Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
09/02/2020
Tu e eu procedemos como filhos de Deus?

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o
fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu
Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu
procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)
A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter
espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e
levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional
–, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos,
tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)
Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de
superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma
manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma
humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens
todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o
império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos
braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua
divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue
a tua fortaleza. (Forja,
342)
THALITA KUM 96
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Dentro de alguns
dias começará a Quaresma, o período litúrgico de quarenta dias que leva os
cristãos a prepararem-se para a festa maior da nossa fé:
O Domingo da
Ressurreição.
É um tempo,
especialmente dedicado pela Igreja, à exortação dos seus filhos ao
arrependimento e penitência.
O arrependimento
sincero, que só será possível com o exame sereno e constante, do nosso
comportamento, ou seja, um entrar em nós mesmos com a valentia e a determinação
de descobrir tudo quanto nos vai no mais íntimo do ser, de pôr a nu, sem falsos
pretextos, a verdadeira raiz das nossas vidas.
Sem precipitações
nem excessos de zelo, antes com serenidade e constância, iremos examinando em
pormenor os nossos comportamentos como homens, como filhos, como pais, como
trabalhadores, como membros da sociedade, nas nossas relações com os outros, no
seio familiar ou no ambiente em que vivemos e trabalhamos.
Para que este exame
seja profícuo é muito útil tomarmos algum propósito concreto de melhoria, um
ponto de cada vez, e, desta forma, ao longo da Quaresma, iremos caminhando com
segurança para o objectivo geral de melhoria de vida.
Nesta tarefa, o
arrependimento irá surgindo inevitavelmente, preparando-nos para dar boa conta
deste facto, na Confissão Sacramental com que coroaremos este tempo de
reflexão.
Tal como a Igreja
aconselha, é muito útil a penitência, sobretudo porque ela ajuda à
concretização da vida interior.
Assim como nos
dedicaremos ao exame que atrás falava, também diariamente nos deveríamos propor
algum pequeno acto de mortificação, que não tem que ser nem violento nem
espalhafatoso:
-
Qualquer
pequena privação na comida ou na bebida;
-
O
cigarro que se deixa de fumar ou que se fuma mais tarde e não logo que apetece;
-
Um
esforço por sermos mais afáveis em casa;
-
Dedicarmos
alguma atenção extra aos nossos filhos, à nossa mulher;
-
Não
evitarmos aquele sujeito "maçador" que nos importuna;
-
Completarmos
com perfeição o nosso trabalho de cada dia;
-
A
arrumação daquela gaveta que há tanto tempo vimos adiando; enfim... pequenas
coisas que, todos sabemos bem, que nos custam.
Desta sucessão de
pequenos esforços, pequenos sacrifícios em suma, nascerá uma atitude mais
consciente perante os outros e, sobretudo, perante nós próprios.
Ser-nos-á mais
fácil, evidenciar as nossas fraquezas e deficiências.
Em concreto, será
muito útil para o exame já referido.
Sempre que alguma
tarefa mais importante ou definitiva se aproximava, Jesus retirava-se para
orar.
Os Evangelistas
relatam inúmeras vezes, este facto.
Esta atitude do
Mestre é uma indicação clara da necessidade de recolhimento e tranquilidade
para um melhor encontro com Deus.
Nesta Quaresma,
faremos um esforço para nos aproximarmos mais amiúde do Senhor presente no
Sacrário da nossa Igreja.
A alguma hora do
dia, havemos de descobrir uns momentos para Lhe fazer uma visita, breve que
seja, alguns minutos apenas, mas que serão muito provavelmente o suficiente
para nos animar nos propósitos que temos intenção de concretizar nesta
Quaresma.
Nestes quarenta
dias temos também de encontrar algum tempo diário - 15 minutos, não mais - para
lermos uma passagem do Evangelho e algum trecho de leitura espiritual.
Desta forma
completaremos uma linha mestra de atitudes de reflexão e de verdadeira união
com Deus.
Tudo isto se
traduzirá, de forma muito concreta, na nossa atitude e não deixará de
influenciar o ambiente em que nos movemos.
Em nossa casa, por
exemplo, os nossos filhos mais pequenos, e mesmo os outros, dar-se-ão conta que
vivemos um tempo "especial" em que se evidencia uma certa moderação
nos costumes: na comida e na bebida, nos divertimentos, (na utilização
excessiva da televisão, muito concretamente).
Significa, isto,
que vamos viver "conventualmente"?
É evidente que não
é disso que se trata.
Somos homens comuns
e correntes e não monges ou religiosos de qualquer congregação.
Mas somos cristãos,
fiéis da Igreja de Cristo Nosso Senhor e, por isso mesmo, parece justificável
que nos comportemos como a Santa Igreja nos aconselha.
De resto, hoje em
dia, as limitações, por assim dizer, que a Igreja nos recomenda expressamente
para este tempo, resumem-se, diria, apenas ao jejum na Quarta Feira de Cinzas e
na Sexta-feira Santa, e a uma moderação nas refeições nas Sextas-feiras, tudo o
resto, é apenas no plano interior, espiritual.
E, se acaso nos
assaltarem respeitos humanos - que todos mais ou menos temos - lembremo-nos que
somos livres de proceder como muito bem entendermos e que ninguém se pode
escandalizar por querermos cumprir os preceitos que a Santa Igreja nos
recomenda.
Os Muçulmanos têm
aquele longo tempo do Ramadão que crentes e não crentes respeitam e
compreendem.
Não parece, portanto, aceitável
alguma crítica a um cristão que pretenda viver mais autenticamente o tempo de
preparação da sua maior festa.
Somos o que
somos... temos de viver de acordo».
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 5, 13-16
Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de
salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos
homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre
um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas
sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve
brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
Comentário:
Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas
a importância do cristão na sociedade.
Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo.
Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir.
(AMA, comentário sobre Mt 5, 13-16, 2015.06.09)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
2ª Carta a Timóteo
2Tm 1
Saudação
–
1
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por mandato de Deus, nosso Salvador, e de
Cristo Jesus, nossa esperança, 2 a Timóteo, verdadeiro filho na fé: graça,
misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.
As
falsas doutrinas (4,1-5;
2
Tm 2,14-18; Tt 1,10-16) –
3
Quando parti para a Macedónia, recomendei-te que ficasses em Éfeso, para
dissuadir alguns de ensinarem doutrinas estranhas 4 e de se ocuparem de fábulas
ou de genealogias intermináveis, que favorecem mais as discussões do que o desígnio
de Deus que se realiza na fé. 5 O objectivo desta recomendação é o amor que
procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. 6 Por
se terem afastado desta linha, alguns perderam-se em discursos vãos. 7 Pretendendo
serem mestres da lei, não sabem nem o que dizem, nem o que afirmam com tanta
segurança. 8 Mas nós sabemos que a lei é boa, contanto que dela se faça um uso
legítimo 9 e tendo em conta que a lei não foi feita para o justo, mas para os
maus e rebeldes, para os ímpios e pecadores, para os sacrílegos e profanadores,
para os parricidas e matricidas, homicidas, 10 impudicos, pederastas,
traficantes de escravos, mentirosos, perjuros, e tudo aquilo que está em
contradição com a sã doutrina, 11 segundo o Evangelho da glória do Deus
bem-aventurado, que me foi confiado. 12 Dou graças àquele que me confortou,
Cristo Jesus Nosso Senhor, por me ter considerado digno de confiança, pondo-me
ao seu serviço,
Acção
de graças –
13
a mim que antes fora blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei
misericórdia, porque agi por ignorância, sem ter fé ainda. 14 E a graça de
Nosso Senhor manifestou-se em mim com superabundância, juntamente com a fé e o
amor que está em Cristo Jesus. 15 Eis uma palavra digna de fé e de toda a
aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos sou o quais
eu primeiro. 16 E justamente por isso alcancei misericórdia, para que, em mim
primeiramente, Cristo Jesus mostrasse toda a sua magnanimidade, como exemplo
para aqueles que haviam de crer nele para a vida eterna. 17 Ao rei dos séculos,
ao Deus incorruptível, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos
séculos. Ámen. 18 Esta é a recomendação que te confio, meu filho Timóteo, de
acordo com o que predisseram algumas profecias a teu respeito: apoiado nelas,
combate o bom combate, 19 conservando a fé e a boa consciência. Alguns, que as
rejeitaram, naufragaram na sua fé, 20 como aconteceu com Himeneu e Alexandre,
que entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.
DEVOÇÃO A S. JOSÉ
7 Dores e Alegrias
II
- A segunda dor e alegria de S. José:
A sua dor quando viu Jesus nascido
em tanta pobreza; a sua alegria quando os anjos anunciaram o nascimento de
Jesus.
"Ite
ad Joseph: 'recorrei
a São José'. Ele vos mostrará caminhos concretos e meios humanos e divinos para
chegar a Jesus. E em breve ousareis, tal como ele, segurar nos braços, beijar, vestir e cuidar deste Menino Deus que
nasceu para nós. Em sinal de veneração, os Magos ofereceram a Jesus ouro,
incenso e mirra; José deu-lhe plenamente o coração jovem, cheio de amor."[ii]
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
08/02/2020
Encherás o mundo de caridade
Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau
exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões!
– a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia
espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)
Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de
todos!... – repetias feliz. Estavas contente, graças a essa comunhão de
caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)
Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para
que não se encontre sozinho. Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa
disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E,
depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias
semelhantes. Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne
fácil o que lhe é difícil. (Forja,
957)
Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os
problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás,
desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de
caridade. (Forja, 958)
THALITA KUM 95
(Cfr. Lc 8, 49-56)
A vontade de intervir, demonstrada
por Jesus, nasceu do facto de aquela multidão andar com Ele há três dias, e,
como sublinha o Evangelista, em jejum.
Isto é, para ouvir e seguir o
Mestre, aquela gente prescindiu das mais elementares necessidades: a
alimentação e o descanso.
Jesus quer intervir definitivamente,
de tal forma que, por assim dizer, compense (ou recompense) a dedicação e
empenho em segui-Lo demonstrada por aquelas quatro mil pessoas.
O primeiro ponto,
portanto, parece claro: O empenho e
persistência movem o Coração do Senhor.
De resto, Ele mesmo
o dirá muito concretamente e por várias vezes.
Há-de referir-se à
insistência que junto do juiz iníquo fazia a viúva, até que aquele, cansado da
insistência, faz a justiça que ela lhe pede.
Ou aquele outro que
altas-horas da noite bate à porta do amigo para que lhe empreste pão, o que
este acaba por fazer para poder ver-se livre do importuno.
Ou seja, pedir, com
insistência perseverante, é a única forma garantida de conseguir a atenção de
Jesus para os nossos pedidos.
Pode ser que a sua
satisfação não seja imediata ou, até, nem venha nunca a verificar-se, ou porque
não pedimos bem, ou porque o que pedimos não é o melhor para nós, ou ainda
porque Deus deseja provar-nos com a dificuldade para nos dar uma oportunidade
de melhor merecermos, mas, terá sempre o seu efeito e o Senhor não deixará de
dela tirar o proveito que, em ultima análise, redundará em nosso favor.
Em segundo lugar,
constatamos que os discípulos contribuíram com sete pães e alguns peixes, que
Jesus multiplica em milhares e manda distribuir.
Quem ressuscita
mortos, dá vista aos cegos e opera tantos outros milagres portentosos, decerto
poderia, num instante, transformar em alimento as pedras do chão.
Os sete pães e os
poucos peixes tornam-se, assim, num pormenor importantíssimo a ter conta nas
nossas relações com Deus:
A nossa
contribuição para que o Senhor actue.
Decerto que, nem
repartindo em pedaços ínfimos os sete pães, os discípulos conseguiriam dar,
sequer, uma migalha a cada um dos presentes, mas, a «Deus, tudo é possível»,
[1] como o Mestre
disse de forma tão clara e explícita.
E a gente
interroga-se:
‘Mas, que tenho eu
que valha a pena?’
As minhas misérias,
as minhas fragilidades, as minhas preocupações em ter isto ou aquilo, a minha
intransigência, o meu orgulho... enfim... é com isto que Deus vai operar
qualquer milagre, por pequeno que seja?
Não... não é com
isto evidentemente.
Será antes com os
nossos desejos sinceros de melhorar, de nos tornarmos mais fortes, de nos
desprendermos das prisões excessivas e do apetite por possuir cada vez mais, do
esforço por compreender os outros e aceitá-los como são, do combate permanente
pela humildade e simplicidade de vida.
São estes os
"pães" e "peixes" da nossa contribuição para que o Mestre
possa actuar.
É com esta atitude
de generosidade concreta de tudo fazer para viver como Cristãos, que Jesus
saciará fomes, acalmará espíritos, renovará forças de muitos.
Tal como vemos no
Evangelho, a generosidade do Senhor não é mesquinha, pelo contrário, dos
restos, recolheram sete cabazes; da outra vez, tinham sido doze os cestos
cheios de pedaços de pão e restos de peixe.
Que largueza! Que
abundância!
Se a tentação, que
por vezes nos assalta, de considerarmos poucos ou inúteis os esforços que
fazemos, - porque, às vezes, por um passo dado em frente, recuamos dois, -
tenhamos bem presente esta magnifica evidência da grandeza de Deus, para nos
capacitarmos que o nosso parco e deficiente contributo, se transformará nas
Suas mãos numa abundante distribuição de bens e de graças.
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 5, 13-16
Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de
salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos
homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre
um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas
sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve
brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
Comentário:
Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas
a importância do cristão na sociedade.
Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo.
Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir.
(AMA, comentário sobre Mt 5, 13-16, 2015.06.09)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
2ª Carta a Timóteo
Natural de Listra, filho
de pai grego e de mãe judia, Eunice (Act 16,1), Timóteo tornou-se companheiro
de Paulo, desde que este por ali passou, no decorrer da segunda viagem
missionária (Act 15,35-18,22). Aparece associado a ele no endereço de várias
Cartas (2 Cor, Cl, 1 e 2 Ts, Flm), está ao seu lado em Atenas (Act 17,14-15),
em Corinto (Act 18,5), em Éfeso (Act 19,22) e é um dos portadores da colecta
para Jerusalém (Act 20,4). Foi encarregado por Paulo de várias missões
difíceis, para resolver situações delicadas (Rm 16,21; 1 Cor 4,17; 16,10-11; Fl
2,19-24; 1 Ts 3,2-6).
DIVISÃO E CONTEÚDO
No conteúdo teológico
desta Carta destacam-se especialmente dois conjuntos:
Saudação inicial e acção de
graças: 1,1-20.
I. A organização eclesial
(2,1-4,16).
II. Conselhos a várias
classes de pessoas (5,1-6,19).
Mas a sequência dos temas
é a seguinte:
Combater as falsas
doutrinas: 1,3-20;
Organização do culto:
2,1-15;
Qualidades para o
episcopado: 3,1-7;
Qualidades do diácono:
3,8-13;
Hino ao mistério da
piedade: 3,14-16;
Contra os falsos mestres:
4,1-5;
Timóteo como modelo:
4,6-16;
Instruções para vários
grupos cristãos: 5,1-6,19.
Saudação final: 6,20-21.
TESTIMONIOS
"Desde muy pequeña, Dios despertaba mi curiosidad", recuerda Isabelle: "para mi, Él estaba ahí, eso era evidente. Miraba con envidia a mis compañeros de clase cristianos y judíos: sus familias eran tan tranquilas, tan serenas…”
En nuestra casa!”, fue la respuesta tajante de su padre, argelino de la Cabilia que había abandonado la fe musulmana para entregarse con pasión a la fe comunista. Dios estaba vetado en su familia.
Su abuela, sin embargo, una persona muy devota, la llevó a misa por primera vez un fin de semana que se quedó a dormir en su casa. Fue prácticamente toda la experiencia religiosa de Isabelle en su infancia. “Viví durante mucho tiempo en la desorientación espiritual”, explica a Alexandre Meyer en L’1visible: “Tenía fe, pero sin el más mínimo marco donde desplegarla”.
Sus amigos judíos la llevaban a sus fiestas y pensó hacerse judía. Conoció a protestantes y consideró unirse a ellos. “Intentaron también convertirme al islam, pero fue un fracaso. Estaba un poco perdida”, evoca ahora: “En aquellos encuentros con discusiones apasionantes crecía mi deseo de Dios. Tenía ansias de paz y de serenidad, sed de Dios. Lo que yo veía en todos aquellos creyentes… ¡era tan distinto a lo habitual! Para mí, era Dios quien les transformaba, eso era evidente”.
Cuando Isabelle conoció a quien hoy es su marido, le propuso que ambos buscasen una religión común y se convirtiesen juntos a ella. Pero tampoco en eso tuvo éxito: “Yo necesitaba lo espiritual en mi vida, pero él no experimentaba esa necesidad, así que me la guardé en mi corazón”.
La transformación
Continuó conociendo a personas religiosas, y hace una comparación muy expresiva para describir cómo esos encuentros la fueron guiando “como un embudo” hacia la fe católica.
Faltaba un detonante y lo encontró en el cine, como Pauline, otra conversa cuya historia contó recientemente ReL. Pero si en el caso de Pauline, generacionalmente más joven que Isabelle, el detonante fueron películas “antiguas” (Ben Hur de 1959, Jesús de Nazaret de 1977), para Isabelle, algo mayor, lo fue una película “moderna”.
“Si a mí, que apenas veo la televisión, me hubiesen dicho que Jesús me convertiría con una película , no lo habría creído. Pero La Pasión de Cristo de Mel Gibson lo cambió todo”, dice sobre el film con el que el actor, director y productor australo-norteamericano deslumbró al mundo en 2004.
Y fue la idea central de La Pasión, al plasmar ante el espectador de forma brutal el carácter expiatorio del sacrificio de la Cruz (una idea de la que muchos en la Iglesia se avergonzaban hace quince años, y por lo que la película fue rechazada explícitamente, por ejemplo, por el episcopado francés), la que transformó el corazón de Isabelle : “Lloré de principio a fin. Comprendí que Cristo había muerto por mí, por mis pecados. Ardía de amor por Jesús. Ahora lo tenía claro: Él murió por mí, Él me ama”.
Aún tenía camino que recorrer y pasaron meses antes de que entrase en una iglesia, con un objetivo muy concreto: “Quería bautizar a mi hijo mayor. La extraordinaria acogida del sacerdote y de la pequeña comunidad parroquial me hizo comprender que se nos amaba tal cual éramos”.
Asistió entonces a misa por segunda vez en su vida, tras aquella, ya tan lejana, con su abuela: “Y entonces adquirí conciencia del milagro, la presencia de Jesús sobre el altar, Jesús siendo distribuido a todos por el sacerdote. Tuve la sensación como de que el templo se hubiese quedado a oscuras y un proyector apuntase hacia el altar. Me entraron ganas de ir uno por uno sacudiendo a todos para decirles: ‘¡Jesús está ahí!’”
Momento de la consagración en la misa conventual de la abadía de la Santa Cruz del Valle de los Caídos.
Tras ese momento sublime de la mano de Mel Gibson, vino otro de la mano de Nuestra Señora: “Un 15 de agosto recibí una gracia enorme de la Santísima Virgen. Entré con mi marido a visitar Notre Dame de París. Y, como Paul Claudel, él entró en la catedral como no creyente y salió de ella llorando y encendido de amor por Jesús”.
El poeta Paul Claudel, en efecto, vivió una conversión tumbativa en el templo junto al Sena en la misa de Navidad de 1886, a cuyas vísperas asistía por mera curiosidad.
Él mismo relató el momento: “Los niños del coro vestidos de blanco y los alumnos del pequeño seminario de Saint-Nicolas-du-Chardonnet que les acompañaban estaban cantando lo que después supe que era el Magnificat. Yo estaba de pie entre la muchedumbre, cerca del segundo pilar a la entrada del coro, a la derecha del lado de la sacristía. Entonces fue cuando se produjo el acontecimiento que ha dominado toda mi vida. En un instante mi corazón fue tocado y creí. Creí, con tal fuerza de adhesión, con tal agitación de todo mi ser, con una convicción tan fuerte, con tal certidumbre que no dejaba lugar a ninguna clase de duda, que después todos los libros, todos los razonamientos, todos los avatares de mi agitada vida, no han podido sacudir mi fe, ni, a decir verdad, tocarla. De repente tuve el sentimiento desgarrador de la inocencia, de la eterna infancia de Dios, de una verdadera revelación inefable. Al intentar, como he hecho muchas veces, reconstruir los minutos que siguieron a este instante extraordinario, encuentro los siguientes elementos que, sin embargo, formaban un único destello, una única arma, de la que la divina Providencia se servía para alcanzar y abrir finalmente el corazón de un pobre niño desesperado: '¡Qué feliz es la gente que cree! ¿Si fuera verdad? ¡Es verdad! ¡Dios existe, está ahí! ¡Es alguien, es un ser tan personal como yo! ¡Me ama! ¡Me llama!'. Las lágrimas y los sollozos acudieron a mí y el canto tan tierno del Adeste aumentaba mi emoción”.
Paul Claudel (1868-1955), escribió en 1937 un poema A los mártires españoles al conocer el genocidio anticatólico que estaba teniendo lugar en la zona frentepopulista durante la guerra civil.
Como Claudel, el marido de Isabelle había sentido la presencia de Dios de forma intuitiva e inmediata, de la misma manera que a ella le había sucedido contemplando vívidamente los sufrimientos de Cristo en la Pasión gracias al talento de un cineasta.
“¡Nos habíamos convertido el mismo año!”, exclama: “Se me hacía imperativo bautizarme. Ya no podía dar marcha atrás. Habían caído las últimas barreras”. La vida de toda su familia quedó transformada: “Mi bautizo fue el día más hermoso de mi vida, después del nacimiento de mis hijos y el encuentro con mi marido. Morir y renacer con Cristo, ¡qué alegría! Tras mi bautismo, nos casamos por la Iglesia y nos hemos comprometido como pareja al servicio del Señor que nos ha colmado de tantos bienes”.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






