13/04/2022

SEMANA SANTA – QUARTA-FEIRA

 



(Re Mt XIV …)

Imagino-me presente naquela barca e vejo Jesus que Se aproxima caminhando sobre as águas do mar revolto. Olho em volta e constato o pavor dos discípulos que não compreendem como tal é possível.

Eu, porém, estou tranquilo porque sei que é O Senhor porque, graças ao Divino Espírito Santo o evangelista assim me relata.

Quero, como Pedro, ir ter com Ele sem qualquer receio de perecer no mar tempestuoso porque sei que, como a Pedro, Ele me estenderá a Sua mão e me sustentará.

No mar, por vezes revolto pelas minhas faltas e pecados, o Senhor estende-me sempre a Sua Mão para me arrancar do abismo, só espera que eu Lhe peça: Senhor, salva-me.

 

Reflectindo na Semana Santa

 

As causas e os efeitos

Um efeito é a consequência natural de uma causa, esta é uma Lei indiscutível. Quando me aparece um problema para resolver tenho, antes de mais, descobrir a causa do mesmo.

Não será a causa que origina o efeito, mas a forma como o resolvi.

Se a causa -  neste caso o problema  - é justa, tem razão de ser, então o lógico será que tente resolvê-lo e será esda solução que será o efeito.

Não é possível eliminar um efeito mas é possível elinar a causa.

Eliminada esta o efeito desaparece.

 

 

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12/04/2022

SEMANA SANTA – TERÇA FEIRA

 


(Re Jo XIII …)

 

Hoje considero as palavras com que São João descreve a Última Ceia de Páscoa que Jesus comeu com os Seus mais próximos para me deter nas que descrevem Jesus a lavar dos pés dos discípulos.

Lavar os pés era uma tarefa destinada ao mais humilde dos servos e, Jesus, ao fazer tal humilha-se voluntáriamente aprestar esse serviço.

Pedro rebela-se contra esta atitude e rejeita-a mas, as palavras de Jesus faz com que reconsidere e Lhe peça que o faça.

Eu, que me considero uma pessoa importante, de relevo, sou capaz de prestar estes serviços a outros?

Considero que em lugar de “rebaixar-me” dou um exemplo de solidariedade, de humilde serviço?

Também como Pedro eu desejo que o Senhor me lave os pés, a cabeça, todo o meu corpo para que limpo possa tomar parte com Ele na Ventura Eterna.

 

Reflectindo na Semana Santa

 

Imagino-me sentado num lugar alto a observar tudo à minha volta. Principalmente a observar-me a mim.

Estou curioso e, ao mesmo tempo, expectante.

Será que olham para mim?

Reparam que eu estou ali?

Alguém está pendente do que eu possa dizer?

Convidaram-me porque gostam de mim?

E, envergonhado, avalio esta tremenda postura de orgulho que me irrita e faz mal.

Quero, desejo com todas as minhas forças ser simples, amável, simpático e agradecido.

Dizes-me: Meu filho, sê sério, porta-te bem, convence-te que as pessoas gostam de ti, que não querem que sejas outra coisa que aquilo que realmente és.

Vá! Desce do palanque e toma o teu lugar à mesa dos que querem a tua companhia.

 

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11/04/2022

SEMANA SANTA – SEGUNDA FEIRA

    


(Re Mc, XIV…)

A Liturgia propõe para este primeiro dia da Semana Maior da Santa Religião Católica a consideração das negações de Pedro.

È importante que eu considere que estou sujeito ás minhas fraquezas, debilidades, cobardias.

Se Pedro, que amava profundamente Jesus, foi o primeiro a segui-Lo, acompanhando-O durante quase três anos no Seu deambular por Israel, em Seu nome operou milagres e converteu muitos, foi capaz de O negar, quanto mais Eu, pobre homem, me espanto quando o faço.

Portanto, em vez de considerar as negações do Príncipe dos Apóstolos, prefiro meditar no seu arrependimento profundo e sincero, atitude que, de facto o salvou e lhe permitiu levar a cabo a tarefa que lhe estava cometida.

Sim… arrepender-me sempre que cair, pedir perdão e seguir em frente com coragem de recomeçar.

Certo que, como a Pedro, o Senhor me perdoará e o meu arrendimento será, para Ele, a garantia de que vencerei.

Assim, a minha principal “preocupação” nesta Semana que hoje começa, será de fazer contínuo exame à minha vida, avaliando e pesando todas as coisas, grandes e pequenas, que preenchem os meus dias.

Desejo chegar ao Domingo de Páscoa com as mãos cheias de pequenos propósitos, simples e concretos, para que me seja possível cumpri-los, pedindo ao Senhor a Sua ajuda sem a qual nada conseguirei.

 

Reflectindo na Semana Santa

 

Propósitos

 

Na última vez que me confessei, fiz um propósito.

Estou muito habituado a fazer propósitos, na verdade, não tenho feito outra coisa toda a minha vida.

É fácil.

Um propósito não é uma promessa, mas uma intenção.

Claro, eu sou esperto.

Se faço uma promessa tenho a obrigação de a cumprir.

Se, mais comodamente, faço um propósito fico muito bem comigo mesmo, acho que fiz "uma grande coisa", mas, se me "esquecer" do que me propus, não acontece nada de mais. Apenas um "falhanço", mais um. E pronto.

E... agora? Fiz um propósito concreto.

Vou falhar... mais uma vez?

Tu. Senhor, sabes bem, conheces bem a minha prosápia. Peço-te - atrevo-me a pedir-te - não me "leves a sério", e ajuda-me a ser honesto contigo e a prometer só aquilo que está nas minhas mãos cumprir - e que é bem pouco, como sabes - o que faltar, que é quase tudo, põe-no Tu e, assim, conseguirei.

 

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10/04/2022

Domingo de Ramos

  


Dentro do Evangelho

 

(Re Lc IX……)

 

Como que num “final antecipado) a Liturgia propõe a aclamação  e reconhecimento do triunfo de da Missão de Jesus Cristo.

A entrada triunfal em Jerusalém é, digamos, o epílogo feliz que as gentes que, em multidões incontáveis, foram seguindo Jesus, ouvindo as Suas palavras, constatando as Suas obras.

A mim toca-me profundamente esta alegria que sinto de poder manifestar-me previligiado por ter feito parte dessas multidões, ter acompanhado Jesus durante todo este ano e, de facto, não poder mais que estender pelo chão todas as minhas pequenas obras, os meus desejos de santidade, os meus propósitos de melhoria; sim, ponho tudo isto pelo chão para tornar o Seu caminho um pouco mais cómodo, menos agreste.

Esta minha disposição interior prepara-me para a semana que hoje começa, para o final terrível que se apoxima em dias de Paixão e Dor.

Confesso… para mim tudo acabaria hoje, mas compreendo que Jesus quer cumprir a Vontade do Pai em tudo.

É o que Te peço, meu Jesus, ajuda-me a cumprir em tudo, custe o que custar, a Amabílissima e Justissíma Vontade de Deus.

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09/04/2022

Quaresma Semana 5 Sábado 9

 


Dentro do Evangelho

 

(Re Mt XXVI…)

 

Numa antecipação da Semana Maior o Evangelho descreve estas cenas no Horto das Oliveiras.

Não posso lê-las sem que o meu coração se confranja e as lágrimas me corram pelo rosto.

Sinto uma pena enorme, mas também uma revolta interior contra mim mesmo. Sim… revolta por não ser capaz de suportar o mais ligeiro sofrimento ou incómodo sem me queixar quando, o meu Senhor, está ali, por terra, sofrendo horrívelmente; revolta porque prefiro que o sono me vença que esforçar-me por estar atento e vigilante na oração.

Acalmo-me, de facto, quando me dou conta que Jesus está ali, naquele sofrimento, porque quer, porque é o Seu desejo sofrer por toda a humanidade, por mim para que eu, livre das amarras do pecado e das fraquezas pessoais, possa alcançar a Vida Eterna o Céu.

E, então, encho-me de alegria, de orgulho: sou importante para Jesus Cristo! Tão importante que, por mim, oferece ao Pai a tremenda agonia em que Se encontra.

Peço-Te Senhor, que quando a minha debilidade me arrastar por onde  não devo, com risco de me perder, que me lembres estes momentos em Getzemani e, assim, dê um passo em frente, decisivo e confiante que me acolherás junto de Ti e me protegerás de todo o mal e das torpezas que sou capaz de cometer.

 

 

 

Reflectindo na Quaresma

 

A minha falta paciência vai ao ponto de não a ter para comigo mesmo.

Parece um disparate - mas não é - pelo contrário é bem real de tal forma, que por vezes, penso como é possível, por exemplo, O Senhor ter paciência comigo quando eu próprio não a tenho.

São os defeitos e fraquezas que constantemente me assediam reduzindo a pó os meus esforços de melhoria; são os desejos de ter e a insatisfação de não conseguir o que quero ou desejo; a vontade de fazer outra coisa qualquer que não seja aquela que devo fazer.

São também os julgamentos íntimos, as "avaliações" do que os outros fazem ou dizem; são as "feridas" abertas na impecabilidade do meu comportamento.

É... tenho de viver com isto!

É, de facto, um espinho na minha carne.

 

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