03/03/2020

VIRTUDES – Prudência 3


Na Sagrada Escritura, a prudência aparece antes de mais como uma propriedade de Deus: «Eu, a Sabedoria, habito com a prudência, eu inventei a ciência da reflexão. Meus são o conselho e a habilidade, minha é a inteligência, minha a força(Pr 8, 12-14). Job exclama: "Com Ele está a sabedoria e o poder, d’Ele é a inteligência e o conselho" (Job, 12, 13).Em consequência, é Deus quem concede a prudência ao homem. Isto é, acima de tudo, um dom de Deus, uma graça: "Javé é quem dá a sabedoria, da sua boca nascem a ciência e a prudência" (Pr 2, 6) [3].

Para alcançar a sabedoria, são necessárias, em primeiro lugar, a oração e a meditação da Palavra de Deus: “Foi por isso que a pedi e me foi concedida a prudência. Supliquei e o espírito de sabedoria veio a mim ”(Sab 7, 7); "Mas, percebendo que eu não poderia possuir a sabedoria se Deus não ma desse – e já era um fruto de prudência saber de quem procedia essa graça – dirigi-me ao Senhor e pedi-Lha" (Sab 8, 21). [4]

Santo Rosário com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Peque na agenda do cristão


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.[iv]

Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.[v]

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]



[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

02/03/2020

NUNC COEPI

Publicações de hoje: 

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A formosura da santa pureza

Não se pode levar uma vida limpa sem a ajuda divina. Deus quer a nossa humildade, quer que lhe peçamos a sua ajuda, através da nossa Mãe e sua Mãe. Tens que dizer a Nossa Senhora, agora mesmo, na solidão acompanhada do teu coração, falando sem ruído de palavras: – Minha Mãe, este meu pobre coração rebela-se algumas vezes... Mas se Tu me ajudares... E ajudar-te-à, para que o conserves limpo e continues pelo caminho a que Deus te chamou: Nossa Senhora facilitar-te-á sempre o cumprimento da Vontade de Deus (Forja, 315)

Devemos ser o mais limpos possível em relação ao corpo, mas sem medo, porque o sexo, é algo santo e nobre – participação no poder criador de Deus–, foi feito para o matrimónio. Assim, limpos e sem medo, dareis com a vossa conduta o testemunho da viabilidade e da formosura da santa pureza. (…)
Cuidai com esmero da castidade e também das virtudes que a acompanham e a salvaguardam: a modéstia e o pudor. Não olheis com ligeireza as normas, tão eficazes, que nos ajudam a conservarmo-nos dignos do olhar de Deus: a guarda atenta dos sentidos e do coração; a valentia de ser cobarde para fugir das tentações; a frequência dos sacramentos, especialmente da Confissão sacramental; a sinceridade total na direcção espiritual pessoal; a dor, a contrição e a reparação depois das faltas. E tudo isto ungido com uma terna devoção a Nossa Senhora, de modo que ela nos obtenha de Deus o dom de uma vida limpa e santa. (Amigos de Deus, 185)

Evangelho e comentário


TEMPO DE QUARESMA


Evangelho: Mt 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’ E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna».

Comentário:

Este discurso de Jesus tem, claramente, o principal objectivo de nos elucidar sobre o Julgamento Universal que ocorrerá no Final dos Tempos.

Desde logo – Universal – porque todos, vivos na Terra ou na Vida Eterna, estarão presentes e tudo, absolutamente, será revelado e, portanto, será completo e definitivo.

Pelas próprias palavras de Cristo o que – em palavras humanas – será escrutinado serão as Obras de Misericórdia que praticámos ou não.

(AMA, comentário sobre Mt 25, 31-46, 12.11.2019)

Quaresma

Resultado de imagem para LITURGIA quaresma
Quaresma 

Exame pessoal 2

Exame pois claro!

Como se fosse assim algo de extraordinário, com um merecimento enorme!

Ainda se fosse verdadeiro, profundo, detalhado!
Mas não é, não costuma passar de uma revisão da memória onde me perco em inúmeras coisas sem importância nenhuma, em vez de ir ao "fundo", ao cerne onde nascem os meus defeitos, os meus erros.

Desejo tirar esta capa de "bem-comportado" com que me cubro para poder apresentar-me ao Senhor tal qual sou, ou, por outras palavras, como Ele sabe que sou.

Só com a Tua ajuda o conseguirei e, por isso Te peço me ajudes.

(AMA, reflexões, 2018)

THALITA KUM 118


THALITA KUM 118

(Cfr. Lc 8, 49-56)



Não nos damos conta que o que nos mantém “deitados” é o egoísmo, a indiferença, a tibieza. Quem assim se sente, viveu uma vida para si, em que os objectivos e planos foram sempre os seus, a sua pessoa, os seus interesses. Se ainda não o está, virá a ficar “comodamente” sozinho, porque não terá ninguém, que agradecido, solidário, deseje retribuir-lhe um amor, interesse e carinho que dele deveria ter recebido.

Quantas vezes estamos deitados no torpor da nossa consciência, na modorra da nossa falta de entusiasmo.
Parece que nada nos importa, que estamos à margem de tudo, que já não contamos para nada. A vida vai passando, numa sucessão monótona de dias e noites, sempre iguais, sem incidentes de percurso.
Acomodamo-nos nesta vida de pequenas certezas, de esquemas bem organizados em que tudo está previsto, numa sucessão de actos que se vão sucedendo, num maquinismo bem oleado que funciona perfeitamente.

Construímos laboriosamente esse estilo de vida a que chamamos “a felicidade tranquila a que tenho direito”; custou-nos não pouco trabalho e muita, muitíssima aplicação.
Os vendavais da vida não nos arrancam do nosso posto, nem as torrentes ou temporais alteram a nossa postura.

Ao nosso lado, vemos um cortejo de misérias, dificuldades e pobreza gritantes, mas, olhamos de lado porque não nos diz respeito. No nosso bem esquematizado sistema pessoal de vida, já contemplámos esses casos e destinámos uma verba, nalguns casos significativa, para essa “solidariedade institucional”, a que não nos eximimos.
Já demos o nosso contributo, já trabalhámos, já nos cansámos, agora, é tempo de descanso, de colher frutos, de… ficar deitado.

Eu, agora, estou reformado!

Outros que trabalhem, que façam que… vivam!

Também a estes, - a nós, talvez - Jesus diz:

Em latim: Surge! Ou em aramaico: Kum!

‘Quero que te levantes, que saias desse torpor, desse estar deitado que é prenúncio de morte; quero que vivas a haustos largos a vida que ainda tens pela frente, que olhes para os teus irmãos, os homens, que te rodeiam e que esperam de ti uma palavra, um gesto que, com a tua experiência de vida mais ou menos longa, serão palavras e gestos de esperança e paz.
Acumulaste uns bens, conhecimentos, experiência, tens de reparti-los pelos outros.
Tens de ensinar quem não sabe, ajudar a ver quem enxerga mal, explicar ao que não entende, desafiar o acomodado, urgir o indeciso, pressionar o tíbio.
O teu lugar só pode ser ocupado por ti, o que tens de fazer, só tu o podes levar a cabo, só tu podes pronunciar as palavras que pus na tua boca, partilhar os sentimentos que insinuei no teu coração.’

Surge! Kum! Ergue-te!

A cada momento o Senhor interpela-nos como que a chamar-nos à realidade da vida.
Acorda-nos do nosso torpor, do nosso acomodado “para que vou meter-me nisto”, para que nos levantemos e encaremos a vida de frente, como deve ser.
Temos de estar despertos, vigilantes, atentos, quando não…

«Não duvidemos: na hora da tentação, do cumprimento do dever, do sacrifício e a entrega, da rejeição ante o ambiente insano, o Senhor dirige-se aos seus filhos para nos perguntar: dormes?» [1]

«(…) e mandou que dessem de comer à pequena

O cuidado do Senhor para connosco vai muito para além da cura do mal que nos afecta.

Sabe que, nós, debilitados pela doença que é o pecado, enfraquecidos pelo mal que é a cedência às tentações, não poderemos viver, plenamente, o dom da vida que nos concede, sem alimento.
Por isso quis ficar na Eucaristia como alimento sublime e total para que tenhamos vida em abundância.
Um alimento que nos dá dimensão, volume, estatura, que nos fortalece e anima.

«Efectivamente Jesus está numa atitude de convite, de conhecimento e de compaixão por nós; mais ainda, de oferecimento, de promessa, de amizade, de bondade; de remédio para os nossos males, de confortador, e ainda mais, de alimento, de pão, de fonte de energia e de vida.» [2]

Fico-me a pensar, por vezes, que a Eucaristia é como que uma “história” fabulosa de amor, tão extraordinária que chega a parecer inacreditável!

Mas, não, é bem real e verdadeira… uma “história” do Amor de Deus pelos homens, por mim!
E entrego-me à oração com mais fervor, procurando na pequenez do meu pobre coração a grandeza do Coração de Jesus e, inevitavelmente, encontro a Sua imagem reflectida na minha alma.
E escolho – tento escolher sempre – essa face da moeda que sou -, para lha dar a Ele porque Lhe pertence.
Então, qualquer pequeno, ou grande sentimento de tristeza que teime em aflorar, desvanece-se como que por encanto, e fico tranquilo e absolutamente seguro que me ouve e, que não obstante as minhas numerosas faltas e não poucas traições, me quer bem.

Redobro os meus esforços para que, nos “Getsemanis” da minha vida, não me deixe invadir nem pelo torpor nem pelo sono e que, sobretudo, a tristeza pelas faltas cometidas não me condicione o coração.

«Saíu da Sua oração, veio ter com os discípulos e encontrou-os a dormir, com a tristeza.[3]

A tristeza adormece o homem e impede-o de acompanhar Cristo.
Cristo quer, ao longo da nossa vida, encontrar-se com cada um de nós e, que pode fazer se nos encontra a dormir:

Segue o Seu caminho!
Mas, se estamos acordados, despertos e atentos ao que se passa à nossa volta, se nos desprendemos da carapaça que nos cobre o coração, carapaça que vamos construindo com as nossas dúvidas, os nossos problemas, preocupações e temores, detêm-se... e fica.

Tristeza porquê?

Porque caímos, em faltas grandes ou pequenas, por impulso ou por hábito?
Não!
Arrependimento, sim.
Mas o arrependimento não é tristeza é a alegria de reencontrar o caminho de começar outra vez.

NUNC COEPI!» [4]

Espero ansiosamente a hora de participar na Santa Missa diária.
Sei que encontrarei não só o refúgio e a paz que procuro, mas, sobretudo, esse alimento que me é imprescindível para a minha vida. E, embora tenha plena consciência da “enormidade” do que me espera, não me deixo abalar nem desviar do meu propósito. Com toda a humildade, digo-lhe:

«Vejo-me tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
Este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na expectativa do momento sublime em que Te receberei meu Deus e Senhor.
Tenho o meu coração palpitando de alegria, confiança e amor.
Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes.
Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno!
Sei, porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.
Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.» [5]
 
 No meu coração, na minha alma, sinto a cada momento que o Senhor me diz:

Surge!  Kum!  Ergue-te!


Fim




[1] D. Javier Echevarría, Getzemani, cap. V, 8.
[2] SÂO PAULO VI, Homília no Corpus Christi, 13.06.1974.
[3] Lc 22, 45
[4] 2007.03.04
[5] AMA, orações diárias, preparação para a comunhão.

Temas para reflectir e meditar

Eucaristia

Vejo a Hóstia Consagrada solenemente exposta neste local de eleição e sinto uma alegria que é fruto da minha paz interior.

Paz de Cristo que por fortuna minha Ele entende magnificamente conceder-me sem qualquer mérito da minha parte mas apenas e só por Sua exclusiva Misericórdia.

Encaro esta graça como encaro todas as graças com que continuamente me cumula: com um misto de gratidão e alegria.

Gratidão porque sei muito bem que não mereço coisa nenhuma; alegria porque sou seguramente um filho muito querido do meu Pai do Céu.

Esta constatação eleva-me e, ao mesmo tempo, esmaga-me já que sendo elevado sinto a tremenda responsabilidade de corresponder com mais amor e maior entrega.

Sim... amor, sem peso nem medida e entrega total e absoluta.

Por isso mesmo só posso repetir: ajuda-me Senhor, a ser - sempre - o que queres que seja, a comportar-me como tens todo o direito de esperar.


(AMA, reflexões, Monte Real, Convento, 13.08.2019)