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12/07/2023

Publicações em Julho 12

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Estávamos à mesa em casa de Simão, o leproso quando «entrou uma mulher com um frasco de alabastro cheio de perfume de nardo genuíno, de grande valor e, quebrando o frasco de alabastro, derramou-Lho sobre a cabeça».

O nardo, como o Evangelista expressamente refere, era um perfume de extraordinária fragância e elevado preço, não pude deixar de sentir o aroma que invadiu todo o ambiente. Alguns dos circunstantes, estranharam e nomedamente um deles insurgiu-se criticando tal despesa.

Sinto exactamente o mesmo quando entro numa Igreja e contemplo as obras de arte, as pinturas, os panejamentos e, mesmo nas mais humildes as pinturas singelas e, compreendo que estou na Casa de Deus, onde Ele habita e que, portanto, faz todo o sentido que esta “Casa” esteja ornada de forma singular de acordo com o Hóspede.

Igualmente sinto o mesmo quando dou conta dos detalhes dos objectos próprios do culto, os cálices, os paramentos, as alfaias. Parece-me bem que quanto for possível será sempre pouco para honrar o “Dono da Casa”.

De facto, não interessa se esta “Casa” é um templo grandioso, de arquitectura esplendorosa, recheado de obras de arte notáveis ou, uma humilde Hermida no alto de um monte que tem tão só singelas expressões dos fiéis que a ela acorrem. Considero que se recebo em minha casa alguém ilustre, de grande importância, procuro apresentar a melhor mesa, os mais preciosos bens de que disponho; quanto mais deve ser assim com a “Casa” de Deus, o Dono e Senhor de quanto existe.

Toda a honra, toda a glória, mesmo aparato, me parecem poucos.

O que dou à Igreja deve ser fruto da minha generosidade e não coisas que não preciso, me sobram e não fazem falta.

A Santa Igreja depende dos seus fiéis para manter os Templos e as alfaias destinadas ao culto em boa ordem e conservação daí que, uma forma simples e concreta de contribuir para tal seja a minha generosidade na esmola que dou em cada Santa Missa.

 

Reflexão

O pedestal

 

O título desta reflexão indica o que reflicto acerca de mim.

Considero-me colocado num pedestal de tal forma importante que me leva a sentir-me "cheio de razão" inatacável.

Olho mais detidamente para este pedestal e a única coisa que vejo é um monte de pó!

Sim... pó de coisas inúteis sem qualquer préstimo.

Que coisa!

 

Links sugeridos:

 

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Evangelho/Biblia

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11/04/2022

SEMANA SANTA – SEGUNDA FEIRA

    


(Re Mc, XIV…)

A Liturgia propõe para este primeiro dia da Semana Maior da Santa Religião Católica a consideração das negações de Pedro.

È importante que eu considere que estou sujeito ás minhas fraquezas, debilidades, cobardias.

Se Pedro, que amava profundamente Jesus, foi o primeiro a segui-Lo, acompanhando-O durante quase três anos no Seu deambular por Israel, em Seu nome operou milagres e converteu muitos, foi capaz de O negar, quanto mais Eu, pobre homem, me espanto quando o faço.

Portanto, em vez de considerar as negações do Príncipe dos Apóstolos, prefiro meditar no seu arrependimento profundo e sincero, atitude que, de facto o salvou e lhe permitiu levar a cabo a tarefa que lhe estava cometida.

Sim… arrepender-me sempre que cair, pedir perdão e seguir em frente com coragem de recomeçar.

Certo que, como a Pedro, o Senhor me perdoará e o meu arrendimento será, para Ele, a garantia de que vencerei.

Assim, a minha principal “preocupação” nesta Semana que hoje começa, será de fazer contínuo exame à minha vida, avaliando e pesando todas as coisas, grandes e pequenas, que preenchem os meus dias.

Desejo chegar ao Domingo de Páscoa com as mãos cheias de pequenos propósitos, simples e concretos, para que me seja possível cumpri-los, pedindo ao Senhor a Sua ajuda sem a qual nada conseguirei.

 

Reflectindo na Semana Santa

 

Propósitos

 

Na última vez que me confessei, fiz um propósito.

Estou muito habituado a fazer propósitos, na verdade, não tenho feito outra coisa toda a minha vida.

É fácil.

Um propósito não é uma promessa, mas uma intenção.

Claro, eu sou esperto.

Se faço uma promessa tenho a obrigação de a cumprir.

Se, mais comodamente, faço um propósito fico muito bem comigo mesmo, acho que fiz "uma grande coisa", mas, se me "esquecer" do que me propus, não acontece nada de mais. Apenas um "falhanço", mais um. E pronto.

E... agora? Fiz um propósito concreto.

Vou falhar... mais uma vez?

Tu. Senhor, sabes bem, conheces bem a minha prosápia. Peço-te - atrevo-me a pedir-te - não me "leves a sério", e ajuda-me a ser honesto contigo e a prometer só aquilo que está nas minhas mãos cumprir - e que é bem pouco, como sabes - o que faltar, que é quase tudo, põe-no Tu e, assim, conseguirei.

 

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