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22/03/2016

Racional

7. É sempre bom o racional?


A inteligência humana também se pode enganar.

Por isso é importante pedir conselho e saber escutar.


No entanto, ao dizer "o racional" pressupõe-se um pensamento correcto, pois se fosse falso não se chamaria racional.

21/03/2016

Como modificar os gostos

6. Como modificar os gostos?

Fazendo o que devo com boa cara.

Ao realizar o bem, adquire-se facilidade para o repetir.

Ao fazê-lo com alegria interior (boa cara) torna-se mais agradável (prazeres) realizá-lo.

E a perseverança permite que a nova inclinação se enraíze na alma. Sobre tudo isto pode ver-se o tema sentimentos.


(cont)

20/03/2016

Que fazer quando não apetece fazer o que devo?

5. Que fazer quando não apetece fazer o que devo?

A oposição entre razão - consciência - e apetites origina uma tensão interior devido à dificuldade que se encontra em ser coerente.
A resposta correcta é optar pelo bem ainda que custe.
Mas nem sempre se encontra este caminho, pois há várias possibilidades:

·       Faço o que gosto ainda que seja incorrecto. (É um erro).

·       Faço o que devo ainda que não apeteça. (É correcto, mas custa).

·       Procuro enganar-me modificando o racionável. (É um erro).

Aqui inclui-se o caso daqueles que não querem pensar nem escutar -como se costuma dizer, não ouvem a razão -.

·       Procuro adequar os gostos para que sejam racionais. (É correcto).


(cont)

19/03/2016

Rezar só quando apetece?

4. É bom rezar só quando apetece?


Suprima-se a palavra "só".

Uma pessoa normal trabalha quando gosta e quando não gosta; preocupa-se com a sua família quando esta a entusiasma e quando não, etc.

Da mesma forma se deve dedicar tempo a Deus quando apetece e quando não, pois o bem nem sempre apetece.


(cont)

18/03/2016

Baptismo e pecado original

Não dizem que o Baptismo apaga o pecado original?

Desse modo, recupera-se o principal: a amizade e filiação divinas e a possibilidade de ir para o céu.

Mas a dor e a tendência para o mal permanecem.

Não é pouco o que se recupera, sobretudo se se tem em conta que custou a Cruz de Cristo.



17/03/2016

O que é o pecado original?

O que é o pecado original?

É aquele que cometeram Adão e Eva e que se tornou a origem dos restantes pecados.
Quando eles desobedeceram a Deus, a natureza humana sofreu um duro golpe.
Ficaram privados da amizade e intimidade divinas, perderam o paraíso e ficaram sujeitos à dor e à morte.

Apareceu também a inclinação para o mal.

E esta situação foi herdada por todos.

Por isto, para fazer o bem temos de nos esforçar.



16/03/2016

Apetece-me

Qual é o mal, se me apetece?

Porque nem tudo o que apetece é bom.

Juntamente à inclinação natural para o bem, temos uma patente inclinação para o mal, a qual devemos dominar.

Esta tendência para o mal começou com o pecado original.



28/08/2012

O mundo, lugar de encontro com Deus


Textos de S. Josemaria Escrivá
Necessitas de formação, porque tens de ter um profundo sentido de responsabilidade, que promova e anime a actuação dos católicos na vida pública, com o respeito devido à liberdade de cada um, e recordando a todos que têm de ser coerentes com a sua fé. (Forja, 712)

Um homem sabedor de que o mundo – e não só o templo – é o lugar do seu encontro com Cristo, ama esse mundo, procura adquirir uma boa preparação intelectual e profissional, vai formando – com plena liberdade – os seus próprios critérios sobre os problemas do meio em que vive; e toma, como consequência, as suas próprias decisões que, por serem decisões de um cristão, procedem também de uma reflexão pessoal que tenta humildemente captar a vontade de Deus nesses aspectos, pequenos e grandes, da vida.

Mas esse cristão não se lembra nunca de pensar ou de dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja, e que as suas soluções são as soluções católicas daqueles problemas. Isso não pode ser, meus filhos! Isso seria clericalismo, catolicismo oficial, ou como quiserdes chamar-lhe. De qualquer modo, seria violentar a natureza das coisas. Tendes de difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que há-de levar os cristãos a três consequências: a serem suficientemente honrados para arcarem com a sua responsabilidade pessoal; a serem suficientemente cristãos para respeitarem os seus irmãos na fé que proponham – em matérias discutíveis – soluções diversas das suas; e a serem suficientemente católicos para não se servirem da Igreja, nossa Mãe, misturando-a com partidarismos humanos. (...).


Interpretai, portanto, as minhas palavras como o que são: um chamamento a exercerdes – diariamente!, não apenas em situações de emergência – os vossos direitos; e a cumprirdes nobremente as vossas obrigações como cidadãos – na vida política, na vida económica, na vida universitária, na vida profissional –, assumindo com coragem todas as consequências das vossas decisões, arcando com a independência pessoal que vos corresponde. E essa mentalidade laical cristã permitir-vos-á fugir de toda a intolerância, de todo o fanatismo. Di-lo-ei de um modo positivo: far-vos-á conviver em paz com todos os vossos concidadãos e fomentar também a convivência nos diversos sectores da vida social. (Temas Actuais do Cristianismo, 117–118).

18/01/2012

Há-de urgir-te a caridade de Cristo

Textos de São Josemaria Escrivá

Tens necessidade de vida interior e de formação doutrinal. Exige-te! – Tu, cavalheiro cristão, mulher cristã, tens de ser sal da terra e luz do mundo, porque estás obrigado a dar exemplo com um santo descaramento. Há-de urgir-te a caridade de Cristo e, ao sentires-te e saberes-te outro Cristo a partir do momento em que lhe disseste que o seguias, não te separarás dos teus semelhantes – os teus parentes, os teus amigos, os teus colegas –, da mesma maneira que o sal não se separa do alimento que condimenta. A tua vida interior e a tua formação abrangem a piedade e o critério que deve ter um filho de Deus, para temperar tudo com a sua presença activa. Pede ao Senhor para seres sempre esse bom condimento na vida dos outros. (Forja, 450)

Um cristão não pode reduzir-se aos seus problemas pessoais, pois tem de viver face à Igreja universal, pensando na salvação de todas as almas.
Deste modo, até aquelas facetas que poderiam considerar-se mais íntimas e privadas – a preocupação pelo progresso interior – não são, na realidade, individuais, visto que a santificação forma uma só coisa com o apostolado. Havemos de esforçar-nos, na nossa vida interior e no desenvolvimento das virtudes cristãs, pensando no bem de toda a Igreja, dado que não poderíamos fazer o bem e dar a conhecer Cristo, se na nossa vida não se desse um esforço sincero por realizar os ensinamentos do Evangelho.
Impregnadas deste espírito, as nossas orações, ainda que comecem por temas e propósitos aparentemente pessoais, acabam sempre por ir ter ao serviço dos outros. E, se caminharmos pela mão da Virgem Santíssima, Ela fará com que nos sintamos irmãos de todos os homens, porque todos somos Filhos desse Deus de que Ela é filha, esposa e mãe.
Os problemas dos outros devem ser os nossos problemas. A fraternidade cristã deve estar bem no fundo da nossa alma, de tal modo que nenhuma pessoa nos seja indiferente. Maria, Mãe de Jesus, que O criou, O educou e O acompanhou durante a sua vida terrena e agora está junto d'Ele nos Céus, ajudar-nos-á a reconhecer Jesus em quem passa ao nosso lado, tornado presente para nós nas necessidades dos nossos irmãos, os homens. (Cristo que passa, 145)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


25/11/2011

Fome e sede dele e da sua doutrina

Textos de São Josemaria Escrivá

Sem a vida interior, sem formação, não há verdadeiro apostolado nem obras fecundas: o trabalho é precário e, inclusivamente, fictício. Que responsabilidade, portanto, a dos filhos de Deus! Temos de ter fome e sede dele e da sua doutrina. (Forja, 892)

Às vezes, com a sua actuação, alguns cristãos não dão ao preceito da caridade o valor máximo que tem. Cristo, rodeado pelos seus, naquele maravilhoso sermão final, dizia à maneira de testamento: "Mandatum novum do vobis, ut diligatis invicem", dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros.
E ainda insistiu: "In hoc cognoscent omnes quia discipuli mei estis", nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.
Oxalá nos decidamos a viver como Ele quer! (Forja, 889)

Se faltar a piedade – esse laço que nos ata a Deus fortemente e, por Ele, aos outros, porque neles vemos Cristo –, é inevitável a desunião, com a perda de todo o espírito cristão. (Forja, 890)

Agradece com todo o coração a Nosso Senhor as potências admiráveis... e terríveis, da inteligência e da vontade com que quis criar-te. Admiráveis, porque te fazem semelhante a Ele; terríveis, porque há homens que as põem contra o seu Criador.
A mim, como síntese do nosso agradecimento de filhos de Deus, ocorre-me dizer a este Pai nosso, agora e sempre: "Serviam!" – Servir-te-ei! (Forja, 891)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet