Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
25/01/2021
Que vos saibais perdoar
Jesus Cristo, Nosso Senhor,
encarnou e tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de
todas as virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração,
convida-nos Ele. Mais tarde, quando explica aos Apóstolos o sinal pelo qual os
reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes. Ele é a pureza mais
sublime, o Cordeiro imaculado. Nada podia manchar a sua santidade perfeita, sem
mácula. Mas também não diz: saberão que se encontram diante de discípulos meus,
porque sois castos e limpos. Passou por este mundo com o mais completo
desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o universo,
faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça. No entanto, não
comenta: saberão que sois dos meus porque não vos apegastes às riquezas.
Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso, antes
de se dedicar à pregação do Evangelho. E também não afirma aos seus:
compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores. A
característica que distinguirá os apóstolos, os cristãos autênticos de todos os
tempos, já a ouvimos: nisto – precisamente nisto – conhecerão todos que sois
meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. (Amigos de Deus, 224)
LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 25
Mc
II 1 – 22
Cura de um paralítico
1 Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se
dizer que estava em casa. 2 Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da
porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. 3 Vieram, então, trazer-lhe um
paralítico, transportado por quatro homens. 4 Como não podiam aproximar-se por
causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma
abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. 5 Vendo Jesus a fé
daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
6 Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus
corações: 7 «Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão
Deus?» 8 Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e
disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? 9 Que é mais fácil?
Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te,
pega no teu catre e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem na terra poder para perdoar os pecados, 11 Eu te ordeno - disse ao
paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.» 12 Ele
levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos
se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»
Vocação de Levi
13 Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão
ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os. 14 Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu,
sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele
seguiu Jesus. 15 Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos
cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e
os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. 16 Mas os doutores da
Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de
impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de
impostos e pecadores?» 17 Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm
saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos,
mas os pecadores.»
O jejum
18 Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar,
vieram dizer-lhe: «Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam
jejum, e os teus discípulos não jejuam?» 19 Jesus respondeu: «Poderão os
convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles? Enquanto têm
consigo o esposo, não podem jejuar. 20 Dias virão em que o esposo lhes será
tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.» 21 «Ninguém deita remendo de pano
novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho e o rasgão fica
maior. 22 E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho
romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em
odres novos.»
Humanismo
Concepção
filosófica que põe o homem e os valores humanos acima dos outros valores.
Humanitarismo
Conjunto
de concepções humanitárias tidas como ilusórias ou utópicas.
Deveres
e obrigações
A
César, o que é de César, a Deus o que é de Deus. ([1])
Mas o
que é que, no homem, é devido a César, aqui representado pelo poder que rege os
povos, e o que pertence a Deus?
A
fronteira não é muito nítida porque, em princípio, tudo pertence a Deus se
encararmos que a realidade é que tudo, absolutamente, nos vem dele.
Na
verdade, ao cumprir as suas obrigações e deveres para com a sociedade, o
Estado, a pessoa está a seguir os mandamentos de Deus que, como se sabe, são a
Lei Natural.
Por
isso mesmo, tal - dar a César o que por direito lhe pertence - constitui um
dever do homem que não pode deixar de o satisfazer sem ofender a Deus.
Visto
assim, parece que a tal fronteira, na realidade não existe.
É
comum, infelizmente, um certo adormecimento da consciência de muitos cristãos
que encaram o não cumprimento dessas obrigações, como o pagamento de impostos,
por exemplo, com ligeireza e sem preocupação.
As
justificações são várias, as mais comuns, talvez, 'que todos o fazem' ou que
'os impostos são injustos' ou que 'as verbas deles resultantes são mal
aplicadas'.
Evidentemente,
tudo isto pode ser verdade mas nem por isso se exime a pessoa de cumprir a lei.
As
leis emanadas pelo poder constituído são de cumprimento obrigatório, salvo no
caso de atentarem contra a dignidade, a liberdade individual de decisão, a
escolha pessoal de educação dos filhos, da religião e tudo aquilo que, em suma,
pertença exclusivamente ao livre arbítrio da pessoa.
Daqui
- e parece ser muito a propósito - a obrigação grave de votar nas eleições que
se destinam a escolher os que devem exarar as leis e demais normas que regem
uma sociedade.
Exercer esse direito reveste-se de capital
importância já que, das escolhas efectuadas dependerá o futuro legislativo,
leis boas, más ou, mesmo como já se tem verificado, leis iníquas.
Participar
da Vida social é um direito e uma obrigação que vem com as características da
cidadania.
Como
a única forma legal - aceitável e legítima - de participar na vida pública
alterando a forma de governo ou legislação é através do sufrágio, este
torna-se, assim, numa obrigação inalienável.
Não cabe aqui discorrer sobre o assunto já
que o mesmo se insere na esfera da política o que está fora do que estamos a
tratar.
Dar a
César pode muito bem ser, também, ter a disponibilidade para aceitar
responsabilidades públicas, como, por exemplo, fazendo parte dos órgãos do
Estado.
É claro que, para o cristão, isto quererá
dizer disponibilizar-se para servir os outros, a sociedade nos moldes em que
esse serviço requeira.
Como serviço nunca poderá ser sacrifício -
porque o trabalho nunca o deve ser - mas o desempenho de um trabalho
dedicadamente e nele empenhando todas as capacidades e potências que se
possuem.
Engana-se
gravemente quem aceitar um encargo para o qual não esteja apto ou possua as
qualificações que o mesmo requeira.
Mais grave porém será - se o fizer - as
consequências que daí podem advir para o bem da sociedade, para César.
Como
se um pianista principiante aceitasse ser cabeça de cartaz na execução de uma
peça musical de relevância excepcional.
Enganaria as justas expectativas dos que
acorressem ao evento, defraudaria os promotores da iniciativa, ridiculizaria o
autor da obra e, sobretudo, enganar-se-ia a si próprio ao pretender executar
algo para o qual sabe não ter nem capacidade nem qualificação bastante.
Assim
os que assumem cargos públicos para os quais não têm aptidão, mais não fazem
que fazer de péssimos actores de uma peça da qual não conhecem nem o argumento
e, muito menos, a mensagem que, se espera, têm de transmitir aos espectadores.
Ora,
a vida real, concreta, comum, não é uma peça de teatro que, normalmente, traduz
situações inventadas num determinado contexto, mas sim, uma realidade concreta
feita de inúmeras e diversificadas facetas, de coisas pequenas e grandes, de
actos de coragem e fugas cobardes, atitudes mesquinhas e, outras, grandiosas em
que seres humanos muito ou pouco diferentes entre si, têm objectivos,
esperanças, ambições e propósitos, por vezes díspares e antagónicos.
Servir nestas condições é, sem dúvida, um
acto de coragem que, para ser verdadeiro, necessita de reflexão e séria
ponderação.
‘Aceito
e, depois… logo se vê…’
Parece ser, cada vez mais atitude frequente.
E, o ‘logo se vê’ traduz-se inevitavelmente
numa sucessão de disparates, erros, por vezes graves e com consequências
tremendas.
Mas,
isto tudo, de facto, não é de César que não espera, não pode querer nada
semelhante.
Não
convém, portanto, dar-lho porque, mais tarde ou mais cedo, César rejeitá-lo-á
e, muito provavelmente, exigirá ser ressarcido do engano.
Ao contrário de Deus, César não perdoa sem
castigar, ou seja: O seu perdão tem sempre um preço proporcional.
Voltando
à questão: Mas o que é que, no homem é devido a César…?
Parece
fácil a resposta.
O que, em princípio se deve a César é o que
de César se recebeu.
Podemos
destacar, pelo menos, dois:
A
educação recebida pondo ao serviço de César os conhecimentos adquiridos que a
mesma nos proporcionou; (veremos este ponto mais adiante)
O exercício de uma actividade que garanta o
sustento próprio e dos que de nós dependem.
Os
bens que a actividade que o Estado, nos permitiu ter e desenvolver têm
necessariamente de lhe ser restituídos, ou melhor, distribuídos por outros,
principalmente aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades;
A
esta acção de restituição ou serviço costuma chamar-se solidariedade.
A solidariedade, exigência da fraternidade humana e cristã, manifesta-se, em primeiro lugar, na justa repartição dos bens, équa na remuneração do trabalho e no esforço por uma ordem social mais justa. A virtude da solidariedade pratica também a repartição dos bens espirituais da fé, ainda mais importantes que os materiais. [2]
Como
já vimos noutros locais [3], o ser humano é
social por natureza, vive em sociedades organizadas segundo um esquema de leis
e princípios cujo fim básico deve ser o dar a todos, sem qualquer distinção,
oportunidades iguais em todos os aspectos da vida comum e, também, a liberdade
de eleição do próprio estilo de vida, de opções pessoais que, naturalmente, se
enquadrem nesse conjunto de leis e princípios.
Não tem, pois, o homem alternativa que viver
em sociedade, naquela que escolher livremente por vontade própria.
Cada vez mais a ideia de um mundo global onde
cada um possa escolher onde deseja viver ganha uma inusitada força e importância
e, na verdade, parece ser o melhor que o homem pode aspirar.
Nascer neste ou naquele país pode não passar
de um acidente no percurso da sua vida e nada, nem ninguém, deve ter o poder de
o obrigar a permanecer ali ou impedir a desenvolver a sua vida, actividade,
vocação onde muito bem lhe aprouver.
Os primeiros passos estão a ser dados
nalgumas regiões do mundo, como por exemplo, a moeda única para extensas áreas
englobando vários países raças e culturas.
Sem pretender fazer futurismo parece mais que
provável que este é o caminho para o qual tende a humanidade e, talvez o sonho
de uma sociedade justa e equitativa.
Reflexão
Existem portanto dois tipos de paz: a que os homens são capazes de construir por si sós, e a que é dom de Deus; (...) a que vem imposta pelo poder das armas e a que nasce do coração. A primeira é frágil e insegura; poderia chamar-se uma mera aparência de paz porque se funda no medo e na desconfiança. A segunda, pelo contrário, é uma paz forte e duradoira porque, ao fundar-se na justiça e no amor, penetra no coração; é um dom que Deus concede aos que amam a Sua lei.
(São João Paulo II, Discurso
à UNIV, Roma, 24.02. 1986)
Filosofia e Religião, Vida Humana
A Doutrina Sagrada é uma ciência?
Existem
dois tipos de ciência:
Algumas
procedem de princípios que são conhecidos à luz natural do intelecto
(aritmética, geometria); Outras procedem de princípios conhecidos à luz de uma
ciência superior (por ex.: perspectiva: princípios tomados à geometria; música:
princípios tomados à aritmética).
Pequena agenda do cristão
24/01/2021
Nunca amarás bastante
Por muito que ames, nunca amarás bastante. O coração humano tem um coeficiente de dilatação enorme. Quando ama, dilata-se num crescendo de carinho que supera todas as barreiras. Se amas o Senhor, não haverá criatura que não encontre lugar no teu coração. (Via Sacra, 8ª Estação, n. 5)
Vede
agora o mestre reunido com os seus discípulos na intimidade do Cenáculo. Ao
aproximar-se o momento da sua Paixão, o Coração de Cristo, rodeado por aqueles
que ama, abre-se em inefáveis labaredas: dou-vos um mandamento novo: que vos
ameis uns aos outros e que, do mesmo modo que eu vos amei, vos ameis uns aos
outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos
outros. (Ioh XIII, 34–35.) (...). Senhor, porque chamas novo a este
mandamento? Como acabamos de ouvir, o amor ao próximo estava prescrito no
Antigo Testamento e recordareis também que Jesus, mal começa a sua vida
pública, amplia essa exigência com divina generosidade: ouvistes que foi dito: amarás
o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu peço-vos mais: amai os vossos
inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem e
caluniam. Senhor, deixa-nos insistir: porque continuas a chamar novo a este
preceito? Naquela noite, poucas horas antes de te imolares na Cruz, durante
aquela conversa íntima com os que - apesar das suas fraquezas e misérias
pessoais, como as nossas - te acompanharam até Jerusalém. Tu revelaste-nos a
medida insuspeitada da caridade: como eu vos amei. Como não haviam de te
entender os Apóstolos, se tinham sido testemunhas do teu amor insondável! Se
professamos essa mesma fé, se ambicionamos verdadeiramente seguir as pegadas,
tão nítidas, que os passos de Cristo deixaram na terra, não podemos conformar-nos
com evitar aos outros os males que não desejamos para nós mesmos. Isto é muito,
mas é muito pouco, quando compreendemos que a medida do nosso amor é definida
pelo comportamento de Jesus. Além disso, Ele não nos propõe essa norma de
conduta como uma meta longínqua, como o coroamento de toda uma vida de luta. É
– e insisto que deve sê-lo para que o traduzas em propósitos concretos – o
ponto de partida, porque Nosso Senhor o indica como sinal prévio: nisto
conhecerão que sois meus discípulos. (Amigos de Deus, 222-223)
LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 24
Evangelho
Mc
I 23 – 45
Milagre na Sinagoga
23 Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um
espírito maligno, que começou a gritar: 24 «Que tens a ver connosco, Jesus de
Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus.» 25 Jesus
repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.» 26 Então, o espírito
maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito. 27 Tão
assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo
ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos malignos e
eles obedecem-lhe!» 28 E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda
a região da Galileia.
Cura da sogra de Pedro
29 Saindo da sinagoga, foram para casa de Simão e André,
com Tiago e João. 30 A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe
falaram dela. 31Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a
e ela começou a servi-los.
Outros milagres
32 À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os
enfermos e possessos, 33 e a cidade inteira estava reunida junto à porta. 34
Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou
muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era.
35 De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário
e ali se pôs em oração. 36 Simão e os que estavam com Ele seguiram-no. 37 E,
tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.» 38 Mas Ele
respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de
pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.» 39 E foi por toda a Galileia,
pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.
Cura de um
leproso
40 Um leproso veio
ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.» 41
Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.»
42 Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado. 43 E logo o despediu,
dizendo-lhe em tom severo: 44 «Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes,
mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido
por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.» 45 Ele, porém, assim que se
retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não
poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de
todas as partes iam ter com Ele.
A
filiação divina e vida interior (cont)
A
construção da Vida Interior passa, assim, a ser um trabalho constante com a
finalidade de, pode dizer-se, tornar-se uma pessoa completa, carne e espírito,
com domínio da vontade, agindo sob determinação do que considera conveniente e
bom em detrimento da cedência fácil ao instinto ou apelo mais ou menos mirífico
de felicidade.
A couraça, por chamar-lhe assim, que se vai
construindo, alicerçada nos valores que se têm - e sabem – como sérios, válidos,
importantes e fundamentais, vai-se fortalecendo constantemente não só com o
esforço de interiorização, mas com a prática continuada de actos bons e
meritórios que tornam verdadeiros e credíveis os desejos de melhoria interior.
Por
aqui se vê que a Vida Interior não é uma atitude estática, não se estabelece um
qualquer patamar a partir do qual se considera completa e satisfeita a ânsia de
melhoria, é, antes, um esforço contínuo de aperfeiçoamento que nunca se dá por
satisfeito nem completo.
À medida
que os obstáculos vão sendo removidos, surgem novas arestas a limar, contornos
a definir, emoções a estabilizar.
Evidentemente que tem a ver com a estreita
ligação com Deus porque a consciência leva a orientar-se a vida de forma a
agradar-lhe em tudo e num desejo de satisfazer a Sua vontade nas coisas
pequenas como nas grandes.
O
pensador, a pessoa que por feitio ou profissão está em permanente evolução de
pensamento, se não orienta esta acção para Deus fica-se sempre muito aquém de
uma satisfação completa.
Trata-se de insistir nos pequenos vencimentos
diários, ultrapassagens de obstáculos pouco importantes, metas intermédias que
se vão alcançando sem desprezar qualquer oportunidade ou ensejo, não cedendo à
tentação de deixar para depois, para uma ocasião que, por uma razão qualquer,
se ache mais propícia.
Esta
ocasião ideal, de facto, nunca surge porque o ideal, o que convém realmente, é
fazer o que tem de ser feito quando deve ser feito.
Uma
tarefa adiada è uma tarefa meio perdida ou, talvez, nunca concluída porque
entretanto, outras surgiram que mereceram atenção e requereram acção da nossa
parte.
A
Vida Interior não é uma postura mas um estado de alma, quer dizer, não é algo
que se tenha de vez em quando mas sempre, seja qual for o ambiente ou
circunstância.
Por
isso ligámos tão estreitamente a Vida Interior à Filiação Divina porque a
constatação da segunda como sendo uma realidade, leva a considerar a primeira
como uma necessidade.
Com
uma Vida Interior sólida, a pessoa é naturalmente alegre, com aquela alegria sã
e serena que advém da certeza de que os actos que se praticam são convenientes
e agradam a Deus, ao mesmo tempo que as preocupações ou adversidades que a vida
corrente sempre traz consigo, nunca tomam dimensões desproporcionadas nem
condicionam desmesuradamente a vida pessoal.
Antes são encaradas com naturalidade e a
predisposição para as resolver e ultrapassar é muito maior porque não se
encaram esses incidentes como fardos insuportáveis ou insolúveis mas, antes,
vem ao de cima a confiança, a esperança e a certeza que nada é superior às
próprias forças porque se sabe, com segurança, que Deus, se permite a carga
também proporciona os meios para a suportar.
Porque
é que São Josemaria, como já se disse, é de facto um santo dos nossos dias com
algo de revolucionário?
Porque, realmente, veio ensinar uma nova
forma de focar a vida comum e corrente: ‘Os cristãos são para o mundo o que a
alma é para o corpo. Vivem no mundo, mas não são mundanos, como a alma está no
corpo, mas não é corpórea. Habitam em todos os povos, assim como a alma está em
todas as partes do corpo. Actuam pela sua vida interior sem se fazerem notar,
como a alma pela sua essência. Vivem como peregrinos entre coisas perecíveis,
na esperança da incorruptibilidade dos céus, assim como a alma imortal vive
agora numa tenda mortal. Multiplicam-se de dia para dia no meio das
perseguições, assim como a alma se embeleza mortificando-se... E não é lícito
aos cristãos abandonarem a sua missão no mundo, como não é permitido à alma
separar-se voluntariamente do corpo.» ([1]); ou ainda:
‘A filiação divina é uma verdade feliz, um mistério consolador. A filiação divina empapa toda a nossa vida espiritual, porque nos ensina a procurar, conhecer e amar o nosso Pai do Céu, e assim cumula de esperança a nossa luta interior e nos dá a simplicidade confiante dos filhos pequenos. Mais ainda: precisamente porque somos filhos de Deus, esta realidade leva-nos também a contemplar com amor e com admiração todas as coisas que saíram das mãos de Deus Pai Criador. E deste modo somos contemplativos no meio do mundo, amando o mundo.» [2]
A constatação da nossa Filiação Divina
leva-nos à necessidade da contemplação de tão magnífico dom.
Ser filho de Deus, com todos os direitos e
prerrogativas que tal implica, é algo que não se apreende na totalidade.
Deus ama-nos como seres criados por Ele
próprio mas, como se tal não bastasse, outorga-nos, com o Baptismo, essa
filiação autêntica, real, efectiva!
Fazemos parte da Sua família íntima, somos
amados verdadeira e incondicionalmente, sem mérito algum da nossa parte. E,
este amor preenche por completo as nossas necessidades porque é um amor imenso,
divino, sem comparação alguma com o mais excelente amor humano.
Como todo o amor, pede retorno, - já vimos que amar é dar e receber - e o interessante e de espantar é que Deus, nosso Senhor e Criador, que não precisa do nosso amor para nada, espera verdadeiramente que Lhe retribuamos - tentemos sériamente retribuir - o Seu amor divino com o nosso amor humano, para o divinizar e devolver expurgado de qualquer impureza que possa conter.
Quantas vezes, ao longo do dia, nas situações mais correntes, nos detemos nem que sejam uns escassos segundos a interiorizar estas realidades?
E não é nada de mais se considerarmos que Ele
nos vê e nos ouve sempre, sempre!
Essa disposição da alma para considerar a presença de Deus na nossa vida e, tomando consciência disto, fazer tudo para Lhe agradar como forma de retribuir tão grande bem.
Educar a consciência, formar o carácter, esclarecer a mente, ter claras e bem definidas as balizas dentro das quais decorre a nossa vida com essa tendência e desejo de a concretizar:
Tudo, absolutamente, para Ti, meu Senhor e
meu Deus: que tudo, absolutamente em Ti comece e acabe sempre!
Sacramentos
O divórcio é uma ofensa grave à lei natural. Pretende romper o contrato livremente aceite pelos esposos de viverem um com o outro até à morte. O divórcio é uma injúria contra a aliança da salvação, de que o matrimónio sacramental é sinal (Catecismo , 2384). Pode acontecer que um dos cônjuges seja a vítima inocente do divórcio declarado pela lei civil; esse, então, não viola o preceito moral. Há uma grande diferença entre o cônjuge que sinceramente se esforçou por ser fiel ao sacramento do matrimónio e se vê injustamente abandonado, e aquele que, por uma falta grave da sua parte, destrói um matrimónio canonicamente válido. (Catecismo, 2386)
Pequena agenda do cristão
23/01/2021
Maria Mãe da Igreja
Agrada-me voltar, em pensamento, àqueles anos em que Jesus permaneceu junto de sua Mãe e que abarcam quase toda a vida de Nosso Senhor neste mundo. Vê-lo pequeno quando Maria cuida d'Ele e o beija e o entretém... Vê-lo crescer diante dos olhos enamorados de sua Mãe e de José, seu pai na terra... Com quanta ternura e com quanta delicadeza Maria e o Santo Patriarca se preocupariam com Jesus durante a sua infância! E, em silêncio, aprenderiam muito e constantemente d'Ele. As suas almas ir-se-iam afazendo à alma daquele Filho, Homem e Deus. Por isso, a Mãe - e, depois dela, José - conhece como ninguém os sentimentos do coração de Cristo e os dois são o caminho melhor, diria até que o único, para chegar ao Salvador.
J. A. Loarte
São José
EXORTAÇÃO
APOSTÓLICA
REDEMPTORIS
CUSTOS
DO
SUMO PONTÍFICE
JOÃO
PAULO II
SOBRE
A FIGURA E A MISSÃO
DE
SÃO JOSÉ
NA
VIDA DE CRISTO E DA IGREJA
O
CONTEXTO EVANGÉLICO
O
matrimónio com Maria
II
O
DEPOSITÁRIO DO MISTÉRIO DE DEUS
4.
Quando Maria, pouco tempo depois da Anunciação, se dirigiu a casa de Zacarias
para visitar Isabel sua parente, ouviu, precisamente quando a saudava, as
palavras pronunciadas pela mesma Isabel, «cheia do Espírito Santo» (cf. Lc 1,
41). Para além das palavras que se relacionavam com a saudação do anjo na
Anunciação, Isabel disse: «Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento
as coisas que Ihe foram ditas da parte do Senhor» (Lc 1, 45). Estas palavras
constituíram o pensamento-guia da Encíclica Redemptoris Mater, com a qual tive
a intenção de aprofundar o ensinamento do Concílio Vaticano II, quando afirma:
«A Bem-aventurada Virgem Maria avançou no caminho da fé e conservou fielmente a
união com seu Filho até à Cruz», (5) «indo adiante» (6) de todos aqueles que,
pela via da fé, seguem Cristo.
Ora
ao iniciar-se esta peregrinação, a fé de Maria encontra-se com a fé de José. Se
Isabel disse da Mãe do Redentor: «Feliz daquela que acreditou», esta
bem-aventurança pode, em certo sentido, ser referida também a José, porque, de
modo análogo, ele respondeu afirmativamente à Palavra de Deus, quando esta lhe
foi transmitida naquele momento decisivo. A bem da verdade, José não respondeu
ao «anúncio» do anjo como Maria; mas «fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e
recebeu a sua esposa». Isto que ele fez é puríssima «obediência da fé» (cf. Rom
1, 5; 16, 26; 2 Cor 10, 5-6).
Pode
dizer-se que aquilo que José fez o uniu, de uma maneira absolutamente especial,
à fé de Maria: ele aceitou como verdade proveniente de Deus o que ela já tinha
aceitado na Anunciação. O Concílio ensina: «A Deus que revela é devida a
"obediência da fé" (...); pela fé, o homem entrega-se total e
livremente a Deus, prestando-lhe "o obséquio pleno da inteligência e da
vontade" e dando voluntário assentimento à sua revelação». (7) A frase
acabada de citar, que diz respeito à própria essência da fé, aplica-se
perfeitamente a José de Nazaré.
5.
Ele tornou-se, portanto, um depositário singular do mistério «escondido desde
todos os séculos em Deus» (cf. Ef 3, 9), como se tornara Maria, naquele momento
decisivo que é chamado pelo Apóstolo «plenitude dos tempos», quando «Deus
enviou o seu Filho, nascido de mulher... para resgatar os que se encontravam
sob o jugo da lei e para que recebêssemos a adopção de filhos» (Gál 4, 4-5).
«Aprouve a Deus — ensina o Concílio — na sua bondade e sabedoria, revelar-se a
si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef 1, 9), pelo qual os
homens, através de Cristo, Verbo Incarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo
e se tornam participantes da natureza divina (cf. Ef 2, 18; 2 Pdr 1, 4)». (8)
Deste
mistério divino, juntamente com Maria, José é o primeiro depositário.
Simultaneamente com Maria - e também em relação com Maria - ele participa nesta
fase culminante da auto-revelação de Deus em Cristo; e nela participa desde o
primeiro momento. Tendo diante dos olhos os textos de ambos os Evangelistas,
São Mateus e São Lucas, pode também dizer-se que José foi o primeiro a
participar na mesma fé da Mãe de Deus e que, procedendo deste modo, ele dá
apoio à sua esposa na fé na Anunciação divina. Ele é igualmente quem primeiro
foi posto por Deus no caminho daquela «peregrinação da fé», na qual Maria,
sobretudo na altura do Calvário e do Pentecostes, irá adiante, de maneira
perfeita. (9)
6. A
caminhada própria de José, a sua peregrinação da fé terminaria antes; ou seja,
antes que Maria esteja de pé junto à Cruz no Gólgota e antes que Ela - tendo
Cristo voltado para o seio do Pai se encontre no Cenáculo do Pentecostes, no
dia da manifestação ao mundo da Igreja, nascida pelo poder do Espírito da
verdade. E contudo, a caminhada da fé de José seguiu a mesma direcção,
permaneceu totalmente determinada pelo mesmo mistério, de que ele, juntamente
com Maria, se tinha tornado o primeiro depositário. A Incarnação e a Redenção
constituem uma unidade orgânica e indissolúvel, na qual a «economia da
Revelação se realiza por meio de acções e palavras, intimamente relacionadas
entre si». (10) Precisamente por causa desta unidade, o Papa João XXIII, que
tinha uma grande devoção para com São José, estabeleceu que no Cânone romano da
Missa, memorial perpétuo da Redenção, fosse inserido o nome dele, ao lado do
nome de Maria e antes do dos Apóstolos, dos Sumos Pontífices e dos Mártires.
(11)
O
serviço da paternidade
7.
Como se deduz dos textos evangélicos, o matrimónio com Maria é o fundamento
jurídico da paternidade de José. Foi para garantir a protecção paterna a Jesus
que Deus escolheu José como esposo de Maria. Por conseguinte, a paternidade de
José — uma relação que o coloca o mais perto possível de Cristo, termo de toda
e qualquer eleição e predestinação (cf. Rom 8, 28-29) — passa através do
matrimónio com Maria, ou seja, através da família.
Os
Evangelistas, embora afirmem claramente que Jesus foi concebido por obra do
Espírito Santo e que naquele matrimónio a virgindade foi preservada (cf. Mt 1,
18-25; Lc 1, 26-38), chamam a José esposo de Maria e a Maria esposa de José
(cf. Mt 1, 16. 18-20; Lc 1, 27; 2, 5).
E
também para a Igreja, se por um lado é importante professar a concepção
virginal de Jesus, por outro, não é menos importante defender o matrimónio de
Maria com José, porque é deste matrimónio que depende, juridicamente, a
paternidade de José. Daqui se compreende a razão por que as gerações são
enumeradas segundo a genealogia de José: «E porque não o deviam ser - pergunta-se
Santo Agostinho - através de José? Não era porventura José o marido de Maria?
(...). A Escritura afirma, por meio da autoridade angélica, que ele era o
marido. Não temas, diz, receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se
gerou é obra do Espírito Santo. E é-lhe mandado que imponha o nome ao menino,
se bem que não seja nascido do seu sémen. Aí se diz, ainda: Ela dará à luz um
filho, a quem porás o nome de Jesus. A Escritura sabe que Jesus não nasceu do
sémen de José; e porque ele mostra preocupação quanto à origem da gravidez dela
(Maria), é dito: provém do Espírito Santo. E todavia não lhe é tirada a
autoridade paterna, uma vez que lhe é ordenado que seja ele a dar o nome ao
menino. Por fim, também a própria Virgem Maria, bem consciente de não ter
concebido Cristo da união conjugal com ele, chama-o apesar disso pai de
Cristo». (12)
O
filho de Maria é também filho de José, em virtude do vínculo matrimonial que os
une: «Por motivo daquele matrimónio fiel, ambos mereceram ser chamados pais de
Cristo, não apenas a Mãe, mas também aquele que era seu pai, do mesmo modo que
era cônjuge da Mãe, uma e outra coisa por meio da mente e não da carne». (13)
Neste matrimónio não faltou nenhum dos requisitos que o constituem: «Naqueles
pais de Cristo realizaram-se todos os bens das núpcias: a prole, a fidelidade e
o sacramento. Conhecemos a prole, que é o próprio Senhor Jesus; a fidelidade,
porque não houve nenhum adultério; e o sacramento, porque não se deu nenhum
divórcio». (14)
Analisando
a natureza do matrimónio, quer Santo Agostinho, quer Santo Tomás de Aquino
situam-na constantemente na «união indivisível dos ânimos», na «união dos
corações» e no «consenso»; (15) elementos estes, que, naquele matrimónio, se
verificaram de maneira exemplar. No momento culminante da história da salvação,
quando Deus manifestou o seu amor pela humanidade, mediante o dom do Verbo,
deu-se exactamente o matrimónio de Maria e José, em que se realizou com plena
«liberdade» o «dom esponsal de si» acolhendo e exprimindo um tal amor. (16)
«Nesta grandiosa empresa da renovação de todas as coisas em Cristo , o
matrimónio, também ele renovado e purificado, torna-se uma realidade nova, um
sacramento da Nova Aliança. E eis que no limiar do Novo Testamento, como já
sucedera no princípio do Antigo, há um casal. Mas, enquanto o casal formado por
Adão e Eva tinha sido a fonte do mal que inundou o mundo, o casal formado por
José e Maria constitui o vértice, do qual se expande por toda a terra a
santidade. O Salvador deu início à obra da salvação com esta união virginal e
santa, na qual se manifesta a sua vontade omnipotente de purificar e santificar
a família, que é santuário do amor humano e berço da vida». (17)
Quantos
ensinamentos promanam disto, ainda hoje, para a família! Uma vez que «a essência
e as funções da família se definem, em última análise, pelo amor» e que à
família «é confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual
reflexo vivo e participação do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo
pela Igreja sua Esposa», (18) é na Sagrada Família, nesta originária «Igreja
doméstica», (19) que todas as famílias devem espelhar-se. Nela, efectivamente,
«por um misterioso desígnio divino, viveu escondido durante longos anos o Filho
de Deus: ela constitui, portanto, o protótipo e o exemplo de todas as famílias
cristãs». (20)
Notas:
(5)
Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, n. 58.
(6)
Cf. ibid., n. 63.
(7)
Const. dogm. sobre a Divina Revelação Dei Verbum, n. 5.
(8) Ibid., n. 2.
(9) Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Const.
dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, n. 63.
(10)
Conc. Ecum. Vaticano II, Const. dogm. sobre a Divina Revelação Dei Verbum, n.
2.
(11)
S. Congr. dos Ritos, Decr. Novis hisce temporibus (13 de Novembro de 1962): AAS
54 (1962), p. 873.
(12)
S. Agostinho, Sermo 51, 10, 16: PL 38, 342.
(13)
S. Agostinho, De nuptiis et concupiscentia, I, 11, 12: PL 44, 421; cf. De
consensu evangelistarum, II, 1, 2: PL 34, 1071; Contra Faustum, III, 2: PL 42,
214.
(14)
S. Agostinho, De nuptiis et concupiscentia, I, 11, 13: PL 44, 421; cf. Contra
Julianum, V, 12, 46: PL 44, 810.
(15)
Cf. S. Agostinho, Contra Faustum, XXIII, 8: PL 42, 470-471; De consensu
evangelistarum, II, 1, 3: PL 34, 1072; Sermo 51, 13, 21: PL 38, 344-345; S.
Tomás de Aquino, Summa Theol., III, q. 29, a. 2 in conclus.
(16)
Cf. as Alocuções de 9 e 16 de Janeiro e de 20 de Fevereiro de 1980:
Insegnamenti, III/1 (1980), pp. 88-92; 148-152; e 428-431.
(17)
Paulo VI, Alocução ao Movimento « Equipes Notre-Dame » (4 de Maio de 1970), n.
7: AAS 62 (1970), p. 431; uma exaltação análoga da Família de Nazaré, como
exemplar absoluto da comunidade doméstica, encontra-se, por exemplo, em Leão
XIII, Carta Apost. Neminem fugit (14 de Junho de 1892): Leonis XIII Acta, XII
(1892), pp. 149-150; Bento XV, Motu Proprio Bonum sane (25 de Julho de 1920):
AAS 12 (1920), pp. 313-317.
(18)
Exort. Apost. Familiaris consortio (22 de Novembro de 1981), n. 17: AAS 74
(1982), p. 100.
(19) Ibid., n. 49: l.c., p. 140; cf. Conc. Ecum.
Vaticano II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, n. 11; Decr. sobre o
Apostolado dos leigos Apostolicam actuositatem, n. 11.
(20)
Exort. Apost. Familiaris consortio (22 de Novembro de 1981), n. 85: AAS 74
(1982), pp. 189-190.
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