29/02/2016

Reflexões quaresmais


Hoje ao acordar vinha ao meu coração a conversão. O que é a conversão, Senhor?

Tomas-me pela mão e levas-me a passear pela vida:
Lembras-te daquela figueira que não dava fruto? Eu não a queria transformar numa outra árvore qualquer, mas apenas que a mesma figueira desse o fruto que lhe era intrínseco.
O mesmo se passa contigo e com todos.
Eu não quero um Joaquim que seja diferente daquele Joaquim que Eu criei. Eu quero um Joaquim completo, com todo o seu passado e todo o seu presente, preparando o seu futuro.
Um Joaquim que, por força de se abrir à minha Palavra, de se deixar “regar” pela oração, de se alimentar dos sacramentos, faça uso de todos os dons que lhe dei para Me servir, servindo os outros e assim servir a vida que lhe dei.
Não um Joaquim diferente, mas o mesmo Joaquim com novas prioridades, que começam no amor e acabam na felicidade eterna.
Um Joaquim que chore lágrimas de alegria porque encontrou o caminho, e não um Joaquim que chore lágrimas de tristeza porque se perdeu num caminho sem sentido.
A conversão, meu filho, é encontrares-te em Mim e para Mim, e cheio de Mim para os outros.
A conversão, meu filho, é trabalho diário e leva-te à felicidade da vida em abundância, que permanentemente te dou.

Agarro-me ainda com mais força à Tua mão, pois não a quero largar.

E peço-Te com lágrimas de alegria nos olhos:
Converte-me, Senhor, ou melhor, leva-me à conversão.
Leva-me a fazer do meu passado um ensinamento para o presente e para o futuro, para que não caía nos mesmos erros, mas antes eles sirvam de testemunho para mim e para outros do que é uma vida sem sentido, sem Ti.
Como à figueira, Senhor, poda o que tem de ser podado, rega o que tem de ser regado, para que eu dê fruto, o fruto da Tua vontade de amor.

Para Tua glória, Senhor, hoje e sempre para Tua Glória!

Joaquim Mexia Alves, Marinha Grande, 28 de Fevereiro de 2016.




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