10/10/2021

Publicações em Outubro 10

 



1

Oração

Pelos meus Nove Netos e  Dois Bisnetos:

Protege, Senhora, as suas vidas para que sejam boas pessoas honestas e trabalhadoras que honrem a família, se respeitem a si mesmos, sejam exemplo para os outros e santos.

2

O que me acontece e o que penso

Já o terei dito ou escrito... uma artimanha do tentador é fazer-me pensar: homem estás sempre a rezar as mesmas orações, a repetir o que já disseste inúmeras vezes, achas que Ele não sabe?

Sem querer, dialogar, o que não devo fazer, descarto: Claro que sei... e depois? 

Fico com a "prova" que o tentador fica incomodado com a minha persistência.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Mansidão de Jesus

 

Jesus Cristo disse de Si mesmo que era: «manso» .

 

Eu, pergunto: Mas o que é ser “manso”?

Poderia dizer que, “ser manso” é ter brandura de génio, não ser nem intempestivo nem precipitado nas reacções às diferentes contrariedades que vou encontrando pela vida.

Sinto-me muito longe de tal porque o meu orgulho - contra o qual luto permanentemente sem ter grande sucesso – me impele para um espírito crítico muitas vezes exacerbado pelos defeitos que julgo ver nos outros. E, o pior, é muitíssimas vezes, o que vejo é um reflexo dos meus próprios defeitos e limitações.

Refiro “o meu orgulho” porque o Senhor acrescentou: «e humilde» e a humildade é completamente incompatível com o orgulho.

Chego, portanto, a uma primeira conclusão: - Para ter mansidão é necessária a humildade pessoal.

No episódio narrado por São Mateus a propósito dos vendilhões do Templo, parece-me – pobre de mim – que o Senhor “contraria” essa mansidão que Se outorga. Então a mansidão pode aceitar uma reacção “intempestiva”?

Penso melhor e concluo que ser manso não é ser abúlico, indiferente, não reagir quando se deve reagir mesmo que tal implique uma atitude, talvez, intransigente.

Visto assim, chego a uma segunda conclusão: Porquê não reajo como devo a situações que exigem uma atitude clara e firme? Não quero incomodar-me? Talvez pense que o assunto não é comigo, não me diz respeito, não possuo nem “autoridade” nem “estatuto” para tal?

De facto, talvez não tenha, melhor dizendo, não tenho nem “autoridade” nem “estatuto”, porque para os ter, preciso de ter dado exemplo disso mesmo que se impõe que faça. Não posso nem devo recomendar o que não pratiquei! Não seria honesto comigo nem intelectualmente  nem, principalmente, para com os outros que, nesse caso, teriam toda a razão para afirmar: Este, diz para fazermos o que, ele próprio não faz! Que crédito nos merece? E, eu tenho de concluir: - Absolutamente nenhum!

A Santíssima Virgem nunca deixará de corrigir as actitudes que não sejam próprias e um cristão. Como boa Mãe não deixa que os seus filhos não pratiquem o bem que devem fazer ou que se alheiem dos actos menos bons que outros façam.

Ela que é a própria mansidão não se cansa de recomendar aos seus filhos a brandura do coração, a gentileza do trato, a amabilidade no comportamento que vevemos ter para com todos independentemente da forma como possam tratar-nos.

Nada ”desarma” com mais eficácia alquém que procede de forma agreste, irritada, desagradável que um sorriso contemporizador, um gesto de compreensão calma e contida.

Ela nunca nos “recebe mal” mesmo quando está triste com o nosso comportamento ou lhe dói o Coração Extremoso com as nossas faltas.

Mãe, Querida Mãe, ensina-me também a mim a ser Manso e Humilde de coração!

 

09/10/2021

Publicações em Outubro 9



1

Oração

Ó Deus que concedes-te a São João Paulo II graças extraordinárias para levar a cabo a sua missão como Teu Vigário na terra, deixando em todo o mundo uma marca indelével, nomeadamente: Pelo seu zelo pelas almas, defesa da vida e dignidade humanas, clareza e rigor da Doutrina e exemplo de amor e cumprimento do dever de cada dia mesmo à custa do sofrimento e da dor pessoais, concedei por seu intermédio a protecção das minhas três filhas e as suas famílias, para que sejam sempre mulheres e mães exemplares, educando, ensinando e dando exemplo de estabilidade, equilíbrio e sobretudo de Fé e da prática da Fé. Fernandinha, intercede por elas.

 

2

O que me acontece e o que penso

 

Se não sei a causa não posso avaliar o efeito.

O que faço ou que penso têm uma consequência lógica.

Se penso mal só poderei agir mal.

E inversamente.

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

 

Segue-me!

 

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia: - Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além”. Por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi: - Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei: ‘O que faço agora?’

Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá. O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante: ‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me: ‘Fizeste exactamente o que Eu queria, sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’

Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja.

Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora¸- Ah! E obrigado por Me teres seguido!

O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático. «Segue-Me!».Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”¸São simples e concretas e não admitem interpretações; O tom é normal e corrente; É, de facto um convite mas, parece uma ordem; Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente.

Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam.

Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre.

Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna. Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”.

Uma primeira “lição”:Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer; Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.);Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil.

(Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”)

Uma quarta “lição”:As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.

 

 

 


 

 

08/10/2021

Publicações em Outubro 8

 



1

Oração

Minha querida Mãe do Céu, escrevo esta pequena carta para te confirmar a minha devoção e o meu amor. Posso imaginar-me a teus pés na Capelinha em Fátima a dizer-te o que me vai na alma: a alegria e felicidade que sinto por te ter a ti, como tão excelente Mãe, que te louvo e exalto como a mais excelsa criatura, a mais doce, a mais pura, a mais piedosa, a mais venerável, admirável, poderosa sempre Virgem Mãe de Deus e minha Mãe!

 

2

O que me acontece e o que penso

Meu filho: Acreditas em Mim? Mas... a sério? Então como podes estar triste, interrogar-te sobre o futuro que puseste nas Minhas Mãos? Alguma vez te faltei?  Nunca, Senhor, nunca me faltaste, bem ao contrário, sempre me deste muito mais do que pedi. Então?

Mas... sabes, Senhor, eu sou um pobre homem que conheces tão bem e quero sempre que faças - logo - imediatamente - o que Te peço.Vê bem até onde vai a minha confiança? António! Isso não é confiança, isso é uma exigência! Pois é, Senhor, mas, Tu, habituas-te-me mal, eu, quero... sim... quero que faças o que Te peço sem tardança. Mas, se tardo algum tempo, não vês que ganhas? Tem paciência! Sacrifica-te! Faz merecer!

Entendi, Senhor, mas não Te esqueças que eu sou um pobre homem pendente e dependente em absoluto de Ti.

Ajuda-me e desculpa-me. 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça


Meditação

  

 

Instituição do Sacramento do perdão

 

Perdão

 

Poderei julgar - e talvez inconscientemente o faças - que sei muito bem o que é o perdão.

Talvez o que o que me convenha ter claro seja: o que é PERDOAR!

Sim... digo bem - o que é PERDOAR!

Parece muito claro que PERDOAR consiste em relevar uma ofensa - intencionalmente cometida contra a nossa pessoa.

Parece que sim, é uma conclusão aceitável, mas há algumas "condições" que se impõem:

Realmente o que ficou "ferido": a minha personalidade ou a minha soberba?

«Oiço falar de soberba e talvez pense numa atitude despótica e avassaladora, com grande barulho de vozes que aclamam o triunfador que passa, como um imperador romano, debaixo dos altos arcos, inclinando a cabeça, pois teme que a sua fronte gloriosa toque o alvo mármore...

Tenho de ser realista. Este tipo de soberba só tem lugar numa fantasia louca. Tenho de lutar contra outras formas mais subtis, mais frequentes: o orgulho de preferir a própria excelência à do próximo; a vaidade nas conversas, nos pensamentos e nos gestos; uma susceptibilidade quase doentia, que se sente ofendida com palavras ou acções que não são de forma alguma um agravo... Tudo isto, sim, pode ser, é uma tentação corrente. Cconsidero-me como o sol e o centro dos que estão ao meu redor. Tudo deve girar em torno de mim. Por isso, não raramente acontece que recorro, com o meu afã mórbido, à própria simulação da dor, da tristeza e da doença: para que os outros se preocupem conmigo e me mimem.

A maior parte dos conflitos que se apresentam na minha vida interior, fabrica-os a imaginação: é que disseram isto ou aquilo, são capazes de pensar aqueloutro, não me consideram... E a minha pobre alma sofre, graças à sua triste fatuidade, com suspeitas que não são reais. Nessa aventura desgraçada, a minha amargura é contínua e procura desassossegar os outros, porque não sei ser humilde, porque não aprendi a esquecer-me de mim mesmo para me entregar, generosamente, ao serviço dos outros por amor de Deus.

A "ofensa" foi real, concreta, feita directamente ou por "me ter constado"?

Trata-se de uma falsidade a meu respeito ou de uma crítica a alguma faceta do meu carácter ou comportamento?

Qual foi a minha primeira reacção?

A estas duas perguntas só é possível responder fazendo um exame sério, “desapaixonado” e justo.

A minha susceptibilidade é muitas vezes exagerada considerando agravos e ofensas o que, talvez, não passe de uma manifestação de “correcção fraterna”, ou seja, de amizade.

Há uma frase de Jesus que me deve tranquilizar a este respeito: «Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem». Que afirmação extraordinária, esta, de Jesus! Que entranhas de misericórdia! Quem, entre os homens, poderia alguma vez dizer tal coisa?

Eu que, muitas vezes ando carregado com uma lista de agravos, desconsiderações, atropelos; que, penso, me são feitos; a minha dignidade ferida, a importância que me atribuíuo desprezada, as qualidades, que julgo possuir, ignoradas… não me lembrando, quase nunca, das vezes que fiz juízos, pensei ou pior, avistei defeitos, erros, incongruências, coisas estranhas; os comentários, as lucubrações, insinuando, levantando a dúvida, a suspeita… Vou, assim, pela vida, muitas vezes, com uma postura de personagem ferida sem reparar que, a maior parte das vezes, o único ferimento que ostento está no meu orgulho.

Jesus, não! Perdoa tudo, absolutamente, quando arrependido e contrito, me ajoelho aos Seus pés e Lhe peço perdão. Mas não me só perdoa, o que já seria muito, esquece e coloca-me novamente ao pé de Si como se nunca dali tivesse saído.

Como o pai do filho pródigo, restitui-me a posição, a dignidade e a liberdade: o anel no dedo, o melhor vestido, as sandálias nos pés. E eu, pecador miserável, vou e venho, uma e outra vez, quase sempre pelos mesmos motivos, com as mesmas faltas, numa repetição de erros, abandonos, fraquezas e, Ele, sempre à minha espera e mal me avista ao longe «corre ao nosso encontro a lançar-se ao nosso pescoço e a beijar-nos».

Eu, na hora de perdoar, guardo, quase sempre, uma pequena “reserva” que, mais tarde, a propósito e a despropósito, talvez lembre.

Claro, Jesus, é Deus e, eiu sou humano, mas, não obstante, Ele quer que O imitem em tudo, mas, sobretudo, no perdão. Por isso fez constar na oração que ensinou, de uma forma muito clara, essa necessidade de perdoar para ser perdoado. Se Deus fizesse exactamente o que Lhe peço e me perdoasse só na medida em que perdoo os outros – tal como rezo no Pai-nosso – que desgraçado sería!

Felizmente, que o Senhor sabe muito bem de que “massa sou feito” e, na Sua Infinita Misericórdia concede-me um “desconto” precioso no meu compromisso.

Tão difícil perdoar! Tão difícil não julgar!  «Senhor, ajuda-me a conter-me no meu tão frequente julgamento dos outros. Intimamente e de viva voz. Põe na minha frente o espelho dos meus próprios defeitos e faltas de carácter, tudo aquilo que julgo ver nos outros. Não valho nada, não sei nada, não tenho nada, não sou nada»

 

 

 

 


07/10/2021

Publicações em Outubro 7

 


1

Oração

 

Fernandinha: Regressaste à casa do Pai! Peço-te, Senhor, que a tenhas nos Teus braços misericordiosos. E tu, meu amor, olha por mim; ajuda-me a merecer a graça de te ter tido a meu lado durante quarenta e nove anos! Ajuda-me. Inspira-me.

 

2

O que me acontece e o que penso

Para quê estares sempre aos beijos na Imagem da Virgem, insinua-se o tentador.

E, eu, nem sequer me detenho a considerar porque me lembro o quanto a minha Querida Mãe estranharia que eu passasse por ela sem a olhar, fazer uma festa, dar um beijo!

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

A Família de Jesus Cristo

Meditação

«Todo aquele que escuta e faz a Vontade de Meu Pai, que está nos céus, é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe?.

A grande família de Cristo - que somos todos os baptizados - reúne-se sob o manto protector da Mãe comum para expressar com o coração, desejos e sobretudo obras a decisão de fazer em tudo a Vontade do Pai.

Sendo da família de Cristo temos tenho de convir que não sou pouca coisa, bem pelo contrário, gerado no amor de Deus tenho que tentar por todos os meios duas coisas principais: Pagar amor com amor e, ser digno da linhagem a que pertenço. Só a dignidade e unidade de vida permitirá que o consiga. Ser um com Ele como Ele é um com o Pai. Fico abismado!

Eu, pobre homem cheio de misérias e fraquezas sou como que a Mãe e os Irmãos de Jesus Cristo! É uma honra, uma grandeza, uma dignidade que me esmaga!

Sim… se fizer – em tudo – a Vontade de Deus sou, é o Senhor quem  o diz, a Sua Família mais íntima e próxima!

Talvez que nem sempre me dê conta da extraordinária importância – poderia dizer nobreza – da minha condição humana: Ter Jesus Cristo como familiar íntimo porque assim me quer em máximo grau: deu a vida por mim e por todos nós; mas, mais que isso, que já é muito, ser da Sua Família tal como como a Sua Santíssima Mãe.

Ela gerou-O no seu seio virginal e, a mim, no seu incomensurável amor.

Assusta-me um pouco esta declaração do Senhor: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

O “laço” familiar indispensável está bem claro e definido.

Não me diz para ser correcto, leal, fiel, piedoso, “apenas” que esteja disposto a ouvir a Sua e a pô-la em prática.

E, aqui, está o segredo que, afinal, não o é porque como seria lógico alguém pretender pertencer a uma família sem estar disposto a seguir a vontade e desejos do seu Chefe?

Eu, este pobre homem, fraco e pecador, sou da Família de Jesus Cristo!

Assusta-me esta constatação porque as palavras do Senhor não deixam qualquer dúvida. Ele compara-me à Sua Mãe, aos Seus irmãos! Eu lado ansioso por chegar ao porto seguro que me tem reservado.

 

Só me ocorre dizer-he do mais fundo do meu coração: Para que queres Tu Senhor, um miserável homem cheio de defeitos e debilidades como irmão Teu?

Não Te “envergonhas” e aceitas-me tal como sou?

Ah! Mas… se essa è a Tua Vontade então que seja assim como queres.

Mas, olha bem para mim e vê como me desvio e me perco com tanta frequência seguindo por caminhos que me afastam de Ti

 

Por isso Te peço com um fervor “interesseiro”:

 

Estando a Teu lado não me desviarei, não me deixarei enganar pelos que me  oferecem outros caminhos, talvez mais fáceis e atraentes.

 

Meu Jesus, meu Irmão: Que eu nunca Te perca!

 

 

 

 

 

06/10/2021

Publicações em Outubro 6

 


 

Oração

Senhor sabes bem como me deixo condicionar pelos meus sentimentos que quase sempre me levam à tristeza e abatimento. Quero, em vez de queixar-me, agradecer a oportunidade que me dás de merecer e desagravar e pedir força, ânimo, coragem para viver como queres que viva.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Por vezes ocorre uma inspiração: devia fazer isto!

Depois de analisar bem concluo que é importante mas, como que paralizo porque me esmaga a grandeza da tarefa... não... não sou capaz... Depois... Penso melhor: Sim... eu não sou capaz mas Quem me inspirou é!

E fica resolvido!

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Glória e Graça

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO! Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os de dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar. Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo. Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho. Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros. É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar. Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça, de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça. E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristãos o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

05/10/2021

Publicações em Outubro 5

 



 

Oração

Monstra te esse matrem! Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe. Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu. Monstra te esse matrem! Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

 

CONSIDERAÇÕES

Reflectir é, em princípio, algo bom.

Fazer o que for levado por ímpeto incontrolado, raramente pode ser útil

Daí que voltar atrás revendo o que se fez dá-nos uma possibilidade de correcção no sentido de evitar repetir o erro.

 

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

Segue-me!

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia:- Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além” por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi:- Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei:‘O que faço agora?’Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá.O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante:‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me:- ‘Fizeste exactamente o que Eu queria. Sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’ Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja. Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora. - Ah! E obrigado por Me teres seguido! O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático.

«Segue-Me!»

Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”. São simples e concretas e não admitem interpretações. O tom é normal e corrente. É, de facto um convite mas, parece uma ordem. Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente. Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam. Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre. Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna.Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”. Uma primeira “lição”: Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer. Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.) Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil. (Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”. Uma quarta “lição”: As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.

04/10/2021

Publicações em Outubro 4

 



 

Oração

Minha Senhora e minha Mãe, olha por mim, não me deixes entregue a mim mesmo porque me perco.

Protege-me impedindo-me de fazer só o que quero, perseguir unicamente no que desejo.

À tua protecção me acolho Santa Mãe de Deus e minha Mãe.

 

CONSIDERAÇÕES

As reflexões são sempre - ou quase sempre - o efeito das memórias de algo que aconteceu.

Penso que é positivo porque nos dá uma oportunidade de exame... fiz isto... poderia ter feito melhor...

 

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Luz e Esplendor

 

O Baptismo de Jesus

 

 

O Baptismo é o sinal indelével que torna a pessoa humana em membro da Igreja de Cristo. É a única verdadeira porta de entrada pela qual nos convertemos em membros efectivos da Igreja Católica, como se fosse um bilhete de identidade vitalício, para empregar termos e palavras humanas que são as minhas. Mas... os “Mistérios Luminosos” que têm de facto a ver com o Santo Rosário que é uma oração eminentemente Mariana? Porque não se pode dissociar a Santíssima Virgem do seu Filho, Jesus Cristo e estes Mistérios que se referem de forma muito particular à vida pública de Cristo, à implementação do Reino de Deus e à instituição dos Sacramentos, são como que o "complemento" dos outros Mistérios. Exactamente neste primeiro Mistério começa essa  "tarefa" do Salva­dor. A água é o elemento natural mais precioso da humanidade. A sua falta em numerosos locais da terra provoca sofrimentos indizíveis e não pou­cas vezes lutas e guerras pela sua posse ou controlo. Ao servir-se da água como elemento fundamental do Baptismo e, tam­bém, ao aceder recebê-la como sinal visível Jesus avaliza a fórmula baptismal instituindo com a Sua acção o Sacramento, o primeiro dos sete que há-de instituir. Posso dizer que a Santíssima Trindade quis "reforçar" a dignidade e importância do Baptismo estando presente, Deus Espírito Santo que sob a forma de pomba desceu sobre o Baptizando, Deus Filho o Bapti­zando e Deus Pai que fez ouvir a Sua voz. Dos sete Sacramentos existem dois que imprimem carácter, ou seja, são irreversíveis porque transformam o homem em algo inteiramente diferente do que era antes de os receber. O Baptismo ao introduzir a pessoa no seio da Igreja instituída por Jesus Cristo, dá-lhe uma nobreza e uma dimensão inteiramente novas que jamais perderá mesmo que o deseje. A patética - para usar uma expressão "suave" - teoria de deixar ao livre arbítrio de cada um o desejo do Baptismo, não o baptizando en­quanto criança, configura um risco tremendo de responsabilidade pelo seu futuro eterno. Um cristão não pode correr esse risco. Negar ou deixar para um futuro qualquer, sejam quais forem as “razões” ou os motivos para o Baptismo de um recém nascido, vai contra todos os direitos da pessoa. Este dever é de todos, os Pais em primeiro lugar e depois todos os familiares e amigos mais próximos. Os próprios profissionais de saúde que assistem ao parto, em caso de perigo de vida do nascituro não podem eximir-se. Se vingar crescerá com a assistência constante e atenta do Anjo da sua Guarda. Se não vingar irá direitinho para o Céu com o brilho e brancura dos Inocentes. Seguramente que, na presença de Deus não deixará de interceder por quem lhe prestou tão extraordinário “serviço”. E tu, Mãe Santíssima acolhê-lo-ás com os braços abertos. Peço-te que instiles na minha alma o “apostolado do Baptismo” junto de todos os que se cruzam comigo nos caminhos da vida.

 

Bodas de Caná

 

A ti, Mãe, recorro nesta hora de preocupação. Como em Caná intervieste em favor dos noivos que, sem terem pedido, obtiveram por teu intermédio uma graça inesperada, diz-lhe também agora: Este meu filho não tem! E como é uma graça que por tua maternal intercessão, solicito, tenho a certeza que a obterei.    

Terão os discípulos percebido que fora por causa da a intervenção da Virgem que, Jesus decidira, definitivamente, a fazer o milagre? Talvez não. Podemos supor que sendo a primeira vez que o poder divino de Jesus se manifestava de forma tão evidente, eles não estivessem preparados para dar atenção aos pormenores. Mais tarde, sim. No fragor dos dias que se seguiram à Crucifixão e Morte do Senhor, hão-de procurar refúgio junto da Mãe e, será junto dela, no Cenáculo, que receberão o Espírito Santo que lhes abrirá definitivamente a compreensão de todas as coisas. Junto dela encontro, sempre, refúgio e protecção, a luz necessária para distinguir os caminhos que Jesus quer que percorra e, também, a compreensão das incidências e agruras que inevitavelmente surgem na minha vida. Pedro, que será a coluna sobre a qual assentará a Igreja de Cristo, duvidará, terá momentos de desânimo, sem compreender o que Jesus lhe diz acerca do sofrimento, da Cruz… Maria, ajudá-lo-á a compreender, a confiar e, sobretudo, a aceitar. Repetirá, vezes sem conta, o que dissera em Caná: Faz tudo o que Ele te disser

 

 

Anúncio do Reino de Deus

 

Jesus Cristo espera de mim uma “colaboração” activa na difusão do Reino de Deus. Essa “colaboração” não é outra coisa que apostolado e este, não é mais que a distribuição que faço aos outros dos frutos das minhas boas obras.

No entanto não poderei fazer essas boas obras se a minha Mãe do Céu não me assitir, mostrando-me claramente o que tenho de fazer em cada circusntância.

Não posso fazer nada disto sem conhecer intimamente o que é o Reino de Deus e, sei-o bem, a forma de o saber é inteirar-me pelo Evangelho quanto Jesus disse a propósito.

Sim… foi Ele quem o revevelou e quem confirmou que a Sua missão neste mundo era exactamente essa, instaurar o Reino de Deus entre os homens, todos sem excepção tornando-os súbditos desse Reino de Amor.

Sou súbdito mas também sou livre e portanto tenho de querer pertencer a esse Reino para poder fazer parte dele ou, também, me posso negar a fazê-lo.

Se o aceitar poderei alcançar a felicidade eterna, se não perder-me-ei para sempre.

Negar-se a pertencer ao Reino de Deus equivale a aceitar o reino do demónio e, sinceramente, não vejo quem, em seu perfeito juízo, possa fazer esta escolha tão dramática como absurda.

A Santíssima Virgem foi coroada Rainha do Universo e de quanto nele se contem, foi Deus Nosso Senhor Quem assim determinou logo, a minha Rainha do Céu não pderá deixar de me acompanhar e guiar pelos caminhos que me convém seguir.

Cumprir a Vontade de Deus, fazer o que Ele me disser que faça como e quando, não de “qualquer maneira” mas conscientemente e com empenho amoroso porque sei que será o melhor para mim.

Quero salvar-me, desejo ter uma Vida Eterna para a qual sei que fui criado para no gozo da contemplação da Santíssima Trindade seja eternamente feliz e, portante, acho perfeitamente natural que me empenhe com todas as minhas forças em consegui-lo.

Tenho uma confiança ilimitada no auxílio da Santíssima Virgem como tantas vezes lhe peço ao longo do dia: roga por mim pecador agora e na hora da minha morte.

Tenho também como certo o que Ela prometeu aos que, como eu, usam o seu Escapulário, a sua assistência Materna na hora da minha morte.

Com esta certeza e garantia que posso temer?

 

 

Transfiguração do Senhor

 

 

Contemplo um dos acontecimentos talvez mais enigmáticos da vida de Jesus na terra. Percebo que houve uma intenção clara de mostrar aos três Após­tolos uma como que antevisão da aparência de Cristo como Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Mas porquê? Jesus saberia, por certo, que eles não iriam entender ou sequer aperce­ber-se da realidade que lhes revelava. Mais ainda, quando sei que os proíbe de falar no assunto até de­pois da Sua Ascensão. O facto é que, não obstante, ficou gravado para sempre nas suas me­mórias e, por isso mesmo, consta do Evangelho. Seria a Transfiguração necessária para os confirmar na fé em Jesus Cristo como O Filho de Deus? Mas como… se adormecem? Aliás é sintomática esta reacção dos três discípulos perante o "peso" ou solenidade de situações que vivem com o Mestre. Na agonia em Getsémani perante o indizível sofri-mento do Senhor tam­bém são vencidos pelo sono. Como se a realidade fosse de tal forma "chocante ou extraordinária" que a sua amizade e carinho pelo Senhor se recusam a admitir o que constatam.O sono é muitas vezes desculpa para muitas faltas de coragem em que é necessário mostrar solidariedade, apoio, solicitude. Não poucas vezes somos vencidos pelo sono, o torpor que nos leva a não considerar as realidades que não compreendemos. É como que uma "defesa" do nosso espírito recusando-se a encarar algo difícil que se nos apresenta como que fora do comum e, a verdade, é que a nossa Fé cristã necessita debruçar-se continuamente sobre os seus fundamentos num constante exame e estudo para melhor com­preender. Temos de vencer uma atávica tendência para a rotina que, na prática da Fé, talvez seja o pior defeito que possamos ter. Que a Doutrina não muda sabemo-lo bem, o que deve ser mais uma razão para que não deixemos nunca de aprofundar, esmiuçar, detalhar para alcançar a segurança que é necessária para o seu fiel cumpri­mento. Não cedamos ao cansaço ou modorra; são tentações que pretendem levar-nos ao abandono do dever; não deixemos para “mais tarde” o que temos de fazer agora; NUNC COEPI – agora começo -  é, deve ser, a nossa disposição permanente. Optar por rezar o Terço no automóvel ou transporte público não é o mais aconselhável, porque será difícil evitar as distracções involuntárias. Deixar a recitação do  Santo Rosário para mais tarde, antes de dormir, tem, frequentemente, como consequência que, esse Terço, será recitado de forma atabalhoada, incoerente, sem cuidado. Para garantir razoávelmente a recitação diária do Rosário o melhor que pudemos fazer - e os directores espirituais aconselham – é incluir no nosso Plano de Vida Diário uma hora certa em que o poderemos fazer, com tranquilidade, recolhimento e atenção. Rosário significa a “Coroa de Rosas” com que desejamos coroar Nossa Senhora. Não havemos de querer com todas as veras da nossa alma que essa “Coroa” seja bela, perfeita?

 

 

Instituição da Eucaristia

 

Talvez o maior milagre de Amor que posso constatar e usufruir. Que outra coisa senão o Amor incomensurável de Cristo Nosso Senhor pelos Seus irmãos, os homens, poderia estar na origem da Santíssima Eucaristia? Ficar, verdadeiramente ficar, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade para sempre… para sempre! Estamos em plena Ceia, a última que Jesus celebra com os Seus discí­pulos mais próximos. Uma sequência de gestos do Senhor plenos de significado e profunda­mente marcantes. Há no ambiente algo inusitado que todos adivinham sério, importante, grave. Começa por lavar os pés aos doze o primeiro ensinamento - como di­ríamos hoje - para "memória futura": Servir! Depois o episódio em que Judas é o protagonista: A traição! Jesus tem o coração cada vez mais "apertado" mas, mesmo assim, não revela a terrível verdade. Segue-se o longo discurso que é como que uma declaração testamen­tária: O AMOR! Finalmente esse mesmo AMOR como que "cede" ante a perplexidade triste dos onze e Jesus institui a Sagrada Eucaristia dando-lhes o poder de renovar - para sempre - esse extraordinário testemunho. E, nós, cristãos de hoje, passados mais de dois mil anos, Posso participar nessa Ceia, receber o Santíssimo Corpo Alma e Divindade do nosso Salvador. Passados a noite e o dia da Paixão, quando o corpo de Jesus repousa finalmente no sepulcro, o que terão contado a Nossa Senhora? Como ela terá compreendido a verdadeira "dimensão" da Eucaristia e, seguramente, como com doçura e paciência de Mãe, a terá explicado aos pobres e inconsoláveis discípulos! Ela é o refúgio seguro - o único que têm - e sabem que podem confiar absolutamente nos seus conselhos e orientações. A Mãe do Redentor, como que é o traço que une o Filho morto na Cruz aos homens Seus irmãos que, nos derradeiros momentos da Sua vida terrena, lhe entregou como filhos. Esse Corpo e esse Sangue que Ele nos deixou como alimento de vida eterna, foram “criados” e desen-volvidos no seu de Mãe. Numa união perfeita de Mãe e Filho, concluo que, assim é, também, o seu corpo e o seu sangue se nos dá na Comunhão Eucaristica. Este Santíssimo Sacramento da Eucaristia é o mais completo e sublime Sacramento instituído por Jesus Cristo.