Confunde-se, quase sempre, a falta de Fé com a negação da existência de Deus o que revela uma ignorância crassa e grave. A Fé não é qualquer coisa que se adquira por vontade própria mas um dom dado directamente por Deus.
Remetendo para escrito anteriormente [i] não se alongará mais este tema além da consideração formal de que o que está realmente certo é:
«A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.»
E, para sustentar esta afirmação, vemos o que acontece quando se confundem as duas coisas que levam às chamadas “guerras da religião” que, no fim e ao cabo, pretendem que César e Deus são uma mesma coisa e não se admite e persegue-se, castiga-se, guerreia-se e atenta-se contra quem assim não procede. [ii]
Bom, e o que é que, de facto, temos de dar a Deus?
A resposta poder-se-ia resumir com uma célebre frase:
Tendes que dar forçosamente a César a moeda que tem impressa a sua imagem; mas vós entregai com gosto todo o vosso ser a Deus, porque está impressa em nós a Sua imagem e não a de César. ([iii])
Parece claro, ou não?
34
[i] Citação de NUNC COEPI
[ii] Jihad, é um conceito essencial da religião islâmica. Pode ser entendida como uma luta, mediante vontade pessoal, de se buscar e conquistar a fé perfeita. Ao contrário do que muitos pensam, Jihad não significa "Guerra Santa", nome dado pelos Europeus às lutas religiosas na Idade Média (por exemplo: Cruzadas).
A explicação quanto as duas formas de Jihad não está presente no Alcorão, mas sim nos ditos do Profeta Muhammad: Uma, a "Jihad Maior", é descrita como uma luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma; e a outra: a "Jihad Menor", é descrita como um esforço que os muçulmanos fazem para levar a mensagem do Islão aos que não têm ciência da mesma (ou seja, daqueles que não se submetem à divindade islâmica e ao seu conceito religioso de paz).
Há opiniões divergentes quanto às formas de acção que são consideradas Jihad. A Jihad só pode ser travada para defender o Islão. No entanto, alguns grupos acham que isto tem aplicação não apenas à defesa física dos muçulmanos, mas também à reclamação de terra que em tempos pertenceu a muçulmanos ou a protecção do Islão contra aquilo que eles vêem como influências que "corrompem" a vida muçulmana. A interpretação feita pelo Ocidente de que a Jihad é uma guerra violenta destinada a transformar pessoas em islâmicas à força é fundada nos diversos ataques terroristas e militares sofridos pelo Ocidente em nome da religião islâmica e de suas crenças; entretanto há quem afirme que os atentados de homens-bomba ou as ameaças a meios de comunicação ocidentais que ousem fazer qualquer crítica aos pilares da crença muçulmana não seja exactamente a definição de Jihad, mas resultado de uma percepção equivocada e oportunista de alguns islâmicos. Um dos defensores desta ideia é o sociólogo sírio-alemão especialista no Islão, ele próprio um muçulmano sunita, Bassam Tibi. Para este, o fenómeno do fundamentalismo islâmico é uma forma de oportunismo político de alguns grupos, que se aproveitam da noção de Jihad, desvirtuando o Islão para torná-lo um factor de acção política em proveito próprio.
De acordo com as formas comuns do Islão, se uma pessoa morre em Jihad, ela é enviada directamente para o paraíso, sem quaisquer punições pelos seus pecados.
Porém, não se pode esquecer que "Jihad" foi o termo utilizado por Maomé (profeta do Islamismo) que significava "guerra sagrada", simbolizando a luta pela conversão do maior número de pessoas para a religião.
[iii] S. Jerónimo, Commentarium in Evangelium secundum Marcum, ad. Loc.
Tema para breve reflexão - 2010.11.02
Cristologia
A cristologia é uma parte da teologia que trata sobre Cristo. Estuda Jesus Cristo em Si mesmo – o mistério da Sua pessoa, como Deus e homem verdadeiro que viveu numas determinadas condições históricas -, e Jesus na economia da salvação – como Messias, Redentor e nosso Salvador -, tal como nos propõe da fé da Igreja.
(Vicente Ferrer BARRIENDOS, Jesucristo nuestro salvador, cap. 1, 1. A, trad ama).
Textos de Reflexão para 02 de Novembro
Terça 02 Nov
Evangelho: Mt 11, 25-30
25 Então Jesus, falando novamente, disse: «Eu Te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos.26 Assim é, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado.27 «Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai; nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28 O «Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.29 Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.30 Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo leve».
Comentário:
O Senhor certamente que se referia ao estado de espírito e não à posição social.
Os "pequeninos" que Jesus refere são os humildes de coração, os que estão disponíveis e, mais, desejosos de conhecer a Palavra para a poderem pôr em prática.
Os sábios e aos prudentes, serão os que fazem demasiadas contas a ver se vale a pena, se têm algo a ganhar ou, pelo contrário, vão encontrar maçadas e enfrentar-se com desafios; têm o seu tempo - pensam que o tempo lhes pertence - espartilhado entre muitíssimas coisas que têm como importantes, imprescindíveis e, assim, não encontram o tempo necessário para ouvir os desafios, as propostas de Jesus.
Não ouvindo, ficam sem saber e, não sabendo, as coisas de Deus passam-lhes ao lado, não fazem parte das suas vidas.
(ama, comentário sobre Mt 11, 25-27, 2010.07.14)
Ter medo da morte! Ter medo da morte porquê? Não fomos nós criados por Deus no Seu infinito amor? Não é a felicidade plena o encontro com o Criador que nos ama desde sempre? Se estamos preparados, porque vivemos tentando sempre cumprir a vontade de Deus, apenas temos de confiar na Sua infinita misericórdia.
(jma, sobre Morte 1, 2010.10.21)
Doutrina: CCIC – 447: Como respeitar a santidade do Nome de Deus?
CIC - 2142-2149; 2160-2162
Invocando, bendizendo, louvando e glorificando o santo Nome de Deus. Deve pois ser evitado o abuso de invocar o Nome de Deus para justificar um crime, e ainda todo o uso inconveniente do seu Nome, como a blasfémia, que por sua natureza é um pecado grave, as imprecações e a infidelidade às promessas feitas em Nome de Deus.
Festa: Todos os Fieis Defuntos
Depois de ter cantado a glória e a felicidade dos Santos que «gozam em Deus a serenidade da vida imortal», a Liturgia, desde o início do século XI, consagra este dia à memória dos fiéis defuntos.
É uma continuação lógica da festa de Todos os Santos. Se nos limitássemos a lembrar os nossos irmãos Santos, a Comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo pelo Baptismo. Continuam todos unidos a nós. A Igreja peregrina não podia, por isso, ao celebrar a Igreja da glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório.
É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mistério Pascal, lembra «aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz» (Prece Eucarística 1). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva.
O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao Sacrifício de reconciliação, a Missa.
No Sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a Sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino.
01/11/2010
DIA DE TODOS OS SANTOS
Quem são os santos que hoje veneramos, cantamos, louvamos, a quem recorremos, a quem admiramos, com quem desabafamos, para quem compomos música, sobre os quis escrevemos poesia e prosa, a quem pintamos e de quem fazemos esculturas?
São os imitadores fiéis de Jesus Cristo, são, pela graça que neles frutificou, o desdobramento de Deus, Criador, Redentor e Santificador, a favor dos homens e do mundo, pelos séculos fora, passados e futuros. Fora e são aqueles e aquelas que fizeram suas as palavras de Paulo «para mim, viver é Cristo» e «posso tudo naquele que me conforta». São os canais abertos à força de Deus, por onde passou, passa e passará o plano de Jesus, o estabelecimento, no mundo e com os homens, do plano de Jesus Cristo: Um reino de Paz, de Justiça, Verdade e de Amor
Foram os que pregaram e pregam a todos os povos o Evangelho de Jesus.
Foram eles que criaram e criam, sem olhar a obstáculos, milhares e milhares de instituições para assistir aos pobres, aos sem tecto nem pátria, aos órfãos, aos viúvas, aos leprosos, aos doentes da sida, ás vítimas das doenças mais estranhas. Foram e são eles que ensinaram, e ensinam, os ignorantes, educam os abandonados e ensinam, também, com a sua inteligência e com a sua alma cheia do Espírito Santo, a digerir o Evangelho. Foram eles que deram e dão a sua vida por Jesus quando os inimigos da fé lhe queriam ou querem varrer da inteligência e do coração a fé em Jesus Cristo. Foram e são eles que, como pais, como mães e como filhos, como reis e príncipes, como professores, empresários e trabalhadores apostaram, absolutamente, no Primeiro Mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas.
Foram eles e são eles que nos ensinaram o valor da oração, do desprendimento, da humildade, da esperança, da alegria, da vitória sobre as paixões, da perseverança, da bondade, da pureza, da misericórdia.
Que extraordinário património! Que extraordinária e transcendente sementeira de bem lançada sobre os homens e sobre o mundo por milhões e milhões de santos, canonizados ou não, a viver no céu ou a viver, ainda, na terra. O mundo seria um autêntico inferno, se eles não tivessem existido, se não existissem hoje, ou se não continuassem a existir.
Por isso, meus irmãos, Santos precisam-se: cristãos apostados numa progressiva identificação pessoal com Cristo: ricos e pobres, homens e mulheres e crianças, jovens e velhos, professores, alunos políticos ou simples cidadãos. Ouço um grito lançado por eles dirigido a todos nós: Entregai-vos a Cristo, de alma e coração, como indivíduos, como casal, como família, como comunidade de trabalho, científica, artística, económica, política. Acreditai em Cristo: Ele é o «único Caminho, a única Verdade, a única Vida. Sem Ele, reina a desorientação, a mentira, a morte.
Deixai-vos seduzir por Ele, entregai-Lhe as vossas vidas por inteiro. Amai-O na Sua Palavra, amai-O no próximo, amai-O dentro do vosso coração, amai-O na Eucaristia. Não desconfieis dEle. Pertencei-Lhe para sempre. Convertei-vos totalmente a Ele e sereis Cristos na terra, luz do mundo e sal da terra.
Convertei-vos a Cristo e chamai outros à conversão e à perseverança na Fidelidade a Cristo. Ámen.
(Rev. Cónego. António Ferreira dos Santos Homília na Missa das 18H15 na Igreja da Lapa – Porto em 2010.11.01)
Bom Dia! Novembro 01, 2010
Na discussão que teve lugar no Sinédrio, sobre o que fazer com os discípulos de Jesus Cristo, levantou-se a voz de Gamaliel numa locução cheia de sabedoria e bom senso:
«Se este desígnio ou esta obra for de homens, será derrubada; mas, se for de Deus, não podereis derrubá-los... podereis talvez ser realmente achados como lutadores contra Deus.» [i]
A opção de seguir as instruções de Cristo foi tomada livremente pelos Apóstolos, é verdade, mas a força, stamina [ii], e destemor só lhes foi possível com a sua decisão de dar a Deus o que era de Deus, neste caso, a missão que o próprio Jesus Cristo, lhes tinha confiado.
E, o facto é que, três séculos mais tarde ([iii]), César vem a reconhecer que era perfeitamente possível – melhor, natural e benéfico – as duas opções coexistirem. Mais, este facto trouxe a unidade e coesão de um vasto Império em risco de colapso.
Daqui que não se entenda como, nos dias de hoje, persistam próceres de diversa origem que advogam uma sociedade sem Deus, ou melhor, que não deve nada a Deus nem tem que se preocupar com isso.
Dir-se-á que tal tem a ver com questões de fé o que é provável mas omite-se que tem sobretudo a ver com questões de inteligência e bom senso com base no que, neste aspecto, foi acontecendo ao longo de, pelo menos, três mil anos de história, o que parece ser muito.
33
Tema para breve reflexão - 2010.11.01
Criança
Será somente a partir do momento em que, contrito, beijes as chagas de Jesus, crendo no Seu amor, que te voltas para Deus em atitude de «criança».
(Tadeus Dajczer, Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 79)
Textos de Reflexão para 01 de Novembro
Segunda 01 Nov
Evangelho: Mt 5, 1-12
1 Vendo Jesus aquelas multidões, subiu a um monte e, tendo-Se sentado, aproximaram-se d'Ele os discípulos. 2 E pôs-Se a falar e ensinava-os, dizendo: 3 «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 «Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 5 «Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 6 «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 «Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.10 «Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.11 «Bem-aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem falsamente toda a espécie de mal contra vós por causa de Mim.12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois também assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós.
Comentário:
Todos os que O escutam no Sermão da Montanha, sentem a esperança renascer no coração e a e a confiança instalar-se na alma.
Quem o diz é nem mais nem menos, que Jesus Cristo: Bem-aventurados!
Queremos fazer parte dos que enumeras mas, sobretudo, dá-nos Senhor, um coração puro para que possamos ver-te conforme prometes. Contemplar o Teu Rosto é o nosso desejo e nossa felicidade. Vultum Tuum, Domine, requiram.
(ama, Meditação sobre Mt 5, 1-12, 2009.06.08 Cristo Rei 11.30)
Mês de Novembro que, tradicionalmente, a Igreja considera de forma mais acentuada os “Novíssimos”, nome que se dá ao que sucederá ao homem depois da morte.
São considerados, principalmente: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso.
Novembro começa logo no primeiro dia por nos lembrar Todos os Santos aqueles, conhecidos e desconhecidos que gozam na Eternidade da presença de Deus que é o fim último do homem para o qual tende desde que nasce.
Logo depois, lembramos os Fiéis Defuntos, os que já partiram para a Eternidade e que lembramos com saudade tendo o dever de rezar por eles para que encontrem a plenitude do gozo eterno.
Consideramos também a Comunhão dos Santos, uma verdade de fé que nos conduz à certeza de que todos, os que ainda peregrinamos na terra e os que já partiram, estamos unidos na mesma “linha de comunicação” com Deus e que, uns e outros, podemos interceder e merecer consoante os casos e circunstâncias de cada um.
(ama, comentário sobre Novíssimos, 2010.010.08)
Doutrina: CCIC – 446: Ao dizer: «não farás para ti qualquer imagem
esculpida» (Ex 20,3) proíbe-se o culto das imagens?
CIC – 2129-2132; 2141
No Antigo Testamento, este mandamento proíbe representar o Deus absolutamente transcendente. Porém, a partir da Encarnação do Filho de Deus, o culto cristão das imagens sagradas é justificado (como afirma o segundo Concílio de Niceia, de 787), porque se funda no Mistério do Filho de Deus feito homem, no qual Deus transcendente se torna visível. Não se trata duma adoração da imagem, mas de uma veneração de quem nela é representado: Cristo, a Virgem, os Anjos e os Santos.
Festa: Todos os Santos
Nota Histórica
«Os Santos, tendo atingido pela multiforme graça de Deus a perfeição e alcançado a salvação eterna, cantam hoje a Deus no Céu, o louvor perfeito e intercedem por nós.
A Igreja proclama o mistério pascal, realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo; e implora, pelos seus méritos, as bênçãos de Deus.
Segundo a sua tradição, a Igreja venera os Santos e as suas relíquias
autênticas, bem como as suas imagens. É que as festas dos Santos
proclamam as grandes obras de Cristo nos Seus servos e oferecem aos fiéis os bons exemplos a imitar»
(Constituição Litúrgica, n.º 104 e 111).
31/10/2010
Bom Dia! Outubro 31, 2010
Os primeiros passos estão a ser dados nalgumas regiões do mundo, como por exemplo, a moeda única para extensas áreas englobando vários países raças e culturas.
Sem pretender fazer futurismo parece mais que provável que este é o caminho para o qual tende a humanidade e, talvez o sonho de uma sociedade justa e equitativa.
Em Babel, segundo rezam as crónicas, houve essa pretensão de unidade entre povos e pessoas e tal seria conseguido se não faltasse um elemento importantíssimo: Dar a Deus o que é de Deus.
De facto os construtores da famosa torre tiveram preocupações e objectivos meramente Cesarianos, por assim dizer, pretendendo alcançar um inefável bem comunitário que se traduziria numa felicidade de vida organizada em volta de um princípio de igualdade. Deus ficou de fora e, como se sabe à saciedade, as obras exclusivamente humanas, são passageiras e mais ou menos efémeras porque estão em constante evolução, mudando de sentido e até, conteúdo, conforme as circunstâncias do tempo.
Deus não muda, é o mesmo, sempre, desde Isaac e Abraão até aos nossos dias e… sempre.
Não pode mudar porque é eterno o que, em suma, significa que não tendo princípio nem fim é o que é, não evolui, não muda, não Se altera, não Se adapta.
O problema de Babel foi exactamente esse esquecimento das duas “obrigações” simultâneas e intimamente ligadas: Dar a César o que pertence a César e a Deus o que é de Deus! Escolher uma apenas revela-se uma opção errada e com consequências conhecidas.
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Textos de Reflexão para 31 de Outubro
Domingo 31 Out
Evangelho: Lc 19, 1-10
1 Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. 2 Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, 3 procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. 4 Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. 5 Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». 6 Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. 7 Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». 8 Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». 9 Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».
Comentário:
Este episódio que São Lucas narra com a habitual descrição de pormenores, permite-nos constatar, uma vez mais, a atracção que Jesus exerce sobre todas as pessoas seja qual for a sua condição ou posição social. Mas esta atracção, para ir além da natural curiosidade, isto é, para de facto conhecer Jesus, exige uma resposta muito concreta e desassombrada.
É que faz Zaqueu. Era «chefe dos publicanos e rico», mas não espera que Jesus vá ter com ele, procura-o até o encontrar no caminho que percorre; «era pequeno de estatura» e por isso não hesita em subir a uma árvore, não tem qualquer respeito humano. O importante, para Zaqueu, era ver, de perto, Jesus Cristo. Se não tivesse feito nada disto, Jesus não Se teria detido, não o teria chamado pelo seu nome – como se o conhecesse há muito – não se teria hospedado em sua casa e, Zaqueu não se teria convertido e salvo.
(ama, comentário sobre Lc 19, 1-10, 2010.10.11)
A Igreja apostólica que na sua origem desde o próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal cada oito dias, no dia que com razão é chamado dia do Senhor ou Domingo. (Concílio Vaticano II, Constituição Sacrossantum Concilium, 106)
Doutrina: CCIC – 445: Que proíbe Deus ao ordenar: «Não terás outros
deuses perante Mim» (Ex 20,2)?
CIC – 2110-2128; 2138-2140
Este mandamento proíbe:
- o politeísmo e a idolatria, que diviniza uma criatura, o poder, o dinheiro, e até mesmo o demónio;
- a superstição, que é um desvio do culto devido ao verdadeiro Deus, e que se expressa nas várias formas de adivinhação, magia, feitiçaria e espiritismo;
- a irreligião, expressa no tentar a Deus com palavras ou actos, no sacrilégio, que profana pessoas ou coisas sagradas sobretudo a Eucaristia, e na simonia, que pretende comprar ou vender realidades espirituais;
- o ateísmo, que nega a existência de Deus, fundando-se muitas vezes numa falsa concepção de autonomia humana;
- o agnosticismo, segundo o qual nada se poder saber de Deus, e que inclui o indiferentismo e o ateísmo prático.
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