01/03/2019

Apoiar-vos-eis uns aos outros


Se souberes querer aos outros e difundir, entre todos, esse carinho – caridade de Cristo, fina, delicada –, apoiar-vos-eis uns aos outros, e o que for a cair sentir-se-á amparado – e urgido – com essa fortaleza fraterna, para ser fiel a Deus. (Forja, 148)

Chega a plenitude dos tempos e, para cumprir essa missão, não aparece um génio filosófico, como Sócrates ou Platão; não se instala na terra um conquistador poderoso, como Alexandre Magno. Nasce um Menino em Belém. É o Redentor do mundo; mas, antes de começar a falar, demonstra o seu amor com obras. Não é portador de nenhuma fórmula mágica, porque sabe que a salvação que nos traz há-de passar pelo coração do homem. As suas primeiras acções são risos e choros de criança, o sono inerme de um Deus humanado; para que fiquemos tomados de amor, para que saibamos acolhê-Lo nos nossos braços.
Uma vez mais consciencializamos que isto é que é o Cristianismo. Se o cristão não ama com obras, fracassa como cristão, o que significa fracassar também como pessoa. Não podes pensar nos outros homens como se fossem números, ou degraus para tu subires; como se fossem massa, para ser exaltada ou humilhada, adulada ou desprezada, conforme os casos. Tens de pensar nos outros – antes de mais, nos que estão ao teu lado – vendo neles o que na verdade são: filhos de Deus, com toda a dignidade que esse título maravilhoso lhes confere.

Com os filhos de Deus, temos de comportar-nos como filhos de Deus: o nosso amor há-de ser abnegado, diário, tecido de mil e um pormenores de compreensão, de sacrifício calado, de entrega silenciosa. Este é o bonus odor Christi que arrancava uma exclamação aos que conviviam com os primeiros cristãos: Vede como se amam! (Cristo que passa, 36)

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Leitura espiritual


As quatro dimensões da Fidelidade

Ao encontro do outro

“A primeira dimensão chama-se busca.
MARIA foi fiel antes de mais nada quando, com amor, se pôs a procurar o sentido profundo do desígnio de Deus sobre ela e sobre o mundo
Quomodo fiet istud? Como sucederá isto? Pergunta Ela ao anjo da Anunciação. Já no Antigo Testamento o sentido desta busca se traduz numa expressão de rara beleza:

“Procurar o rosto do Senhor”

A fidelidade requer um fundamento profundo e forte de paciente indagação, o anelo de encontrar um motivo para viver.
Não é possível falar de fidelidade a quem carece de ideais ou a quem não sabe de valores que transcendem a própria vida.

Na formação para a fidelidade, deve insistir-se em que sempre se pode “ir mais longe”.
Se queremos ser alguma coisa, não nos devemos estancar nos estreitos limites do nosso mundo pessoal, encerrados nos nossos egoísmos e comodidades.
Impõe-se procurar continuamente um ideal mais elevado, abrir horizontes e aspirar a aventuras audazes.

Os atletas procuram melhorar as suas próprias marcas, ganhar décimos ou centésimos de segundo, chegar uns centímetros mais longe.
Esse mesmo espírito pode ser vivido no estudo, na profissão, na vida matrimonial, no ministério sacerdotal, no caminho para a santidade…
Devemos propor-nos cada dia novas conquistas e afastar as nuvens negras que poderiam desanimar-nos.

Trata-se, pois, do que poderíamos chamar uma fidelidade humilde, que, partindo do reconhecimento da sua indigência, da sua limitação, ambiciona encontrar alguma coisa, alguém, que a incite a ser melhor, a sair do nada pessoal.

“Não haverá fidelidade- diz o Papa nessa homilía – senão houver na raiz esta busca ardente, paciente e generosa, se não estiver alojada no coração do homem uma pergunta para a qual só Deus tem resposta, ou melhor, Deus é a resposta”.

Dar um lugar no coração

A segunda dimensão da fidelidade humana chama-se aceitação.
O quomodo fiet istud transforma-se nos lábios de Maria num fiat, aceito.

Dar um lugar no coração é abrira alma a esses ideais, talvez apenas esboçados, mas que já se vislumbram como possíveis. É passar pel etapa de meditar detidamente – como fazia a Santíssima Virgem – em tudo aquilo que nos pareça árduo, até lhe encontrar o sentido profundo, a razão que nos levanta e nos impele para além de nós mesmos e nos faz ambicionar conquistas novas, embora laboriosas

É como despertar e dar vida ao espírito de fidelidade.
Assim como o valor da velhice não reside em acumular anos de vida, mas em encher de vida os anos, o meso acontece coma fidelidade: trata-se de anima-la de um espírito jovem, receptivo, dando ânimos à alma mediante a meditação e a leitura de textos ilustrativos.
É contemplar o Evangelho e toda a Sagrada Escritura, em cujas páginas se encontram inúmeros exemplos de pessoas que, passando por cima dos sofrimentos e penas, souberam corresponder soa ditames da responsabilidade e foram leais aos seus compromissos de amor e de entrega.
O primeiro de todos, o próprio Jesus Cristo.

Quem acolhe Jesus Cristo como modelo e como causa de fidelidade encontrará n’Ele o fundamento de toda a sua existência.
É o momento em que o homem se abandona ao mistério, não com a resignação de alguém que capitula em face de um enigma, de um absurdo, mas com a disponibilidade de quem se abre para ser habitado por alguma coisa – por Alguém- maior que o seu próprio coração.
Esta aceitação cumpre-se em última análise por meio da fé, que é a adesão de todo o ser ao mistério que se revela.


(Cfr FIDELIDADE, de Javier Abad Gómez, 1989)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



28/02/2019

El Reto del amor










por El Reto del amor

OS SETE DOMINGOS DE SÃO JOSÉ

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DEVOÇÃO A S. JOSÉ


OS SETE DOMINGOS

ou 7 Dores e Alegrias de S. José




V - A quinta dor e alegria de S. José: 

A sua dor quando teve de fugir para o Egipto com o Menino Jesus e Maria; a sua alegria em estar sempre com Jesus e Maria.

"Ele levantou-se, tomou, de noite, o Menino e Sua Mãe e retirou-se para o Egipto, onde ficou até à morte de Herodes."[i]

“José abandonou-se sem reservas nas mãos de Deus mas nunca deixou de reflectir sobre os acontecimentos, e assim recebeu do Senhor a inteligência das obras de Deus, que é a verdadeira sabedoria. Deste modo, aprendeu a pouco e pouco, que os planos sobrenaturais têm uma coerência divina, que às vezes está em contradição com os planos humanos."[ii]



[i] Mt 2,14-15
[ii] Ibid., n. 42

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM




Evangelho: Mc 9, 41-50

41 Sim, seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.» 42 «E se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele atarem-lhe ao pescoço uma dessas mós que são giradas pelos jumentos, e lançarem-no ao mar. 43 Se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; mais vale entrares mutilado na vida, do que, com as duas mãos, ires para a Geena, para o fogo que não se apaga, 44 onde o verme não morre e o fogo não se apaga.45 Se o teu pé é para ti ocasião de queda, corta-o; mais vale entrares coxo na vida, do que, com os dois pés, seres lançado à Geena, 46 onde o verme não morre e o fogo não se apaga. 47 E se um dos teus olhos é para ti ocasião de queda, arranca-o; mais vale entrares com um só no Reino de Deus, do que, com os dois olhos, seres lançado à Geena, 48 onde o verme não morre e o fogo não se apaga. 49 Todos serão salgados com fogo. 50 O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o temperar? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.»

Comentário:

Embora as palavras de Jesus sejam – sempre – para serem tomadas em séria consideração há que ter o bom senso para saber interpretar o seu sentido.

O Senhor não nos quer mutilados que cortemos mãos ou arranquemos olhos.
Se assim fora deveria, antes aconselhar que nos matasse-mos porque o pecado tem origem no coração, no intelecto e os membros do corpo não têm qualquer responsabilidade própria.

Então este discurso tem de ser entendido como um aviso muito sério sobre a gravidade do pecado que conduz sempre ao afastamento de Deus.

Afastado de Deus o homem está como que morto para a vida e nada o pode fazer voltar a ela senão o arrependimento sincero e o perdão sacramental.

(AMA, comentário sobre Mc 9, 41-50, 24.05.2018)


Temas para reflectir e meditar


Morte


O Senhor entendeu chamar o Pedro.
O meu querido sobrinho Pedro!
No atordoamento Que se segue, divido-me entre a angústia e a certeza - absoluta - que Ele faz tudo para bem.
Quem sou eu para julgar ou aferir?
Nas minhas memórias o Pedro está presente de uma forma tão real e positiva que nem sequer me lembro dele como se não estivesse aqui.
Desde pequeno me habituei à sua presença quando o João no enviava para Santo Tirso e, depois para Carvide ou Arcozelo.
Mesmo quando fazia disparates - como andar pelos telhados - nunca lhe ralhei apenas lhe dizia se gostaria que eu dissesse ao Pai que tinha partido uma perna ao cair do telhado.
Em Carvide, uma vez, tive de tomar uma atitude drástica. Entendeu o Pedro ir dar uma voltinha na camionete das Termas.
Teve um percalço ao fazer marcha atrás embateu num dos poiais da porta e aquilo veio tudo por ali abaixo.
Não se matou nem nada apenas no seu orgulho ferido.
Fui falar com o Zézinho e logo de manhã tudo estava arranjado.
Claro que o meu Pai ao regressar no dia seguinte de Lisboa deu-se conta das obras, mas não se manifestou.
Então eu disse ao Pedro:
Agora vens comigo a Monte Real falar com o Avô!
O Pedro protestou que não queria ir etc e tal. Mas eu fui inflexível.
Lá fui ter com o meu Pai ao escritório no hotel e disse:
Pai, está aqui o Pedro que tem u m a coisa para lhe dizer.
Abri a porta e disse: Pedro, avança!
E o Pedro avançou e num jacto contou tudo.
O meu querido Pai, olhou para ele e perguntou:
‘Atão e tu? Estás bem? Não te aleijados nem nada?’
E o Pedro meio zonzo com a reacção do meu Pai, respondeu:
‘Nada, Avô, estou porreiro. O Avô desculpe!’
‘Pois’... disse o meu Pai. ‘Vê se te serve de lição!’
De regresso a Carvide desabafa o Pedro:
‘Oh Tio... o Avô  é um porreiro!’
Aproveitei para dar a lição:
‘Olha Pedro, o teu Avô é um “porreiro” porque só podia ser com a atitude que tomaste! Enfrentaste a coisa, não inventaste subterfúgios, foste verdadeiro, assumiste a responsabilidade do que fizeste,

Mas, súbita, nua e crua vem a: A Morte

Ela aí está, presente, indiscutível, definitiva!

A morte é, assim, o acabar a vida, o terminar de sonhos e esperanças, projectos e planeamentos o não se "vai passar mais nada"!

A Morte!

Choca, faz estremecer, sobretudo os vivos, os que ficam e que subitamente se dão conta que ela chegou e levou consigo quem tanto queríamos, de quem tanto gostávamos.
Um travo amargo de perda irreparável, de algo sem remédio nem solução e ficamos como que tontos pensando: como é - como foi - possível?

Mas foi! E é! A morte está presente desde o dia em que nascemos e que, pela primeira vez fomos uma pessoa.

Sim, quando perguntamos por alguém cuja situação é grave e respondemos: está entre a vida e a morte esquecemos que esta resposta deve ser a de sempre, desde que vimos pela primeira vez a luz do dia.

A Morte faz parte da condição humana, esta é a verdade e, mais, súbita ou expectável, sucede sempre.

O que podemos fazer, nós que amámos tanto a pessoa que morreu?
Nada, absolutamente nada!

Guardamos como tesouro genuíno as lembranças todas. De repente, como por milagre, só nos lembramos das coisas boas.

Quem morreu deixou, de repente, de ter defeitos, fraquezas, coisas que nos desiludiram ou magoaram.

A Morte tem esse efeito regenerador, converte a pessoa em excelente criatura que fez muito bem e, sobretudo, nos faz muita falta.

O que fazer?

Para um cristão esta é, deve ser, uma consolação, um lenitivo para a dor da ausência física para passar a ser uma certeza de que a memória permanece talvez mais viva e actuante que nunca.

(AMA, na morte do meu querido sobrinho Pedro, 03.11.201)

Jesus, em teu nome procurarei almas


"Duc in altum" – Ao largo! – Repele o pessimismo que te torna cobarde. "Et laxate retia vestra in capturam” – e lança as redes para pescar. Não vês que podes dizer, como Pedro: "In nomine tuo, laxabo rete". – Jesus, em teu nome procurarei almas? (Caminho, 792)

Acompanhemos Jesus nesta pesca divina. Jesus está junto do lago de Genesaré e as pessoas comprimem-se à sua volta, ansiosas por ouvirem a palavra de Deus. Tal como hoje! Não estais a ver? Estão desejando ouvir a mensagem de Deus, embora o dissimulem exteriormente. Talvez alguns se tenham esquecido da doutrina de Cristo; talvez outros, sem culpa sua, nunca a tenham aprendido e olhem para a religião como coisa estranha... Mas convencei-vos de uma realidade sempre actual: chega sempre um momento em que a alma não pode mais; em que não lhe bastam as explicações vulgares; em que não a satisfazem as mentiras dos falsos profetas. E, mesmo que nem então o admitam, essas pessoas sentem fome, desejam saciar a sua inquietação com os ensinamentos do Senhor. (Amigos de Deus, nn. 260)

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






27/02/2019

Confissões – 09

Resultado de imagem para confissõesConfissões


Talentos

…/4

Confesso-me acerca do uso dos talentos que tenho?

Talvez... raramente!

Mas deveria fazê-lo amiúde, tão mais amiúde quanto penso que são muitos.


(AMA, reflexões, 2017)



[i] Resolvi passar à escrita um conjunto de reflexões que têm como sub-título:  Confissões

Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame pessoal.

Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações peculiares.

Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.


El Reto del Amor









por El Reto del amor

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM




Evangelho: Mc 9, 38-40

38 Disse-lhe João: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome, alguém que não nos segue, e quisemos impedi-lo porque não nos segue.» 39 Jesus disse-lhes: «Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim. 40 Quem não é contra nós é por nós.

Comentário:


Talvez que algum de nós sinta ou já tenha sentido, como que desconfiança ou mesmo rejeição em relação a alguém que pratica o bem e que ou não é cristão ou, pelo menos, não o conhecemos como tal.

Tenhamos claras duas coisas fundamentais:

A primeira é que todos - absolutamente - somos filhos de Deus e fomos salvos por Jesus Cristo;

A segunda é que o facto de sermos cristãos não nos confere nenhum direito exclusivo, mas acentua a nossa obrigação.

O ditado popular: "faz o bem sem olhar a quem" encerra a sabedoria correcta e aplica-se a todos.


(ama, comentário sobre Mc 9, 38-40, Malta, 18.05.2016)


Temas para reflectir e meditar


Transubstanciação

O milagre da transubstanciação realizou-se exclusivamente para vós. Jesus veio e habitou só para vós (...).
Nenhum intermediário, nenhum agente secundário nos comunicará a influência que a nossa alma necessita; virá Ele próprio.

Quanto deve querer-nos para fazer isto?

Que decidido deve estar a que pela Sua parte não falte nada, que não tenhamos nenhuma desculpa para rejeitar o que nos oferece, quando o traz Ele próprio!
E nós tão cegos, tão vacilantes, tão desdenhosos, tão pouco dispostos a dar-nos plenamente àquele que se dá totalmente a nós!


(R. A. KNOX, Sermões pastorais, pg. 516-517)

Se os cristãos soubessem servir!


Quando te falo do "bom exemplo", quero indicar-te também que hás-de compreender e desculpar, que hás-de encher o mundo de paz e de amor. (Forja, 560)

Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais.

Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho seu, com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim procedeu Cristo: coepit facere et docere, primeiro ensinou com obras, e só depois com a sua pregação divina.

Servir os outros, por Cristo, exige que sejamos muito humanos. Se a nossa vida é desumana, Deus nada edificará nela, porque habitualmente não constrói sobre a desordem, sobre o egoísmo, sobre a prepotência. Precisamos de compreender todas as pessoas, temos de conviver com todos, temos de desculpar todos, temos de perdoar a todos. Não diremos que o injusto é o justo, que a ofensa a Deus não é ofensa a Deus, que o mau é bom. Todavia, perante o mal, não responderemos com outro mal, mas com a doutrina clara e com a boa acção; afogando o mal em abundância de bem. (Cristo que passa, 182).

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Doutrina – 473


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA

CAPÍTULO PRIMEIRO

OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ

O SACRAMENTO DO BAPTISMO

Pergunta:

254. Quem conduz ao cumprimento tais prefigurações?


Resposta:

É Jesus Cristo, o qual, no início da sua vida pública, se fez baptizar por João Baptista, no Jordão: na cruz, do seu lado trespassado, derramou sangue e água, sinais do Baptismo e da Eucaristia, e depois da Ressurreição confia aos Apóstolos esta missão: «Ide e ensinai todos os povos, baptizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19-20).

26/02/2019

Temas para reflectir e meditar

Unidade

A unidade não vem só de ouvir a mesma mensagem evangélica, que, aliás, nos é transmitida pela Igreja; reveste profundidade mística: é ao próprio corpo de Cristo que nós somos agregados, mediante a fé e o Baptismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; é o mesmo Espírito que nos justifica e anima a nossa vida cristã: 
«Há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança no chamamento que recebestes. 
Há um único Senhor, uma única Fé um único Baptismo (Ef. 4, 4-5) tal é a fonte única que traz e requer, hoje como na aurora da Igreja, «a unidade na doutrina dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações (lg 13).

(são joão paulo ii, Passai um ano comigo, Verbo, pg. 213)