11/04/2018

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







10/04/2018

Tu és sal, alma de apóstolo

Tu és sal, alma de apóstolo. – "Bonum est sal" – o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" – mas se o sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. – Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)

Os católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã. (Forja, 969)

Em momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!, parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a pensar que o teu trabalho apostólico é vão.
– Não te preocupes! Continua a trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco. Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja, 978)

– Filho: todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é também mais necessária. (Forja, 979)


Com a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos, os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... – Não podes ser um embusteiro (Forja, 980).

Temas para reflectir e meditar

Rectidão


Oh, que recta coisa Vos peço, meu Deus verdadeiro:

que queirais a quem não Vos quer, que abrais a quem não Vos chama, que deis saúde a quem gosta de estar doente e anda procurando a doença.


(SANTA TERESA DE JESUS, Exclamaciones, nr. 8 trad ama)



Evangelho e comentário

Tempo de Páscoa

Evangelho: Jo 3, 7-15

7 Não te admires por Eu te ter dito: ‘Vós tendes de nascer do Alto.’ 8 O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.» 9 Nicodemos interveio e disse-lhe: «Como pode ser isso?» 10 Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei das coisas da terra e não credes, como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu? 13 Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. 14 Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15 a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.

Comentário:

Nicodemos não entende que Cristo lhe fala de uma vida nova, a vida dos filhos de Deus.
E, naturalmente, fala-lhe de fé, imprescindível para acreditar e para, acreditando, renascer.
Garante-lhe que o Seu sacrifício na Cruz será o sinal e o penhor dessa nova vida.


(AMA, comentário sobre Jo 3, 7-15, 18.01.2018)

Leitura espiritual

Confiar em Deus

Sem Cristo, não fazemos nada. É o ensinamento que o Mestre deu aos seus discípulos no episódio da pesca milagrosa e que se repete nas nossas vidas.
São Lucas conta que numa ocasião o Senhor pregava junto ao mar da Galileia e eram tantos os que O queriam ouvir que teve que pedir ajuda. Uns pescadores lavavam as redes na margem. Tinham terminado a parte fundamental da faina e estavam ocupados noutras actividades acessórias, seguramente com a ideia de ir quanto antes para casa e descansar. Jesus Cristo meteu-se numa das barcas, a de Simão e de lá continuou a falar à multidão.

O evangelista não se detém a contar-nos o conteúdo dos ensinamentos do Senhor. Nesta ocasião há outros factos para os quais quer atrair a nossa atenção, porque contêm lições muito importantes para a vida cristã.

LUTA E CONFIANÇA

Pedro e os seus companheiros talvez pensassem que, ao acabar de falar, Jesus regressaria à margem e seguiria o Seu caminho. Mas assim não aconteceu: dirigiu-Se a eles e pediu-lhes que recomeçassem a faina de pesca, que estava quase a terminar. Ficaram surpreendidos, mas Simão teve a grandeza de ânimo de ultrapassar o cansaço e responder: Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhámos nada; porém, sobre a Tua palavra lançarei as redes [1].

Tinham trabalhado toda uma noite. E tinha sido em vão. Sabiam fazê-lo, era a sua profissão, tinham experiência. Mas tudo isso não tinha sido suficiente; tinham regressado cansados e sem nada. Não parece arriscado supor que estariam desanimados. Inclusivamente, talvez tivesse ocorrido a algum que com aquele ofício não se poderia ir longe e teria experimentado o desejo – mais ou menos contido – de deixar tudo, porque o invadia uma sensação de inutilidade.

Sabemos que esta história termina com uma pesca abundantíssima. Se nos questionamos sobre a diferença entre essa eficácia e o fracasso nocturno, a resposta é imediata: a presença de Jesus Cristo. Todas as outras circunstâncias desta segunda tentativa parecem menos favoráveis do que as da primeira: as redes sem terem sido acabadas de lavar, a hora pouco apropriada, a deteriorada condição física e anímica dos pescadores...

O Senhor serve-Se de tudo isso para lhes dar – e para nos dar – um ensinamento espiritual muito importante: sem Cristo não fazemos nada. Sem Cristo, o fruto da luta será cansaço, tensão, desânimo, vontade de o deixar; sem Cristo procuramos enganar-nos atirando para as circunstâncias a culpa da nossa ineficácia; sem Cristo invadir-nos-á a sensação de inutilidade. Pelo contrário, com Ele a pesca é abundante.

A santidade não consiste no cumprimento de um conjunto de normas. É a vida de Cristo em nós. Por isso, mais do que em fazer, está em deixar fazer, em deixar-se levar; mas correspondendo. Tu, cristão, e por seres cristão filho de Deus, deves sentir a grave responsabilidade de corresponder às misericórdias que recebeste do Senhor com uma atitude de vigilante e amorosa firmeza, para que nada nem ninguém possa esbater os traços peculiares do Amor, que Ele imprimiu na tua alma [2].

Quando lutamos por ser santos, o fio da nossa vontade encontra-se com o fio da Vontade de Deus e entrelaça-se com ele para formar um único tecido, uma só peça que é a nossa vida. Essa trama há-de ir-se tornando cada vez mais densa, até que chegue um momento em que a nossa vontade se identifique com a de Deus, de tal modo que não sejamos capazes de distinguir uma da outra, porque querem o mesmo.

Quase no final da Sua vida na terra, Jesus confia a São Pedro: em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, cingias-te e ias onde desejavas; mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos e outro te cingirá e levará para onde tu não queres [3]. Antes apoiavas-te em ti próprio, na tua vontade, na tua fortaleza; antes pensavas que a tua palavra era mais segura do que a minha [4] ... e já vês os resultados. A partir de agora apoiar-te-ás em Mim e quererás o que Eu queira... e as coisas correrão muito melhor.

A vida interior é uma tarefa da graça que requer a nossa cooperação. O Espírito Santo sopra e impulsiona a nossa barca. Para a nossa correspondência dispomos dos remos, por assim dizer: por um lado, o nosso esforço pessoal; por outro, a confiança em Deus, a segurança de que Ele não nos deixa. Os dois remos são necessários e temos de desenvolver os dois braços se queremos que a vida interior avance. Se falha um, a barca gira sobre si própria, é muito difícil de governar; a alma caminha então como que a pé coxinho, não avança, esgota-se, acaba por desfalecer e cai facilmente.

Se falta a decisão eficaz de lutar, a piedade é sentimental, as virtudes escasseiam; a alma parece encher-se de bons desejos, que se tornam, no entanto, ineficazes quando chega o momento do esforço. Se, pelo contrário, se confia tudo a uma vontade forte, à decisão de luta sem contar com o Senhor, o fruto é aridez, tensão, cansaço, fastio de uma luta que não traz peixes às redes da vida interior e do apostolado; a alma encontra-se, como Pedro e os seus companheiros, na noite infrutífera.

Se nos apercebemos de que algo deste tipo nos acontece, se por vezes caímos em desânimos por nos apoiarmos demasiado nos nossos conhecimentos ou experiência, na nossa vontade decidida e forte... e pouco em Jesus Cristo, peçamos ao Senhor que suba para a nossa barca. É muito importante a Sua presença; muito mais do que os resultados do nosso esforço. É de notar que o Senhor não promete uma grande pesca, e Simão não a espera. Mas adverte que de qualquer modo vale a pena trabalhar pelo Senhor: in verbo autem tuo laxabo retia [5].

ABANDONO

Voltemos agora um pouco atrás e dirijamos o nosso olhar à petição de Jesus. Faz-te ao largo, e lançai as redes para pescar [6].

Duc in altum. Leva a barca para o largo. Para se meter na vida interior há que renunciar a ter os pés num terreno firme, totalmente dominado; é preciso avançar até lugares onde facilmente haverá ondas, onde a barca se move e a alma se apercebe que não controla tudo, onde se caíssemos à água poderíamos afogar-nos.

Não estaremos mais seguros na margem, ou onde a água não ultrapasse os joelhos, ou a cintura, ou no máximo os ombros? Talvez, efectivamente, nos sentiríamos mais seguros. Mas na margem não se pesca nada que valha a pena. Se queremos deitar as redes para pescar, temos que levar a barca para mar profundo, temos que sacudir o medo de perder de vista a costa.

Quantas vezes, Jesus Cristo censura aos discípulos o seu medo! Por que temeis, homens de pouca fé? [7]. Não mereceremos nós também essa mesma censura? Porque não te fias? Porque queres dominar e controlar tudo? Porque te custa tanto caminhar quando o sol não brilha em todo o seu esplendor?

A alma tende instintivamente a procurar referências, sinais que lhe confirmem que vai bem. O Senhor concede-no-las em muitas ocasiões, mas não cresceremos na vida interior se nos deixamos obcecar pela necessidade de comprovar o nosso progresso.

Talvez tenhamos a experiência de que em momentos de inquietação, em que não possuímos um juízo claro sobre a nossa rectidão e nos deixamos arrastar pelo desejo de procurar, a todo o custo, uma resposta, acabamos por atribuir a uma circunstância trivial um valor de que objectivamente carece: um olhar sorridente ou sério, um elogio ou uma correcção, uma circunstância favorável ou um revés, bastam para colorir, com o seu tom brilhante ou escuro, factos com os quais não têm qualquer relação.

O crescimento na vida interior não depende de que estejamos seguros de qual é a Vontade de Deus. O afã desmesurado de segurança é o ponto onde o voluntarismo se encontra com o sentimentalismo. Por vezes, o Senhor permite uma insegurança que, bem orientada, nos ajuda a crescer em rectidão de intenção. O que importa é abandonar-se nas Suas mãos e neste confiar n’Ele encontra-se a paz.

Com a nossa luta não procuramos conseguir sentimentos agradáveis. Muitas vezes os teremos; outras, não. Um pouco de exame talvez nos faça descobrir que os procuramos com maior frequência do que imaginamos, se não em si mesmos, ao menos como sinal de que a nossa luta é eficaz.

Apercebemo-nos disso, por exemplo, ao experimentar desânimo perante uma tentação a que não cedemos, mas que persiste; ao sentir aborrecimento porque algo nos custa e – assim raciocinamos – não nos deveria custar; ao notar desconforto porque a entrega não nos atrai do modo sensivelmente impetuoso de que gostaríamos...

Temos que lutar no que podemos lutar, sem nos preocuparmos com o que não está na nossa mão dominar; os sentimentos não estão totalmente submetidos à nossa vontade e não podemos pretender que estejam.

Temos que aprender a abandonar-nos, deixando nas mãos de Deus o resultado da nossa luta, porque só a confiança n’Ele vence essas inquietações. Se queremos ser pescadores do águas profundas, temos que levar a barca in altum, onde não temos pé; temos que superar o desejo de procurar referências, de sentir que vamos para a frente. Mas para o conseguir é decisivo apoiar-se na contrição.

RECOMEÇAR

Simão e os seus companheiros seguiram o conselho do Senhor e apanharam tão grande quantidade de peixes, que as redes se rompiam [8]. Do fruto dessa audácia beneficiaram outros que os vieram ajudar e as duas barcas encheram-se tanto que quase se afundavam. Abundância tão extraordinária levou Pedro a aperceber-se da proximidade de Deus e a sentir-se indigno de tal familiaridade: Afasta-Te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador [9]. No entanto, poucos minutos depois, deixaram tudo e seguiram Jesus [10]. E foram fiéis até à morte.

Pedro descobriu o Senhor naquela pesca extraordinária. Teria reagido da mesma maneira se na noite anterior lhe tivesse corrido bem o seu trabalho? Talvez não. Talvez num fruto especialmente generoso tivesse reconhecido uma ajuda de Jesus Cristo, mas não se teria apercebido até que ponto Deus estava perto e tudo se devia a Ele. Para que o milagre movesse a alma de Simão, convinha que a noite anterior lhe tivesse corrido muito mal apesar do seu empenho sincero.

O Senhor serve-Se dos nossos defeitos para nos atrair para Ele, sempre que nos esforcemos sinceramente por vencê-los. Por isso, lutando, temos de gostar de nós como somos, com os nossos defeitos. Ao fazer-Se homem, o Verbo assumiu limitações, as próprias da condição humana, essas diante das quais nós por vezes nos revoltamos. No caminho de identificação com Cristo é decisivo aceitar os próprios limites.

Tantas vezes, é precisamente a consciência serena da nossa indignidade que nos faz descobrir Cristo ao nosso lado, porque vemos com clareza que os peixes que há nas nossas redes não foi a nossa perícia que os lá pôs, mas Deus. E essa experiência enche-nos de alegria e convence-nos uma vez mais que é a contrição que nos faz avançar na vida interior.

Então, como Pedro, lançamo-nos aos pés de Jesus Cristo; e, também como ele, acabamos por deixar tudo – inclusive essa pesca extraordinária! – para O seguir, porque só Ele nos interessa.

A prontidão para a contrição marca o caminho da alegria. Precisamente a tua vida interior deve ser isso: começar... e recomeçar [11] . Que profunda alegria experimenta a alma quando descobre, na prática, o significado destas palavras! Não se cansar de recomeçar, eis aqui um segredo para a eficácia e para a paz. Porque quem tem essa atitude deixa trabalhar o Espírito Santo na sua alma, colabora com Ele sem pretender substitui-l’O, luta com toda a energia e com plena confiança em Deus.

J. Diéguez

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Notas:
[1] Lc 5, 5.
[2] Forja, n. 416.
[3] Jo 21, 18.
[4] Cfr. Mt 26, 34-35.
[5] Lc 5, 5.
[6] Lc 5, 4.
[7] Mt 8, 26. Cfr. Mt 14, 31.
[8] Lc 5, 6.
[9] Lc 5, 8.
[10] Lc 5, 11.
[11] Caminho, 292.




Doutrina – 415

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

Os fiéis: hierarquia, leigos, vida consagrada

193. O que é que a vida consagrada oferece à missão da Igreja?



A vida consagrada participa na missão da Igreja mediante uma plena dedicação a Cristo e aos irmãos, testemunhando a esperança do Reino celeste.

Hoy el reto del Amor es dar al menos tres abrazos

INFUSIONES DE AMOR

Con los últimos cambios en la alimentación de la Cuaresma a la Pascua (de no comer carne a volver a tomarla, de cenar patatas a cenar normal...), de vez en cuando sentimos una digestión pesada, y nos ayuda mucho tomar una infusión de menta-poleo o manzanilla, y parece increíble, pero, al beberlo, se nota en seguida su efecto.

Ayer, mientras estaba preparando una infusión, no dejaba de asombrarme, y es que me parecía impresionante cómo, al verter agua caliente en un vaso con un saquito de hojas sequísimas, el agua extrae todos los beneficios de esa planta y se trasforma en medicina natural. ¡Qué poder tiene el agua caliente!

También el Señor infunde sobre nosotros la Gracia, su Don, que es como este agua caliente; quiere llenarnos y tocar nuestro corazón para transformarlo, para resucitarlo como a esas hojas secas, y hacernos medicina para los demás.

Para Cristo no hay nada en nosotros que Él no pueda resucitar. Quizá no sea como nosotros nos imaginamos, pues esa planta no volverá a ser una planta, sino que ahora es medicina para curar. Él nos cambia, nos trasforma, como podemos escuchar en su Palabra: en el encuentro con Zaqueo, con la adúltera, con Mateo, María Magdalena... Para ellos y para nosotros, encontrarnos con Él ha supuesto una transformación de nuestra vida por la que merece la pena entregarlo todo.

Hoy el reto del Amor es dar al menos tres abrazos. Hoy deja que el calor de Cristo que ha trasformado tu corazón alcance a las personas que quieres con tu abrazo. No hay nada que llegue más que el amor. Hoy, por Gracia, puedes ser medicina para los demás.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





09/04/2018

Chama cada um à santidade

A oração não é prerrogativa de frades; é incumbência de cristãos, de homens e mulheres do mundo, que se sabem filhos de Deus. (Sulco, 451)

Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de S. Paulo: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos.

Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal. Nas minhas conversas com gente de tantos países e dos ambientes sociais mais diversos, perguntam-me com frequência: – Que diz aos casados? E aos que trabalhamos no campo? E às viúvas? E aos jovens?

Respondo sistematicamente que tenho uma só panela. E costumo fazer notar que Jesus Cristo Nosso Senhor pregou a Boa Nova para todos, sem qualquer distinção. Uma só panela e um único alimento: o meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que me enviou e dar cumprimento à sua obra. Chama cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde quer que estejam. Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe – de coração a coração – o nosso afecto.


Invocar-me-eis e Eu vos ouvirei. E invocamo-lo conversando, dirigindo-nos a Ele. Por isso temos de pôr em prática a exortação do Apóstolo: sine intermissione orate; rezai sempre, aconteça o que acontecer. Não apenas de coração, mas com todo o coração. (Amigos de Deus, nn. 294–295)

Temas para reflectir e meditar

Recolhimento


O silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disponibilidade para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres.

Ensina-nos a necessidade e o valor da preparação do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração secreta que só Deus vê.


(SÃO PAULO VI, Aloc. em Nazaré 1964.01.05



Evangelho e comentário

Tempo de Páscoa

Anunciação do Senhor

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. 28 Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29 Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. 30 Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. 31 Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32 Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 33 reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» 34 Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36 Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, 37 porque nada é impossível a Deus.» 38 Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Comentário:

Este é um trecho do Evangelho escrito por São Lucas que sabemos – todos os cristãos – praticamente de cor.

E é bom que assim seja porque se trata do relato do maior e mais importante acontecimento para a humanidade.

Deus, Nosso Senhor, resolve que é chegado o momento de cumprir o prometido e dar início à salvação dos Seus filhos, os homens e, de maneira completa e definitiva, como que pôr um “ponto final” nas relações perturbadas pelo pecado dos nossos primeiros Pais.

Aquela que, desde o princípio dos tempos, determinara que seria a Mãe do Salvador está disposta e disponível para aceitar a Sua Vontade com a simples humildade de uma escrava que não tem outra vontade que a do seu Senhor.

O diálogo breve e intenso travado entre o Seu mensageiro e a Virgem é profunda e totalmente esclarecedor, nada fica por dizer, nenhuma dúvida por colocar.

Este é o início da “nossa história” de filhos de Deus; gravemo-la de forma indelével no nosso coração considerando a grandeza e honra que, sem qualquer mérito da nossa parte, nos foram concedidas.


(AMA, comentário sobre, Lc 1, 26-38, 07.10.2017)

Leitura espiritual

Fortaleza

6. “In patientia vestra possidebitis animas vestras(Lc 21,19)

Parte da fortaleza é a virtude da paciência, que Joseph Ratzinger descreveu como “a forma quotidiana do amor” [24].
A razão pela qual se deu, tradicionalmente, no cristianismo uma importância notável a esta virtude.
Pode deduzir-se de umas palavras de Santo Agostinho no seu tratado sobre a paciência, que descreve como “um dom tão grande de Deus, que deve ser proclamada como uma marca de Deus que reside em nós” [25].

A paciência é, pois, uma característica do Deus da história da salvação [26], como ensinava Bento XVI no início do seu pontificado: “Este é o distintivo de Deus: Ele próprio é amor.
Quantas vezes desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte!
Que actuasse duramente, derrotasse o mal e criasse um mundo melhor.
Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificam a destruição do que se oporia ao progresso e à libertação da humanidade.
Nós sofremos pela paciência de Deus. E, não obstante, todos necessitamos da Sua paciência.
O Deus, que se fez cordeiro, diz-nos que o mundo se salva pelo Crucificado e não pelos crucificadores.
O mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens” [27].

Muitas consequências práticas se podem deduzir desta consideração. A paciência conduz a saber sofrer em silêncio, a ultrapassar as contrariedades que se desprendem do cansaço, do carácter alheio, das injustiças, etc.
A serenidade de ânimo torna assim possível que procuremos fazer tudo para todos [28], adaptar-nos aos outros, levando connosco o nosso próprio ambiente, o ambiente de Cristo.
Por isso mesmo o cristão procura não pôr em perigo a sua fé e a sua vocação por uma concepção equivocada da caridade, sabendo que – para utilizar uma expressão coloquial – pode chegar até às portas do inferno, mas não mais além, porque aí não se pode amar a Deus.
Deste modo, se cumprem nele as palavras de Jesus: “com a vossa paciência possuireis as vossas almas” [29].

7. “Aquele que perseverar até aofim, será salvo(Mt 10, 22)

A paciência está em estreita correspondência com a perseverança. Esta costuma ser definida como a persistência no exercício de obras virtuosas apesar da dificuldade e do cansaço derivados do seu prolongamento no tempo.
Mais precisamente, costuma-se falar de constância quando se trata de vencer a tentação de abandonar o esforço face ao aparecimento de um obstáculo concreto; enquanto que se fala de perseverança quando o obstáculo é simplesmente o prolongamento no tempo desse esforço [30].

Não se trata somente de uma qualidade humana, necessária para atingir objectivos mais ou menos ambiciosos.
A perseverança, a imitação de Cristo, que foi obediente ao desígnio do Pai até ao fim [31], é necessária para a salvação, de acordo com as palavras evangélicas: “aquele que perseverar até ao fim, será salvo” [32].
Percebe-se então a verdade da afirmação de São Josemaria: “Começar é de todos; perseverar, de santos” [33].
Daí o amor deste santo sacerdote pelo trabalho bem acabado, que descrevia como um saber pôr as “últimas pedras” em cada trabalho realizado [34].
“Toda a fidelidade deve passar pela prova mais exigente: a duração [...]. É fácil ser coerente por um dia, ou por alguns dias [...]. Só se pode chamar fidelidade a uma coerência que dura ao longo de toda a vida” [35].
Estas palavras do Servo de Deus João Paulo II ajudam a compreender a perseverança a uma luz mais profunda, não como um mero persistir mas, antes de mais, como autêntica coerência de vida; uma fidelidade que acaba por merecer o louvor do senhor da parábola dos talentos e que cabe considerar como uma fórmula evangélica de canonização:
Muito bem, servo bom e fiel; porque foste fiel no pouco, eu te confiarei o muito: entra na alegria do teu senhor[36].

8. “Magnus in prosperis, in adversis maior

“Grande na prosperidade, maior na adversidade”. Estas palavras do epitáfio do rei inglês Jacob II, na igreja de Saint Germain em Layes, próxima de Paris, exprimem a harmonia entre as diferentes componentes da virtude da fortaleza: por um lado, a paciência e a perseverança, que se relacionam com o ato de resistir no bem e que já considerámos; por outro, a magnificência e a magnanimidade, que fazem referência directa ao acto de atacar, de empreender grandes façanhas, também nas pequenas empresas da vida corrente.
Com efeito, de acordo com a teologia moral, “a fortaleza, como virtude de apetite irascível, não só domina os nossos medos (cohibitiva timorum) como, além disso, modera as acções atrevidas e audazes (moderativa audaciarum).
Assim, a fortaleza ocupa-se do medo e da audácia, impedindo o primeiro e impondo um equilíbrio à segunda” [37].

A magnanimidade ou grandeza de alma é a prontidão para tomar a decisão de empreender obras virtuosas excelentes e difíceis, dignas de grande honra.
Por seu lado, a magnificência refere-se à efectiva realização de obras grandes e em particular a procura e emprego dos recursos económicos e materiais adequados ao cumprimento de grandes empresas ao serviço de Deus e do bem comum [38].

 São Josemaria descrevia a pessoa magnânima nestes termos: “ânimo grande, alma grande onde cabem muitos.
É a força que nos dispõe a sairmos de nós próprios, a fim de nos prepararmos para empreender obras valiosas, em benefício de todos.
No homem magnânimo não tem lugar a mesquinhez; não entra a medida estreita, o cálculo egoísta ou a deslealdade interesseira.
O magnânimo dedica sem reservas as suas forças ao que vale a pena; por isso é capaz de se entregar a si próprio.
Não se conforma apenas com dar: dá-se. E então consegue compreender a maior prova de magnanimidade: dar-se a Deus” [39].

Requer-se magnanimidade para empreender, diariamente, a empresa da própria santificação e do apostolado no meio do mundo, das dificuldades que sempre haverá, com a convicção de que tudo é possível para aquele que crê [40].
Neste sentido, o cristão magnânimo não teme proclamar e defender com firmeza, nos ambientes em que se move, os ensinamentos da Igreja, também em momentos em que isso possa supor ir contra-corrente [41], aspecto que tem uma profunda raiz evangélica.
Assim, o cristão conduzir-se-á com compreensão para com as pessoas e simultaneamente com uma santa intransigência na doutrina [42], fiel ao lema paulino veritatem facientes in caritate, vivendo a verdade com caridade [43], que traz consigo defender a totalidade da fé sem violência. Isto implica também que a obediência e docilidade ao Magistério da Igreja não se contrapõem à liberdade de opinião; pelo contrário, ajudam a distinguir bem a verdade da fé, daquilo que são simples opiniões humanas.

* * *

No início fez-se referência à paciente resistência de Maria ao pé da Cruz.
A fortaleza exemplar de Nossa Senhora inclui também a grandeza de alma que a levou a exclamar diante da sua prima Isabel:
Magnificat anima mea Dominum ... quia fecit mihi magna qui potens est, a minha alma glorifica o Senhor... porque fez em mim grandes coisas [44].
A exultação de Maria contém uma importante lição para nós, como recorda Bento XVI: “O homem é grande, só se Deus é grande.


Error de Lutero



Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO

Pergunto:

Diante de problemas matrimoniais convém recorrer a leis e a advogados?

Respondo:


Não é boa ideia. É melhor conversar entre ambos em momentos de serenidade ou recorrer a pessoas prudentes que desejem ajudá-los a manter o seu casamento. Pode-se ir a um advogado com critério e como mediador, para resolverem juntos algum tema ou prever abusos. Mas a ideia de recorrer a um advogado costuma estar unida à ideia de conflito e não se luta com quem se ama.

El reto del amor




VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?