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26/08/2016

Evangelho e comentário


Tempo Comum

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”.13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

Quem ler este trecho do Evangelho com espírito "retorcido" poderá ser levado a considerar que, afinal, ele faz a apologia do egoísmo.
Não dividir o azeite com as que precisavam é o que parece ser a grande ilação a tirar.
De facto, repartir com os outros do que se tem e não só do que sobra, é a verdadeira caridade, a misericórdia mais perfeita.

Só que, aqui, não é disso que se trata.

O que o Evangelho demonstra é a necessidade de estar preparado evitando a todo o custo a "aventura" de deixar para a última hora - que nunca se sabe quando chega - o que se deve ir fazendo todos os dias.

Por outro lado, há que ter em conta que não pode haver nenhum motivo ou "razão" que nos leve a pôr em risco a própria salvação que tem de estar acima de qualquer outro sentimento, mesmo nobre, seja ele qual for.

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13, 09.08.2011)








09/08/2016

Evangelho e comentário


Tempo Comum

Santa Teresa Benedita da Cruz, Padroeira da Europa [i]

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

O Senhor repete uma e outra vez o mesmo aviso: estar preparado.

Esta insistência vem do facto de Jesus Cristo conhecer muito bem que uma das principais "falhas" do homem é a falta de perseverança.

Não nos cansemos nós também de insistir na petição: Senhor, ajuda-me a perseverar.

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13,  2015.08.28)











[i] Nota Histórica
Edith Stein, filha de pais judaicos, nasceu em Breslau no dia 12 de Outubro de 1891. Tendo-se dedicado aos estudos filosóficos, empenhou-se perseverantemente na procura da verdade, até que encontrou a fé em Deus e se converteu à Igreja Católica. Foi baptizada no dia 1 de Janeiro de 1922. Desde então serviu a Deus na função de professora e escritora. Agregada às irmãs carmelitas em 1933 com o nome Teresa Benedita da Cruz por ela escolhida, dedicou a sua vida ao serviço do povo judaico e do povo alemão. Deixando a Alemanha por causa da perseguição aos Judeus, foi recebida a 31 de Dezembro de 1938 no convento das carmelitas de Echt (Holanda). No dia 2 de Agosto de 1942 foi presa pelas autoridades que exerciam o poder aterrador na Alemanha e enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau (Polónia), destinado ao genocídio do povo judaico. Aí foi cruelmente morta no dia 9 de Agosto.

28/08/2015

Evangelho, comentário, L. Espiritual

Tempo comum XXI Semana

Santo Agostinho – Doutor da Igreja

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

É a segunda vez, neste mês de Agosto, que a Igreja põe este trecho do Evangelho de São Mateus à consideração dos seus filhos. Há, evidentemente, uma intenção claríssima de, sobretudo nesta época de férias e, portanto, de algum possível ‘amolecimento’, chamar a atenção para o que mais nos deve interessar: a nossa salvação.
Estar preparado é tarefa de todos os dias da nossa vida, sem descanso ou abrandamentos na atitude corajosa de revisão interior, concreta e séria.
A eventual “canseira” de agora será substituída pelo garantido descanso eterno.

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13, 2013.08.30)


Leitura espiritual



CRISTO QUE PASSA

58 
          
A arriscada segurança do Cristão

Qui habitat in adiutorio Altissimi in protectione Dei coelí commorabitur - Habitar sob a protecção de Deus, viver com Deus: eis a arriscada segurança do cristão.
É necessário convencermo-nos de que Deus nos ouve, de que está sempre solícito por nós, e assim se encherá de paz o nosso coração. Mas viver com Deus é indubitavelmente correr um risco, porque o Senhor não Se contenta compartilhando; quer tudo.
E aproximar-se d'Ele um pouco mais significa estar disposto a uma nova rectificação, a escutar mais atentamente as suas inspirações, os santos desejos que faz brotar na nossa alma, e a pô-los em prática.

Desde a nossa primeira decisão consciente de viver integralmente a doutrina de Cristo, é certo que avançámos muito pelo caminho da fidelidade à sua Palavra.
Mas não é verdade que restam ainda tantas coisas por fazer?
Não é verdade que resta, sobretudo, tanta soberba?
É precisa, sem dúvida, uma outra mudança, uma lealdade maior, uma humildade mais profunda, de modo, que, diminuindo o nosso egoísmo, cresça em nós Cristo, pois illum oportet crescere, me autem minui, é preciso que Ele cresça e que eu diminua.

Não é possível deixar-se ficar imóvel.
É necessário avançar para a meta que S. Paulo apontava: não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim.
A ambição é alta e nobilíssima: a identificação com Cristo, a santidade. Mas não há outro caminho, se se deseja ser coerente com a vida divina que, pelo Baptismo, Deus fez nascer nas nossas almas. O avanço é o progresso na santidade; o retrocesso é negar-se ao desenvolvimento normal da vida cristã.
Porque o fogo do amor de Deus precisa de ser alimentado, de aumentar todos os dias arreigando-se na alma; e o fogo mantém-se vivo queimando novas coisas.
Por isso, se não aumenta, está a caminho de se extinguir.

Recordai as palavras de Santo Agostinho: Se disseres basta, estás perdido. Procura sempre mais, caminha sempre, progride sempre. Não permaneças no mesmo sítio, não retrocedas, não te desvies.

A Quaresma coloca-nos agora perante estas perguntas fundamentais: Avanço na minha fidelidade a Cristo?
Em desejos de santidade?
Em generosidade apostólica na minha vida diária, no meu trabalho quotidiano entre os meus companheiros de profissão?

Cada um que responda a estas. perguntas, sem ruído de palavras, e verá como é necessária uma nova transformação para que Cristo viva em nós, para que a sua imagem se reflicta limpidamente na nossa conduta.

Se alguém quer vir atrás de Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz de cada dia, e siga-Me.
Cristo repete-o a cada um de nós, ao ouvido, intimamente: a Cruz de cada dia.
Não só - escreve S. Jerónimo - em tempo de perseguição, ou quando se apresenta a possibilidade do martírio, mas em todas as situações, em todas as actividades, em todos os pensamentos, em todas as palavras, neguemos aquilo que antes éramos e confessemos o que agora somos, visto que renascemos em Cristo.

Estas considerações não são, afinal, senão o eco das do Apóstolo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Comportai-vos como filhos da luz, porque o fruto da luz consiste na bondade, na justiça e na verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor.

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida.
A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor.
Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar - nas novas situações da nossa vida - a luz, o impulso da primeira conversão.
E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-Lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos.
Não há outro caminho para nos convertermos de novo.

59 
          
O tempo oportuno

Exhortamur ne in vacuum gratiam Dei recipiatis - Exortamo-vos a não receber em vão a graça de Deus.
Porque a graça divina pode encher as nossas almas nesta Quaresma, desde que não cerremos as portas do coração.
Temos de ter estas boas disposições, o desejo de nos transformar realmente, de não brincar com a graça do Senhor.

Não gosto de falar de temor, porque o que move o cristão é o Amor de Deus, que se nos manifestou em Cristo e que nos ensina a amar todos os homens e a criação inteira; mas devemos falar de responsabilidade, de seriedade.
Não queirais enganar-vos a vós mesmos: de Deus não se zomba, adverte-nos o mesmo Apóstolo.

É preciso decidir-se.
Não é lícito viver tentando manter acesas, como diz o povo, uma vela a S. Miguel e outra ao Diabo.
É preciso apagar a vela do Diabo.
Temos de consumir a vida fazendo-a arder inteiramente ao serviço do Senhor.
Se o nosso empenho pela santidade é sincero, se temos a docilidade de nos abandonar nas mãos de Deus, tudo correrá bem.
Porque Ele está sempre disposto a dar-nos a sua graça e, especialmente neste tempo, a graça de uma nova conversão, de uma melhoria da nossa vida de cristãos.

Não podemos considerar esta Quaresma como uma época mais, repetição cíclica do tempo litúrgico; este momento é único; é uma ajuda divina que é necessário aproveitar.
Jesus passa ao nosso lado e espera de nós - hoje, agora - uma grande mudança.

Ecce nunc tempus acceptabile, ecce nunc dies salutis: eis o tempo oportuno, que pode ser o dia da Salvação.
Outra vez se ouvem os apelos do Bom Pastor, o carinhoso chamamento: Ego vocavi te nomine tuo.
Chama-nos a cada um pelo nosso nome, com o nome familiar com que nos tratam as pessoas que nos amam.
A ternura de Jesus por nós não cabe em palavras.

Contemplai comigo esta maravilha do amor de Deus: o Senhor vem ao nosso encontro, espera por nós, coloca-Se à beira do caminho, para que não tenhamos outra solução senão vê-Lo!
E chama-nos pessoalmente, falando-nos das nossas coisas, que são também as suas, movendo a nossa consciência à compreensão, abrindo-a à generosidade, imprimindo na nossa alma o desejo de sermos fiéis, de podermos chamar-nos seus discípulos!

Basta ouvir essas palavras íntimas da graça, que são como que uma repreensão, tantas vezes afectuosa, para nos darmos conta de que não Se esqueceu de nós durante todo aquele tempo em que, por culpa nossa, nós não O vimos.
Cristo ama-nos com o amor inesgotável que cabe no seu Coração de Deus.

Reparai na sua insistência: Ouvi-te no tempo oportuno, ajudei-te no dia da salvação.
Já que Ele te promete a glória, o seu amor, e to oferece oportunamente, e te chama - tu que Lhe hás-de dar?
Como responderás, como responderei eu também, a esse amor de Jesus, que passa?

Ecce nunc dies salutis - aqui está, diante de nós, este dia da salvação.
O chamamento do Bom Pastor chega até nós: Ego vocavi te nomine tuo, Eu chamei-te, a ti, pelo teu nome!
É preciso responder - amor com amor se paga - dizendo-Lhe Ecce ego quia vocasti me - chamaste por mim e aqui estou!
Estou decidido a que não passe este tempo de Quaresma como passa a água sobre as pedras, sem deixar rasto.
Deixar-me-ei empapar, transformar; converter-me-ei, dirigir-me-ei de novo ao Senhor, querendo-Lhe como Ele deseja ser querido.

Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com toda a tua mente Que resta do teu coração - comenta S. Agostinho - para que possas amar-te a ti mesmo? Que resta da tua alma, da tua mente? Ex toto - afirma. “Totum exigit te, qui fecit te"; Quem te fez exige tudo de ti.

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Após este protesto de amor, é necessário comportarmo-nos como amigos de Deus.
In omnibus exhibeamus nosmetipsos sicut Dei ministros; comportemo-nos em tudo como servidores do Senhor.
Se te dás como Ele quer, a acção divina manifestar-se-á na tua conduta profissional, no trabalho, num empenho por fazer divinamente as coisas humanas, grandes ou pequenas, pois pelo Amor todas adquirem uma nova dimensão.

Mas nesta Quaresma não podemos esquecer que querer ser servidores de Deus não é fácil.
Continuemos a seguir o texto de S. Paulo que a Epístola deste Domingo recolhe, para recordarmos as dificuldades: Como servidores de Deus - escreve o Apóstolo - com muita paciência nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nos cárceres, nas sedições, no trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; com pureza, com doutrina, com longanimidade, com mansidão, com o Espírito Santo, com caridade sincera, com palavras de verdade, com fortaleza de Deus.

Nos mais diferentes momentos da vida, em todas as situações., havemos de comportarmo-nos como servidores de Deus, sabendo que o Senhor está connosco, que somos seus filhos.
É preciso sermos conscientes dessa raiz divina, que está enxertada na nossa vida, e actuar em conformidade.

Estas palavras do Apóstolo deve encher-vos de alegria, porque são como que uma canonização da vossa vocação de cristãos correntes, vivendo no meio do mundo, compartilhando com os demais homens, vossos iguais, ideais, trabalhos e alegrias. Tudo isso é caminho divino.
O que o Senhor vos pede é que a todo o momento actueis como filhos e servidores seus.

Mas estas circunstâncias ordinárias da vida só serão caminho divino se realmente nos convertermos, se nos entregarmos.
S. Paulo, na verdade, usa uma linguagem dura.
Promete ao cristão uma vida difícil, arriscada, em perpétua tensão. Como se tem desfigurado o Cristianismo quando se tem pretendido fazer dele um caminho cómodo!
Mas também é uma desfiguração da verdade pensar que essa vida profunda e séria, que conhece vivamente todos os obstáculos da existência humana, é uma vida de angústia, de opressão ou de medo.

O cristão é realista, de um realismo sobrenatural e humano, sensível a todos os matizes da vida: a dor e a alegria, o sofrimento próprio e alheio, a certeza e a perplexidade, a generosidade e a tendência para o egoísmo...
O cristão conhece tudo e com tudo se enfrenta, cheio de inteireza humana e de fortaleza recebida de Deus.

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As tentações de Cristo

A Quaresma comemora os quarenta dias que Jesus passou no deserto, como preparação para os anos de pregação que culminam na Cruz e na glória da Páscoa.
Quarenta dias de oração e de penitência, no fim dos quais teve lugar o episódio que a liturgia de hoje oferece à nossa consideração no Evangelho da Missa: as tentações de Cristo.

É uma cena cheia de mistério, que o homem em vão pretende entender - Deus que Se submete à tentação, que deixa actuar o Maligno... - mas que pode ser meditada, pedindo ao Senhor que nos faça compreender a lição nela contida.

Jesus Cristo tentado!
A Tradição esclarece este episódio considerando que Nosso Senhor quis sofrer a tentação para nos dar exemplo em tudo.
Assim é, porque Cristo foi perfeito homem, igual a nós, salvo no pecado.
Após quarenta dias de jejum, com o simples alimento, possivelmente, de ervas e de raízes e de um pouco de água, Jesus sente fome - fome autêntica, como a de qualquer criatura.
E quando o Demónio lhe propõe que transforme em pão as pedras, Nosso Senhor não só rejeita o alimento que o corpo lhe pedia, mas afasta de Si uma incitação maior: a de usar o poder divino para remediar, digamos assim, um problema pessoal.

Tereis notado isso ao longo dos Evangelhos: Jesus não faz milagres em proveito próprio.
Converte a água em vinho para os noivos de Caná; multiplica os pães e os peixes para dar de comer a uma multidão faminta; mas Ele ganha o seu pão, durante muitos anos, com o seu próprio trabalho.
E mais tarde, durante o tempo em que peregrina por terras de Israel, vive com a ajuda daqueles que O seguem

Relata S. João que, depois de uma longa caminhada, chegando Jesus ao poço de Sicar, manda os seus discípulos à cidade para comprarem alimentos; e ao ver aproximar-se a Samaritana pede-lhe água, porque Ele não tinha com que tirá-la.
O seu corpo fatigado pela longa caminhada sofre o cansaço e, outras vezes, para refazer energias, recorre ao sono.
Generosidade do Senhor que Se humilhou, que aceitou plenamente a condição humana, que não Se serve do seu poder divino para fugir das dificuldades ou do esforço!
E assim nos ensina a ser fortes, a amar o trabalho, a nobreza humana e divina de saborear as consequências da entrega, da doação.

Na segunda investida, quando o Demónio Lhe propõe que Se lance do pináculo do Templo, Jesus rejeita de novo a tentação de querer servir-Se do seu poder divino.
Cristo não busca a vangloria, o aparato, a comédia humana que procura utilizar Deus como pano de fundo da nossa própria excelência. Jesus Cristo quer cumprir a vontade do Pai sem adiantar os tempos nem antecipar a hora dos milagres, percorrendo passo a passo a dura senda dos homens, o amável caminho da cruz.

Algo muito parecido vemos na terceira tentação: são-lhe oferecidos reinos, poder, glória.
O Demónio pretende estender a ambições humanas uma atitude que se deve reservar só a Deus: promete uma vida fácil a quem se prostrar diante dele, diante dos ídolos.
Nosso Senhor reconduz a adoração ao seu único e verdadeiro fim - Deus - e reafirma a sua vontade de servir: Afasta-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.

(cont)


09/08/2014

Evang.; Coment.; Leit. Esp. (Magistério - Ratzinguer)

Tempo comum XIX Semana

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

Algumas traduções chamam “néscias” às virgens “imprudentes”. Ser néscio é ser pouco atilado, prudente ou coerente.
Alguém que não leva as coisas muito a sério, que está disposto a “esperar para ver o que acontece”, não se preocupar ou não dar importância a algo que a deve ter.

Neste caso, parece evidente, que aquelas virgens a que o Senhor se refere na Sua parábola, são retrato, a imagem destas pessoas que vão pela vida como se não tivessem qualquer responsabilidade ou dever e, pior, que não lhes venham a ser pedidas contas do que deveriam ter feito e não fizeram.

Preparar-se é sinal de prudente coerência de quem se diz empenhado na sua salvação, o maior bem a que pode aspirar.

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13, 2013.08.09)

Leitura espiritual



Magistério

cardeal joseph ratzinger

Algumas perguntas pessoais


Um auto-retrato.

Poderia descrever-se a si mesmo?

É impossível fazer um auto-retrato; é difícil julgar-se a si mesmo. Posso apenas dizer que venho de uma família muito simples, muito humilde, e por isso, mais do que um cardeal, sinto-me um homem simples.

Tenho a minha casa na Alemanha, numa cidade pequena, cujos habitantes trabalham na agricultura, em ofícios manuais, e ali sinto-me no meu ambiente. Também procuro ser assim no meu trabalho: não sei se o consigo, não me atrevo a julgar-me.

Recordo sempre com grande carinho a profunda bondade do meu pai e da minha mãe; naturalmente, para mim, bondade inclui a capacidade de dizer "não", pois uma bondade que deixasse o outro fazer qualquer coisa não lhe faria bem. Algumas vezes, bondade significa ter que dizer "não" e correr assim o risco de que nos contradigam.

Esses são os meus critérios, essa é a minha origem; quanto ao resto, deveriam ser os outros a julgar [i].

Homem de consciência.

Seu irmão fez a seguinte caracterização da sua pessoa:

"Custa-lhe ter de agir com força, mas, quando precisa combater, actua segundo a sua consciência". O senhor é um homem de consciência?

Procuro sê-lo. Não ouso dizer que o seja. Mas parece-me bastante importante não colocar a aprovação ou o ambiente simpático do meio a que se pertence acima da verdade, embora isto seja sempre uma grande tentação. É claro que o apelo à consciência pode transformar-se na mania de ter sempre razão, de modo que uma pessoa pense que tem de se opor a tudo. Mas, entendido num sentido correto, o homem que ouve a sua consciência, e para quem aquilo que se conhece - o bem - está acima da aprovação e da aceitação dos outros, é para mim, de facto, um ideal e uma tarefa. E figuras como Thomas More, o Cardeal Newman e outras grandes testemunhas – entre elas, os que foram implacavelmente perseguidos pelo regime nazi, como por exemplo Dietrich Bonhoeffer [ii] são, para mim, grandes modelos [iii].

Medo de Deus? Eminência, às vezes o senhor também sente medo de Deus?

Não falaria de medo. Graças a Cristo, sabemos como Deus é, sabemos que nos ama [...]. No entanto, sempre experimento a consciência fulminante de não estar à altura da ideia que Deus faz de mim [iv].

O primado da verdade na vida. Ao longo do meu caminho espiritual, senti muito intensamente o problema de saber se, no fundo, não é presunção dizer que podemos conhecer a verdade, em virtude de todas as nossas limitações. Também me interroguei até que ponto não seria talvez melhor pôr essa categoria em segundo plano. Ao aprofundar essa questão, pude observar, e também compreender, que a renúncia à verdade não resolve nada: pelo contrário, conduz à ditadura da arbitrariedade. Tudo o que resta só pode então ser decidido por nós e é substituível. O homem perde a dignidade quando não é capaz de conhecer a verdade, quando tudo não passa de produto de uma decisão individual ou colectiva.

Assim, vi como é importante que não se perca o conceito de verdade, mas permaneça como categoria central, não obstante as ameaças e os riscos que sem dúvida envolve.

Como exigência que nos é feita, não nos dá direitos, mas, pelo contrário, requer a nossa humildade e a nossa obediência, como também nos pode pôr no caminho daquilo que é comum a todos os homens. A partir de um longo confronto com a situação espiritual em que nos encontramos, este primado da verdade foi lentamente tornando-se visível para mim; como disse, não pode ser simplesmente entendido de forma abstracta, mas precisa estar envolvido em sabedoria [v].

Verdade e bondade.

Certa vez, o senhor afirmou que um homem deveria acentuar o primado da verdade sobre a bondade. Julgo que é uma atitude que pode ser perigosa. Isso não corresponderia à imagem do Grande Inquisidor, tal como Dostoievski a descreveu?

É preciso interpretar todo o contexto. Nessa frase, a bondade é entendida no sentido de uma falsa bondade, do tipo "não pretendo aborrecer-me". É uma atitude muito comum, que se verifica também, e sobretudo, no campo da política: não se quer ser impopular.

Em vez de ter aborrecimentos e de os criar, prefere-se contemporizar, mesmo com o que é errado, com o que não é puro, nem verdadeiro, nem bom. Está-se disposto a comprar bem-estar, sucesso, reconhecimento público e aceitação por parte da opinião dominante, à custa da renúncia à verdade. Não quis atacar a bondade em geral. A verdade só pode ter sucesso e vencer com a bondade. Referia-me a uma caricatura da bondade que é bastante comum: que se negligencie a consciência com o pretexto da bondade, que se coloque acima da verdade a aceitação e a preocupação de evitar problemas, o comodismo, o ser bem-visto [vi].

Autoridade em matéria de fé.

Como é possível, hoje em dia, ter autoridade em questões de fé?

Certamente é uma tarefa difícil, em parte porque já não existe o conceito de autoridade.

O facto de haver uma autoridade que decida coisas parece hoje incompatível com a liberdade para fazer o que se quiser. É difícil também porque muitas tendências gerais da nossa época se opõem à fé católica. Busca-se uma visão do mundo simplificada:

Cristo não poderia ser o Filho de Deus, mas um mito ou uma grande personalidade humana, pois Deus não poderia ter aceito o sacrifício de Cristo, Deus não seria um Deus cruel... Em última análise, há muitas ideias que se opõem ao cristianismo, e seria necessário reformular muitas verdades de fé para que se adequassem ao homem de hoje.

Mas tenho de dizer que muitas pessoas também agradecem que a Igreja continue a ser uma força que transmite a fé católica e ofereça um fundamento sobre o qual se pode viver e morrer. E isso é consolador para mim [vii].

Posição incómoda.

Eminência, [...] o senhor escreveu um livro chamado Deus e o mundo, no qual disse que a sua posição como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé era a posição mais incómoda que já tinha ocupado. (O cardeal Ratzinger ri tranquilamente) O que quis dizer com isso?

Sim, é uma posição incómoda de muitas maneiras. Sobretudo porque, com frequência, somos obrigados a enfrentar todos os problemas da Igreja: relativismo, heresias, teologias inaceitáveis, teólogos complicados e o resto, juntamente com os casos disciplinares; o problema dos pedófilos, por exemplo, também é problema nosso. Nesta
Congregação, temos de lutar com os aspectos mais complicados da vida da Igreja hoje.

Além disso, somos atacados como "a Inquisição"; o senhor deve sabê-lo melhor do que eu...

Isso por um lado. Mas, por outro, comprovo todos os dias que as pessoas estão agradecidas quando dizem: "Sim, a Igreja tem uma identidade, uma continuidade; a fé é real e está presente também hoje, e é possível professá-la..." E o mesmo quando vou à Praça de São Pedro e vejo tantas pessoas de lugares tão variados do mundo que me dizem: "Obrigado, padre. Estamos agradecidos pelo difícil trabalho que faz, porque nos ajuda". Muitos amigos protestantes chegam também a dizer-me: "O que o senhor vem fazendo é útil para nós porque também defende a nossa fé e a validade da fé em Cristo.

Precisamos de uma instância como a sua, mesmo quando não compartilhamos o que diz.

E é útil também para ver que temos de prosseguir na contínua defesa da fé; o senhor alenta-nos a perseverar na fé, a continuar a vivê-la". E nos últimos dias, aproximou-se de mim uma delegação de ortodoxos que me disseram o mesmo. Portanto, o nosso trabalho tem uma dimensão ecuménica que, com frequência, não é apreciada. [viii]

Deus

O Deus escondido. Onde está Deus, onde pode ser encontrado? Está escondido?

Parece que se revela muito raramente. As pessoas desesperam-se porque pensam que Ele não fala com elas, não dá sinais, não interfere na sua vida.

Ele manifesta-se, mas não de forma ruidosa, não necessariamente sob a forma de uma catástrofe natural, embora as catástrofes naturais também possam ser manifestações suas. Não o faz, pois, de forma ruidosa, mas sempre se está manifestando. É claro que o receptor tem de estar, por assim dizer, sintonizado para captar o emissor.

Na nossa maneira de viver e de pensar, há tantas interferências perturbadoras que não somos capazes de captar o som, que também se tornou tão estranho para nós que não o reconhecemos como vindo dEle. Mas eu diria que qualquer pessoa que esteja atenta pode fazer essa experiência e perceber: neste momento, Ele dirige-se a mim; é uma oportunidade que me é dada para conhecê-lo. [...] Ele pode manifestar-se se eu estiver vigilante, e também se houver alguém que me ajude a decifrar a realidade. É claro que Ele não fala de forma ruidosa, mas sim através de sinais e dos acontecimentos da vida, e através das outras pessoas. É necessário, pois, ter uma certa vigilância, e perseverança para não ser dominado pelas coisas que ocupam o primeiro plano [ix].

O Deus marginalizado.

Onde está Deus na sociedade contemporânea?

Está muito marginalizado. Na vida política, parece quase indecente falar de Deus, como se fosse um ataque à liberdade de quem não crê. O mundo político segue as suas normas e os seus caminhos, excluindo Deus como uma realidade que não pertence a esta terra.

O mesmo acontece no mundo do comércio, da economia e da vida privada. Deus fica à margem. No entanto, parece-me necessário voltar a descobrir [...] que também a esfera política e económica têm necessidade de uma responsabilidade moral, de uma responsabilidade que nasce do coração do homem e que, em última análise, tem a ver com a presença ou a ausência de Deus. Uma sociedade em que Deus esteja absolutamente ausente autodestrói-se [x].


Existência de Deus e existência humana.

Li recentemente as afirmações de um intelectual alemão que, em relação à "questão de Deus", se dizia agnóstico e, ao mesmo tempo, acrescentava que não se poderia nem provar nem excluir totalmente a existência de Deus, de modo que esse problema permaneceria sempre em aberto. No entanto, declarava-se firmemente convencido da existência do inferno: bastava-lhe ligar a televisão para comprová-lo sem sombra de dúvida.

Se a primeira parte dessa afirmação corresponde plenamente ao sentir moderno, a segunda parece extravagante, ao menos à primeira vista. Como é possível crer no inferno se Deus não existe? Mas, se considerarmos essas palavras com um pouco mais de atenção, veremos que encarnam uma certa lógica. O inferno é, por definição, viver na ausência de Deus. Onde Deus não está, ali está o inferno. Certamente, não é tanto o espetáculo diário da televisão que nos fornece a prova, quanto um olhar sobre o século que terminou e que nos deixou palavras como "Auschwitz" ou "Arquipélago Gulag", e nomes como Hitler, Stalin, Pol Pot. Esses infernos foram construídos para preparar um mundo futuro de homens auto-suficientes que não teriam nenhuma necessidade de Deus.

Mas onde Deus não está, surge o inferno, e o inferno persiste, muito simplesmente, pela ausência de Deus. Pode-se chegar a esse extremo também de maneiras subtis, que quase sempre afirmam que o que se busca é o bem dos homens. Hoje, quando se comercializam órgãos humanos, quando se fabricam fetos para dispor de órgãos de reposição ou para promover o avanço da ciência e da prevenção médicas, muitos consideram implícito o caráter humanitário dessas práticas. Mas o desprezo pelo homem que esse usar e abusar do ser humano pressupõe, conduz, quer se queira quer não, à descida aos infernos.

Isto não significa que não possa haver ou não haja ateus com um grande senso ético.

Seja como for, atrevo-me a afirmar que essa ética se baseia na luz que emanou um dia do Monte Sinai e que continua a brilhar até hoje: a luz de Deus. Nietzsche tinha razão ao sublinhar que, quando a notícia da morte de Deus se tornasse conhecida por todo o mundo, quando a sua luz se tivesse apagado definitivamente, esse momento seria necessariamente terrível.

O cristianismo não é uma filosofia complicada e envelhecida com o passar do tempo, não é uma imensa coleção de dogmas e preceitos: a fé cristã consiste em sermos tocados por Deus e sermos as suas testemunhas.

Precisamente por isso podemos dizer: a Igreja existe para que Deus, o Deus vivente, seja anunciado, para que o homem possa aprender a viver com Deus, sob o seu olhar e em comunicação com Ele. A Igreja existe para evitar o avanço do inferno sobre a terra e para fazer com que esta se torne mais habitável à luz de Deus.. Graças a Ela, e somente graças a Ela, a terra será humana. Nem que seja apenas por este motivo, a Igreja deve continuar a existir, porque a sua eventual desaparição arrastaria a humanidade para o torvelinho das trevas, da escuridão, até à destruição de tudo o que torna humano o homem. [...] Sem Deus, o mundo não consegue iluminar-se. A Igreja serve ao mundo fazendo com que Deus viva nela, permitindo que Ele transpareça nEla, e estando pronta assim para levá-lo à humanidade [xi].

Encontro pessoal com Deus.

O cristianismo apresenta-se hoje como uma antiga tradição carregada de antigos mandamentos, algo que já conhecemos e que não nos diz nada de novo, uma instituição forte, uma das grandes instituições que pesam sobre os nossos ombros. [...] Mas se pararmos nesta impressão, não viveremos o núcleo do cristianismo, que é um encontro sempre novo, um acontecimento graças ao qual podemos encontrar o Deus que fala connosco, que se aproxima de nós, que se faz nosso amigo. [...] É decisivo chegar a este ponto fundamental de um encontro pessoal com Deus, que também hoje se faz presente e que é nosso contemporâneo. [...] Se encontrarmos este centro essencial, compreenderemos também o restante; mas se este acontecimento que toca o coração não se realizar, tudo o mais passará a ser como que um peso, quase que algo absurdo [xii].

(cont.)

(Revisão da versão portuguesa por ama)






[i]  Entrevista à Radio Vaticano, 23.11.2001
[ii] Dietrich Bonhoeffer (1906-1945), teólogo e pastor luterano alemão que se opôs à ditadura nazi; foi condenado à morte e enforcado (N. do T.).
[iii] O sal da terra, págs. 55-56.
[iv] Dios y el mundo, repr. em Avvenire, 27.09.2001
[v] O sal da terra, pág. 55
[vi] Ibid., pág. 56
[vii] Entrevista à Radio Vaticana
[viii] A crise da Igreja: uma fé fraca, entrevista a Raymond Arroyo, canal de televisão EWTN, Irondale (Alabama), 23.08.2003; repr. por Zenit, 24.08.2003
[ix] O sal da terra, pág. 26
[x] El laicismo está poniendo en peligro la libertad religiosa, entrevista a La Reppublica, repr. por Zenit, 19.11.2004
[xi] 1Testigos de Ia luz de Dios, em La Razôn, 23.04.2001
[xii] Por qué el cristianismo no es visto como fuente de alegria, declarações ao semanário Vita Trentina, Zenit, 07.05.2004