Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
06/12/2020
Pequena agenda do cristão
Reflexão
Família
O
casamento e a família não são unicamente uma construção humana e sociológica,
ligada às condições imutáveis da vida, da cultura, da técnica.
O casamento e a família vêm de Deus.
Por
intermédio do casamento e da família, Deus uniu, sabiamente, duas das maiores
realidades humanas: a missão de transmitir a vida e amor do homem e da mulher.
(Diálogos
com São Paulo VI, Jean Guiton)
Dia de Reis
*E, abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Detenhamo-nos um pouco para entender este passo do Santo Evangelho. Como é possível que nós, que nada somos e nada valemos, ofereçamos alguma coisa a Deus? Diz a Escritura: toda a dádiva e todo o dom perfeito vem do alto. O homem não consegue descobrir plenamente a profundidade e a beleza dos dons do Senhor: se tu conhecesses o dom de Deus... – responde Jesus à mulher samaritana. Jesus Cristo ensinou-nos a esperar tudo do Pai, a procurar antes de mais o Reino de Deus e a sua justiça, porque tudo o resto se nos dará por acréscimo e Ele conhece bem as nossas necessidades.
Na
economia da salvação, o nosso Pai cuida de cada alma com amor e delicadeza:
cada um recebeu de Deus o seu próprio dom; uns de um modo, outros de outro.
Portanto, podia parecer inútil cansarmo-nos, tentando apresentar ao Senhor algo
de que Ele precise; dada a nossa situação de devedores que não têm com que
saldar as dívidas, as nossas ofertas assemelhar-se-iam às da Antiga Lei, que
Deus já não aceita: Tu não quiseste os sacrifícios, as oblações e os
holocaustos pelo pecado, nem te são agradáveis as coisas que se oferecem
segundo a Lei.
Mas
o Senhor sabe que o dar é próprio dos apaixonados e Ele próprio nos diz o que deseja
de nós. Não lhe interessam riquezas, nem frutos, nem animais da terra, do mar
ou do ar, porque tudo isso lhe pertence. Quer algo de íntimo, que havemos de
lhe entregar com liberdade: dá-me, meu filho, o teu coração. Vedes? Se compartilha,
não fica satisfeito: quer tudo para si. Repito: não pretende o que é nosso;
quer-nos a nós mesmos. Daí – e só daí – advêm todas as outras ofertas que
podemos fazer ao Senhor. (Cristo que passa, 35)
LEITURA ESPIRITUAL Dez 06
Mt V, 33 – 48;
VI, 1 - 4
Juramento
33
«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas
cumprirás diante do Senhor os teus juramentos. 34 Eu, porém, digo-vos: Não
jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus, 35 nem pela
Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do
grande Rei. 36 Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só
dos teus cabelos branco ou preto. 37 Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim;
não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»
A nova Lei de Talião
38
«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. 39 Eu, porém,
digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face
direita, oferece-lhe também a outra. 40 Se alguém quiser litigar contigo para
te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. 41 E se alguém te obrigar a
acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. 42 Dá a quem te pede e
não voltes as costas a quem te pedir emprestado.» 43
«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44 Eu,
porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. 45
Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz
com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os
justos e os pecadores. 46 Porque, se amais os que vos amam, que recompensa
haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? 47 E, se saudais
somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os
pagãos? 48 Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»
Pureza de intenção
1
«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos
tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do
vosso Pai que está no Céu.
Esmola
2
Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como
fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos
homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. 3 Quando deres esmola, que a tua mão esquerda
não saiba o que faz a tua direita, 4 a fim de que a tua esmola permaneça em segredo;
e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.»
JESUS CRISTO
NOSSO SALVADOR
Iniciação à
Cristologia
Capítulo V
CRISTO
ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
2. A graça e
a santidade de Cristo
d) A
plenitude de graça habitual em Cristo
A
revelação não só nos diz que Jesus tem a graça habitual ou santificante, como
também que estava «cheio de graça e de verdade» (Jo 1,14), e nos fala da sua
«plenitude de graça» (Jo 1,16; cf. Ef 4,13).
Com
efeito, a graça é causada no homem pela presença de Deus nele, tal como a luz
do ar é consequência da presença do Sol. A razão da plenitude de graça em
Cristo é que a sua humanidade está unida a Deus na humanidade mais estreita
imaginável, em unidade de pessoa, pelo que recebe a máxima e mais plena
comunicação possível da vida divina.
Em que
consiste esta plenitude de graça? Considerando-a como uma realidade criada que
tem o seu sujeito na alma, é evidente que a graça habitual não pode ser
infinita em si mesma, mas limitada. Mas Cristo recebeu na sua humanidade a
graça no mais alto grau que pode dar-se. Por isso se pode dizer que a graça em
Cristo é de certo modo ilimitada ou infinita «sem medida» (Jo 3,34); enquanto a
nós se nos dá segundo medida (cf. Ef 4,7). Quer dizer, Jesus possuía a graça com
toda a perfeição possível: com todos os efeitos, virtudes, dons e operações que
esta pode ter e alcançar.
Esta
plenitude de graça é própria e exclusiva de Cristo, pois foi-lhe conferida para
que Ele fosse o princípio universal da justificação de todo o género humano.
Todas as graças que os homens tiveram d’Ele provêm, como da sua fonte; e por
isso Ele as possui todas, no mais alto grau: «Da sua plenitude todos temos
recebido graça por graça» (Jo 1,16). Esta mesma plenitude de graça habitual em
Cristo, enquanto é a Cabeça e o princípio da santificação de todos, conhece-se
com o nome de «graça capital».
Vicente Ferrer Barriendos
(Tradução
do castelhano por ama)
05/12/2020
Advento
Advento
Esta
palavra - Advento - vem do Latim Adventus e significa: Chegada; Vinda;
Exaltação; Princípio.
Quinta
reflexão: Vinda
3
“Vinda”
pode contribuir para uma mudança importante na nossa vida porque, o que vem, seguramente
a influenciará.
(AMA,
2020)
Virtudes
A alegria cristã 1
“Alegrai-vos
sempre no Senhor; repito: alegrai-vos” (Fl 4, 4), exorta São Paulo aos cristãos de Filipos para lhes recordar que são “cidadãos
dos céus” (Fl 3, 20). e que têm que levar “uma vida digna do Evangelho de Cristo” (Fl 1, 27), “com humildade
(…) tendo em vista não os seus próprios interesses, mas sim os dos outros” (Fl 2, 3-4). O Apóstolo fala
da alegria enquanto se encontra preso, e os destinatários da sua carta têm
inimigos, sofrem e mantêm a mesma luta que ele (cf. Fl 1, 28-30), e devem
proteger-se dos judaizantes (cf. Fl 3, 2-3). Portanto, para os cristãos a alegria não é o resultado de uma vida fácil
e sem dificuldades, ou algo sujeito às mudanças de circunstâncias ou estados de
ânimo, mas sim uma profunda e constante atitude que nasce da fé em Cristo: “Nós
conhecemos e cremos no amor que Deus tem para connosco” (1 Jo 4, 16). A mensagem cristã
que nos foi transmitida tem como finalidade entrar em comunhão com Deus “para
que a nossa alegria seja completa” (1 Jo 1, 4).
Deus deseja que o
homem seja feliz, criou-o para a vida eterna, iniciado na terra pela graça que
alcançará a sua plenitude no céu, quando o homem estiver unido para sempre a
Deus: “Se o homem pode esquecer ou rejeitar Deus, Deus é que nunca deixa de
chamar todo o homem a que O procure, para que encontre a vida e a felicidade”
(Catecismo da
Igreja Católica, n. 30). Por isso, o anúncio do Evangelho é um convite aos homens para entrarem na
alegria da comunhão com Cristo: «A alegria do Evangelho enche o coração e a
vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por
Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento.
Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Francisco, ex. ap.
Evangelii gaudium, n. 1). Efectivamente, os Evangelhos narram-nos muitos encontros com Cristo que
são fonte de alegria: o Baptista saltou de alegria no seio de Santa Isabel ao
sentir a presença do Verbo Encarnado (cf. Lc 1, 45); aos pastores anuncia-se-lhes «uma grande alegria, que o será para todo o
povo: «Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias
Senhor» (Lc 2, 11); os Magos, ao voltarem a ver a estrela que os conduzia ao Rei dos Judeus,
«sentiram imensa alegria» (Mt 2, 10); a alegria dos paralíticos, do cego, dos leprosos e de todo o tipo de
doentes que foram curados por Jesus; a alegria da viúva de Naim ao ver o seu
filho ressuscitado (cf. Lc 7, 14-16); a alegria de Zaqueu transborda num banquete e numa profunda conversão (cf. Lc 19, 8); a alegria do Bom
Ladrão, no meio da sua atroz dor física na Cruz, ao saber que nesse mesmo dia
estaria com Jesus no seu Reino (cf. Lc 23, 42-43); por fim, a alegria de Maria Madalena, dos discípulos de Emaús e dos
Apóstolos perante Jesus Ressuscitado. Só o encontro do jovem rico com Jesus não
levou à alegria, pois não soube usar a sua liberdade para seguir o Mestre: «ele
entristeceu-se, pois era muito rico» (Lc 18, 23).
(Vicente Bosch)
Filosofia e Religião
Anjos da Guarda
Tratado
dos Anjos Art. 7 –
Se
os anjos se condoem com os males dos que guardam.
(II Sent., dist., XI, part. I, a.
5).
O
sétimo discute-se assim.
Parece que os anjos se contristam com os
males dos que guardam.
1. — Pois, diz a Escritura: Os anjos da paz
chorarão amargamente. Ora, o pranto é sinal de dor e de tristeza. Logo, os
anjos condoem -se com os males dos homens que guardam.
2. Demais. — Como diz Agostinho, a tristeza
provém do que nos acontece contra a nossa vontade. Ora, a perdição de um homem
é contra a vontade do seu anjo da guarda. Logo, os anjos condoem-se com a perdição
dos homens.
3. Demais. — Como a tristeza é contrária à
alegria, assim o pecado, à penitência. Ora, os anjos se alegram com o pecador
penitente, como se lê no Evangelho. Logo, condoem-se quando o justo cai em pecado.
4. Demais. — Ao passo da Escritura — E tudo
o que oferecem como primícias, diz a Glossa de Orígenes: Os anjos são levados a
juízo, porque caíram, quer por negligência deles, quer por ignávia dos homens.
Mas é racional que a gente sofra por causa
dos males pelos quais é levado a juízo. Logo, os anjos condoem-se com os
pecados dos homens.
Mas, em contrário. — Onde há tristeza e dor
não há perfeita felicidade; por isso, diz o Apocalipse: E não haverá mais
morte, nem luto, nem clamor, nem mais dor. Ora, os anjos são perfeitamente
felizes. Logo, de nada se condoem.
SOLUÇÃO. — Os anjos não se condoem com os
pecados nem com as penas dos homens, pois, a tristeza e a dor procedem, como
diz Agostinho, do que contraria a vontade. Ora, nada acontece no mundo contrário
à vontade dos anjos e dos outros bem-aventurados, porque a vontade deles adere
totalmente à ordem da divina justiça, e nada há no mundo que não seja feito ou
permitido por essa justiça. Donde, absolutamente falando, nada acontece no
mundo, contra a vontade dos bem-aventurados. Pois, como diz o Filósofo,
chama-se voluntário absolutamente, ao que alguém quer, em particular, quando age,
i. é, consideradas todas as circunstâncias, embora considerado em universal,
não fosse voluntário. Assim, o nauta não quer que as mercadorias sejam atiradas
ao mar, absoluta e universalmente falando, mas o quer, estando em risco
eminente de perder-se; e por isso há aqui, antes, um voluntário do que um
involuntário, como no mesmo passo se diz. Donde, os anjos, universal e
absolutamente falando, não querem os pecados e as penas dos homens; querem
contudo que, por elas, se conserve a ordem da divina justiça, que submete
certos a penas e permite que pequem.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — As
palavras citadas de Isaías podem entender-se como referentes aos anjos
anunciadores de Ezequías, que choraram, conforme o sentido literal, por causa
das palavras de Rapsaco, de que se trata no mesmo livro. Pelo sentido alegórico
porém, os anjos são apóstolos e pregadores da paz, que choram sobre os pecados
dos homens. Se porém, pelo sentido anagógico, o passo se refere aos anjos bons,
então o modo de falar é metafórico, para significar que eles querem, em universal,
a salvação dos homens. Pois, é assim que tais paixões se atribuem a Deus e aos anjos.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Resulta clara a
SOLUÇÃO. do que acaba de ser dito.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Tanto na penitência
como no pecado dos homens, há razão para alegria dos anjos, que é o implemento
da ordem da divina providência.
RESPOSTA À QUARTA. — Os anjos são levados a
juízo, por causa dos pecados dos homens, não como réus, mas como testemunhas,
para convencer os homens da ignávia própria.
(São
Tomás de Aquino, Suma Teológica I, q. 113, a. 7)
Pequena agenda do cristão
Somos cristãos correntes, temos uma vida vulgar
*Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo! (Forja, 362)
*Por muito que tenhamos pensado nestas
verdades, devemos encher-nos sempre de admiração ao pensar nos trinta anos de
obscuridade que constituem a maior parte da passagem de Jesus entre os seus
irmãos, os homens. Anos de sombra, mas, para nós, claros como a luz do Sol.
Mais: resplendor que ilumina os nossos dias e lhes dá uma autêntica projecção,
pois somos cristãos correntes, com uma vida vulgar, igual à de tantos milhões
de pessoas nos mais diversos lugares do Mundo.
Assim viveu Jesus seis lustros: era filius fabris, o filho do carpinteiro.
Virão depois os três anos de vida pública, com o clamor das multidões. E as pessoas
surpreendem-se: Quem é este? Onde aprendeu tantas coisas? Pois a sua vida tinha
sido a vida comum do povo da sua terra. Era o faber, filius Mariae, o carpinteiro, filho de Maria. E era Deus; e
estava a realizar a redenção do género humano; e estava a atrair a si todas as
coisas.
Como em relação a qualquer outro aspecto
da sua vida, nunca deveríamos contemplar esses anos ocultos de Jesus sem nos
sentirmos afectados, sem os reconhecermos como aquilo que são: chamamentos que
o Senhor nos dirige para sairmos do nosso egoísmo, do nosso comodismo. (Cristo que passa, nn. 14-15)
LEITURA ESPIRITUAL Dez 05
Mt V, 13 - 32
Comparações com o sal e a luz
13 «Vós
sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há-de salgar? Não serve
para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós
sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15
nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do
candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa. 16 Assim brilhe a
vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.»
A Antiga Lei e a Nova Lei
17 «Não
penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los
à perfeição. 18 Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não
passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto,
se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens,
será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será
grande no Reino do Céu. 20 Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a
dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» 21 «Ouvistes
o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em
juízo. 22 Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu
perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e
quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo. 23 Se fores, portanto,
apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem
alguma coisa contra ti, 24 deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai
primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua
oferta. 25 Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes
juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te
mandem para a prisão. 26 Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o
último centavo.»
Castidade do corpo e da mente
27«Ouvistes
o que foi dito: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, digo-vos que todo aquele
que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu
coração. 29 Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado,
arranca-a e lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que
todo o teu corpo ser lançado à Geena. 30 E se a tua mão direita for para ti
origem de pecado, corta-a e lança-a fora, porque é melhor perder-se um só dos
teus membros do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.»
Divórcio
31«Também
foi dito: Aquele que se divorciar da sua mulher, dê-lhe documento de divórcio.
32 Eu, porém, digo-vos: Aquele que se divorciar da sua mulher - excepto em caso
de união ilegal - expõe-na a adultério, e quem casar com a divorciada comete
adultério.»
JESUS CRISTO NOSSO SALVADOR
Iniciação à Cristologia
Capítulo V
CRISTO ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
2. A graça e a santidade de Cristo
c) Cristo enquanto homem também é santo por graça
habitual
A graça habitual é o dom sobrenatural que
Deus outorga ao homem pelo qual o une a si e o torna semelhante a si próprio,
fazendo-o participe da natureza divina (cf. Pd 1,4) que é santa. Por isso a
graça chama-se também «santificante»
porque é uma qualidade que transforma a natureza do homem divinizando-o,
tornando-o justo e santo.
Os Evangelhos falam-nos explicitamente da existência
desta graça em Jesus Cristo: estava «cheio de graça» (Jo 1,14), ou «crescia em
graça» (Lc 2,52).
É
fácil de entender a conveniência de que Cristo tivesse a graça habitual, já que
a sua humanidade não é santa por si mesma, nem se transformou em divina pela
união hipostática, uma vez que permanece sempre a distinção das duas naturezas.
Por isso, é necessário que a humanidade de Cristo chegue a ser divina e santa
por participação, que é o efeito próprio da graça habitual ou santificante[1].
Vicente Ferrer Barriendos
(Tradução
do castelhano por ama)
04/12/2020
Advento
Advento
Esta
palavra - Advento - vem do Latim Adventus e sigifica: Chegada; Vinda;
Exaltação; Princípio.
Terceira
reflexão: Chegada
3
“Chegada”
é a conclusão feliz de um anseio íntimo que trazemos dentro de nós bem
arreigado na nossa alma e que, sabemos, nos vai sossegar, tranquilizar,
satisfazer.
(AMA,
2020)
Perguntas e respostas
HOMOSSEXUALIDADE
B. HOMOSEXUALIDADE E
ENFERMIDADE
3. É indiferente usar o
sexo de um modo ou outro? Talvez seja este o núcleo do problema. Há duas
possibilidades:
Se no sexo vale tudo e não
há limitação alguma, então, qualquer uso sexual será correcto: as práticas
homossexuais, o adultério, a fornicação, o sexo com menores, etc. Segundo esta
sugestão, um uso inteligente do sexo seria a prostituição, pois teria a
vantagem de proporcionar dinheiro.
A outra possibilidade é
considerar que o sexo tem as suas próprias normas e não se pode usar de
qualquer modo nem com qualquer pessoa. Assim se chega à conclusão mais
concordante com a natureza humana: o sexo só se deve viver cada marido com a
sua mulher e com abertura à vida.
Reflexão
Orações diárias
É muito comum um cristão ter uma ou mais orações que
reza todos os dias.
Até poderá "compôr" algumas especialmente
para dias diferentes.
É bom que assim seja porque tal fará parte do seu
Plano de Vida.
Tem, no entanto, que estar preparado para tentações como: 'que é que
isto interessa... se não rezares que mal acontece?; ou não rezes agora, deixa
para depois'...
Claro que ao tentador não lhe agrada que tenha um
Plano de Vida e, muito menos o seu cumprimento.
(2020)













