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02/01/2021

Reflexão

Causa admiração a tenaz e amável sugestão de Cristo a que se O siga livremente. Jamais se cansa de insistir com os Seus com o «segue-Me…», e quando se caminha com Ele, entende-se a grande verdade de que o caminho do cristão – gozar do amor de Deus – é um viver sempre novo. Comunicou-nos, além disso, que nos escuta se O invocamos verdadeiramente, porque dialoga sem interrupção com os que O amam, inclusive quando parece ocultar-Se.

 

       Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. I, 4


05/11/2020

Reflexão

 



Getsemani

 

Apresentaram-se com todo o relevo ante Jesus as atrocidades brutais da humanidade, que eram inconcebíveis pela Sua natureza perfeita, mas não é atrevido sustentar que – na Sua inteligência e na Sua delicadeza – as nossas ingratidões, activas e passivas, Lhe pesaram mais que o sofrimento físico, sendo este, como foi, um tormento aterrador.

 

(Javier Echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. II, 4)

15/01/2019

Temas para reflectir e meditar

Sono

A pergunta do Mestre denotava assombro: «Simão! dormes? Não pudeste velar uma hora? (Mc 14, 37). Diz-nos o mesmo também a mim e a ti, que tantas vezes assegurámos, como Pedro, que estávamos dispostos a segui-Lo até à morte e, todavia, deixamo-Lo só amiúde, adormecemos. Temos de doer-nos por estas deserções pessoais, e pelas dos outros, e temos de considerar que abandonamos o Senhor, talvez diariamente, quando descuidamos o cumprimento do nosso dever profissional, apostólico; quando a nossa piedade é superficial, grosseira; quando nos justificamos porque humanamente sentimos o peso e a fadiga; quando nos falta a ilusão divina, o entusiasmo divino para secundar a vontade de Deus, ainda que a alma e o corpo resistam.

(Beato Álvaro del PortilloCarta, 1987.04.01)

13/01/2019

Temas para reflectir e meditar

Paixão

Meu Pai, se é possível, que se afaste de Mim este cálice, mas não seja como Eu quero mas como Tu queres. A primeira oração manifesta a Sua debilidade; a segunda, a Sua fortaleza. A primeira é um desejo que brota da nossa condição; a segunda é uma escolha que procede da Sua condição própria. O Filho igual ao Pai, não ignorava que tudo é possível a Deus e que não tinha descido a este mundo para tomar a cruz sem tê-la querido (…). 
Mas para manifestar a diferença entre a natureza assumida e a que assumia, o que tinha de homem nele chama o poder divino, e o que era de Deus as necessidades dos homens.

(SÃO leão magnoHomilia 5 sobre a Paixão do Senhor)

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