03/11/2017

Doutrina – 372

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

A Igreja no desígnio de Deus


150. Qual é a missão da Igreja?


A missão da Igreja é a de anunciar e instaurar no meio de todos os povos o Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo.


Ela é, na terra, o germe e o início deste Reino salvífico.

Suicídio

El absurdo

El hombre, al matar a Dios, convierte su vida en una ausencia, en una fisura en la noción del ser; en definitiva, en un infierno. Entonces el hombre descubre que en su derredor se extiende un vacío cuyo perímetro es del mismo radio que Dios.

Escribió Albert Camus que «no hay más que un problema filosófico verdaderamente serio: el suicidio». Lo hizo al comienzo de su ensayo El mito de Sísifo, donde estudia la relación entre el absurdo y el suicidio. En este mismo ensayo, Camus afirma, parafraseando a Kierkegaard, que «el absurdo es el pecado sin Dios». Aquí vuelve a probarse que los ateos suelen ser mejores teólogos que muchos teólogos profesionales, que no dicen más que baboserías y delicuescencias.

«El absurdo es el pecado sin Dios», en efecto; y el absurdo es el estado habitual del hombre contemporáneo. El hombre, al matar a Dios, convierte su vida en una ausencia, en una fisura en la noción del ser; en definitiva, en un infierno. Entonces el hombre descubre que en su derredor se extiende un vacío cuyo perímetro es del mismo radio que Dios. Y ante semejante paisaje infinito, ¿qué más da vivir que morir? ¿Qué más da encender el pulso de la sangre con placeres frenéticos que apagarlo con un disparo? En un arrebato de ingenuidad, Kirilov, el personaje de Los endemoniados, proclamaba orgulloso que  «si Dios no existe, todo está permitido»; pero lo que en realidad ocurre es que, si Dios no existe, nada puede ser perdonado. En las sociedades que se han quedado sin Dios todos los pecados están, en efecto, permitidos; pero, puesto que nadie puede perdonarlos, irradian el gas venenoso del absurdo. Y a una sociedad nutrida con este gas venenoso no se le puede pedir que refrene su ansia de placeres frenéticos, ni tampoco sus instintos de muerte. En Los endemoniados, Kirilov se suicidaba para probar fatuamente su independencia de Dios. Pero lo que probaba, con lógica aplastante, era su dependencia extrema de Dios: al matar a Dios, el hombre se endiosa y ocupa su lugar; pero, al endiosarse, al hombre no le queda otro remedio que matarse, para estar muerto como Dios mismo. El hombre endiosado sólo puede hacer consigo mismo lo que antes cree haber hecho con Dios.

Ante el triste suicidio del banquero Miguel Blesa, que tanta polvareda mediática ha levantado, se ha escrito que aquel hombre antaño poderoso había pasado “de la gloria al infierno”, que es tanto como decir que había pasado de creerse Dios a descubrir que nadie podía perdonar sus pecados. Blesa se subió un día a un monte altísimo para contemplar los reinos del mundo y su gloria; y cuando ya se creía dueño de ellos cayó rodando desde aquel monte, hasta morder el polvo. Y, aunque esquivó la cárcel, se encontró prisionero de un mundo que se había quedado sin un Dios que perdone los pecados; un mundo sin misericordia en el que los hombres antaño aduladores y obsequiosos se habían erigido en diosecillos crueles que lo despreciaban, insultaban y estigmatizaban.  Blesa esquivó la cárcel, pero se tropezó –como el personaje borgiano– con una cárcel mucho más aflictiva, donde no hay puertas que forzar, ni fatigosas galerías que recorrer, ni muros que veden el paso. Se tropezó con el pecado sin Dios. Se tropezó con que nadie iba a perdonarlo. Se tropezó, en fin, con el absurdo. Y se pegó un tiro. Tal vez en ese instante vertiginoso en el que la bala mordía su corazón descubriese que Dios, en contra de lo que proclama nuestra época, está vivo. Yo así se lo deseo.

Leo que, por haberse suicidado cuando todavía no pesaba contra él ninguna condena firme, sus herederos no tendrán que apechugar con responsabilidad civil alguna. Así se cumple sarcásticamente lo que escribió André Malraux, otro ateo con muy buena teología: «El hombre ha muerto después de Dios y vosotros buscáis en vano a quien confiar su extraña herencia».


Juan Manuel de Prada, Publicado en ABC el 22 de julio de 2017.

Perguntas e respostas

O CÉU

B. COMO ALCANÇAR O CÉU?

10. Desejar o céu não é egoísmo?


O egoísmo é um amor próprio exagerado e que prescinde dos outros. Por seu lado, o desejo do céu é um amor próprio correcto - o melhor - e não esquece os outros, já que o caminho para o céu inclui a caridade, o amor a Deus, o serviço, o afã apostólico, etc.

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





02/11/2017

Queres deveras ser santo?

Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)

Tens obrigação de te santificar. – Tu, também. – Quem pensa que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos? A todos, sem excepção, disse o Senhor: "Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito".. (Caminho, 291)

Rectificar. – Todos os dias um pouco. – Eis o teu trabalho constante, se deveras queres tornar-te santo. (Caminho, 290)

Ser fiel a Deus exige luta. E luta corpo a corpo, homem a homem – homem velho e homem de Deus – palmo a palmo, sem claudicar. (Sulco, 126)

Hoje não bastam mulheres ou homens bons. Além disso, não é suficientemente bom quem se contenta em ser quase... bom; é preciso ser "revolucionário". Ante o hedonismo, ante a carga pagã e materialista que nos oferecem, Cristo quer inconformistas! Rebeldes de Amor! (Sulco, 128)

Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se.


Por isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco, 611)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Todos os fieis defuntos

Evangelho: Jo 6, 51-58

51 Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.» 52 Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» 53 Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, 55 porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. 56 Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. 57 Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»

Comentário:

Escolhemos o Evangelho que a Liturgia indica para a terceira Missa deste dia em que a Igreja comemora Todos os Fieis Defuntos.

Aqui se fala dos fieis, aqueles que seguem Cristo, amam a Deus e vivem de acordo com a sua Fé.

Os meios para a salvação estão aqui contidos e muito claramente explicados.

Quem comunga o Corpo de Cristo viverá eternamente, esta é uma garantia dada pelo Próprio Senhor.

Será sempre um bem inestimável proporcionar aos que estão em perigo de vida, a Sagrada Comunhão Eucarística, também chamado Viático e, muito apropriadamente porque é certo que conduz a alma pelo caminho para o encontro com Deus Nosso Senhor.


(AMA, comentário sobre Jo 6, 51-58, 18.07.2017)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 189

O silêncio da eternidade é consequência do amor infinito de Deus. 
No Céu estaremos com Jesus, totalmente possuídos por Deus e sob a influência do Espírito Santo. 
O homem deixará de poder proferir palavras. 
A própria oração tornar-se-á impossível. 
Passará a ser contemplação, olhar de amor e adoração. 
O Espírito Santo abrasará as almas que forem para o Céu. 
E elas ficarão inteiramente entregues ao Espírito.



CARDEAL ROBERT SARAH

El reto de hoy es que mires lo que tienes a derecha e izquierda

EL VAIVÉN DE LA ORACIÓN


Es curioso darse cuenta de ciertos movimientos o gestos que hacemos porque alguna circunstancia o coyuntura diaria nos “obliga”, y luego se nos queda como parte integrante de la vida diaria; me explico:


Acabamos de entrar para todos los rezos a la capilla de invierno, y el espacio es mucho más reducido.


Cuando por la mañana llegamos al coro a rezar el Oficio de Lecturas y Laudes, o Vísperas por la tarde, tenemos que colocar muy bien los libros en los lados de nuestro asiento de la sillería, para que quede espacio para sentarse. Y es que necesitamos el breviario y los libros con la música: uno para el himno, otro para los salmos... y eso contando que no haya antífonas especiales en otro...


El caso es que todos juntos cabemos a duras penas, porque los asientos de la sillería de la capilla no son muy anchos. Esto hace que durante el rezo, tengamos un vaivén a derecha o izquierda, girándonos en nuestro asiento para coger el libro que necesitamos en ese momento.


Este movimiento tiene una serie de ventajas: ayuda a mantener la “tensión” en la actitud orante; te mantiene despierta y atenta, ya que el sueño suele rondar según épocas y naturalezas; también provoca la tensión del corazón para escuchar la Palabra y la comprensión del ritmo litúrgico y sus partes, y, por supuesto, hay que preparar con cariño y responsabilidad los libros, que hace tomar conciencia de lo que vamos a hacer: alabar al Señor en cada parte el día y comenzar ya a gustarlo.


Es hermoso comprobar que, la necesidad de ajustarse a un lugar más estrecho, se convierte en pedagogía divina para espabilar el oído, tomar conciencia de la Presencia de Dios y reavivar el fuego del Amor.


Me impresiona cómo el Señor, en todo y toda circunstancia, por simple que sea, nos enseña que siempre está tendiéndonos la mano para acercarse a nosotros y poder disfrutar en profundidad su Amor y su presencia.  


El reto de hoy es que mires lo que tienes a dercha e izquierda y lo aproveches para reconocer que Dios cuida de ti, que, como un Padre, se sirve de todo para conducirte y acompañarte. Acepta el vaivén de la vida y no temas los cambios o estrecheces que puedan suponer, porque es Cristo quien te marca el ritmo.



VIVE DE CRISTO                     

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






01/11/2017

Reflectindo

Novembro

Começa o Mês de Novembro e o costume popular chama-lhe o Mês dos defuntos.

Não concordo!

Este mês é o Mês dos vivos que são todos que na terra mereceram viver para sempre no Reino do Céu.

Se pudesse escolher sem receio de ser mal-entendido, repetiria todos os dias:

Vultum Tuum Domine requiram!



AMA, 01.11.2017

Reflectindo

Resultado de imagem para todos os santosNovembro
Começa o Mês de Novembro e o costume popular chama-lhe o Mês dos defuntos.

Não concordo!

Este mês é o Mês dos vivos que são todos que na terra mereceram viver para sempre no Reino do Céu.

Se pudesse escolher sem receio de ser mal-entendido, repetiria todos os dias:

Vultum Tuum Domine requiram!


AMA, 01.11.2017

Deus não te arranca do teu ambiente

Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo! (Forja, 362)

Convencei-vos de que a vocação profissional é parte essencial e inseparável da nossa condição de cristãos. O Senhor quer que sejais santos no lugar onde estais e no trabalho que haveis escolhido pelas razões que vos aprouveram: pela minha parte, todos me parecem bons e nobres – desde que não se oponham à lei divina – e capazes de ser elevados ao plano sobrenatural, isto é, enxertados nessa corrente de Amor que define a vida de um filho de Deus. (...).


Temos de evitar o erro de considerar que o apostolado se reduz ao testemunho de algumas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos, mas, ao mesmo tempo e sem solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com obrigações bem nítidas que temos de cumprir exemplarmente, se deveras queremos santificar-nos. É Jesus Cristo que nos estimula: Vós sois a luz do mundo. (Amigos de Deus,  60–61)

Reflectindo

Memórias dos defuntos


Com uma família tão grande - dez irmãos, mais de cem sobrinhos - é natural que celebre memórias de muitos que o Senhor já chamou para a Vida Eterna.

E digo celebrar e não lamentar, porque tenho a felicidade de ter muitos que, na presença de Deus, intercedem por mim.



(AMA, reflexões, 17.07.2017)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Todos os Santos

Evangelho: Mt 5, 1-12

1 Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. 2 Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo: 3 «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4 Felizes os que choram, porque serão consolados. 5 Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11 Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. 12 Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»

Comentário:

Jesus Cristo proclama o Sermão da Montanha que será, ao longo dos tempos, como que uma “Magana Carta” sobre a felicidade.

Os pobres em espírito;
Os que choram;
Os mansos;
Os que têm fome e sede de justiça;
Os misericordiosos,
Os puros de coração;
Os pacificadores;
Os que sofrem perseguição por amor da justiça;
Os perseguidos, que sofrem insultos e calúnias.

Em nome de Cristo, por amor a Deus, todos estes receberão a ventura eterna, portanto, alcançarão a felicidade maior a que se pode aspirar.


(AMA, comentário sobre Mt 5, 1-12, 18.07.2017)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 191

No Céu, as almas estão unidas aos anjos e aos santos pelo Espírito. Então, já não há palavras. 
É um silêncio sem fim, aconchegado no amor de Deus. 
A liturgia da eternidade é silenciosa; as almas não têm nada a fazer senão associar-se ao coro dos anjos. 
Estão unicamente em contemplação. 
Aqui na Terra, contemplar já é ficar em silêncio. 
No Céu, o silêncio torna-se um silêncio de plenitude, vendo a Deus. 
O silêncio da eternidade é um silêncio de maravilha e admiração. (…) 
Com efeito o silêncio da eternidade está ligado à plenitude de Deus, é um silêncio trinitário.



CARDEAL ROBERT SARAH

As pedras da vida

AS “PEDRAS DA VIDA”

.
.





Na terça feira passada tive que fazer uma operação para remover uma pedra que estava onde não devia.
A operação correu até muito bem, e depois de ter vindo para casa, no dia a seguir, pensei que tudo estava passado, mas nessa noite e dia seguintes, as dores foram-me “desiludindo” da esperança que tinha de que tudo passasse sem grande dor ou incómodo.
Lá fui e vou rezando, oferecendo as dores por aqueles que com certeza têm problemas e dores muito maiores do que as minhas, e reflectindo em toda a situação.

Costumamos dizer, quando temos problemas e provações na nossa vida, que são pedras no caminho que precisamos remover e ultrapassar, para podermos viver a vida em plenitude que Deus nos dá.

Na pedra que tirei na terça feira foi preciso um médico e bastante mais pessoas, num processo que envolve sempre algum risco e sobretudo muito incómodo.

Nas “pedras da vida” temos também um “Médico” para nos ajudar a removê-las, bastando para tal, aceitarmos o seu amor e a sua vontade, embora muitas vezes não entendamos o porquê de tais “pedras da vida”, a não ser quando somos nós mesmos que as provocamos.

Também por vezes, a remoção dessas “pedras da vida”, se torna dolorosa, não na dor física, mas na dor psíquica/espiritual, e é preciso algum tempo para que tais “pedras da vida” saíam por fim da nossa vida.

Mas nesta “cura” das “pedras da vida” temos a certeza de que o “Médico” está sempre connosco, e mais do que nos operar e medicar, nos toma pela mão e nos enche de amor e da certeza que no fim, tudo acabará num bem, porque a “cura” de Deus é sempre o bem, seja em que circunstâncias for.

E na “cura” das “pedras da vida”, quando nos entregamos a Deus, sabemos sempre que não é necessária uma segunda opinião, porque a Deus nada é impossível.

Por isso, glória ao Senhor, agora e sempre e em tudo!


Marinha Grande, 27 de Outubro de 2017
Joaquim Mexia Alves

Tratado da vida de Cristo 180

Questão 58: De Cristo sentado à direita do Pai

Art. 2 — Se estar sentado à direita do Pai convém a Cristo enquanto Deus.

O segundo discute-se assim. — Parece que estar sentado à direita do Pai não convém a Cristo enquanto Deus.

1. — Pois Cristo, enquanto Deus é à direita do Pai. Ora, ser a direita de alguém e estar sentado à sua direita não é o mesmo. Logo, Cristo, enquanto Deus, não está sentado à direita do Pai.

2. Demais. — O Evangelho diz: O Senhor Jesus foi assunto ao céu onde está sentado à mão direita de Deus. Ora, Cristo não foi assunto do céu enquanto Deus. Logo, também não é como Deus que está sentado à direita de Deus.

3. Demais. — Cristo, enquanto Deus é igual ao Pai e ao Espírito Santo. Logo, se Cristo, enquanto Deus, está sentado à direita do Pai, pela mesma razão o Espírito Santo estará sentado à direita do Pai e do Filho; e o próprio Pai, à direita do Filho. O que não se lê em nenhum lugar da Escritura.

Mas, em contrário, diz Damasceno: Chamamos direita do Pai à glória e às honras da divindade, onde o Filho de Deus tem o seu lugar antes de todos os séculos como Deus e consubstancial com o Pai.

Como do sobredito se colige, ao vocábulo — direita — podemos atribuir três sentidos: primeiro, conforme Damasceno, a glória da divindade; segundo, de acordo com Agostinho, a beatitude do Pai; terceiro, ainda de acordo com o mesmo, o poder judiciário. Ora, o facto de estar sentado, como se disse, designa uma habitação, ou uma dignidade régia ou judiciária. Donde, estar sentado à direita do Pai não é outra causa senão participar simultaneamente com ele da glória da divindade, da beatitude e do poder judiciário, e isso de modo imutável e como rei. Ora, isso convém ao Filho enquanto Deus. Donde, é manifesto que Cristo, enquanto Deus, está sentado à direita do Pai: contanto que a preposição a, (ad) que é transitiva, signifique a ordem da origem, e não o grau de natureza ou de dignidade, que não existe nenhum nas Pessoas divinas, como estabelecemos na Primeira Parte.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — O Filho de Deus é chamado a direita do Pai em sentido próprio, do mesmo modo por que também é chamado a virtude do Pai. Ora, a direita do Pai, nas três significações supra-referidas, é algo de comum às três Pessoas.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Cristo, enquanto homem foi assunto à honra divina, que supõe o facto de estar sentado à direita do Pai. Contudo, essa honra convém por disposição divina, a Cristo enquanto Deus, não em virtude de qualquer assunção, mas pela origem eterna.

RESPOSTA À TERCEIRA. — De nenhum modo podemos dizer que o Pai está sentado à direita do Filho ou do Espírito Santo; porque o Filho e o Espírito Santo tiram a sua origem do Pai e não inversamente. Mas o Espírito Santo podemos propriamente dizer, que está sentado à direita do Pai ou do Filho, no sentido referido; embora por uma certa apropriação o estar sentado seja atribuído ao Filho, de quem é próprio a igualdade; porque, como diz Agostinho, ao Pai é própria a unidade, ao Filho a igualdade e ao Espírito Santo a conexão entre a unidade e a igualdade.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



La barca zarandeada por las olas

Cuántas veces nuestra vida se parece a esa barca "zarandeada por las olas a causa del viento contrario". La barca zarandeada puede ser el propio matrimonio, los negocios, la salud... El viento contrario puede ser la hostilidad y la incomprensión de las personas, los reveses continuos de la vida, la dificultad para encontrar casa o trabajo.
               
Los hechos del Evangelio no han sido escritos sólo para ser contados, sino también para ser revividos. A quien les escucha se le invita cada vez a entrar dentro de la página del Evangelio, a convertirse de espectador en actor, a ser parte en causa. La Iglesia primitiva nos da el ejemplo. La manera en que se cuenta el episodio de la tempestad calmada muestra que la comunidad cristiana lo aplicó a su propia situación. En aquella tarde, cuando había despedido a la multitud, Jesús había subido solo al monte para rezar; ahora, en el momento en el que Mateo escribe su Evangelio, Jesús se ha despedido de sus discípulos y ha ascendido al cielo, donde vive rezando e "intercediendo" por los suyos. En aquella tarde echó mar adentro la barca; ahora ha echado a la Iglesia en el gran mar del mundo. Entonces se había levantado un fuerte viento contrario; ahora la Iglesia vive sus primeras experiencias de persecución.

En esta nueva situación, ¿qué les decía a los cristianos el recuerdo de aquella noche? Que Jesús no estaba lejos ni ausente, que siempre se podía contar con él. Que también ahora daba órdenes a sus discípulos para que se le acercaran "caminando sobre las aguas", es decir, avanzando entre las corrientes de este mundo, apoyándose sólo en la fe.

Es la misma invitación que hoy nos presenta: aplicar lo sucedido a nuestra vida personal. Cuántas veces nuestra vida se parece a esa barca "zarandeada por las olas a causa del viento contrario". La barca zarandeada puede ser el propio matrimonio, los negocios, la salud... El viento contrario puede ser la hostilidad y la incomprensión de las personas, los reveses continuos de la vida, la dificultad para encontrar casa o trabajo. Quizá al inicio hemos afrontado con valentía las dificultades, decididos a no perder la fe, a confiar en Dios. Durante un tiempo nosotros también hemos caminado sobre las aguas, es decir, confiando únicamente en la ayuda de Dios. Pero después, al ver que nuestra prueba era cada vez más larga y dura, hemos pensado que no podíamos más, que nos hundíamos. Hemos perdido la valentía.

Este es el momento de acoger y experimentar como si se nos hubieran dirigido personalmente a nosotros las palabras que Jesús dirigió en esta circunstancia a los apóstoles: "¡Ánimo!, que soy yo; no temáis". Es famosa la frase con la que el sacerdote Abundio, en Los novios de Alessandro Manzoni, justifica su miedo y cobardía: "Quien no tiene valentía no se la puede dar". Tenemos que desterrar precisamente esta convicción. ¡Quien no tiene valentía se la puede dar! ¿Cómo? Con la fe en Dios, con la oración, basándose en la promesa de Cristo.

Alguno dirá que esta valentía, basada en la fe en Dios y en la oración, es un pretexto, una huida de las propias posibilidades y responsabilidades. Una manera de descargar en Dios los propios deberes. Es la tesis de fondo de la obra de teatro de Bertolt Brecht, ambientada en Alemania en tiempos de la guerra de los Treinta Años, que tiene como protagonista a una mujer del pueblo llamada, por su capacidad de decisión y valor, "Madre Coraje". En plena noche, las tropas imperiales, tras haber matado a los guardias, avanzan contra la ciudad protestante de Halle para quemarla. En los alrededores de la ciudad, una familia de campesinos, que acoge a la Madre Coraje con la hija muda, Kattrin, sabe que lo único que puede hacer para salvar a la ciudad de la ruina es rezar. Pero Kattrin, en lugar de ponerse a rezar, sube al techo de la casa, y se pone a tocar desesperadamente el tambor hasta que ve que los habitantes se han despertado y están de pie. Es asesinada por los soldados, pero la ciudad se salva.

Con esta crítica, que es la clásica crítica del marxismo, se ataca a quien pretende quedarse con los brazos cruzados, en espera de que Dios lo haga todo. Pero esto no tiene nada que ver con la verdadera fe y la verdadera oración, que es lo contrario de la resignación pasiva. Jesús dejó que los apóstoles remaran contra el viento durante toda la noche y que utilizaran todos sus recursos antes de intervenir personalmente.

Raniero Cantalamessa

Ref:
1 Reyes 19, 9a.11-13a;
Romanos 9, 1-5;
Mateo14, 22-33



Perguntas e respostas

O CÉU

B. COMO ALCANÇAR O CÉU?

9. Convém desejar o céu?


É muito conveniente desejar o céu fomentando o ânimo e a esperança de chegar a ver a Deus. Além de desejá-lo, deverá ir-se dando passos em direcção ao céu, mas caminha-se mais rapidamente em direcção dos ideais se se fomenta a ilusão pela meta.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?