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09/09/2018

Temas para reflectir e meditar


Ser como criança - 5

Quando tinha quinze anos cheguei a casa radiante pois tinha um "presente de Natal" para o meu Pai.
Entreguei-lho orgulhoso:
'Aqui tem, Pai, a caderneta com as minhas notas deste período: terceiro classificado na classe com média de dezoito valores!

O meu Querido Pai recebeu a caderneta, conferiu e disse-me:
Muito bem!
Mas, continuou, se bem entendo, houve, pelo menos dois colegas teus que tiveram médias de dezanove e vinte e que foram os segundo e primeiro classificados!

Isto, claro, era absolutamente verdade, mas eu fiquei chocado e desiludido.
Fui para o meu quarto pensando na tremenda injustiça com que fora tratado.
Durante as férias não se falou mais no assunto.

A verdade é que chegadas as férias da Páscoa a caderneta que ofereci ao meu Pai atestava uma média de vinte valores e o Primeiro lugar na minha turma.
O meu Pai dando-me um enorme beijo só me disse:

Vês como eu tinha razão?
Tu podes e, se podes tens de alcançar!

E, claro, uma vez mais, o meu Pai tinha inteira razão.

AMA, reflexões, 29.05.2018

08/09/2018

Temas para reflectir e meditar


Ser como criança - 4

Evidentemente que ter "presença Deus" é ter consciência que Deus está presente na nossa vida SEMPRE!
Que nos vê e nos ouve, acompanhando os nossos passos, ouvindo o mais íntimo do nosso coração.
Ter esta consciência condiciona a nossa vida?

Penso que sim ou, melhor, acho que deve.
Isto pela simples razão de, naturalmente queremos fazer o que Lhe agrada e evitar o que possa magoar o Seu Coração Amantíssimo.
Como crianças, pois claro, que desejam ver o sorriso no rosto do seu Pai e não vê-lo "franzir o sobrolho".

Para uma criança o Pai tem sempre razão por isso confia totalmente no que lhe diz, sugere ou aconselha.
A criança adolescente inicia um percurso difícil que é o começar a pensar pela sua própria cabeça.
É aqui que também de certa forma enfraquece a sua confiança "cega" no Pai questionando as suas "razões" e debatendo consigo mesmo se o Pai ou está enganado ou, pior, se não está a ser injusto.
Bom. Isto pode de facto ser verdade porque os Pais são seres humanos e não têm o dom de infalibilidade.

Já quanto à injustiça parece-me que tal não se coloca porque seria como que "contra natura".

AMA, reflexões, 28.05.2018

07/09/2018

Temas para reflectir e meditar


Ser como criança - 3

Mas no início desta reflexão falávamos de crianças. O que têm a ver com o exame que nós, adultos, nos propomos?

Uma criança faz exame pessoal?
Evidentemente não porque tal não tem cabimento na sua estrutura mental.
A conclusão parece saltar evidente: ser como uma criança "poupa-nos" o esforço e a necessidade de exame.
Para uma criança é simples: fiz aquilo é o resultado foi este é, rapidamente toma uma decisão: não torno a fazer tal coisa ou vou voltar a fazer o mesmo.
Se nos comportamos como crianças temos assegurado que o exame não é Necessário.
Uma criança, por princípio, faz o que lhe apetece mas à medida que vai crescendo habitua-se a olhar primeiro para a Mãe ou o Pai como que a avaliar se o que lhe apetece fazer vai ter aprovação daqueles cujo critério não discute.

E nós? O que fazemos? Vamos para a frente ou detemo-nos a pensar se Deus aprovará ou não o que nos propomos empreender?

Esta pergunta leva-nos imediatamente a outra questão: o sentido da presença de Deus.

Acho que temos de considerar que, independentemente da idade que temos, estamos nesta vida como que "à experiência", ou seja passo a passo, dia a dia, teremos sempre que dar contas dos actos pelos quais somos responsáveis.
E ter bem claro que a responsabilidade é sempre nossa porque fomos nós quem tomou a decisão.

AMA, reflexões, 27.05.2018

06/09/2018

Temas para reflectir e meditar


Ser como criança - 2

Na agitação que rodeia as nossas vidas, um sentimento de alguma "inveja" por aqueles e aquelas que escolhem a viver uma vida recolhida num convento muitas vezes nos faz pensar e ansiar por um tempo mesmo que breve de recolhimento e sossego para ouvir melhor, por assim dizer, o que o Espírito Santo sussurra ao nosso coração.
Sabemos muito bem que muitas coisas importantes dependem deste escutar com vontade de aprender ou desejo de seguir seguir essas inspirações.
É muito difícil escutar sem silêncio interior e, este, também se torna difícil no meio da agitação da vida diária.

Penso o que seria o céu sem silêncio!

De facto acho que a contemplação da Face de Deus deve ser de tal forma intensa, esmagadora que impedirá a articulação de qualquer palavra ou ruído.
Talvez pudéssemos como que "ensaiar" essa postura silenciosa já aqui na terra.
E muito precisamos desse exercício porque muitas vezes a nossa ânsia de falar é tal que saltando de um assunto para outro quase sem interrupção nos vamos envolvendo numa verborreia maçadora que ninguém quer escutar.

Talvez que tal seja fruto ou consequência de quem não tendo com quem falar se habituou a falar consigo próprio assumindo-se como comunicador e ouvinte.
Este fenómeno talvez seja mais frequente que se possa pensar.
Mal? Não vejo nenhum bem ao contrário servirá para pelo menos ter a mente ocupada.

Se houver honestidade intelectual - que considero absolutamente indispensável - pode alcançar-se um nível de raciocínio bastante elevado.
Talvez que resolvemos escrever alguns dos pontos que abordámos ou conclusões a tenhamos chegado.

Ficaremos assim com matéria para o exame de que falamos.

AMA, reflexões, 26.05.2018

05/09/2018

Temas para reflectir e meditar


Ser como criança - 1

Particularmente São Marcos refere com frequência a predilecção de Jesus pelas crianças e como aconselhava a quem sente desejo de O seguir a imitar as crianças.

Há muita ternura e carinho em São Marcos quando assim escreve e podemos inferir que tal lhe terá sido transmitido por São Pedro, homem adulto e com um amor entranhado a Jesus que bem desejaria não ter feito coisas que as crianças não fazem, por exemplo, negar, trair, jurar falso.

AMA, reflexões, 22.05.2018