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30/04/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO

O DIVÓRCIO E A RELIGIÃO

Pergunto:

Um governante ateu pode opor-se ao divórcio?

Respondo:

Pode defender a indissolubilidade, ou pelo menos dificultar o divórcio pelo bem do país:

Os filhos de pais divorciados causam maiores problemas educativos e de convivência.
A percentagem de delinquentes é maior entre filhos de divorciados.
Os problemas económicos e sociais aumentam com o divórcio. Uma família unida costuma apoiar-se melhor nas situações difíceis.
Pode-se ser ateu e decidir proteger a estabilidade matrimonial, por considerar que tal é melhor que o seu contrário.

O divórcio é um mal para o país e qualquer governante - ainda que seja ateu - prefere a sua diminuição e procura um modo de o parar.

23/04/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO

O DIVÓRCIO E A RELIGIÃO

Pergunto:

O divórcio é recusável por motivos religiosos?

Respondo:


Há várias religiões que recusam o divórcio. Mas os motivos religiosos não são os únicos que se opõem ao divórcio.

16/04/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO

O DIVÓRCIO E A RELIGIÃO

Pergunto:

Porque a Igreja impede a comunhão aos divorciados?

Respondo:


A Igreja não admite o divórcio, pois nos ensinamentos de Cristo o matrimónio mantém-se até que a morte os separe. De acordo com isto, proíbe-se a comunhão aos divorciados que se casaram de novo porque o casamento anterior continua válido e, por isso, o novo é um adultério. Então, como não há arrependimento nem propósito de emenda, não é possível recorrer à confissão. E, desde logo, não se pode comungar com pecado grave.

09/04/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO

Pergunto:

Diante de problemas matrimoniais convém recorrer a leis e a advogados?

Respondo:


Não é boa ideia. É melhor conversar entre ambos em momentos de serenidade ou recorrer a pessoas prudentes que desejem ajudá-los a manter o seu casamento. Pode-se ir a um advogado com critério e como mediador, para resolverem juntos algum tema ou prever abusos. Mas a ideia de recorrer a um advogado costuma estar unida à ideia de conflito e não se luta com quem se ama.

02/04/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO

Pergunto:

É curioso.

Respondo:


Sim. É curioso que nalguns países as leis protejam com cuidado o cumprimento de acordos económicos e deixem inseguro o compromisso de entrega mútua de corpos e pessoas. É curioso que a família esteja ali desamparada pela lei.

26/02/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 10 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

O divórcio é um problema social?


Respondo:


À primeira vista, o divórcio é algo privado que pertence à família afectada de forma que apenas ela fica prejudicada. 
Sem embargo, o problema estende-se à sociedade quando o divórcio se generaliza. 
Então, a sociedade enche-se de filhos e famílias alteradas e o ambiente social deteriora-se. 
Por isto é importante evitar as leis favoráveis ao divórcio. 

19/02/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 9

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

E quem se casa depois de enviuvar?

Respondo:

Isto é correcto e as diferenças com o divórcio são grandes. No caso da viuvez:

A dignidade do corpo não sofre pois continua a ser um com uma para sempre. Na viuvez, o corpo anterior já não existe.
A estabilidade e segurança familiares permanecem garantidas pois continua um casamento para sempre.

Os filhos não padecem tensões de dupla paternidade simultânea; nem se lhes introduz ódio em relação a algum dos pais. Pode haver alguma dificuldade de aceitação, mas são problemas inferiores aos do caso de divórcio.

05/02/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 7 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

Se um casamento fracassa, não é melhor tentá-lo com outra pessoa e refazer a vida.

Respondo:

Esta ideia soa bem, mas o matrimónio não é algo mágico que põe tudo em ordem. 
O casamento serve para formar famílias e o encanto do matrimónio está na indissolubilidade. 
Só assim, a família goza de uma estável segurança.

22/01/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 6 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

Mas, se não há divórcio, não poderá manter relações sexuais.


Respondo:

Esta dificuldade não se costuma colocar no momento do divórcio. Todos sabem que é fácil encontrar relações sexuais e a pouca felicidade que essas relações proporcionam.



15/01/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 4 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

Nessas situações, um casamento diferente recuperaria esses bens?


Respondo:

Não, não; mas é difícil entendê-lo:

Com o divórcio os filhos sofrem desequilíbrios e tensões afectivas, bem como falta de orientações claras. Por exemplo, é frequente conceder-lhes muitas coisas para ganhar o seu afecto face à outra parte, a quem não sabem se devem amar ou odiar.
A pessoa culpável não se corrige com o divórcio, mas confirma-se-lhe a sua conduta: se uma pessoa não me satisfaz, ando com outra e assim sucessivamente. Por seu lado, se não se lhes permitir casar de novo, não poderão causar dano a outras pessoas, excepto se entrarem no seu jogo como amantes.

A pessoa inocente que não se casa de novo, mantém a sua integridade interior e, diante dos filhos, a lealdade da sua palavra e conduta. Conserva também a dignidade do seu corpo que não entrega a outra.

08/01/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 3 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO

Pergunto:

E se surgem grandes dificuldades?


Respondo:


Há dificuldades de tal peso que implicam a perda de vários dos bens citados. 
Por exemplo, o adultério e a violência física habitual cortam a lealdade, a paz e afecto familiares. 
Nestes casos difíceis, a separação sem rotura completa pode ser um mal menor que permita manter algum dos bens que se estão a fender, como a educação dos filhos e a paz pessoal. 
Na medida do possível deve evitar-se também a separação pois os filhos necessitam de uma família unida.

01/01/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 2 

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

E se surgem pequenas dificuldades?

Respondo:

As pequenas dificuldades não são motivo para perder os bens anteriores. 
São uma boa ocasião para aprender a amar.