01/03/2023

Publicações em Março 1

 




 

Dentro do Evangelho

(Re Lc XVII, 1 -2)

Jesus, ao referir-Se aos "pequeninos", quer dizer: os que são os mais vuneráveis e desprotegidos independentemente da idade que têm.

Escandalizá-los, da forma que for, com o comportamento daqueles que têm como chefes, exemplos porque de alguma forma têm postos neles os olhos e a atenção, é tão grave que «mais valia que lhes pendurassem ao pescoço uma mó e os precipitassem no mar»!

Nem sequer refiro os actos de cariz sexual abusivo, porque os consideros de tal forma vis, aberrantes,  nojentos, mas outros: como a promoção de leis iníquas, os abusos do poder, os desvios de dinheiros e bens, as violações da liberdade pessoal e da dignidade humana.

Quantas e quão apertadas contas terão de prestar!

 

Reflectindo

 

Tenho por norma reflectir diariamente sobre factos da vida corrente, desejos e "quereres" pessoais, os outros.

Quanto aos dois primeiros consigo de alguma forma o objectivo em vista: ponderar, fazer exame.

Quanto ao segundo tenho forçosamente que rodear-me de cuidados redobrados para que "a louca da casa" como Santa Teresa de Jesus chamava à imaginação, não me leve por considerações intermináveis de avaliação, crítica, reparo excessivo. Isto por um motivo muito concreto... tendo a estabelecer termos de comparação em que eu sou o modelo e os outros os imitadores.

Tento cair na realidade... eu serei modelo de quê?

Como em frente de um espelho tento descortinar esse "modelo" e fico sempre algo admirado com o que vejo reflectido: Uma pessoa comum, sem nenhum traço de genealidade que a distinga.

Depois, atento melhor e… descubro algo muito específico: Sou Filho de Deus e, aqui sim… fico ufano, vaidoso, satisfeito: Que honra! Que dignidade! Que maravilha!

Mas… não o somos todos?

Claro que sim, tomos os seres humanos somos filhos de Deus mas, no que a mim respeita, gosto de pensar que o sou porque, sem qualquer mérito da minha parte, Ele assim o quis, sem dúvida, mas porque, eu QUERO, ser Seu filho, proceder e viver como tal, tentar com todas as veras da minha alma corresponder sempre aos projectos, desígnios que terá para mim.

Com “tal Pai” como será possível?

Só vejo uma solução: que Ele me ajude a corresponder ao que de mim espera!

 

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28/02/2023

Publicações em Fevereiro 28

  



Dentro do Evangelho

(Re Lc XVI, 19-31)

 

Este trecho do Evangelho escrito por São Lucas é, hoje, o objecto da minha meditação.

Esta Parábola não é mencionada pelos outros três Evangelistas.

São Lucas com o seu "génio" de escritor exímio deve ter sido movido pela extraordinária amplitude das palavras de Cristo e, ao fazê-lo, descreve, pinta com cores vivas e destacadas a parábola que Jesus pronuncia.

Em primeiro lugar, talvez destaque que só nos é revelado o nome do pobre; Lázaro, o que para mim faz todo o sentido já que o nome do homem rico não interessa porque não serve de referência ou exemplo para ninguém.

Depois, esta passagem «até os cães vinham lamber-lhe as chagas» que significa o abandono e desprezo mais completo que este ser humano sofre.

Como Lázaro «jazia à sua porta» era impossível que o homem rico não se desse conta da sua presença, daí que eu conclua que propositadamente ignorar o que via, era o mais fácil para evitar incómodos.

De facto, a riqueza pode ser preocupante em extremo quando absorve toda a atenção e cuidados do que a possui ou, ao contrário, ser um caminho de salvação se for usada em dar a outros o que estiver ao seu alcance dar.

 

Reflectindo

 

Voltando à ALEGRIA, tenho de considerar que o Senhor não me quer triste, abatido como "ovelha sem pastor". Pertenço a um rebanho cujo Pastor É o Próprio Jesus Cristo.

Que mais posso querer?

Se O seguir para onde Ele for só poderei encontrar pastos tenros e nutritivos que me manterão, se me ferir nalgum obstáculo Ele cuidará as minhas feridas, se cair nalgum barranco Ele me estenderá a mão para me livrar, se me perder Ele não descansará até me encontrar.

Então... não tenho sobejos motivos para viver com ALEGRIA?

 

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27/02/2023

Publicações em Fevereiro 27

  


Por dentro do Evangelho

 

(Re Mc X, 2-12)

 

O divórcio é um mal em si mesmo porque, como penso, provém de  um mal terrível: a falta de respeito!

Frequentemente a origem do divórcio assenta na infidelidade de um dos cônjuges.

A infidelidade é, intrínsecamente, uma falta de respeito pelo outro e por si mesmo.

Considerando que não me respeito a mim mesmo quando deixo que as paixões dominem o meu ser, fico como que condicionado a não respeitar o outro.

A extensão do mal que o divórcio causa é incalculável sobretudo se há descendência. Os filhos dos divorciados, quando são jovens ou, sobretudo, muito jovens, passam a ser como que um juguete dos progenitores, de um lado para outro, sem estabilidade e, até, corrompidos pela satisfação dos seus desejos e vontades.

Tudo isto marca-os como ferrete e, infelizmente acontece que irão pela vida fora arrastando uma culpa que não é deles.

Ao pensar no Matrimónio, o homem e a mulher têm de avaliar muito bem se o que sentem pelo outro é Atracção, Paixão ou Amor. Só neste último caso o Respeito pode existir.

 

Reflectindo

 

Com o passar dos anos por vezes assalta-me a desagradável sensação que a vida é complicada em extremo, com incidentes sem explicação, temores, dúvidas...

Quando tal me assalta é porque me esqueço dos dias tranquilos, pacíficos, em que me considerei feliz e contente por viver.

Os meus longos anos dizem-me a verdade: só me lembro de coisas boas, algumas muito boas, de momentos felizes, cheios, repletos.

Assim, concluo, que é preferível controlar as memórias que permitir que elas me controlem a mim.

 

 

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26/02/2023

Publicações em Fevereiro 26

 


 

Dentro do Evangelho

 

(Re Lc XII, 11)

 

Por vezes assalta-me o medo de não saber o que dizer para transmitir a mensagem que Jesus mandou.

Mas, Ele disse claramente que não me preocupasse; ao colocar nas mãos do Divino Espírito Santo essa missão Ele me inspirará o que devo e como devo dizer.

Será, sempre, o mais adequado e conveniente, porque o Apostolado é obra de Deus.

 

Reflectindo

 

A grande diferença entre o dizer ou escrever, e o fazer reside na causa e no efeito.

A causa "dizer" ou “escrever”, pode gerar um efeito imediato naqueles que ouvem ou lêm, mas pode desvanecer-se.

No que respeita à causa "fazer" o efeito, seja qual for, fica porque não é possível desfazer o que se fez.

 

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