22/09/2017

Hoy el reto del amor es que mires a ese árbol seco.

NO TE QUEDES EN EL PALO

Estos días, el padre de Sión nos está ayudando a hacer alguna chapuza en la huerta. Y, aprovechando que le tenemos por aquí, ayer le pedimos que fuese a Correos a por sellos.

Me encontré con Sión antes de comer y me dijo que su padre ya había traído los sellos, y que también había parado en la plaza para coger unos árboles frutales. Pero, como ya era la hora de la comida, no pude salir a verlos.

Por la tarde, después de trabajar, salimos a la huerta. Encontré un palo largo con cuatro ramas "secas" y raíces. Pensé que eran los árboles que estaban arrancando para plantar los nuevos, Israel pensó lo mismo y se lo ofrecimos al perro como un nuevo juguete.

Al otro lado de la huerta, Sión nos miraba desencajada.

"¿Pero qué le pasa?", pensé.

Rápidamente contestó a mi pensamiento como si lo escuchara:

-Chicas, ¿me podéis acercar el manzano que tenéis en la mano?

-¿Manzano? ¡Pero si es un palo con raíces! -no podíamos parar de reírnos, pensábamos que eran los árboles que acababan de quitar y, sin embargo, eran los nuevos que había comprado su padre.

Después nos señaló otros palos con raíces mientras nos decía qué eran: un cerezo, un árbol de nectarina...

Hoy encontrarás muchos árboles en el trabajo, en la calle, en el autobús, en clase. Hay árboles que te atraerán por su carácter, su protagonismo, su extroversión... y otros a los que te tendrás que acercar casi por obligación, porque piensas que no pueden dar mucho de sí, son rechazados por todos, tienen un carácter difícil...

Así veíamos al árbol que encontramos, pero caímos en la cuenta de que estaba llamado a ser un bonito manzano; entendimos que, por no tener hojas, no era un deshecho. Sólo necesitaba de alguien que lo plantara, cuidara, regara. Así hace Cristo contigo: puedes sentirte un palo un poco torpe, un palo que no sabe hacia dónde ir, pero Él, si le miras, siempre te regala Su cuidado y ternura, su Gracia para que puedas crecer seguro y convertirte en aquello que Él ha soñado para ti.

Hoy el reto del amor es que mires a ese árbol que consideras seco con la mirada de Cristo, soñando aquello que puede llegar a ser pero que no puede porque nadie le mira con esperanza. Sonríele, escúchale, préstale atención... pon en él la esperanza que Dios ha puesto al crearle; no te quedes en el palo, mira al manzano, al cerezo, a la nectarina...


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Perguntas e respostas

O AMOR

A. O MELHOR AMOR

1. Tipos de amor. Pode falar-se de dois tipos de amor:

Amor-sentimento.- Tem-se face às pessoas que nos são agradáveis e que, como se costuma dizer, nos caem bem. Este afecto deve-se a algo bom que possuem, como o seu sorriso, a sua beleza, o seu dinheiro, o seu clube de futebol, o seu lugar de nascimento, etc. Depois do pecado original também o mal nos pode atrair, mas isso seria um amor defeituoso.

Amor-caridade.- A definição clássica de amor é esta: Ama-se a quem se deseja bem. Amar é procurar o bem do outro, por exemplo, prestando-lhe um serviço. É um carinho mais forte que o anterior pois não depende de um estado de ânimo variável. Por isto, é possível amar alguém ainda que este seja antipático.

2. O amor-sentimento e o amor-caridade opõem-se? Geralmente complementam-se; por exemplo, é mais fácil desejar o bem a quem nos é amável. Somente se enfrentam quando alguém alimenta em excesso o seu amor - sentimento: então, está tão dependente do que lhe agrada que o seu coração se torna egoísta e esquece o bem dos outros.

3. Pode-se amar a quem não se ama e continuar casados? Assim procede muita gente. Normalmente as amizades humanas começam com um amor-sentimento que atrai. Depois, a amizade torna-se sólida com o crescer do amor-caridade. Nos casais há momentos em que os sentimentos falham, por aborrecimento ou cansaço, divergências ou mal entendidos, etc. Mas não se chega à rotura (divorcio) porque permanece a lealdade e um fundo de amor - caridade que permite continuar a desejar o bem da família. Se se mantém o esforço de procurar o bem do outro -caridade-, normalmente recupera-se o amor-sentimento que facilita muito as coisas.

4. Como se reconhece o amor maior? Em primeiro lugar ama mais quem deseja um bem maior ao outro.
Também há maior amor quando se procura um bem para o outro à custa de um maior esforço pessoal. ("Ninguém tem maior amor do aquele que dá a vida pelos seus amigos").
O maior sacrifício é dar a própria vida e o maior bem é o céu. Por tanto, ama-nos mais quem nos consegue o céu oferecendo a sua vida em troca, morrendo na Cruz.

5. Ama mais quem concede muitos caprichos? A obtenção de muitos caprichos causa dano às pessoas tornando-as débeis e caprichosas. Por isso, quem os concede não ama realmente pois está a prejudicar. Se calhar pensa-se que se está a fazer um bem, no entanto, pode ser um amor que se engana. Da mesma forma, quem concede a si mesmo todos os prazeres, não se ama correctamente.

6. Há obstáculos para o amor? Sobre isto pode ver-se o tema coração. Resumindo, os grandes obstáculos para o amor são dois:

O ódio.- É o oposto do amor - caridade, pois odeia-se alguém a quem se deseja o mal. A ausência de amor - sentimento não equivale ao ódio: é possível não se gostar de alguém sem desejar-lhe algum mal.


O egoísmo.- O egoísta só se ama a si mesmo. Por isso, ama-se erradamente, uma vez que estraga e diminui o seu coração que foi criado para amar a muitos.

21/09/2017

Frequenta o convívio do Espírito Santo

Frequenta o convívio do Espírito Santo – o Grande Desconhecido – que é Quem te há-de santificar. Não esqueças de que és templo de Deus. – O Paráclito está no centro da tua alma: ouve-O e segue docilmente as Suas inspirações. (Caminho, 57)

A força e o poder de Deus iluminam a face da Terra. O Espírito Santo continua a assistir à Igreja de Cristo, para que ela seja – sempre e em tudo – sinal erguido diante das nações, anunciando à Humanidade a benevolência e o amor de Deus. Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a acção do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara. (...).

Mas esta nossa fé no Espírito Santo deve ser plena e completa. Não é uma crença vaga na sua presença no mundo; é uma aceitação agradecida dos sinais e realidades a que quis vincular a sua força de um modo especial. Quando vier o Espírito de Verdade – anunciou Jesus – Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. O Espírito Santo é o Espírito enviado por Cristo, para operar em nós a santificação que Ele nos mereceu para nós na Terra.


É por isso que não pode haver fé no Espírito Santo, se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo, quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nela, quem se compraz apenas em mostrar as deficiências e limitações dos que a representam, quem a julga por fora e é incapaz de se sentir seu filho. (Cristo que passa, 128 – 130)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

São Mateus – Apóstolo e Evangelista

Evangelho: Mt 9, 9-13

9 Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou-se e seguiu-o. 10 Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos. 11 Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?» 12 Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Comentário:

Jesus Cristo afirma claramente que: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Esta declaração deve encher-nos de alegria e consolação porque, efectivamente, todos somos pecadores.

E, Ele, chama-nos constantemente, sem descanso nem tréguas.

Procura-nos onde estivermos sejam quais forem as circunstâncias e, se acaso não damos pela Sua presença, voltará uma e outra vez até que oiçamos o que tem para nos dizer.

Depois… dependerá exclusivamente de nós acolher ou não o Seu convite para que O sigamos.

Da escolha que fizermos dependerá, portanto, a nossa salvação eterna.


(AMA, comentário sobre Mt 9, 9-13, 22.06.2017)








Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Reflectindo

A morte - 3

Mas, a morte, é assim: vida!

A vida prossegue o seu ritmo quase normal, nos primeiros tempos em que a memória está “fresca”, depois… só ocasionalmente nos recordamos do que aconteceu.
É muito bom que assim seja porque nestas memórias raramente aparecem os defeitos – que com toda a certeza a pessoa tinha – para surgirem com mais força, maior nitidez, as qualidades, os momentos bem passados, enfim, as coisas boas da vida anterior.
Assim, a morte, vem nivelar as relações, as memórias. Já não há nada a fazer!
Deparamo-nos finalmente com esta sensação estranha que não tínhamos sequer imaginado pudesse surgir: afinal, o lugar deixado vago pela morte não necessita ser preenchido donde concluímos que cada pessoa, sendo única, é insubstituível.

Claro que a razão é muito mais profunda que a simples constatação formal. Cada ser humano, embora podendo ter semelhanças com outro, nunca é qual exactamente porque é fruto da obra criadora de Deus que não faz nada ‘em série’, como numa linha de montagem. Cada ser humano tem uma alma – a imagem do Criador impressa – exclusivamente criada para si no momento da concepção.

Por isso mesmo, a concepção da vida concreta, real é de suma importância para compreender e aceitar a morte.
É, pelo menos, interessante dar-nos conta como a consideração da morte nos leva a pensar na vida sendo que, o contrário, não acontece.
A que propósito se iria pensar na morte quando nos sentimos vivos e, mais, com vontade e desejo de viver?

Não faz muito sentido, parece e, no entanto, seria de manifesta utilidade que o fizéssemos exactamente para termos consciência do nosso destino eterno.


(AMA, reflexões, 2013)

Reflectindo

A morte - 2


De facto, a morte, não tem remédio absolutamente nenhum, é definitiva. É este – definitivo – que nos leva à tal surpresa que falávamos no início.
Não estamos habituados a que algo seja definitivo porque, a vida, a nossa própria vida tal como a dos outros, está sempre em evolução e o hoje não é igual ao amanhã, nada se repete tal e qual, tudo se vai transformando, evoluindo.
Vêm, depois, os outros, os familiares, mais ou menos próximos, os amigos mais ou menos chegados, companheiros de trabalho… e todos nos dizem mais ou menos as mesmas coisas. Frases feitas, termos usuais nestas circunstâncias, ar contristado, pesaroso, tentando parecer muito mais íntimos do que na verdade são.
Depois, cumpridas estas formalidades, retiram-se para o exterior para "espairecer", fumar um cigarro e, daí a pouco estabelece-se como que uma assembleia que conversa, convive, troca impressões.

Sentimo-nos, talvez, como que numa espécie de teatro um pouco requentado e com um enredo pouco ou nada atraente.

(AMA, reflexões, 2013)


20/09/2017

Não te assustes ao veres-te tal como és

Não necessito de milagres; bastam-me os que há na Escritura. – Pelo contrário, faz-me falta o teu cumprimento do dever, a tua correspondência à graça. (Caminho, 362)


Repitamos com a palavra e com as obras: Senhor, confio em Ti, basta-me a tua providência ordinária, a tua ajuda de cada dia. Não temos por que pedir a Deus grandes milagres. Temos de lhe suplicar, pelo contrário, que aumente a nossa fé, que ilumine a nossa inteligência, que fortaleça a nossa vontade. Jesus está sempre junto de nós e permanece fiel.

Desde o começo da minha pregação, preveni-vos contra um falso endeusamento. Não te assustes ao veres-te tal como és: assim, feito de barro. Não te preocupes. Porque, tu e eu somos filhos de Deus, – este é o endeusamento bom – escolhidos desde a eternidade, com uma vocação divina: escolheu-nos o Pai, por Jesus Cristo, antes da criação do mundo, para que sejamos santos diante dele. Nós, que somos especialmente de Deus, seus instrumentos apesar da nossa pobre miséria pessoal, seremos eficazes se não perdermos o conhecimento da nossa fraqueza. As tentações dão-nos a dimensão da nossa própria fraqueza.


Se sentimos desalento ao experimentar – talvez de um modo particularmente vivo – a nossa mesquinhez, é o momento de nos abandonarmos por completo, com docilidade, nas mãos de Deus. Conta-se que, certo dia, um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola. Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades. O pobre, confundido e atordoado, exclamou: eu não pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou. (Cristo que passa, 160)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 7, 31-35

31 «A quem, pois, compararei os homens desta geração? A quem são semelhantes?  32 Assemelham-se a crianças que, sentadas na praça, se interpelam umas às outras, dizendo: ‘Tocámos flauta para vós, e não dançastes! Entoámos lamentações, e não chorastes!’ 33 Veio João Baptista, que não come pão nem bebe vinho, e dizeis: ‘Está possesso do demónio!’ 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: ‘Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores!’

Comentário:


Mais que uma questão de carácter ou de honestidade intelectual, a recta intenção tem de existir sempre no que fazemos, pensamos ou, até, julgamos a propósito de outros.

Se o que se faz não tem como objectivo principal – diria único – fazer a Vontade de Deus, não passará de algo sem valor intrínseco que nem sequer é subjectivo.

É muito fácil aduzir razões, atitudes, pensamentos baseados apenas no superficial, no passageiro.

Fácil e… inútil, sem qualquer valor, repito.

Ver, ouvir com o coração e com a alma e, depois, agir de acordo.


(AMA, comentário sobre Lc 7, 31-35, 21.06.2017)







Tratado da vida de Cristo 174

Questão 57: Da Ascensão de Cristo
Art. 2 — Se ascender ao céu convinha a Cristo enquanto de natureza divina.

O segundo discute-se assim. — Parece que ascender ao céu convinha a Cristo enquanto de natureza divina.

1. — Pois, diz a Escritura: Subiu Deus com júbilo. E noutro lugar: O teu protetor é aquele que sobe ao mais alto dos céus. Ora, isso foi dito de Deus mesmo antes da Encarnação de Cristo. Logo, convinha a Cristo, como Deus, subir ao céu.

2. Demais. — Sobe ao céu quem dele desceu, segundo o Evangelho: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu. E o Apóstolo: Aquele que desceu esse mesmo é também o que subiu. Ora, Cristo desceu do céu, não como homem, mas como Deus, pois, não era a sua natureza humana, mas a divina, que já antes existia no céu. Logo, parece que Cristo subiu ao céu como Deus.

3. Demais. — Cristo, na sua ascensão, subiu ao Pai. Ora, não tinha nenhuma igualdade com o Pai enquanto homem; pois, diz, nesse sentido: O Pai é maior que eu, como lemos no Evangelho. Logo, parece que Cristo subiu ao céu como Deus.

Mas, em contrário, segundo o Apóstolo - Aquele que subiu não foi também o que desceu? - diz a Glosa: Foi na sua humanidade que Cristo desceu e subiu.

A expressão — enquanto que no caso vertente, pode designar duas coisas: a condição de quem sobe e a causa da ascenção. — Se designa a condição de quem subiu, então ascender não podia convir a Cristo segundo a condição da sua natureza divina. Quer por não haver nada mais alto que a divindade, para onde pudesse subir. Quer também por implicar a ascensão o movimento local, de que não é susceptível a natureza divina, que é imóvel e não ocupa nenhum lugar. Mas, Cristo podia subir desse modo na sua natureza humana que ocupava lugar no espaço e era susceptível de movimento. Donde, neste sentido, poderemos dizer que Cristo subiu ao céu, enquanto homem e não enquanto Deus. - Mas se - enquanto que - designa a causa da ascençâo, como Cristo subiu ao céu pelo seu poder divino e não em virtude da natureza humana, devemos concluir que subiu ao céu não enquanto homem, mas enquanto Deus. Donde o dizer Agostinho: Enquanto dotado de natureza humana é que Cristo foi crucificado; mas como Deus é que subiu ao céu.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. —  Os lugares citados são profecias referentes a Deus, enquanto encarnado. – Podemos, porém, dizer, que subir ao céu, embora não conviesse à natureza divina, pode, contudo, ser-lhe atribuído metaforicamente; no mesmo sentido em que dizemos que Deus sobe ao coração do homem, quando este se lhe sujeita e humilha. E, do mesmo modo, dizemos metaforicamente que sobe, em relação a qualquer criatura quando a sujeita à sua lei.

RESPOSTA À SEGUNDA. — O que subiu foi o mesmo que desceu. Assim, diz Agostinho: Quem foi o que desceu? Deus homem. Quem foi o que subiu? O mesmo Deus homem. A descida, porém, se atribui a Cristo em dois sentidos. Num, dizemos que desceu do céu. E isto o atribuímos a Deus homem enquanto Deus. Mas essa descida não a devemos entender como implicando um movimento local; mas pela sua aniquilação, tendo a natureza de Deus, tomou a natureza de servo. Pois como dissemos que se aniquilou, não por ter perdido a sua plenitude, mas por ter se revestido das nossas misérias, assim também, que desceu do céu, não pelo ter abandonado, mas por ter assumido a natureza terrena, na unidade da pessoa. – Outra, porém foi à descida pela qual descem às partes ínfimas da terra, no dizer do Apóstolo. E essa foi a um local determinado, e Cristo pôde fazê-la, segundo a condição da natureza humana.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Diz-se que Cristo subiu ao céu, por ter subido a sentar-se à dextra paterna. O que convinha, de certo modo, à natureza divina de Cristo; mas, de certo outro, à natureza humana, como a seguir se dirá.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Nuestro verdadero enemigo es el pecado, y el Maligno nos empuja a ello

El verdadero inimigo es el pecado


El Papa Francisco presidió el Angelus en la Plaza de San Pedro al tratarse de una solemnidad importante como la de los santos Pedro y Pablo, a los que los padres de la Iglesia comparaban con columnas. “Ambos han confirmado con su propia sangre el testimonio dado a Cristo con la predicación y el servicio a la naciente comunidad cristiana”, dijo el Santo Padre.

Citando el libro de los Hechos de los Apóstoles, Francisco recordó como Pedro “experimentó el rechazo del Evangelio ya en Jerusalén, donde había sido encerrado en la prisión por el rey Herodes” y como “fue salvado de modo milagroso y así pudo levar a término su misión evangelizadora, primero en Tierra Santa y después en Roma, poniendo todas sus energías al servicio de la comunidad cristiana”.

Jesús "no nos abandona jamás"
También Pablo, dijo Francisco, experimentó “hostilidad” y las persecuciones a causa del Evangelio. “Estas dos ‘liberaciones’, de Pedro y de Pablo, revelan el camino común de los dos apóstoles, los cuales fueron enviados a por Jesús a anunciar el Evangelio en ambientes difíciles y en ciertos casos hostiles”, destacó el Pontífice.

De este modo, indicó que sus “acontecimientos personales y eclesiales”, dicen al mundo de hoy que “el Señor está siempre a nuestro lado, camina con nosotros, no nos abandona jamás. Especialmente en el momento de la prueba, Dios nos extiende la mano, viene en nuestra ayuda y nos libera de las amenazas de los enemigos”.

Insistió el Papa en que hay que recordar que “nuestro verdadero enemigo es el pecado, y el Maligno nos empuja a ello. Cuando nos reconciliamos con Dios, especialmente en el Sacramento de la Penitencia, recibiendo la gracia del perdón, somos liberados de los vínculos del mal y aliviados del peso de nuestros errores. Así podemos continuar nuestro recorrido de gozosos anunciadores y testigos del Evangelio, demostrando que en primer lugar hemos recibido misericordia”.


REL

Hoy el reto del amor es que hagas de tu oración una acción de gracias

UN ESPEJO DE SONIDO

Hablando con una amiga de cómo mejorar el canto, ella me compartió que se suele grabar con su móvil para después escucharlo y "evaluarse".

-¡Puf, qué locura! -le comenté entre bromas- Yo no me pasaría ni una: "mira, ahí no he llegado", "ahí se me ha ido la nota"...  ¡vamos, seguro que dejo de cantar para siempre!

-¡Es que te lo estás planteando mal! -contestó ella muy divertida- Cuando escuchas tu grabación, el objetivo no es buscar "qué he hecho mal", sino encontrar "qué he hecho bien", analizarlo, estudiar por qué ha salido bien y... ¡repetirlo la próxima vez!

La verdad es que su respuesta me dejó muy impresionada porque, sin darse cuenta... ¡estaba hablando de la oración!

Sí, es muy fácil ponerse delante del Señor mirando "todo lo que no ha salido" durante el día. No sé si a ti también te pasará, pero el hecho es que, si centras tu oración en eso, al final sales cabizbajo; tal vez con muchos y muy buenos propósitos, pero con mal sabor de boca.

Puedes centrarte en eso... ¡o fijar tu atención en las cosas maravillosas que el Señor ha hecho en tu vida!

Es fácil olvidarse de esta parte, pero, cuando vives en acción de gracias, te brota la alabanza, la oración es un momento de asombro, de hacerte consciente del amor que el Señor te tiene, recuerdas ese momento del día en que te ha regalado ser Su instrumento y has respondido... Sales alegre y feliz, ¡dispuesto a extender el amor que arde en tu corazón!

Puede que, con cualquiera de las dos posturas, salgas de la oración con los mismos objetivos, pero cambia mucho el motor, la perspectiva... la sonrisa.

Hoy el reto del amor es que hagas de tu oración una acción de gracias. Claro que habrás metido la pata y que hay cosas que mejorar, pero, ¿te fijas en ti... o en Él? Te invito a que, al llegar la noche, repases el día junto a Cristo y le vayas dando gracias por los pequeños detalles, por las veces que Le has visto... ¡eso es lo que tienes que repetir mañana! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Perguntas e respostas

A ALMA

1. O que é a alma humana? A alma é o princípio espiritual que dá vida ao corpo e forma com ele um ser humano.

2. Como se observa a alma? A alma é espiritual e, portanto, não pode observar-se pelos sentidos, mas apenas pelas acções que realiza. Por exemplo, reflectir.

3. A alma é imortal? A alma é imortal por ser espiritual. Os seres materiais podem esmagar-se, apodrecer, dividir-se em partes. Por seu lado, nada disto afecta aos seres espirituais.

4. Como se sabe que a alma humana é espiritual? A alma humana é espiritual porque realiza acções espirituais; por exemplo, entender esta web onde se relacionam ideias (sem confundir ideias com imagens, que são algo sensível).

5. Então as pessoas sem uso de razão não têm alma? Os bebés, alguns loucos, os que dormem o estão em coma têm alma pois vivem e são humanos. Mas, no seu caso específico, a espiritualidade da alma não se manifesta.

6. O que acontece quando um homem morre? Durante a vida o corpo humano vai-se deteriorando e chega um momento em que a alma é incapaz de mantê-lo vivo. Então chega a morte: o corpo passa a ser um cadáver e a alma vai para o céu ou para o inferno (ou temporariamente para o purgatorio).

7. A espiritualidade e imortalidade da alma são assunto da fé? A fé ajuda a descobrir, primeiramente, algumas realidades, mas a espiritualidade e imortalidade da alma não se conhecem só pela fé, mas também pela razão: se o homem realiza acções de cariz espiritual é porque possui um princípio espiritual a que chamamos alma; e o espiritual não pode morrer, como já comentámos. Por seu lado, o céu, o inferno e o purgatório conhecem-se pela doutrina cristã.

8. Como aperfeiçoar a alma? O corpo e a alma melhoram adquirindo novas qualidades. O corpo progride em capacidades materiais; a alma incrementa as suas qualidades espirituais. Nos dois casos esse melhoramento adquire-se através da repetição de actos bons. Assim, os factos isolados convertem-se em qualidades e adquire-se facilidade e agilidade para continuar a linha de actuação.

9. Há algum modo pelo qual a alma melhore mais rapidamente? A alma avança se Deus intervém com os seus dons. Isto sucede de acordo com a Sua vontade, mas podemos acelerar o processo se Lho pedirmos com insistência e procurarmos agradar-Lhe com generosidade. Por outro lado, a alma também recebe graças abundantes nos sacramentos.

10. Como piora a alma? A alma piora de vários modos:

No plano humano, a alma empobrece-se quando não se exercitam as suas faculdades. A inteligência e a vontade necessitam de exercício para o seu desenvolvimento. Neste sentido, a preguiça e o desinteresse causam grande dano.
No plano sobrenatural, o dano maior para a alma é produzido pelo pecado. A união com Deus e a recepção de graças e dons divinos é o que mais beneficia a alma. Por isto, o pecado é o mais prejudicial, pois qualquer pecado debilita a união com Deus.

Humana e sobrenaturalmente, a alma piora com a repetição de actos maus que a transformam numa alma viciosa, mais inclinada para o mal.