Não compreendo como se possa viver cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham vindo a concretizar essa piedade eucarística. Umas vezes com práticas multitudinárias, professando publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz do templo ou na intimidade do coração. Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor essa sua outra delicadeza: não quis limitar a sua presença ao momento do Sacrifício do Altar, mas decidiu permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. (Cristo que passa, 154)
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
03/01/2021
Devemos amar a Santa Missa
LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 3
Mt XX 17 - 34
Terceira profecia da Paixão
17
Ao subir a Jerusalém, pelo caminho, chamou à parte os Doze e disse-lhes: 18
«Vamos subir a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos
sacerdotes e aos doutores da Lei, que o vão condenar à morte. 19 Hão-de
entregá-lo aos pagãos, que o vão escarnecer, açoitar e crucificar. Mas Ele
ressuscitará ao terceiro dia.»
Pedido dos filhos de Zebedeu
20 Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos
de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um
pedido. 21 «Que queres?» - perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes
meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu
Reino.» 22 Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que
Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» 23 Jesus replicou-lhes: «Na
verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha
esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem
reservado.» 24 Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos.
25 Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam
como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. 26 Não
seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande,
seja o vosso servo; e 27 quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso
servo. 28 Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e
dar a sua vida para resgatar a multidão.»
Os dois cegos de Gericó
29
Quando iam a sair de Jericó, uma grande multidão seguiu Jesus. 30 Nisto, dois
cegos que estavam sentados à beira da estrada, ao ouvirem dizer que Jesus ia a
passar, começaram a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de nós!»
31 A multidão repreendia-os para os fazer calar, mas eles gritavam cada vez
mais: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de nós!» 32 Jesus parou,
chamou-os e perguntou-lhes: «Que quereis que vos faça?» 33 Responderam-lhe:
«Senhor, que os nossos olhos se abram!» 34 Dominado pela compaixão, Jesus
tocou-lhes nos olhos. Imediatamente recuperaram a vista e seguiram-no.
Fidelidade
Fidelidade [1] é o atributo ou a
qualidade de quem ou do que é fiel [2] para significar quem
ou o que conserva, mantém ou preserva as suas características originais, ou
quem ou o que se mantém fiel à referência.
Fidelidade implica confiança e vice-versa, e
essa relação de implicação mútua aplica-se quer entre dois indivíduos, quer
entre determinado sujeito e o objecto sob sua consideração, que, por sua vez,
também pode ser abstracto ou concreto.
Essa co-significação originária mostra-se plena quando se trata de dois sujeitos, ambos com capacidade activa, pois, nesse caso. pode invocar-se a correlação confiança. [3]
Poder-se-á dizer também que fidelidade
significa lealdade, constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos;
perseverança, observância rigorosa da verdade; exactidão.
Temos assim, que há
alguma complexidade nesta virtude, porque de virtude se trata, que não pode ser
ignorada.
Aparecem várias vezes nos discursos de Jesus
Cristo referências à fidelidade como algo imprescindível para que possa existir
uma relação estável de confiança entre os homens e entre os homens e Deus.
O inverso não se coloca porque Deus, por
definição, é fiel.
«In
pauca fidelis» (Mt
25, 21) refere-se
Cristo no Evangelho, fiel no pouco, nas pequenas coisas, mesmo naquilo que,
aparentemente, tem pouco relevo ou importância.
Não há, portanto “níveis” de fidelidade, ou
se é fiel em tudo e em qualquer circunstância e de forma constante, diria, sem
intervalos conforme as situações, ou não existe fidelidade.
“A fidelidade é um acto bom, uma actividade voluntária e permanente, uma força que inclina a cumprir com sinceridade e valentia os compromissos adquiridos, as promessas feitas e a palavra dada.” [4]
Por isso mesmo, a
Fidelidade, é uma virtude já que só é possível ser fiel a quem tiver
estabilidade de vida e comportamento.
Seja porque tem
ideais elevados que levam a pessoa a manter-se numa linha de conduta que é
comum chamar-se unidade de vida, ou porque tem aspirações pessoais que
transcendem as possíveis conveniências de momento.
Não se trata de uma
inspiração ocasional mas de um acto permanente da vontade.
A fidelidade requer um fundamento profundo e
forte de paciente indagação, o anseio de encontrar um motivo para viver.
“Não é possível falar de fidelidade a quem carece de ideais ou a quem não sabe de valores que transcendem a própria vida”. [5]
Quem anda pela vida como um espectador, por
mais atenção que possa ter ao que se passa à sua volta, se não tiver uma vida
interior sólida, com uma hierarquia de valores bem definida, não pode ser fiel
a nada, porque, como já se viu, não há “fidelidades momentâneas”, mas
constantes.
A introspecção necessária a cada pessoa que
se preocupe com o seu papel neste mundo – para que nasceu -, que faz não
unicamente o que lhe convém, mas e com o que deve fazer como pessoa única e
irrepetível, é fundamental para chegar a um conhecimento próprio sério e
concreto.
Reflexão
Estás ali (na acção de graças da Comunhão) com as mesmas disposições que a Virgem Santíssima no Calvário, tratando-se da presença de um mesmo Deus e da consumação de igual sacrifício?
São João Maria Vianey, (Santo Cura d’Ars), Sermão
sobre o pecado.
SACRAMENTOS
3.
Propriedades essenciais do matrimónio
As
propriedades essenciais do matrimónio são a unidade e a indissolubilidade, que
no casamento cristão adquirem particular importância devido ao sacramento» (CDC,
1506).
«O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal «já não são dois, mas uma só
carne» (Mt 19, 6) (…) Esta união íntima, já
que é o dom recíproco de duas pessoas, exige, do mesmo modo que o bem dos
filhos, a inteira fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união [9].
Pequena agenda do cristão
02/01/2021
Depois da morte vos receberá o Amor
Agora
compreendes quanto fizeste sofrer Jesus, e enches-te de dor: como lhe pedes
perdão, deveras e choras pelas tuas traições passadas! Não te cabem no peito as
ânsias de reparar! Bem. Mas não esqueças que o espírito de penitência está
principalmente em cumprir, custe o que custar, o dever de cada instante. (Via Sacra, 9ª Estação, n. 5)
Como será maravilhoso quando o nosso Pai nos
disser: servo bom e fiel, porque foste fiel nas coisas pequenas, eu te
confiarei as grandes: entra no gozo do teu Senhor!. Esperançados! Esse é o
prodígio da alma contemplativa. Vivemos de Fé, de Esperança e de Amor; e a
Esperança torna-nos poderosos. Recordais-vos de São João? Eu vos escrevo,
jovens, porque sois valentes e a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o
maligno. Deus urge-nos, para a juventude eterna da Igreja e de toda a
humanidade. Podeis transformar em divino todo o humano, como o rei Midas
convertia em ouro tudo o que tocava! Nunca esqueçais que depois da morte vos
receberá o Amor. E no amor de Deus encontrareis, além do mais, todos os amores
limpos que tenhais tido na terra. O Senhor dispôs que passemos esta breve
jornada da nossa existência, trabalhando e, como o seu Unigénito, fazendo o
bem. Entretanto, temos de estar alerta, à escuta daquelas chamadas que Santo
Inácio de Antioquia notava na sua alma, ao aproximar-se a hora do martírio: vem
para junto do Pai, vem para o teu Pai que te espera ansioso (Amigos de Deus, 221)
LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 2
Mt XX 1 - 16
Parábola dos operários da vinha
1 «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um
proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para
a sua vinha. 2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua
vinha. 3 Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem
trabalho, 4 e disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha e tereis o salário que
for justo.’ 5 E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da
tarde, e fez o mesmo. 6 Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que
ali estavam e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7
Responderam-lhe: ‘É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: ‘Ide também
para a minha vinha.’ 8 Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: ‘Chama
os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos
primeiros.’ 9 Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. 10
Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas
receberam, também eles, um denário cada um. 11 Depois de o terem recebido,
começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12 ‘Estes últimos só
trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o
cansaço do dia e o seu calor.’ 13 O proprietário respondeu a um deles: ‘Em nada
te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? 14 Leva, então,
o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto
como a ti. 15 Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender?
Será que tens inveja por eu ser bom?’ 16 Assim, os últimos serão os primeiros e
os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os
escolhidos.»
Fidelidade
A virtude da Fidelidade é, uma das mais
belas.
Bem entendido, todas as virtudes têm beleza e
um fulgor característico que as distingue, mas, a Fidelidade tem um brilho tão
intenso e envolvente que acaba por transmitir, ao que a possui, como que uma
aura pessoal que o torna nalguém notável.
Ser fiel é também uma disposição interior
porque não depende nem das circunstâncias nem das pessoas mas sim de uma
estabilidade própria nos sentimentos e emoções.
Não pode ser fiel quem não tenha vida
interior, segura, esclarecida, exactamente porque, a Fidelidade, nasce no mais
profundo de nós.
Não é, de modo
nenhum, algo externo, influenciável, mutável.
A pessoa fiel torna-se, automaticamente
alguém digno de confiança em quem se pode depositar e entregar tudo o que se
queira com a certeza que é guardado e mantido tal como o entregamos.
Há uns anos surgiu um filme que causou um
grande impacto a nível mundial e, se não me engano obteve vários prémios. ([1])
O nome do filme é:
‘FILADÉLFIA’.
O tema principal da película parecia ser a doença chamada SIDA [2]
Disse ‘parecia ser’
porque, pelo menos para mim, o tema de fundo era a fidelidade.
O protagonista contraiu a terrível doença de
que viria a falecer por causa de um acto de infidelidade.
Bom… de facto era um homem homossexual que
vivia com um companheiro masculino mas que traiu, embora uma única vez, num
encontro fortuito.
A fidelidade não tem, portanto, a ver com a
situação, a forma, o critério, o ambiente em que se vive.
Quer dizer, não há
situações em que a fidelidade seja mais ou menos importante que outras.
Ser fiel significa honrar um vínculo
livremente assumido.
Reflexão
Javier Echevarria, Getsemani,
Planeta, 3ª Ed. Cap. I, 4
FILOSOFIA, RELIGIÃO, VIDA HUMANA.
Emoções
Uma das fases mais significativas da pessoa no tempo é a
fase emocional. A emoção é um sentimento em força ou mesmo em violência. As
emoções não devem determinar resoluções. As mudanças de orientação resolvidas
emocionalmente estão sujeitas a fracassar. O mesmo se diga das ordens, avisos
ou repreensões. Porque a emoção cria um clima de irrealidade. A emoção despista
reacções de agressividade, autodefesa, desalento que podem apossar-se dos
comandos da vida, absolutizando certos aspectos impressionantes das pessoas e
dos factos. A emoção é como um farol de máximos na noite: encandeia. Tudo o
mais desaparece no negro.
Há emoções positivas e negativas. As primeiras têm por
objecto uma qualidade, uma obra, um facto, de conteúdo estimulante e agradável
para a pessoa, As emoções negativas têm por objecto defeitos, fracassos, as
pirações não satisfeitas. A paixão é a fixação permanente da emoção em certo
objecto.
(E. de Vasconcelos, Pessoa e Circunstância, Brotéria,
Julho 1969, pg. 31)
Pequena agenda do cristão
01/01/2021
A oculta maravilha da vida interior
Quantas coisas novas descobriste! No entanto, às vezes és um ingénuo, e pensas que já viste tudo, que já sabes tudo... Depois, tocas com as tuas mãos a riqueza única e insondável dos tesouros do Senhor, que sempre te mostrará "coisas novas" se tu responderes com amor e delicadeza; e então compreendes que estás no princípio do caminho, porque a santidade consiste na identificação com Deus, com este nosso Deus, que é infinito, inesgotável! (Sulco, 655)
Deixemos de enganar-nos: Deus não é uma sombra, um ser longínquo, que nos cria e depois nos abandona; não é um amo que vai e depois não volta. Ainda que não o percebamos com os nossos sentidos, a sua existência é muito mais verdadeira que a de todas as realidades que tocamos e vemos. Deus está aqui connosco, presente, vivo! Vê-nos, ouve-nos, dirige-nos, e contempla as nossas menores acções, as nossas intenções mais ocultas.
Acreditamos nisto... mas vivemos como se Deus não existisse! Porque não temos para Ele um pensamento sequer, nem uma palavra; porque não Lhe obedecemos, nem procuramos dominar as nossas paixões; porque não Lhe manifestamos amor, nem O desagravamos...
Havemos de continuar a viver
com uma fé morta? (Sulco, 658)
LEITURA ESPIRITUAL Janeiro 1
Mt
XIX 16 - 30
O perigo das riquezas
16
Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para
alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o
que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os
mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não
cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra
teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Disse-lhe
o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21 Jesus respondeu:
«Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e
terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Ao ouvir isto, o jovem
retirou-se contristado, porque possuía muitos bens. 23 Jesus disse, então, aos
discípulos: «Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no Reino do
Céu. 24 Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do
que um rico entrar no Reino do Céu.» 25 Ao ouvir isto, os discípulos ficaram
estupefactos e disseram: «Então, quem pode salvar-se?» 26 Fixando neles o
olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é possível.»
Recompensa dos que seguem Jesus
27
Tomando a palavra, Pedro disse-lhe: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será
a nossa recompensa?» 28 Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da
regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono
de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para
julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver deixado casas,
irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem
vezes mais e terá por herança a vida eterna. 30 Muitos dos primeiros serão os
últimos, e muitos dos últimos serão os primeiros.»
Paciência
A paciência é a virtude pela qual suportamos
com ânimo os males.
Não seja que por perder a serenidade da alma abandonemos bens que nos hão-de levar a outros maiores. [1]
O que
é a paciência?
Quem pode responder melhor a esta pergunta
que o impaciente?
Sim, há várias coisas que sabe.
Por exemplo:
A sua
falta traz-lhe sofrimento porque, habitualmente faz sofrer outros;
Quer,
agora, o que só estará disponível mais tarde;
Esgota
num ápice o que deveria durar algum tempo;
Responde
mesmo antes da pergunta estar completamente elaborada;
Adianta-se
quando deveria esperar;
Começa
sem ter acabado o que antes começou;
Agita
o que estava tranquilo;
Desconfia
do evidente;
Pretende
o que não lhe compete;
Julga
sem analisar;
Precipita
a conclusão;
Não espera pelo resultado.
E, sofre ainda mais porque se dá conta que:
É desagradável no trato;
Cai com frequência no destempero de atitudes e linguagem;
Dá-se conta do afastamento dos outros.
Continua a sofrer porque:
Perde oportunidades;
Não
presta a atenção que os outros merecem;
Não
tem uma trajectória recta;
Ziguezagueia
de emoções em emoções;
Troca
coisas importantes por ninharias;
Muda
de verdades essenciais para hipóteses efémeras.
Na
verdade, o impaciente, sofre muitíssimo porque não dando felicidade aos outros
não a consegue para si próprio.
Assim
temos, exactamente, o que a paciência não é.
















