11/11/2017

Que nunca deixe de praticar a caridade

Não é compatível amar a Deus com perfeição e deixar-se dominar pelo egoísmo – ou pela apatia – na relação com o próximo. (Sulco, 745)

A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhá-las nem a aceitá-las. (Sulco, 7495)

Nunca permitas que a erva ruim cresça no caminho da amizade: sê leal. (Sulco, 747)

Um propósito firme na amizade: que no meu pensamento, nas minhas palavras, nas minhas obras para com o próximo – seja ele quem for –, não me comporte como até agora, quer dizer, nunca deixe de praticar a caridade, nunca dê entrada na minha alma à indiferença. (Sulco, 748)

A tua caridade deve ser adequada, ajustada, às necessidades dos outros...; não às tuas. (Sulco, 749)


Filhos de Deus! Uma condição que nos transforma em algo mais transcendente do que em simples pessoas que se suportam mutuamente... Escuta o Senhor: "Vos autem dixi amicos!" – somos seus amigos, que, como Ele, dão gostosamente a vida pelos outros, tanto nas horas heróicas como na convivência corrente. (Sulco, 750)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 176

No Céu, a palavra não existe. 

Lá, os bem-aventurados comunicam entre si sem quaisquer palavras. 

Há um grande silêncio de contemplação, de comunhão e de amor.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 16, 9-15

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. 11 Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? 12 E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» 14 Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele. 15 Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus.

Comentário:

Ser fiel não tem como que “uma tabela” de valores, nem está condicionado por qualquer circunstância.

Mais, a fidelidade parte do coração pelo que, não se é fiel com receio que a nossa infidelidade possa vir a ser descoberta.

Ser fiel, implica, antes de mais, honestidade intelectual, antes mesmo de qualquer outra forma de honestidade. A pessoa intelectualmente honesta não tem um comportamento desigual ou diferente, errático e ao sabor das ocasiões.
Não!
Rege-se por normas interiores, convicções arreigadas, esclarecidas e firmes que nada nem ninguém farão mudar.
Não pensa uma coisa e diz outra ou, se atreve a considerar, ou julgar, o comportamento dos outros.


(AMA comentário sobre Lc 16, 9-15, 24.07.2017)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





10/11/2017

Não basta seres bom; tens de parecê-lo

Não basta seres bom; tens de parecê-lo. Que dirias tu de uma roseira que não produzisse senão espinhos? (Sulco, 735)

Compreendeste o sentido da amizade quando te sentiste como pastor de um pequeno rebanho, que tinhas abandonado, e que procuras agora reunir novamente, disposto a servir cada um. (Sulco, 730)

Não podes ser um elemento passivo. Tens de converter-te em verdadeiro amigo dos teus amigos: ajudá-los! Primeiro, com o exemplo da tua conduta. E, depois, com o teu conselho e com o ascendente que a intimidade dá. (Sulco, 731)

Pensa bem nisto, e age em conformidade: essas pessoas, que te acham antipático, deixarão de pensar assim quando repararem que as amas deveras. Depende de ti. (Sulco, 734)

Consideras-te amigo porque não dizes uma palavra má. É verdade; mas também não vejo em ti uma obra boa de exemplo, de serviço...


– Estes são os piores amigos. (Sulco, 740)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 28

(…)

Se queremos encontrar Deus nas nossas almas e ficar aí com Ele, é desastroso querer comunicá-lo aos outros tal como O vemos.
Podemos fazê-lo depois com a graça que Ele nos concede em silêncio e pela irradiação e a transparência da nossa vida.

O verdadeiro testemunho exprime-se pelo exemplo silencioso, puro e resplandecente da santidade da nossa vida.


CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum

São Leão Magno – Doutor da Igreja

Evangelho: Lc 16, 1-8

1 Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. 2 Mandou-o chamar e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.’ 3 O administrador disse, então, para consigo: ‘Que farei, pois, o meu senhor, vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. 4 Já sei o que hei-de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.’ 5 E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: 6 ‘Cem talhas de azeite.’ Retorquiu-lhe: ‘Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.’ 7 Perguntou, depois, ao outro: ‘E tu quanto deves?’ Este respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ Retorquiu-lhe também: ‘Toma o teu recibo e escreve oitenta.’ 8 O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»

Comentário:

Os “filhos da luz”, como o Senhor lhes chama, podem considerar-se todos os cristãos e, na verdade, no trato com os outros acontece, bastantes vezes, esse receio, ou “respeito humano” que impede que se dediquem ao trabalho de apostolado que o Senhor pede a todos.

Fazemos mal, porque, além de não cumprir o Mandato Divino, desprezamos oportunidades de ganhar almas que intercedam por nós que, sempre, precisamos.


(AMA, comentário sobre Lc 16,1-8, 18.07.2017)

Se Deus está “no” céu, onde fica o céu?

O Pai-Nosso começa dizendo que Deus está "no" Céu. Isto não sugere que o Céu é um lugar? E se é um lugar, onde fica?

Céu é onde Deus está. Então, onde está Deus? Em todo lugar. Então por que dizemos que Deus está no Céu, como se esse fosse um lugar particular em oposição a todo lugar?

A resposta é que, quando falamos de Deus ou do Céu, devemos usar a linguagem das coisas criadas, mesmo que Deus seja, por natureza, infinitamente maior do que qualquer criatura.

Já que, por nossa experiência, as coisas criadas encontram-se em lugares, quando falamos que Deus está no Céu parece soar como se estivéssemos nos referindo a um lugar físico. Mas o Céu não é um lugar físico, muito embora os mórmons acreditem que o Pai Celestial viva em um planeta próximo de uma estrela chamada “Kolob”.

Dizer que Deus está no Céu é um modo de dizer que Ele não “preso” à Terra. Uma rápida reflexão nos diz que Ele também não está “preso” ao espaço. Caso contrário, Ele seria limitado, significando que seria imperfeito e, portando, não verdadeiramente Deus. O Criador do universo, em sua natureza divina, não pode ser parte do universo que Ele criou.

Ao mesmo tempo, os teólogos dizem que Deus é onipresente: Ele está em todo lugar. Como, então, podemos dizer que Ele não faz parte do universo? Se Deus está em todo lugar, parece que Ele deva estar também no universo e, por consequência, seja parte do universo.

Considere, no entanto, o que dissemos sobre Deus não ser limitado ou confinado a um lugar específico. Por definição, estar em todo lugar simultaneamente significa não estar apenas em um lugar particular. A onipresença de Deus não significa que Ele se espalha sobre o espaço do mesmo modo que a margarina se espalha sobre uma fatia de pão ou a água se encontra distribuída por todo o volume de uma piscina.

Este é o erro do movimento de Nova Era, quer na forma de panteísmo (que afirma que tudo é Deus), quer na forma de panenteísmo (que afirma que Deus está em tudo assim como o açúcar encontra-se no suco).

Deus está em todo lugar – dizem os teólogos e filósofos – por seu poder, sua essência e seu conhecimento. Por seu poder infinito, Ele está em todo lugar pois Ele dá existência a todas as coisas. Ele está em todo lugar por sua essência pois o que Deus é (sua essência) não é separável daquilo que Ele pode fazer (seu poder). Deus está em todo lugar por seu conhecimento pois Ele sabe de tudo em todos os tempos.

Uma outra forma de enxergar a onipresença de Deus é pensar na Criação como uma novela divina e Deus como roteirista. O autor de uma novela está, em certo sentido, em todas as páginas que ele escreve. Ele cria o conjunto, os personagens e os eventos da sua novela. Apesar disso, ele mesmo se encontra fora da novela. Seria igualmente verdade dizer que a novela está dentro de seu autor – isto é, em sua mente.

Deus está fora do universo que Ele criou e sustenta (eis a sua transcendência), e, ao mesmo tempo, dentro dele (eis a sua imanência), por seu poder, essência e conhecimento.

Veritatis Splendor, Set 05, 2017

Para um conhecimento mais aprofundado sobre o céu, sugerimos a leitura do livro “Everything You Ever Wanted to Know About Heaven” (“Tudo o que você sempre quis saber sobre o céu”), de Peter Kreeft, disponível no catálogo da Catholic Answers.


Doutrina – 374

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

A Igreja no desígnio de Deus

152. Que significa que a Igreja é sacramento universal de salvação?



Significa que é sinal e instrumento da reconciliação e da comunhão de toda a humanidade com Deus e da unidade de todo o género humano.

Perguntas e respostas

A CONFISSÃO

2. Exemplos de pecados veniais ou leves?



Além dos actos graves realizados inadvertidamente, há muitos exemplos de pecados veniais: 

uma mentira, alguma preguiça, uma falta de respeito ou de caridade, murmurações ou burlas, desleixo nas orações, excessos na comida e na comodidade, gastos supérfluos, etc.

Hoy el reto del Amor es volver a ser mensaje para los demás

LA FUERZA DEL IMÁN


Estos días hemos estado preparando un lote para un mercadillo con algunos de los artículos que hacemos personalizados: portalápices, imanes, baberos, peluches... Los diseñamos con dibujos y frases con mensaje cristiano, como "La medida del amor es amar sin medida" o "Apuesta por el Amor"... así, el mensaje se cuela en cada rincón de las casas.

Mientas preparábamos los imanes, estuve observando lo frágiles que son (pues están hechos de cerámica), y, sin embargo, con qué fuerza se agarran a las superficies metálicas. Y es que cada imán tiene dos caras: una cara es la parte que muestra el mensaje y otra es la parte imantada.

La parte imantada es la que sujeta toda la pieza, sin embargo, no se adhiere a cualquier superficie. Si pretendes sujetar un imán en un mueble de madera, no se sostendrá, sino que se caerá, y, si se cae, al ser de cerámica, se romperá. Pero, si lo acercas a la superficie adecuada, se agarrará con fuerza y será capaz de mostrar su mensaje.

Así nos pasa a nosotros: cuando nuestro corazón no está pegado a Cristo, nos rompemos, dejamos de saber quién somos, y nuestra vida deja de ser mensaje para los demás. Podemos intentar pegarnos a otras superficies, probando a vivir colgados de cosas o de personas, pero nuestro corazón sólo puede amar libremente cuando nos acercamos a Cristo. Él es nuestro descanso, sólo en Él se sostiene nuestra vida, y sólo Él hace de nosotros un mensaje para los demás.

Hoy el reto del Amor es volver a ser mensaje para los demás. Tu vida sólo recobrará el sentido cuando vuelvas a pegarte a Él. Cristo no anda lejos, está Vivo, ha Resucitado y permanece junto a ti para que puedas volver a apostar por el Amor. Si estás llamado a entregarte como padre de familia, con Él encontrarás la fuerza para amar sin límites; si el mensaje de tu vida es de entrega o de ser portador de la alegría, Él será tu sustento...

Tan sólo necesitas una cosa: acercarte a Él.


VIVE DE CRISTO        

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





09/11/2017

A maior revolução de todos os tempos!

Se nós, os cristãos, vivêssemos realmente de acordo com a nossa fé, far-se-ia a maior revolução de todos os tempos! A eficácia da co-redenção depende também de cada um de nós! Pensa nisto. (Forja, 945)

Sentir-te-ás plenamente responsável quando compreenderes que, perante Deus, só tens deveres. Ele se encarrega de te conceder direitos! (Forja, 946)

Um pensamento te ajudará nos momentos difíceis: quanto mais aumente a minha fidelidade, melhor contribuirei para que os outros cresçam nesta virtude. E é tão atraente sentir-nos apoiados uns pelos outros! (Forja, 948)

Corres o grande perigo de te conformares com viver (ou pensar que deves viver...) como um "bom rapaz", que se hospeda numa casa arrumada, sem problemas, e que não conhece senão a felicidade.


Isso é uma caricatura do lar de Nazaré. Cristo, justamente porque trazia a felicidade e a ordem ao mundo, saiu a propagar esses tesouros entre os homens e mulheres de todos os tempos. (Forja, 952)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Dedicação da Basílica de São João de Latrão

Evangelho: Jo 2, 13-22

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14 Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. 15 Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; 16 e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»17 Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. 18 Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?» 19 Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!» 20 Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?» 21 Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. 22 Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido.

Comentário:

A Basília de São João de Latrão é a Catedral da Diocese de Roma, portanto, a sede episcopal do Papa.

E precisamente neste dia, a Liturgia apresenta-nos este texto de São João com o objectivo claro se salientar o respeito que é devido à Casa de Deus.

Não interessa se o templo é grandioso – como é o caso – ou uma simples capela perdida num qualquer lugar. É a Casa de Deus!

Se tem reservado o Santíssimo Sacramento – o que é perceptível pela luz de presença acesa junto ao Sacrário – maior deve ser ainda a compostura e respeito.

Entrar num templo como quem entra num monumento qualquer é uma falta grave de ofensa ao “dono da casa”.

Mal comparando, suponhamos que alguém a quem franqueamos a porta da nossa casa, entrasse por ali dentro sem sequer nos cumprimentar!

Seguramente, acharíamos esse comportamento inadmissível e esse visitante não seria bem-vindo.


(AMA, comentário sobre Jo 2, 13-22, 18.07.2017)

Reflectindo

Confissões – 8 [i]

Agradecimento

Poucos ou muitos, notáveis ou de escasso relevo os talentos recebi-os todos - absolutamente - de Deus.

Deu-mos gratuitamente sem qualquer mérito da minha parte mas, na Sua Sabedoria Infinita, terá encontrado uma razão para o fazer.

Não me custa adivinhar essa razão: estes talentos são os que Ele acha que necessito para levar a cabo os Seus planos a meu respeito
.
Sem eles como faria, atreveria a fazer o que devo: cumprir em tudo a Sua Vontade Santa.

Por isso tenho de estar grato, muito grato e tudo fazer para não "desiludir" o meu Senhor.


(AMA, reflexões, 2017)




[i] [i] Completados setenta e sete anos de vida - duas semanas - resolvo-me a um exame tentando empenhadamente encontrar o que urge corrigir, alterar, emendar.
Sem fantasias, mas com humildade e sentido prático, não o que deveria e gostaria de fazer, mas, antes o que posso.
Sobretudo tendo a noção que por mim mesmo nada conseguirei, mas com a Tua ajuda sim. Então poderei amar-te mais é melhor.

Temas para meditar

A força do Silêncio, 27

(…)

São Tiago compara a língua ao leme de um barco, um pequeno pedaço de madeira que permite dirigir toda a embarcação.
O homem que tem tento na língua controla a sua vida tal como o marinheiro controla o navio.
Pelo contrário, o homem que fala de mais é um barco à deriva.
Com efeito, a tagarelice, essa tendência doentia para exteriorizar todos os tesouros da alma expondo-os a propósito e a despropósito, é bastante nociva para a vida espiritual.
O seu movimento parte na direcção inversa da vida espiritual que se interioriza e aprofunda incessantemente para se aproximar de Deus.
Conduzido para o exterior por uma necessidade de dizer tudo, o falador fica longe de Deus e de qualquer actividade profunda.
A sua vida passa toda pelos seus lábios e corre em fluxos de palavras que transportam os frutos dada vez mais pobres do seu pensamento e da sua alma.
Porque ele já não tem tempo nem vontade para se recolher, pensar, viver profundamente.
Pela agitação que cria à sua volta, impede os outros no trabalho e o recolhimento fecundos.
Superficial e vão, o falador é um ser perigoso.
O hábito, tão difundido, de testemunhar em público as graças divinas concedidas nas profundezas mais secretas do homem, expõe à superficialidade, à autoavaliação da amizade interior de Deus, e à vaidade.


CARDEAL ROBERT SARAH

La lucha contra la pobreza

Pobreza

Uno no puede por menos de preguntarse dónde están las obras de caridad de esos partidos que tanto presumen de que están con el pueblo y con los pobres, y que en realidad, como se ha visto con el clamoroso fracaso económico de los países marxistas, para lo único que valen es para fabricar pobres.

Cuando cayó el Muro de Berlín, leí una frase que me impactó: “El hombre, ese maravilloso animal al que le gusta la libertad”. Leyendo Misericordia et Misera me encuentro con estas frases del Papa Francisco: “La nostalgia que muchos sienten de volver a la casa del Padre, que está esperando su regreso, está provocada también por el testimonio sincero y generoso que algunos dan de la ternura divina"... "Por su misma naturaleza, la misericordia se hace visible y tangible en una acción concreta y dinámica”, que “crece continuamente y transforma la vida”... “Aunque no lleguen a ser noticia, existen muchos signos concretos de bondad y ternura dirigidos a los más pequeños e indefensos, a los que están más solos y abandonados”, y es que, parafraseando la frase anterior, el hombre, es "ese maravilloso animal al que le gusta el Bien”, especialmente si cuenta con el fundamento de la fe en Cristo.

Efectivamente, los creyentes muchas veces vivimos acomplejados y ante tópicos como “muchas veces los que van a misa son peores que los que no van”. Creo que lo mejor es plantar directamente cara y no acobardarse. Así, ante esa afirmación, o esta otra “¿Qué hace la Iglesia por los pobres?”, respondo, como respondí a un individuo que me hizo esta pregunta en una charla: “Dirijo mi pregunta a Vd. y a todo el público: ‘Cíteme una institución que haga más por los pobres que la Iglesia Católica’”. La respuesta fue, como es lógico, un silencio clamoroso.

Y es que, en efecto, hay muchas personas que encarnan realmente la caridad y llevan continuamente la solidaridad a los más pobres y necesitados. Por supuesto, como católico, me siento tremendamente orgulloso de la labor en los países del Tercer Mundo de los misioneros católicos. Un amigo mío me comentó que estuvo visitando unas escuelas en una de las regiones más pobres del mundo, en el norte de Kenia, y que la religiosa ecuatoriana que las llevaba le dijo: “Si no fuese por las escuelas, que les damos dos comidas diarias, calculo que dos tercios de estos niños estarían muertos”. Y es que para salir de la pobreza el primer paso que hay que dar es dar de comer al hambriento y el segundo y más decisivo se llama educar y enseñar al ignorante.

Recuerdo en este punto una controversia que vi en la BBC entre una locutora empeñada en que para luchar contra la pobreza había que favorecer el aborto y una médico nigeriana que le decía que ella había salido de la pobreza gracias a la educación. Para salir de la pobreza se necesita, comida, educación, trabajo y buenos gobiernos. Con el aborto ciertamente no se ayuda a la víctima de él, pero tampoco a quien lo realiza, víctima también de sus efectos secundarios.

En este punto recuerdo que cuando los socialistas alemanes llegaron al poder por primera vez tras la guerra, se plantearon si seguir dejando la Beneficencia a cargo de las Iglesias católica y protestantes, o que se encargase el Estado. Como no eran tontos, pronto llegaron a un acuerdo e incluso publicaron una Nota que decía: “El Estado alemán no tiene dinero suficiente para hacer lo que con muy poco dinero hacen las Iglesias”. Y es que hay muchos que cooperan simplemente movidos por ideales cristianos y con frecuencia con mayor honradez que cuando son organismos públicos.

Recuerdo en este punto lo que decía un político izquierdista honrado cuando se hablaba de ayudar o no a las ONG, tanto religiosas como civiles y políticas: “Es que de las vuestras nos fiamos, de las nuestras no”. Y es que en este punto uno no puede por menos de preguntarse dónde están las obras de caridad de esos partidos que tanto presumen de que están con el pueblo y con los pobres, y que en realidad, como se ha visto con el clamoroso fracaso económico de los países marxistas, para lo único que valen es para fabricar pobres, pues son absolutamente inútiles para ayudar a la gente a salir de la pobreza, pero, eso sí, con una enorme capacidad para enriquecer a la clase dirigente. Nunca se me olvidará lo que nos dijo nuestra guía turística en Moscú: “Moscú es la tercera ciudad del mundo en multimillonarios”. Y es que sólo con valores humanos es muy difícil hacer algo por los demás.


Pedro Trevijano

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






08/11/2017

Temos de meditar na vida de Jesus

Esses minutos diários de leitura do Novo Testamento que te aconselhei (metendo-te e participando no conteúdo de cada cena, como um protagonista mais) são para que encarnes, para que "cumpras" o Evangelho na tua vida... e para "fazê-lo cumprir". (Sulco, 672)

Para ser ipse Christus é preciso mirar-se Nele. Não basta ter-se uma ideia geral do espírito que Jesus viveu; é preciso aprender com Ele pormenores e atitudes. É preciso contemplar a sua vida, sobretudo para daí tirar força, luz, serenidade, paz.


Quando se ama alguém, deseja-se conhecer toda a sua vida, o seu carácter, para nos identificarmos com essa pessoa. Por isso temos de meditar na vida de Jesus, desde o Seu nascimento num presépio até à Sua morte e à Sua Ressurreição. Nos primeiros anos do meu labor sacerdotal costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros onde se narra a vida de Jesus, porque é necessário que a conheçamos bem, que a tenhamos inteira na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de nenhum livro, cerrando os olhos, possamos contemplá-la como um filme; de forma que, nas mais diversas situações da nossa vida, acudam à memória as palavras e os actos do Senhor. (Cristo que passa, 107)

Reflectindo

Confissões – 7 [i]


Espinho na carne 

Mas a minha falta paciência vai ao ponto de não a ter para comigo mesmo.

Parece um disparate - mas não é - pelo contrário é bem real de tal forma, que por vezes, penso como é possível, por exemplo, O Senhor ter paciência comigo quando eu próprio não a tenho.

São os defeitos e fraquezas que constantemente me assediam reduzindo a pó os meus esforços de melhoria; são os desejos de ter e a insatisfação de não conseguir o que quero ou desejo; a vontade de fazer outra coisa qualquer que não seja aquela que devo fazer.

São também os julgamentos íntimos, as "avaliações" do que os outros fazem ou dizem; são as "feridas" abertas na impecabilidade do meu comportamento.

É... tenho de viver com isto!

É, de facto, um espinho na minha carne.

(AMA, reflexões, 2017)




[i] [i] Completados setenta e sete anos de vida - duas semanas - resolvo-me a um exame tentando empenhadamente encontrar o que urge corrigir, alterar, emendar.
Sem fantasias, mas com humildade e sentido prático, não o que deveria e gostaria de fazer, mas, antes o que posso.
Sobretudo tendo a noção que por mim mesmo nada conseguirei, mas com a Tua ajuda sim. Então poderei amar-te mais é melhor.