20/10/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 12, 1-7

1 Entretanto, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. 3 Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. 4 Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer. 6 Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. 7 Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros.

Comentário:

São Lucas começa o capítulo 12 do Evangelho que escreveu, exactamente como que numa sequência do capítulo anterior.

Recomenda cautela com os fariseus e a sua hipocrisia que iguala ao fermento.

(Uma mentira repetidamente exposta poderá acabar por se tornar verdade e, como o fermento, arrastar a todos os que as escutam.)

Mas, o hipócrita, acaba sempre por ser desmascarado e o que usa o segredo como arma, acabará por o ver revelado quando menos esperar.

Portanto: expor a verdade com clareza e actuar em conformidade sem medo das consequências.

(AMA, comentário sobre Lc 12, 1-7, 10.07.2017)







Hoy el reto del amor es que "toques" para el Señor con uno de tus dones a lo largo del día

EL DIRECTOR SE DELEITA EN TI


El profesor que nos da las clases de canto es director de una orquesta, y ayer dieron un concierto en nuestra iglesia. Todos los músicos estaban colocados con sus instrumentos en la parte central y nosotras situadas al rededor de ellos, en la sillería.

La perspectiva era curiosa, pues hasta ahora estaba acostumbrada a ver los conciertos de frente, pero la sillería está dispuesta de tal forma que parecíamos ser uno más... pero sin instrumento. Y así me sumergí en el concierto: como una más. Miraba hacia adelante y tenía a la que tocaba el piano, la observaba y veía cómo pasaba las hojas de la partitura, cómo esperaba el momento de integrarse con los violines, también podía ver cómo se frotaba los dedos agarrotados por el frío en cada oportunidad que encontraba para ello.

La que tocaba el chelo, concentrada, discreta y segura, hacía un papel que podía pasar desapercibido, pero totalmente necesario. ¿Y los violines? Eran muchos coordinados a una. Estaban al otro lado, pero hacer una vista aérea me permitía ver sus arcos levantándose a una.

Todos juntos consiguieron aplacarme (que no es fácil), y pude sumergirme en cada uno de los detalles que llegaban a mí a través de los sentidos. Pero uno fue el más importante. Y era el director.

El director era el que se deleitaba con la música que salía de toda la orquesta en conjunto, era el que sabía el papel de cada instrumento, daba la señal de entrada y el ánimo necesario. Era el que marcaba los silencios, los ritmos, los finales... sin él, el resultado hubiese sido lo más parecido a una bandada de gaviotas hambrientas.

Y en él veía a Cristo, dirigiendo la orquesta, mirándote a ti, sabiendo que eres importante, ¡muy importante! Aunque a veces pienses que no llegas, que no vales... Él te ha creado chelo, piano, violín... para que formes parte de la pieza más maravillosa que jamás nadie pueda escuchar. Cristo cuenta contigo siendo como eres, como estás, y sueña cosas maravillosas para ti. Él quiere marcar tus silencios necesarios con los demás, con Él; quiere marcar el ritmo de tu día desde el Amor... pero cuántas veces nos salimos de la orquesta para hacer un solo con otro instrumento que no nos corresponde o que ni siquiera sabemos tocar.

Hoy el reto del amor es que "toques" para el Señor con uno de tus dones a lo largo del día, y pídele el don de quererte en tu puesto de la orquesta. Ponte en Su presencia y pregúntale cómo quiere que toques a lo largo del día: si sabes informática, seguro que hay alguien mayor que necesite de ti; si sabes de cocina... algún joven querrá aprender; si lo tuyo es cantar, ameniza la tertulia de la comida... o quizá es momento de silencio, dedicando tiempo de atención activa a esa persona que tanto lo necesita. ¡Ocupa tu lugar y deja que Cristo te dirija! Que cada corazón, sabiéndose amado, lata al compás del Amor. Hoy juntos tocaremos la mejor pieza jamás interpretada. Deja que Cristo se deleite en ti.


VIVE DE CRISTO

Doutrina – 369

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NO ESPÍRITO SANTO

146. Como actuam Cristo e o seu Espírito no coração dos fiéis?



Por meio dos sacramentos, Cristo comunica aos membros do Seu Corpo o Seu Espírito e a graça de Deus que produz os frutos de vida nova, segundo o Espírito. 
Finalmente, o Espírito Santo é o Mestre da oração.

Perguntas e respostas

O CÉU

B. COMO ALCANÇAR O CÉU?

6. O céu é um auto-prémio?

Em parte, sim, pois cada um o alcança com os seus méritos e boas obras. 

Mas, melhor, é fruto do amor de Deus que estabeleceu gratuitamente esse prémio tão grande.


Ninguém pode auto-elevar-se ao céu, é o Senhor quem o outorga.

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





19/10/2017

Ser cada um outro Cristo

Custou-te muito ir afastando e esquecendo as tuas preocupaçõezitas, os teus sonhos pessoais, pobres e poucos, mas enraizados. Agora, pelo contrário, estás bem seguro de que o teu entusiasmo e a tua ocupação são os teus irmãos, e só eles, porque aprendeste a descobrir Jesus Cristo no próximo. (Sulco, 765)

Se não queremos desperdiçar o tempo inutilmente – nem sequer com falsas desculpas das dificuldades exteriores do ambiente, que nunca faltaram desde o princípio do cristianismo – devemos ter muito presente que, de um modo normal, Jesus Cristo vinculou à vida interior a eficácia da nossa acção para arrastar os que nos rodeiam. Cristo pôs a santidade como condição para a eficácia da acção apostólica; corrijo-me, o esforço da nossa fidelidade, porque na terra nunca seremos santos. Parece inacreditável, mas Deus e os homens precisam que, da nossa parte, haja uma fidelidade sem condições, sem eufemismos, que chegue até às últimas consequências, sem mediocridade ou concessões, em plenitude de vocação cristã assumida e praticada com delicadeza.

Talvez entre vocês algum esteja a pensar que me refiro exclusivamente a um sector de pessoas selectas. Não se deixem enganar tão facilmente, movidos pela cobardia ou pelo comodismo. Pelo contrário, que cada um sinta a urgência divina de ser outro Cristo, ipse Christus, o próprio Cristo; em poucas palavras, a urgência de que a nossa conduta seja coerente com as normas da fé, pois a nossa santidade – a que temos de aspirar – não é uma santidade de segunda categoria, que não existe. (Amigos de Deus, 5–6)


El grano y la cizaña

En el Reino de un Dios así no hay lugar, por ello, para siervos impacientes, para gente que no sabe hacer otra cosa que invocar los castigos de Dios e indicarle, de vez en vez, a quién debe golpear.


Jesús les propuso otra parábola: «El Reino de los Cielos es semejante a un hombre que sembró buena semilla en su campo. Pero, mientras su gente dormía, vino su enemigo, sembró encima cizaña entre el trigo, y se fue. Cuando brotó la hierba y produjo fruto, apareció entonces también la cizaña. Los siervos del amo se acercaron a decirle: “Señor, ¿no sembraste semilla buena en tu campo? ¿Cómo es que tiene cizaña?”. Él les contestó: “Algún enemigo ha hecho esto”. Dícenle los siervos: “¿Quieres, pues, que vayamos a recogerla?”».

El Reino de los Cielos es semejante a un hombre que sembró buena semilla en su campo; el Reino de los Cielos es semejante a un grano de mostaza; el Reino de los Cielos es semejante a la levadura. Bastan estas frases iniciales de las tres parábolas para darnos a entender que Jesús nos está hablando de un Reino «de los Cielos» que sin embargo se encuentra «en la tierra». Sólo en la tierra, de hecho, hay espacio para la cizaña y para el crecimiento; sólo en la tierra hay una masa que levar. En el Reino final nada de todo esto, sino sólo Dios, que será todo en todos. La parábola del grano de mostaza que se transforma en un árbol indica el crecimiento del Reino de Dios en la historia.

La parábola de la levadura indica también el crecimiento del Reino, pero un crecimiento no tanto en extensión cuanto en intensidad; indica la fuerza transformadora que él posee hasta renovar todo. Estas dos últimas parábolas fueron fácilmente comprendidas por los discípulos. No así la primera, la de la cizaña. Dejada la multitud, una vez solos en casa, le pidieron por ello a Jesús: «Explícanos la parábola de la cizaña en el campo». Jesús explicó la parábola; dijo que el sembrador era él mismo, la semilla buena los hijos del Reino, la semilla mala los hijos del maligno, el campo el mundo y la siega el fin del mundo.

El campo es el mundo. En la antigüedad cristiana, había espíritus sectarios (los donatistas) que resolvían el asunto de modo simplista: por un lado, la Iglesia hecha toda ella de buenos; por otro, el mundo lleno de hijos del maligno, sin esperanza de salvación. Pero venció el pensamiento de San Agustín, que era el de la Iglesia universal.

La Iglesia misma es un campo, dentro del cual crecen juntos grano y cizaña, buenos y malos, lugar donde hay espacio para crecer, convertirse y sobre todo para imitar la paciencia de Dios. «Los malos existen en este mundo o para que se conviertan o para que por ellos los buenos ejerciten la paciencia» (San Agustín). De la paciencia de Dios habla también la primera lectura, del Libro de la Sabiduría, con el himno a la fuerza de Dios: «Tú, dueño de tu fuerza, juzgas con moderación y nos gobiernas con mucha indulgencia... Obrando así enseñaste a tu pueblo que el justo debe ser amigo del hombre, y diste a tus hijos la buena esperanza de que, en el pecado, das lugar al arrepentimiento».

La de Dios no es, por lo demás, una simple paciencia, esto es, esperar el día del juicio para después castigar con mayor satisfacción. Es longanimidad, es misericordia, es voluntad de salvar. En el Reino de un Dios así no hay lugar, por ello, para siervos impacientes, para gente que no sabe hacer otra cosa que invocar los castigos de Dios e indicarle, de vez en vez, a quién debe golpear. Jesús reprochó un día a dos de sus discípulos que le pedían hacer llover fuego del cielo sobre los que les habían rechazado (Lc 9,55), y el mismo reproche, tal vez, podría hacer a algunos demasiado diligentes en exigir justicia, castigos y venganzas contra aquellos que guardan la cizaña del mundo.

También a nosotros está indicada la paciencia del dueño del campo como modelo. Debemos esperar la siega, pero no como aquellos siervos a duras penas refrenados, empuñando la hoz, como si estuviéramos ansiosos de ver la cara de los malvados en el día del juicio; sino que debemos esperar como hombres que hacen propio el deseo de Dios de «que todos los hombres se salven y lleguen al conocimiento pleno de la verdad» (1Tm 2,4).

Un llamamiento a la humildad y a la misericordia que desprende, por lo tanto, de la parábola del grano y de la cizaña. ¡Hay un solo campo del que es lícito y necesario arrancar inmediatamente la cizaña, y es el del propio corazón!


Raniero Cantalamessa

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 11, 47-54

47 Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os vossos pais é que os mataram! 48 Assim, dais testemunho e aprovação aos actos dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros. 49 Por isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: ‘Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão, 50 a fim de que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.’ Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas contas a esta geração. 52 Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!» 53 Quando saiu dali os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, 54 armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o acusarem.

Comentário:

São Lucas termina o Capítulo 11 do Evangelho que escreveu com palavras – talvez as mais duras – que Jesus dirige expressamente aos doutores da lei e aos fariseus.

Estes são – com excepções, evidentemente – inimigos declarados de Cristo a Quem não poupam as perguntas falaciosas, e as armadilhas destinadas, umas e outras, a confundir e perturbar o Senhor.

Não o conseguem e, talvez que a sua atitude acabe por ter um efeito contrário ao que pretendem, já que, os que os escutam e ouvem as respostas de Cristo vêm muito bem de que lado está não só a razão, mas, sobretudo, a verdade.

Mas, de facto, as coisas chegam a um ponto tal que o Senhor – que tudo tem suportado com extrema docilidade – parece que vê chegado o momento de esclarecer de vez quem é esta gente que se auto-promove como sabedores incontestáveis e impolutos no comportamento, pondo a nu não só os verdadeiros motivos que os movem, mas as próprias acções que praticaram e praticam que desdizem do que apregoam.

(AMA, comentário sobre Lc 11, 47-54, 10.07.2017)








18/10/2017

Quantos comerciantes terão sido santos?

Está a ajudar-te muito, dizes-me, este pensamento: desde os primeiros cristãos, quantos comerciantes terão sido santos? E queres demonstrar que também agora isso é possível... O Senhor não te abandonará nesse empenho. (Sulco, 490)

O único objectivo do Opus Dei sempre foi este: contribuir para que, no meio do mundo, das realidades e afãs seculares, homens e mulheres de todas as raças e de todas as condições sociais procurem amar e servir a Deus e a todos os outros, no seu trabalho ordinário e através dele. (...).


Se alguma comparação se quer fazer, a maneira mais fácil de entender o Opus Dei é pensar na vida dos primeiros cristãos. Eles viviam profundamente a sua vocação cristã; procuravam muito a sério a perfeição a que eram chamados, pelo facto, ao mesmo tempo simples e sublime, do Baptismo. Não se distinguem exteriormente dos outros cidadãos. Os membros do Opus Dei são como toda a gente: realizam um trabalho corrente; vivem no meio do mundo conforme aquilo que são – cidadãos cristãos que querem responder inteiramente às exigências da sua fé. (Temas Actuais do Cristianismo, 10 e 24)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

São Lucas - Evangelista

Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. 2 Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe. 3 Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. 7 Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, 9 curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus já está próximo de vós.’

Comentário:

A estes setenta e dois hão-de seguir-se, ao longo dos tempos, muitos milhares que irão a todos os recantos do mundo levar a palavra de Deus.

Ainda neste último Natal - 2016 - numa pequena povoação perdida nos desertos da Mongólia se celebrou a Santa Missa quer na véspera quer no próprio dia.

O celebrante - para uma escassa assistência de umas dezenas de pessoas - foi um sacerdote oriundo Nigéria!

Sim, um missionário que veio de milhares de quilómetros de distância para alimentar com a palavra a celebração a fé desses cristãos.

E ficamos nós, todos os cristãos, algo envergonhados pela resistência que muitas vezes manifestemos quando se trata de fazer apostolado quase pé da nossa porta!


(AMA, comentário sobre Lc 10 1-9, Carvide, 24.01.2017) 







Tratado da vida de Cristo 178

Questão 57: Da Ascensão de Cristo

Art. 6 — Se a ascensão de Cristo é a causa da nossa salvação.

O sexto discute-se assim. — Parece que a ascensão de Cristo não é a causa da nossa salvação.

1. — Pois, Cristo foi à causa da nossa salvação, por a ter merecido. Ora, com a sua ascensão nada nos mereceu; porque ela foi um prémio da sua exaltação, e não se identifica o mérito com o prémio como não é a via idêntica ao seu termo. Logo, parece que a ascensão de Cristo não é a causa da nossa salvação.

2. Demais. — Se a ascensão de Cristo fosse a causa da nossa salvação, sê-lo-ia sobretudo porque a sua ascensão teria sido a causa da nossa. Ora, a nossa ascensão mereceu-a com a sua Paixão, conforme o Apóstolo: Temos confiança de entrar no santuário pelo sangue de Cristo. Logo, parece que a ascensão de Cristo não foi a causa da nossa salvação.

3. Demais. — Cristo conferiu-nos uma salvação sempiterna conforme à Escritura: A minha salvação será para sempre. Ora, Cristo não subiu ao céu a fim de nele permanecer para sempre; pois, diz a Escritura: Assim como o vistes assunto ao céu, assim virá. E também refere que apareceu a muitos santos, em vários lugares, depois da sua ascensão; assim, a Paulo. Logo, parece que a sua ascensão não é a causa da nossa salvação.

Mas, em contrário, o Evangelho: A vós convém-vos que eu vá, isto é que me separe de vós pela ascensão.

A ascensão de Cristo é a causa da nossa salvação, de dois modos: por nosso lado e por parte de Cristo. Por nosso lado, porque a ascensão de Cristo eleva-nos o espírito para ele. Pois, a sua ascensão, como dissemos, anima-nos, primeiro, a fé: depois, a esperança; enfim, a caridade. Em quarto lugar, aumenta-nos a reverência para com ele, por já não o considerarmos homem da terra, mas o Deus do céu, conforme o diz o Apóstolo: Se houve tempo em que conhecemos a Cristo segundo a carne - isto é, como mortal, tendo-o somente na conta de homem, conforme o expõe a Glosa - já agora o não conhecemos deste modo.

Por parte de Cristo, relativamente ao que fez, subindo ao céu em bem da nossa salvação. Assim, primeiro, preparou-nos o caminho para subirmos ao céu, conforme ele próprio o disse: Vou aparelhar-vos o lugar. E noutro passo diz a Escritura: Subiu abrindo o caminho adiante deles. Pois, sendo a nossa cabeça, hão de os membros acompanhá-la para onde for. Daí o seu dito: Onde eu estou estejais vós também. E como sinal disso, levou para o céu as almas dos santos, que livrou do inferno, segundo a Escritura: Subindo Cristo ao alto, fez escrava a escravidão; porque os que foram escravizados pelo diabo conduziu-os consigo ao céu, como para um lugar estranho à natureza humana — felizes captivos, pois ganhou-os para si com a sua vitória. — Segundo, porque assim como o pontífice do Antigo Testamento entrava no santuário para interceder junto de Deus pelo povo, assim também Cristo entrou no céu para interceder por nós, na frase do Apóstolo. Pois a sua própria figura, de natureza humana, com que entrou no céu, é de certo modo uma intercessão por nós; porquanto, o ter Deus exaltado a natureza humana em Cristo leva-o também a ter misericórdia daqueles por quem o Filho de Deus assumiu a natureza humana. - Terceiro para que, constituído quase Deus e Senhor no trono celeste, nos conferisse assim aos homens os seus dons divinos, segundo o Apóstolo: Subiu acima de todos os céus para encher todas as causas - dos seus dons, segundo a Glosa.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — A ascensão de Cristo é a causa da nossa salvação, não a modo de mérito, mas a modo de eficiência, como dissemos acima a propósito da ressurreição.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A Paixão de Cristo é a causa da nossa ascensão ao céu, propriamente falando, por nos livrar do pecado que no-la impedia; e a modo de mérito. Mas a ascensão de Cristo é directamente a causa da nossa ascensão, quase fazendo-a começar no nosso chefe, ao qual hão-de os membros estar unidos.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Cristo, uma vez subido ao céu, ganhou para si e para nós e perpétuamente o direito e a dignidade à mansão celeste. E a essa dignidade não derroga o facto de às vezes e excepcionalmente descer em corpo à terra, quer para mostrar-se a todos, como o fará no juízo, quer para se mostrar a alguém especialmente, como a Paulo, segundo o refere a Escritura. E para não crer ninguém que isso se deu, não, estando Cristo presente corporalmente, mas apenas alguma aparência sua, o contrário resulta do que diz o Apóstolo para confirmar a fé na ressurreição: ultimamente foi também visto de mim como de um abortivo. Visão essa que não provaria a verdade da ressurreição, se não fosse o seu verdadeiro corpo o visto por ele.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Pedir o Espírito Santo

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Pedir o Espírito Santo
não é pedir pão,
nem peixe,
nem coisas do dia-a-dia,
para a vida que se quiser.

Pedir o Espírito Santo
é pedir coração,
e alimento divino,
é pedir paz e alegria,
vindas no amor,
para a vida,
em que Deus nos quer.

Pedir o Espírito Santo
é pedir Deus,
é pedir o Pai,
e o Filho,
com Maria ao nosso lado,
é pedir para saber amar,
sendo constantemente,
amado!

Pedir o Espírito Santo
é pedir a vida,
que nasce,
sem  nunca acabar,
é pedir o tudo,
o saber rezar,
é pedir o perdão,
que acalma o coração,
é pedir a aceitação,
que alivia a dor,
é pedir o Amor,
muito Amor,
sempre Amor!


Monte Real, 12 de Outubro de 2017
Joaquim Mexia Alves
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Perguntas e respostas

O CÉU

A. COMO É O CÉU?

5. No céu continuaremos a amar os nossos seres queridos?

Todas as pessoas do céu serão seres queridos, especialmente os que agora são apreciados e os que nos tenham feito algum bem.


Ali, será conhecido esse bem.

Hoy el reto del amor es que ores con alma y cuerpo.

CONDICIONAMIENTO EXTERNO


No conseguía centrarme en la oración. Tampoco me decía nada la Liturgia. Todas las alarmas se me encendieron de golpe.

-Señor, por favor, -le dije en la oración de la mañana- no sé qué me pasa, pero no podemos estar así... sálvame...

Ya por la tarde, Lety nos preguntó que qué tal estábamos. Hablaron Joane e Israel y, cuando llegó mi turno, comencé a decir que me encontraba mal... ¡y rápidamente lo organizaron todo para que pudiese irme pronto a dormir!

Por la noche, mientras me ponía el pijama, no dejaba de dar gracias al Señor: ¡mis hermanas me conocen mejor que yo misma! Y el Señor realmente había venido a rescatarme: después de esta semana tan intensa, ¡lo único que me pasaba es que tenía sueño!

Esta mañana me he despertado... ¡deseando comenzar un día nuevo! Es impresionante: el Señor nos ha creado con alma y cuerpo, pero, tan unidos entre sí, ¡que es imposible separarlos!

Si tu interior rebosa de felicidad, el cuerpo lo expresa con una sonrisa. Si tu alma está triste, llora... Del mismo modo, aunque el alma permanezca intacta, no es igual la oración que se hace en la salud que en la enfermedad...

Dios Padre, al crearnos, vio que "era muy bueno". Cristo en la Resurrección no se olvidó su cuerpo en el sepulcro, y san Pablo asegura que nuestro cuerpo es templo del Espíritu Santo... ¡el Señor nos ama por completo, alma y cuerpo!

Hoy el reto del amor es que ores con alma y cuerpo. Te invito a que hoy te arregles de forma especial: ¡siendo consciente de que eres hijo de Dios! Para ello, antes de empezar la jornada, dedica unos minutos al Señor. ¡Siéntete querido, amado, esperado por Él! Si Cristo te dibuja una sonrisa, ¡todo te quedará estupendo! Y, al sentirte a gusto en tu piel... ¡vive el día en acción de gracias! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







17/10/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Jessy Norman




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.








O trabalho, um sinal do amor de Deus

Está a ajudar-te muito, dizes-me, este pensamento: desde os primeiros cristãos, quantos comerciantes terão sido santos? E queres demonstrar que também agora isso é possível... O Senhor não te abandonará nesse empenho. (Sulco, 490)

O que sempre ensinei – desde há quarenta anos – é que todo o trabalho humano honesto, tanto intelectual como manual, deve ser realizado pelo cristão com a maior perfeição possível: com perfeição humana (competência profissional) e com perfeição cristã (por amor à vontade de Deus e em serviço dos homens). Porque, feito assim, esse trabalho humano, por humilde e insignificante que pareça, contribui para a ordenação cristã das realidades temporais – a manifestação da sua dimensão divina – e é assumido e integrado na obra prodigiosa da Criação e da Redenção do mundo: eleva-se assim o trabalho à ordem da graça, santifica-se, converte-se em obra de Deus, operatio Dei, opus Dei.


Ao recordar aos cristãos as palavras maravilhosas do Génesis – que Deus criou o homem para que trabalhasse –, fixámo-nos no exemplo de Cristo, que passou a quase totalidade da sua vida terrena trabalhando numa aldeia como artesão. Amamos esse trabalho humano que Ele abraçou como condição de vida, e cultivou e santificou. Vemos no trabalho – na nobre e criadora fadiga dos homens – não só um dos mais altos valores humanos, meio imprescindível para o progresso da sociedade e o ordenamento cada vez mais justo das relações entre os homens, mas também um sinal do amor de Deus para com as suas criaturas e do amor-dos-homens entre si e para com Deus: um meio de perfeição, um caminho de santificação. (Temas Actuais do Cristianismo, 10)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 11, 37-41

37 Mal Jesus tinha acabado de falar, um fariseu convidou-o para almoçar na sua casa; Ele entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição. 39 O Senhor disse-lhe: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo».

Comentário:

Uma vez mais, o Senhor chama a atenção para a honestidade e a unidade de vida.

Os actos exteriores valem o que valem. Podem servir de exemplo, é certo, mas se não são acompanhados pelas disposições interiores, de pouco mais valem.

Fazer só, de facto, tem verdadeiro valor – aos olhos de Deus – se a vontade estiver na raiz da acção, vontade baseada no desejo de cumprir, em tudo, a Vontade de Deus.

Que podem interessar para a nossa salvação, os nossos actos exteriores se, por dentro, o nosso coração, a nossa alma, não os acompanham?

(AMA, comentário sobre Lc 11, 37-41, 10.07.2017)