08/11/2018

O trabalho é caminho de santificação


A conversão é coisa de um instante. – A santificação é obra de toda a vida. (Caminho, 285)

O Opus Dei propõe-se promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude de vida cristã no meio do mundo. Isto é, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo – o homem vulgar, o homem da rua – a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações.
Por isto se pode dizer, como escrevi há muitos anos, que o Opus Dei é velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: que Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena trabalhando como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação. (...)
O Opus Dei é uma organização internacional de leigos, a que pertencem também sacerdotes diocesanos (minoria bem exígua em comparação com o total de membros). Os seus membros são pessoas que vivem no mundo e nele exercem uma profissão ou ofício. Não entram no Opus Dei para abandonar esse trabalho, mas, pelo contrário, para encontrar uma ajuda espiritual que os leve a santificar o seu trabalho quotidiano, convertendo-o também em meio de santificação, sua e dos outros. Não mudam de estado: continuam a ser solteiros, casados, viúvos, ou sacerdotes; procuram, sim, servir Deus e os outros homens, dentro do seu próprio estado. Ao Opus Dei, não interessam votos nem promessas; o que pede aos seus sócios é que, no meio das deficiências e erros, próprios de toda a vida humana, se esforcem por praticar as virtudes humanas e cristãs, sabendo-se filhos de Deus. (Temas Actuais do Cristianismo, 24).

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 102 



Para muitos continua a ser um sinal de derrota de Jesus Cristo. (como naquele conhecido filme em que o Chaka Zulu se admira quando um dos ingleses sobrevivente da terrível batalha lhe explica que o Crucifixo que traz ao peito é a imagem do seu Deus, perguntando como era possível alguém ter como Deus um crucificado!

Quem se lembra do filme tem presente o esforço do oficial inglês em explicar ao selvagem quem era Cristo e o Seu Reino.

Trabalho insano e sem grande resultado, mas que ilustra bem a preocupação apostólica que qualquer cristão deve ter sejam as circunstâncias o que forem.

AMA, reflexões.

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






07/11/2018

Doutrina – 458

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio


PRIMEIRA SECÇÃO
A ECONOMIA SACRAMENTAL


CAPÍTULO SEGUNDO

A CELEBRAÇÃO SACRAMENTAL DO MISTÉRIO PASCAL


CELEBRAR A LITURGIA DA IGREJA

Pergunta:

237. Donde provêm os sinais sacramentais?

Resposta:

Alguns provêm da criação (luz, água, fogo, pão, vinho, óleo); outros da vida social (lavar, ungir, partir o pão); outros da história da salvação na Antiga Aliança (os ritos da Páscoa, os sacrifícios, a imposição das mãos, as consagrações). Estes sinais, alguns dos quais são normativos e imutáveis, assumidos por Cristo tornam-se portadores da acção salvífica e de santificação.

Leitura espiritual

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LEGENDA MAIOR 
Vida de São Francisco de Assis)

SEGUNDA PARTE

CAPITULO 12

Eficácia de sua pregação e poder de curar

8. Aquilo que exigia dos outros por suas palavras já havia ele antes praticado por obras. Por isso não tinha medo de censores e pregava a verdade com suma coragem. Não costumava adular as culpas dos grandes, mas aplicava-lhes o ferro; nem dissimular a conduta dos pecadores, mas abatê-la com duras reprimendas.
Com a mesma firmeza de espírito falava aos pequenos e aos grandes e tinha a mesma alegria de falar a poucos e a muitos.
Pessoas de ambos os sexos e de todas as idades acorriam para ver e ouvir aquele homem novo que o céu deu ao mundo.
Peregrinava pelas várias regiões, anunciando com fervor o Evangelho; e “o Senhor cooperava, confirmando a Palavra com os milagres que a acompanhavam(Mc16,20).
De facto, em nome do Senhor, Francisco, pregador da verdade, expulsava os demónios, sarava os enfermos, e, prodígio ainda maior, com a eficácia da sua palavra, enternecia e movia à penitência os obstinados e ao mesmo tempo devolvia a saúde aos corpos e aos corações.
Provam-no alguns dos milagres realizados por ele, e que agora relataremos a título de exemplo.

9. Na cidade de Toscanella, foi ele acolhido devotamente como hóspede por um cavaleiro.
Atendendo à sua grande insistência, tomou o santo pela mão o seu filho único, raquítico desde o nascimento, e imediatamente lho restituiu completamente são: aos olhos de todos enrijaram-se no mesmo instante os membros daquele corpinho e a criança levantou-se sã e forte, “caminhando, saltando e louvando a Deus(At 3,8).
Em Narni havia um paralítico inteiramente privado do uso dos membros. A pedido do bispo, fez Francisco sobre o doente um grande sinal-da-cruz, desde a cabeça até aos pés... O enfermo levantou-se completamente curado.
Na diocese de Rieti, apresentou-se a ele uma mãe desolada: o filho tinha o ventre tão inchado por causa da hidropisia que, ao colocá-lo de pé, ele não conseguia ver os pés. Sofria assim desde os quatro anos de idade.
O santo tocou-o e o inchaço desapareceu.
Em Orte, havia uma criança tão engelhada, que a cabeça tocava os pés e tinha também alguns ossos quebrados; os infelizes pais rogaram ao santo que a curasse, e este, com um sinal-da-cruz, restituiu-lhe imediatamente, com a saúde do corpo, a posição natural, sem nenhum vestígio de deformidade.

10. Na cidade de Gúbio, vivia uma mulher que tinha as mãos secas e contorcidas, nada podendo fazer com elas.
Mas Francisco traçou sobre elas o sinal-da-cruz em nome do Senhor e elas, ficaram tão perfeitamente sãs, que ela de volta para casa pôde preparar sozinha, como outra sogra de São Pedro, sua própria comida e a dos pobres.
Em Bevagna, Francisco aplicou numa menina completamente cega por três vezes um pouco de saliva sobre os olhos em nome da Santíssima Trindade e a criança recuperou a visão tão desejada.
Em Narni, uma mulher, também cega, reviu a luz do dia, graças ao sinal-da-cruz que o santo traçou sobre ela.
Em Bolonha, uma criança tinha um dos olhos coberto por uma mancha e: não via absolutamente nada. Não havia remédio que a curasse. Mas depois que o servo de Deus lhe fez o sinal-da-cruz, desde a cabeça até aos pés, recuperou perfeitamente a vista.
Em seguida entrou para a Ordem dos Frades Menores e dizia que via melhor com o olho curado do que com aquele que sempre estivera são.
Em San Gemini, o servo de Deus recebeu hospitalidade em casa de um homem piedoso, cuja mulher era atormentada pelo demónio.
Depois de rezar, ordenou ao demónio, em virtude da obediência, que deixasse aquela mulher, e o pôs de tal modo em fuga, que ficou demonstrado claramente que a obstinação dos demónios não resiste à virtude da santa obediência.
Em Città di Castello, uma mulher estava possessa de um espírito mau e furioso.
Apenas o santo ordenou ao demónio em nome da obediência, e este saiu, cheio de raiva, deixando livre o corpo e o espírito da mulher até então dominada por ele.

11. Um irmão encontrava-se atormentado por uma grave e estranha enfermidade.
Na opinião de muitos, tratava-se de possessão diabólica e não de doença natural.
Muitas vezes caía de cabeça no chão e se revirava espumando, enquanto os membros ora se contraíam, ora se dilatavam com violência, ora disformemente dobrados, ora retorcidos e por fim rígidos e duros como uma pedra.
Em outras ocasiões assumia tal postura, que os pés se juntavam com a cabeça e nesta situação era alçado e lançado horrivelmente ao chão.
Compadecido o servo de Deus em ver esse infeliz vítima de tão grave e irremediável enfermidade, e cheio de misericórdia com ele, fez que lhe dessem um pedacinho de pão do mesmo que ele estava comendo. Tanta foi a força daquele pão sobre o enfermo, que daí em diante nunca mais foi atormentado por essa enfermidade.
No condado de Arezzo, uma mulher sofria, havia muitos dias, de dores de parto e se encontrava às portas da morte. Nessa situação desesperadora, não tinha mais remédio senão recorrer a Deus.
Em tal conjuntura, sucedeu que o servo de Cristo, montado num cavalo, por causa da sua enfermidade, chegou àquele lugar, coincidindo de passar exactamente pelo local onde se encontrava a doente.
Ao verem os moradores daquele povoado o cavalo sobre o qual ia montado Francisco, apressaram-se a tirar-lhe o freio que aplicaram logo à enferma com êxito tão estupendo, que a mulher deu à luz imediatamente, sem nenhum perigo nem dor.
Em Città della Pieve, certo homem piedoso e temente a Deus possuía um cordão que o santo havia usado à cintura.
Como muitos homens e mulheres nessa cidade viviam sofrendo de diversas doenças, este homem ia visitá-los e dava-lhes a beber da água em que mergulhava o cíngulo, e muitos assim ficaram curados.
Também os doentes que comiam do pão que o homem de Deus tocava ficavam logo curados por intervenção divina.

12. Tais milagres, e muitos outros ainda, davam à pregação de Francisco um efeito extraordinário, fazendo que as palavras do arauto de Deus fossem ouvidas como se pronunciadas por um anjo do céu. E assim era efectivamente, pois a prerrogativa de excelsas virtudes com que Deus o ornara, seu espírito de profecia, a eficácia de seus milagres, a ordem de pregar recebida do céu, a obediência que lhe prestavam os seres, irracionais, as transformações maravilhosas operadas por sua pregação apostólica, sua ciência não adquirida por estudos humanos mas infundida pelo Espírito Santo, a autorização para pregar que por revelação divina lhe concedeu o Romano Pontífice, além disso, a Regra por ele mesmo escrita, que define a forma da pregação, confirmada pelo mesmo Vigário de Cristo, e, por fim, as chagas do Rei celestial, impressas como sinal em seu corpo, são outros tantos testemunhos que provam a todos os séculos de modo indubitável que o arauto de Cristo,
Francisco, foi respeitável por seu oficio, autorizado por sua doutrina, admirável por sua santidade e assim pregou o Evangelho de Cristo como um verdadeiro enviado de Deus.

(cont

São Boaventura
Revisão da versão portuguesa por AMA





por El Reto Del Amor

Evangelho e comentário


Tempo comum



Evangelho: Lc 14, 25-33

25 Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: 26 «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. 28 Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir? 29 Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, 30 dizendo: ‘Este homem começou a construir e não pôde acabar.’ 31 Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? 32 Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz. 33 Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.»

Comentário:

Para seguir Jesus Cristo é fundamental amá-lo primeiro e, para O amar há que conhecê-Lo intimamente.

Não se conhece intimamente ninguém se não houver uma comunicação profunda, honesta, completa.

Onde, pois, conhecer Cristo?
No Evangelho, evidentemente!

E, então, e só então se deve optar por segui-Lo, isto é, prepararmos tudo para uma entrega sem limites nem condições, para que – como conta no Evangelho que comentamos - não cheguemos a um ponto em que nos consideremos incapazes de continuar porque não nos preparámos convenientemente.

(AMA, comentário sobre Lc 14, 25-33, 08.11.2017)




Orar é o caminho para atalhar todos os males.


Orar é o caminho para atalhar todos os males que padecemos. (Forja, 76)

A oração – recorda-o – não consiste em fazer discursos bonitos, frases grandiloquentes ou que consolem...
Oração é, às vezes, um olhar a uma imagem de Nosso Senhor ou de sua Mãe; outras, um pedido com palavras; outras, o oferecimento das boas obras, dos resultados da fidelidade...
Como o soldado que está de guarda, assim temos de estar nós à porta de Deus Nosso Senhor: e isso é oração. Ou como se deita o cãozinho aos pés do seu dono.
Não te importes de lho dizer: Senhor, aqui me tens como um cão fiel; ou melhor, como um burrinho que não dá coices a quem lhe quer bem. (Forja, 73)

A tua oração não pode ficar em meras palavras: há-de ter realidades e consequências práticas. (Forja, 75)

Como o soldado que está de guarda, assim temos de estar nós à porta de Deus Nosso Senhor: e isso é oração. Ou como se deita o cãozinho aos pés do seu dono.
A heroicidade, a santidade, a audácia requerem uma constante preparação espiritual. Darás sempre, aos outros, só aquilo que tiveres; e, para dares Deus, hás-de ter intimidade com Ele, viver a sua Vida, servi-Lo. (Forja, 78)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 101 



O Crucifixo

Talvez seja o símbolo mais difundido no mundo e também o sinal de perseguições, ódios, dissensões.
Tenhamos bem claro que um crucifixo só o é se tiver o Crucificado se não, não passa de uma cruz qualquer.
Ser portador do crucifixo é uma boa - diria excelente - prática. A qualquer momento durante o dia poderemos tocar-lhe com discrição e elevar um - breve que seja - pensamento a Deus.

Como que para dar uma "prova" dessa Sua doutrina deixa-se imolar na Cruz.

A partir de então o Crucifixo passa a ser o símbolo máximo do amor, a árvore da Vida ofereceu a Sua Vida e a cuja “sombra" se acolhem quantos precisam de auxílio ou procuram um refúgio seguro.

A cruz deixou, assim, de ser sinal de opróbrio para passar a constituir símbolo de salvação.

AMA, reflexões.

06/11/2018

Meditación de Pablo VI sobre la muerte

 Un alma para el mundo 

por Juan García Inza


            Estamos en el mes de los difuntos. En estos días pasados muchas personas han visitado las sepulturas de sus seres queridos en el Campo Santo. Por otro lado observamos que otros se toman la muerte a chirigota. Se divierten con algo tan serio hasta el punto de hacer el ridículo. Seguramente cuando ellos estén muertos no les hará ninguna gracia esta estupidez. Tratan de disfrazar la muerte para no pensar en ella. Pero la muerte sigue su curso, y hay que rebautizarla constantemente para vivirla en presencia de Dios. En la muerte de Jesucristo no había máscaras.

            El Papa Pablo VI, recientemente canonizado, divisaba desde la fe su muerte no muy lejana. Y nos dejó esta meditación que recomiendo para hacer una sosegada reflexión estos días.


Se impone esta consideración obvia sobre la caducidad de la vida temporal y sobre el acercamiento inevitable y cada vez más próximo de su fin. No es sabia la ceguera ante este destino indefectible. Ante la desastrosa ruina que comporta, ante la misteriosa metamorfosis que está para realizarse en mi ser, ante lo que se avecina.

Veo que la consideración predominante se hace sumamente personal: yo, ¿quién soy?. ¿Qué queda de mí?, ¿adónde voy?, y por eso sumamente moral: ¿qué debo hacer?, ¿cuáles son mis responsabilidades?: y veo también que respecto a la vida presente es vano tener esperanzas; respecto a ella se tienen deberes y expectativas funcionales y momentáneas; las esperanzas son para el más allá.

Y veo que esta consideración suprema no puede desarrollarse en un monólogo subjetivo, en el acostumbrado drama humano que, al aumentar la luz, hace crecer la oscuridad del destino humano; debe desarrollarse en diálogo con la Realidad divina, de donde vengo y adonde ciertamente voy: conforme a la lámpara que Cristo nos pone en la mano para el gran paso. Creo, Señor.

Llega la hora. Desde hace algún tiempo tengo el presentimiento de ello. Más aún que el agotamiento físico, pronto a ceder en cualquier momento, el drama de mis responsabilidades parece sugerir como solución providencial mi éxodo de este mundo, a fin de que la Providencia pueda manifestarse y llevar a la Iglesia a mejores destinos. Sí, la Providencia tiene muchos modos de intervenir en el juego formidable de las circunstancias. que cercan mi pequeñez; pero el de mi llamada a la otra vida parece obvio, para que me sustituya otro más fuerte y no vinculado a las presentes dificultades. «Servus inutilis sum: Soy un siervo inútil». «Ambulate dum lucem habetis: Caminad mientras tenéis luz» (Jn 12. 55).

Ciertamente, me gustaría, al acabar, encontrarme en la luz. De ordinario el fin de la vida temporal, si no está oscurecido por la enfermedad, tiene una peculiar claridad oscura: la de los recuerdos tan bellos, tan atrayentes, tan nostálgicos y tan claros ahora ya para denunciar su pasado irrecuperable y para burlarse de su llamada desesperada. Allí está la luz que descubre la desilusión de una vida fundada sobre bienes efímeros y sobre esperanzas falaces. Allí está la luz de los oscuros y ahora ya ineficaces remordimientos. Allí está la luz de la sabiduría que por fin vislumbra la vanidad de las cosas y el valor de las virtudes que debían caracterizar el curso de la vida: «vanitas vanitatum: vanidad de vanidades». En cuanto a mí, querría tener finalmente una noción compendiosa y sabia del mundo y de la vida: pienso que esta noción debería expresarse en reconocimiento: todo era don, todo era gracia: y qué hermoso era el panorama a través del cual ha pasado; demasiado bello, tanto que nos hemos dejado atraer y encantar. mientras debía aparecer como signo e invitación. Pero, de todos modos, parece que la despedida deba expresarse en un acto grande y sencillo de reconocimiento, más aún de gratitud: esta vida mortal es, a pesar de sus vicisitudes y sus oscuros misterios, sus sufrimientos, su fatal caducidad, un hecho bellísimo, un prodigio siempre original y conmovedor, un acontecimiento digno de ser cantado con gozo y con gloria: ¡la vida, la vida del hombre! Ni menos digno de exaltación y de estupor feliz es el cuadro que circunda la vida del hombre: este mundo inmenso, misterioso, magnífico, este universo de tantas fuerzas, de tantas leyes, de tantas bellezas, de tantas profundidades. Es un panorama encantador. Parece prodigalidad sin medida. Asalta, en esta mirada como retrospectiva, el dolor de no haber admirado bastante este cuadro, de no haber observado cuanto merecían las maravillas de la naturaleza, las riquezas sorprendentes del macrocosmos y del microcosmos.

¿Por qué no he estudiado bastante, explorado, admirado la morada en la que se desarrolla la vida? ¡Qué distracción imperdonable, qué superficialidad reprobable! Sin embargo, al menos in extremis, se debe reconocer que ese mundo «qui per Ipsum factus est: que fue hecho por medio de Él», es estupendo. Te saludo y te celebro en el último instante, sí, con inmensa admiración; y, como decía, con gratitud: todo es don: detrás de la vida. Detrás de la naturaleza, del universo, está la Sabiduría; y después, lo diré en esta despedida luminosa (Tú nos lo has revelado, Cristo Señor) ¡está el Amor! ¡La escena del mundo es un diseño. Todavía hoy incomprensible en su mayor parte, de un Dios Creador, que se llama nuestro Padre que está en los cielos! ¡Gracias, oh Dios, gracias y gloria a ti, oh Padre! En esta última mirada me doy cuenta de que esta escena fascinante y misteriosa es un reverbero: es un reflejo de la primera y única Luz; es una revelación natural de extraordinaria riqueza y belleza. que debía ser una iniciación, un preludio, un anticipo, una invitación a la visión del Sol invisible, «quem nemo vidit unquam: a quien nadie vio jamás» (cf. Jn 1, 18): «Unigenitus Filius, qui est in sinu Patris, Ipse enarravit: el Hijo unigénito que está en el seno del Padre, ése le ha dado a conocer». Así sea, así sea.

Pero ahora, en este ocaso revelador, otro pensamiento, más allá de la última luz vespertina, presagio de la aurora eterna, ocupa mi espíritu: y es el ansia de aprovechar la hora undécima, la prisa de hacer algo importante antes de que sea demasiado tarde. ¿Cómo reparar las acciones mal hechas, cómo recuperar el tiempo perdido, cómo aferrar en esta última posibilidad de opción «el unum necesarium: la única cosa necesaria»?



REL

Leitura espiritual

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LEGENDA MAIOR 

Vida de São Francisco de Assis

SEGUNDA PARTE

CAPITULO 12

Eficácia de sua pregação e poder de curar

3. Aproximando- se de Bevagna, viu um pequeno bosque onde se haviam reunido passarinhos de toda espécie em grandes bandos. Correu imediatamente para lá e saudou-os como se fossem dotados de razão. Pararam todos para olhá-lo; os que estavam nas árvores se inclinavam e avançavam as cabeças, olhando de modo extraordinário. Adiantou-se para o meio deles, pediu-lhes mansamente que ouvissem a palavra de Deus e lhes disse: “Irmãos passarinhos vós tendes muito motivo para bendizer vosso Deus e Criador que vos vestiu de tão ricas plumas e vos deu asas para voar; vos determinou para morada a região pura dos ares e cuida de vós, sem que preciseis vos inquietar com nada”.
Esse discurso provocou entre os passarinhos alegres manifestações: esticavam o pescoço, desdobravam as asas, abriam o bico e olhavam atentamente para Francisco. E o santo ia e vinha no meio deles, a alma delirando de fervor; roçava-lhes a túnica, nenhum porém se afastava.
Por fim, traçou o sinal da cruz sobre eles, e os passarinhos, com a sua permissão e sua bênção, voaram todos ao mesmo tempo.
Os companheiros de missão olhavam aquele espectáculo.
Ao voltar para junto deles, o homem simples e puro que era Francisco acusava-se de negligência por não haver até então pregado às aves.

4. Pregando em seguida nas vizinhanças, chegou a um lugar chamado Albino, onde, havendo congregado o povo e feito o devido silêncio, mal se ouvia a sua voz na pregação por causa de um grande número de andorinhas que naquele mesmo lugar estavam construindo os seus ninhos e faziam com os seus pios um estrépito muito grande.
E diante de todos, disse a elas:
“Irmãs andorinhas, já é tempo que me deixeis falar, pois até agora haveis gritado bastante. Ouvi a palavra de Deus e guardai silêncio até que termine a pregação”.
A esta ordem, e como se fossem capazes de conhecimento, silenciaram de repente as andorinhas, permanecendo no mesmo lugar até que o santo terminou seu sermão.
Havendo presenciado essa maravilha, os ouvintes encheram-se de admiração e todos unânimes glorificavam ao Senhor.
Divulgada a fama deste milagre por toda parte, muitas pessoas sentiram-se atraídas à veneração e devoção do santo.

5. Um estudante de Parma, excelente jovem, estudava com alguns companheiros, quando uma andorinha veio incomodá-los e importuná-los provocando grande ruído com seus pios.
Disse ele a seus companheiros: “É uma das que perturbaram a pregação do homem de Deus Francisco até que ele lhes ordenou que calassem”.
Voltou-se para a andorinha e disse-lhe com plena segurança:
“Ordeno-te, em nome do servo de Deus Francisco, que venhas aqui e fiques calada!”
Em nome de Francisco, ela calou se imediatamente, como se tivesse ouvido a voz do santo homem, e veio-se aconchegar na mão do estudante, que, estupefacto, lhe devolveu a liberdade e não mais foi importunado por seus gritos.

6. Certa ocasião pregava o servo de Deus em Gaeta, à beira-mar, e as multidões, por devoção, acorriam a ele para tocá-lo.
Mas o santo, que tinha horror desse tipo de sucesso tumultuoso, saltou sozinho dentro de uma barca que encontrou atracada.
E como se fosse propulsionada por sua própria força, sem que aparecesse qualquer remador, foi ela entrando no mar para grande admiração de todos. Mas tendo-se afastado da praia, ficou imóvel entre as ondas todo o tempo que o santo esteve pregando às turbas que com religioso silêncio o ouviam da praia.
Terminado o sermão, o povo, testemunha do milagre, recebeu a bênção e retirou-se para não mais importunar o santo, Então a barca por si mesma voltou à praia.
Quem seria, pois, tão obstinado em sua impiedade para desprezar a pregação de Francisco cuja virtude admirável contribuía não só para que os seres irracionais ouvissem a sua doutrina, mas também para que os corpos inanimados lhe servissem na pregação como se fossem racionais?

7. O Espírito do Senhor, que ungira a Francisco e o enviara, e o próprio Cristo, virtude e sabedoria do Pai, (1Cor 1,24), haviam derramado tão copiosamente os seus dons sobre ele, que podia comunicar pela sua palavra a doutrina autêntica de ambos e desenvolver seu poder em milagres estupendos.
A sua palavra era um fogo ardente que penetrava até ao fundo dos corações e enchia de admiração a todos os ouvintes, pois não exibia as galas de uma eloquência mundana, mas apenas espalhava o bom odor de verdades reveladas por Deus.
Sucedeu certo dia, com efeito, que devendo pregar diante do próprio papa e dos cardeais, por encargo do bispo de Óstia, compôs um sermão, que aprendeu cuidadosamente de cor.
Mas ao chegar o momento de se apresentar de pé diante da assembleia para pronunciar o discurso, esqueceu-o completamente e não pôde dizer uma palavra sequer do que escrevera.
Confessou então o santo com a maior humildade o que lhe sucedia.
Recolheu-se uns breves momentos para implorar as luzes do Espírito Santo e começou a expressar-se com tanta fluência, com raciocínios tão eficazes, que moveu à compunção as ilustres pessoas que o ouviam, mostrando-se bem às claras que não era ele, mas o Espírito Santo, quem falava por sua boca.

(cont

São Boaventura
Revisão da versão portuguesa por AMA

el Reto del amor






por El Reto Del Amor

Evangelho e comentário


Tempo comum



São Nuno de Santa Maria

Evangelho: Lc 14, 15-24

15 Ouvindo isto, um dos convidados disse-lhe: «Feliz o que comer no banquete do Reino de Deus!» 16 Ele respondeu-lhe: «Certo homem ia dar um grande banquete e fez muitos convites. 17 À hora do banquete, mandou o seu servo dizer aos convidados: ‘Vinde, já está tudo pronto.’ 18 Mas todos, unanimemente, começaram a esquivar-se. O primeiro disse: ‘Comprei um terreno e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispenses.’ 19 Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e tenho de ir experimentá-las; peço-te que me dispenses.’ 20 E outro disse: ‘Casei-me e, por isso, não posso ir.’ 21 O servo regressou e comunicou isto ao seu senhor. Então, o dono da casa, irritado, disse ao servo: ‘Sai imediatamente às praças e às ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos.’ 22 O servo voltou e disse-lhe: ‘Senhor, está feito o que determinaste, e ainda há lugar.’ 23 E o senhor disse ao servo: ‘Sai pelos caminhos e azinhagas e obriga-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.’ 24 Pois digo-vos que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete.»

Comentário:

Há um detalhe neste trecho de S. Lucas que não pode deixar de chamar a atenção.

Refiro que, para o banquete, o Senhor chama primeiro aqueles que considera Seus amigos mais chegados.

Tendo estes recusado o convite por razões “sem razão”, foi como se o Senhor tivesse verificado que, afinal, não eram nem Seus amigos e nem dignos do convite.

As ordens que, em sequência, dá aos seus servos é que “obriguem” quantos encontrarem pelos caminhos – fossem quem fossem – a comparecer no Seu banquete.

As palavras têm uma “força” própria, mas, neste caso, compreendemos que o “obrigar” seria antes o “convencer” aqueles que aleatoriamente fossem encontrados a aceitar um convite inesperado.

Não pode haver dúvidas quando – na altura própria - o Sacerdote celebrante diz: “Felizes os convidados para a mesa do Senhor!”

(AMA, comentário sobre Lc 14, 15-24, 07.11.2017)




Santo, sem oração?


Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como podes dá-Lo a conhecer? (Caminho, 105)

Escreveste-me e compreendo-te: "Faço todos os dias o meu 'bocadinho' de oração. Se não fosse isso!...". (Caminho, 106)

Santo, sem oração?!... – Não acredito nessa santidade. (Caminho, 107)

Dir-te-ei, plagiando a frase de um autor estrangeiro, que a tua vida de apóstolo vale o que valer a tua oração. (Caminho, 108)

Desejo que o teu comportamento seja como o de Pedro e o de João: que leves à tua oração, para falar com Jesus, as necessidades dos teus amigos, dos teus colegas... e que depois, com o teu exemplo, possas dizer-lhes "Respice in nos!" – Olhai para mim! (Forja, 36)

O Evangelista S. Lucas conta que Jesus estava a orar... Como seria a oração de Jesus!
Contempla devagar esta realidade: os discípulos têm intimidade com Jesus e, nessas conversas, Nosso Senhor ensina-lhes – também com as obras – como hão-de rezar, e o grande portento da misericórdia divina: que somos filhos de Deus e que podemos dirigir-nos a Ele, como um filho fala com o Pai. (Forja, 71)

Ao acometer cada jornada para trabalhar junto de Cristo e atender tantas almas que o procuram, convence-te de que não há mais do que um caminho: recorrer a Nosso Senhor.
Somente na oração e com a oração aprendemos a servir os outros! (Forja, 72)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 100



Embora a Lei fosse encabeçada por dois mandamentos que falam clarissimamente do Amor - a Deus e ao próximo - na verdade nunca foram tomados em grande conta. A esta distância de séculos somos levados a considerar que os homens de então não sabiam o que era o amor e ninguém pratica o que não conhece.

E, como acima dizia, eis que chega Jesus Cristo com uma doutrina assente no amor!

AMA, reflexões.

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?