18/08/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 37

Na verdade, cada pessoa entende de forma diferente aquilo que ouve ou presencia, não havendo, portanto, uma uniformidade absolutamente única na interpretação.

(Na última Ceia, o Senhor institui a Eucaristia por meio de actos e palavras que, manda os apóstolos repetirem - tal como ouviram e viram -, em Sua memória.)

Mas talvez para reforçar o modus revela a S. Paulo a mesma fórmula.

Deus pode revelar-se aos homens da forma como bem entender e, de facto, fá-lo constantemente através das insinuações do Espírito Santo mas também escolhe os seus anjos - em particular os da Guarda de cada um - para ir guiando, sugerindo apoiando.

(AMA, reflexões)

El reto del amor





por El Reto Del Amor

Confissões – 08



Confissões


Talentos

…/3


As omissões!

Algo que refiro sempre quando rezo a "confissão", mas que, talvez, não absorva bem o seu significado.

De facto, deixar de fazer algo que deveria e poderia fazer é um pecado.

Tenho que ter bem presente que o que deixo de fazer pode constituir prejuízo para alguém - para mim próprio - e que é irrecuperável porque mesmo que venha a ser feito por outrem, nunca será como se tivesse sido eu a fazê-lo.

Desperdício de oportunidade e de aplicar um talento que o Senhor expressamente me concedeu para tal.


(AMA, reflexões, 2017)



[i] Resolvi passar à escrita um conjunto de reflexões que têm como sub-título:  Confissões

Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame pessoal.

Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações peculiares.

Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.


Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Evangelho e comentário


Evangelho: Mt 19, 13-15


Comentário:

Jesus Cristo afirma que o Reino do Céu é das crianças.

Então, para termos a certeza que participaremos desse Reino, não temos outro caminho que tentar ser como as crianças, na inocência, pureza de coração, sem vícios ou amarras a conceitos, dóceis e dúcteis a quem deseja ensinar-nos a verdade, sem ambições de ter ou possuir e, - sempre – com o coração disposto para amar a todos.

E, atenção, ser como uma criança não é ser infantil, bem ao contrário, é confiar conscientemente, entregar-se sem reservas nem condições, ouvir quando nos chamam e procurar entender o que não compreendemos.

(AMA, comentário sobre Mt 19, 13-15, 08.05.2018)



17/08/2018

A oração deve enraizar-se na alma


A verdadeira oração, a que absorve todo o indivíduo, não a favorece tanto a solidão do deserto como o recolhimento interior. (Sulco, 460)


O caminho que conduz à santidade é o caminho da oração; e a oração deve enraizar-se pouco a pouco na alma, como a pequena semente que se tornará mais tarde árvore frondosa.

Começamos com orações vocais, que muitos de nós repetimos desde crianças: são frases ardentes e simples, dirigidas a Deus e à Sua Mãe, que é nossa Mãe. De manhã e à tarde, não um dia, mas habitualmente, ainda renovo aquele oferecimento que os meus pais me ensinaram: Ó Senhora minha, ó minha mãe, eu me ofereço todo a Vós. E, em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração... Não será isto, de algum modo, um princípio de contemplação, uma demonstração evidente de confiante abandono? Que dizem aqueles que se querem, quando se encontram? Como se comportam? Sacrificam tudo o que são e tudo o que possuem pela pessoa que amam.

Primeiro uma jaculatória, e depois outra e outra... Até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras se tornam pobres...: e abrem-se as portas à intimidade divina, com os olhos postos em Deus sem descanso e sem cansaço. Vivemos então como cativos, como prisioneiros. Enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro dos nossos erros e limitações, as tarefas próprias da nossa condição e do nosso ofício, a alma anseia escapar-se. Vai até Deus como o ferro atraído pela força do íman. Começa-se a amar Jesus de forma mais eficaz, com um doce sobressalto. (Amigos de Deus, nn. 295–296)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 36

Refere-se uma vez mais essa acção especialíssima de Deus junto dos homens, neste caso três simples crianças que irão ser protagonistas directos de factos históricos que virão a influenciar de forma profunda e imorredoira toda a humanidade a partir daquele ano de 1917 num humilde local de Portugal.

Ao revermos toda a sequência histórica das Aparições de Fátima, mais se adensa no nosso espírito a nossa incapacidade para compreender totalmente os planos Deus e, sobretudo, porque age de uma forma de não de outra.

Os Pastorinhos não são - por assim dizer - "tratados por igual": Lúcia vê, ouve e fala com a Senhora, Francisco só vê a Santíssima Virgem, mas não ouve nem fala e, Jacinta vê e ouve, mas não fala.

Que quer isto dizer? Como explicar?

Tal como entendo, parece-me que Deus deseja ter um único intérprete - por assim dizer o que me parece absolutamente compreensível e lógico.

A mensagem que tem a transmitir - embora composta - é única e singular de forma que só deva ter uma única interpretação.

(AMA, reflexões)

Doutrina – 446


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio


PRIMEIRA SECÇÃO
A ECONOMIA SACRAMENTAL


CAPÍTULO PRIMEIRO

O MISTÉRIO PASCAL NOS SACRAMENTOS DA IGREJA

Pergunto:

226. Qual a ligação entre os sacramentos e a Igreja?

Respondo:

Cristo confiou os sacramentos à sua Igreja. Eles são «da Igreja» num duplo sentido: enquanto acção da Igreja, que é sacramento da acção de Cristo, e enquanto existem «para ela», ou seja, enquanto edificam a Igreja.

El reto del amor


Hoy el reto del amor es que sonrías.







por El Reto Del Amor

Tratado das Virtudes


Questão 67: Da duração das virtudes depois desta vida.

Art. 2 — Se as virtudes intelectuais perduram depois desta vida.

O segundo discute-se assim. — Parece que as virtudes intelectuais não perduram depois desta vida.

1. — Pois, como diz o Apóstolo (1 Cor 13, 8), a ciência será abolida, porque conhecemos em parte. Ora, assim como o conhecimento da ciência é parcial, i. é, imperfeito, o mesmo se dá com o conhecimento das outras virtudes intelectuais, enquanto durar esta vida. Logo, depois dela, todas desaparecerão.

2. Demais. — O Filósofo diz, que a ciência, sendo um hábito, é uma qualidade dificilmente removível, pois não o perdemos facilmente, senão só por alguma forte transmutação ou doença [2]. Ora, nada opera maior mudança no corpo humano que a morte. Logo, a ciência e as demais virtudes intelectuais não perduram depois desta vida.

3. Demais. — As virtudes intelectuais tornam a inteligência apta a operar rectamente o seu acto próprio. Ora, depois desta vida o intelecto já não age, porque a alma não pode inteligir nada sem o fantasma, como se disse [3]; ora, os fantasmas que só podem existir em órgãos corpóreos, não permanecem depois desta vida. Logo, também não perduram, depois dela, as virtudes intelectuais.

Mas, em contrário, o conhecimento do universal e do necessário é mais estável que o do particular e contingente. Ora, o homem continua a ter, depois desta vida, o conhecimento do particular e do contingente, p. ex., daquilo que fez ou sofreu, conforme a Escritura (Lc 16, 25): lembra-te que recebestes os teus bens em tua vida, e que Lázaro, semelhantemente, teve os seus males. Logo, com maior razão, permanece o conhecimento do universal e do necessário, objecto da ciência e das outras virtudes intelectuais.


SOLUÇÃO. — Como já dissemos na Primeira Parte [4], uns ensinaram que as espécies inteligíveis não permanecem no intelecto possível, senão enquanto ele intelige em acto; e quando cessa a intelecção actual, as espécies só se conservam na imaginativa e na memória, que, como potências sensitivas são actos de órgãos corpóreos. Ora, tais potências se dissolvem com a dissolução do corpo. E portanto, sendo assim, a ciência, nem qualquer outra virtude intelectual, perdurará, depois desta vida, uma vez corrupto o corpo.

Mas esta opinião é contra a doutrina de Aristóteles, que diz que o intelecto possível se actualiza quando, se torna cada uma das coisas singulares, como ciente, embora seja potencial em relação ao conhecimento actual [5]. Também é contra a razão, por serem as espécies inteligíveis recebidas pelo intelecto possível ao seu modo, imovelmente; sendo por isso que ele se chama lugar das espécies [6], quase conservador das espécies inteligíveis. Ao passo que os fantasmas, dependentemente dos quais o homem intelige nesta vida, aplicando-lhes as espécies inteligíveis, como dissemos na Primeira Parte [7], desaparecem com a dissolução do corpo.

Donde, no concernente aos fantasmas, que lhes são como materiais, as virtudes intelectuais destroem-se com a destruição do corpo; perduram porém no atinente às espécies inteligíveis, existentes no intelecto possível. Ora, as espécies são como as formas das virtudes intelectuais. Donde, depois desta vida, elas permanecem, pelo que têm de formal; não porém pelo que têm de material, como já dissemos a respeito das virtudes morais [8].

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — As palavras do Apóstolo devem-se entender relativamente ao que há de material na ciência e ao modo de inteligir; porque, nem os fantasmas continuarão a existir depois da destruição do corpo, nem haverá então uso da ciência dependente dos fantasmas.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Pela doença se destrói o que há de material no hábito da ciência, isto é, no referente aos fantasmas; não porém, no concernente às espécies inteligíveis, existentes no intelecto possível.

RESPOSTA À TERCEIRA. — A alma separada, depois da morte, tem outro modo de inteligir, sem se converter nos fantasmas, como dissemos na Primeira Parte [9]. E, assim, a ciência permanece, não porém quanto ao mesmo modo de operar, como já dissemos ao tratar das virtudes morais [10].

(Revisão da versão portuguesa por AMA)




[1] (I, q. 89, a. 5, 6 ; III Sent., dist. XXXI, q. 2, a. 4 ; IV, dist. I, q. 1, a. 2; I Cor., cap. XIII, lect. III).
[2] Praedicamentis (cap. VI).
[3] III De anima (lect. XII).
[4] Q. 79, a. 6.
[5] III De anima (lect. VIII).
[6] Ibid., lect. VII.
[7] Q. 84, a. 7.
[8] Q. 67, a. 1.
[9] Q. 89, a. 1.
[10] Q. 67, a. 1

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Evangelho e comentário


Evangelho: Mt 19, 3-12


Comentário:

Quase que apetece não ler mais estes trechos do Evangelho escrito por São Mateus, porque temos de fazer um esforço para vencer a repulsa que sentimos por esta gente maldosa, cheia de preconceitos, sempre procurando uma oportunidade ou ensejo para atacar e apoucar Jesus.

Mas, depois, reparamos no exemplo que nos dá, de simplicidade humilde, respondendo, esclarecendo naturalmente em benefício de todos os outros que precisam de conhecer a verdade tal qual é.

(AMA, comentário sobre Mt 19, 3-12, Convento 18.08.2017)



16/08/2018

Faz tudo o que puderes para conheceres a Deus


Em cada dia faz tudo o que puderes para conheceres a Deus, para te dares com Ele, para te enamorares mais em cada instante e não pensares senão no seu Amor e na sua glória. – Cumprirás este plano, filho, se não deixares, por nada!, os teus tempos de oração, a tua presença de Deus (com jaculatórias e comunhões espirituais para te inflamarem), a tua Santa Missa pausada, o teu trabalho bem acabado por Ele. (Forja, 737)

Meus filhos, onde estiverem os homens, vossos irmãos; onde estiverem as vossas aspirações, o vosso trabalho, os vossos amores, é aí que está o sítio do vosso encontro quotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da Terra que devemos santificar-nos, servindo Deus e todos os homens.

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gen. 1, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir. (Temas Actuais do Cristianismo, nn. 113–114)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 34

Habituemo-nos, por exemplo, que nos prepare e assista numa reunião importante; pedindo que fale com o anjo da Guarda do nosso interlocutor para colaborar nessa tarefa.

Jesus fala várias vezes nos anjos e os evangelhos recolhem essas palavras para nos darem como que a certeza de uma realidade.

Parece-me extraordinário ser acompanhado permanentemente por um amigo tão íntimo e fiel e ao mesmo tempo dotado de poderes e capacidades que deseja pôr ao meu serviço!

Em Fátima, nos Valinhos, o Anjo de Portugal apresentou-se pessoalmente aos Pastorinhos e, entre outras recomendações ensinou-lhes as belíssimas orações que tão amiúde repetimos:

"Meu Deus eu creio... e Santíssima Trindade ".

De facto, o Anjo não vem anunciar nada, mas a sua missão parece ser a de preparar aquelas três Almas puras e simples para os magnos acontecimentos de seriam protagonistas.

(AMA, reflexões)

El reto del amor


Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Evangelho e comentário


Evangelho

Evangelho: Mt 18, 21-35 19, 1

21 Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» 22 Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.24 Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. 25 Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. 26 Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. 27 Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. 29 Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. 30 Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. 31 Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. 32 Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. 33 Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’. 34 E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35 Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.

Comentário:

Torna-se difícil comentar este trecho do Evangelho de tal forma nos choca a atitude daquele homem a quem tudo tinha sido perdoado – uma quantia enorme – e foi incapaz de se compadecer de um companheiro que lhe devia coisa tão pouca.

Garantimos – no nosso íntimo – que nós não somos assim!

Será?

Exigimos o que nos devem sem nos recordarmos das dívidas que nos perdoaram?

Sim, façamos um exame sério e honesto não nos esquecendo que a medida que usarmos para com os outros poderá muito bem ser a mediada que usarão para connosco.


(AMA, comentário sobre Mt 18, 21-35 19, 1, 07.05.2018)




15/08/2018

Dilata o teu coração


Não tenhas espírito provinciano. – Dilata o teu coração, até que seja universal, "católico". Não voes como ave de capoeira, quando podes subir como as águias. (Caminho, 7)

Em certa ocasião, vi uma águia encerrada numa jaula de ferro. Estava suja e meia depenada. Tinha entre as garras um pedaço de carne podre. Pensei então no que seria de mim se abandonasse a vocação recebida de Deus. Tive pena daquele animal solitário, enjaulado, que tinha nascido para subir muito alto e olhar de frente o Sol. Podemos ascender até às humildes alturas do amor de Deus, do serviço a todos os homens. Para isso, porém, é preciso que não haja na alma recantos escondidos, onde não possa entrar o sol de Jesus Cristo. Temos de deitar fora todas as preocupações que nos afastem d'Ele; e assim terás Cristo na tua inteligência, Cristo nos teus lábios, Cristo no teu coração, Cristo nas tuas obras. Toda a vida – o coração e as obras, a inteligência e as palavras – cheia de Deus. (...)

Invoca comigo Nossa Senhora, e imagina como passaria Ela aqueles meses à espera do Filho que havia de nascer. E Nossa Senhora, Santa Maria, fará com que sejas alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo. (Cristo que passa, 11)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 33

O Papa S. João XXIII tinha uma especial devoção ao anjo da Guarda que considerava um aliado poderoso a quem recorria com muita frequência.

Todos nós temos alguma experiência das suas capacidades e do seu desejo de ser útil. Em coisas grandes ou triviais, já nos terá demonstrado como podemos contar com ele.

Não nos esqueçamos que ele está na presença de Deus permanentemente e, sendo seus íntimos confidentes, podemos pedir a sua ajuda para levar directamente ao Senhor o que desejamos pedir ou agradecer.

Assim como uma espécie de carteiro privativo que temos ao nosso serviço para, sem demora e com segurança, ser o portador das nossas mensagens para Deus.

(AMA, reflexões)