06/02/2019

Leitura espiritual


Os talentos

Deus espera que nós procuremos ver todas as situações e em particular as difíceis, com os olhos da fé. 

Na parábola dos talentos, Jesus diz-nos que não nos fechemos ao conhecimento de Deus procedente da fé. e adverte-nos contra a preguiça com que usamos todos os dons que Ele constantemente nos concede. Deixando aos Seus servidores dez talentos, ao segundo cinco e ao terceiro um, o Senhor com fiou-lhes responsabilidades e ainda lhes deu uma oportunidade para trabalharem.

A palavra talento, que no tempo de Cristo equivalia a um certo valor monetário, [i] utiliza-se hoje em dia como um certo “valor” intelectual, diz-se, por exemplo, de alguém que é u músico de talento, ou um matemático talentoso, etc.

O sentido da parábola dos talentos é, no entanto, muito mais profundo. O pensamento evangélico comporta, por assim dizer, uma viragem de cento e oitenta graus no nosso pensamento vulgar, puramente humano. 
É o que acontece na parábola dos talentos.

O talento é um dom, uma matéria-prima, mas ao mesmo tempo, uma oportunidade. Ao entregar-te um determinado talento, Cristo dá-te mostras de confiança, esperando que o ponhas a render.

Se Ele te deu determinadas capacidades não Lhe é indiferente o uso que delas faças. Se, no entanto, não as recebeste também isso é um talento.

Talento não é apenas algo que recebemos de Deus, mas também pode ser a carência de alguma coisa.

A boa saúde, por exemplo, é um talento mas à luz da fé, a falta dela também o é.
Em ambas as situações, Jesus faz-te a mesma pergunta: ‘Que fazes com esse talento’?
Com efeito, tanto podemos desperdiçar a saúde, como – e mais ainda – a falta dela.

Porém, tudo é dom, e todo o talento também é dom.

Deus está constantemente a conceder-nos dons.
Se, por exemplo, julgas que não és capaz de rezar, isso também é um talento, ainda que julgues tratar-se de uma infelicidade.
O que conta é o modo como enfrentas as dificuldades que acompanham a tua oração. 
É bem possível que tenhas enterrado esse talento dizendo para contigo: ‘Pois bem já eu se é assim desisto de rezar’.

No entanto, disso bem se poderia extrair que a incapacidade de orar deveria aumentar em ti a fome de Deus e, por conseguinte, constituir para ti um meio de santificação.

O mesmo pode suceder, quando tenhas problemas em casa, quando haja qualquer conflito familiar: são tantos outros talentos que o Senhor te oferece.

Que fazes com eles?
Se desanimas, se te desencorajas e cruzas os braços, significa que os enterras.

O homem de fé não pode deixar de se aperceber do sentido mais profundo das suas provações pessoais e, de resto, a própria procura do sentido profundo dessas provas é para si mesma uma forma de pôr a render aquele talento.

(…)

Se determinadas situações provocam em ti um certa tensão, isso quer dizer que nelas se esconde como que encoberto pela cinza, um “diamante”, o teu talento.

Que poderás fazer com ele? Como o utilizarás?

Na realidade, tudo deve servir para a tua santificação e, nesse sentido, «tudo é graça».
Mesmo o sofrimento que te esmaga, ou as várias circunstâncias adversas, eis todo um conjunto de talentos.
No entanto, muitas vezes estamos como que cegos, crianças pequenas a quem escapa a compreensão de inúmeras coisas. 
Somente um dia, quando comparecermos na presença de Deus, veremos e compreenderemos tudo.

Conheceremos então todo esse oceano de dons em que estávamos imersos.

Todos os talentos são preciosos, embora uns o sejam menos e outros mais.
Se alguma coisa te saiu bem, se obtiveste bom resultado, sem dúvida que fizeste uso de um talento, todavia se apenas te surgem contrariedades, eis um talento ainda mais valioso.

Os próprios insucessos constituem os tesouros mais inestimáveis que te são oferecidos na tua vida.



(cfr Meditações sobre a Fé, Tadeusz Dajczer.
(revisão da versão portuguesa por AMA)





[i] Cerca de 50 kgs de prata, nota de AMA

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Temas para reflectir e meditar

Parusia


Sem comparação são mais numerosos os acontecimentos cujo alcance social fica por agora oculto: é a multidão imensa de almas que passaram a sua existência gastando-se no anonimato de casa, da fábrica, do escritório; que se consumiram na sociedade orante do claustro; que se imolaram no martírio quotidiano da doença.

Quando tudo se manifestar na Parusia, então aparecerá o papel decisivo que elas desempenharam, apesar das aparências contrárias, no desenvolvimento da história do mundo. E isto será também motivo de alegria para os bem-aventurados, que tirarão daí motivo de louvor perene ao Deus três vezes santo.


(são joão paulo ii, Homília, 1981.11.11)


05/02/2019

El Reto del Amor









por El Reto del amor





Tu és sal, alma de apóstolo


Tu és sal, alma de apóstolo. - "Bonum est sal" - o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" - mas se o sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. - Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)

Os católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã. (Forja, 969)

Em momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!, parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a pensar que o teu trabalho apostólico é vão.- Não te preocupes! Continua a trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco. Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja, 978)

Filho: todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é também mais necessária. (Forja, 979)

Com a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos, os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... - Não podes ser um embusteiro. (Forja, 980)

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM




Evangelho: Mc 5, 21-43

21 Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. 22 Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés 23 e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.» 24 Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. 25 Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, 26 que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, 27 tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, 28 pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.» 29 De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. 30 Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?» 31 Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’» 32 Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. 33 Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. 34 Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.» 35 Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?» 36 Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.» 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38 Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. 39 Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» 40 Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. 41 Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!» 42 E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. 43 Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.


Comentário:

«Sentido que saíra d'Ele uma força»

Estas palavras confirmam, se preciso fosse, a omnisciência do Senhor que nada faz sem pleno conhecimento.

A nós, criaturas simples e vulgares, não nos é dado tal conhecimento mas não duvidamos um instante que quanto fizermos em nome de Deus tem consequências cujo âmbito ou valor nem podemos imaginar.

Não esqueçamos o valor de um simples copo de água dado por amor a Deus.

(AMA, comentário sobre Mc 5, 21-43, 30.01.2018)



Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Leitura espiritual


Há na verdade um Deus no Céu?


Pergunta:

A fé desses cristãos católicos dos quais o Senhor é pastor e mestre (bem como “Vice” do único Pastore Mestre) tem três “graus”, três “níveis”, unidos uns aos outros: Deus, Jesus Cristo, a Igreja.

Todo o cristão crê que Deus existe.
Todo o cristão crê que esse Deus não só falou, mas assumiu a carne do homem sendo uma das figuras da História, em tempos do Império Romano: Jesus de Nazaré.

Mas, entre os cristãos, um católico vai mais além: cré que esse Deus, que esse Cristo, vive e actua – como que num “corpo”, para usar um dos termos do Novo Testamento –na Igreja cuja Cabeça visível na terra é agora o Senhor, o Bispo de Roma.

A fé, naturalmente, é um dom, uma graça divina; mas também a razão é um dom divino. Segundo as antigas exortações dos santos e doutores da Igreja, o Cristão “Crê para entender”; mas também está chamado a “entender para crer”.

Comecemos, pois, pelo princípio, Santidade, situando-nos numa perspectiva unicamente humana – se tal for possível, pelo menos momentaneamente -,pode o homem e como, chegar à convicção de que Deus existe verdadeiramente?

Resposta:

A sua pergunta refere-se, no fim de contas, à distinção pascaliana entre o Absoluto, quer dizer, o Deus do filósofos (os libertins racionalistas) e o Deus de Jesus Cristo e, antes, , o Deus dos patriarcas, desde Abraão a Moisés.
Somente este segundo é o Deus vivo.
O primeiro é fruto do pensamento humano, da especulação humana, que, todavia, está em condições de poder dizer algo válido sobre Ele, como a Constituição conciliar sobre a Divina Revelação, a Dei Verbum, recordou (n. 3).
Todos os argumentos racionais, no fim de contas, seguem o caminho indicado pelo Livro da Sabedoria e pela Carta aos Romanos: vão do mundo visível ao mundo invisível.

Por essa mesma via procedem de modo diferente Aristóteles e Platão, do qual, todavia, se distanciou, e justamente para os cristãos o Absoluto filosófico, considerado como Primeiro Ser ou como Supremo Bem, não revestia muito significado. Para quê entrar nas especulações filosóficas sobre Deus – perguntavam-se –se o Deus vivo tinha falado, não somente por meio dos profetas, mas também por meio do Seu próprio Filho? A Teologia dos Padres, especialmente no Oriente, distancia-se cada vez mais de Platão e, em geral, dos filósofos. A mesma filosofia, no cristianismo do Oriente europeu, acabam por resolver-se numa teologia (assim por exemplo), nos tempos modernos, com Vladimir Soloviev).

São Tomás, contrariamente, não abandona a via dos filósofos. Inicia a Summa Theologiae com a pergunta: «An Deus sit»? («Deus existe?» [i]
A mesma pergunta que o senhor me faz. Essa pergunta demonstrou ser muito útil. Não somente criou a teodiceia, mas que toda a civilização ocidental, que é considerada a mais desenvolvida, seguiu concordante com esta pergunta. E se hoje a Summa Theologiae, infelizmente, se deixou um pouco de lado, a sua pergunta inicial continua válida, e continua ressoando na nossa civilização.

Chegados a este ponto, há que citar um parágrafo da Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II: Realmente os desequilíbrios que o mundo moderno sofre estão ligados a esse outro desequilíbrio fundamental que mergulha as suas raízes no coração humano. São muitos os elementos que combatem no próprio interior do homem. Por um lado, como criatura, o homem experimenta múltiplas limitações; por outro lado sente-se, todavia, ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitos outros desejos, tem de eleger um e renunciar a outros.
Além disso como doente e pecador, não raramente faz o que não quer, e deixa de fazer o que queria levar a cabo. Por isso sofre em si mesmo uma divisão, da qual provêem tantas e tão graves discórdias na sociedade (…). Apesar disso, ante a actual evolução do mundo, são cada dia mais numerosos, os que se colocam ou acometem com nova penetração as questões mais fundamentais: O que é o homem? Qual é o sentido da dor, do mal, da morte, que, apesar de tantos progressos, todavia subsistem? O que valem estas conquistas conseguidas a tão alto preço? O que aporta o homem à sociedade e que pode esperar; ela? Que haverá depois desta vida?
Isto: A Igreja crê que Cristo, morto e ressuscitado por todos, dá sempre ao homem, mediante o Seu Espírito, luz e força para responder à sua vocação máxima e que não foi dado na terra outro nome aos homens pelo qual possam salvar-se.
Crê igualmente que a chave, o centro e o fim do homem e de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre. [ii]

Esta passagem conciliar tem uma riqueza imensa.
Adverte-se claramente que a resposta à pergunta Deus sit? Não é só uma questão que afecte o intelecto, é ao mesmo tempo, uma questão que abarca toda a existência humana. 

Não é somente uma questão do intelecto, mas também uma questão da vontade do homem, mais ainda, é uma questão do coração humano (as raisons du coeur de Blas Pascal)

Penso que é injusto considerar que a postura de São Tomás se esgote só no âmbito racional. Há que dar razão, é verdade a Étiene Gilson quando diz com Tomás que o intelecto é a criação mais maravilhosa de Deus; mas isso não significa absolutamente ceder a um racionalismo unilateral.
Tomás é esclarecedor de toda a riqueza e complexidade de todo o ser criado e especialmente do ser humano.
Não é justo que o seu pensamento se tenha fechado neste período pós-conciliar; Ele, realmente, não deixou de sero mestre do universalismo filosófico e teológico.
Neste contexto devem ser lida as suas quinque viae, quer dizer, as cinco vias que levam a responder à pergunta: 

An Deus sit?


(Cfr entrevista de Vittorio Messori a São João Paulo II, CRUZANDO EL UMBRAL DE LA ESPERANZA, Outubro de 1994)
(Tradução do castelhano por AM
A)



[i] Cfr I, q. 2. A.3
[ii] (GS 10)

Temas para reflectir e meditar

Justiça



Que aquém ficaríamos se conforme o nosso pedir fosse o Vosso dar!




(Stª Teresa de Jesus, Conceitos do Amor de Deus, Cap. 5, 6)

04/02/2019

Máter Fátima, un gran encuentro mundial


Máter Fátima, un gran encuentro mundial para compartir el mensaje de la Virgen: Rosario, Adoración y Consagración a María


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En este gran encuentro se hará Adoración, se rezará el Rosario en varios idiomas y luego habrá una consagración al Inmaculado Corazón de María
Orar a María por el mundo. “Rezad el Rosario todos los días para alcanzar la paz del mundo y el fin de la guerra”, pidió la Virgen María a los pastorcitos en sus apariciones en Fátima. Más de un siglo después, Mater Fátima convoca a creyentes a un gran encuentro de oración y adoración que se celebrará en el centenario de la muerte de San Francisco y Santa Jacinta Marto, dos de los tres videntes junto a su prima Lucía. La primera gran cita se producirá el 4 de abril de 2019, centenario de la partida al cielo de Francisco, y el 20 de febrero de 2020, el de Jacinta.
De este modo, la parroquia de Fátima a través de esta iniciativa y con el apoyo del cardenal Antonio Marto, obispo de Leiria-Fátima, así como del propio santuario, ha invitado al mundo a una adoración eucarística donde se rezará el Rosario en varios idiomas. Al final se hará una consagración al Inmaculado Corazón de María.
“Una oportunidad para compartir la alegría de la fe”
Esta gran celebración se llevará a cabo en la parroquia de Fátima, y está invitado todo aquel que busque “consuelo, esperanza, paz y reconciliación”, pues según los organizadores “es una oportunidad para quienes quieran compartir la alegría de su fe en un mundo necesitado de Dios”.
Pero para todo aquel que no pueda viajar hasta Fátima hay otras formas de participar uniéndose espiritualmente a este encuentro en catedrales, parroquias, colegios o instituciones de todo el mundo que lo deseen rezando el Rosario y estando en comunión con Mater Fátima.
Una invitación a todos los estratos y grupos de la sociedad
Los organizadores afirman que en este gran evento participarán cardenales, obispos, parroquias, santuarios, congregaciones religiosas, grupos de oración, universidades y hospitales. También se han adherido empresas, fábricas, bancos, medios de comunicación, asociaciones culturales, fundaciones, jóvenes, niños, familias, centros penitenciarios, geriátricos, deportistas y hasta militares.
Siguiendo así la petición de la Virgen, estas serán las intenciones por las que se rezará este Rosario a nivel mundial el próximo 4 de abril de este 2019 y más adelante el 20 de febrero de 2020:
  1. Paz en el mundo, por el Santo Padre y por el fin del aborto.
  2. Conversión de los pobres pecadores.
  3. Reparación de los corazones de Jesús y María.
  4. Conversión de Rusia.
  5. Interceder por las almas del Purgatorio.
“Nunca te dejaré. Mi Inmaculado Corazón será tu refugio y el camino que te conducirá a Dios”, dijo la Virgen a los pastorcitos. A Él se encomendarán en pocas semanas miles de personas desde Fátima y otras tantas en comunión desde todos los rincones del mundo.
Para más información sobre el encuentro Mater Fátima pinche AQUÍ
María, Puerta del Cielo, ruega por nosotros

El Reto del Amor








por El Reto del amor



Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade


Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: "qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum" – quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)

Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho, 755)

Nós somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de cinzel.

Não queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)

A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. – Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho, 758)

Um raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus regit me, et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me faltará.

Que é que pode inquietar uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760) (Cristo que passa, 95).

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM




Evangelho: Mc 4, 21-25

21 Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro? 22 Porque não há nada escondido que não venha a descobrir-se, nem há nada oculto que não venha à luz. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» 24 E prosseguiu: «Tomai sentido no que ouvis. Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos, e ainda vos será acrescentado. 25 Pois àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.»

Comentário:

Este trecho de São Marcos contém uma declaração de Jesus de extrema importância para a nossa vida de cristãos.

Por palavras Suas, diz expressamente: «Tomai sentido no que ouvis. Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos, e ainda vos será acrescentado. 25 Pois àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.»

Todos, mais ou menos, temos esta tendência de julgar, aferir o comportamento dos outros sem qualquer autoridade ou direito de o fazer.
Pois bem: é essa “medida” que o Senhor fala e que, garante, será usada connosco.

Somos bons? Óptimo pois, então, o Senhor garante-nos que poderemos ser muito melhores.

Somos mesquinhos, orgulhosos, convencidos que sabemos o suficiente?

Pois, então, a nossa sabedoria revelar-se-á em ignorância e aquilo que guardamos com tanto orgulho, ser-nos-á tirado e ficaremos reduzidos e simples humanos sem valor, qualificação ou merecimento.

(AMA, comentário, Mc 4, 21-25, 20.11.2018)


Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








Leitura espiritual


Os sinais de Deus no Mundo

A fé permite-nos reconhecer em toda a parte os vestígios da acção divina. Compreendendo que Deus está presente em nós, tanto na vida espiritual, como na mental e na física.
Se souberes ver Deus em tudo o que te rodeia a tua oração converter-se-á numa prece de fé, não será apenas uma oração feita de palavras, mas também de atenção, de louvor pelo universo uma oração de acção de graças por tudo aquilo com que Deus te cumula.

É pela virtude da fé que descobrimos ser só aparentemente que os homens julgam ser os protagonistas da História, pois na realidade o protagonista é Deus.
A presença de Deus na História tanto diz respeito aos acontecimentos políticos, às questões sociais e económicas, como aos assuntos profissionais e familiares.
Ele está presente em tudo e tudo depende d’Ele
Nas Suas mãos encontram-se não só os destinos de cada um de nós, mas também os das nações do mundo.
Fazendo-nos conhecer tudo isto, a fé faz nascer em nós a paz interior, essa paz que provém da firme certeza de que Aquele que é Poder e Amor infinitos, Aquele que tudo mantém nas Suas misericordiosas mãos, tudo há-de conduzir até ao fim da Sua Infinita Sabedoria e no Seu Infinito Amor.

A fé dá-nos um sentimento de segurança, de paz e a convicção de que estamos constantemente envolvidos pelo amor de Deus.
A fé constitui uma visão diferente do mundo, um outro modo de ver principalmente aquilo que é difícil.
E é a fé que nos permite reconhecer Deus nos fenómenos da natureza, na qual podemos constantemente descobrir sinais da Sua acção, do Seu cuidado connosco e com o mundo que nos rodeia.

Um homem de grande fé, capaz de reconhecer em toda a parte a presença de Deus, foi São Francisco de Assis.
Que extraordinária fé irradia da sua atitude quando reza assim:
«Louvado sejas, Senhor, pela nossa irmã Lua e pelas nossas irmãs estrelas.
Louvado sejas, Senhor, pelo nosso irmão vento e pelo nosso irmão ar.»

Aconteceu-te alguma vez, ao passeares por um campo ou uma floresta, sentindo-te afagado pelo vento, reconheceres nele uma carícia de Deus?
Se assim foi, há em ti algo dessa fé de São Francisco de Assis que em tudo via a acção de Deus.

Louvado sejas, Senhor, pelo nosso irmão vento, louvado sejas, Tu, que estás nesse vento.
Louvado sejas pelo ar refrescante que podemos respirar, pois Tu és o nosso alento e o nosso ar.
Tudo vem do Senhor: o céu límpido e o céu nebuloso e o mau tempo também.
Tudo Lhe pertence
Essa fé viva permite-nos descobrir as maravilhas divinas, seja no mundo que nos rodeia, seja na nossa vida quotidiana
Mesmo o mau tempo e a chuva são maravilhas que o Senhor realiza para nós.
Na chuva, que sem dúvida, em mais de uma ocasião te encharcou até aos ossos, há também um dedo do Senhor, e se te aperceberes disso, essa será a tua oração de fé.

«Louvado sejas, Senhor, pela nossa irmã água.»
Podes experimentar a presença do Senhor sobretudo em dias de grande calor, quando te dessentas com água fresca.
É verdade que esta é uma maneira de olhar o mundo a que não estamos habituados, contudo, nestas situações vulgares do dia-a-dia, podemos sentir a acção de Deus que nos refresca e humedece os lábios, porventura ardentes e ressequidos.
Ele está presente nessa água e a consciência dessa Presença é já uma atitude de fé.
Por isso São francisco nos recorda que «a nossa irmã água» é símbolo de presença e da acção de Deus.

(cfr Meditações sobre a Fé, Tadeusz Dajczer.

(revisão da verão portuguesa por AMA)