03/06/2016

Doutrina – 163

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

67. Para que fim Deus criou o homem?


Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para conhecer, servir e amar a Deus, para Lhe oferecer neste mundo toda a criação em acção de graças e para ser elevado à vida com Deus no céu. Só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem, predestinado a reproduzir a imagem do Filho de Deus feito homem, que é a perfeita «imagem de Deus invisível» (Col 1, 15).

Temas para meditar - 644

Servidores de todos os homens

Quando se vive deveras a caridade, não sobra tempo para procurar-se a si próprio; não há espaço para a soberba; só nos ocorrerão ocasiões de servir! (Forja, 683)

Pensai nas características dum jumento, agora que vão ficando tão poucos. Não falo dum burro velho e teimoso, rancoroso, que se vinga com um coice traiçoeiro, mas dum burriquito jovem, com as orelhas tesas como antenas, austero na comida, duro no trabalho, com o trote decidido e alegre. Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.

Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma, não nos tornaremos dominadores; seremos servidores de todos os homens. Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. (Cristo que passa, nn. 181–182)


Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo Comum

Sagrado Coração de Jesus

Evangelho: Lc 15, 3-7

3 Então propôs-lhes esta parábola: 4 «Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, para ir procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? 5 E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo contente 6 e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que se tinha perdido. 7 Digo-vos que, do mesmo modo, haverá maior alegria no céu por um pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência».

Comentário:

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma tradição muito antiga.

Em casa dos meus Pais, como era costume em famílias cristãs, um quadro votivo ao Sagrado Coração ocupava lugar proeminente, normalmente na sala de família.

Sempre adornado com uma pequena jarra com flores frescas substituídas todas as semanas era para todos os da casa uma referência de suma importância como que a lembrar que aquela casa era Sua pertença e estava sob a Sua protecção.

Ainda hoje lá está e sempre que por ali passo não deixo de dizer-lhe – como a minha querida Mãe me ensinou em criança – Sagrado Coração de Jesus fazei que o meu coração seja igual ao Vosso.

São costumes antigos!
Pois são, mas deveriam ser de sempre!

(ama, comentário sobre Lc 15, 3-7, 2016.04.02)

Leitura espiritual





INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

SEGUNDA PARTE

JESUS CRISTO

CAPÍTULO PRIMEIRO

"Creio em Jesus Cristo seu Filho Unigénito, Nosso Senhor".

III. Jesus Cristo – verdadeiro Deus e verdadeiro Homem

3. O direito do dogma cristológico

a)   A terminologia bíblica e sua relação com o dogma.

α) "Filho de Deus".

Aqui se encaixa a nova aplicação do texto pela comunidade cristã primitiva. Provavelmente devido à fé na ressurreição, o Salmo foi aplicado pela primeira vez a Jesus. O acontecimento da ressurreição de Jesus, em que a comunidade acredita, passa a ser considerado como o momento em que o dito Salmo 2 se concretiza. Naturalmente não é menor o paradoxo. Crer que o supliciado do Gólgota seja simultaneamente aquele a quem tais palavras foram ditas, parece contradição inaudita. Que significa semelhante uso do texto? Significa que no supliciado da cruz e no ressurgido para o olhar da fé, se vê realizada a esperança real de Israel. Denota a convicção de que a palavra de Deus: "Meu Filho és tu; eu hoje te gerei", foi dirigida exclusivamente ao que morreu na cruz, ao que renunciou a todo o poder do mundo ( – e ponhamos, como música de fundo, o tremor dos reis da terra, o destruir com vara de ferro!); ao que deixou de lado todas as espadas e não mandou outros à morte, como soem fazê-lo os reis do mundo, mas enfrentou pessoalmente a morte pelos outros; ao que via o sentido da existência humana não no poder e na auto-afirmação, mas no existir-radical para os outros; que era, aliás, a existência para os outros. No crucificado o crente percebe qual é o sentido daquele oráculo, qual o sentido da eleição; não privilégio e poder para si, mas serviço para os outros. Nele revela-se o sentido da história da escolha, o autêntico sentido da realeza que desde sempre queria ser acção vicária. E "representar" quer dizer: estar pelos outros, substituí-los – o que agora recebe um sentido novo. Do radicalmente fracassado, do pendente do patíbulo, a quem falta até um palmo de chão sob os pés, daquele cujas roupas são objecto de jogo de azar e que chega a dar a impressão de estar abandonado por Deus, precisamente dele vale o oráculo: "Meu Filho és tu; eu hoje – neste lugar – te gerei. Pede-me e te darei os povos da terra por herança e o mundo em possessão".

A ideia do Filho de Deus que, desta forma e por este caminho, penetrou na fé em Jesus de Nazaré, na interpretação da ressurreição e da cruz a partir do Salmo 2, não tem, realmente, nada de comum com o conceito helenístico de homem divino, não podendo ser explicada a partir dela. Ela representa a segunda desmitização da ideia oriental do rei, já anteriormente desmitizada. Representa a Jesus como o lídimo herdeiro do cosmos, como o herdeiro da promessa na qual se cumpre o sentido da Teologia davídica. Ao mesmo tempo, tornou-se patente que o conceito de rei assim transferido para Jesus com O título de "Filho", se funde com a ideia de servo. Como rei, ele é servo e como servo de Deus, é rei. Este entrelaçamento tão fundamental para a fé em Cristo foi preparado no Antigo Testamento quanto ao conteúdo e na sua versão grega também quanto à terminologia. A palavra pais, com que se nomeia o servo de Deus, também denota "Filho". À luz do acontecimento "Cristo", este duplo sentido deve ser o indicador da identidade intrínseca na qual ambas as coisas se reúnem em Cristo.

A passagem de Filho a servo, de glória a serviço que daí resultou e que significava uma interpretação totalmente nova do conceito de rei, bem como de Filho, encontrou a sua mais grandiosa formulação na carta aos Filipenses (2,5-11), portanto num texto que cresceu ainda completamente no solo do cristianismo palestinense. Aqui aponta-se para o exemplo fundamental do sentimento de Jesus Cristo, que não conservou ciosamente a igualdade com Deus, que lhe é conatural, mas desceu às profundezas do servo até ao completo auto-despojamento; a palavra latina evacuatio aqui empregada indica-nos esta versão, esta afirmação de ele se ter "esvaziado", abrindo mão da existência-para-si e entrando totalmente no movimento-para-os-outros. Mas, continua o texto, precisamente nisto tornou-se o Senhor do universo, do cosmos, e diante dele o universo faz a prosquínese, o rito e o acto ou gesto da submissão devido exclusivamente ao verdadeiro rei. E assim o obediente por espontânea vontade surge como o verdadeiro dominador; o que desceu ao fundo do auto-despojamento tornou-se, por meio deste acto, o Senhor do mundo. O que já constatamos nas considerações sobre o Deus uno e trino torna a comprovar-se sob outro ponto de vista: aquele que absolutamente não se apega a si, sendo pura relação, coincide com o absoluto, tornando-se Senhor. O Senhor, diante do qual o universo se curva, é o cordeiro imolado como símbolo da existência que é acto puro, puro ser-para. A liturgia cósmica, a homenagem adoradora do universo, giram em torno deste cordeiro (Ap 5).

Mas, tornemos ainda à questão do título "Filho de Deus", e sua posição no mundo antigo. Cumpre, com efeito, notar a existência de um paralelo greco-romano. Ela não consiste na ideia do "homem divino" que nada tem a ver com isto. O único paralelo antigo da denominação de Jesus como Filho de Deus (expressão de uma compreensão nova de poder, reino, escolha e até humanidade) encontra-se na denominação do imperador Augusto como "filho de Deus" (theou yios = Divi (Caesaris) filius). Realmente deparamos aqui com a expressão exacta com que o Novo Testamento descreve a importância de Jesus de Nazaré. Somente no culto romano ao imperador surge, na esfera do mundo antigo, com a ideologia oriental do rei, o título "filho de Deus", que, de resto, não existe ali e que não pode existir por causa da plurissignificação da palavra "Deus". Ele só volta a aparecer com o retorno da ideologia oriental referente ao rei, da qual tal denominação se origina. Por outras palavras: o título "Filho de Deus" integra a teologia política de Roma, apontando assim, como vimos, para a mesma relação fundamental da qual também surgiu o "Filho de Deus" do Novo Testamento. Com efeito, ambos, embora independentes entre si e por diversos caminhos, nasceram do mesmo solo e se referem à mesma fonte comum. Portanto – não o esqueçamos – no antigo oriente e na Roma imperial, "filho de Deus" representa parcela da teologia política; no Novo Testamento, a expressão foi metamorfoseada com outra dimensão de pensamento, graças à alteração da teologia da eleição e da esperança. E assim a mesma raiz fez surgirem duas coisas totalmente diversas. No embate entre a fé em Jesus como Filho de Deus e o reconhecimento do imperador como filho de Deus, que em breve se tornaria inevitável, defrontaram-se praticamente o mito desmitizado e o que permaneceu como tal. A omnipretensão do divino imperador romano não podia tolerar diante de si a teologia do rei e do imperador modificada e que se revelava na aceitação de Jesus como Filho de Deus. Neste sentido os martyria (testemunhos) deviam transformar-se em martyrium, a provocação contra o auto-endeusamento do poderio político.

β) "O Filho",

A autodenominação de Jesus como "o Filho" destaca-se e distingue-se do conceito "Filho de Deus" acima descrito, como algo inteiramente todo diverso. A palavra origina-se de outra história da língua e pertence a outra esfera idiomática, a saber, à linguagem parabólica cifrada, usada por Jesus na senda dos profetas e sábios de Israel. Também aqui a palavra não ressoa na pregação para os de fora, mas deve encontrar o seu habitat no círculo mais íntimo dos discípulos de Jesus. O seu local de origem dever-se-á procurar na vida de oração de Jesus; ele representa o correlativo interno do novo modo com que Jesus se dirige ao Pai: Abba. Joachim Jeremias mostrou, mediante cuidadosa análise, que as poucas palavras que o Novo Testamento grego nos transmitiu do original aramaico, ou seja, da língua-mãe de Jesus, abrem de modo especial caminho ao seu modo original de falar. Exerceram sobre os ouvintes um impacto todo novo, caracterizando tanto o que era peculiar ao Senhor, seu modo único, que foram conservadas literalmente; nelas como que podemos ouvir sempre e ainda a sua própria voz.

A alocução "Abba – Pai" pertence às pouquíssimas jóias que a proto-comunidade nos conservou, não traduzidas, da linguagem aramaica de Jesus, por ter percebido nela, de modo impressionante, a ele próprio. Ela distingue-se da expressão "Pai" do Antigo Testamento, porquanto Abba representa uma fórmula de maior intimidade (comparável, embora mais elevada do que a palavra "paizinho"); a intimidade que lhe é inerente, excluía, no judaísmo, a possibilidade de relacioná-la com Deus; tal aproximação não cabia ao homem. Que Jesus rezasse assim, que falasse com Deus usando esta palavra, exprimindo uma forma nova e toda sua de intimidade com Deus, eis o que a cristandade primitiva conservava em mente conservando esta palavra com o seu timbre original.

Ora, como já foi insinuado, esse modo de rezar encontra o seu correlativo na autodenominação de Jesus como "Filho". Ambos reunidos (Abba – Filho) exprimem o modo peculiar de Jesus orar, a sua consciência de Deus, à qual, embora tão reservado, permitia que o seu Círculo mais íntimo de amigos lançasse um olhar. O título "Filho de Deus" (já o ouvimos) foi tomado de empréstimo à messianologia judaica, representando por isto uma expressão bastante carregada histórica e teologicamente; pelo contrário, estamos agora diante de algo novo, infinitamente mais simples e também infinitamente mais pessoal e profundo. Lançamos um olhar na experiência orante de Jesus, naquela proximidade com Deus que distingue a sua relação para com Deus, da de todos os outros homens, que, no entanto, não quer ser exclusiva, estando capacitada a incluir os outros na mesma relação com Deus. Ela quer, por assim dizer, assimilar os outros ao seu próprio modo de ser para com Deus, de maneira que, com Jesus e nele, igualmente possam dizer a Deus Abba: nenhum limite a distanciá-los, mas aquela familiaridade, que era real em Jesus, deve envolvê-los.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

(Revisão da versão portuguesa por ama)



02/06/2016

O Rei e a morte

Resultado de imagem para filipe primeiroO rei de Espanha, estando para morrer, mandou chamar o filho e, entreabrindo as vestes reais, mostrou-lhe o peito roído de vermes, dizendo:

– Príncipe, vê como se morre, e onde vêm a parar as grandezas do mundo.

Depois exclamou:

– Quem me dera ter sido simples frade de qualquer ordem e não monarca!

Ao mesmo tempo, mandou lançar ao pescoço uma corda da qual pendia uma cruz de madeira, e, tendo disposto tudo para a morte, acrescentou:

– Meu filho, quis que estivesses presente a este acto para veres bem como na morte o mundo trata os próprios reis. Quem tiver vivido melhor, achará lugar melhor junto de Deus.

Esse filho, depois Felipe II, quando, por sua vez, estava para morrer na idade de 23 anos, disse:

– Meus vassalos, não faleis no meu elogio fúnebre senão no que estais vendo agora. Dizei que na morte de nada serve ser rei, senão para sentir maior tormento de o haver sido.

Em seguida, exclamou:

– Prouvera a Deus que nunca tivesse sido rei e tivesse vivido num deserto no serviço de Deus! Poderia apresentar-me agora com mais confiança ao seu tribunal e não correria tamanho risco de me condenar.

De que servem, porém, tais desejos na hora da morte senão para maior mágoa e desespero do que não amou a Deus durante a vida?

Com razão dizia Santa Teresa:
‘Não se deve fazer caso das coisas que acabam com a vida; a verdadeira vida consiste em viver de tal modo que não se tenha de recear a morte. Se desejamos ver o que valem os bens da terra, consideremo-los com os olhos fitos na morte e digamos: as honras, as dignidades, os prazeres, as riquezas acabarão um dia: assim atendamos em nos fazer santos e ricos daqueles bens que nos acompanharão para a eternidade e nos tornarão contentes para sempre.’

Ah, meu Redentor, padecestes tantos sofrimentos e ignomínias por meu amor, e eu amei tanto os prazeres e bens passageiros deste mundo que, por causa deles, cheguei a calcar aos pés a vossa graça. Mas se Vós, quando eu Vos desprezava, não deixastes de me procurar, não posso temer, ó meu Jesus, que me rejeiteis agora que Vos procuro e Vos amo de todo o coração e me arrependo mais de Vos ter ofendido que se tivesse sofrido qualquer outra desgraça.

santo afonso maria de ligório – Extraído de Meditações, Para todos os Dias e Festas do Ano, Tomo II


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Antigo testamento / Êxodo 22

Êxodo 22

Protecção da propriedade

1 "Se alguém roubar um boi, ou uma ovelha, e abatê-lo ou vendê-lo, terá que restituir cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha.

2 "Se o ladrão que for apanhado arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio, "O ladrão terá que restituir o que roubou, mas, se não tiver nada, será vendido para pagar o roubo, mas, se isso acontecer depois do nascer do sol, será culpado de homicídio.

3 Se o que foi roubado for encontrado vivo em seu poder, seja boi, seja jumento, seja ovelha, ele deverá restituí-lo em dobro.

4 "Se alguém levar o seu rebanho para pastar num campo ou numa vinha e soltá-lo de modo que venha a pastar no campo de outro homem, fará restituição com o melhor do seu campo ou da sua vinha.

5 "Se um fogo se espalhar e alcançar os espinheiros e queimar os feixes colhidos ou o trigo plantado ou até a lavoura toda, aquele que iniciou o incêndio restituirá o prejuízo.

6 "Se alguém entregar ao seu próximo prata ou bens para serem guardados e estes forem roubados da casa deste, o ladrão, se for encontrado, terá que restituí-los em dobro.

7 Mas, se o ladrão não for encontrado, o dono da casa terá que comparecer perante os juízes para que se determine se ele não lançou mão dos bens do outro.

8 Sempre que alguém se apossar de boi, jumento, ovelha, roupa ou qualquer outro bem perdido, mas alguém disser: 'Isto pertence-me’, as duas partes envolvidas levarão o caso aos juízes. Aquele a quem os juízes declararem culpado restituirá o dobro ao seu próximo.

9 "Se alguém der ao seu próximo o seu jumento, ou boi, ou ovelha ou qualquer outro animal para ser guardado e o animal morrer, for ferido ou for levado sem que ninguém o veja, a questão entre eles será resolvida prestando-se um juramento diante do Senhor de que um não lançou mão da propriedade do outro. O dono terá que aceitar isso e nenhuma restituição será exigida.

10 Mas, se o animal tiver sido roubado do seu próximo, este terá que fazer restituição ao dono.

11 Se tiver sido despedaçado por um animal selvagem, ele trará como prova o que restou dele; e não terá que fazer restituição.

12 "Se alguém pedir emprestado ao seu próximo um animal e este for ferido ou morrer na ausência do dono, terá que fazer restituição.

13 Mas, se o dono estiver presente, o que tomou emprestado não terá que restituí-lo. Se o animal tiver sido alugado, o preço do aluguel cobrirá a perda.

Responsabilidade social

14 "Se um homem seduzir uma virgem que ainda não tenha compromisso de casamento e se deitar com ela, terá que pagar o preço do seu dote, e ela será sua mulher.

15 Mas, se o pai recusar-se a entregá-la, ainda assim o homem terá que pagar o equivalente ao dote das virgens.

16 "Não deixem viver a feiticeira.

17 "Todo aquele que tiver relações sexuais com um animal terá que ser executado.

18 "Quem oferecer sacrifício a qualquer outro deus, e não unicamente ao Senhor, será destruído.

19 "Não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros no Egito.

20 "Não prejudiquem as viúvas nem os órfãos; porque, se o fizerem e eles clamarem a mim, eu certamente atenderei o seu clamor.

21 Com grande ira matarei vocês à espada; as vossas mulheres ficarão viúvas e os vossos seus filhos, órfãos.

22 "Se fizerem empréstimo a alguém do meu povo, a algum necessitado que viva entre vocês, não cobrem juros dele; não emprestem visando a lucro.

23 Se tomarem como garantia o manto do vosso próximo, devolvam-no até o pôr-do-sol, porque o manto é a única coberta que ele possui para o corpo. Em que mais se deitaria? Quando ele clamar a mim, eu o ouvirei, pois sou misericordioso.

24 "Não blasfemem contra Deus nem amaldiçoem uma autoridade do seu povo.

25 "Não retenham as ofertas das vossas colheitas.
"Consagrem-me o vosso primeiro filho e a primeira cria das vacas, das ovelhas e das cabras. Durante sete dias a cria ficará com a mãe, mas, no oitavo dia, entreguem-na a mim.

26 "Vós sereis o meu povo santo. Não comam a carne de nenhum animal despedaçado por feras no campo; atirem-na aos cães.


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Doutrina – 162

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

66. Em que sentido o homem é criado «à imagem de Deus»?


Afirmar que o homem é criado à imagem de Deus significa que ele é capaz de conhecer e amar, na liberdade, o próprio Criador. É a única criatura, nesta terra, que Deus quis por si mesma e que chamou a partilhar a sua vida divina, no conhecimento e no amor. Enquanto criado à imagem de Deus, o homem tem a dignidade de pessoa: não é uma coisa mas alguém, capaz de se conhecer a si mesmo, de se dar livremente e de entrar em comunhão com Deus e com as outras pessoas.

Ninguém dá o que não tem

Convence-te: o teu apostolado consiste em difundir bondade, luz, entusiasmo, generosidade, espírito de sacrifício, constância no trabalho, profundidade no estudo, amplitude na entrega, actualização, obediência absoluta e alegre à Igreja, caridade perfeita... Mas ninguém dá o que não tem. (Sulco, 927)

Não o esqueças: convencemos tanto melhor quanto mais convencidos estivermos. (Sulco, 929)

"Não se acende a luz para a pormos debaixo de um alqueire, mas sobre um candeeiro, a fim de que ilumine todos os da casa; assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de maneira que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus".

E, no final da sua passagem pela Terra, ordena: "euntes docete", ide e ensinai. Quer que a sua luz brilhe na conduta e nas palavras dos seus discípulos. Nas tuas também. (Sulco, 930)

Que essa ideia do catolicismo é velha e, portanto, inaceitável?... Mais antigo é o Sol, e não perdeu a sua luz; mais arcaica é a água, e ainda tira a sede e refresca! (Sulco, 937)

Alguns não sabem nada de Deus..., porque não lhes falaram d'Ele em termos compreensíveis. (Sulco, 941)

Acredita em mim: normalmente, o apostolado, a catequese, tem de ser capilar: um a um. Cada crente com o seu companheiro mais próximo.

A nós, filhos de Deus, interessam-nos todas as almas, porque nos interessa cada uma delas. (Sulco, 943)